sábado, dezembro 05, 2015

O novo álbum do Coldplay: A Head Full Of Dreams!

E saiu o novo álbum do Coldplay, A Head Full Of Dreams. Confesso que depois de ter ouvido a música de estreia "Adventure Of A Lifetime", lançada umas semanas atrás, não estava muito empolgada com esse álbum. Mas, como se trata de Coldplay, em respeito aos bons momentos que a banda já me proporcionou num passado nem tão distante, dei um crédito e ouvi (na verdade ainda estou ouvindo).



Antes de falar do que estou achando, é importante tecer alguns comentários sobre o perfil da banda:

Primeiro que Coldplay nunca foi muito estável em seus álbuns, do melhor ao pior, é sempre uma salada. Além disso, entre um álbum e outro, principalmente na música de lançamento, sempre causa uma estranheza - tem sempre uma mudança, que com o tempo se mostra coerente, tem uma ou outra música que te faz lembrar que é Coldplay. 

E sempre tem aquelas músicas que vão parar na novela, que viram tema de formaturas, aniversários, declarações de amor e até o slide show feito pela família com resumo do ano de um aniversariantes, sabem do que eu estou falando né? 

Esse tipo de música que tu gosta de primeira e na terceira já tá cansado (história da minha vida). Mas, eles sempre têm aquelas músicas que causam estranheza de primeira, nas próximas vezes que tu ouve fica na dúvida, e de repente ela se torna a música da tua vida. E, claro, sempre tem aquela música que tu até deleta da lista, de tão insuportável.

Convenhamos, não é toda banda que tem álbuns pra ouvir do início ao fim, sem pularmos uma única faixa. E o que eu quis dizer é que Coldplay definitivamente não é uma dessas bandas. Então o A Head Full Of Dreams segue esse "padrão" próprio da banda e, adiantando aqui o que tô achando: ele é menos ruim do que Ghost Stories, 2014. Não vou abrir um parênteses aqui pra falar desse álbum. Só quero dizer que acho chato pra caramba, uma decepção. Porque a música de lançamento não era tão ruim, e ao ouvir o álbum todo me deu sono!

E sobre o A Head Full Of Dreams?

A primeira e única vez que ouvi "Adventure Of A Lifetime" fiquei chocada, pensei "pronto, acabou a banda". Assim, com expectativa quase a zero, o restante do álbum me pareceu ok. A faixa que abre o disco, e que por sinal é a que dá nome ao trabalho, é boa. Lembra muito Coldplay que conhecemos. Depois, "Birds", é um dos pontos altos do disco, é uma música estranha, mas muito bonitinha. 

Do céu ao inferno, vem "Hymn For The Weekend", chata demais, nem tenho o que dizer, pop bobo, desnecessário! Everglow segue nessa linha meio pop lovesong super bobo sonolento. Não curti! Depois dela vem o terror de AOAL e a "Fun" (feat. Tove Lo) igualmente chata, essa moça do pop tem uma voz cansativa, a música é pior que a do outro álbum com a Rihana, ai vai dando um desânimo. 

Então vem mais esquisitice, meio que uma sobra de Ghost Stories, "Kaleidoscope" também não prestou, viu? É daquelas músicas quase instrumentais, que passam de uma faixa pra outra, esqueci o nome. Além dela tem também a "Colors Spectrum" no mesmo estilo. E voltamos pro lado Boring do álbum "Army Of One". Não sei se é porque o que vem antes já tá acabando com a paciência, mas é uma música fraquinha. 

Pra não perder de vez as esperanças, "Amazing day" vem pra acalmar os ânimos, ela tem uma melodia bonitinha. Nada demais, mas dá pra encarar! E "Up&Up" segue na linha enjoativa, ladeira a baixo, com direito a batida pop quase R&B, WTF? 

E assim termina a avaliação desse novo álbum do Coldplay: valeu o Download? Não muito, vale comprar, nenhuma das músicas. Queria vir aqui e fazer um review de tiete, faceiro, mas ficou difícil defender a banda, mais uma vez (embora não tenha feito um post sobre Ghost Stories (eu acho).

É uma pena, MAS, se sempre devemos olhar pelo lado positivo. Mais uma vez a banda não vai ter uma turnê pelo Brasil, vai passar em duas cidades (acho que SP e RJ), e não vou ficar com remorso de não ir. Já perdi as esperanças de um grande show com tanto álbum meia boca. E acho uma pena!

Eu não gosto de fazer posts falando mal. Quando comecei a escrever até achei que sairia algo legal, estava esperando me surpreender com alguma música, mas não aconteceu. E nem posso postar vídeo aqui, ou link para os áudios, porque eles nem liberaram streaming para o Spotify. Só tem a "Adventure Of A Lifetime" por enquanto. Não muito obrigada!


MAS! Quem sabe uma pra mostrar que a banda já foi sim, supimpa. Fica aí uma daquelas músicas deles que não me canso de ouvir. 


Green Eyes <3 b="">









sexta-feira, dezembro 04, 2015

Banda Scalene toca em Porto Alegre, finalmente!

Eis que chegou o grande dia: Banda Scalene toca em Porto Alegre, e que show! O cenário, logo que chego no evento é de descontração. No palco a banda de abertura, John Folk (que por sinal é muito boa), e na plateia rostos curiosos apreciam a boa música.

Com a câmera ruim, isso foi o melhor que consegui!

O show da Scalene começou um pouco depois do horário "marcado", mas quando entrou, naquele momento deu pra perceber a vantagem de um show num lugar como o Opinião. Intimista pela proximidade entre a plateia e o palco, percebia-se que ali estavam (de fato) fãs da banda. Pessoas que como eu nem estavam compreendendo que aquela gurizada entrando no palco era A BANDA SCALENE. 

E quando eles entram, pegam nos instrumentos e começam a tocar, o delírio se confunde com a necessidade de cantar. A sensação de estar junto de tantas outras vozes, soltando (provavelmente, como eu) pela primeira vez todas aquelas letras em alto e bom tom, é inexplicável. E o povo cantou todas as músicas, não só "Amanheceu" e "aquela que toca na novela". Foi bonito de ver, e a satisfação nos rostos deles foi nítida.

Ao passo que mais músicas foram sendo tocadas, mais os caras se empolgavam e foram mostrando porque AQUELA banda, e não qualquer outra do Reality, despontou e segue em turnê pelo Brasil tocando em todos os lugares. É notável, eles têm muita vontade de tocar, solos não são entediantes, o público responde com loucura, e no palco a resposta é mais e mais loucura.  

Tecnicamente falando, o som dos caras ao vivo é perfeito. Um capítulo a parte é a interpretação do Gustavo Bertoni (vocal), ele não canta "igual no disco", é muito melhor, é com alma. E o Philipe na bateria enlouquecendo também nos vocais, essa foi uma grata surpresa - eu não sabia que ele fazia vocal, fica demais! Lukão destoi no baixo, Tomás, pelamor! Dá pra sentir em cada nota o envolvimento deles e a paixão pelo que fazem. 

E que pessoas! Depois do show - cujas únicas reclamações que se ouvia eram "foi muito pouco", "faltou bis", "poderiam ter tocado mais" - os caras ainda mostram mais um dos seus talentos: a simpatia! Boa parte do público não arredou pé do Opinião. Esperavam para tirar fotos e pegar autógrafos, trocar uma ideia, aproveitar um pouco mais. E a resposta foi "banda Scalene no meio da galera". 

Quando vi estavam todos por ali dando total atenção, tirando fotos, querendo a nossa opinião sobre o show, enfim... Transformaram um momento lindo em pura magia. Nada é mais gratificante para os fãs do que ver seus ídolos cansados. mas estampando um sorrindo no rosto e cheios de disposição. No fim das contas, isso é o que renova esse sentimento de admiração e mantém os fãs. Vida longa à banda Scalene!

Desde que conheci a banda (no pograma da grôbo), surpreendeu-me a qualidade musical e a aparente integridade dos caras. Além disso, como já falei em outros posts (que vocês podem ler aqui e aqui) foram eles que me fizeram prestar mais atenção no rock novo feito no Brasil. De novo Brasília elevando o nível do Rock Nacional, fazendo a frente, que sensacional descoberta!

Algo não mencionado ainda, mas que vale o registro, é que não usei a palavra surpreendente para descrever o show. Isso porque as expectativas eram altíssimas, e eles atingiram essa expectativa com maestria. O show foi perfeito (e poderia ter durado umas três horas), e a sensação que estou neste momento é de satisfação plena. 

Abaixo um registro do "tchau" que foi doído! hahah Sério, esse show poderia ter tido umas três horas tocando o mesmo repertório em looping infinito, ninguém ali reclamaria! O que me lembra do Lukão explicando que terminou porque o povo tem que dormir, e repito o que disse ontem "Ninguém precisa dormir!", e completo com "se tem Scalene tocando" - "sem mais".



E era isso, pessoal. Se esse foi o último show do ano (pra mim), então o ano fechou com chave de ouro! E que venham os próximos, Scalene, já estamos com saudades! :'D

terça-feira, setembro 22, 2015

Resenha: O prisioneiro dos Daleks

E, já era! Terminei de ler O prisioneiro dos Daleks, livro da série de Doctor Who escrito por Trevor Baxendale, Vou falar das minhas impressões sobre a leitura, sem spoilers (vou tentar pelo menos), para não atrapalhar quem está apenas querendo saber como é para, quem sabe, vir a ler.

A única referência que eu tinha de livros de Doctor Who era o Shada (sobre o qual falei rapidamente aqui). Shada foi pensado para um episódio de TV pelo Douglas Adams. Então posso dizer que a expectativa para o livro com o 10º Doutor (que é o meu preferido, aliás), era bem alta. Logo de início senti a grande diferença, não era escrito pelo Douglas Adams, não era tão genial. Mas... Continua lendo aí!

O começo do livro é como qualquer começo de livro, meio tedioso até. Eu tive que entender bem o contexto: série moderna, a tradução para o Português pode ter prejudicado um pouco, e não conseguia ver naquele Doutor a atuação do décimo Doutor interpretado pelo David Tennant, que é tão brilhante.

Outra dificuldade foi visualizar as imagens descritas ao longo da narrativa. Achei um pouco simplória (sempre comparando ao Shada - inevitável!). Então, exceto o que conhecia bem (o Doctor, sua TARDIS e os Daleks), as demais figuras foram mais difíceis de "ver". Mas, esse detalhe não chega a prejudicar demais a leitura e imersão na história como um todo. Os capítulos são curtos e vão contando e descrevendo separadamente o paradeiro dos personagens, um recurso muito bom. Pois, aos poucos as estórias vão se encontrando, fazendo sentido e vão direcionando nossas ideias para os próximos acontecimentos, alguns previsíveis, outros nem um pouco - é onde a minha atenção e curiosidade foram conquistadas.

Quando os Daleks entram em cena e o "circo começa a pegar fogo", o Doutor vai ganhando aquele tom eloquente que eu estava acostumada na série de Tv. Baxandale vai conduzindo os fatos, passo a passo, e cuidadosamente apresenta Daleks sendo Daleks, e o Doutor fazendo eles de bobos (como sempre), parecendo estar perdido e dando aquela reviravolta no final na trama. Exatamente como (nós Whovias) estamos acostumados. E é sensacional!

Então, sim, indico o livro, pois é uma leitura gostosa e divertida. É muito legal como o autor induz nosso cérebro a ouvir os Daleks desafinando e dando suas ordens. Não sei se por serem diálogos muito fidedignos ao personagem, ou pelo recurso gráfico utilizado, ou as duas coisas. Outro detalhe que encanta são as expressões típicas do 10º Doutor, os Naaah, Allons-y, a personalidade otimista e sorridente - depois que tu entra na história, é genial!

A minha dica, porém, é procurar ler esses livros antes de Shada, pra se afeiçoar antes de achar ruim. Porque Shada é lindo demais - tá certo que eu sou fã das loucuras do Adams, e por isso sou suspeita - mas é só uma dica, pelo menos saiba dessa diferença.



Ah! Para comprar o livro, tem Submarino (onde comprei por R$12,90), vi que tinha na Saraiva, na Estante Virtual também tem, e vocês podem procurar na Editora Objetiva, a qual cito no início do post.

Um adendo: isso é bem curioso (pra mim), chamar o Doctor Who de Doutor. Logo que vi alguns episódios dublados achei terrível, quando comecei a ler Shada, custei a me acostumar, e depois de O prisioneiro dos Daleks, bem, isso já está bem tranquilo pra mim.

Outra coisa: ler sobre Daleks nesse momento, em que os vilões estão em alta, só se fala dele no Universo Who por conta da estreia da nona temporada que, gente, quem não viu ainda, pre-ci-sa! Não é só mais um episódio com Dalek, e Peter Capaldi está sensacional!

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