sexta-feira, maio 22, 2015

Tocotronic não é "só" mais uma Deutsche Musikgruppe!

Para dar continuidade a fuga do óbvio ao ouvir música (principalmente rock) feito pelos alemães, cantando em alemão (iniciada neste post aqui), segue mais uma dica de banda BOA de rock para (de novo) quem gosta de ouvir coisas diferentes ou está estudando alemão e quer vivenciar mais o idioma: Tocotronic! Uma banda de indie rock alemã (emocionada!!! Isso é tão raro (pra mim)), formada em 1993. A influência deles está entre David Bowie, The Buggles, "Bad Brains" e outras bandas alemãs (ou não) desconhecidas que devo passar a conhecer em pouco tempo!

A banda é conhecida como integrante do movimento "Hamburger Schule", que surgiu nos anos 80. Esse movimento musical "pop" teve seu auge nos anos 90, e ficou conhecido por misturar indie, punk grunge e pop. Trata-se de um marco importante para a música jovem alemã que repaginou esse cenário no país.

Desde que comecei a estudar alemão procuro por bandas, e pedi ajuda de diversas pessoas. Cansada de receber indicação de bandas óbvias, fui buscar punk rock e descobri que a ideia desse estilo é bem diferente para eles. Geralmente bandas ditas punk têm uma trajetória estranha, nunca punk de verdade. Fazem umas bagunças de estilo chegando a ser ridículas de vez em quando, e nesse bolo incluo os adoráveis Die Ärzte!

Essa banda em especial, tem variações aceitáveis para o indie rock, dos 10 (11 ou 12) álbuns, apenas um é totalmente nada a ver, por ser eletrônico e remixado por outros artistas "K.O.O.K. - Variationen" (2012) (é do tipo lamentável). Mas, considerando que trata-se de um estilo alemão, dá pra entender. Consta (na minha pesquisa) que a Tocotronic tem o hábito de se reinventar a cada álbum, lançando-se em desafios. Então, faz sentido, ainda que não tenha sido a melhor das opções. Por sorte os demais álbuns são muito bons.

No álbum Shall un Wahn (2010), por exemplo, tem algumas músicas mais calmas e bem instrumentais, que lembra muito as bandas de indie rock escocesas, ou a Stornoway. Nesse disco encontram-se também rock do bom, com guitarras empolgantes! Já no álbum >20< (2013) tem um rock de garagem, vocal mais abafado, mistura um pouco de grunge com punk (o nosso bom e velho "hey, ho, let's go" e não aquela locurada do rock alemão). O >20< lembra um pouco o primeiro álbum Digital ist Besser (1995). E, claro, o primeiro álbum é melhor. Qualidade incomparável. Como quase sempre, parece que as bandas despejam toda alma no primeiro trabalho. Assim como o Nach der verlorenen Zeit, que também é de 1995.

A controvérsia em relação ao álbum K.O.O.K. - Variationen (remixado e ruim) é incrível, porque o original K.O.O.K., de 2005, é muito divertido. Lembra um pop rock que o Green Day se transformou depois de ser punk. Porém, com personalidade, e inserções eletrônicas bem curiosas. É um álbum bom! 

E o álbum mais recente da banda, "rote" (vermelho), com subtítulo lindo "Rot für die Liebe, Rot für die Revolution" (vermelho para o amor, vermelho para a revolução), tem um pouco de indie rock do Shall un Wahn e um pouco de punk também. Mas, é mais indie, e é muito bom. Uma crítica o descreveu como "um trabalho emocionante e comovente da arte, no estilo do grande Tocotronic - e ainda de alguma forma completamente diferente.". Eu não poderia descrever melhor.

Pra ouvir a "grande" Tocotronic, o bom e velho Spotify ou Deezer

E, pra quem ainda tiver dúvida, confere os vídeos aí!


Die Erwachsenen - lindaaa!




Macht es nicht selbst (que lembra muito o lado bom de Die Ärzte)




Ich glaube ich habe meine Unschuld verloren, do primeiro álbum, Digital ist Besser.




Um pouco mais pode ser assistido no canal da banda no Youtube, confere lá!

:D

terça-feira, maio 19, 2015

Banda Scalene e Éter, o novo álbum!

Hoje venho relatar a minha experiência com a Banda Scalene, sim, aquela do SuperStar. Eu não costumo assistir esse programa, mas alguém na minha TL do Twitter assiste e fez um comentário sobre a banda há algumas semanas. No comentário a pessoa comparou a banda com The Killers, depreciativamente, dizendo que Scalene era melhor. WTF?!? Bom, depois disso eu "segui" a banda no Spotify pra ouvir depois, e nunca mais me lembrei.

No último domingo, dia 17/05, ainda com aquela comparação em mente, parei para assistir o programa e a apresentação da banda. Cheguei a conclusão de que a pessoa que fez o tal comentário poderia voltar e ouvir um pouco de The Killers pra ver que cometeu um engano ridículo. Scalene NADA tem a ver com Killers. Mas, a banda, de fato pareceu muito boa. Então, voltei ao Spotify e ouvi o álbum "Real/Surreal". Das 18 músicas eu salvei quase todas!


O som dos caras impressiona pela qualidade, letras, rock 'n Roll, "peso", o que talvez seja justificado pelas suas influências: Queens of The Stone Age e Radiohead. É demais ver uma banda assim (brasileira). Depois dos anos 80 poucas bandas fizeram um trabalho bom, de verdade, com personalidade, qualidade. Então foi uma boa surpresa, que agora está lá na minha playlist (Rock nacional na minha lista é coisa rara! Ainda mais agora, com tanta banda escocesa pra ouvir...).

Depois de ouvir o álbum fui para o Twitter fazer uma busca, e descobri que a banda lançaria um novo álbum hoje, 19/05, chamado Éter, o qual estou ouvindo neste momento. Bem, estava na dúvida se a banda manteria o mesmo estilo. Muita coisa mudou desde o primeiro álbum, agora eles têm mais visibilidade, e essa oportunidade mágica de se apresentar na grôbo toda semana (eu acho), têm Sandy e Tiaguinho como "fãs". Esse último até sugeriu que eles cantassem "Amanheceu" no programa, o que espero que não aconteça, por melhor que seja a música, não representa totalmente o que eles são. Então, de underground, eles passam agora para o universo pop, será que vão "aproveitar" e fazer algo mais comercial, como muitas bandas acabam fazendo? Foi o que me perguntei.

Ao ouvir as músicas de Éter notei que algo mudou (ok, ninguém quer uma banda fazendo a mesma coisa a vida toda). O álbum é legal, mas para mim o primeiro estava melhor. A banda é muito boa, e eles têm o suporte das letras (que, gente, fala de coisas muito próximas, lembra os bons tempos do Rock de Brasília, é genial). E por esses dois fatores, a gente ouve uma, duas vezes, e segue ouvindo. O incômodo (pra mim) é a leveza. No primeiro álbum já havia essa tendência melódica, mas acredito que agora isso está mais presente, e eu preferia o hard core do álbum anterior. No "Real/Surreal" as músicas mais calmas eram mais acústicas, já no Éter, as partes calmas das músicas são beeem mais calmas e algumas músicas não alcançam aquele nível de loucura que percebi no disco anterior.

Mas, vale a pena conferir, e está disponível em Streaming em todas plataformas conhecidas, não tem desculpa: iTunes Spotify Rdio Deezer

Faixas:

1- Sublimação
2- O Peso da Pena
3- Histeria
4- Fogo*
5- Gravidade
6- Furacão
7- Terra
8- Náufrago
9- Alter Ego
10- Tiro Cego*
11- Loucure-se
12- Legado*

* Destacadas as que gostei mais! :P

A banda é grande favorita para ganhar o reality (bem curioso que o brasiu seja samba e sertanejo, mas quando abrem espaço para o Rock, não tem pra ninguém - a Banda Malta que o diga, né?). Enfim, acredito, e espero que a Scalene ganhe. E mesmo se não ganhar, as chances de ouvirmos muito sobre esses caras daqui pra frente é muito grande, a porta se abriu, eles têm tudo pra entrar de vez para o cenário Rock. Têm mais potencial que a Malta, inclusive.

E, para manter o padrão, abaixo alguns vídeos da banda, para quem ainda não ouviu, ter uma "noção" do trabalho deles.


Começar por Danse Macabre, a cara da banda!



Legado, do novo álbum Éter:



E uma apresentação ao vivo, sente a energia!!! Karma/Danse Macabre:




E tem muito mais no canal deles no YouTube, vem!
\o/  

quinta-feira, maio 14, 2015

Angelika Express: gut Rockmusik von Deutschland!

Este post é dedicado a roqueiros e estudantes de alemão! Se você, assim como eu, gosta de música (rock) e resolveu estudar Alemão, certamente já buscou por bandas que cantem em alemão pra ajudar na sensibilização para o idioma. É uma prática muito recomendada, inclusive pelos professores. Pois bem, eu encontrei bastante dificuldade para encontrar bandas boas.

Sempre que buscamos, ou até se perguntar para alemães, eles indicam Rammstein,  Die Toten Rosen e Die Ärtzte. São referências muito boas, mas: Rammstein é meio sinistro e barulheira (nem sempre estou disposta), Die Toten Rosen é muito louca (chata na maioria das vezes) e Die Ärzte é muito bom, mas não está no Spotify, e é bom variar, não dá pra ficar ouvindo sempre a mesma coisa.


Recentemente conheci essa banda chamada Angelika Express, na formada em 2002, com o primeiro álbum, que leva o nome da banda, lançado em 2003. Uma banda de Indie Rock (classificação minha, ainda que não goste muito de classificar), com influências no Glam Rock, Punk e Post Punk (pouco). A mistura disso tudo, com o jeito alemão de fazer Rock funcionou muito bem. Nos seus sete discos, mais quatro EPs, a banda tem músicas mais dançantes, e/ou puro indie rock, pra curtir os instrumentos (baixo bem marcado e riffs de guitarra bonitinhos).

A qualidade ao vivo também surpreende, como pode ser constatado no álbum Pornographie - Live im Gleis 22. É bem difícil escolher um álbum como o melhor, geralmente o primeiro é o que tem mais identidade e tal, mas no caso da Angelika Express (talvez por já terem parado e voltado a atuar), percebe-se um equilíbrio nesse ponto. Por enquanto eu me identifiquei mais com o "Die Dunkle Seite der Macht, Zweiter Teil". Pode ser um bom começo para quem for começar a ouvir, caso goste de algo mais punk.

Para estudantes (que sofrem) do idioma, a principal vantagem é que os vocais são "calmos", consegue se perceber a pronúncia das palavras, e pra quem ouvir no Spotify, várias músicas têm a letra para acompanhar enquanto ouve. E tem mais, a banda disponibilizou o álbum Grosster Treffe para download gratuito no site deles. É só se cadastrar para receber a newsletter. É só clicar nesse link. Melhor impossível! ;)

Pra quem ainda não aderiu ao Spotify, também pode ouvir no Youtube, o canal oficial tem muito conteúdo, dá pra se divertir!

E aqui fica alguns vídeos, pra apresentar um pouco do trabalho da Angelika (que nome medonho, aliás!)



Aqui uma apresentação ao vivo de "Pornographie", de 2003:




Rekordversuch offizielles, com uma melodia muito parecida com alguma coisa que já existe por aí. Mas boa!



E a Fabrik der Freiheit, que não encontrei no Youtube, mas dei um jeito de postar aqui! :)



Espero que agrade! :P

terça-feira, maio 12, 2015

Saiu! The Desired Effect by Brandon Flowers!

Finalmente, depois de meses de lançamentos inesperados de singles e video clipes, saiu o The Desired Effect do "solo Killer" Brandon Flowers. Eu estive acompanhando cada lançamento ansiosa, particularmente porque sou fã de The Killers, e do trabalho solo do Brandon. Flamingo, o primeiro álbum solo dele é muito bom, e esse segundo tinha tudo para ser bom.

As músicas da carreira solo do Brandon Flowers são diferentes das que estamos acostumadas a ouvir no The Killers. Ainda que a voz seja a mesma, as canções têm uma pegada diferente. Apesar disso, nota-se alguma semelhança (é claro) no Flamingo (2010) e no Battle Born álbum que o The Killers lançou em 2012. Mas, é coisa que fã percebe, provavelmente por ouvir muito e acompanhar a cada momento o que acontece com a banda.

Mas, vamos logo falar do Desired Effect!!  O Álbum não foi oficialmente lançado, mas disponibilizado no iTunes Music (acesse aqui) hoje, 12/05. Para quem não conseguir ouvir pelo iTunes, e/ou não quiser esperar até a data de lançamento saibam que sim, já está disponível pra download em alguns sites, Fanpages, tem torrent e etc.


Primeiras impressões:

O álbum é um passaporte para os anos 80, sim! Brandon está nessa vibe, chamou Ariel Rechtshaid para produção, e o resultado foi esse, músicas com forte influência, mas repaginadas e muito legais. Tem refrões marcantes, teclado, voz sintetizada (bem pouco e só em uma das músicas - thank god), participação de "Pet Shop Boys!", uma pegada bem pop e letras divertidas (às vezes estranhas, o que parece romântico nem sempre é). Apesar de pop, tem guitarras, de uma forma bem equilibrada.

Então, quem for ouvir não pode esperar por algo que soe como The Killers, nem esperar que seja parecido com o álbum solo anterior. É um disco novo, pop, com baladas e músicas dançantes, bem produzido, com a voz do Brandon Flowers e com backing vocals incríveis.

Faixas:

1. Dreams Come True
2. Can't Deny My Love (1º Single/Vídeo)
3. I Can Change
4. Still Want You (2º Single/Vídeo)
5. Between Me And You
6. Lonely Town (3º Single/Vídeo)
7. Diggin' Up The Heart
8. Never Get You Right
9. Untangled Love (Minha preferida até aqui! Riffs que lembram o Dave, The Killers)
10. The Way It's Always Been

Bônus Track:
- The Desired Effect Ouça aqui
- Btwn Me 'N U Ouça aqui

Várias músicas já estavam "conhecidas" por conta dos shows que já rolaram, em que ele as apresentou, tais como a "Diggin' Up the Heart", por exemplo. Mas, essa é uma música que surpreendeu, porque ela parecia bem boba ao vivo, quando a versão de estúdio é muito legal, com influência rock muito forte, sem descaracterizar o estilo 80, uma mistura muito legal. É uma das que mais gostei.

Ainda estou viciada em "Cant't Deny my Love" e "I Still Want You", sendo essa última a mais viciante! Assim como a "Lonely Town" e a "I Can Change", elas foram todas disponibilizadas no iTunes, Spotify, YouTube e Deezer. E, nesses últimos dias "Untangled Love", "The Way It's Always Been" e "Never Get You Right" tocaram no rádio, e Victims desse mundão gravaram e disponibilizaram online (a internet é linda!).

Então, conforme indicado nas pistas (visual do Brandon), e músicas lançadas até aqui, o álbum entrega o que promete, pop, 80's. Brandon Flowers se superando. ;)


Agora os clipes, pra vocês terem uma noção de tudo que falei até aqui:

Começo com Still Want You, porque é o melhor clipe. Divertido, Brandon. Sem mais...


Terceiro vídeo, sem Brandon, mas igualmente divertido/weird. Prestem atenção na letra... Lonely Town


E a atuação (não curti) de Brandon no primero vídeo/single, Can't deny my love:


Se gostou, comenta aí! :)



terça-feira, maio 05, 2015

Remission, o novo álbum da New Politicians

Há pouco tempo apresentei aqui a banda New Politicians [acesse o post aqui]. Na ocasião eles tinham ainda poucas músicas, mas me cativaram pela qualidade do som. Pois ontem tive uma grata surpresa chamada "Remission". O novo álbum da banda! \o/ (Tenho que destacar a beleza dessa capa, amei! :P)


O EP tem sete músicas:

1. Revelator
2. Cut a hole
3. Been in the wars
4. Images
5. Killer on the mend
6. Remission
7. The idealist


Tenho ouvido desde ontem e ainda não sei dizer de qual gosto mais. O que posso assegurar é que eles seguem com o mesmo estilo, qualidade sonora e post punk de antes. Vale a pena conferir! 

Aqui o clipe da música "Cut a hole", primeiro single de trabalho:



Então, esse post é rápido e direto, pra dizer que tem mais músicas pra ouvir, disponíveis no Soundcloud, clique aqui - e no Spotify), ou pra quem quiser comprar 

Mais informações sobre a banda, acesse o site: New Politicians

segunda-feira, abril 27, 2015

The Proclaimers, além de "I'm Gonna Be (500 miles)"

Sabe quando tu conhece uma música de ouvir em seriados, filmes, mas nunca procura saber de qual banda ela é? Bem, assim foi a minha "história" com The Proclaimers, essa banda escocesa de folk rock, que existe desde 1983. Já tinha ouvido a música "I'm Gonna Be (500 miles)" na trilha da série How I Met Your Mother Mas, achei que se tratava de mais uma daquelas "bandas de uma música só", e me enganei! Pesquisando soube que ela já tocou em Family Guy e até em Doctor Who.

O curioso é que (indiretamente) foi o Doctor Who que me fez buscar a discografia da banda, mas não por ter ouvido a música na série. E, muito provavelmente, a música tenha entrado na trilha por conta do 10º Doctor, Sir. David Tennant, já que ele é um grande fã da banda e tem esse clipe da música com toda galera, só pode ser (ver no final do post). Tennant sempre comenta alguma coisa sobre eles nas entrevistas, e num congresso nerd recente ele voltou a falar da banda. Foi então que resolvi ouvir pra saber o que ele vê de tão interessante. Enfim, não sei se é isso mesmo, mas pode ser, e seria legal. Porque David é um fã ilustre e conhecido da banda, e recentemente até recebeu um prêmio da TV Britânica das mãos da dupla.

Sim, a "banda" Proclaimers é formada por uma dupla, irmãos gêmeos, Charlie e Craig Reid, lançaram seu primeiro álbum "This is history" em 1987, embora  já estivessem há 4 anos "na estrada". O primeiro single de grande sucesso nesse álbum foi Letter from America, a qual atingiu o "top 3" no Reino Unido e Irlanda. E, por falar do álbum, nem sei bem como descrever esse primeiro disco. É bom, e nostálgico (pra mim), pois remete aos anos 60, misturado com algo anos 80 e o "estilão da banda".

Aliás, estilo presente em todos os álbuns até hoje. Digo "estilão" porque eles têm um sotaque irlandês muito forte, o que dá um ar muito mais folk e original para as músicas. Além de ser muito expressivo. Particularidade que eu adoro, cantam com a alma, dá pra sentir, e é divertido (e bonitinho). Às vezes, lembra The Pogues, mas pouco, porque Pogues é mais folk que qualquer outra coisa.

A "doida" "I'm Gonna Be (500 miles)" aparece no segundo álbum, Sunshine on Leith (1988). E esse outro é, ao contrário do que possa indicar, um álbum calmo - evidencia: a canção que dá nome ao álbum é uma baladinha, a "500 miles" é a mais animada (e não parece mais tão louca depois que se ouvem as outras músicas da banda). As músicas nesse álbum são mais folks, guitarra e cordas bem marcantes, ritmos e etc. Outro destaque (pra mim) é a música "Then I Met You", ela é contagiante, pra entenderem melhor, vou deixar o vídeo aí no fim do texto (pode pular pra lá, se quiser, eu não ligo!!). Outra fofinha desse trabalho é a "Come on Nature" e a evidencia folk está na "I'm on my way" e o estilão + folk em "Oh Jean".


Bom, os Proclaimers têm uns dez álbuns de inéditas, um de bônus tracks e mais umas coletâneas (claro, muito tempo de estrada), por isso não vou descrever um por um aqui. E vou falar só de mais um deles que (em princípio) é o meu preferido: Hit the Highway (1994)!

Se tiver que procurar só um (o que seria bobo porque no Spotify tem toda discografia), essa é a minha aposta!!! Foram as músicas com as quais mais me identifiquei, as mais retrô. E tem a "Let's get married", que simplesmente resume porque não consigo mais parar de ouvir essa banda. O sotaque, a melodia, tudo perfeito! E tem várias mais animadas. Músicas como "Shout Shout", "Follow the Money", "Don't Turn Out Like Father" e outras são perfeitas pra colocar naquelas playlists que levantam o astral, ou pra viajar.

Os álbuns mais recentes as músicas foram ficando mais sérias, e tem mais baladas, perdendo um pouco aquela "animação" do começo. Mas, ainda são boas músicas, só não me agradaram tanto quanto as mais antigas. E por motivos óbvios, é o que se espera de uma pessoa que curte rockabilly. O fato é que, a banda tem muita coisa pra ouvir e vale a pena ir conhecendo. Foi o que me tirou um pouco do vício "Stornoway" nas últimas semanas.

E por fim, algumas amostras pra ver se convenço mais alguém de que a banda é boa mesmo! :D


A minha favorita, Let's Get Married (favor reparar na cidade maravilhosa, desértica e casamenteira do clipe! Vegas s2):



E, como prometido, Then I Met You, a Folk, Folk:





E, fica aí com "I'm Gonna Be (500 Miles)" pra nunca mais sair da cabeça - Versão de clipe ESPECIAAAAL com a produção do Doctor Who, incluindo David Tennand e os caras da banda:




Gente, combinou muito essa música com a galera da série, momento favorito: Ood!


sábado, abril 11, 2015

Stornoway, The Band!

Essa semana tive contato com essa banda chamada "Stornoway". Novamente o Twitter trazendo boas novas! Dessa vez, a indicação foi feita pelo vocalista da Travis, Fran Healy. A Stornoway acaba de anunciar a venda do novo álbum "Bonxie" [Mais infos aqui!]. E, como sempre, fui bisbilhotar o perfil da banda e tive essa nova experiência com esse estilo "British alternative indie folk". Comecei ouvindo o primeiro álbum "Beachcomber's Windowsill" de 2010.


Mas, antes, um pouco de história!

A banda é de Cowley, Oxford, e a história do nome é bem convencional, mas bonitinha. (é impressão minha ou atualmente as bandas quase não falam mais a origem dos seus nomes, e nem gostam de falar disso?). Depois de juntar a banda eles começaram a pensar em nomes, fizeram listas, brainstorms, queriam algo que remetesse a um lugar distante, remoto, e não conseguiam decidir. Então, listaram o que os nomes tinham em comum e chegaram a vários nomes de cidades costeiras. Stornoway estava sempre ali, querendo ser escolhida, então, adotaram esse nome, de um lugar que nunca haviam visitado antes. Em entrevista o vocalista brinca que na previsão do tempo, Stornoway está sempre no topo da tela, segundo ele uma ótima estratégia de marketing!

Mas, vamos falar de música! A banda é louca, à primeira "ouvida", se tu ouve todos os álbuns misturados. O primeiro é o meu preferido (por enquanto), por trazer uma variedade incrível de estilos, ritmos e etc. O vocal é único e muito bom, diferente, afinado, e "sweet", assim como as melodias. Não posso ser muito técnica a respeito, mas gosto do som folk das cordas e batidas de algumas músicas, da mistura de elementos, de piano, tecladinho (80s), baixo destacado e tudo mais. É um tipo de música que faz viajar. E, às vezes, algumas músicas, lembra Beatles (e esse é o ponto negativo pra mim - porque não gosto de Beatles).

Quando li sobre a origem da banda, depois de ter ouvido o primeiro álbum, logo lembrei da The Joy Formidable. Não que as músicas ou estilos sejam parecidos, mas porque ambas trazem algo que nem sei como explicar, são melodias inspiradoras. Parece que nada que tenha sido inspirado naquela região da Escócia ou North Wales pode ser ruim. O fato é que ouvindo as músicas tanto da The Joy Formidable quanto da Stornoway, parece que somos levados para um universo diferente, de paisagens lindas, tranquilo e intenso. Invento aqui a teoria de que isso se deve ao lugar, cultura de respeito à vida pelo contato com a natureza. Adoro inventar! :P

Mais uma vez, compartilho aqui a impressão que tive, pessoal e bem particular, mas que vale a pena conferir. Pessoas (ou ETs como eu) que curtem Indie Rock, que têm a mente aberta, ou que estejam precisando renovar a lista de bandas e playlists.


Quem quiser ouvir o primeiro single do novo álbum "Get low", pode assistir ao vídeo aqui: Stornoway - Get Low (Official Video).

CONTUDO, essa não é a que melhor retrata o que acabei de descrever, por isso deixo "mais acessível" esses outros vídeos: o primeiro "I Saw You Blink" (muito indie por sinal, e me faz lembrar dos maléficos "Angels" do Doctor Who - fazer o quê?) e o outro é da música "Here comes the Blackout", que tem essa pegada folk bonitinha.



- "I Saw You Blink"




- "Here Comes The Blackout"







Hope U like it! :)

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