sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Perdi vinte nove "amizades"


Perdi vinte nove "amizades"...
Por conta da minha teimosia de querer ser eu mesma, por conta dessa necessidade de reafirmar o que sou, por conta de não me dar por vencida e insistir, persistir, por confiar e lutar por aquilo que acredito, por não agir contra os meus princípios.

Sabe quando acontece uma coisa ruim? Não falo das desgraças dessa vida, mas de coisas ruins, que nos venha a tirar do sério, que para outras pessoas seja uma coisa banal, mas que para nós tem um significado, uma relevância sem precedentes?

Pois bem, hoje foi um dia desses, em que uma coisa ruim aconteceu. Superpreendi-me com a minha ingenuidade. A maioria das pessoas que me conhecem, ou que pensam me conhecer, vêem-me como uma pessoa "esperta", e é com situações como essa, a que se assucedeu hoje, que vejo o quanto essas pessoas estão erradas. Mas, nem tudo está perdido.

Aprendi, e isso não faz muito tempo, como me defender disso, e surpreendo-me ainda com o quanto aperfeiçoei-me no ato de encenar, escorregar e fazer-me de desentendida quando me é conveniente. Se antes por conta da minha teimosia, perdia, hoje acrescento, reinventando-me a cada dia, a cada situação. Quando coisas ruins acontecem, procuro isolá-las e concentrar-me naquilo que realmente importa para mim.

É nesse momento que percebo a beleza de coisas simples como ter mantido uma amiga, de ter brigado por ela (por mais que me zangue ao chegar em casa e encontrar bagunça. Hoje, a bagunça dela me fez feliz). Fazer um brinquedo novo, ou continuar o que já havia começado com aquela que quase se perdeu, ou simplesmente saber que posso pegar o telefone, desabafar, trocar idéias sinceras com alguém real. Abrir o msn e ter contatos que realmente têm razão de lá estarem, que fazem diferença, ou algum sentido.

É isso que define o que "vamos ser quando crescer", se o espelho ou a moldura.

Quando deixaram de fazer de conta que me amavam, aprendi a perdoar e a pedir perdão...
E tive vinte nove amigos.
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Tá bom, então!
Vamos falar de música.

Mas só se for com muito saudosismo e nostalgia! Trás um caneco de vinho, só ele alimenta a saudade e desprende a língua.

Sinto muito para os que nunca tentaram. Das duas uma: ou não se permitem a provar uma boa bebida alcóolica, ou nunca tiveram amigos competentes. Pois, eu tive! E como era bom sentar naquela sacada desconfortavelmente com um copo, aqui citado como "caneco de vinho" e devanear.

A música é um estado de espírito, e mesmo aqueles espíritos mais inquietos, têm de se render a ela - não dá pra fugir. E uma coisa maluca que acontece com os seres humanos, a alma parece que se alimenta de melodias, pois desde o tempo das cavernas, se é que eles existiram, o homem já se encantava com os sons melódicos e, desde então, esses sons são reproduzidos e reinventados pela humanidade.

Não tenho um caneco de vinho aqui, sequer o amigo de longa data para ajudar a devanear... Tudo o que posso descrever é a lógica de um artigo acadêmico, por que sem o vinho, somos lógico demais.

Ah! Por favor, isso não é, nem de longe, apologia às drogas licitas, não, não... É apenas o desabafo saudoso de um amigo que está longe, a saudade de um tempo, e o silêncio ensurdecedor de condicionadores de ar, automóveis e computadores a minha volta.

"Achei um 3x4 que eu não quis acreditar que tinha sido a tanto tempo atrás
Um exemplo de bondade e respeito do que o verdadeiro amor é capaz."
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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

A vida já não me surpreende, as pessoas sim

Depois de um post altamente pessoal e descritivo, coisa que definitivamente nunca foi tão diretamente por mim exposto, chega o momento de voltar às origens.

Surpresa maior do que quando descobri que a globo havia bloqueado meu acesso ao meu próprio blog, foi quando descobri – hoje, mais conhecido como ontem - que o “Suspensa no Espaço” havia sido definitivamente apagado do mundo virtual. Já fazia algum tempo que não o visitava, mas confesso que senti um vazio imenso quando me deparei com a página de erro ao tentar acessá-lo, assim como a um outro blog, secundário, alternativo, ainda mais desconhecido.

2008 foi um ano de revelações, surpresas, novidades... O “Suspensa no Espaço” trazia um pouco da minha história, e ainda não posso avaliar o tamanho do estrago, ou do benefício que o fato de não ter mais esse acesso pode me trazer. O blog era de 2002, outros tempos, outras vidas...

Hoje, ainda mais histórias são contadas no "Sabe o que é?", mas não com tanta intensidade; confesso, vendi a alma do meu blog ao diabo, não por completo, mas ele não se compara ao bom, velho e falecido “Suspensa no Espaço”.

Triste...

Surpresa maior é descobrir nesse mesmo dia, o quão estranho e secreto é cada universo que existe dentro de cada ser humano nesse planeta. No dia em que dei por falta de menos um blog, dei por conta de novidades no cyber espaço. Novidades que "meio que" reafirma uma idéia maluca e estranha que vez por outra me aparece pela frente.

Eu que sempre vou contra tudo e contra todos quando acho que tenho que ir, que tento de todas as formas transformar o que sou naquilo que gostaria de ser por pura insatisfação, vejo meus passos serem seguidos de forma oculta, estranha. Estranhamente.

Mas nem tudo é novidade e existem ainda pessoas previsíveis, aquelas que sequer se envergonham, das quais muito me orgulho, de não terem a mínima idéia ou conhecimento dos relatos em que aqui ou no “Suspensa no Espaço” foram a elas dedicados.

"Eu juro que é melhor
Não ser um normal
Se eu posso pensar
Que Deus, sou eu..."

E... brrrrrrrrrrrrrru!!!

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