segunda-feira, dezembro 27, 2010

Feliz Ano novo!

É, pessoal, o ano acabou. Em poucos dias estaremos rasurando documentos por errar a data, confundindo os dias, pensando nas férias, ou na volta ao trabalho, na volta às aulas, no carnaval, ou conferindo no calendário quando será o dia do aniversário de todas as pessoas que conhecemos e quantas serão as chances de feriadão, calendário este recebido do açougue, no mercadinho ou na farmácia ou, quem sabe, na agenda nova presenteada pelo nosso amigo secreto. O fato é que muito se fala em "renovação" e o que fazemos é justamente o oposto: agarramo-nos à rotina de dizer que daqui pra frente tudo será diferente. Mera ilusão...

Eu queria que o ano passou tivesse sido diferente dos demais, mas na prática ele foi o que eu planejei. Tomei muitas decisões que resultaram no que vivo hoje, algumas deram muito certo, outras nem tanto; desliguei-me de muita coisa, conheci alguém que quando eu olho nos olhos vejo o futuro, estou sendo mais eu do que nunca ajudando aqueles que me fazem feliz, estou vendo um futuro profissional, a caminhada acadêmica chegou no ponto de decolar... Então, embora não tenha sido diferente, nem de muitas realizações, acredito que para mim 2010 tenha sido um ano de preparar o terreno para alçar vôos futuros. E por isto eu posso dizer que estou feliz!
O que espero para 2011 é que eu tenha serenidade para tomar as decisões certas, mas muito mais ousadas do que as de 2010. No fundo é disso, e de saúde, o que precisamos para viver bem. 

Este foi o meu "post de celebração", de "fechamento" ou de "balanço" do ano. Gostaria de encerrar dizendo que este ano o blog teve mais acessos do que nunca, embora eu não tenha postado com tanta freqüência, o que me deixou bastante satisfeita com os resultados. Não vou prometer um 2011 com um post por semana, embora este seja o meu desejo. Espero, contudo, que a minha audiência permanente continue me visitando e curtindo o "Sabe o que é?".

A todos que por aqui passarem, desejo um ano novo repleto de tudo o que lhes faça bem, seja lá o que for. Afinal, cada um sabe o que é melhor pra si e se não for prejudicar outras pessoas, espero que consigam tudo! Só não esqueçam de planejar, pois se é o sonho que possibilita a realização, é o plano que nos permite ir adiante*.

*Bem RP! 
:)

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Quem sou eu, afinal?

Vou ensaiar aqui a resposta para aquela pergunta, já ultrapassada, que o Orkut nos faz quando vamos "ajeitar" nosso perfil. Mas não vou dizer quem sou naquele modelo padrão, nunca fui muito fã de padrões. Na verdade ontem, antes de pegar no sono, tive uma idéia brilhante para um post de fim de ano. Sem revolta, sem críticas ao capitalismo, mas um post lotado de quem eu sou a partir de quem eu fui, ou seja, “atrolhado” de nostalgia.

Isso porque lembrei de coisas tão legais, e tão especiais para mim nos meus tempos de criança, que fiquei pensando: dificilmente alguém sabe dessas coisas. Sabem aqueles momentos que marcam as nossas vidas por algum motivo, mas que para os outros passam como se nada fossem? É mais ou menos disso que quero falar, mas vou aqui abordar "coisas", "os meus tesouros" que no meu ponto de vista demonstram que criança criativa eu era.

Primeiro tesouro da lista: uma pedra azul. Na verdade até hoje não sei se era de vidro, ou uma pedra lapidada, mas era azul, brilhante, transparente e sem marcas, furos ou qualquer coisa que evidenciasse o uso daquele objeto numa bijuteria. Nos meus sonhos de criança, aquela pedra valia muito, e um dia eu descobriria isso! hahah Lembrando disso eu penso "como era sonhadora". Mas que fim levou a minha pedrinha? Não faço a mínima idéia!

Meu segundo tesouro era uma bolsa muito “estilosa” dos tempos da minha avó. Pelo menos foi o que a minha mãe disse quando viu o que eu tinha comprado por alguns trocados na "feirinha" do vizinho. A bolsa era pequena e eu a usaria até hoje se ainda a tivesse. Lembro que em todas as brincadeiras a partir dessa aquisição eu tratava de incluir o uso de uma bolsa como peça fundamental. Ela me proporcionou muita diversão, pena que eu não a tenha mantido comigo - não sei que fim ela teve.

O meu terceiro tesouro era o livro do "Pequeno Príncipe". Eu já era fã do desenho animado e aquele livro, com as páginas caindo, era para mim uma relíquia. Não lembro como ele veio parar em minhas mãos, mas tenho uma vaga lembrança de ele ser chamuscado, como se tivesse sido resgatado do fogo. Talvez do lixo, já que na época muita gente queimava o lixo num terreno baldio. O fato é que eu amava aquele livro, não lembro de tê-lo lido alguma vez, e não sei onde ele foi parar.

Pensando nessas coisas que me eram tão caras, fiquei pensando no que eu teria hoje que equivalesse a esses tesouros da infância. A resposta simplesmente não veio. Pensei em pessoas, na minha gata, mas não em objetos. Achei isso bastante curioso, mas logo cheguei a conclusão de que não mudei coisa alguma da minha personalidade: ainda adoro livros, ainda gosto de coisas “estilosas”, ainda imagino que as coisas que tenho podem me levar longe, que ainda serão descobertas.

O que mudou, porém, foi a maneira como encaro tudo isso: a maturidade me fez ver que não basta ter tesouros escondidos, que é preciso aproveitá-los ao máximo, ainda que entre mudanças e viagens, viemos a perdê-los.
 
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quinta-feira, dezembro 02, 2010

#DiadoRP

Cansada do post anterior e precisando tirar o pó e as teias de aranha aqui do blog, resolvi divulgar aqui o texto em comemoração ao dia do “Relações Públicas” que publiquei no blog que trabalha mais com o “plano das idéias” dentro da profissão que escrevi.

Com o título “Ser Relações Públicas é...” tentei explicar nesse texto o contexto em que o profissional está atuando e como devemos nos posicionar. Eu particularmente gostei bastante das idéias que desenvolvi, creio que pela “emoção” de pela primeira vez tomar consciência dessa data e de saber o que quero, onde quero chegar, e por saber como essa formação vai me ajudar nesse caminho [Clique aqui para ler o texto na íntegra].

Quando ingressei no curso de Relações Públicas, não tinha noção de todo o potencial que poderia ser explorado nessa área. Apesar disso, com uma vaga noção, prestei vestibular e passei a defender as Relações Públicas. A cada disciplina, ao conhecer um pouco mais da profissão através de cada um dos professores, fui me apaixonando de tal forma que hoje não me vejo fazendo outra coisa. Parece que nasci para ser Relações Públicas e me orgulho muito da escolha que fiz.

A minha luta agora é, como a dos demais estudantes e profissionais já formados, fazer as “Relações Públicas” (trabalho) das “Relações Públicas” (profissão) para que ela continue ganhando espaço e suas atividades sejam compreendidas. E só nós podemos fazer isso, sendo profissionais merecedores de crédito e procurando educar pessoas e organizações para esse entendimento.

E, finalmente: que o 02/12 seja um dia maravilhoso para todos os Relações Públicas!
:)

segunda-feira, novembro 08, 2010

Acredita em energia parada?

Essa não é uma questão ideológica, nem esotérica, muito menos religiosa. É só mais uma daquelas coisas que todo mundo vê, sabe e sente... Mas que vai deixando de lado, porque a "vida chama" e precisamos sair correndo daqui pra lá, de lá pra cá, mesmo que isso implique deixar o que nos importa de lado.

Pois bem, é isso o que acontece com a quantidade de "coisas" na nossa casa, na nossa vida. Recebemos um presente aqui, uma lembrança que compramos ali, uma roupa para uma determinada ocasião, ou que compramos e nem sabemos por que. Mas, o tempo passou, a roupa sobrou, foi para o fundo do armário. E aquele sapato lindo que combinava perfeitamente com aquela roupa daquela ocasião. Roupa especial e sapato perfeito abandonados num canto. Já pensou em quantas coisas temos guardadas no guarda-roupas e há quanto tempo elas estão lá?

Passemos para a fase dois desse "problema": as bijuterias, as peças de artesanato, aquele livro que compramos para ler numa viagem, um objeto que está num canto da sala, não lembramos porque, sequer lembramos de onde veio. Esses são exemplos clássicos de "coisas" que poderiam estar bem longe de nossa vida, mas que permanecem ali, sem propósito, ocupando espaço, estorvando o nosso dia a dia.


A proposta desse texto hoje é alertar para uma situação chamada "energia parada". Chega um momento na nossa vida que precisamos renovar. Jogar fora o que não tem mais serventia, passar adiante o que não queremos mais. A dica de "Personal Organizers" é que observemos nossa casa e separemos tudo o que está sem uso há mais de 2 anos, já que, passado esse tempo, a tendência é que essas coisas permaneçam sem uso para sempre. Sendo assim, devemos nos livrar delas.


Algumas pessoas dizem que elas acumulam energias negativas, outras dizem apenas que são energia parada e, por isso, devemos movimentá-las, ou livrar-nos dela. O que eu acho é não faz sentido acumular tanta tralha! E isso independe das questões filosóficas envolvidas. Se ampliarmos nossa visão, perceberemos que essas coisas podem ser úteis para outras pessoas, e que nos fará bem liberar espaço em casa e ajudar alguém.

Pra completar: existe uma forma de liberar espaço, ajudar pessoas e sentir-se muito bem por isso. São os brechós beneficentes. Ongs ou pessoas organizadas em prol de uma causa recolhem roupas e objetos que depois são organizadas num evento para a venda e arrecadação de dinheiro. É uma forma elegante de pedir "sem tirar", pois todos saem ganhando.

Em Porto Alegre quem vem fazendo esse trabalho já há algum tempo é a ONG Bicho de Rua. Eles fazem coleta permanente de peças e objetos e depois vendem para, com o dinheiro, promover o bem estar animal ajudando quem os protege. É um trabalho muito bonito que merece nossa atenção e o nosso apoio.

O próximo Brechó do Bicho já está agendado, será no dia 12/12/2010.
Portanto, "bora" procurar coisas pela casa que precisam ser passadas adiante! "Bora" movimentar a energia parada, "bora" fazer pessoas felizes! Sim, porque quando ajudamos a Bicho de Rua, estamos ajudando pessoas que vivem pelos animais, logo, não estamos fazendo bem apenas para os bichos, mas para todas essas pessoas que estão envolvidas com essa causa.

Conheça os pontos de arrecadação no link: Brechó do Bicho

A bicharada e seus amigos agradecem!
:)

Obs: fica a dica para quem não é de Porto Alegre: procure por essas ações na sua cidade, é certo que elas existem!

sábado, outubro 30, 2010

O que você tem ouvido ultimamente?

Embora não tenha mais "Vinte e nove" ainda tenho essa música da Legião Urbana como uma das minhas preferidas. O álbum "O descobrimento do Brasil" é mesmo muito legal. São poucos os álbuns, principalmente nacionais, que contem uma história, ou que pelo menos nos permita construí-la a partir das nossas impressões. Hoje, sábado à tarde, perdida entre "Branding", Relações Pública, estratégias e processos, anotações e a Mitsy, fui forçada a fazer um intervalo para baixar uns arquivos e fui procurar algo pra ouvir. 

Cheguei a conclusão de que preciso de músicas novas. Sempre ouço as mesmas coisas, e o note tenho um número ainda mais limitado de arquivos porque ainda não me prestei a copiar tudo do PC. Difícil é pensar no que ouvir. Recentemente tive contato com Grace Potter, Toby Lightman, e simplesmente amei o estilo das duas; mas não agüento mais. É o mal de ter um MP3 de 1GB e muita estrada, vai e vem o dia todo, pra percorrer. Outra banda que indico, para quem curte Rock a Billy, é "The Basebals". Eles dão roupagem nova para hits do momento. Fazem o milagre de transformar músicas horrendas em canções muito agradáveis e divertidas.

Há um pouco mais de tempo escutei um álbum da Dido. Até gostei. Mas as músicas dela são meio previsíveis e enjoativas. Não sei se isso acontece com todo mundo, mas tem músicas que depois do primeiro minuto parece que não vai oferecer mais nada de bom, gerando uma vontade incontrolável de mudar de faixa. Assim são as músicas da Dido pra mim.

Ah! Quase esqueço. Alguém postou um link no Twitter, era do álbum "Alex Chilton - 1970". Baixei pra ver do que se tratava. Guys! Muito bom. Estou cansada de ouvir, mas sempre ouço e me divirto!

Fora isso, galera, nada mais tenho a falar sobre música, o que é triste!

Deixo aqui um pedido de indicações, se tiver link pra download melhor ainda! =P

Só não me venham com clássicos, porque desses, os que não cansei, não ouço porque não gosto! Música alternativa, indie rock, música boa, please! 

:)

sábado, outubro 23, 2010

a poesia fria

hoje, mais uma vez, eu dormi e acordei sem você
queria ter me deliciado com a sua presença
mas, encarei a casa vazia
silêncio quebrado pelo som dos carros
pelo miado da gata
não é sempre assim
muitas vezes já dormi com a expectativa
companheira de todos os amantes
mas ela nos abandona quando estamos sozinhos
digo, no desejo de estar
quando não há mais pares, mas alguém que quer
o que o outro desdenha
o romantismo se vai
o desejo se perde
os sentimentos se confundem
as palavras, mesmo as mais simples
cortam feito navalha
o chão some
mas a vida segue
vazia
corpo e alma rendem-se frente aos obstáculos impostos pelo medo que outro sente
de ser feliz
de sermos um
e permanecemos dois


*

quinta-feira, outubro 21, 2010

Mil anos se passaram, e eu continuo a mesma!

É exatamente assim que eu me sinto quando paro para ler e re-ler o que escrevo nos blogs ou na minha coleção de TXTs. Seria isso coerência da minha parte? Hum... Eu diria que é mais provável que seja "previsível" dada as minhas tendências identificatórias. É isso o que a faculdade faz com a gente, faz com que pensemos em coisas que nunca havíamos parado para pensar e em como elas fazem sentido, quando analisadas com uma lupa. Lupa essa que nos ajuda inclusive a perceber que ninguém é coerente, mas que tenta fazer parecer que é para construir a sua própria identidade, para se tornar indivíduo e diferenciar-se do outro. Todo esse papo comunicação e teorias vem impregnando o meu blog quando resolvo escrever, mas, paciência, esse é o meu mundo!

Outro dia quando voltava da aula comecei a pensar nessas questões de coerência, de identidade, e da loucura que é quando a comunicação se apropria de palavras de uso comum para explicar suas teorias. Ou seria o contrário: de como chegam ao uso comum palavras tão bem definidas e estudadas por filósofos, antropólogos e comunicadores. O risco que se corre é que de tanto ser usada pelo "público em geral", comunicadores se contaminem por esses usos corriqueiros e se esqueçam do que exatamente aquela palavra significa, o que ela quer dizer, para que ela existe.

Um exemplo muito claro é a noção de "simpático" descrita por Foucault. Hoje o senso comum é que simpática é aquela pessoa que é "amiga" (ou faz parecer que é) de todos, quando na verdade a simpatia é uma identificação, "uma concordância com". Adoro esses detalhes que para a maioria é insignificante. Essa minha "simpatia" por essas chatices me faz lembrar de duas coisas:

Um texto antigo aqui do blog em que reproduzi a fala de um professor, ele disse: “é um detalhe, ninharia, mas existe, e é pra isso que estamos aqui, pra isso que serve um cientista, pra ser chato com essas coisas” (Leia mais...) e também de um post no Twitter do @RaffaJesus: "O Jornalismo é a arte de brincar com as palavras. Se você sabe brincar com elas, se diverte; Se ñ sabe, se machuca!"

Essa história toda me fez lembrar também de uma brincadeira que fazia com primos, irmãs e amigos quando era criança. Sentávamos todos para fazer charadas uns para os outros. Lá pelas tantas, nosso repertório inédito se esgotava, sem internet, apelávamos para aquelas clássicas e manjadas, cujas respostas todos já sabiam. Não demorava muito para que aparecesse ela, a mais clichê de todas as charadas: "Por que a galinha atravessou a rua?". Era uma algazarra! Todos riam e diziam "Aaah, essa é manjada", ou "essa todo mundo sabe" e assim por diante. Passados alguns anos, preocupei-me por não conseguir mais lembrar porque diabos a galinha queria atravessar a rua. E até hoje eu tenho dúvidas se a resposta é "para chegar do outro lado".

Assim são os clichês reutilizados na comunicação, regatamos termos cristalizados que num outro contexto já não fazem o mesmo sentido e os usamos demasiadamente sem mais questioná-los, sem refletir se ainda dizem o que de fato estamos tentando comunicar com aquela mensagem. É curioso ver como vamos reproduzindo essas idéias clássicas, partindo de pressupostos não tão bem analisados. É o que me faz pensar se não estamos pulando etapas, deixando significados e significações importantes de lado, subentendendo que já estão claras, que já as dominamos, como o exemplo da galinha.
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segunda-feira, outubro 11, 2010

Só pra avaliar...

Escrever o post sobre minha tendência a "pequeno príncipe" nesse blog foi uma afronta a minha mania de separar os assuntos! E eu gostei de ter feito isso. Depois de te escrito aquele breve texto, tive a oportunidade de refletir bastante sobre as informações que lá estão. Muitas informações estão implícitas, alguns comentários sobre o post me confortaram bastante. Logo: o resultado foi positivo pra mim.

Tenho percebido cada vez menos comentários no blog, mas curiosamente cada vez mais acessos são registrados, e mais pessoas têm me falado sobre o que eu escrevo pelo messenger, twitter e pelo orkut. O que é estranho, mas interessante. Gosto de saber o que as pessoas pensam sobre o que eu escrevo e mais ainda se o que eu escrevo promove alguma reflexão.

Semana passada um texto meu foi publicado num blog que fala de comunicação digital Midiatismo. Há tempos que venho acompanhando mídias sociais e como essas novas ferramentas estão interferindo na prática comunicativa de pessoas e das empresas. O primeiro texto em que resolvi refletir um pouco dessa prática está publicado e fiquei bastante satisfeita com isso. É muito bom quando se consegue pensar, agir e refletir sobre essas ações recorrendo a teorias. Foi assim que me senti produzindo aquele texto, por esse motivo quis compartilha-lo com outras pessoas que têm se envolvido com esse tema.

O post de hoje é isso aí, expor um pouco das minhas idéias, pois depois da política, fiquei sem um tema light ou strong para causar impacto. Então, venho aqui apenas para demarcar meu território e agradecê-los pelas visitas!

Aproveitando que estamos no feriadão "Dia das Crianças", sugiro um post já publicado há algum tempo, mas que curto de monte! ^^

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quinta-feira, outubro 07, 2010

Weird

Posts que foram pensados, esquematizados e apreendido pelos meus pensamentos. Poderia jurar que tinha publicado um post sobre o sentimento de "sentir-se pequeno príncipe". Ainda acho que ele está aí em algum lugar no tempo e espaço desse ou de algum blog. Caso contrário, pode estar na “caixa de pandora” que se tornou o meu PC. Num dos arquivos TXTs que tenho por lá.

Explicar a idéia e esse sentimento que tenho às vezes é impossível. Um vazio muito grande, uma vontade de não sei o que, misturado com algumas incertezas. Algo que poderia, sem sombra de dúvida, ser resolvido a partir de uma simples ação. Mas essa ação, embora seja simples, não está muito acessível, não vendem nem mesmo nos mais importantes hipermercados.

Eu não sei ao certo em que momento do dia isso começou. Hoje foi um dia menos produtivo do que ontem, mas ainda assim, bem produtivo. Não foi falta de ocupar a mente. Definitivamente não estou sofrendo daquele mal em que a cabeça vira oficina de mal-feitores. Sem chances.

Pra resumir: hoje é um dia daqueles, em que estou me sentindo muito "pequeno príncipe" com todos os aspectos psicológicos envolvidos nessa questão.

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segunda-feira, setembro 27, 2010

Quanto tempo faz?

Mais de 15 dias sem posts no blog. Poderia atribuir essa falha a uma porção de acontecimentos e problemas, mas não farei isso! O fato é que estive sem um tema muito claro para dissertar. Normalmente tenho tanto a escrever que me atrapalho e acabo não postando nada, mas dessa vez foi bem ao contrário. Cheguei até a verificar se não havia um post salvo em rascunho para ser revisado e enviado como atual! =P

Vou contar para vocês sobre esses últimos dias! Tenho pesquisado, analisado e lido sobre política, imagem pública e essas coisas. Eu não tinha me inteirado sobre a cena eleitoreira pela qual estamos passando, mas fui praticamente intimada a fazer isso em função de algumas cadeiras da faculdade. O que tenho a dizer a respeito, como resultado dessas análises é que tenho vergonha por ser brasileira e por fazer parte desse circo!

Rio Grande do Sul: Fogaça e Yeda em chapas opostas? Como assim? Pra mim eles são iguais, até agora não entendi isso!

Brasil: PT e PMDB juntos? Sempre do lado de quem vai vencer, está nos livros de história, desde o MDB, sempre na situação, a qualquer preço.

Políticos:
- Serra negando FHC, atacando Dilma, querendo um pouco do "mel" do Presidente Lula!
- Dilma: Lula de vestido? Não, até o Lula é mais feminino do que ela! Como se presta a esse papelão de se escorar na imagem alheia?
- Marina: É a que menos reclamo, mas "Lamentavelmente" é a palavra que ela mais fala, poxa, não dá pra mudar um pouco?
- Plínio: velhinho querido! Adorei ver ele se perdendo no debate da Record. Mas ainda não entendi o que ele pensa que está fazendo! Vou dizer uma coisa: ele tem bons argumentos, tem mais coerência do que o resto todo junto!

- Tarso: é o meu candidato. Desculpem-me, mas nem vou dizer mais nada sobre ele.
- Fogaça: Patético! Não quer apoiar o Serra pra não se queimar, não quer apoiar Dilma porque ela, obviamente, apóia o Tarso, e o que ele faz ali no meio? Some! Ninguém ouve mais nada sobre ele na mídia.
- Yeda! Tia insuportável, vá tomar um chá e confortar-se com seus móveis novos! Nadando no meio da sujeira, quer falar de coragem para mudar! Ahh por favor...
- Pedro Ruas: Ainda existe!
- Vera Guasso: um abraço!
- Manuela: já chega de se passar por garotinha e "e aí, beleza"!
- Ana Mélia Lemos: volte para o Jornal do Almoço!!! Por que acreditam que essa mulher que sequer consegue se expressar sem gaguejar pode ser senadora? Vá caminhar...
- Luciana Genro: Mulher de fibra! Meu voto é dela!

Quem é o senador do PSOL? As pessoas riem desses partidos tidos como "nanicos" mas são eles a pedra no sapato da corja que está por Brasília, eles que podem fazer a diferença e nos alertar das bobagens que estão fazendo por lá, porque não têm nada a perder!

A maioria dos brasileiros ainda não se deu conta de que o voto mais importante é o que vai para deputados e senadores, sem eles o país pára! Eleger ex cantores, palhaços, ex jogadores, dançarinos e outros caricatos da nossa cultura não é ter representatividade, é desperdício! Prestem atenção em quem vão votar, em como vão votar!

Eu sou da idéia de votar em quem acredito no primeiro turno e, depois, no "menos pior". Vale dar crédito para partidos idealistas, eles farão a diferença.

Desabafo feito, post escrito!
Hora de ir debater política em aula, ouvir que é uma ciência, que é um jogo ardiloso, que é linda... Não sei pra quem!

;)


A política precisa de pessoas com ideais, discursos notáveis e de ações coerentes!

quarta-feira, setembro 15, 2010

Passe essa mensagem adiante!

Fazia algum tempo que não recebia aquelas mensagens com correntes apocalípticas, do tipo que se tu não lê a mensagem "teu computador pifa", se exclui "tem sérios problemas emocionais", que se não responde em 30 segundos "a cada segundo tu fica mais feio", que se não passar para o máximo de pessoas possível "tem azar para o resto da vida". Os apelos aqui selecionados são fictícios e bobinhos se comparados às ameaças que recebemos nessas mensagens. Muito me admira que ainda tenha quem as passe adiante acreditando que "não custa nada passar e garantir que nada de mal vai acontecer". Até que ponto vai a superstição humana?

Eu não sei! Sempre fui de me questionar sobre tudo. Não importam as minhas crenças, mas o que elas representam no mundo real, como elas vão se materializar? Foi assim que descobri minha tendência científica. Eu preciso contestar tudo sempre, estou sempre disposta a colocar essa ditas crenças a prova. É isso que movimenta o mundo: a busca incessante pelo conhecimento - não o contentamento com aquilo que se tem como verdade.

No momento em que encaminho uma corrente supersticiosa, eu sequer afirmo as minhas crenças, muito menos as questiono, simplesmente aceito idéias de outras pessoas, envolvo plano espiritual e máquinas, muito provavelmente nem espero o "telefone tocar" ou "meu desejo se realizar" e o que mais essas correntes tentem oferecer. A bem da verdade é que o que elas oferecem é chateação. Olhar um e-mail, excluí-lo direto, gerar tensão "Ai, será que apago, mas e se meu cachorro tiver dor de barriga?", coisas estapafúrdias, que se por um acaso acontecer, sabemos que independe da leitura ou repasse de mensagens de e-mails.

No mais, caso isso sirva de consolo ou exemplo de que não é preciso sofrer com essas mensagens, digo aos que com elas se preocupam: não passam de piadas elaboradas por pessoas que contam com a sua superstição para "acontecerem" na web. Para ser sincera, não entendo porque afinal se preocupam em criar esses e-mails, já que dificilmente temos conhecimento do autor. Mas, acreditem: eu sempre excluo essas mensagens e estou bem, minha família está bem, meus amigos também e meu animal de estimação melhor ainda!

Portanto, não há com o que se preocupar e, caso recebam uma mensagem dessas, esqueçam de me enviar! Vai que o fato de eu não passar adiante te traga má sorte!? Melhor não arriscar!!
=P
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segunda-feira, setembro 13, 2010

Antes que me perguntem: sim, estou viva!

Quebrei meu planejamento de pelo menos um post por semana na semana passada. E não foi por falta de assunto, foi por falta de tempo e um pouco de mudança nas minhas rotinas. Pensando nisso hoje pela manhã, lembrei de um hábito que algumas pessoas têm de perguntar "Tá viva?" quando não nos "encontram" virtualmente, seja em blogs, orkut ou até mesmo por telefone. Ao pensar nisso, lembrei do quanto isso é absurdo!

Sou de um tempo em que não havia redes sociais para que estivéssemos sempre online, à disposição. Até mesmo o telefone fixo era privilégio de poucos. Sendo assim, o fato de um celular estar sem bateria, sem sinal, ou o msn indisponível, ou a net (ninguém faz melhor do que ela) sem serviço de internet e, por conseguinte, sem telefone, não significa que partimos desse mundo.

Além disso, pode ocorrer de a gente ter ido ler um livro (sim muita gente ainda faz isso!) ou simplesmente ter ido viver, passear com o cachorro, brincar com o gato, visitar a família, caminhar no parque, sair para conversar com os amigos, ou pra namorar ( ^^ )...

Pode-se ainda pensar que a pessoa livrou-se desse vício curioso que é ficar em frente ao computador, escrevendo não se sabe pra quem, chateando sabe-se lá com quem, ou atualizando páginas em redes sociais para saber o que está acontecendo com quem, inventando sua própria história, recortando pensamentos e colando por aí. É bem provável que a pessoa perceba o absurdo e vá dormir. Até dormir pode ser mais útil do que isso, por que não?

Dessa forma, quando uma pessoa sumir da internet, ou quando não encontrá-la por telefone (celular e fixo), antes de pensar no pior e perguntar se ela morreu, trate de saber se ela não passou por alguma das situações aqui citadas! Não amole!
:)

Depois de tantos temas sérios, precisava de um texto mais light para iniciar a semana e retomar meu ciclo de posts.
Uma boa semana a todos!
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terça-feira, agosto 31, 2010

Adotar um animal requer amor e consciência

Se tem uma coisa que me comove é bicho abandonado, mal tratado, sofrendo por aí. Já há algum tempo falo, ainda que discretamente, e muito menos do que gostaria, sobre a barbaridade que fazem com os animais por aí, mais ainda da revolta que sinto por não ter muito que fazer a respeito. Sempre pensando sobre o assunto, tenho chegado à conclusão que não haverá solução para o problema enquanto as pessoas não se conscientizarem de que somos "SIM" responsáveis pelos animais jogados por aí como se fosse lixo.

Fomos nós que os domesticamos e agora que não sabemos mais o que fazer com tantos deles, queremos nos livrar desse "mal". Quem mais sofre com isso são as fêmeas de cães e gatos, mais ainda os filhotes de gatos. Por que é deles a fama de "agourentos", se for preto, manchado ou multicolor então, nem se fala! O resultado é ruas e abrigos lotados de bichos, muitos deles sendo sacrificados, depois de muito serem maltratados. É um ser vivo, na maioria das vezes dócil, apanhando, sendo largado, sendo assassinado, sem ter feito qualquer mal além de ter nascido.

E agora cheguei ao ponto que eu queria: os cães e gatos abandonados não pediram para nascer. Algum dono irresponsável deixou que nascesse aquele filhote, algum dono irresponsável quis "tirar uma cria" da sua cadela para ver como seria, para vender ou para o que quer que seja, sem o plano de assumir esses animais caso ninguém os quisesse. A solução para esse problema, acredito que esteja saltando aos olhos: esterilização!

Quando se fala nesse assunto com os donos dos animais, principalmente de bichos "de raça", eles dizem ter pena do animal, que isso não é natural. Queria poder mostrar a essas pessoas dados diários de animais abandonados, de abrigos super lotados, para que elas me respondessem se isso é normal. Recebi hoje um e-mail da ONG "Bicho de Rua" com os números de animais precisando de um lar, apenas dos registrados no site da ONG: o número passa de 4000. E tem gente que compra bicho só pra dizer que tem dinheiro pra isso!!!

Essa, assim como outras ONGs, procuram oferecer auxílio para a esterilizarão, muitas cidades já oferecem esse serviço gratuitamente. Se você tem um bichinho, esterilize-o!

Mudando um pouco o enfoque, mas sem mudar muito de assunto, tem um candidato a deputado estadual que colocou entre as suas metas, lutar pela defesa dos animais. Está aí uma postura diferenciada que pode garantir o meu voto. Fiz uma pergunta para ele no Formspring para ver o que responde. Não vou citar nomes porque acredito que cada um deva fazer as suas escolhas a partir dos seus próprios ideais.

Bom, depois de umas semanas com textos bem sem importância, creio que consegui instigar algum tipo de reação nos meus fiéis leitores!

Assim espero!
:)
Precisando de um gatinho?

Precisando de um gatinho? Aqui tem vários gatinhos precisando de você!

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sexta-feira, agosto 27, 2010

Hoje é o meu aniversário!

Há 31 anos, neste dia, minha mãe pegava o rumo do hospital para fazer um "checkup" e os médicos precipitados induziriam o nascimento do seu terceiro filho, na verdade "terceira filha" - eu! Segundo ela fazia frio e caía uma chuvinha chata, dia cinza. E desde então tem sido assim aqui nos pampas todo dia 27 de agosto: chuvas e trovoadas! E para marcar a data, já que está passando de uma semana do último post - que nem foi grande coisa - julguei importante passar por aqui e contar aos meus amigos blogueiros que estou "com os anos em festa"!!

O dia do meu aniversário já foi marcado por diferentes "impressões" e a cada ano, principalmente depois dos 27, sinto-me mais "madura", encaro a data de uma forma diferente todos os anos, cada vez mais serena. Logo cedo começaram as mensagens no celular, no orkut. Ah, a Bia (mana caçula) foi a que ganhou a corrida da família, a saber: de quem lembra ou consegue dar os parabéns primeiro. São rituais simples assim que tornam essa data especial, assim como aquele que se realizará mais tarde: comer o bolo preparado pela minha mãe! =)

Não vou aqui fazer uma avaliação do ano, ganhos e perdas e essas coisas... Depois de uma certa idade a gente se dá conta de que essa marcação "ano a ano" não diz nada do que somos. Muitas vezes é num breve instante que uma janela do pensamento se abre e nos faz mudar a direção, faz-nos apreender outros elementos do mundo a nossa volta passando a enxergá-lo com outros olhos. De um ano para o outro, um mundo de coisas, uma vida... E a constatação: tô ficando velha! hahah Mas, nada de crise: é melhor assim, seguindo em frente, não tem outro jeito - isso é viver!

E segue o dia, como outro qualquer, esperando/recebendo um pouco mais de atenção do que o normal daqueles que têm conhecimento do que representa esse dia 27, mas para uma boa parcela da população, só mais um dia chuvoso (no sul) do famigerado mês de agosto. Para as pessoas que pensarem em reclamar, consolem-se dizendo: pelo menos hoje não é o dia do meu aniversário!

=P
"A melodia colorida pra esquecer, o mundo livre que não deixa inventar, a fantasia que promove o temporal e calmaria plena no meu quintal..."
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terça-feira, agosto 17, 2010

Primeira semana de aula!

Segunda-feira é um dia bom para ter aula. Pelo menos nesse semestre tem sido assim. Esse é o dia em que dois "monstros" da comunicação teórica lecionam. Depois de tantos professores substitutos, que mesmo sendo bons acabam sempre levando a aula para questões tão práticas, tinha até esquecido como é uma aula de verdade no nível da universidade.

A disciplina de "Teorias da Representação" me pareceu um bicho de sete cabeças quando tive que escolher em que me matricular, e agora penso que foi uma boa escolha. Em aula o professor disseca o texto mostrando todas as particularidades. Nada de ppt ou simples explicações. Cada frase tem um universo de coisas por trás. É assim que se lê, que se estuda filosofia: pensando! Depois dessa aula fiquei lembrando de quantos textos eu passei os olhos para assistir a um seminário, muitas vezes ministrados por outros colegas que igualmente não tinham condições de passar a compreensão correta acerca do tema.

Além dessa, "Comunicação e Política" tem se mostrado muito mais interessante do que me parecia na súmula. Não que eu vá gostar de política, mas vai ser difícil não compreendê-la depois de ouvir o que a Maria Helena Weber tem a dizer! O lado bom, ou ruim, é que em ano eleitoral podem gerar textos polêmicos aqui no blog, já que terei de exercitar a criticidade política, o que me parece muito bom!

Mas que fique claro: essas duas disciplinas e professores chamaram a minha atenção por serem diferentes, mas ainda tenho o melhor RP como professor (again) naquela que promete ser a melhor disciplina, mais voltada para o que pretendo da vida como Relações Públicas - Identidade e Imagem Organizacional.

Esse não deve ser o "grande texto" da semana, mas, caso eu não volte, a semana estará salva!

;)

quinta-feira, agosto 12, 2010

O Texto!

Escrevi uma bíblia sobre atendimento, por conta de uma linha mal redigida em resposta a uma crítica no Twitter. Como o assunto envolve mais questões profissionais, resolvi publicar o texto no meu blog "Alternativo", um ensaio de idéias sobre o que quero ser quando crescer! Ser Relações Públicas no mundo dos administradores não é coisa simples. Acreditava nisso quando comecei a estudar comunicação e hoje, acompanhando administradores (não apenas em redes como twitter, falo de forma bem mais abrangente) percebo o porquê da dificuldade identificada na faculdade. As idéias desses profissionais estão a anos luz das nossas. O Relações públicas deve fazer o "meio de campo" para que os públicos sejam “atendidos”.

Entender o cliente é sempre mais simples, muito diferente de fazer um administrador entender que nem tudo pode ser resolvido através de uma "técnica". Os cálculos funcionam para quase tudo, menos com pessoas. O tratamento com pessoas, se fosse fácil e aplicado tecnicamente, extinguiria os comunicadores. Será que um dia isso será compreendido?

Texto: "Técnicas de Atendimento" na rede!

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segunda-feira, agosto 09, 2010

Sobre o tempo

Naquele dia ela não estava para bons amigos. Olhou em volta, viu seu mundo desmoronando, sequer pensou na hipótese de ficar e juntar os pedaços, simplesmente bateu a porta as suas costas e partiu. No caminho, foi pensando o que poderiam dizer, o que estariam pensando, o que estariam argumentando sobre sua atitude, tão avessa ao que estavam acostumados. Sorriu ao pensar que algumas pessoas a estava defendendo, tentando acalmar os demais, explicando que ela estava com alguns problemas, mas que logo-logo estaria de volta - "Nunca mais" - disse a si mesma - "nunca mais..."
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Lembrou de como desafiara a todos os seus inimigos no dia anterior, olhou-o nos olhos, não respirou, não moveu um músculo, apenas os fitou de cima a baixo, sorriu e se foi. Não era preciso dizer nada, todos eles entenderam. Ela não é mais a mesma. Havia vencido.
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Seguiu andando sem olhar para trás. Quanto mais andava, mais livre se sentia. E o que mais estaria ela sentindo, felicidade? Não, não era para tanto. Mas estava livre, sentia-se limpa como há muito não acontecia. Pelo caminho encontrou algumas flores, muitas delas com espinhos. Depois de tudo que passara? Os espinhos, aquelas flores, nada a abalava, nada a desconcentrava.
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Exausta, sentou-se. Cruzou as pernas, olhou em volta. Qual foi a última vez que vira um céu tão esplendidamente azul? Não se lembrava. Respirou. Seus pulmões se encheram do mais puro ar que já havia respirado. Fechou os olhos e sentiu uma brisa refrescando todo o seu corpo. Deitou-se. O sol queimava o seu rosto, mas ela não se incomodava, estava re-carregando suas energias.
Seu momento de reconciliação com esse mundo foi interrompido suavemente, abriu os olhos, apoiou a careça sobre uma das mãos que a essa altura tocavam o chão, os braços abertos e ficou a admirar uma borboleta que pousava lenta e delicadamente em seu rosto.
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Sorriu. Seu sorriso não era como o de ontem, era alegre e sincero. Ofereceu a mão a sua nova amiga, ela aceitou. Virou-se, admirou-a mais um pouco. A borboleta se foi. Borboleteando sobre as flores no jardim, ou voando a céu aberto. Ela se foi, seguiu sua nova amiga, esqueceu-se de tudo.
Vida nova.
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quarta-feira, agosto 04, 2010

Trabalho & Lazer

Tenho seguido alguns blogs no Twitter. A intenção é me inteirar de alguns assuntos, saber quando os sites são atualizados e essas coisas. Hoje quando encontrei um link chamado "Moticação & Carreira", fiquei me perguntando: mas que raios é isso? Qual não foi a minha surpresa quando ao clicar no link fui levada para o site do UOL. Tudo bem que é um site parceiro, o Gestão&Negócios, mas mesmo assim. Erros desse tipo não estão presentes na maioria dos blogs "amadores" que visito, ainda mais nos títulos dos posts. Depois dessa constatação, fui ler o tal artigo. Fiquei chocada com o conteúdo. Luiz Martins inicia o texto defendendo a sua opinião sobre o tempo para se permanecer numa empresa, as vantagens e desvantagens de ficar mais ou menos tempo numa empresa.
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Surpreendi-me com as afirmações no final do texto: "Vejo pessoas com consciência ingênua, confundindo trabalho com lazer, e passam o tempo todo buscando prazer no trabalho como se estivessem em um parque de diversões. Trabalhar exige esforço, dedicação (...)". Esse é um ponto de vista que, se levarmos em consideração que se trata de um administrador, foge completamente da preocupação com o indivíduo nas organizações. É claro que uma "obrigação" nunca será exclusivamente prazerosa, porque exige responsabilidade e maturidade. Porém, ultrapassada a limitação "preguiça" para cumprir exigências pela necessidade de trabalhar, todo ser humano tem sim o direito de sentir-se bem fazendo o que gosta e ganhando dinheiro com isso. Afinal, é para isso que as pessoas fazem especialização na sua área de afinidade: para que o trabalho seja prazeroso.
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Trabalhar não precisa ser um martírio. Aliás, é para isso que existe recursos humanos e trabalho de comunicação interna nas organizações. É por isso que as pessoas empreendem. Já está mais do que comprovado que pessoas felizes trabalham melhor e produzem mais. A preocupação com a satisfação das pessoas que trabalham para a empresa deve ser constante. O "taylorismo" até onde eu sei, ficou para trás. E defendo aqui minha opinião contrária ao que foi dito pelo Luiz Martins: se a pessoa não está feliz, não se sente crescendo, se está desmotivada e não consegue encontrar meios para mostrar que pode muito mais do que está oferecendo, ela deve sim, mudar de emprego e procurar satisfazer todas as suas necessidades.
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Trabalhei cinco anos num subemprego, com uma subvida, sentindo-me “sub” aproveitada. Todos os meus superiores reconheceram minhas qualidades, mas não havia espaço para crescer profissionalmente dentro daquela empresa. Depois que saí de lá, venho procurando me estabelecer nas empresas, mostro meu potencial. Contudo, se não sou reconhecida, se não me sinto bem com o que faço: junto minhas coisas e vou embora. Não tem sentido entender o trabalho como um fardo e contentar-se com uma empresa que não te oferece bem estar, se ela entende funcionários como máquinas, se ela não está preparada/aberta ao diálogo, a novas propostas.
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Tinha outro post em mente, mas, depois de ler esse artigo, precisava fazer essa crítica. Principalmente porque no site em que ele foi publicado não há espaço para comentários: o que não me admira nem um pouco.
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Era isso!
:)
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terça-feira, julho 27, 2010

A menina que roubava livros

De: Markus Zusak
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Há meses com esse livro empoeirando, aguardando ser lido e, finalmente posso dizer o que achei dessa obra. As palavras cuidadosamente colocadas na história apresentaram a vida de uma menina. Sob o pretexto de torna-la interessante: o roubo de livros, algumas histórias de amor e a guerra. Cautelosamente o autor nos qualifica a entender o que foi a perseguição judaica e resume o problema da febre hittlerista: as palavras. Elas tornaram o sonho dele possível e elas acompanharam a vida de Liesel.
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Quando interessei-me pelo livro, isso há muitos anos, não tinha noção do que ele falava. Li comentários no blog de alguém, não lembro quem, nem se falou sobre a estória. Se li algo sobre o enredo, deletei da lembrança com o passar do tempo. E não existe forma melhor de ter acesso a uma trama do que quando estamos despidos de qualquer impressão, quando não esperamos nada dela.
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Fiquei impressionada com o que conta esse livro; adorei a forma como ele é narrado. Senti-me Liesel Meninger por muitas vezes, tão entretida e preocupada com as palavras. Adorei o fato de ele apresentar tantas estórias numa só; e mais ainda de ele ser tão fiel a realidade. Fica muito evidente que o autor fez uma pesquisa histórica para relatar todos aqueles acontecimentos que poderiam muito bem ter acontecido. Realidade e ficção se misturam perfeitamente e a articulação das palavras é fantástica. Creio que pouco se perdeu com a tradução.
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O livro ficou aguardando leitura, primeiro na biblioteca, depois em casa, depois que o ganhei de presente no natal. E parece que ele tinha mesmo de ser lido só agora. Foi ainda mais interessante a datação nos capítulos finais coincidirem com os dias dessa semana. O envolvimento foi completo. A história foi perfeita. Mas o final...
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Bem, as últimas palavras, não tivessem todas as outras em perfeita harmonia, teria prejudicado bastante o conjunto da obra.
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Mas... Eu recomendo!
Leia a estória da vida, ignore o fato de ser narrado pela morte.
Acredite, é uma história que vale a pena ser lida.
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sexta-feira, julho 23, 2010

Um tema preocupante: o uso das redes sociais como parte do processo seletivo.


Logo que o Orkut se popularizou, muito se ouviu falar sobre a possibilidade de estudar candidatos pela rede de relacionamentos antes ou depois de uma entrevista. Essa rede hoje é dada como morta, ou quase isso, por aqueles que acompanham a evolução e o desenvolvimento das mídias sociais, mas e quanto ao Facebook, Twitter dentre outros?
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Li uma reportagem sobre esse tema, e foi o que me despertou para essa análise. A cada parágrafo daquele artigo fui tentando avaliar como está a minha imagem perante o olhar do desconhecido. A primeira coisa que me veio em mente foi o Facebook, no qual não vejo outra utilidade além dos jogos; depois pensei no Twitter. Esse até que está bem enxuto: não sou fã de muitas postagens, leio muito mais do que escrevo. Quanto ao Orkut, esse é exclusivo para entretenimento e contato com a família. Lembrei também do blog, no qual se forma uma rede, mas como esse não é, para mim, um meio visivelmente difundido, visto que nem todos querem se comprometer a publicações, seja num blog ou comentando neles, achei melhor deixar de lado.
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O texto falava em usar as redes como recurso para identificar “interesses, preferências, experiências, contatos, crenças, valores e etc”. Se fossem analisar o meu perfil e utilizassem apenas Facebook e Twitter para a análise, teriam um problema: estou nessas redes apenas para saber que elas existem, tento acompanha-las de alguma forma. Não exponho aquilo que os recrutadores procuram. A busca, nesse sentido, seria em vão.
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Já o quase esquecido Orkut, em minha opinião, seria de melhor valia. Não apenas no meu caso, já que em geral ele foi “abandonado” por aqueles que acompanham a evolução das mídias, mas não pela a maioria dos usuários da internet. É possível perceber que muitos estão também nessas novas mídias, mas que o Orkut continua sendo religiosamente acessado e atualizado. Além disso, muitas pessoas ainda não entenderam bem essas novas mídias, nem sabem para que elas servem.
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Pelo tempo de existência, entendo que é no Orkut que as pessoas sentem-se mais a vontade, é onde interagem com sua família e amigos e, portanto, está mais propensa a explicitar suas impressões, como se comporta ou administra as relações publicamente.
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Se ainda me lembro do que venho aprendendo na faculdade como Relações Públicas é que o indivíduo na empresa não será outra pessoa, reformulada pela cultura organizacional vigente, ele levará sua bagagem cultural para o mix cultural da empresa. O interesse dos recursos humanos em estudar o candidato pela sua interação nas redes é interessante por que certamente o que ele é na “vida virtual” não será muito diferente do que ele será dentro de uma empresa.
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O que me preocupa é quem fará esse trabalho e como serão analisados esses dados. Se uma pessoa não compreender esse universo paralelo e a cultura a ele agregada, como serei retratada com meus aplicativos infantis e comentários “soltos” já publicados por aí?
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Inspiração:
Por Márcia Vazquez
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segunda-feira, julho 19, 2010

Dias de chuva...


Em dias assim, eu só queria estar bem longe. Eu sei o quanto é piegas inspirar-se com a chuva, com o frio, com tempo. Mas, eu não ligo! Gosto de escrever quando algo me sensibiliza. E porque desvalorizar um tema que rende tanto? Afinal, como se quebra o silêncio para iniciar uma conversa com um desconhecido, ou até com amigos, quando o silêncio incomoda ou quando se quer simplesmente preencher o tempo? Esses dias frios e chuvosos, em que queremos mais é ser um gatinho de casa, enroscado entre as cobertas, sair de lá apenas para encher a barriga com uma comidinha bem gostosa ou para buscar um carinho do dono.
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Em dias assim, é impossível não pensar em enroscar-se com alguém muito querido enquanto assiste a um filme comendo pipoca, ou simplesmente, se enrosca. Eles também inspiram para um bom café, aquele capuccino com creme e canela, sentar com um amigo e beber um bom vinho. São inúmeras as possibilidades!E agora, penso em todas elas, mas preciso me contentar com um pretinho básico num copo de plástico na sala fria em que trabalho. Isso não chega a ser um problema, porque, uma inspiração, a de escrever, soltar a imaginação e sonhar com aquilo que me inspira esse tempo, ah! Isso eu posso "ainda" fazer.
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Aliás, pensando em todas essas coisas agradáveis para se fazer num dia como esse, lembrei-me dos seres humanos encolhidos nas calçadas sem agasalho, sem abrigo, sem comida, sem carinho, como se bichos de rua fossem. O que me lembrou daquele antigo poema, do Manuel Bandeira "O bicho". Esse poema sempre me impressionou pela contemporaneidade, continua atual, cada vez mais. O que também acontece com muitas músicas, como as das bandas mencionadas no post anterior. Até quando isso?
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Mas voltando aos bons motivos provocados por esse tempo, um comentário a mais: já repararam como as pessoas ficam mais bonitas no inverno? As que podem, bem cobertas, vestidas quase sempre elegantemente. Eu adoro passear em dias frios, ver gente, sentar num café, pedir um capuccino, bater um bom papo, voltar pra casa, enroscar-me nas cobertas e fazer companhia para a minha gata. É o que eu queria agora!
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:)
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terça-feira, julho 13, 2010

O dia do Rock


Conforme eu disse no Twitter, é um dia triste para os brasileiros. Aqui o espaço é sempre de grupos geradores de lucro. Há muito não ouço falar de uma banda de rock 'n roll sendo venerada pela mídia. Aliás, são raras as bandas que escrevem letras que combinam com a loucura que é esse ritmo que tem seu dia comemorativo. "Isso é coisa de velho" certamente é o que vão me dizer e eu concordo: é coisa de velho! A frase que vou escrever agora está no discurso de 10 a cada 10 pessoas mais velhas cuja opinião é solicitada. E lá vai: a verdade é que não se faz mais música como antigamente!!

Eu sou do tempo em que existia Renato Russo e a Legião Urbana, em que o Titãs aprontava todas no "Cabeça Dinossauro", TNT se lixava e escrevia letras punk rock. Tinha música para curtir fossa dançando: Herbert Viana e os Paralamas!!! E até os que eram brega eram censurados por suas letras ousadas, do tempo que Paulo Ricardo estava a frente do RPM e que as "revoluções por minuto" incomodava a todos, menos os adolescentes. E o que dizer do breguíssimo "Leo Jaime" e a sua musa "Solange"?

"Antigamente é que era bom..." E com essa frase atesto a minha velhice! Eu era criança, tive contato com tudo isso através das minhas irmãs mais velhas. E como era bom ouvir as "Dez mais Pedidas da manhã" sentindo o cheirinho do almoço. Das dez músicas mais pedidas na "Cidade" (a rádio hoje porcaria), dez eram Rock ou desses artistas bregas, porém com conteúdo. João Penca e seus miquinhos adestrados! Caramba! Como isso era legal. Ouvir Engenheiros do Hawaí, Nenhum de Nós, Legião, Paralamas (e os alagados...).

Hoje nem ouço mais rádio, porque as rádios, além de puramente comerciais, comercializam um bando de porcarias sem sentido. Não quero um "happy rock", o Rock que eu conheço está atento as mazelas do mundo, reclama, protesta, lamenta. E quando não faz isso, chora as mágoas de um amor não correspondido, perdido ou desejado!

Certa vez ouvi alguém dizer uma coisa que é bem verdade: "Está faltando mais Rock e menos Roll" no que é feito pelas bandas de hoje.

Enquanto as coisas não mudam, "bora" comemorar retirando as relíquias do baú, hoje é dia de ouvir Pink Floyd, Elvis Presley, U2, Chuck Berry, Ramones, Queen, Led Zeppelin, Pearl Jam... Podem ouvir Beatles também, embora eu deteste isso! E, claro, uma boa sessão de audição nacional com todas as bandas que citei antes!

E viva o dia do agonizante rock!!
\o/

segunda-feira, julho 05, 2010

Dejejum!

Dejejum!Há quase um mês do último post, depois de ter pensado várias coisas para contar aqui, o que não fiz por falta de tempo, agora não o faço por falta do que dizer. Entretanto, acredito que seja importante avisar aos poucos leitores que o blog ainda existe. Sendo assim, vou falar hoje de algo que me deixou bastante feliz: resultados!
Quando nos envolvemos com alguma atividade e trabalhamos efetivamente para que elas "aconteçam", o mínimo que esperamos é que "tudo dê certo". O significado para cada um desse "tudo dê certo" é muito relativo, pode ser o reconhecimento pleno do trabalho, ou simplesmente um bom resultado para aquela boa sensação de dever cumprido. Pois para mim, essa segunda opção é sempre o objetivo, mas, vislumbrando, é claro (sem nunca deixar de sonhar) com o reconhecimento.
Assim, passei os últimos quatro meses correndo e me preocupando com os meus "trabalhos". Dentre eles "dois", aqueles cujo resultado precisava, necessariamente, ser o melhor. Passado esse tempo de pura adrenalina, aos poucos os resultados foram chegando. A minha satisfação estava "consentida", aceitando-os com maturidade. Isso até que recebi aqueles "dois" resultados que mudaram o meu humor por completo. Mais do que a sensação de "dever cumprido", recebi um singelo reconhecimento. Desse simples ato, a motivação para continuar. Eu achava que estava certa, agora sei que estou. O simples fato de mudar a perspectiva fez toda a diferença. Estou agora ansiosa, já pensando no que vai me tirar o sono no futuro e essa sensação é muito boa! \o/

***

E por falar em "noite de sono", algo que me incomodou bastante no fim desse semestre foi finalmente resolvido: minha gata foi castrada! Aproveito que toquei nesse assunto para três recados rápidos:
1 - Castre os seus animais de estimação. O mundo está cheio de bichinhos abandonados, não contribua para a saturação: castrar é um ato de amor! Além de contribuir para a diminuição de animais abandonados, você protege o seu animalzinho.

2 - Bicho não é lixo! Não abandone animais na rua, evite que seus bichinhos tenham cria. E se "acontecer" cuide para que os bichinhos tenham um lar!

3 - Não comprem animais, adotem! A rua está cheia de animais abandonados, bicinhos lindos e carinhosos precisando de um lar!!!
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=)



quarta-feira, junho 09, 2010

Que "boring" esse papo de Revolução das Mídias

Na semana passada me foi solicitado um artigo com texto argumentativo. Eu já percebi que não gosto de escrever sob encomenda. Parece que sempre fica muito artificial. Então pensei e enrolei vários dias até decidir sobre o que escrever. No Twitter sigo algumas pessoas que estudam cibercultura, e um deles anunciava a palestra de um cara que é referência ao se falar de mídias sociais, tem livros publicados e etc. Li o texto de apresentação dele e me revoltei. É contraditório para uma estudante de comunicação que está em quase todas as redes sociais mais conhecidas dizer isso, mas eu não gosto do olhar que lançam sobre essas mídias.
Não concordo com a forma como elas nos são passadas. É didático para a minha mãe que desconhece, para um ou outro internauta que ainda não saiba bem o que fazer na rede, mas para internautas experientes é ridículo. Esse é um ponto. O outro é que do ponto de vista profissional e das formas de se usar essas redes estrategicamente, pouco se tem a acescentar. É só mais uma mídia, quem sabe que não basta propagar informação, que é preciso ter estratégia, é capaz de entender que essas novas ferramentas devem ser incluídas na estratégia de comunicação quando houver público para isso e não simplesmente mandar o estagiário escrever qualquer coisa só para aparecer.
No texto que eu li esse autor falava também sobre a revolução na educação que pode ser causada pelas novas mídias e a utilização das redes sociais. A revolução já existe, alunos desvirtuam-se da aula para acessar redes sociais, já podem acessar do celular, e o celular com internet já nem é mais tão inacessível. Daí a usar essas redes favoravelmente, considero bem questionável. Qualquer meio que não permita o acompanhamento da escola, pode virar baderna, pode gerar problemas. Não dá pra esquecer que por de trás dos nicknames na mídia estão os pestinhas, pessoas e a chance disso gerar confusão, desentendimentos e etc. é bem grande.
Eu tinha a intenção de fazer um jogo rápido aqui só pra falar do texto, no fim escrevi mais do penso sobre, e de como não gosto, do assunto.

Se quiserem ler o texto na íntegra (ficou longo) coloquei num blog alternattivo, segue o link: Blog RP
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terça-feira, maio 25, 2010

Uma estrelinha se apagou!

Relutei um pouco em escrever sobre isso, mas não pude evitar. Seria um desrespeito para com o relacionamento que desenvolvemos ao longo dos anos, uma incoerência da minha parte que sempre a colocou quase que em primeiro lugar na lista de "pessoas" importantes na minha vida. É mais um capítulo triste nesse blog: ela se foi, sem que eu pudesse evitar, sem que eu pudesse me despedir! As coisas simplesmente foram acontecendo, o mundo girando, e mais uma despedida que eu gostaria de ter presenciado, já que não poderia ter evitado.
A Milla participou de inúmeros momentos da minha vida, foram cerca de dez anos apaixonantes. Por mais que eu estivesse longe por longos períodos, nossos reencontros eram sempre brindados com muita festa, abraços e troca de carinho. Um cachorro pode ser apenas um animal irracional para a maioria das pessoas, pode ser artefato de luxo para outras, um saco de pancada para algumas, mas para mim é quase como um ente querido. Identifico neles um amigo, um parceiro, um "fiel escudeiro" e era exatamente assim a minha "Miloca".
Passamos por poucas e boas, umas três ou quatro mudanças, morando em Porto Alegre, foram vários passeios no parque onde enfrentamos perigos, como no dia em que ela se soltou e correu para a o meio da rua, ou no dia em que ela me defendeu de um mendigo que chegou de repente! Nunca vou esquecer nosso primeiro passeio na cidade grande, a bichinha me inventa de fazer suas necessidades "do nada", eu não estava preparada para isso, saímos correndo da cena do crime, mas garanto que foi a única vez que isso aconteceu.
A Milla era parceira dos bêbados também, não teve um que tivesse passado pelo 713/01 com teor alcóolico acima do normal que ela não tenha se aproveitado, seja dormindo "abraçada" ou filando umas trakinas na calada da noite.
Sempre pronta para um carinho, sempre pronta para brincar, para acompanhar, para comer doces, essa era a Milla.
É triste pensar que ela se foi, que não a tenho mais comigo, que ela sofreu tanto, que não pude acompanhá-la nos momentos finais, nem que fosse apenas para confortá-la... Agora, levo comigo as boas lembranças, da amiga perfeita - esqueço o quanto ela me enlouqueceu querendo chamar a minha atenção - ainda acho que valeu muito a pena!
Já estou morrendo de saudades!
=/

domingo, abril 04, 2010

O baile da cidade

Das obrigações diárias!
Como é chato escrever por obrigação!!! A pressão de ter que escrever, de saber que o texto será lido, analisado, criticado. Mas, acredito que isso seja necessário, até para que eu me acostume, já que o gosto por escrever pode ser profissionalizado, e profissionais atendem a pedidos.
Pelo menos para uma coisa serviu essa obrigação, atualização do blog!! \o/


O baile da cidade
Porto Alegre comemorou seu aniversário na semana passada e o presente para os seus habitantes foi poder usufruir o parque que, se não é o mais famoso, é no mínimo o que mais identifica essa população. Todo porto alegrense se orgulha de ter o parque da redenção para matear, para fazer suas caminhadas em busca de hábitos saudáveis, ou como ponto de encontro entre amigos. O que dizer então de poder curtir uma noite de festa nesse parque, poder admirar a paisagem noturna, os holofotes sobre as árvores, a fonte iluminada. Uma noite de gala no parque, esquecendo da violência, quem diria.
O parque da redenção tem o melhor e o pior de Porto Alegre. A qualquer hora do dia podemos nos deparar com cenas de violência, com pessoas suspeitas, usuários de drogas e, infelizmente, briga de "bondes". Ao saber do evento e ouvir de muitas pessoas que se tratava de um acontecimento tão agradável, criei coragem e fui prestigiar.
Não sou porto alegrense, por isso nunca imaginei que um evento popular daquele porte pudesse fluir com tanta naturalidade. Um baile noturno em pleno parque da redenção. Ao ar livre, palco, luzes, orquestra, bandas, espaço VIP. Para quem chegou cedo, mesas em volta da fonte, visão privilegiada do monumento recentemente reformado, e do palco, por onde passaram a orquestra da cidade, Benito de Paula e ainda o Musical Essência, que fez o público chacoalhar o esqueleto com canções pra lá de animadas.
Por todo o tempo em que estive lá, foi inevitável lamentar que isso ocorra apenas uma vez por ano. À noite a redenção se torna ainda mais interessante para shows e manifestações populares. Os porto alegrenses, como bons bairristas que são, exaltam a grandiosidade dessa cidade que, eu concordo, é muito bonita, excêntrica e aconchegante. Mas, a verdade é que nos acostumamos a desviar o olhar daquilo que nos desagrada, dos moradores de rua, das pichações em monumentos, e da violência em geral, principalmente nos parques, justamente nesses que deveriam ser espaços de lazer, de tranqüilidade.
Apesar disso, a noite estava linda, a redenção, encantadora, as pessoas se divertiram e comemoraram, afinal: a capital dos gaúchos comemorava seu 238º aniversário. Entretanto, os parabéns ficam para os profissionais que garantiram a segurança e a diversão naquela noite de gala.

E o ponto máximo: falar de uma cidade gaúcha, sim eu sou bairrista, como todo brasileiro deveria ser!!!
:)

terça-feira, março 23, 2010

VERGONHA!

Hoje pude ver o que é, na prática, o encadeamento midiático tão falado por Alex Primo em seus estudos.

Deveria estar envergonhada por ter assistido o programa mais abobado da face da Terra, depois dos programas diários vespertinos e outras coisinhas aí, que se dizem de comédia quando na verdade não passam de "rituais" do quotidiano para reforçar o machismo e outros valores ridículos em nossa sociedade.

Mesmo ele não sendo o pior, hoje foi um daqueles dias em que tive que colocar meu nariz de palhaço (sim, eu tenho um). Não contente com o tempo precioso que perdi durante o tal programa, acessei o twitter para saber como estavam as discussões acerca do tema.

Como imaginei, a maioria estranhou o resultado do famigerado confronto! Eu estava com a maioria, o que já imaginava. Acabei descobrindo que nas enquetes que estavam rolando desde o anúncio dessa disputa em específico, e eu realmente estava com a maioria. Seria essa uma opinião pública? Disso eu não sei, mas estou certa de que a "espiral do silêncio" não se pronunciou nesse caso, porque as pessoas costumam se envolver com essas questões, com aquelas pessoas, ficam chateadas, tristes, compartilham dos sentimentos daqueles que vivem no tal "laboratório" como diz o "sábio" apresentador. Ai, Bial, você é o que mais me decepciona!

Mas, como nem tudo é perda de tempo. Fiquei me perguntando em qual será a estratégia? Deixar o jogo alucinante, as pessoas revoltadas com o resultado, e fazê-las assistir mais, votar mais, para que eles possam arrecadar mais? Até o final não deve sobrar quem valia a pena de se assistir "até o fim". Será que não se deram por conta de que esse resultado queima ainda mais a credibilidade do esquema. As montagens estavam a favor de quem saiu, não entendi até agora o que pretendem com isso.

Mas sei que perdi de ler um capítulo do meu livro. E que na TV Cultura estavam transmitindo uma ópera lindíssima! Nesse ponto não estou com a maioria. Costumo não assistir aos comerciais desse horário nobre, zapeio pelos canais, assisto a programas, sejam eles quais forem. Não gosto de espaço comercial, nem os embutidos, enfiados goela a baixo, mas... Assisti um pouco da Opera, sei que poucos sabem que isso foi, ou costuma ir ao ar.

Por fim, vejo que a "poderosa" está nos ajudando, praticamente nos forçando, a procurarmos algo mais interessante, mais produtivo para fazer ao invés de assistir televisão e esses programas interessantíssimos, a "nave louca" está fora de órbita, gente!

Assim, é melhor parar de brigar por personagens inventados, muito bem representados e montados por uma equipe de edição brilhante e deixar de ser palhaço. Reclamar não vai adiantar. Isso é fato.

* Para evitar que esse post contribua para a manifestação contra ou a favor do referido programa, resolvi não citar os nomes. Pelo menos das buscas eu fujo!

Desculpem-me amigos blogueiros que esperavam mais de mim! hahaha Sou da comunicação, tenho de estar por dentro de tudo!
=P

quarta-feira, março 03, 2010

Da inutilidade vespertina!

À tarde os programas de televisão se resumem a: programas de fofocas, Vídeo Show e novela xôxa e o "Cinema em casa" com as irmãs gêmeas aquelas, que muitos odeiam, sobre as quais nada tenho a dizer, já que elas não são do meu tempo.

Mas, ontem no Cinema em casa transmitido um filme que há muito eu não via, um daqueles filmes que não se deve começar a assistir, porque é irresistível para românticos incansáveis, o que é o meu caso.

"A casa no Lago" apresenta a história de Kate Forster, uma recém formada em medicina (Sandra Bullock) e Alex Wyler, arquiteto (Keanu Reeves) que alugam em tempos diferentes a mesma casa, a tal casa do lago. Mas, quis o destino que eles se encontrassem de alguma forma, e eles iniciam acidentalmente uma comunicação através de bilhetes, depois cartas, pela caixa do correio. A grande sacada é que os dois estão "vivendo na casa", porém um em 2004 e o outro em 2006. As cartas viajam no tempo através da caixinha de correio. Como é que não se sabe. O grande mistério pode ser a cadelinha deles, a Jack (uma vira-latas muito querida, que os acompanha, nos dois tempos).

O que considero de tão interessante nesse filme? Além do romance à distância, da maneira "distante" em que eles estão, o que propicia a ilusão de que "quis o destino que eles ficassem juntos" e o mistério que gera a curiosidade, “afinal, como isso vai acontecer?”, tem a questão de que Alex, personagem do Keanu Reeves, está a dois anos do tempo dela e é o que mais tem dificuldades a enfrentar, no entanto, não desiste dela mesmo quando ela implora para que ele faça isso. É piegas, é previsível, mas é romântico!

Numa certa parte da trama ela fala do seu romance favorito, o qual mostra um casal que precisa esperar pelo tempo certo para estarem juntos. Depois de muitos contratempos eles finalmente se reencontram e tudo dá certo. E essa é a impressão que temos quando queremos um alguém verdadeiramente. Bate uma certeza de que em algum momento, tudo o que sonhamos vai se concretizar. É nessa emoção que embarcam os românticos apaixonados, é por isso que quebram tanto a cara, às vezes fazendo-os desistir, outras nem tanto, os encorajam a recomeçar.

Mas de uma coisa eu tenho certeza: uma vez romântico, sempre romântico! Por maiores que sejam os tombos, as decepções, as desilusões, os românticos são incorrigíveis.

E essa sou eu, uma tarde perdida em frente à TV para viver um romance que bem que poderia acontecer comigo! E depois? Acorda! O dever chama!

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domingo, fevereiro 28, 2010

Blog bom!


Tenho pensado em muita coisa para escrever no blog nesses últimos dias, mas como estou passando por alguns contratempos de ordem pessoal, evitei escrever, para não fazer um texto muito íntimo, nem cair na banalidade. Mas, queria muito postar algo novo e, para me inspirar, resolvi organizar alguns posts que estavam sem marcação. Relendo esses textos, poderia me inspirar e cuidar para não reescrever sobre um tema.

O resultado dessa leitura foi bem interessante. Fiquei muito contente com o que li. Além da nostalgia provocada por alguns posts, seja pelos comentários de ex e de ainda leitores, ou pelas situações descritas - pessoas e situações, tudo misturado - servi-me de meu próprio consolo “antigo” para dificuldades recentes, além de repensar alguns assuntos que vinham me perturbando; a minha velha mania de me questionar sobre inúmeras situações. No fim, além de fazer todas as marcações, criar algumas novas, facilitar a vida de novos leitores destacando textos que considero importantes para entender o blog e me entender um pouco, descobri que o meu blog é bom mesmo.

O selo que mais gostei dos que recebi foi o que aparece aí na página principal do blog: Meu blog é fabuloso! Isso porque reconheço a autenticidade do que faço por aqui. E hoje tive a oportunidade de reforçar essa auto-estima blogueira! :)

Dentre as novas marcações, destaco as "Teorias", que são reflexões sobre temas aparentemente absurdos, mas que tendo um pouquinho de boa vontade, consegue-se tirar algum proveito. Os do "anexos" e "EMPTY" misturam os erros de posts e textos que escrevi no tempo em que enviava os posts por e-mail, durante o trabalho. Tem coisas interessantes, mas algumas viagens sem sentido "aparente". Em nostalgias e Indiadas, um pouco de Estória e Histórias que gostei muito de contar/viver.

Sim, esse post acabou saindo como um convite, quem sabe até uma auto propaganda. Isso é importante, reconhecer o que se faz; falo tanto dos outros, alguns me consideram formadora de opinião, pois agora, quero formar a opinião de vocês, e fazê-los acreditar no que escrevo, que realmente vale a pena ler o meu blog! ;)

Uma curiosidade "extra", com a qual fiquei bastante surpresa, é que tenho pouco mais de 100 posts no total, e acreditava ter escrito muito mais. Acredito que essa confusão tenha ocorrido em função da mudança do "Blogger" (falido Suspensa no Espaço) para o blogspot, onde assumi o "Sabe o que é?". Além disso, chamou-me a atenção o fato de eu ter mais "posts" no Twitter do que aqui. É claro, lá tenho interação mais direta, idéias mais instantâneas, mesmo assim, não gostei dessa diferença, porque acredito muito mais nos blogs do que no twitter, fotolog ou qualquer outra rede de opiniões que venham a inventar - isso sempre foi assim - acredito que deva permanecer assim - por isso devo mudar essa diferença escrevendo mais aqui.

Estou com planos de fazer uns 10 posts com a descrição de "Quem eu sou", em homenagem aquele campo do orkut em que tantas vezes escrevi coisas que valeriam como um post do blog, mas que acabei deletando, alterando, sem nunca salvar. É a minha produção intelectual se perdendo no espaço. Isso não deve ser assim!

Curioso me pareceu agora, lembrar que o Sabe o que é? Nasceu da ausência do Suspensa no Espaço e que o que hoje é "Suspensa no espaço" era "Deve ser assim"...

Sei que esse post está estranho, mas pra mim faz muito sentido e, bom, caso não tenham percebido, INSÔNIA outra vez, já passa das 4h da manhã!

Bom dia a todos!
;)


terça-feira, fevereiro 09, 2010

Dicas!

Não me sinto muito à vontade postando "dicas", sempre achei um tanto arrogante dar "dicas", como se a minha opinião fosse a palavra final sobre determinado assunto. Algumas pessoas, raras, conseguem fazer isso de forma fantástica, sendo elas "experts" no assunto ou não. Mas, o que venho aqui fazer é algo bem modesto, para falar de um livro que li recentemente, que de tão prodigioso, merece crédito, preciso compartilhar as minhas impressões!

Falo sobre o livro "Antes de nascer o mundo" de Mia Couto, um escritor moçambicano. A história da pessoa "António Emílio Leite Couto" já é por si só bem interessante. Mas, estou aqui para falar do tal livro. Sabe aquela conversa de que "Você é o que lê?", levando essa teoria em consideração, resolvi ler "Antes de nascer o mundo" porque uma pessoa que admiro muito pela educação e delicadeza o havia lido.

Pois logo na primeira página eu percebi que estava diante de uma grande obra. "Antes de nascer o mundo" conta a história de uma família que exilou-se do mundo, os fatos relatados sob o ponto de vista de "Mwanito", que por ter ido para um "novo mundo" com apenas 3 anos de idade, cresceu sem ter convivido com pessoas, com a mãe, não sabia sequer o que era uma mulher. E assim, com a inocência de uma criança realmente pura, vamos descobrindo que mundo é esse criado pelo pai de Mwanito, o "Silvestre Vitalício", e como e porque o mundo real acabou.

Em certo momento, uma mulher aparece na história, e é nesse momento que Mia Couto demonstra a sua mais profunda sensibilidade, da sutileza e pureza aplicada a Mwanito, que nos conta essa história, ele insere na trama a delicadeza de Marta. As suas palavras ao descrever angústias e o seu amor, é de uma feminilidade incrível. A impressão que se tem é que apenas uma mulher seria capaz de descrever com tanta veracidade aquelas cenas. Mas, Mia Couto o faz com muita competência, o que é simplesmente encantador.

Ao fim de tudo, a sensação de que algo nos falta. Tive dificuldade de entregar o livro para a biblioteca, a vontade que deu foi de reler o texto todo no exato instante em que terminei a leitura, de tão sutil esse final, tive a impressão de que ele não tinha acabado.

Para quem gosta de ler bons livros e já esgotou os clássicos, quer se aventurar pelos contemporâneos, mas não sabe ao certo em quem confiar. Esta aí uma grande dica. Meu plano é pegar outros livros desse autor, mas só depois de terminar o que tenho na fila: Os Voluntários, A menina que roubava livros, e a biografia do Einstein! Sem contar os livros da área da comunicação!!!! Até lá, um longo caminho.

Aproveitando o momento "dicas", para quem ainda não conhece, PATA DE ELEFANTE, uma banda instrumental do mais puro rock and roll!!!! Vale a pena conferir! Se tudo der certo, o som estará postado aqui no blog, preciso apenas organizar o meu site, pois estou sem espaço para hospedagem! :S

=)
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sábado, fevereiro 06, 2010

Tenho quase certeza que eu não sou daqui!

Fiquei por muito tempo olhando meu blog, visitando blogs amigos, pensando em mil assuntos que poderiam ser tratados nesse momento. São 4h17, deve estar fazendo uns 36° aqui em casa, eu não consigo dormir, cansei de tentar. Sempre tenho pensamentos revolucionários e/ou extraordinários enquanto me reviro na cama tentando dormir. Esse evento é quase uma tortura para mim, certas vezes chego a ter preguiça de ir dormir, sabendo do tempo que levarei para relaxar por completo e embarcar num sono que, ultimamente não tem sido muito profundo. Mas, voltando aos momentos de reflexão, quase tudo o que penso e esquematizo em pensamento enquanto espero o sono chegar, ou voltar, nas noites em que acordo repentinamente, fogem-me praticamente por completo: durmo e esqueço!

Não! E quanto aos sonhos em que resolvo questões, planejo futuro, presente? Droga! Acordo, e tudo se foi, assim como "os pensamentos e idéias que temos durante o banho, o que não escorreu pelo ralo, deixamos na toalha"!!! hahah Essa idéia é muito boa e realista! Para isso, indicam os especialistas em planejamento, que se tenha sempre à mão lápis e papel, para anotar todo tipo de idéia que se tenha. Durante o banho, ou durante o sono, fica mesmo complicado seguir essa dica, mas nas demais situações, é possível sim. Nesse caso, o problema maior se volta para quem faz a anotação, e como essa anotação é feita. Por que, além de compreender o que se anota ao acessar essas informações mais tarde, é preciso organizá-las de forma que seja fácil retomá-las.

Semestre passado andei com uma agenda para todos os lados, anotei realmente muita coisa, mas temo que, assim como as idéias noturnas não anotadas, eu tenha perdido aquelas informações, já que mesmo durante o semestre encontrava dificuldade em encontrar informações, ainda que soubesse o dia exato em que havia anotado. Isso sim é que é problema: eu sei que eu anotei, está aqui em algum lugar!!! E o tempo passa e nada de encontrar, e nada de pensar numa solução.

Mesmo assim, pretendo usar agenda esse ano outra vez, tentar ser mais organizada. Não custa. Eu gosto de organização, mas a minha preguiça está praticamente empatando com a minha vontade de mudar as coisas! E isso, definitivamente, não pode acontecer!

Não tinha falado nada de planos para o futuro ainda aqui no blog, o ano começa e as promessas sempre vêem! =P Estava tentando evitar, no fim saiu bem esse post. O que não se sairá muito bem é o meu desempenho junto a família hoje, já que teria que acordar às 6h e ainda não preguei os olhos! Mas isso é outra história!

:)
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quinta-feira, janeiro 28, 2010

Os desafios de se ter um blog bom, e famoso!



Já devo ter discursado a respeito em outras ocasiões, verdadeiramente, não me recordo. Mas, é um tema constante na vida de um blogueiro. Vou contar um pouco da minha história, só pra variar.

Sempre fui metida a escritora, desde a infância quando escrevia diários bobinhos, depois, passando pela adolescência, escrevia coisas que chamava de poemas, ou simples pensamentos e invenções, um mundo de fantasia, fingindo sentir alguma dor que de veras sentia, ou não. Mas tudo o que escrevi ao longo dos anos sempre ficou muito bem guardado, pra não dizer escondido.

Em certo período escrevi em códigos, para ter certeza de que minhas histórias ficariam seguras. Esse código foi criado por mim, com símbolos diversos. Mais tarde, (re)inventei uma forma de escrever sem dizer exatamente o que estava sentindo, usando as mais diversas analogias, algumas tão absurdas que certamente até hoje são impossíveis de serem traduzidas. Os códigos de criança eu esqueci, mas dessa nova forma de escrever, aaah! Dessa eu nunca esqueço, e cada vez que leio um desses textos, é claro, sei exatamente do que se passa, porque escrevi aquilo. Mas sei que não tenho a exclusividade da forma, e mais, sei que minhas técnicas não chega aos pés dos profissionais. Enfim...

Somada a essa facilidade em escrever tive acesso ao meio eletrônico, a minha afeição por tecnologias me fez migrar do papel e caneta para os bits. Primeiro do bloco de notas, tenho ainda muitos txts guardados, depois em blogs. E é assim que chego ao problema levantado no título desse post. Comecei a escrever blog para expor o que pensava e sentia, o que estava vivendo, em tempos difíceis, e quando meu blog foi descoberto e tentaram entender do que eu falava, calei meus dedos e parei de postar. Tempos depois retornei escrevendo em códigos ainda mais ocultos. Meu blog se foi.

Hoje tenho outro blog, o qual foi descoberto por algumas pessoas, que me visitam com freqüência, e outros que são ocasionais. E são esses acessos ocasionais que têm me calado. Penso muito em muitos temas para tratar, mas logo penso no que não quero que leiam, e não encontro a solução para ocultar o que escrevo. Isso me faz lembrar de uma blogueira maluca, de um visitante maluco, e de como a maioria das pessoas cria um blog para ser notada, para se fazer ouvir, ou fazer dinheiro... O que, para cada uma dessas coisas, exigiria muitos acessos.

Certa Vez Paulo James me disse: "Se você não se sente bem expondo o que escrever, é porque escreve para você mesma e não precisa divulgar."

Mas, então, porque insisto em escrever em blogs? E o que fazer com os milhares de visitantes desse blog que anseiam por mais palavras?

Who cares?!
O_o
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