segunda-feira, dezembro 28, 2015

Songs Of Innocence o (novo?) álbum sensacional do U2!

E o ano quase acabou sem Songs Of Innocence, do U2, pra mim! Conseguem acreditar nisso? Estava tão desanimada com o U2 nos últimos álbuns lançados, que nem fui ver o que tinham aprontado no álbum mais recente. Lembro do episódio das músicas no iTunes e das pessoas reclamando, motivo pelo qual nem quis ouvir. Ou, se ouvi, não dei importância, nem sei. Mas, a grôbo e suas propagandas sobre a exibição do show deles agora no fim de 2015 me fez lembrar dessa banda que tanto me alucinou no passado.


Então, antes de dormir fui para o Spotify pra ouvir alguma coisa e dei de cara com esse "novo álbum" e quase o rejeitei, mas pensei melhor e "ah, não custa". E ainda bem que pensei assim, porque já na primeira música (The Miracle (Of Joey Ramone)) minha atenção foi fisgada.

O álbum parece muito novo, e é, ao mesmo tempo, tão U2, que fiquei emocionada (quase sem exagero). Fazia muito tempo que não ouvia um álbum inteiro do U2 sem pular faixas chatas e músicas enjoativas. Mesmo nos mais pops, cheio de HITS, eu odeio todos os hits! E ficar ouvindo sempre as músicas antigas, ou 5 músicas de cada álbum é muito deprimente, por isso havia parado de ouvir.

Lendo sobre a história de como o álbum foi "concebido", deu pra entender porque ele é tão perfeitinho. Bono (esse lindo!) deu algumas entrevistas dizendo que queria algo melhor que o No Line On The Horizon (que até que é bom, mas nem tanto). E eles levaram anos pensando e melhorando cada faixa.
Tematicamente, Songs of Innocence relembra a juventude dos integrantes irlandeses, em homenagem às inspirações musicais de Ramones e The Clash, ao tocarem músicas da época de infância, namoros e arrependimentos. Bono descreveu Innocence como "o álbum mais pessoal que eu já escrevi". (fonte)

Resumindo: o resultado compensou a espera!

E agora tenho um álbum novo, cheio de músicas novas, instigantes, interessantes, é simplesmente lindo! O mais curioso é que enquanto ouvia eu percebia elementos muito presentes no indie rock atual, é como se eles tivessem sido influenciados pelas bandas que estão aí hoje, as mesmas que (muitas delas) se inspiraram por causa das músicas deles.


Faixa a faixa do Songs Of Innocence:

1."The Miracle (of Joey Ramone)"
2."Every Breaking Wave"
3."California (There Is No End to Love)"
4."Song for Someone" - Linda demais!!!!!
5."Iris (Hold Me Close)" - Muito U2, pelos melhores motivos!
6."Volcano" - do tipo legal que poderia virar a pop chata, :P
7."Raised by Wolves"
8."Cedarwood Road"
9."Sleep Like a Baby Tonight"
10."This Is Where You Can Reach Me Now"
11."The Troubles"


Algumas músicas me lembraram muito The Killers, o que me fez pensar muito em como vai ser o novo álmbum da banda, que espero não demore muito. Quem sabe (fiquei pensando/viajando) os caras do The Killers (que tiveram influência muito forte do U2) não ouviram esse disco, sentiram aquela vontade de fazer um álbum sensacional como os primeiros da carreira e estão agora compondo loucamente, músicas maravilhosas como essas do Songs Of Innocence?

Lembrei disso porque: adoro The Killers, quero música nova, quero mais músicas boas como as do primeiro álbum, que não por acaso lembra muito os primeiros trabalhos do U2. Em Songs Of Innocence o U2 parece ter voltado pro caminho da boa música e de banda maravilhosa! Eu tô encantada com eles outra vez. Desejo o mesmo para o The Killers, e que isso seja em 2016, pro ano ser o mais lindo desta década! :P

Pra ouvir online de graça: Spotify - Deezer

E deixo aqui a minha preferida (por enquanto) por ser indie rock na veia e com toda personalidade que o U2 sempre teve: Raised by Wolves!

\o/

domingo, dezembro 27, 2015

Retrospectiva 2015, posts mais acessados do ano!

E o ano no blog foi de Backstreet Boys, Scalene, Brandon Flowers, New Politicians, Gerard Way e Soundbullet!! Os posts mais acessados do ano foram, sem dúvida, das coisas mais legais que aconteceram musicalmente pra mim esse ano.



O mais acessado entre os posts escritos esse ano foi o do Show dos Backstreet Boys em Porto Alegre post em que contei como foi ver de perto a boy band mais incrível da história, que marcou demais a minha "juventude". :)

Depois, o segundo mais acessado foi o da Banda Scalene e o novo álbum, Éter. Esse foi uma surpresa, não esperava tantos acessos, e vejo que todos os dias ele tem mais e mais acessos. A galera chega pelas pesquisas no Google. Acredito que seja atrás de links para download, o que não compartilho. Espero que estejam clicando nos links para streaming, é um pouco melhor do que depender da pirataria.

E os demais posts mais acessados, com bem menos acessos, foram:


Fiquei bem contente com os resultados do blog esse ano, e mais ainda de esses terem sido os posts mais visitados, pois mostram bandas novas, diferentes e novos trabalhos. Destaco aqui a Soundbullet, banda muito boa! Assim como a New Politicians, dando uma cara nova pro cenário musical de quem, assim como eu, não aguenta mais ouvir sempre as mesmas coisas. Faltou aqui o post de Tocotronic, banda alemã muito boa, também de indie rock, músicas lindas!

Quem não leu, ou nem conhece as bandas aqui mencionadas, vai atrás, são todos muito bons. Até porque não falo de trabalhos que não gosto. Única exceção foi o novo álbul do Coldplay, cujo post ficou tenebroso, mas como sou fã da banda há tempos, e posso, dá licença! :) Se quiser ler, acesse:
O novo álbum do Coldplay: A Head Full Of Dreams!


Pra encerrar o post, a música mais linda e viciante do ano de 2015!



:)

domingo, dezembro 13, 2015

O Show da Legião Urbana em Porto Alegre foi um Grande Espetáculo!



Na última sexta-feira, dia 11/12, os Porto-Alegrenses receberam de peito aberto Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e convidados para o show de comemoração dos 30 anos da Legião Urbana.


E se fosse resumir esse post em poucas linhas eu diria que; sim, parece meio absurdo a banda Legião Urbana se apresentar sem Renato Russo. Mas, a saudade era tanta, e para muitos como eu, que não puderam ver a banda completa ao vivo, foi mais do que um consolo, foi a realização de um sonho. E o show poderia ter sido perfeito, não fosse as péssimas condições do local escolhido para o evento!

Considero de fundamental importância deixar registrado (e logo) que o Pepsi On Stage é o pior lugar para a realização de shows. E esse lugar medonho se tornou uma das principais casas de shows da cidade, como pode? A acústica é horrível, a pista bizarra, cheia de obstáculos. E a área VIP ocupa quase todo o espaço central. O ambiente é quente e desagradável. Onde eu fiquei tinha inclusive mosquitos atacando a galera. Mas sem dúvida o pior foi o som. Quase não compreendia o que os músicos estavam tocando, quase não dava pra entender o que falavam. Uma porcaria! Mas, era a Legião no palco!

Antes do show começar fiquei observando o público. O óbvio era a presença da galera acima dos trinta/quarenta anos. E o inesperado foi ver uma galera nova, adolescentes, em turmas, com camiseta da banda, e aparentemente tão ansiosos quanto os fãs das antigas. Quando as luzes finalmente se apagaram, o canto "é Legião" ecoou e foi emocionante. Vivenciar aquele momento antes visto somente em gravações dos shows foi emocionante. E quando, após um pequeno atraso, que nos deixou bem impacientes, Dado e Bonfá entram em cena.

Ver aqueles caras ali, ao vivo e a cores foi sensacional! Quebrando protocolos, chegam cumprimentando o público, e pra mostrar o nível dessa apresentação, já saem tocando Será! A plateia delira, pula, dança e canta alto. Eu perdi minha voz, que já estava pouca, ali na primeira música. E depois vem A Dança, Petróleo do Futuro e Ainda é cedo, e depois umas lados B como Perdidos no Espaço seguida da clássica Geração Coca-cola... Assim, intercalando hits absolutos e músicas menos conhecidas, e o povo cantando todas as letras com a alma, emocionados, quase não acreditando no que estava acontecendo.

Renato Russo fez falta? Sem dúvida que sim, mas o que fiquei pensando no decorrer d show foi que a Legião somos nós, Renato sempre dizia isso, e lá estávamos, ignorando o vocalista e cantando do nosso jeito, do jeito que aprendemos com o grande líder da banda. Inclusive, a interpretação dos vocalistas, que assumiram alternadamente as músicas, foi um pouco chata em alguns momentos. Fã de Legião gosta de cantar como o Renato Russo!

Foto; Fabiano do Amaral
André Frateschi cantou quase todas as músicas, mas Dado, e até o Bonfá, assumiram algumas canções. E foi lindo, eles são a alma da banda, e inevitavelmente, as músicas com eles ficaram melhores. Mas, outras pessoas cantaram, uma menina cantou Dezesseis (não sei o nome, não consegui entender), e um outro rapaz que também não sei o nome (paciência). E a grande surpresa da noite foi Paula Toller, que deu o ar da graça cantando duas músicas. A entrada dela no palco funcionou como uma volta no tempo. Estamos de novo nos anos 80, Legião e Kid Abelha no palco!

E depois da surpresa, e depois de tantos hits, a banda sai do palco e quando volta para o Bis, aparece nada mais nada menos do que "Faroeste o Cabloco". Inesperada, porque né? 10 minutos, letra infinita, e quando eles começam a puxar no violão o público canta cada verso, e pira do início ao fim da música. Foi pra lavar a alma! E quando a gente pensa que nada pode ser melhor, o show é encerrado com Que País é Esse? (essa porra do Brasil).

Ainda tinha muita música pra tocar, mas o espetáculo tinha mesmo acabado. A sensação pós show foi de satisfação, e acredito que tenha sido geral, pelas expressões nos rostos das pessoas que deixavam o Pepsi.

A minha participação nesse evento foi decidida de última hora, e só o que conseguia pensar depois é que dei muita sorte de ter dado tudo tão certo para que eu decidisse e fosse até lá. Cresci ouvindo Legião Urbana por influência das minhas irmãs, e fui compreendendo as letras conforme o amadurecimento, Na sexta, ouvindo aquelas músicas de novo, agora com 36 anos, tive uma compreensão ainda melhor, o que só fez crescer a minha admiração pela banda, e pela genialidade do Renato Russo.


E, se alguém pensou que seria tempo perdido um show da Legião "incompleta", saiba que foi um dos melhores shows que já fui na vida. Eu nunca tinha assistido show de Legião Urbana, nem mesmo cover, e estar ao vivo, com tantos fãs, dançando e cantando alto cada música, foi algo que certamente não consegui expressar por completo nesse texto, porque foi ma-ra-vi-lho-so!

Como estava longe, não teve foto que preste, nem vídeo. Está tudo gravado na minha mente! Que, aliás, poderia ser uma prática de mais pessoas, porque, sinceramente, ficar assistindo um mar de celulares levantados, tapando a tua visão do show, é uma bosta!

Sem mais!!
;)

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