Mostrando postagens com marcador Série Clássica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Série Clássica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, janeiro 20, 2021

Doctor Who: O Quarto Doutor na série clássica!

Estava muito ansiosa para assistir ao Quarto Doutor da série clássica de Doctor Who. É um dos mais mencionados, amados e, pra mim, é claro, tinha que ser diferente, mas já explico o “porquê”.



Se você entendeu nada do que eu tô falando, aqui tem um post que explica como funciona a série.


O 4º Doutor começou muito bem

Um dos Doutores mais reconhecidos, pelos cabelos cacheados, expressões exageradas e o cachecol colorido mais famoso do mundo das séries!

A transição entre o Terceiro (Jon Pertwee) e o Quarto Doutor (Tom Baker) foi bem importante na série, porque marca o fim do "castigo" imposto ao 3° Doutor. Por intervir demais no tempo e espaço, os Senhores do Tempo o mantém preso à Terra. Imaginem o que é para um viajante do tempo e espaço, que fugiu do seu planeta para conhecer o universo, de repente se ver preso em um planeta.

Ao libertar-se, ele também acaba regenerando, na companhia de seu amigo Brigadeiro Lethbridge-Stewart e a Companion da vez Sara Jane Smith.


Não aprendi a dizer adeus!


Um dos meus problemas com ele foi o luto do terceiro doutor. (leia mais sober o Terceiro Doutor aqui) Eu gostei demais do 3° e foi muito complicado aceitar o seu sucessor. Eles são bem diferentes, mas tão logo o luto passou eu comecei a ver a excentricidade e humor mais jovial como uma característica interessante no Tom Baker.



Aliás, acho que esse foi o auge do 4° Doutor: o bom humor e as suas esquisitices. Aquela parada tão conhecida do “Jelly Baby” e o comportamento despreocupado dele diante dos mais terríveis inimigos, frente aos perigos, foram muitos.




O Quarto Doutor ficou tempo demais


Eu acho que o personagem se desgastou com Tom Baker, inclusive ele muda características ao longo do tempo. De brincalhão e excêntrico pra chato ranzinza. Na última temporada ele estava grosseiro demais, agredindo até o K-9. Acho que o ator já estava cansado, quem sabe?

Li na biografia de Douglas Adams que Tom Baker era bastante exigente e reclamava dos roteiros. E talvez esse descontentamento tenha invadido o personagem. Em algumas cenas ele é grosseiro por nada, começou a ficar cada vez mais chato. 

Mas, ele é sim um grande doutor, um marco na história da série. Teve choro na despedida dele, inclusive QUE EPISÓDIOS!!! esses dos arcos que encerram a atuação do eterno 4th Doctor.


Momentos importantes do Quarto Doutor


Vivemos experiências inesquecíveis com o quarto doutor, selecionei algumas delas!


Genesis of the Daleks

O 4° Doutor teve a importante missão de contar o surgimento dos Daleks num arco incrível que é muito citado no futuro, a cada retorno dos vilões mais odiosos de Doctor Who. É neste arco que conhecemos o criador dos Daleks, o terrível Davros!




Estreia de K-9 na série


O cachorro de lata/Robô mais fodástico do universo inicia sua jornada no arco “The Invisible Enemy“. O Doutor ganha ele de presente por ter salvado o planeta de uma epidemia, e então K-9 passa a ser um companion bem interessante na TARDIS.

 


Curiosidade: K-9 não foi deixado com Sara Jane, e considero isso um furo no episódio que ela participa com o 10º doutor. É claro, não cheguei a assistir a série dela, então, talvez ainda haja uma explicação adiante.



Quem não ama Gallifrey, bom Senhor do Tempo não é!


O Quarto Doutor vai visitar algumas vezes seu planeta de origem e alguns arcos são de um trabalho encomendado pelos Time Lords, que o Doctor precisa fazer para salvar o universo. É aí que chega Romana na série.



Temos uma Time Lady na Tardis: Romana I e II


Romana é uma jovem recém formada na Academia de Gallifrey empurrada para acompanhar o Doctor para que ele não faça muita besteira. O resultado dessa parceria é que ela acaba entrando no esquema de fugir pelo espaço interferindo em tudo.


Ela chega a se regenerar uma vez, pegando o rosto de uma princesa para a sua segunda versão. A personagem em questão está presente no arco em que Romana quase morre para salvá-la. Romana é uma mulher inteligente e uma representante feminina incrível.


A saída dela da série permite que um dia ela retorne para a companhia do Doutor, e seria muito legal se isso acontecesse. Que sonho seria ter duas Senhoras do Tempo na Tardis.


Ilustração deviantart.com



Companions memoráveis do 4º Doutor


Sara Jane Smith


Os primeiros episódios são legais. Gostei que a Sara Jane Smith seguiu com ele. Funcionou muito bem a parceria dela com o 4º Doutor. Só eu vi ali um clima (às vezes) entre eles? O romance entre Doutor e Companion (acho) que só acontece com Rose e o Décimo doutor, mas talvez tenham tentado insinuar isso no 4º Doutor. Eu achei que sim.



Leela

Uma guerreira da pá virada. Eu gostava da personagem, apesar de ela ser um pouco estereotipada e por vezes tratada como burra. Considerando a origem dela, achei bem legal o quanto ela evoluiu na série. E achei bem chato não tem um episódio de despedida, ela simplesmente desaparece.



Episódios de Douglas Adams


Foi lindo ver os episódios que já tinha lido. Shada, embora não esteja completo ainda é meu preferido. Os roteiros de Douglas Adams foram os que melhor exploraram a Tardis e a viagem no tempo. Diferente da maioria dos episódios em que só usam a Tardis pra chegar e ir embora.



Problemas temporais na Tardis do Quarto Doutor


Vários episódios tiveram a TARDIS envolvida nos problemas a serem resolvidos. E isso foi muito legal. Ela ainda não tinha essa característica de “organismo vivo” que vemos na série moderna, mesmo assim brilhou em muitos episódios.





O Mestre volta à série


Que encontros bizarros o quarto Doutor teve com o Mestre! Eu fui pega de surpresa em muitos episódios, e com certeza os episódios que mais gostei foram os que tiveram a participação do principal antagonista do Doutor.


E é ele que provoca a regeneração do 4° Doutor, uma despedida dramática e triste. Eu, como sempre, não estava preparada. Porém, o 5th Doctor pareceu fofinho, e foi um alívio. Em breve terá um post falando sobre ele!


Livros de Doctor Who!


Temos três histórias para LER o quarto doutor, duas delas de roteiros de Douglas Adams que se perderam, e anos depois foram adaptadas para livros. Duas das melhores histórias de Doctor Who!

  

Vou deixar os links abaixo para vocês conferirem!

A Cidade da Morte




Shada 



12 Doutores, 12 Histórias




Onde assistir a série clássica de Doctor Who e o Quarto Doutor?

Você pode verificar essa informação no site Universo Who. 

=P


sexta-feira, abril 21, 2017

Doctor Who: O 3º Doutor da Série Clássica

Faz alguns dias que terminei de assistir os episódios do 3º Doutor na sequência da série clássica, e aqui estou para fazer alguns comentários sobre essa fase da minha série favorita.




A chegada do novo Doctor

Jon Pertwee chegou na série de uma forma bem atípica para Whovians que acompanham a série moderna e sabem que o Doutor se regenera. Como anunciei no post sobre o Segundo Doutor, ele passa um julgamento, acusado de bagunçar irresponsalvelmente o tempo, e foi penalizado pelo conselho dos Senhores do Tempo com uma regeneração forçada, uma espécie de exílio na Terra (sua TARDIS foi modificada para não funciona mais) e, o que é pior, seus companions foram levados de volta para as suas linhas temporais, antes de conhecer o Doutor (esquecendo tudo o que viveram, que triste).

Então o Terceiro Doutor "cai na Terra" com aquela confusão normal pós regeneração, sem amigos, sem coisa nenhuma. "Por sorte" (aspas significando ironia, não existem coincidências em Doctow Who) ele vai parar na Terra justamente na Inglaterra, onde está havendo uma tentativa de invasão alienígena, onde a UNIT faz uma investigação.

Ele é encontrado desacordado e levado para um hospital onde as confusões fisiológicas começam. Os médicos se assustam com o sistema diferente, principalmente quando detectam dois coração no homem. Assim, um informante da UNIT contata o Brigadeiro Lethbridge-Stewart (amigo de Doctor de outros eventos), e este corre ao hospital para verificar a informação.

Neste meio tempo o Doutor foge (ele sempre acorda confuso), e até que o Brigadeiro Lethbridge-Stewart o encontra e entende que se trata do mesmo Doutor, passa aí um bom tempo do arco (episódio dividido em 4 ou 6 partes - estilo de apresentação da série clássica). Quando resolvem o caso da invasão, tudo já está explicado e o Doctor, preso na Terra, aceita trabalhar com a UNIT, numa divisão especial, como "consultor científico".


Os Arcos do 3º Doutor

De início eu só queria passar logo essa fase, não curtia muito esses episódios com problemas da Terra. Gosto mais das histórias fantásticas da série. Mas, tenho que admitir que alguns roteiros foram mesmo muito bons. Teve invasão alienígena, teve universo paralelo, e até algumas viagens ao espaço. Sim, porque quando convém para os Senhores do Tempo, eles enviam o Doutor pra resolver umas tretas em outras galáxias,

Foram nos arcos do 3º Doutor aliás que conhecemos o Mestre, o arquirrival do Doutor. Um outro Senhor do Tempo que foge de Gallifrey, mas pura e simplesmente para bagunçar o universo e tirar proveito da sua condição, e não para se divertir e ajudar as pessoas como o personagem principal da série, O Doctor Who.

Foi também nas temporadas do 3º Doutor que vimos o primeiro encontro de Doutores, um dos episódios que mais aguardei. Isso porque nele teve a participação do Segundo e do Primeiro, sim!! O Velhinho William Hartnell fez a sua participação. Infelizmente ele não esteve atuando fisicamente com os outros dois, mas falando com eles pelo vídeo. A situação foi explicada por uma tempestade na zona temporal ou whatever.

Mas, Patrick Troughton esteve presente e deu show! Foi muito legal ver os dois juntos, analisando o modo de vestir um do outro, as diferenças de estilo e físicas, assim como a decoração da TARDIS (que muda a cada regeneração para "acompanhar" a mudança do Doutor). Vê-los trabalhando juntos, com suas manias e rabugices, somada à confusão do Brigadeiro Lethbridge-Stewart foi hilário. Deu pra matar as saudades do Segundo Doutor e gostar ainda mais do Terceiro.


E o 3º Doutor da Série Clássica marca época!

Uma das novidades da série foi a transição das imagens preto e branco para em cores. Foi onde vimos a TARDIS pela primeira vez na sua cor azul, que antes só sabíamos por ouvir falar. Sem recons (episódios em áudio montados com fotos) ou episódios perdidos, o período do Terceiro Doutor veio completo, e não demora muito para ele nos cativar.

Ao contrário do que eu imaginei, não foi chato acompanhar as aventuras do novo Doutor na Terra. O personagem é louco, rabugento e bem humorado. Um pouco arrogante, mas com aquele carisma tradicional de Doctor Who que nos faz esquecer e/ou amar o personagem. As farpas entre ele e o Brigadeiro ficam mais acentuadas pela convivência, mostrando um clima de muita amizade entre os dois, o que fica nítido quando a TARDIS volta a operar normalmente e o oficial da UNIT demonstra sua preocupação de que o Doctor parta e não volte mais.


E chega a hora do adeus para o 3º Doutor

Quando foi me aproximando do fim, fiquei um pouco empolgada por finalmente poder assistir ao quarto Doutor, que é o queridinho da maioria dos Whovians. Mas, fiquei também um pouco sentida, por ter que dizer adeus a esse Doutor brilhante interpretado por Jon Pertwee.

O fim se dá em um episódio em que ARANHAS querem invadir a Terra. Ora! Nada poderia ser pior para uma pessoa que sofre de aracnofobia (no caso, eu) do que um fim trágico como esse. Mas, por sorte a tecnologia estava bem ruim (ainda) no Terceiro Doutor e as aranhas sequer pareciam com aranhas (hahaha). E o Doutor se despede de uma forma heroica e muito nobre, tentando evitar inclusive a morte da espécie aracnídea.

A regeneração aconteceu, mas né? Aquela decepção, nada parecida com as da atualidade, em que as pessoas têm que sair de perto, e fogo saltando para todos os lados. Ele simplesmente muda de corpo em frente à Sara Jane Smith e o Brigadeiro Lethbridge-Stewart. Assim, o seu período de volta à realidade fica facilitado, ele está dentro do prédio da UNIT e recebe de pronto o atendimento para ficar em segurança.

Ou quase! O próximo Doutor é louco, esquisito e já chega fazendo maluquices. Assisti dois arcos e ainda estou no período de estranhamento. Não sei se ele vai ser para mim o melhor de todos, mas engraçado ele é, isso não tem como negar.


Sobre a loucura que é acompanhar Doctor Who

Aproveito o momento de transição para comentar sobre o livro "12 Doutores 12 Histórias" que comecei a ler essa semana. Já passei pelos 4 primeiros capítulos, e estou lento o quinto Doutor. Totalmente estranho para mim. Primeiro contato sem qualquer informação é no mínimo estranho.

E ao mesmo tempo, na semana passada a série moderna voltou, com a 10ª temporada, e já prometendo ser a última do Peter Capaldi, 12º Doutor. A tristeza de perder um excelente Doutor veio junto com a estreia.

Para consolar, ele ganha uma nova companion e ela é tudo que nós fãs sempre sonhamos: apaixonada por SyFy e muito ciente de que está diante de algo extraordinário (leia mais sobre ela nesse post do Doctor Who Brasil). A Bill, interpretada pela atriz Pearl Mackie, é jovem, trabalha na cantina da faculdade, é lésbica, negra, gente como a gente. E me fez lembrar a Rose, ou a Donna, minhas companions favoritas.

E, o que é melhor, o Doutor está trabalhando na universidade, tem uma sala, onde ele guarda a TARDIS, e por ser um espaço dele, fixo, está finamente decorado, cheio de referências da série clássica. Isso é fantástico! Nunca vi tantas referências juntas em um episódio. E, aparentemente, esse vai ser o tom dessa temporada de despedida, que vai ter os primeiros Cyberman, Mondas (que por sinal foram os responsáveis pela primeira regeneração do Doutor), Ice Warriors, e já falam de uma possível participação do 1º Doutor (acharam um ator muito parecido com ele).

Resumindo: é uma fase muito boa fãs de Doctor Who (whovians)! E toda essa confusão pode ser acompanhada em qualquer tempo. Vocês já viram uma série capaz de se reinventar dessa forma, sem perder as origens, e que permite as pessoas embarcarem em qualquer ponto? Eu nunca. Por isso gosto mais a cada dia!

E é isso por hoje! Pra deixar uma amostra do que está passando agora na TV, para quem sabe te motivar a começar, deixo o trailer dessa 10ª temporada!



=P

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Doctor Who: O Segundo Doutor na sequência da série clássica!

Desde que comecei (e terminei) a assistir Doctor Who na série moderna me coloquei a missão de assistir toda a série clássica. E por consequência, fiquei com a obrigação de passar por aqui e ir contando como tenho me saído nessa difícil missão que começou a ser contada no post Doctor Who: a série clássica.

O primeiro post foi sobre as primeiras impressões e parou no primeiro doutor. Agora estou no terceiro, mas vou falar do segundo doutor porque, apesar de a série permitir saltos temporais, vou seguir a lógica terráquea de contar do 1 ao 12 na ordem em que a série foi apresentada. :P


O segundo doutor, interpretado por Patrick Troughton, surge na série depois de uma luta bem sucedida contra os Cyberman, mas que custou uma regeneração para o Doutor. A regeneração acontece porque os Senhores do Tempo, raça do Doctor Who, filho do planeta Gallifrey, tem esse truque para enganar a morte. Quando o corpo sofre algum dano quase total ele libera uma energia que faz todas as células se renovarem. O resultado desse processo é um novo corpo, nova personalidade, mas as mesmas memórias, o que significa que a "pessoa" continua a mesma. A mesma pessoa para todos os senhores do tempo, exceto o nosso querido Doutor, que sempre sofre um bocado ao regenerar. Passa umas horas se recompondo depois da regeneração, fica um pouco desmemoriado, mas "segue o baile".

E para o segundo Doutor não foi diferente. Inicia sua saga enfrentando os Daleks, um dos "monstros" mais legais da série, inimigos mortais do Doutor. A peninha é que esses primeiros episódios também se perderam. E assim, um episódio que deve ter sido "massa" teve de ser reconstruído em animação. Ficou bom, mas, claro, ver o Doutor com a sua nova face em ação seria bem mais interessante. Então, além de ficar com saudades do William Hartnell (primeiro Doctor), tive que esperar até ver o Patrick Troughton "de verdade".

Normalmente demoro para me acostumar com o novo Doctor, custo a aceitar a mudança. Foi assim até com o Décimo (David Tennant - O meu favorito). Com o Segundo foi um pouco mais, talvez pelas recon (episódios reconstruídos com áudio original e imagens dos sets) ou porque esse Doutor é mesmo esquisitão. Nele começa o Doctor Who irreverente e ainda mais engraçado. Ele é muito divertido, prepotente e tocador de flauta, mas de um jeito leve que, depois que a gente se acostuma, não quer mais que vá embora.

Um dos trios mais queridos que a TARDIS já viu.

Além do Doctor louco, as temporadas dele são legais pela entrada de companions apaixonantes, como o Jamie. Que deveria ser um ogro, mas é um querido, fiel e corajoso acompanhante que salva o Doctor inúmeras vezes. E a TARDIS, a "nave" do Doctor Who, anda cheia nessa época, algumas companions fizeram companhia para os meninos, e no final o trio está mais que perfeito, com Zoe e Jamie. Mas isso é Doctor Who, e ele regenera para o Terceiro e seus companions perfeitos são separados dele.  Acho até que chorei nesse episódio. Triste!

Mas, ainda não terminei! É com o segundo Doutor que aparece pela primeira vez a Chave de Fenda Sônica! Mas, adivinhem? O episódio era recon, e não tem imagem em movimento desse momento tão importante.




A Chave de Fenda Sônica é um item essencial de Doctor Who. É gerado quase magicamente pela TARDIS sempre que o Doctor a perde ou a estraga. E muda quando ele regenera. Algo que não comentei sobre a regeneração é que com a mudança, a TARDIS também é "redecorada" ficando mais a ver com a nova personalidade do Doutor. Então, nem sempre no mesmo episódio, mas em seguida também a Chave de Fenda Sônica muda o formato.

A função da Chave de Fenda Sônica é múltipla, serve para abrir portas, acertar equipamentos eletrônicos, mudar funções desses equipamentos, ajudar a potencializar alguma energia o que a transforma em escudo, e às vezes em arma. Aliás essa é outra característica do Universo de Doctor Who, ele não pega em armas (geralmente). Usa a inteligência, a ciência e sua simpatia e tagarelice para resolver os conflitos e salvar planetas e populações inteiras.

As peripécias dele foram tão alucinantes que o Doctor é convocado pelo Conselho dos Senhores do Tempo, passa por um julgamento e é condenado ao exílio, sendo enviado para a Terra com a TARDIS, sem companions, e sem a peça que faz a TARDIS ser a Time and Relative Dimension(s) in Space, dando início a era do Terceiro Doutor. Sim, além de tudo o Doctor passa por uma nova regeneração, desta vez forçada pelos poderosos Senhores do Tempo.

A vantagem é que o Terceiro vem em cores! Mas, isso o que acontece depois disso é história para um novo post. Estou, acho que na metade das temporadas do Terceiro. E nestas passei por um episódio com Três Doutores, onde pude matar um pouco a saudades do Patrick Troughton. E já sei que vai ter mais pela frente. Mal posso esperar!


Por hora, fica uma amostra do Patrick Troughton brilhando como Segundo Doutor. No vídeo tem até a parte da regeneração, pra quem ficou curioso.



=P

domingo, agosto 09, 2015

Doctor Who, a série clássica!

Estreando aqui no blog, Doctor Who! (emocionada de finalmente poder falar sobre sobre essa série que já faz parte da minha vida). Esperei terminar de assistir as primeiras temporadas da série clássica, com o primeiro Doctor, interpretado pelo ator  (agora querido) William Hartnell. Fiz questão de esperar para falar com um pouco mais de propriedade dessa que é uma das séries mais importantes do mundo nerd, que tem um fandom de muito respeito.



Vamos começar pela estrela, William Hartnell, o primeiro Doctor. Brinquei ali sobre ele ser "agora querido" porque logo que comecei a assistir fiquei meio chocada. Os primeiros episódios da série clássica causam uma má impressão, principalmente para quem já assistiu a série moderna, devido a má qualidade das imagens e efeitos (óbvio, maravilhosos para época - 1963) e pela falta de profundidade da personagem.

Fica muito clara a construção e evolução gradual do "Doctor" ao longo dos episódios. Na primeira temporada falta ação, o Doctor é um velho meio dependente dos acompanhantes, ficando bem em segundo plano em algumas histórias. Mas, vai evoluindo e se tornando menos arrogante (em relação aos humanos pelo menos), porque no início o desprezo à inferioridade da raça humana é bem maior, depois parece que ele vai se afeiçoando, e começa a mostrar mais sentimentos pelos acompanhantes.


Aliás, se hoje os acompanhantes pensam em viajar com ele para sempre, naquela época não era bem assim. Eles ficam "presos" devido à falta de controle de onde a T.A.R.D.I.S vai pousar, em princípio, depois se afeiçoam ao Doctor, às aventuras. Mas, todos acabam abandonando a vida de viajantes do tempo, por inúmeros motivos. E isso inclui a Neta do Doctor, Susan Foreman, que atrai seus professores terráqueos, Barbara Wright e Ian Chesterton, pra essa "vida" e depois acaba deixando-os com seu avô.

O tempo que Barbara e Ian ficam na série é muito bom, e deu peninha na despedida. Depois deles é um entra e saí de acompanhantes, quase sempre um casal (pelo menos), o que difere bastante da série atual, onde quase sempre é uma menina - apenas. Esse troca-troca não permite que a gente se apaixone por eles, assim o Doctor e a sua T.A.R.D.I.S são a única constante na série.

O que é muito divertido na série clássica é o improviso e as soluções encontradas para contar histórias tão fantásticas e criativas com tão poucos recursos. Os inimigos, as naves, as materializações da T.A.R.D.I.S e cenas de ação, são bem bizarras (quase sempre) e, quando aceitamos isso, a diversão aumenta. Importante, porque até a terceira temporada do primeiro Doctor, pouco se tem de humor (inacreditável, né?). Mas é isso mesmo, as aventuras são mais dramáticas, com mais ou menos ação, mas pouco do humor que vemos atualmente. Tem algumas situações irônicas, mas não muitas.

Eu cheguei a registrar no Vine alguns dos momentos mais engraçados do 1º Doctor e, embora sejam poucos, é legal que são mesmo engraçados. Ainda mais se for comparar com toda a história recente.


O que chama muito a atenção nesses primeiros passos do Senhor do Tempo é a falta de controle da T.A.R.D.I.S. Além de não mudar mais a forma, eternizando-se na charmosa Blue Police Box, a queridinha tem uma peça quebrada e não regula mais onde ou quando pousar. Mesmo quando ele encontra outro Time Lord (olha os Spoilers), e encontra outra T.A.R.D.I.S e rouba a tal peça para substituição, o problema persiste ao longo das temporadas.

E isso está mesmo me intrigando, ando bem curiosa pra saber quando ele vai arrumar a T.A.R.D.I.S como vemos nas séries atuais, fuçando em tudo. É claro que, mesmo hoje em dia, a T.A.R.D.I.S tem vontade própria, levando o Doctor para onde ela acha que ele tem que ir, e não pra onde ele deseja, mas... Ele tem um certo controle, e muitas vezes coincide o lugar em que ele chega com o de onde quer chegar.

Logo que comecei a assistir a série clássica pensei que seria uma tortura. E persisti para entender melhor a série moderna, e também pra passar o tempo enquanto não chega a nova temporada. Feliz engano! As histórias prendem a nossa atenção e são envolventes porque se nota situações que são citadas pelos novos Doctors, e também pra ver a origem de alguns inimigos.

Os primeiros Daleks, Cybermens, tudo tão rudimentar e já tão bizarros. É muito legal ver que os escritores atuais conseguem mostrar uma continuidade (não discrepante) daquilo que foi criado nos anos 60. Isso faz com que o meu fanatismo pela série aumente, mais e mais.

Só que hoje terminei as temporadas com o 1º Doctor, e já senti um descontentamento com o segundo. Nem assisti ainda, mas estou com saudade do William Hartnell - ele é muito carismático. Aliás, percebi algumas semelhanças entre o 1º e o 11º, a forma como movimenta as mãos e se movimenta em cena - não sei bem. Até passei a respeitar um pouco mais o Matt Smith, embora ele não seja o meu favorito.

Ao terminar essa primeira etapa, fica a expectativa sobre o que mais vou descobrir nas próximas aventuras, com os novos Doctors, até o 9º, onde eu comecei.  E agora devo falar mais sobre isso por aqui - pra evidenciar um pouco mais a minha nerdice! :P


Aqui deixo um pouco do 1º Doctor, pra quem ainda não assistiu, ou quer matar as saudades!



Ah! Quase me esqueço. Quem quiser assistir, pode baixar dá série clássica no Universo Who, o melhor que encontrei até agora para recuperar essas relíquias! ;)

E se quiser saber mais sobre a série, tem esse documentário incrível da BBC: 

Posts Relacionados

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...