quinta-feira, janeiro 26, 2017

Doctor Who: O Segundo Doutor na sequência da série clássica!

Desde que comecei (e terminei) a assistir Doctor Who na série moderna me coloquei a missão de assistir toda a série clássica. E por consequência, fiquei com a obrigação de passar por aqui e ir contando como tenho me saído nessa difícil missão que começou a ser contada no post Doctor Who: a série clássica.

O primeiro post foi sobre as primeiras impressões e parou no primeiro doutor. Agora estou no terceiro, mas vou falar do segundo doutor porque, apesar de a série permitir saltos temporais, vou seguir a lógica terráquea de contar do 1 ao 12 na ordem em que a série foi apresentada. :P


O segundo doutor, interpretado por Patrick Troughton, surge na série depois de uma luta bem sucedida contra os Cyberman, mas que custou uma regeneração para o Doutor. A regeneração acontece porque os Senhores do Tempo, raça do Doctor Who, filho do planeta Gallifrey, tem esse truque para enganar a morte. Quando o corpo sofre algum dano quase total ele libera uma energia que faz todas as células se renovarem. O resultado desse processo é um novo corpo, nova personalidade, mas as mesmas memórias, o que significa que a "pessoa" continua a mesma. A mesma pessoa para todos os senhores do tempo, exceto o nosso querido Doutor, que sempre sofre um bocado ao regenerar. Passa umas horas se recompondo depois da regeneração, fica um pouco desmemoriado, mas "segue o baile".

E para o segundo Doutor não foi diferente. Inicia sua saga enfrentando os Daleks, um dos "monstros" mais legais da série, inimigos mortais do Doutor. A peninha é que esses primeiros episódios também se perderam. E assim, um episódio que deve ter sido "massa" teve de ser reconstruído em animação. Ficou bom, mas, claro, ver o Doutor com a sua nova face em ação seria bem mais interessante. Então, além de ficar com saudades do William Hartnell (primeiro Doctor), tive que esperar até ver o Patrick Troughton "de verdade".

Normalmente demoro para me acostumar com o novo Doctor, custo a aceitar a mudança. Foi assim até com o Décimo (David Tennant - O meu favorito). Com o Segundo foi um pouco mais, talvez pelas recon (episódios reconstruídos com áudio original e imagens dos sets) ou porque esse Doutor é mesmo esquisitão. Nele começa o Doctor Who irreverente e ainda mais engraçado. Ele é muito divertido, prepotente e tocador de flauta, mas de um jeito leve que, depois que a gente se acostuma, não quer mais que vá embora.

Um dos trios mais queridos que a TARDIS já viu.

Além do Doctor louco, as temporadas dele são legais pela entrada de companions apaixonantes, como o Jamie. Que deveria ser um ogro, mas é um querido, fiel e corajoso acompanhante que salva o Doctor inúmeras vezes. E a TARDIS, a "nave" do Doctor Who, anda cheia nessa época, algumas companions fizeram companhia para os meninos, e no final o trio está mais que perfeito, com Zoe e Jamie. Mas isso é Doctor Who, e ele regenera para o Terceiro e seus companions perfeitos são separados dele.  Acho até que chorei nesse episódio. Triste!

Mas, ainda não terminei! É com o segundo Doutor que aparece pela primeira vez a Chave de Fenda Sônica! Mas, adivinhem? O episódio era recon, e não tem imagem em movimento desse momento tão importante.




A Chave de Fenda Sônica é um item essencial de Doctor Who. É gerado quase magicamente pela TARDIS sempre que o Doctor a perde ou a estraga. E muda quando ele regenera. Algo que não comentei sobre a regeneração é que com a mudança, a TARDIS também é "redecorada" ficando mais a ver com a nova personalidade do Doutor. Então, nem sempre no mesmo episódio, mas em seguida também a Chave de Fenda Sônica muda o formato.

A função da Chave de Fenda Sônica é múltipla, serve para abrir portas, acertar equipamentos eletrônicos, mudar funções desses equipamentos, ajudar a potencializar alguma energia o que a transforma em escudo, e às vezes em arma. Aliás essa é outra característica do Universo de Doctor Who, ele não pega em armas (geralmente). Usa a inteligência, a ciência e sua simpatia e tagarelice para resolver os conflitos e salvar planetas e populações inteiras.

As peripécias dele foram tão alucinantes que o Doctor é convocado pelo Conselho dos Senhores do Tempo, passa por um julgamento e é condenado ao exílio, sendo enviado para a Terra com a TARDIS, sem companions, e sem a peça que faz a TARDIS ser a Time and Relative Dimension(s) in Space, dando início a era do Terceiro Doutor. Sim, além de tudo o Doctor passa por uma nova regeneração, desta vez forçada pelos poderosos Senhores do Tempo.

A vantagem é que o Terceiro vem em cores! Mas, isso o que acontece depois disso é história para um novo post. Estou, acho que na metade das temporadas do Terceiro. E nestas passei por um episódio com Três Doutores, onde pude matar um pouco a saudades do Patrick Troughton. E já sei que vai ter mais pela frente. Mal posso esperar!


Por hora, fica uma amostra do Patrick Troughton brilhando como Segundo Doutor. No vídeo tem até a parte da regeneração, pra quem ficou curioso.



=P

terça-feira, janeiro 24, 2017

Resenha: Um Passeio no Jardim da Vingança [sem spoilers]

Estava aqui pensando sobre qual livro escreveria quando percebi que terminaria de ler "Um passeio no jardim da vingança" hoje. E aqui estou, escrevendo logo depois de ler, que é sempre a melhor hora, quando ainda estou processando a história.

Autor (a): Daniel Nonohay
Editora: Novo Século
Série: Talentos da Literatura Nacional
Ano: 2016
ISBN: 9788542809275


Sobre o universo de "Um passeio no jardim da vingança"

Daniel Nonohay, autor do livro, conseguiu algo que considero perfeito em estórias de ficção científica. O "novo" ou "fantástico" fica como pano de fundo em uma trama muito mais interessante do que o que faz dela ficção científica. Em sua obra os personagens vivem no futuro em que as redes de comunicação digital e a internet são muito evoluídas em relação ao que temos hoje. Não chega a ser fantástico, parece uma evolução possível até o ano em que eles vivem, e isso trás mais veracidade aos "fatos".

O tempo todo a rede colabora para a trama, os carros que não precisam da intervenção dos motoristas aparecem como parte da cena, sem tirar a nossa atenção do que o personagem está fazendo. Um dos principais personagens usa um implante capaz de armazenar dados e "vasculhar a rede". Embora seja algo comum naquela época, tem acesso limitado aos ricos e "corajosos". O uso causa um pouco de estranheza entre as pessoas que o cercam, como algo anormal, de "gente louca", como o que muita gente tem ainda hoje sobre piercings e tatuagens. Achei esse recurso muito bom para os mais céticos, que duvidam que isso um dia seja possível, deixa a história toda mais crível.

O ponto que achei positivo é também um pouco negativo (pra mim), porque eu senti falta de mais descrições da Porto Alegre do futuro. Nesse aspecto acredito que o "fantástico" poderia ter sido mais explorada. Como Porto Alegrense fiquei curiosa por descrições da cidade e as transformações e diferenças em relação ao nosso tempo. Isso não mudaria a história em nada, mas eu curto descrições assim, que nos fazem imaginar e aprofundar um pouco mais na atmosfera dos personagens.

A divisão do livro é um choque!

Estava lendo uma história boa, ainda não muito envolvida (confesso), mas curiosa sobre o futuro do personagem. Ramiro parecia tão esperto com aquele implante na cabeça e de repente... O CHOQUE! A primeira parte do livro acaba, a gente fica sem chão e tem que lidar com uma mudança de linha temporal assim, do nada. 

Como fã de Doctor Who e apreciadora de histórias de viagens no tempo e ficções científica, achei ok. Mas, conversando com pessoas que leram o livro, pra um leitor mais "normal" deu uma abalada nas estruturas. Mas, a confiança na estória não se perde, e a curiosidade só aumenta. A vontade é de ler tudo de uma vez e descobrir o que, afinal, vai acontecer, como vai se desenrolar aquela trama.

A divisão do livro em "livro I e II" e mais as suas partes dentro desses "livros" é disruptivo e um recurso muito bem empregado para atiçar a curiosidade. Ponto positivo! Alguns personagens que pareceriam periféricos se apresentados de início, mostram-se mais interessantes depois do ponto alto que faz desenrolar o restante da história. 


Os personagens, e como tem personagens!

Do início ao fim do livro os personagens vão sendo descritos em detalhes e isso é imprescindível para a imersão no universo de "Um passeio no jardim da vingança". São muitos personagens, cada um tem papeis importantes e a forma como Daniel Nonohay vai articulando as suas ações é quase surpreendente. Quando pensa-se que eles vão seguir por essa linha, nada disso, eles mostram quem são e no fim concordamos que era isso mesmo que tinham que fazer. 

A revolta com as ações dos personagens ficam por conta do apego, a gente meio que prevê o resultado e quer se meter na história, pensa que o Ramiro poderia ter feito isso, ou aquilo, que a Amanda deveria ter sido mais esperta, e assim por diante. Dá vontade de salvar alguns personagens e liquidar com outros - esse é o nível de envolvimento com a história. 

Num resenha que li no Blog Entre Óculos e Livros, a Thayenne Carter (genty, ela é Carter!!!) dizia sentir um pouco de desprezo pelo Ramiro pelo seu passado. Mas, pra mim o repúdio foi pelo "Velho", pelo "Josué" e cia. Incluo no "cia" o Fábio que, em princípio parecia ter se livrado do fardo. E no final da pena mesmo é do Rogério, mas não muita, ele é meio bosta.


E por fim, Um Passeio no Jardim da Vingança 

O livro é uma história já descrita por aí como policial, está classificado como ficção científica e eu não saberia onde encaixá-lo. A estória expõe muito do "ser humano", mesquinharia, orgulho, egoísmo, inveja, ou seja, o pior do ser humano e o que sabemos que existe aos montes por aí. Retrata também as diferenças sociais, a exclusão dos pobres (muitos deles desgraçados) e todo tipo de sujeira que mantém esse sistema (nem tão distante do nosso) funcionando. 

E os meios que fazem levar aos fins (que não vou mencionar para não dar spoiler), retratam como todos os piores sentimentos humanos, aliados à perda e a injustiça gera vingança. E que "passeio"! Ao final do livro fiquei com essa sensação, dei um sentido pro título que nem sei se o autor havia cogitado ao defini-lo. O sentido de passeio/vareio. Parece que é de uma vingança que se trata o livro, mas ao longo da trama vê-se que, por orgulho, ódio ou o que for, quase todos os personagens têm alguma motivação. Exceto, claro, a igreja, que sempre fria e calculadamente consegue o quer. Sem mais detalhes, ela tem papel decisivo nos acontecimentos, o que nos faz refletir bastante.

Ah! E achei o livro muito sério, adulto e violento. Não a violência gratuita, ela se faz necessária e a gente espera mesmo que aconteça. E essa característica dá um tom sombrio pra obra. A escuridão vai tomando o cenário, até a tela se apagar, com o Epílogo genial!


Eu indico! E quem quiser saber mais sobre o Autor e sua obra, pode acessar o site: www.danielnonohay.com.br - Lá tem inclusive o primeiro capítulo em pdf para download.


=P

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Stay Together, o Novo Álbum do Kaiser Chiefs

Recentemente (no ano passado) o Kaiser Chiefs lançou um álbum novo (em todos os sentidos). Não vou tecer muitos comentários sobre a Banda porque já falei deles num outro post, cujo título já é bem claro sobre o que penso deles: loucos, divertidos e carismáticos.



Então, vou logo falar de "Stay Together, o Novo Álbum do Kaiser Chiefs" \o/


A banda lançou cinco álbuns de 2005 a 2014. Todos têm algo em comum, letras e estilo muito semelhantes. Eu salvei tudo no Spotify e sempre ouvi misturado e até hoje, confesso, não sei distinguir de que álbum é cada música. Isso também acontece, é claro, porque conheci o Kaiser Chiefs depois de 2014, então fui ouvindo todos álbuns como se fosse uma coisa só. Não tinha passado ainda pela experiência de cansar das músicas e esperar ansiosa por um novo álbum, até quando anunciaram o novo álbum para 2016.

Na verdade nem cheguei a cansar dos álbuns anteriores, Kaiser Chiefs é pra mim uma daquelas bandas irritantes, que ouço sempre, conheço cada nota e raramente pulo as faixas. Enfim, ano passado eles lançaram "Parachute" como single de lançamento de "Stay Together". E assim que ouvi fiquei chocada!

O primeiro pensamento que passou pela minha cabeça foi "como eles pretendem tocar isso ao vivo?". Isso porque "Parachute" é eletrônica. Não é ruim, pelo contrário, tem uma melodia bonitinha, é boa de curtir, mas eles costumavam ser uma banda de indie rock, indie pop, ou algo assim. E agora? Bem, fiquei mesmo ansiosa pelo álbum e quando ele finalmente foi lançado, descobri que "Parachute" não era a única. Todas as músicas do novo álbum "Stay Together" é, mesmo, eletrônico.

O estilo é meio clubber, com influência do pop/dance europeu, as melodias e alguns arranjos em cima da batida lembram um pouco o "Coldplay das antigas", percebo até alguma semelhança com GorillaZ. Um choque, que banda é essa?!

Mas, passado o susto, quando parei pra ouvir melhor, comecei a perceber alguns traços característicos do Kaiser Chiefs. Rick Wilson com seu timbre de voz marcante, apesar de diferente, seu sotaque lindo. E dá pra ouvir ecoando "literalmente" os solos de guitarra do Whitey e o baixo sóbrio do Simon que estou acostumada. Elementos que dão o toque que nos transporta para o mundo indie como o conhecemos, e que ultimamente tenho ouvido no New Politicians, ou no New Mayans e outras bandas desconhecidas que tenho ouvido por aí.

Essa parece ser uma tendência entre as bandas da cena indie, vi outros álbuns assim, diferentões, seguindo na direção do eletrônico, e não sei bem de onde essas influências estão vindo, mas estão aí, e o Kaiser Chiefs parece ter se apropriado bem dessa tendência. A curiosidade para vê-los tocando ao vivo persiste, a impressão que tenho é que será maravilhoso ouvir todas essas músicas com a pegada rock própria da banda.


Stay Together - Faixa a faixa!


1. "We Stay Together"
2. "Hole in My Soul"
3. "Parachute"
4. "Good Clean Fun"
5. "Why Do You Do It to Me?"
6. "Indoor Firework"
7. "Press Rewind"
8. "Happen in a Heartbeat"
9. "High Society"
10. "Sunday Morning"
11. "Still Waiting"
12. "Lazor Jam (Hidden Track)"


Ouça no Spotify Deezer Tidal
Mais informações e compra online no site da banda: kaiserchiefs.com




E aproveito pra deixar aqui o clipe do single que abriu o álbum, que está muito legal, aliás!



Ai como eu queria eles aqui em Porto Alegre outra vez, para um show deles, para eu finalmente poder assisti-los ao vivo e a cores!

=P


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