quarta-feira, março 27, 2013

O dia em que Renato Russo nasceu


Hoje Renato Russo faria 53 anos. Nascido em 27 de março de 1960, o cantor, compositor e vocal da banda Legião Urbana, foi um dos rebeldes da época de ouro do Rock Nacional. Renato e a Legião são do tempo que o Rock falava de amor, mas sempre tinha espaço para o protesto, e mesmo as canções de amor falavam da ironia, da corrupção e das mazelas desse mundo corrupto de desumano em que vivemos.

Há quem diga que ele foi um fraco por ter desistido da luta contra a AIDS, mas eu tenho uma visão diferente sobre isso tudo. Via no Renato uma sensibilidade tão profunda, do tamanho do cansaço de entender ou de mudar o mundo a sua volta. Acredito que ele viveu demais, tão intensamente, e deixou um legado tão importante, que não merece ser julgado por essa "escolha", se é que ela de fato existiu.

Pra mim ele foi um herói. Numa época em que eu não tinha palavras, em que meus sentimentos estavam trancados em mim pelos transtornos da adolescência, ele foi a minha voz, muitas vezes deixei ele falar por mim. As letras de protestos dele apoiavam (e ainda apoiam) a minha ideia de que esse mundo está perdido, que está tudo errado, e era nas letras e canções dele que eu encontrava consolo. Sabia que não era a única, a legião era imensa, e ouvi-la me confortava.

Mas a Legião, e o Renato Russo, significa muito mais do que isso, representa uma fase da minha vida: desde a família reunida em volta do toca-discos para ouvir junto com amigos aquelas obras literárias em forma de canção, até a minha infância. Lembro da hora do almoço, minha irmã cozinhando e ouvindo rádio, as mais pedidas da manhã, sempre tinha música da Legião. Lembro da fase que o meu objetivo de vida era decorar Faroeste o Caboclo, copiei a letra do encarte, li e reli. Aprendi aos dez anos de idade. É nostálgico, e reconfortante e tão atual ouvir Renato Russo, que esse é um hábito que nunca perco.

Já ouvi pessoas calculando a minha idade comparando com a fase de ouro do Rock oitentista, alegando que eu não peguei essa fase. Pura bobagem. Por sorte a música é atemporal, e fui resgatando cada nota e verso, conheço tudo, gosto de quase tudo, identifico-me com inúmeras canções. Eu vivi a era de auge da Legião, idolatro Renato Russo, e ponto.

Lembro como se fosse hoje do dia em que ele se foi. Lembro-me de tudo que estava fazendo naquele dia. Foi um dia triste demais. Era como se o meu interlocutor tivesse me abandonado... Mas, a música ficou. Hoje o que me entristece é saber que a mídia nem lembrou desta data, nem a MTV, não que eu saiba ou tenha visto. Por isso fiz questão de vir até aqui e não deixar essa memória tão significativa se apagar.

Renato Russo está de aniversário, a música está viva!   

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Esse blá blá blá de Wiskas Sachê

Post tendencioso, talvez até pretensioso, mas quero falar deste assunto. Queria entender porque a Wiskas mudou o seu Wiskas Sachê. Eu nem sei quando isso aconteceu, pois fiquei sem ter gatos por um longo tempo, e hoje, quando compro um sachê pra agradar minha fofura, ela nem liga muito.

O que eu percebi de mudança, foi principalmente a textura do produto, e o excesso de líquido. Tenho a impressão de que era mais encorpado e interessante agradando mais os felinos. A minha oncinha detesta o de Salmão, o único que ela "ama" é o de atum.

Curiosamente, pela segunda vez, quando compro o Frontline vem de brinde o Sachê deste sabor. E sempre reluto em servir pra ela, porque o cheiro é forte para nós humanos, ela acaba só lambendo o caldo, e a ração fica parada lá e acaba indo pro lixo.

Então... Será que apenas a minha gata não curte esse produto?
De minha parte, mesmo custando R$0,99 aqui perto de casa, eu prefiro não comprar.

A marca já não me agrada há muito tempo: primeiro porque veterinários dizem que a ração tem muito sódio e prejudica o aparelho renal dos gatos; segundo porque eles vendem ração pastosa em latas que causam acidentes com os gatinhos, principalmente os de rua.

Uma marca que vende comida para animais DEVE se preocupar com o bem estar deles. Como fez a Le Roy, da Suppra, que colocou publicidade nos ônibus com gatos vira latas.


Ou a Three Cats na sua propaganda "Manifesto dos gatos". Simplesmente AMO essa propaganda. Confere aí...


quinta-feira, novembro 01, 2012

Sobre o trabalho voluntário e toda incoerência que há


Desde que tive contato com uma organização não governamental, passei a observar os movimentos chamados de "terceiro setor" ou "organizações da sociedade civil" com outros olhos. Foram dois anos de aprendizado, e muito do conhecimento adquiri também na faculdade. Graças ao empenho e proximidade ao tema da professora que orientou dois dos meus trabalhos. 

No primeiro momento pensei que contribuía muito pouco, cheguei a pensar que não fazia diferença. Veio  a primeira lição: percebi o quanto estava errada, que não precisava fazer tudo, nem conseguiria, precisava apenas fazer efetivamente a minha parte.

Depois passei a perceber a carência de profissionais neste campo, e de como as ONGs se atrapalham para desempenhar os seus trabalhos de forma eficaz. Normalmente por falta de "braços", de comprometimento dos ditos voluntários, ou pela briga de egos que acontece neste meio. E é justamente neste ponto tão delicado que vou tocar em seguida.

Outro aspecto percebido, é que as pessoas se dividem em mil ações, e projetos que acabam não ganhando força/voz, tornando-se pouco expressivos, ou desperdiçando grandes ideias. Pensando nisso, defendi por bastante tempo que as pessoas deveriam se unir por um ideal em ONGs já organizadas, para terem mais visibilidade, conquistarem mais pelas suas causas.

Por uma falha do ser humano, que é narcisista por natureza, nem sempre as ONGs atingem os objetivos pré concebidos. A disputa de egos, ou o sentir-se ameaçado em seus interesses de visibilidade pessoal faz desmoronar boas ideias, ou torna uma ONG falha em sua proposta. Esse foi o motivo para eu me afastar de uma ONG. Minha causa é o bem estar animal, e a frase "prefiro bicho do que gente" falou mais alto.

Para a minha sorte eu não estava sozinha neste pensamento: o de que a causa deve superar os objetivos pessoais, a vaidade humana. E um grupo seleto começou a se formar, a pensar em alternativas. A solução foi criar uma nova frente de trabalho, com objetivos voltados para esses interesses que de fato são fundamentais em prol de uma causa.
Uma proposta pouco inovadora, mas muito criativa e positiva está surgindo. Em breve darei mais detalhes sobre isso. Por enquanto, fica a reflexão sobre o que é o trabalho voluntário, e de como ele pode ser feito. 
Aprendi que o importante não é um nome, uma instituição, que não se deve esperar o melhor momento. Ser voluntário é urgente, não pode esperar. Sozinho ou em grupo, quando bate a vontade, não se pode deixar a vontade passar.

Ações positivas, é isso que nos move!

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