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terça-feira, junho 04, 2019

E teve mês nerd! Confira as minhas leituras de maio

Mês de maio é considerado o mês nerd, porque no dia 25/05 é o Dia da Toalha, uma homenagem ao mestre Douglas Adams. Explico toda essa conversa nesse post.

Em homenagem ao mês nerd, eu fiz uma lista de leitura especial, cumpri quase toda, mas tive que substituir um dos livros. Confere que tem muita dica boa de leitura aí!




Lista de leituras prevista para o mês de maio


  1. LOG#1525, B. Demétrius
  2. Os despossuídos, Ursula K. Le Guin
  3. A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada, Becky Chambers
  4. Chronos, Rysa Walker
  5. O guia do mochileiro das galáxias, Douglas Adams

Leituras de maio (a real)



Segunda Fundação, Isaac Asimov


Esse é o terceiro livro da trilogia, que comecei a ler em abril. Foi, para mim, um anticlímax, porque esperava mais. O segundo livro da trilogia jogou as expectativas para o alto, e nesse livro a história volta a ser morna e um pouco cansativa. Eu esperava mais. Mas, li super rápido, a escrita do Asimov é incrível. Vou continuar lendo essa série porque, não dá pra abandonar assim.


A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada, Becky Chambers


Esse é o segundo livro de uma série, o primeiro foi "Uma longa viagem a um pequeno planeta hostil" que tem resenha aqui. Na história desse segundo livro tem duas personagens do primeiro, mas não é muito relacionada uma com a outra. É tranquilo pra ler um ou outro, sem prejuízo. O que precisa, é explicado nesse segundo.

A vida compartilhada... trata de muitos assuntos polêmicos relacionados à consciência, IAs, corpo, gênero. É muito legal, faz a gente pensar muito. É, por isso, bem diferente do "Uma longa viagem..." que tinha um enredo de ação, era mais envolvente. Esse achei um pouco dramático demais, mas a história pedia isso.

O terceiro livro da série "Os Registros Estelares de uma Notável Odisseia Espacial" já está em pré-venda e estou bem curiosa com o que vem por aí!


 

 

LOG#1525, B. Demétrius


Tem resenha já desse livro, e gente, que surpresa boa. Foi um dos melhores livros que li esse ano. E é nacional, é ficção científica pura, com história de aventura, drama, sobrevivência. É perfeito. Leiam a resenha, vale a pena! Aqui!




Os despossuídos, Ursula K. Le Guin


Esse foi do tipo de leitura que dá um nó na cabeça da gente, estraga tudo mesmo. foi uma das melhores leituras do ano! Em "Os despossuídos" Ursula K Le Guin experimenta uma sociedade nova, livre do sentimento de posse, vivendo em uma filosofia de vida quase perfeita, uma sociedade de revolucionários.

Uma trama confusa, texto denso, mas muito interessante. Leia a resenha dele aqui.
Compre na Amazon clicando aqui.





A sombra vinda do tempo, HP Lovecraft


Essa foi uma leitura que fiz meio que por acaso para atender a uma necessidade. Fiz uma live no Instagram sobre viagens no tempo e recebi essa indicação. É um drama, puxado pro horror, que conta a experiência de um homem. A história envolve extra terrestres, um tipo de viagem com objetivo sinistro. É bem interessante.


O fim da infância, Arthur C Clarke


Essa leitura foi pra fechar o mês um tanto cansada. Arrastada, sem muito propósito, chata! Muitas pessoas indicaram o fim da infância, falam tão bem do Clarke, mas pra mim chega, pelo menos por um tempo.

Um enredo simples, bobo, uma invasão alienígena beirando a ingenuidade. O autor até se desculpa na apresentação, pelas referências religiosas e sobrenaturais, mas isso foi o de menos. O motivo da história é fraco, bobo. Não gostei!

Mas, se vocês quiserem tirar as próprias conclusões, podem comprá-lo na Amazon clicando aqui.


E essas foram as minhas leituras do mês. Como foram as de vocês? Contem aí!

=P



quinta-feira, abril 19, 2018

Confira as minhas leituras de março!

As minhas leituras de março foram muuuuito produtivas. Está entre elas dois dos melhores livros do ano até aqui e dois dos melhores e um dos piores da vida! Vejam só!



Matéria Escura, de Blake Crouch

Vou começar falando do melhor. "Matéria escura" é um livro sobre um homem que tem a vida mudada da noite para o dia, em função de um evento inesperado, que desencadeia um problemão! E isso é tudo que eu posso falar para não dar spoiler e acabar com a experiência de quem for ler.

Ele é de ficção científica, tem algumas explicações de física, envolve um pouco de física quântica e nos faz imaginar muita coisa. Sobre as descobertas da física, sim, mas muito mais sobre a vida, as relações com as pessoas e aquele pensamento "e se eu tivesse escolhido ser isso em vez daquilo, como eu estaria hoje?". É bonito, intenso e profundo. Recomendo demais! Não se apeguem ao título ou o gênero, é uma ótima história.


O fim da eternidade, de Isaac Asimov

Isaac Asimov é um gênio da ficção científica. Diferente do "Matéria escura", esse é bem nerd. Faz a gente pensar sobre muita coisa, mas nem tanto sobre a família, e sim sobre o controle social. Até onde uma instituição pode decidir como será a sociedade no futuro? Bem, o livro explora o deslocamento no tempo e o uso deste como uma ferramenta para manter o mundo "em órdem".

Uma distopia daquelas de dar nos nervos porque, embora seja uma história muito boa e futurística, é carregada de moralismo e preconceito. Isso às vezes distoa um pouco, mas como é um personagem assim, a gente meio que aceita. Tipo o coleguinha machista, ou aquele primo, que tu tolera pra manter a ordem. Um dos melhores livros de ficção científica que eu já li!


Mulher-Maravilha - sementes da guerra, de Leigh Bardugo [Resenha Completa]

E para contrastar com o "Arlan" de "O fim da eternidade", Mulher-maravilha. A personagem está na adolescência nessa história. E por ser uma amazona, ela é feminista em cada palavra. Como ela vai ao mundo dos homens, e faz amizade com uma menina (a semente da guerra), o contraste entre as culturas fica muito evidente e faz pensar sobre muita coisa.

A história não é a melhor do mundo, mas é uma história boa. É empolgante, cheia de ação, e as páginas vão sendo lidas com facilidade, os personagens estão bem aprofundados. Para quem curte a personagem, ou para quem gosta de uma boa história de aventura, recomendo muito.


O Demonologista, de Andrew Pyper

Terminei de ler "O Demonologista" somente porque: já tinha começado, paguei por esse livro e porque a narrativa do autor é boa. Mais para o final acho que ele se perdeu um pouco, ou a tradução foi meia boca. A história vai ficando sem sentido e mais chata.

Vale ressaltar que eu sou ateia e não me ligo em histórias que envolvam religião, deus, demônios e possessões. Peguei esse livro pra ler imaginando que seria de mistério a ser desvendado, como os clássicos do Dan Brown. Não é. Também não é assustador. Em algumas passagens achei até bobo. E o final... Bem xôxo! Classifico ele com três estrelas, porque é nada demais, mas também não é o pior livro que li na vida, a edição é linda e o autor é clássico.


Universos secretos, de Paulo Cavalcante

Um dos piores livros que já li. Sabe quando uma criança tenta te contar uma história e se perde, ou quando alguém tenta te contar um sonho que contando fica ainda mais sem pé nem cabeça? Agora imagina isso mal escrito. Bem, acho que não preciso dizer porque entrou pra lista dos piores da vida, certo?

É realmente uma pena. Porque é um autor brasileiro e sempre gosto de mostrar que brasileiros escrevem bons livros, indico as obras etc. Mas, dessa vez, não deu, e não poderia mentir pra vocês e dizer que o livro é bom, quando não é.





Essas foram as minhas leituras de março! O que acharam?
Eu sei que já estamos quase em maio, mas só agora sobrou um tempinho, gente, dá um desconto!
=P

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Os melhores livros do ano, entre as minhas leituras!

Eu tenho muita dificuldade de escolher o livro favorito, o autor favorito, e com o melhor livro do ano, claro, não seria diferente. Mas, posso fazer aqui um resumo das melhores leituras do ano. Ah, isso sim!

Esse ano comecei com o projeto de Instabook @blogsabeoque onde diariamente (ou quase isso) eu posto sobre livros ou diários de leituras, livros comprados, etc. Quem ainda não conhece, clique aqui siga, curta, reclame. Estamos aí pra isso!

Tinha estabelecido em 2016 que iria ler todos os livros que tinha antes de voltar a comprar. Assim começou essa saga. E com essa função de Instagram, meio que comprei muito mais livros, e li muitos livros (viciei). Continuo com uma lista grande de livros pra ler, mas tenho certeza que darei conta disso muito em breve. Essa coisa toda acabou virando um bom hobby.


Os melhores livros que li esse ano

Os livros estão na ordem que eu fui lembrando ao olhar a estante. De alguns gostei mais, ou menos, mas todos têm um porque de estar aqui.

Cavalos da Chuva, Cadão Volpato

Simplesmente lindo! É literatura infantil, cheio de boas lições para os adultos. De um lirismo sem igual que deixa a leitura gostosa. Ri e me diverti muito com ele. Foi uma compra aleatória, pelo título, que deu muito certo. Tem promo na Amazon, é bem baratinho.

Memórias do Subsolo, Fiódor Dostoiévski

Esse foi indicação do professor da oficina de escrita criativa que fiz esse ano. A oficina tinha a "memória" como tema e por isso a indicação. Li alguns meses depois, não achei muita relação com a escrita, mas foi uma leitura maravilhosa. Dostoiévski... Tinha esquecido como ele é bom em realismo e loucura.

Eu, Robô, Isaac Asimov [resenha]

Um livro de ficção científica como eu nunca vi. Ele é suave, quase real, apesar de distópico, e a escrita do Asimov é encantadora. A estória nos faz pensar muito sobre todas as coisas, não só em como seria o mundo com robôs inteligentes; faz pensar sobre como lidamos com a aceitação do diferente. Vale muito a leitura mesmo para quem não gosta de Ficção Científica, porque no final, não é bem isso.

Neuromancer, William Gibson [resenha]

Como eu disse na resenha, estava a algum tempo querendo ler esse livro. E adorei o estilo cyber punk. Me ajudou muito com as coisas que tenho escrito, e me divertiu muito. É um livro que estimula muito a imaginação, um mundo novo, cheio de termos e coisas diferentes do nosso. Foi uma aventura e tanto!

Lugar Nenhum, Neil Gaiman

Foi o primeiro livro do autor que eu li, surpreendente a capacidade dele de nos prender numa história sem ser clichê. Não tem aqueles dispositivos comuns em best sellers, mas é eletrizante, humorísticos e dramático ao mesmo tempo. Nunca tinha lido nada parecido até aqui.

12 Doutores, 12 Histórias, Vários Autores [resenha]

Se não tivesse lido um livro de Doctor Who esse ano eu teria inventando uma forma de colocar um livro nessa lista. Esse, com 12 contos, foi um presente aos Whovians. Mas, pode ser lido por qualquer pessoa que sequer tenha ouvido falar do Doutor. Histórias independentes da série, muito bem elaboradas, fantásticas e bonitinhas. Tem de tudo!

Caixa de Pássaros, Josh Malermann

Esse livro... Primeiro suspense (horror?) que li na vida. Fiquei muito impressionada com a capacidade do autor de escrever de modo tão sucinto e transmitir tanta tensão. A imersão na história é incrível, a gente fica tenso, e quando para de ler fica pensativo, imaginando-se andando vendado pelo mundo. Indico muito!

Agência de investigações holísticas Dirk Gently, Douglas Adams

Há tempos namorava esse livro. A leitura foi um banho no mar da criatividade, ironia e loucuras de Douglas Adams. É peculiar a forma como ele escreve coisas aparentemente sem sentido e que se encaixa tão bem no final da trama. É diversão garantida do primeiro ao último capítulo.

Pareidolia, Luiz Franco

E pra não dizer que esqueci dos brasileiros, e dos novos escritores, aí está Pareidolia. Livro concedido a mim pelo autor, e uma das leituras mais gostosas do ano. Contos muito divertidos, curiosos, livro físico cheio de conceito, arte linda. Se chegou a esse post em busca de dicas do que ler, é esse que você tem que escolher e comprar!

Não li só Pareidolia de brasileiro, "Um passeio no jardim da vingança", do Daniel Nonohay, também quase entrou nessa lista. Isso para não falar de clássicos como "Angústia" do Graciliano Ramos e "Um centauro no jardim" do Moacyr Scliar.

No fim, acho que li uns 38 livros esse ano. E estou lendo mais um, "A longa e sombria hora do chá da alma", do Douglas Adams. Quis encerrar o ano com ele, porque tem se mostrado meu autor preferido. Curioso pra saber o que tanto li? Aí está a lista completa, com link para as resenhas que consegui escrever!


Lista dos livros lidos em 2017

  • Caim, José Saramago [Resenha]
  • Um passeio no jardim da vingança, Daniel Nonohay [Resenha]
  • Admirável mundo novo, Aldous Huxley [Resenha
  • Um estudo em vermelho, Arthur Conan Doyle [Resenha]
  • O signo dos quatro, Arthur Conan Doyle [Resenha]
  • O cão de Baskerville, Arthur Conan Doyle 
  • O vale do terror, Arthur Conan Doyle
  • Um escândalo na boêmia, Arthur Conan Doyle 
  • A menina que não sabia ler, John Harding [Resenha]
  • Além da amizade, Clara Alves [Resenha
  • Alriet, Grazi Fontes [Resenha]
  • O demônio das comparações, Maurício Ferrante [Resenha
  • Lá vem todo mundo, Clay Shirky [Resenha]
  • Terra sonâmbula, Mia Couto [Resenha]
  • 12 doutores 12 histórias, vários autores [Resenha]
  • Caixa de pássaros, Josh Malermann [Resenha]
  • Agência de investigações holísticas Dirk Gently, Douglas Adams [Resenha
  • Neuromancer, William Gibson [Resenha]
  • Count zero, William Gibson [Resenha]
  • Monalisa Overdrive, William Gibson [Resenha]
  • Coração Satânico, William Hjortsberg [Resenha]
  • A revolução dos bichos, George Orwell 
  • Eu, Robô, Isaac Asimov [Resenha] [Nota de ódio ao filme]
  • Uma vez você, uma vez eu, Diego Martello [Resenha
  • Mulheres que não sabem chorar, Lilian Farias [Resenha]
  • Pareidolia, Luiz Franco [Resenha]
  • Memórias do subsolo, Fiódor Dostoiévski  
  • O jogador, Fiódor Dostoiévski 
  • Angústia, Graciliano Ramos 
  • Insônia, Graciliano Ramos 
  • O centauro no jardim, Moacyr Scliar [Resenha]
  • Cavalos da chuva, Cadao Volpato
  • O planeta dos macacos, Pierre Boulle
  • A Metamorfose, Franz Kafka 
  • Eleonor & Park, Rainbow Rowell
  • Os últimos dias de Krypton, Kevin J. Anderson [Resenha]
  • Lugar Nenhum, Neil Gaiman
  • O Oceano no fim do caminho, Neil Gaiman


E pro ano que vem, tem muita coisa pra ler... E esses da foto são só alguns deles.



E vocês, já fizeram o balanço do ano? Contem aí!

=P

quinta-feira, novembro 16, 2017

Eu, Robô | Leia o livro, não assista ao filme!

O filme "Eu, Robô" não tem nada a ver com o livro, e isso é até normal em uma adaptação. O que me faz desaconselhar o filme é que nele a trama vai de encontro ao que o autor pretendia ao escrever seus contos de robô, e isso (pra mim) é imperdoável.



Quem viu o filme "Eu, Robô" com o Will Smith pode ter uma ideia muito errada sobre o livro de mesmo nome. A produção cinematográfica foi inspirada na obra de Isaac Asimov (nem a pau!), é o que diz na sinopse. Enquanto lia o livro algumas pessoas me falaram do filme, que era bom, perguntavam se eu já tinha assistido. Não tinha.

Por uma feliz coincidência, não tive vontade de assistir "Eu, Robô" antes. E se tivesse assistido, teria deixado de ler o livro com toda certeza. O filme conta a história de um policial que tem "ranço" com os robôs. O planeta está tomado por robôs humanoides que auxiliam os humanos. Lá pelas tantas um grandão da CIA US Robotics é morto, no que parece um suicídio, e esse policial pira. E ele tem razão, as máquinas estão elaborando um plano maligno para uma revolução e pretendem dominar a Terra. Afe!

O que permite aos robôs serem super inteligentes é a tecnologia da US Robotics. Empresa responsável pelo desenvolvimento dos cérebros positrônicos. E o que permite a ótima convivência com os humanos são as três leis da robótica, as quais impedem os robôs de (1) ferir um humano, (2) não agir quando um humano estiver em perigo e (3) não se autodestruir. Exatamente nessa ordem.

Pois bem, no parágrafo anterior listei o que tem de similar com os contos escritos por Asimov reunidos no livro "Eu, Robô". No mais, esqueça!

Nos contos do livro, os robôs foram proibidos na Terra. Eles auxiliam os humanos em outros planetas, fazendo trabalhos que seriam difíceis ou impossíveis para nós. Na Terra têm apenas máquinas equipadas com a tecnologia, a fim de calcular e gerenciar a economia, a produção etc. 

As estórias têm um peso psicológico, onde a Dra, Susan Calvin começa a contar essas histórias em uma entrevista com um repórter. Ela está afastada da US Robotics há muitos anos, e relembra esses acontecimentos com saudades. A Dra Calvin conta situações limites em que os humanos responsáveis pelos testes dos robôs tentam identificar uma aparente falha. Narra todo o desenrolar do problema, até identificar a causa, que normalmente cai em uma das três leis da robótica. 

Além de hilário e irônico, vendo como as coisas se resolvem nesses casos, temos a oportunidade de refletir sobre como é, ou seria, a convivência entre humanos e robôs. É muito legal a forma como Asimov nos faz amar essas criaturas, e desacreditar no ser humano. Porque, no fim, são sempre os humanos projetando as suas frustrações, preconceitos e egoísmo nos robôs, que são seres puros.

A Dra. Calvin é a toda poderosa da empresa, psicóloga roboticista e a única que entende como ninguém o modo como os robôs pensam, o funcionamento dos seus cérebros positrônicos. Quando ninguém mais sabe como resolver uma situação, ela é chamada e consegue descobrir. Ou seja, ela tem uma baita importância na US Robotics. No filme, porém, é interpretada por uma atriz jovem demais, e só ajuda o Will Smith (o tal policial paranoico), ficando com o papel de donzela em apuros. E isso é bem ridículo para quem leu o livro e viu a força dessa personagem.

Um dos contos do livro aparece no filme em uma cena grotesca em que um robô se mistura a tantos outros para se esconder do policial. Nas telas, o robô está mal intencionado, tem vontade própria. No conto, contudo, esse robô recebe uma ordem de "sumir" e é obrigado a isso devido às leis da robótica, que ele precisa seguir (está programado para isso). A maneira habilidosa com que ele se esconde e persuade os demais a escondê-lo no conto é genial.

Ainda no livro, uma das estórias que mais gostei foi "Razão", em que um robô apresenta crenças religiosas. Ou o "Mentiroso!" um robô que lia pensamentos. A resolução desse especificamente é absurda de boa.

Em todos os contos a sagacidade do cérebro positrônico é mostrada com tanta genialidade, que não tem como não acreditar que aqueles personagens existem. Eu ficava pensando naquelas situações. Que tipo de "seres" seriam eles? Que direitos teriam? Robô tem alma? Seria muito legal se tivéssemos robôs andando por aí e pensando, tomando decisões. 

E nem vou citar as inúmeras possibilidades de paralelos que se pode estabelecer entre as histórias de robôs do Asimov com a nossa realidade. Uma das muitas é compará-los com trabalhadores. E paro por aqui...

Recomendo demais a leitura, esqueça o filme, leia o livro!

Leia mais sobre a Saga dos Robôs e um pouco da visão de um fã sobre a sua obra no Eu, Asimov



Sobre Isaac Asimov 


O autor Isaac Asimov começou a pensar em histórias de robôs em 1939, quando os robôs eram retratados como uma criação perigosa. Inevitavelmente eles sempre se voltavam contra a humanidade e a catástrofe era inevitável. O autor, que era apaixonado por ficção científica e nerd total, não queria acreditar que conhecimento se tornasse em algo perigoso, por isso discordava das histórias de robôs acabando em desastre.

Asimov queria retratar robôs de um modo diferente, e inspirado num conto chamado "Eu, Robô" começou a escrever as suas histórias. Elas eram publicadas em revistas conforme ele conseguia espaço. Até que em um determinado momento veio o convite para reuni-las num livro que recebeu o nome do conto que o inspirou. Foi ideia do editor e não dele. 

As três leis da robótica foi a grande criação dele para que a máquina não se voltasse contra a humanidade. E a porcaria do filme usa justamente isso como pretexto. Seria como se os robôs fossem humanos, pensassem como tais. O que não é "verdadeiro", sequer possível, nos contos de Asimov. Os robôs chegam a ser ingênuos, são puros, como diz a Dra. Calvin em alguns momentos. 

Os robôs de Asimov não chegariam naquela selvageria retratada no filme. São muito melhores do que isso, mais espertos. E têm um jeito mais eficiente e criativo para lidar com os riscos que os homens oferecem a eles mesmos. 




Então, se você aguentou a leitura até aqui deve ter compreendido, porque detestei o filme não recomendo. E quanto ao livro: Leiam! É mais do que ficção científica e história de robôs. Tem provocações muito interessantes.

Neste link tem Todos os livros de Isaac Asimov disponíveis na Amazon.


A Saga dos Robôs de Isaac Asimov - [Leia as resenhas desses livros aqui]

Ao longo da sua carreira como escritor de ficção científica, Isaac Asimov escreveu muitas histórias de robôs. Entre outros livros de contos, ele escreveu uma série composta por "As Cavernas de Aço", "O Sol Desvelado", "Robôs da Alvorada" e "Robôs e o Império".

Depois de alguns anos, o autor revisitou toda a sua obra e fez um trabalho incrível para colocar todas suas histórias, incluindo as do Império Galático e a Saga da Fundação), no mesmo universo. Fiz um post com a ordem de leitura dos livros, é só clicar aqui.

Assim, "Eu, Robô" se tornou parte de um universo muito maior e impressionante. No Brasil temos publicados quase todos esses livros. Alguns só encontramos em sebos, mas muitos deles foram republicados pela Editora Aleph. Você pode conferir todos os livros aqui.


E se você quiser saber a ordem certa para ler todos os livros de Isaac Asimov nesse universo, que vai de "O fim da eternidade", passa pelas histórias de robôs e vai até A Fundação, acessa esse post aqui: Guia de leitura para ler Isaac Asimov

=P

terça-feira, setembro 12, 2017

Resenha: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently

Livro de Douglas Adams. Pronto, nem preciso escrever a resenha de "Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently", vocês nem precisam ler para saber que é maravilhoso. hahaha Mentira, leiam sim, que esse é diferente, embora realmente e igualmente maravilhoso!





Resenha: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently, de Douglas Adams


Se pudéssemos definir a qualidade de um livro pelo título, já poderíamos dizer que Douglas Adams arrasou nessa obra. Eu não fazia a menor ideia do que se tratava até ler. E o título é a cara do autor, é de uma curiosidade humorística irônica que só ele consegue.

Fazer um resuminho do enredo é bem complexo, porque o livro não tem Dirk Gently e sua Agência de Investigações Holísticas exatamente como centro da trama. No mais belo estilo Douglas Adams, a história começa a ser contada pelas pontas, as quais vão sendo conectadas lá pela metade do livro. Ou seja, ele começa a narrar acontecimentos banais de diferentes personagens e vai se aproximando do que realmente interessa aos poucos.

Quem nunca leu Douglas Adams pode pensar agora "nossa, que chatice, deve ser arrastado". Puro engano! O autor é cômico e irônico desde as primeiras linhas de suas histórias, e o que ele narra é tão absurdo que gera muita curiosidade. O modo peculiar como ele "se vinga" dos computadores e softwares que nunca fazem o que são construídos para fazer, a forma como ironiza os costumes ingleses, a raça humana... É o tipo de livro para rir alto e depois se perguntar "O quê?" e então não querer mais desgrudar até entender tudo.

O enredo! Vocês podem estar se perguntando e, bem. Veja bem. Se eu disser que o personagem lá está procurando alguma coisa cruzando o caminho deste e daquele outro, vou estragar toda a experiência de que for ler. O que posso adiantar é que ele conta alguns dias da vida de mais ou menos quatro personagens e que o fio que conecta essas histórias é inesperado e totalmente louco. Mas, isso só se mostra depois da metade do livro, quase no final.

Diferente de "O Guia do Mochileiro das Galáxias" que é ficção científica, fantasia e absurdo do início ao fim, esse parece uma história qualquer. Levemente conectada com o outro lado da vida, "Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently" é um mistério antes mesmo de o investigador entrar em ação. E o que é mais legal, só fica claro que se trata mesmo de um mistério quado ele é desvendado.

Se quiser entender melhor o universo do "Guia do Mochileiro das Galáxias" acesse Sobre a vida, o universo e tudo mais!

Quando isso acontece, começamos a pensar em tudo que lemos até ali. Aquelas passagens bobinhas, da qual rimos, tinham muita importância. Dá vontade até de voltar e ler tudo de novo, pra ver se era isso mesmo, se não perdemos algum detalhe. Gente! Entendem isso? É uma trama desconstruída e tão bem costurada que não dá pra admirar esse tal Douglas Adams.

Algo que fiquei pensando enquanto lia, e que é um dos motivos para adorar esse autor, é que a história é divertida do início ao fim. Alguns livros são arrastados em algum ponto, ou demora a engrenar. Com Douglas Adams não é assim. Aliás, nem um climax, plot twist e final arrebatador ele faz. É um livro pra aproveitar cada página. E o final é só o fim. Basta o leitor ter o mínimo de bom humor e loucura para gostar muito.

Eu tentei ler bem de vagar, porque esse é o penúltimo livro que existe para eu ler do autor. Mas, é bem difícil, a leitura flui de um jeito, que quando via já tinha lido vários capítulos. É uma história que não cansa.

Então, como já deve imaginar quem leu até aqui, recomendo muito. Para quem já é fã, para quem nunca leu, e até para quem não é chegado em fantasia ou ficção científica. É uma obra perfeita para iniciar a leitura de Douglas Adams.

E, existe uma série no Netflix do investigador Dirk Gently. Ela tem tudo e nada a ver com o livro, são algumas referências, mas especialmente inspirada na obra e traz o humor e a peculiaridade das obras de Douglas Adams. Assisti depois de ler "A longa e sombria hora do chá", o livro 2 da série com o investigador Dirk Gently, aliás, livro muito bom também. Recomendo!

E vocês, já leram Douglas Adams, esse livro, estão pensando em ler? Gostam de Ficção Científica? Contem aí nos comentários.


Posts relacionados:

Resenha E tem outra coisa, de Eoin Colfer
A vida, o universo e tudo mais... E tem outra coisa

=P

sexta-feira, abril 21, 2017

Doctor Who: O 3º Doutor da Série Clássica

Faz alguns dias que terminei de assistir os episódios do 3º Doutor na sequência da série clássica, e aqui estou para fazer alguns comentários sobre essa fase da minha série favorita.




A chegada do novo Doctor

Jon Pertwee chegou na série de uma forma bem atípica para Whovians que acompanham a série moderna e sabem que o Doutor se regenera. Como anunciei no post sobre o Segundo Doutor, ele passa um julgamento, acusado de bagunçar irresponsalvelmente o tempo, e foi penalizado pelo conselho dos Senhores do Tempo com uma regeneração forçada, uma espécie de exílio na Terra (sua TARDIS foi modificada para não funciona mais) e, o que é pior, seus companions foram levados de volta para as suas linhas temporais, antes de conhecer o Doutor (esquecendo tudo o que viveram, que triste).

Então o Terceiro Doutor "cai na Terra" com aquela confusão normal pós regeneração, sem amigos, sem coisa nenhuma. "Por sorte" (aspas significando ironia, não existem coincidências em Doctow Who) ele vai parar na Terra justamente na Inglaterra, onde está havendo uma tentativa de invasão alienígena, onde a UNIT faz uma investigação.

Ele é encontrado desacordado e levado para um hospital onde as confusões fisiológicas começam. Os médicos se assustam com o sistema diferente, principalmente quando detectam dois coração no homem. Assim, um informante da UNIT contata o Brigadeiro Lethbridge-Stewart (amigo de Doctor de outros eventos), e este corre ao hospital para verificar a informação.

Neste meio tempo o Doutor foge (ele sempre acorda confuso), e até que o Brigadeiro Lethbridge-Stewart o encontra e entende que se trata do mesmo Doutor, passa aí um bom tempo do arco (episódio dividido em 4 ou 6 partes - estilo de apresentação da série clássica). Quando resolvem o caso da invasão, tudo já está explicado e o Doctor, preso na Terra, aceita trabalhar com a UNIT, numa divisão especial, como "consultor científico".


Os Arcos do 3º Doutor

De início eu só queria passar logo essa fase, não curtia muito esses episódios com problemas da Terra. Gosto mais das histórias fantásticas da série. Mas, tenho que admitir que alguns roteiros foram mesmo muito bons. Teve invasão alienígena, teve universo paralelo, e até algumas viagens ao espaço. Sim, porque quando convém para os Senhores do Tempo, eles enviam o Doutor pra resolver umas tretas em outras galáxias,

Foram nos arcos do 3º Doutor aliás que conhecemos o Mestre, o arquirrival do Doutor. Um outro Senhor do Tempo que foge de Gallifrey, mas pura e simplesmente para bagunçar o universo e tirar proveito da sua condição, e não para se divertir e ajudar as pessoas como o personagem principal da série, O Doctor Who.

Foi também nas temporadas do 3º Doutor que vimos o primeiro encontro de Doutores, um dos episódios que mais aguardei. Isso porque nele teve a participação do Segundo e do Primeiro, sim!! O Velhinho William Hartnell fez a sua participação. Infelizmente ele não esteve atuando fisicamente com os outros dois, mas falando com eles pelo vídeo. A situação foi explicada por uma tempestade na zona temporal ou whatever.

Mas, Patrick Troughton esteve presente e deu show! Foi muito legal ver os dois juntos, analisando o modo de vestir um do outro, as diferenças de estilo e físicas, assim como a decoração da TARDIS (que muda a cada regeneração para "acompanhar" a mudança do Doutor). Vê-los trabalhando juntos, com suas manias e rabugices, somada à confusão do Brigadeiro Lethbridge-Stewart foi hilário. Deu pra matar as saudades do Segundo Doutor e gostar ainda mais do Terceiro.


E o 3º Doutor da Série Clássica marca época!

Uma das novidades da série foi a transição das imagens preto e branco para em cores. Foi onde vimos a TARDIS pela primeira vez na sua cor azul, que antes só sabíamos por ouvir falar. Sem recons (episódios em áudio montados com fotos) ou episódios perdidos, o período do Terceiro Doutor veio completo, e não demora muito para ele nos cativar.

Ao contrário do que eu imaginei, não foi chato acompanhar as aventuras do novo Doutor na Terra. O personagem é louco, rabugento e bem humorado. Um pouco arrogante, mas com aquele carisma tradicional de Doctor Who que nos faz esquecer e/ou amar o personagem. As farpas entre ele e o Brigadeiro ficam mais acentuadas pela convivência, mostrando um clima de muita amizade entre os dois, o que fica nítido quando a TARDIS volta a operar normalmente e o oficial da UNIT demonstra sua preocupação de que o Doctor parta e não volte mais.


E chega a hora do adeus para o 3º Doutor

Quando foi me aproximando do fim, fiquei um pouco empolgada por finalmente poder assistir ao quarto Doutor, que é o queridinho da maioria dos Whovians. Mas, fiquei também um pouco sentida, por ter que dizer adeus a esse Doutor brilhante interpretado por Jon Pertwee.

O fim se dá em um episódio em que ARANHAS querem invadir a Terra. Ora! Nada poderia ser pior para uma pessoa que sofre de aracnofobia (no caso, eu) do que um fim trágico como esse. Mas, por sorte a tecnologia estava bem ruim (ainda) no Terceiro Doutor e as aranhas sequer pareciam com aranhas (hahaha). E o Doutor se despede de uma forma heroica e muito nobre, tentando evitar inclusive a morte da espécie aracnídea.

A regeneração aconteceu, mas né? Aquela decepção, nada parecida com as da atualidade, em que as pessoas têm que sair de perto, e fogo saltando para todos os lados. Ele simplesmente muda de corpo em frente à Sara Jane Smith e o Brigadeiro Lethbridge-Stewart. Assim, o seu período de volta à realidade fica facilitado, ele está dentro do prédio da UNIT e recebe de pronto o atendimento para ficar em segurança.

Ou quase! O próximo Doutor é louco, esquisito e já chega fazendo maluquices. Assisti dois arcos e ainda estou no período de estranhamento. Não sei se ele vai ser para mim o melhor de todos, mas engraçado ele é, isso não tem como negar.


Sobre a loucura que é acompanhar Doctor Who

Aproveito o momento de transição para comentar sobre o livro "12 Doutores 12 Histórias" que comecei a ler essa semana. Já passei pelos 4 primeiros capítulos, e estou lento o quinto Doutor. Totalmente estranho para mim. Primeiro contato sem qualquer informação é no mínimo estranho.

E ao mesmo tempo, na semana passada a série moderna voltou, com a 10ª temporada, e já prometendo ser a última do Peter Capaldi, 12º Doutor. A tristeza de perder um excelente Doutor veio junto com a estreia.

Para consolar, ele ganha uma nova companion e ela é tudo que nós fãs sempre sonhamos: apaixonada por SyFy e muito ciente de que está diante de algo extraordinário (leia mais sobre ela nesse post do Doctor Who Brasil). A Bill, interpretada pela atriz Pearl Mackie, é jovem, trabalha na cantina da faculdade, é lésbica, negra, gente como a gente. E me fez lembrar a Rose, ou a Donna, minhas companions favoritas.

E, o que é melhor, o Doutor está trabalhando na universidade, tem uma sala, onde ele guarda a TARDIS, e por ser um espaço dele, fixo, está finamente decorado, cheio de referências da série clássica. Isso é fantástico! Nunca vi tantas referências juntas em um episódio. E, aparentemente, esse vai ser o tom dessa temporada de despedida, que vai ter os primeiros Cyberman, Mondas (que por sinal foram os responsáveis pela primeira regeneração do Doutor), Ice Warriors, e já falam de uma possível participação do 1º Doutor (acharam um ator muito parecido com ele).

Resumindo: é uma fase muito boa fãs de Doctor Who (whovians)! E toda essa confusão pode ser acompanhada em qualquer tempo. Vocês já viram uma série capaz de se reinventar dessa forma, sem perder as origens, e que permite as pessoas embarcarem em qualquer ponto? Eu nunca. Por isso gosto mais a cada dia!

E é isso por hoje! Pra deixar uma amostra do que está passando agora na TV, para quem sabe te motivar a começar, deixo o trailer dessa 10ª temporada!



=P

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Como resolver erro na exibição de miniaturas no windows

Quem usa o Windows 10 pode se deparar com o erro na exibição das miniaturas de imagens e vídeos. Isso acontece de repente e com frequência, por isso, e sempre perdia um tempo tentando resolver o problema para conseguir ver os ícones no internet explorer outra vez. Neste post vou mostrar como resolver erro na exibição de miniaturas das imagens e vídeos no windows de forma muito simples, com apenas alguns comandos.

Ao procurar pela internet tu encontra diversos tutoriais, como o do Techtudo, Como voltar a ver miniaturas de fotos no Windows 10 ou esse do Superdownloads #minitutorial: Como mostrar miniaturas de imagens no Windows que parecem tratar do mesmo problema, mas que não resolvem. Fiz todos eles e nunca dá certo.

Os comandos certos para resolver o problema de exibição das miniaturas está nesse post do baboo (acredite!) Como resolver o erro na exibição de miniatura no windows e para te ajudar a desviar do mar de banners e anúncios atrapalhando a leitura, copiei os comandos que realmente funcionam.


Passo a passo para voltar a exibir as miniaturas no Windows:


Feche todos os programas, pois ao final do procedimento, o computador será reiniciado!



- Clique no menu iniciar, selecione "Pesquisar programas e arquivos" para Windows 7 e 8 ou procurar no Windows 10;
- Digite cmd e pressione enter;

Vai abrir uma telinha preta, prompt do DOS. Nessa tela digite os comandos abaixo:

ie4uinit.exe -ClearIconCache (pressione Enter)

taskkill /IM explorer.exe /F (pressione Enter)

DEL “%localappdata%\IconCache.db” /A (pressione Enter)

shutdown /r /f /t 00 (pressione Enter)

O computador vai reiniciar com esse último comando, e quando o windows voltar lá estarão as miniaturas das imagens outra vez. É bem provável que o problema com a exibição das miniaturas volte a ocorrer. Neste caso, é só repetir esses comandos e tudo volta ao normal.

Espero ter ajudado!

=P

quinta-feira, agosto 20, 2015

Resenha: E tem outra coisa...

Hoje não vamos falar de música vou falar sobre o volume seis da série "O Mochileiro das Galáxias" escrito por Eoin Colfer intitulado "E tem outra coisa...". Fiquei sabendo da existência desse novo "capítulo" das histórias de Douglas Adams (autor da série de cinco livros "original") por volta de maio de 2012. Obviamente só sei precisar "quando" porque registrei isso aqui no blog - clique aqui pra ler. 

E se vocês quiserem saber mais sobre a série, o dia da toalha, o universo e tudo mais (eu não me canso desse trocadilho), acessa essa tag Mochileiro das Galáxias, que tem tudo bem explicadinho, inclusive tudo sobre a cultura pop que envolve tudo isso!

Apesar de ter conhecimento do livro em 2012, só o ano passado fui comprá-lo. Foi uma loucura chamada "qualquer coisa para me livrar do TCC". Comprei por impulso numa época em que não poderia ler de qualquer maneira. E só agora resolvi pegar pra ler, então foram praticamente três anos de expectativa.

Logo de início a história mostra a continuidade perfeita. De fato parece que estava nos planos o desfecho relatado, a sequência é perfeita e coerente com o estilo dos demais livros da série. É até um pouco mais divertido em alguns momentos. Colfer esclarece coisas, adiciona notas e carrega mais no humor e ironia (foi a impressão que eu tive). O autor extrapola, e até exagera algumas vezes, nas longas "notas do Guia" e "Sugestões de leituras". Mas, todos esses adendos vão completando o cenário e reforçando a loucura que são todas essas histórias. 

Esse é um aspecto que torna o livro mais interessante, ele é exagerado, mas intenso. Percebe-se que o autor é também fã. E como o fã que lê sempre quer mais, ele entrega muito do que a gente quer ler, mais até do que o esperado. Então não dá pra reclamar. Eu li muito do livro no "busão", e o tempo voou! Por vezes queria que o trajeto fosse mais longo pra continuar lendo, e ri muito sozinha (sem medo de parecer louca) com os absurdos das estórias.

Então, se me perguntarem se valeu a espera, a resposta é "sim", o livro é muito bom! A falha ficou no final. A impressão que dá é que a trama foi interrompida, mais inesperada que nos outros cinco. Não tem fim, e isso até que combina com o estilo, mas deixa uma sensação de, wtf!? Não é nem o tradicional gostinho de quero mais. É simplesmente procurar, folear as páginas finais para se certificar de que não tem "mesmo" nenhum recadinho escondido dizendo "tchau" - e esse detalhe me frustrou um pouco.

Apesar disso, por todos os outros empolgados parágrafos escritos antes, dá pra notar que gostei mesmo da leitura. E principalmente por dois motivos muito convincentes: 1 - É um novo contato com a série; 2 - O autor tem muito talento, ele não deixa a desejar, imaginem a responsabilidade de assumir um trabalho desses, continuar a obra mais dupal do universo nerd/geek.


Veja a ficha do livro aqui
Dá até uma peninha saber que agora, acredito eu, não tem mais nada a ser contado desses personagens. Mas, (não entre em pânico) a próxima aventura (pelo menos pra mim), segue com Douglas Adams. Comecei hoje a ler o "roteiro perdido" de Doctor Who escrito por ele, o Shada. O site Doctor Who Brasil reuniu tudo que você precisa saber sobre o livro num post. Clique aqui pra ler, tá bem legal!

Já foram quatro capítulos e está demais. Ao final eu volto para contar como foi! :)


domingo, agosto 09, 2015

Doctor Who, a série clássica!

Estreando aqui no blog, Doctor Who! (emocionada de finalmente poder falar sobre sobre essa série que já faz parte da minha vida). Esperei terminar de assistir as primeiras temporadas da série clássica, com o primeiro Doctor, interpretado pelo ator  (agora querido) William Hartnell. Fiz questão de esperar para falar com um pouco mais de propriedade dessa que é uma das séries mais importantes do mundo nerd, que tem um fandom de muito respeito.



Vamos começar pela estrela, William Hartnell, o primeiro Doctor. Brinquei ali sobre ele ser "agora querido" porque logo que comecei a assistir fiquei meio chocada. Os primeiros episódios da série clássica causam uma má impressão, principalmente para quem já assistiu a série moderna, devido a má qualidade das imagens e efeitos (óbvio, maravilhosos para época - 1963) e pela falta de profundidade da personagem.

Fica muito clara a construção e evolução gradual do "Doctor" ao longo dos episódios. Na primeira temporada falta ação, o Doctor é um velho meio dependente dos acompanhantes, ficando bem em segundo plano em algumas histórias. Mas, vai evoluindo e se tornando menos arrogante (em relação aos humanos pelo menos), porque no início o desprezo à inferioridade da raça humana é bem maior, depois parece que ele vai se afeiçoando, e começa a mostrar mais sentimentos pelos acompanhantes.


Aliás, se hoje os acompanhantes pensam em viajar com ele para sempre, naquela época não era bem assim. Eles ficam "presos" devido à falta de controle de onde a T.A.R.D.I.S vai pousar, em princípio, depois se afeiçoam ao Doctor, às aventuras. Mas, todos acabam abandonando a vida de viajantes do tempo, por inúmeros motivos. E isso inclui a Neta do Doctor, Susan Foreman, que atrai seus professores terráqueos, Barbara Wright e Ian Chesterton, pra essa "vida" e depois acaba deixando-os com seu avô.

O tempo que Barbara e Ian ficam na série é muito bom, e deu peninha na despedida. Depois deles é um entra e saí de acompanhantes, quase sempre um casal (pelo menos), o que difere bastante da série atual, onde quase sempre é uma menina - apenas. Esse troca-troca não permite que a gente se apaixone por eles, assim o Doctor e a sua T.A.R.D.I.S são a única constante na série.

O que é muito divertido na série clássica é o improviso e as soluções encontradas para contar histórias tão fantásticas e criativas com tão poucos recursos. Os inimigos, as naves, as materializações da T.A.R.D.I.S e cenas de ação, são bem bizarras (quase sempre) e, quando aceitamos isso, a diversão aumenta. Importante, porque até a terceira temporada do primeiro Doctor, pouco se tem de humor (inacreditável, né?). Mas é isso mesmo, as aventuras são mais dramáticas, com mais ou menos ação, mas pouco do humor que vemos atualmente. Tem algumas situações irônicas, mas não muitas.

Eu cheguei a registrar no Vine alguns dos momentos mais engraçados do 1º Doctor e, embora sejam poucos, é legal que são mesmo engraçados. Ainda mais se for comparar com toda a história recente.


O que chama muito a atenção nesses primeiros passos do Senhor do Tempo é a falta de controle da T.A.R.D.I.S. Além de não mudar mais a forma, eternizando-se na charmosa Blue Police Box, a queridinha tem uma peça quebrada e não regula mais onde ou quando pousar. Mesmo quando ele encontra outro Time Lord (olha os Spoilers), e encontra outra T.A.R.D.I.S e rouba a tal peça para substituição, o problema persiste ao longo das temporadas.

E isso está mesmo me intrigando, ando bem curiosa pra saber quando ele vai arrumar a T.A.R.D.I.S como vemos nas séries atuais, fuçando em tudo. É claro que, mesmo hoje em dia, a T.A.R.D.I.S tem vontade própria, levando o Doctor para onde ela acha que ele tem que ir, e não pra onde ele deseja, mas... Ele tem um certo controle, e muitas vezes coincide o lugar em que ele chega com o de onde quer chegar.

Logo que comecei a assistir a série clássica pensei que seria uma tortura. E persisti para entender melhor a série moderna, e também pra passar o tempo enquanto não chega a nova temporada. Feliz engano! As histórias prendem a nossa atenção e são envolventes porque se nota situações que são citadas pelos novos Doctors, e também pra ver a origem de alguns inimigos.

Os primeiros Daleks, Cybermens, tudo tão rudimentar e já tão bizarros. É muito legal ver que os escritores atuais conseguem mostrar uma continuidade (não discrepante) daquilo que foi criado nos anos 60. Isso faz com que o meu fanatismo pela série aumente, mais e mais.

Só que hoje terminei as temporadas com o 1º Doctor, e já senti um descontentamento com o segundo. Nem assisti ainda, mas estou com saudade do William Hartnell - ele é muito carismático. Aliás, percebi algumas semelhanças entre o 1º e o 11º, a forma como movimenta as mãos e se movimenta em cena - não sei bem. Até passei a respeitar um pouco mais o Matt Smith, embora ele não seja o meu favorito.

Ao terminar essa primeira etapa, fica a expectativa sobre o que mais vou descobrir nas próximas aventuras, com os novos Doctors, até o , onde eu comecei.  E agora devo falar mais sobre isso por aqui - pra evidenciar um pouco mais a minha nerdice! :P


Aqui deixo um pouco do 1º Doctor, pra quem ainda não assistiu, ou quer matar as saudades!



Ah! Quase me esqueço. Quem quiser assistir, pode baixar dá série clássica no Universo Who, o melhor que encontrei até agora para recuperar essas relíquias! ;)

E se quiser saber mais sobre a série, tem esse documentário incrível da BBC: 

sexta-feira, maio 25, 2012

A Vida, o universo e tudo mais... E tem outra coisa!



Dia da Toalha aí, o orgulho nerd aflora mesmo naqueles que, como eu, já não são mais tão nerds assim. A verdade é que me identifico com a data porque vivi um pouco da cultura nerd nos anos 90, acompanhei algumas transformações da internet, a mudança nas relações pessoais e agora a "revolução" e o "frisson" que as redes sociais digitais vêm provocando.

E o que isso tem a ver com o Dia da Toalha? Tudo e nada...
O Guia do Mochileiro das galáxias e as razões para se comemorar este dia foram amplamente explicados num post publicado no ano passado. Vocês podem ler mais aqui: Sobre a vida, o universo e tudo mais!

O que venho trazer de "novo", o que já nem é tão novo assim, é a chegada de mais um volume da série O Mochileiro das Galáxias cujo título é "Tem outra coisa...", obviamente escrito por outro autor, neste caso Eoin Colfer. Se ele foi capaz de dar continuidade a obra com o mesmo tom e qualidade de Douglas Adams, ainda não sei, não li o livro. Mas a ideia de ter um novo contato com as aventuras de  Arthur Dent, Ford Prefect, Tricia McMillan e Zaphod Beeblebrox me parece muito boa, pra não dizer nostálgica.

O que Colfer fez foi tentar resgatar o humor da série apresentando um novo destino para os personagens mais amados da Galáxia. "E Tem Outra Coisa..." É apresentado como o 6º volume da série. Talvez pretensiosa. Mas, estamos numa época em que fãs dão continuidade as suas histórias com muita perspicácia, e acredito que Eoin Cofler seja mais um desses que viveram tão intensamente a série a ponto de ser tão bom quanto Adams, ou pelo menos prestar uma bela homenagem.

Quem ainda não leu ou não conhece a história certamente vai se perder. Então a dica é aproveitar as promoções nos sites como Amazon Brasil, em que você vai encontrar tanto a coleçãocom os cinco livros da Trilogia, quanto edições especiais com todos os livros num só!

Pra quem já é fã, saibam que "E Tem Outra Coisa..." vai referenciando acontecimentos dos outros 5 livros, o que deve trazer uma sensação de "vale a pena ver de novo" muito boa.

Pegue logo a sua toalha, a viagem vai recomeçar!


Aqui vocês vão encontrar opinião de pessoas que já leram o livro, muitas delas com críticas muito positivas!
Caso alguém que leia esse post já tenha lido o livro, PLEASE, deixe a sua opinião!

:)




quinta-feira, junho 30, 2011

A hora de explicar...


Quero agradecer as visitas aos outros dois posts publicados aqui no blog:



Quero esclarecer que estes posts tiveram como objetivo testar técnicas de SEM e SEO na disciplina de Comunicação na Web. OS textos foram escritos também por Caroline Brandão e não apenas por mim, como nos demais.

O resultado do trabalho foi muito positivo. Além de ver na prática como as técnicas de otimização funcionam, vi que é possível fazer isso com um conteúdo relevante. Pude perceber isso pelos comentários recebidos, coisa que acontece muito pouco por aqui.

Pretendo escrever sobre a experiência nas férias, já que estou terminando de ler o livro "SEM e SEO - dominando o marketing de busca" da Martha Gabriel. O livro é muito bom, vale muito a pena para quem escreve para a web, trabalha com sites, sem necessariamente ser um nerd que queira dominar a parte de programação. A linguagem é mesmo muito boa.

Por hora fico por aqui. Férias chegando, mas não "aí". Alguns papers me esperam ainda!

Obrigada, mais uma vez, aos visitantes que levaram a sério os posts sobre a vida, o universo e tudo mais!

-

quarta-feira, junho 15, 2011

Sobre jogos, nerds, a vida, o universo e tudo mais!


Não entre em Pânico! É o que diz o Guia do Mochileiro das Galáxias. E dentre as várias teorias vinculadas a este best seller está o dia da toalha - hoje, 25 de maio. Este texto não vai tentar responder a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais, vai apenas trazer um pouco do que foi pesquisado durante o dia de hoje nas redes sociais. Ao longo do texto serão usados links para explicar termos que têm significado para o tema direcionando para redes sociais, google ou Youtube para aqueles que tiverem interesse de compreender melhor o assunto.

A obra, que já foi transformada em filme, dá exemplos do que é a ordem daqueles que têm orgulho de ser nerd, mas também acaba englobando os atuais "Geeks" - que nada mais são do que Nerds descolados, que têm amigos - mostrando que mesmo com as mudanças no comportamento dos jovens, algumas tradições dessas tribos permanecem, ao contrário dos nerds estereotipados no big bang theory, aquela série de televisão americana produzida pela Warner. Essa série é sobre um físico teórico (Sheldon Cooper) e um físico experimental (Leonard Hofstadter), que moram do outro lado do corredor de uma atraente garçonete loira. A "nerdeza" e o intelecto puro de Leonard e Sheldon são comicamente contrastados com as habilidades sociais e o bom-senso da garçonete (Penny).


Dois amigos igualmente nerds são Howard e Rajesh, e também são personagens principais. Falando em nerd, lembrei dessa propaganda (fake?) do mcdonald's, nosso adorável fast food responsável pela segunda maior rede internacional de lanchonetes, perdendo apenas para a rede de fast food Subway. Juntamente de marcas como Coca-Cola o McDonald's é considerado um dos mais disseminados símbolos do capitalismo internacional. Seu produto mais famoso é o sanduíche conhecido como Big Mac! Hoje em dia, pra alegria dos fãs de seus hamburgers, existe mcentrega para muital localidades e pode-se pedir pela tele, até mesmo, deliciosos milkshakes.
Enfim... Gostaria de falar um pouquinho sobre um dos livros que li nas férias, o divertido e "inocente" (será?) "O Mochileiro das Galáxias" (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy) de Douglas Adams. A história é sobre o personagem Arthur Dent e seus amigos em aventuras pela galáxia e pelo tempo, onde a toalha é útil para as mais variadas e inimagináveis situações. O livro tem um "Q" de ironia, sarcasmo, humor, ideias, críticas e outras coisas mais que não dá pra lembrar. A estória conta o fim do mundo (não por terremotos, enchentes e tsunamis, o fim do mundo que prevêem para 2012), seguido de viagens espaciais realizadas por um humano e extra-terrestre e essas coisas. Para quem tem os pés muito no chão e despreza esse tipo de leitura, saiba que essa obra pode mudar alguns conceitos. Vale a pena conferir! Depois de ler o primeiro livro da coleção, não dá pra pensar em não pegar os próximos.

A complexidade no livro fica por conta da maneira natural, embora às vezes um tanto bizarra, que o autor usa para descrever situações e o comportamento em lugares distantes, de extra-terrestres, de seres estranhos extremamente inteligentes para algumas coisas e tão, mas tão, estúpidos para outras – o que nos remete irremediavelmente aos seres humanos, os quais são desprezados pelo resto do universo por serem irritantemente limitados. 

Para completar, os viajantes intergalácticos usam um “Guia”. Um dispositivo móvel que dá acesso a todo conhecimento de lugares, seres e de comportamento que é atualizado constantemente por representantes que estão viajando pelo universo. Este guia, denominado: Guia do Mochileiro das Galáxias, é, portanto um representante nato do texto colaborativo, da inteligência coletiva, do modelo wiki. Ou seja, já em 1979 falava de recursos que eram de ficção científica e hoje são a pura realidade. Já naquela época apontavam para os problemas da construção coletiva de textos, a exploração econômica de recursos naturais e dos abusos que empresas cometem por não compreenderem o mundo a sua volta e as revoluções de comportamento provocadas a partir das revoluções tecnológicas.



E por conta dessa “teórica” de superioridade dos demais seres para nós humanos, da abordagem tecnológica, e pelo Guia do Mochileiro das Galáxias, que este se tornou um best seller nerd. A maior prova disso é o dia de comemorações em homenagem ao autor do livro, as quais sempre são muito bem sucedidas, principalmente hoje com o advento das redes sociais mediadas por computador. Enem adianta achar que é coisa minha. Não estou trollando! O Dia da Toalha é comemorado em muitos países. Foi uma forma dos fãs homenagearem o autor através de um tema engraçado, a toalha, que recebe um papel e uma atenção especial no livro, onde Adams dedica muitas páginas para falar dela.

Para saber mais sobre o tema, vale acessar as comunidades no Instagram, TikTok, orkut, os grupos no facebook e pesquisar no google, ou nos vídeos do youtube. O tema ainda não está no portal do maior grupo de mídia da América Latina, o globo.com, que aglutina os conteúdos do Globo Online (página do jornal O Globo) e do G1 (O Portal de Notícias da Globo), mas em muitos sites e blogs da internet, asseguro que sim.

São fãs em todo o globo comemorando e, neste ano com um motivo a mais, já que uma empresa de games anunciou que está transformando o Guia do Mochileiro em jogos. Vamos aguardar e acompanhar pelo ign, game vicio, e3... bem que poderiam criar também uma versão guia do mochileiro para jogos online.

Termino esse post com link para uma música, a forma de arte mais bela, que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio, We Come Together, do Goldfish, que é uma homenagem aos games de 8 bits e tem tudo a ver com o Dia da Toalha:






Termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.

Trollar
É claro que essa palavra é inventada e com certeza não deve existir. O troll tratado aqui é relacionado ao termo usado na Internet para pessoas que provocam discussões, mandam todos longe, essas coisas. O troll não tem nenhum apego quando está trollando.

Orkut
Rede social filiada ao Google, criada em 2004 com o objetivo de que os membros conheçam pessoas e mantenham relacionamentos. Seu nome é originado no projetista chefe, Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google. O alvo inicial do orkut era os Estados Unidos, mas a maioria dos usuários são do Brasil e da Índia. No Brasil é a rede social com maior participação, com mais de 23 milhões de usuários em janeiro de 2008. Na Índia é o segundo mais visitado. A sede do Orkut era na Califórnia até 2008, quando o Google anunciou que o Orkut seria operado no Brasil, pelo Google Brasil, devido à grande quantidade de usuários brasileiros e ao crescimento dos assuntos legais. 

Facebook
Rede social também lançada em 2004. Inicialmente, a adesão ao Facebook era restrita aos estudantes da Universidade Harvard. Ela foi expandida ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), à Universidade de Boston, ao Boston College e a todas as escolas Ivy League dentro de dois meses. Muitas universidades individuais foram adicionadas no ano seguinte. Eventualmente, pessoas com endereços de e-mail de universidades (por exemplo, .edu, .ac.uk) ao redor do mundo eram eleitas para ingressar na rede. Em 2006, o Facebook passou a aceitar também estudantes secundaristas e algumas empresas. Desde 2006, apenas usuários com 13 anos de idade ou mais podem ingressar. Os usuários podem se juntar em uma ou mais redes. Hoje, a posição do Facebook no ranking de tráfego de visitantes do Alexa, subiu do 60º lugar para 7º lugar. É ainda o maior site de fotografias dos Estados Unidos, com mais de 60 milhões de novas fotos publicadas por semana, ultrapassando inclusive sites voltados à fotografia, como o Flickr.

Google
Empresa multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos. Hospeda e desenvolve uma série de serviços e produtos baseados na internet e gera lucro principalmente através da publicidade. A missão declarada da empresa desde o início foi "organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil" e o slogan da empresa foi inventado pelo engenheiro Paul Buchheit, é “Don't be evil” em inglês e “Não seja mau” em português. O Google é executado através de mais de um milhão de servidores ao redor do mundo e processa mais de um bilhão solicitações de pesquisas todos os dias. Foi classifdo como o quarto melhor lugar do mundo para se trabalhar e como a marca mais poderosa no mundo. A posição dominante no mercado dos serviços do Google levou a críticas da sociedade sobre assuntos como privacidade, direitos autorais e censura.

Youtube
Site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. Fundado em 2005, o YouTube utiliza o formato Adobe Flash para disponibilizar o conteúdo. É o mais popular site do tipo (com mais de 50% do mercado em 2006) devido à possibilidade de hospedar quaisquer vídeos (exceto materiais protegidos por copyright, apesar deste material ser encontrado em abundância no sistema). O material encontrado no YouTube pode ser disponibilizado em blogs e sites pessoais através de mecanismos (APIs) desenvolvidos pelo site.


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