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quinta-feira, abril 19, 2018

Confira as minhas leituras de março!

As minhas leituras de março foram muuuuito produtivas. Está entre elas dois dos melhores livros do ano até aqui e dois dos melhores e um dos piores da vida! Vejam só!



Matéria Escura, de Blake Crouch

Vou começar falando do melhor. "Matéria escura" é um livro sobre um homem que tem a vida mudada da noite para o dia, em função de um evento inesperado, que desencadeia um problemão! E isso é tudo que eu posso falar para não dar spoiler e acabar com a experiência de quem for ler.

Ele é de ficção científica, tem algumas explicações de física, envolve um pouco de física quântica e nos faz imaginar muita coisa. Sobre as descobertas da física, sim, mas muito mais sobre a vida, as relações com as pessoas e aquele pensamento "e se eu tivesse escolhido ser isso em vez daquilo, como eu estaria hoje?". É bonito, intenso e profundo. Recomendo demais! Não se apeguem ao título ou o gênero, é uma ótima história.


O fim da eternidade, de Isaac Asimov

Isaac Asimov é um gênio da ficção científica. Diferente do "Matéria escura", esse é bem nerd. Faz a gente pensar sobre muita coisa, mas nem tanto sobre a família, e sim sobre o controle social. Até onde uma instituição pode decidir como será a sociedade no futuro? Bem, o livro explora o deslocamento no tempo e o uso deste como uma ferramenta para manter o mundo "em órdem".

Uma distopia daquelas de dar nos nervos porque, embora seja uma história muito boa e futurística, é carregada de moralismo e preconceito. Isso às vezes distoa um pouco, mas como é um personagem assim, a gente meio que aceita. Tipo o coleguinha machista, ou aquele primo, que tu tolera pra manter a ordem. Um dos melhores livros de ficção científica que eu já li!


Mulher-Maravilha - sementes da guerra, de Leigh Bardugo [Resenha Completa]

E para contrastar com o "Arlan" de "O fim da eternidade", Mulher-maravilha. A personagem está na adolescência nessa história. E por ser uma amazona, ela é feminista em cada palavra. Como ela vai ao mundo dos homens, e faz amizade com uma menina (a semente da guerra), o contraste entre as culturas fica muito evidente e faz pensar sobre muita coisa.

A história não é a melhor do mundo, mas é uma história boa. É empolgante, cheia de ação, e as páginas vão sendo lidas com facilidade, os personagens estão bem aprofundados. Para quem curte a personagem, ou para quem gosta de uma boa história de aventura, recomendo muito.


O Demonologista, de Andrew Pyper

Terminei de ler "O Demonologista" somente porque: já tinha começado, paguei por esse livro e porque a narrativa do autor é boa. Mais para o final acho que ele se perdeu um pouco, ou a tradução foi meia boca. A história vai ficando sem sentido e mais chata.

Vale ressaltar que eu sou ateia e não me ligo em histórias que envolvam religião, deus, demônios e possessões. Peguei esse livro pra ler imaginando que seria de mistério a ser desvendado, como os clássicos do Dan Brown. Não é. Também não é assustador. Em algumas passagens achei até bobo. E o final... Bem xôxo! Classifico ele com três estrelas, porque é nada demais, mas também não é o pior livro que li na vida, a edição é linda e o autor é clássico.


Universos secretos, de Paulo Cavalcante

Um dos piores livros que já li. Sabe quando uma criança tenta te contar uma história e se perde, ou quando alguém tenta te contar um sonho que contando fica ainda mais sem pé nem cabeça? Agora imagina isso mal escrito. Bem, acho que não preciso dizer porque entrou pra lista dos piores da vida, certo?

É realmente uma pena. Porque é um autor brasileiro e sempre gosto de mostrar que brasileiros escrevem bons livros, indico as obras etc. Mas, dessa vez, não deu, e não poderia mentir pra vocês e dizer que o livro é bom, quando não é.





Essas foram as minhas leituras de março! O que acharam?
Eu sei que já estamos quase em maio, mas só agora sobrou um tempinho, gente, dá um desconto!
=P

quinta-feira, outubro 19, 2017

Resenha: Os últimos dias de Krypton de Kevin J. Anderson

"Os últimos dias de Krypton", de Kevin J Anderson... Conta como foram os dias que antecederam a vinda do alienígena mais famoso no nosso planeta, o Superman. Parece que faz uns 50 meses que comecei a ler esse livro e só hoje consegui terminá-lo. E segui a leitura pura e simplesmente por teimosia, e não me orgulho muito disso não.



Sobre os Últimos dias de Krypton


A história narra, na verdade, o último ano de Krypton (mais ou menos) e não exatamente os últimos dias. Para se ter uma ideia, os pais do Super Homem sequer se conheciam, isso acontece nos primeiros capítulos e vai dividindo a cena com os demais acontecimentos. 

Kevin J. Anderson remontou uma possível cadeia de acontecimentos que teoricamente foram determinantes para a extinção do planeta. Desde o primeiro capítulo acompanhamos Jor-El e sua luta para fazer o Poderoso Conselho de Krypton se abrir para novas tecnologias, explorar o universo e aceitar as suas advertências quanto ao risco de uma catástrofe.

O conservadorismo exagerado do conselho e um acontecimento inesperado provoca mudanças muito significativas, disputas de poder, mais negação da ciência e no fim, o erro master que dá fim ao planeta. 

O autor descreve bem alguns personagens, conhecemos assim o Pai de Jor-El, a mãe Lara Lor-Van, o irmão Zor-El. Os três homens da família são cientistas brilhantes, ou pelo menos foram. O Coronel Zod, Arthyr e Nan-Ek também são bem retratados, assim como alguns outros membros do conselho. Até o marciano J'onn J'onzz tem uma pontinha nessa história. 

Nos últimos capítulos também são mostrados algumas referências ao julgamento que aparece no filme, e aquela prisão (aquele espelho bacaninha que vem a se quebrar anos mais tarde, quando o Superman pensa salvar a Terra, enfim). O destino dessa prisão e alguns desses acontecimentos finais são um tanto diferentes. 


Kal-El (o Super Homem) nasce nos últimos dias de Krypton e e são nesses capítulos finais que conhecemos "de fato" o que se passou nos últimos momentos e como Jor-El e Lara chegam naquela solução que acompanhamos no filme clássico do Superman em que ele é colocado em uma nave em direção à Terra.


A minha opinião sobre "Os últimos dias de Krypton"


Fiquei um pouco desapontada com a narrativa, começando com Jor-El ainda solteiro. Seria bem mais interessante se já estivessem juntos e o autor usasse um recurso de flashback. Enquanto lia ficava pensando em que momento ele se apaixonaria, casaria, teria o filho para então o mundo explodir. A leitura é muito arrastada. O livro é bem escrito, mas num ritmo que dá sono. Nada acontece, muita coisa se repete, e muitas encheção de linguiça. Descrições rasas e sem objetivo, bem cansativas.

Quando finalmente Jor-El e Lara se conhecem, levei um tempo para me dar conta de que ela era a Lara, mãe de Kal-El. Do flerte para o casamento e a gravidez as coisas (entre eles) são meio apressadas e desajeitadas até. A história de amor não é bem construída, a gente não "nota". 

O autor escreve coisas como "todos já percebiam que eles estavam interessados um no outro" e "Jor-El não conseguia tirar Lara da cabeça". Mas, esse romance se passa em poucos parágrafos (e até aqui, arrastados), sem profundidade. Esses encontros ficam sem importância em meio as frustrações do cientista que tem seus projetos confiscados pelo conselho de Krypton.

E essa estória dos projetos serem negados pelo conselho são contadas até a exaustão. Acredito que Anderson quis reforçar o quão retrógrado era aquele conselho, assim como as más intenções do Zod. Ele fez questão de ressaltar a frustração de Jor-El e contou mais de três vezes como ele se sentia por todos os projetos rejeitados. E como seu pai fora injustiçado, e o quanto ele não era bom para política, diferente do seu irmão Zor-El que era líder de uma das cidades do planeta.

Aliás, esse é um conceito que acho chato em todas as histórias que envolvem outros "planetas". Um mundo inteirinho governado por uma pessoa, ou um grupo de pessoas, centralizados em uma cidade. E várias cidades espalhadas pelo planeta respondendo a esse único líder. É claro que nem todos os mundos tem que seguir a nossa organização política, mas acho sempre meio absurdo um planeta inteiro se resumir a meia dúzia de pessoas em uma estória.

Enfim. Há um golpe de estado, há uma insistência no pensamento retrógrado que nega a ciência e na burrice de temer o que não se entende. Alguns momentos são até interessantes, como quando eles se deparam com algo totalmente novo, diferente e desconhecido. E como as massas tendem a aceitar líderes totalitários quando estão com medo, e como as pessoas esquecem rápido e cometem os mesmos erros, de novo e de novo. O povo de Krypton é humano demais, chega a ser decepcionante.

Então. Quando baixei o livro imaginei que ele seria adrenalina pura do início ao fim. Afinal, era para ser os últimos dias do planeta. Em vez disso, li um monte de histórias paralelas e cansativas. Em um determinando momento até aceitei que não era um livro sobre o Superman e de pura adrenalina. Mas, é muito parado e repetitivo, nesse ponto, o autor pecou muito e estragou uma história que tinha tudo para ser ótima.

Compre "Os últimos dias de Krypton" na Amazon com o meu link: clique aqui

Alguém aqui já leu, pensou em ler esse livro? Contem aí nos comentários!

=P



sexta-feira, junho 23, 2017

DC Legends of Tomorrow, quando o spin off é melhor que a série original!

Apaixonados por Arrow (vulgo Arqueiro) e The Flash (grupo no qual me incluo) que me desculpem. Mas, Legends of Tomorrow, spin off dessas séries, é melhor do que Arrow, pelo menos. E nesse post vou apresentar a série para quem ainda não a conhece, ou só ouviu falar.

Bem, infelizmente a rede grôbo acabou com o aspecto "lado b" trazendo ao ar no início deste ano a série "Lendas do Amanhã". Digo infelizmente porque é sempre chato quando uma série que a gente gosta cai na boca do povo, com título e nome dos personagens em português e dublagens ridículas. Sem falar quando a série tem todo um porquê de existir que é ignorado pela emissora. Arrow está sendo exibido no SBT, então nem faz sentido passar Legends of Tomorrow em outra emissora. Enfim... Vamos aos fatos!


Legends of Tomorrow

Legends of Tomorrow é um spin off. Termo usado para indicar que os personagens, e parte de suas histórias, cruzam-se com a história de alguma outra série. No caso de Legends, ela é dita spin off de Arrow, mas, também pode ser de The Flash. Como há crossover (histórias em comum entre séries) entre The Flash e Arrow, em Legends aproveitaram personagens de ambas as séries. Sendo assim, começamos a assistir a série já conhecendo os principais personagens, o que facilita o envolvimento.


A estória em Legends of Tomorrow

A série tem como personagem principal Rip Hunter, um Time Master que vem do ano 2166 para convocar alguns "super heróis" para uma missão: salvar o futuro do mundo do imortal Vandal Savage. Os heróis convocados são os mais problemáticos, afastados, e até anti-heróis, das séries Arrow e The Flash. Como todos estão sem muita perspectiva (são quase perdedores) resolvem embarcar nessa e aderir a missão para fazer alguma diferença no mundo - tornando-se "lendas".

Assim, Rip consegue reunir: a recém ressuscitada Sara Lance - Canário Negro (que vira Branco), a dupla Martin Stein e Jefferson Jackson que formam o Nuclear, o Átomo - Ray Palmer, os vilões Mick Rory (Heat Wave) e Leonard Snart (Captain Cold), além do casal Mulher e Homem Gavião, os quais têm muito interesse em derrotar o vilão Vandal Savage, trama iniciada nas séries anteriores.

Ah! Como disse antes, Rip Hunter é um Time Master. Um viajante do tempo, que faz parte de um grande conselho do futuro (time lords?) e, como descobrimos já no primeiro episódio, fugiu do futuro roubando uma nave chamada Waverider. Uma máquina do tempo de alta tecnologia e dotada de inteligência artificial com uma interface chamada Gideon.

E aí vocês podem se perguntar, um quase senhor do tempo, interpretado pelo ator britânico Arthur Davill - o Rory, companion do 11º Doctor Who, roubando uma nave e viajando por aí. Onde mesmo já vimos uma história parecida? Claro! As semelhanças são muitas, mas Rip Hunter está longe de ser um louco em uma caixa. É um homem em busca de uma vingança (vocês saberão assistindo), e a série está loooonge de ser parecida com Doctor Who. As semelhanças param por aí.

Porque acho que o spin off é melhor que a série original

Todos esses personagens advindos das outras séries tinham papeis bem bobos. Sara Lance era muito inconsistente, assim como Ray e a dupla Nuclear e os demais. Não apenas por serem coadjuvantes, a narrativa de Arrow já estava desgastada quando Sara abandona a trupe do arqueiro, por exemplo, e não tinha muito espaço para ela ou para os demais na série. Era muita informação.

Em Legends of Tomorrow eles vêm com essa bagagem e atuação fraca, mas as personagens vão crescendo, ficando mais consistentes conforme a história vai avançando. Até os vilões bobos, Leonard e Rory, ficam mais interessantes. A direção também é melhor, porque os atores inexpressivos de Arrow e The Flash melhoraram muito também na representação dos seus papeis em Legends.


E vou dar um destaque (de um parágrafo) para Sara Lance, interpretada pela atriz Caity Lotz. Essa menina cresceu muito, assim como a sua personagem. Em Arrow eu torcia para que ela morresse de uma vez, fiquei irritada quando foi ressuscitada (sou muito má). E quase não assisto Legends Of Tomorrow por causa dela, e fiquei super contente com o que aconteceu com ela na segunda temporada. Se não tivesse assistido essa evolução, se me contassem eu não acreditaria na forma como recuperaram uma personagem transformando-a em uma líder (meio spoiler - sorry!).

A primeira temporada parece uma brincadeira, tudo é bem superficial, mas a segunda vem com uma produção e uma temática mais sólida. As "Lendas do Amanhã" passam a enfrentar novos adversários, também vindos de Arrow e The Flash, e a trama fica mais interessante.

É claro que tem um pouco de romancinho bobo e dramalhão de novela das oito também nessa série, mas nem se compara ao desastre que se tornou Arrow e The Flash. Deter os vilões ainda é o foco, seguem as cenas de luta, bem como resolver alguns conflitos gerados pelas viagens no tempo. É uma série de super heróis -ainda - e eu viciei. Já estou com saudades.


Mas, nem tudo é perfeito. 


A série apresenta problemas nas questões que envolvem TEMPO. Viagens no tempo são complexas. Rip Hunter, como Time Master, tenta ensinar os perigos de mudar a história, mas pouco se vê na prática. Tem uns furos muito evidentes para quem está acostumada com essa temática. Eu com toda minha experiência (nossa! grande coisa) em Doctor Who e "De volta para o futuro" tento não me apegar a esses detalhes para continuar curtindo a série.

E essa é uma das poucas críticas negativas que tenho a fazer sobre Legends of Tomorrow. Como já estão indo para a terceira temporada, a história está ficando séria, eles deveriam ter esse cuidado, deveriam pesquisar mais as consequências que envolvem as viagens no tempo.

No mais, recomendo muito a série. O ponto chato é que para compreender bem a história é preciso assistir pelo menos as primeiras temporadas de The Flash e Arrow. O que não chega a ser um martírio, as primeiras temporadas do Arrow são boas (até), e The Flash fica muito boa a partir da segunda temporada. É uma série que ainda está valendo a pena acompanhar, apesar de a terceira ter ficado meio novelinha no final (e cheia de problemas com viagens no tempo também).

Para quem se interessou, a boa notícia é que a primeira temporada está no Netflix, assim como as primeiras temporadas do Arrow e do Flash. Isso facilita muito as coisas!

E pra encerrar, trailers para ver se angario mais uns fãs para Legends of Tomorrow!!

Primeira temporada




Segunda temporada




=P

sexta-feira, junho 09, 2017

Mulher-Maravilha é o melhor filme no melhor momento!

Resenha do filme do ano, para mim, sem spoilers! Mulher-Maravilha é um filme incrível, intenso e veio em boa hora.



Estava bem ansiosa para o filme da Mulher-Maravilha nos cinemas, desde o seu anúncio, e ainda mais depois da aparição dela no filme "Batman vs Superman". O filme foi tão bem produzido que é difícil estabelecer a causa desse sucesso.

A atuação da atriz israelense Gal Gadot está impecável, o roteiro manteve um ritmo muito bom, sendo muito intenso e extremamente delicado, quando necessário e os efeitos especiais a altura de qualquer super produção de super herói. Aliás, esse é um ponto que eu mais gostei. A cada conflito do filme eu procurava lembrar de como os personagens masculinos eram retratados, como agiam, e Diana, recebeu os mesmos destaques, e talvez até mais.

E o que falar da vilã?

Sim, porque além de uma heroína mulher, sua antagonista é uma mulher, a impressionante Elena Anaya, que interpreta uma química brilhante. Só essa notinha, pra lembrar que as mulheres estão mesmo com tudo nesse filme.


Impossível não mencionar a emoção de ver as mulheres no centro do "universo". 

As amazonas no seu mundo bem estruturado, maduro, forte. As guerreiras poderosas e, acima de tudo, mulheres, vivendo a seu modo. Durante as cenas de treinamento ou de lutas cheguei a arrepiar, de tão real e intenso que foram esses momentos. Vê-las se defendendo, voando pelos céus e organizando-se estrategicamente para derrotar os inimigos foi inexplicável. Acho que só outras mulheres, e ainda mais, as que estão acima dos 30 anos, conseguem perceber a importância e a maravilha dessa produção.

Eu assisti ao seriadinho da Mulher-Maravilha quando era muito criança, não tive o prazer de ler os quadrinhos, então não tive essa influência do meu crescimento. Eu adoro histórias de super heróis, principalmente o Superman e hoje percebo que senti muito mais falta dessa referência do que imaginava. É mágico ter essa representatividade de sucesso. Saí do cinema pensando "Que mulherão da porra" e fiquei imaginando quantas meninas e adolescentes influenciadas por essa onda de consumo desumano vão ter acesso a essa obra e vão sair motivadas pelos conceitos feministas e libertários que a personagem exala.

Voltando às questões do filme, gostei muito de como a história da personagem foi contada. Uma narrativa inevitável, seguida de ação e por fim, outros detalhes sendo explicados em diálogos no seu contato com Steve. O primeiro homem que ela viu na vida. Encontro que gerou um dos momentos mais hilários do filme. Uma conversa meio sem graça em que ela mostra a maturidade feminina de mulher empoderada e conhecedora das (in)habilidades masculinas quanto ao prazer. SENSACIONAL.

Quanto às comparações com a história original da personagem dos quadrinhos. Pelo que li, parece que foi bastante fiel, apesar de algumas perdas terem sido mais precoces e algumas pequenas distorções terem sido feitas. Como por exemplo a motivação para deixar a ilha das amazonas, e onde ela vai "parar" em seguida. Nos quadrinhos ela atua nos EUA, no filme ela está na Europa. Mas, tudo é muito bem justificado e faz muito sentido. A história é coerente e pouco fantástica tanto quanto é possível, considerando que a personagem é uma Deusa (pois é, Deusa, não semi) com ferramentas especiais e super poderes.

Em paralelo a sua chegada a Terra dos Homens, além das discussões feministas inerentes à personagem, a Guerra é muito questionada, as consequências, as motivações, e o AMOR, e a verdade. Sim, porque a nossa guerreira é mulher e tem como missão tornar o mundo melhor acreditando que o amor e a verdade pode fazer isso. E isso fica muito evidente no enredo, e passa uma mensagem muito bonita, nada piegas, e necessária para o nosso tempo.

Se lá em 1941 ela foi ousada, hoje a simbologia em torno da personagem é ainda mais significativa. Já sabemos da nossa capacidade, que podemos, mas pouco avançamos. O machismo ainda impera, ainda há desigualdade, paternalismo, disparidade no reconhecimento profissional, a violência contra a mulher ainda existe - e muito. Ter esse acesso a essa estória pode resgatar essa garra e essa vontade de ser mulher e de querer muito mais.

É claro que tem outros personagens femininos fortes e etc. Mas, nenhum deles tem a força que essa tal mulher maravilha. Espero que ela inspire muitas meninas e que isso acelere as coisas de modo que o mundo fique mais justo, independentemente do gênero. Coisa mais antiga, em pleno 2017 ainda ter que discutir esse assunto. E que momento perfeito para a mensagem vir embrulhada na melhor representante feminina dos quadrinhos.

Entendam que me refiro a grandiosidade, alcance e distribuição comercial que tem a DC Comics e sua personagem. É claro que os quadrinhos estão há muito tempo trazendo grandes personagens, assim como o cinema, mas ela é a primeira, e na minha opinião a mais bem concebida, com fundamento, princípios e objetivos.

Quem ainda não assistiu, vá! Se não encontrar nada do que eu disse aqui sobre feminismo e etc, pelo menos terão uma ótima experiência em entretenimento.

E que venha o filme da Liga da Justiça. Com Superman e a Wonder Woman!


Assista ao trailer oficial da Mulher-Maravilha.




Trailer da Liga da Justiça 2017, que estreia em novembro.




=P

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