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sexta-feira, setembro 01, 2017

O que é indie rock?

O que é indierock? Bem, comece não julgando um texto pelo título. A pergunta parece boba, mas, juro que tenho uma reflexão para compartilhar e não só um monte de baboseira, definição e algo parecido com o que se encontra na Wikipedia. O que quero escrever hoje é sobre algo que volta e meia eu me pergunto, e que voltou a circular nas minhas ideias quando meu antigo professor perguntou que estilo era "The Killers". 




Enrolei quase um ano para terminar esse texto. A pergunta aparentemente aleatória aconteceu quando fui com a camiseta da banda para a aula de alemão (saudades). O professor, por não conhecer a banda deduziu, pelo nome, que fosse Hardrock. Hardrock? perguntou ele. Ao que respondi "não, indie".

Respondi e fiquei pensando. A palavra "indie" ficou ecoando na minha cabeça, envolta pelo pensamento: ora! Se ele não conhece The Killers, provavelmente não sabe o que é indie. E como se tivesse lido a mente dele, percebi que o Lehrer ficou repetindo "indie, indie, indie..."  e finalmente me saiu com a pergunta: "indie pop"? Eu achei graça, respondi que não, que era indie rock.

Bem, depois dessa conversa no elevador fiquei pensando (de novo) sobre o que era indie rock. Revisitei mentalmente as bandas que eu gosto e que são, de acordo com a minha humilde opinião, indie. E consegui duas classificações mais palpáveis: 

Indie = independente

Bandas que não têm gravadora, fazem seu trabalho por conta própria ou com financiamentos coletivos.

Indie = estilo de música

E nesse "indie" caberia inclusive o "indie pop" sugerido pelo professor.


The Killers, a banda em questão, começou como Indie, no sentido "independente" da palavra, depois cresceu absurdamente e continuou fazendo um som não muito convencional. Não se tornou necessariamente pop, e aí? Onde é que ela vai se encaixar? É aí que eu acho que o "indie" vira gênero também. Ainda que bandas como The Killers tenham aparentemente pleno controle das suas carreiras, sendo independentes, não pertencem mais ao cenário underground, e estão num ambiente mais comercial, é o que me parece pelo menos.




E quando se fala de gênero, o que é Indie Rock, afinal?


Voltei a lembrar das músicas que ouço e que acredito serem Indie e me dei conta de que não existe um padrão que se possa definir. Talvez por isso as pessoas "normais" odeiem quando tem um fã de indie perdido no meio de uma conversa sobre música (só não somos mais insuportáveis que musicistas, técnicos e teóricos - hahah). Existe uma infinidade de bandas por aí, cada uma com o seu estilo, referências e pretensões. Não tem como colocar todas em um único balaio. 

A raiz do indie rock está nas bandas de rock alternativo, o pós-punk e o new wave dos anos 80, mas vem se modificando ao longo do tempo. Se olhar para o cenário nacional, a diferença é gritante. A prova disso está em três ou quatro bandas que eu posso citar aqui: Plutão já foi planeta, Sound Bullet e Valente, por exemplo. Considero as três "indie rock", adoro as três, e são poucas as semelhanças entre elas.

O mesmo não acontece se pegar exemplos fora do braziu. Consigo notar algumas semelhanças entre as bandas que eu gosto, e entre outras bandas que não gosto, mas que são reconhecidas como representantes do indie rock, tais como: White Stripes, Arctic Monkeys e The Strokes. Estilos parecidos que me cansam. (desculpa aí). Prefiro sons mais melódicos, pós-punk, como: Tocotronic, após o álbum "Schal und wahn" (banda alemã), New Mayans, New Politicians, Doves, The Joy Formidable

A semelhança entre as bandas ditas "Indie" é que elas não estão na novela da globo? Se fosse assim a Scalene não seria mais indie, e já ouvi falar que não são, e discordo. Magnetite está aí para nos mostrar que a banda não está seguindo uma tendência, não está necessariamente buscando ser tocada no rádio. Pelo menos não seguindo caminhos comerciais para isso. Aliás, as bandas indie nacionais se diferenciam de bandas como Coldplay, Kaiser Chiefs, The Killers e tantas outras que estão debandando para uma pegada eletrônica, ficando todas muito parecidas, de novo.


O undergound não é mais tão underground


Se ser indie era ser underground, ninguém mais o é! Graças a Internet, as bandas podem se tornar mais conhecidas. Eu só conheci Sound Bullet por causa do Twitter, e se não fosse a rede não conheceria metade das bandas nas minhas listas do Spotify. E sem as redes sociais, certamente a Scalene não estaria tocando na novela da globo, eu não conseguiria continuar acompanhando a Valente, a Plutão já foi planeta, a Stella ou a Baby Budas.

Então, indie rock ou pop, nada mais é do que uma produção independentemente criativa. Essa foi a conclusão a que cheguei. Porque se não é a visibilidade, popularidade, estilo ou o selo, sobra o criativo para a classificação. E, também acredito que a classificação quer dizer nada. Música boa tem que ser aquela que nos toca, que nos faz bem (de preferência). Essa é a minha relação com a música pelo menos.


E para vocês, como vêem essas classificações, vocês ouvem alguma coisa muito diferente, que ninguém conhece? Contem aí nos comentários! 



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=P

sábado, maio 07, 2016

Já saiu Hitch, o novo álbum da The Joy Formidable!

Foi em novembro de 2014 que conheci a The Joy Formidável, banda sobre a qual falei aqui no blog, e que chamei de A Formidável Descoberta. Cerca de dois anos depois, e com o lançamento do novo álbum Hitch, posso dizer que todo dia se descobre algo mais nessa banda de rock alternativo, vinda lá do North Wales.

A motivação para ouvir mais dessa banda veio da indicação de um quadrinista talentosíssimo, Shaun Simon (que conheci ao ler a The True Lives of The Fabulous Killjoys). Um dia qualquer ele postou no Twitter que Forest Serenade o estava inspirando numa manhã de trabalho. Em busca de inspiração, fui para o Youtube e fiquei maravilhada com esta música e, em seguida, com a banda. (Interessante mesmo é ver que anos depois eu tenha isso tão mais claro na minha cabeça, a ponto de dar detalhes que no post em que conto o descobrimento faltaram. Vi inclusive que a música de apresentação à banda está errada no post, eu sou demais!).



Enfim, o que me interessou pela The Joy Formidable foi a delicadeza e a qualidade harmônica e das melodias nas músicas. Era, e ainda é, surpreendente como o caos se transforma em algo tão bonito e envolvente (é importante explicar antes de resenhar o novo álbum, vai fazer sentido!). O único problema que eu via na banda era a falta de músicas novas, porque eu ouvia muito sempre as mesmas, e sempre tinha essa curiosidade de ver como seriam as próximas.

Foi então que eles anunciaram o lançamento de Hitch, elencando como primeiro single a faixa "The Last Thing on My Mind", que causou uma estranheza de cara por conta do clipe principalmente, mas também pela diferença da melodia. Os riffs de guitarra da Ritzy, o baixo marcante, aquela voz linda ainda estavam lá, mas... "Bom, vamos ver como será a composição inteira dessa obra", pensei comigo. E isso explica porque o álbum lançado no início de 2016 está sendo comentado só agora.

E o álbum veio, e li alguns comentários negativos, e eu o ouvi e, fiquei perplexa. Exceto por marcas muito características, parecia outra banda. Estranhei muito. Então, logo lembrei da decepção com O novo álbum do Coldplay: "A Head Full Of Dreams", e deixei esse assunto de lado. Coloquei o álbum no MP3, em seguida salvei no Spotify, e fui ouvindo. Às vezes sem prestar muita atenção, e em outras percebendo cada detalhe. E esse exercício foi muito bom!


E lá vem mais fabulosas descobertas!

Hitch não é ruim, é diferente. E demonstra algo que os fãs da banda vêem o tempo todo nos seus integrantes: a dedicação e o perfeccionismo, a busca pela perfeição e pela diversão. À primeira vista, um álbum mais introspectivo, para alguns, sonolento - mas, discordo totalmente pois ele não tem nada de monótono, muito pelo contrário.

Hitch é feito de detalhes, melodias atmosféricas, as letras estão mais acessíveis. O novo álbum é delicado e intenso, trás novidades musicais para a banda que considero, agora, uma evolução. Resultado de um provável amadurecimento da Joy Formidable. Tem singles prontos para tocar em rádio e popularizar a banda, tem material para deixar os fãs arrepiados e a perfeição e o divertimento estão presentes em cada nota.

Estou apaixonada, e já ouvindo sem parar!
Essa é uma característica que eu amo com base na seguinte tese: quando tu ouve uma música e gosta logo de cara, normalmente essa música tem potencial chiclete e tu vai enjoar em pouco tempo. Letras e melodias fáceis demais são muito chatas. Quer exemplos? Somebody Told Me (The Killers), Vertigo (U2), Last Kiss (Pearl JAm). Três bom exemplos de músicas excelentes e irritantes. (Sou fã das três bandas, e portanto tenho o direito de falar mal se eu quiser! :P) Sendo assim, The Joy Formidable arrasou com Hitch.

E como esse post pretende ser um review, resenha, ou algo que o valha, precisa de um faixa a faixa, que como de costume será comentado brevemente se realmente achar necessário!

Hitch Faixa a faixa:

1. "A Second in White"
- Forte, do tipo que arrepia!

2. "Radio of Lips"
- Segue a linha de "A Second in White" e está sutilmente (ainda) ligada aos trabalhos anteriores da banda. Sacia a vontade de música nova pra quem começa a ouvir o "álbum novo", mas já vai mostrando algo novo.

3. "The Last Thing on My Mind"
- Divertida! E divertidamente vai mostrando algo novo, que causa estranhamento e surpreende. Ainda mais com um clipe desses!



4. "Liana"
- Estranha (pela melodia aparentemente corriqueira no refrão) e gostosa de ouvir (devido
aos trechos instrumentais, muito baixo, guitarra linda, perfeita).

5. "The Brook" 
- Daquele tipo inspirador, melodia linda, a cara da Joy Formidable.

6. "It's Started"
- Introdução com solo de bateria, louca e divertida como o Matthew, seguida da guitarra e com a entrada triunfal do baixo. É linda!

7. "The Gift" 
- A marca introspectiva, detalhista e delicada, que tem Rhydian no vocal, baixo, simples e perfeito. Ideal para abrir um vinho e se deixar levar.

8. "Running Hands with the Night"
- Sabe a viagem lá na melodia suave? Levanta e dança, mas não deixa de apreciar essa formidável e elegante maneira de fazer um excelente indie rock. É a mensagem nessa música.

9. "Fog (Black Windows)"
- Timbre de guitarra novo, uma batida diferente, a mesma delicadeza de sempre. Ela tem um quê de bons tempos de The Killers com uns toques de Brandon Flowers em projeto solo. Uma mistura muito boa.

10. "Underneath the Petal"
- Quase acústica, com piano, voz e violão em destaque, balada nada óbvia, musicalmente complexa, acho que ouvi até uma flauta ali no meio.

11. "Blowing Fire"
- Essa é menos empolgante que as demais, mas é boa.

12. "Don't Let Me Know"
- Surpreendente, introspectiva e cheia de reviravoltas. Necessária!

E, por fim, não poderia deixar de mencionar uma característica muito marcante nesse álbum: anos 80! Não são músicas caricatas, e nem todas têm essa marca, mas em algumas nota-se uma influência muito forte dos anos 80, e de uma forma muito legal. Eu curti isso também!

Para comprar o Hitch, digital, CD, camisetas, acesse o site da banda: The Joy Formidable / Store

E pra quem quiser ouvir o álbum todo, segue aquele link lindo com o Spotify!



o/

sábado, abril 11, 2015

Stornoway, The Band!

Essa semana tive contato com essa banda chamada "Stornoway". Novamente o Twitter trazendo boas novas! Dessa vez, a indicação foi feita pelo vocalista da Travis, Fran Healy. A Stornoway acaba de anunciar a venda do novo álbum "Bonxie" [Mais infos aqui!]. E, como sempre, fui bisbilhotar o perfil da banda e tive essa nova experiência com esse estilo "British alternative indie folk". Comecei ouvindo o primeiro álbum "Beachcomber's Windowsill" de 2010.


Mas, antes, um pouco de história!

A banda é de Cowley, Oxford, e a história do nome é bem convencional, mas bonitinha. (é impressão minha ou atualmente as bandas quase não falam mais a origem dos seus nomes, e nem gostam de falar disso?). Depois de juntar a banda eles começaram a pensar em nomes, fizeram listas, brainstorms, queriam algo que remetesse a um lugar distante, remoto, e não conseguiam decidir. Então, listaram o que os nomes tinham em comum e chegaram a vários nomes de cidades costeiras. Stornoway estava sempre ali, querendo ser escolhida, então, adotaram esse nome, de um lugar que nunca haviam visitado antes. Em entrevista o vocalista brinca que na previsão do tempo, Stornoway está sempre no topo da tela, segundo ele uma ótima estratégia de marketing!

Mas, vamos falar de música! A banda é louca, à primeira "ouvida", se tu ouve todos os álbuns misturados. O primeiro é o meu preferido (por enquanto), por trazer uma variedade incrível de estilos, ritmos e etc. O vocal é único e muito bom, diferente, afinado, e "sweet", assim como as melodias. Não posso ser muito técnica a respeito, mas gosto do som folk das cordas e batidas de algumas músicas, da mistura de elementos, de piano, tecladinho (80s), baixo destacado e tudo mais. É um tipo de música que faz viajar. E, às vezes, algumas músicas, lembra Beatles (e esse é o ponto negativo pra mim - porque não gosto de Beatles).

Quando li sobre a origem da banda, depois de ter ouvido o primeiro álbum, logo lembrei da The Joy Formidable. Não que as músicas ou estilos sejam parecidos, mas porque ambas trazem algo que nem sei como explicar, são melodias inspiradoras. Parece que nada que tenha sido inspirado naquela região da Escócia ou North Wales pode ser ruim. O fato é que ouvindo as músicas tanto da The Joy Formidable quanto da Stornoway, parece que somos levados para um universo diferente, de paisagens lindas, tranquilo e intenso. Invento aqui a teoria de que isso se deve ao lugar, cultura de respeito à vida pelo contato com a natureza. Adoro inventar! :P

Mais uma vez, compartilho aqui a impressão que tive, pessoal e bem particular, mas que vale a pena conferir. Pessoas (ou ETs como eu) que curtem Indie Rock, que têm a mente aberta, ou que estejam precisando renovar a lista de bandas e playlists.


Quem quiser ouvir o primeiro single do novo álbum "Get low", pode assistir ao vídeo aqui: Stornoway - Get Low (Official Video).

CONTUDO, essa não é a que melhor retrata o que acabei de descrever, por isso deixo "mais acessível" esses outros vídeos: o primeiro "I Saw You Blink" (muito indie por sinal, e me faz lembrar dos maléficos "Angels" do Doctor Who - fazer o quê?) e o outro é da música "Here comes the Blackout", que tem essa pegada folk bonitinha.



- "I Saw You Blink"




- "Here Comes The Blackout"







Hope U like it! :)

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Formidável ano novo!

E o ano novo começou,... Não consegui cumprir minha meta de pelo menos um post por semana. Acontece que o final de 2013 foi caótico demais no princípio, e parado demais no final. Ainda tenho a intenção (quem sabe) de fazer um post sobre as “mais mais” do ano de 2013 (ou  não), e o post com as semelhanças entre álbuns, músicas, números e etc.

Por enquanto minha motivação é tão somente contar que, depois de um bom tempo, “My Chemical Romance” não está entre as mais ouvidas da semana, nem do mês, nem dos últimos três meses e, bombástico: não está mais no topo da banda mais ouvida por mim nos “Principais Artistas - Geral”. Não que tenha mudado muita coisa. The Killers está à frente. Mas, ainda assim é inusitado, se considerar que desde que voltei a usar o Last.FM isso não tinha acontecido.


O motivo dessa mudança tem nome, e não é The Killers, e sim Joy Formidable. Essa banda é boa demais e tenho ouvido mais do que qualquer outra coisa nos últimos três meses. As músicas já foram ouvidas mais de 1200 vezes. Para ficar claro, My Chem e Killers tem mais de 2800 registros em um ano. Joy Formidable já tem quase a metade disso em três meses, com apenas dois álbuns, poucas músicas... Além de querer dizer que sou um pouco doente, isso pode indicar que a banda é boa e vale a pena conhecer, pelo menos para ter certeza de que não se está perdendo uma grande oportunidade de um novo vício musical ducaramba! J

Além de ouvir muito “Joy”, tenho ouvido algumas bandas diferentes também, o que tem distribuído um pouco os números. Os queridos dos últimos dias têm sido Travis, BigTalk e Brandon Flowers, embora não estejam no topo da lista.


E quanto ao encerramento do post de abertura (do ano), fica com esse clipe DEMAIS, da banda favorita dos últimos meses. Clipe perfeito, assiste aí!


=)

domingo, dezembro 08, 2013

Compromissos, repetições e ciclos que se encerram

Tenho um compromisso firmado comigo mesma de escrever neste blog pelo menos uma vez por semana. Algum desafio pessoal pra passar o tempo, sem perder a disciplina. Isto porque me lembrei dos ensinamentos de um dos primeiros professores que tive no curso de comunicação. Para “tapar esse buraco” comecei falando de música, o que mais me agrada e toma tempo livre hoje, depois de Twitter, Candy Crush e demais sites de redes sociais. Isso, é claro, sem mencionar que frequentemente faço as demais atividades ouvindo música – o que faço inclusive enquanto trabalho. Assim, os últimos posts ficaram praticamente iguais, Top 10 da semana, As 10+ artistas da semana...


E eu faria isso outra vez. Já havia dado print na tela do Last.FM, já estava conferindo a lista das mais ouvidas, quando parei para pensar no que estava fazendo. Não faz sentido! Principalmente porque não mudou muita coisa. Eu continuo ouvindo The Joy Formidable, The Killers e My ChemicalRomance mais do que qualquer outra coisa. Eventualmente ouço U2, Coldplay, Travis e Bad Religion. Essa semana ouvi Venom – banda do mal e muito louca de boa -, voltei a ouvir The Drums e Radiohead (que por sinal é linda de viver), e também Engenheiros do Hawaii.

Pronto, agora que falei de música, vou falar de um ciclo que se encerra. Há 5 anos entrei para a faculdade de comunicação cheia de expectativas. No segundo semestre de 2013 percebi que já poderia me formar, mas descobri tarde demais, e adiei o terror chamado TCC para 2014/1. A última aula deste semestre foi a última do curso. Nunca mais sentar nas cadeirinhas desconfortáveis da Fabico, vegetar em aulas desagradáveis, nunca mais aprender coisas que os professores nunca ensinaram para apresentar em trabalhos que ninguém se importa. Nunca mais ter contato com profissionais encantadores que justificaram a escolha por Relações Públicas, que fizeram esses 5 anos valerem a pena. Porque, uma coisa é bem verdade: teve muito mestre/aula ruim, mas teve uns poucos que inspiraram demais. Nostalgia pouca é bobagem!

E hoje estou com uma expectativa nova, orientação e TCC, com um desses que fizeram a coisa toda ter algum sentido. O ciclo se encerra com o que teve de melhor, almejando o melhor. A carreira de RP não é fácil “mesmo”, e já sinto isso na pele. A comunicação é algo muito distante daquilo que as empresas buscam (lucro), e é contraditório e curioso o quanto essas coisas estão conectadas no fim das contas. Desafio para o futuro próximo!

Depois disso, resta dizer que o próximo post deve voltar a falar de música. Tem assuntos que quero abordar, a saber: músicas de diferentes bandas e estilos com o mesmo nome, similaridade e intensidade das faixas 10 de álbuns de bandas que eu curto. Algumas felizes, e outras nem tanto, coincidências do universo musical em que me encontro. Isso tudo para aliviar a tensão que se aproxima, e a certeza de que depois de “O poder simbólico” esse blog tende a mudar um pouco o conteúdo e voltar ao normal depois de agosto de 2014!

:)


quinta-feira, novembro 21, 2013

Assim estão as minhas 10+ Artistas dessa semana!

Nas 10+ artistas dessa semana, as novidades ficam por conta de "The Joy Formidable"; conforme descrito no post anterior, uma formidável descoberta; e a volta de U2. Curiosidade da semana é ver Brandon Flowers, Big Talk e The Killers entre os 10+, considerando que são "tudo farinha do mesmo saco", figurinhas de um mesmo álbum, ou nomes diferentes para os mesmos da banda, mas com estilos bastante diferentes - exceto pelo disco solo do Brandon Flowers que é muito parecido com The Killers.



1             The Killers
2             Travis
3             The Joy Formidable
4             My Chemical Romance
5             Coldplay
5             Brandon Flowers
7             Radiohead
7             The Smashing Pumpkins
9             U2
10           Big Talk




As 10 músicas mais tocadas da semana não mostram bem os meus vícios. Isso porque tenho usado, na maior parte do tempo, o Simple Last.fm Scrobbler para Android. Ele não conta o número de vezes que uma música é reproduzida se colocada em "looping" infinito; e não tenho feito muito isso "fora de casa". Mas, não dá para negar os números: "Why don't you find out for yourself" é mesmo uma música adorável e eu a ouço muito, tanto com The Killers, quanto com Morrissey.

1             The Killers – Why don't you find out for yourself (cover)
2             The Killers – Leave theBourbon on the Shelf
3             The Joy Formidable – Cradle
3             The Killers – The RisingTide
5             Travis – Mother
5             The Killers – Change YourMind
5             The Killers – GlamorousIndie Rock and Roll
5             The Joy Formidable – TheGreatest Light Is the Greatest Shade
5             Travis – New Shoes
5             The Joy Formidable – TheLeopard and the Lung

O número indica a ordem por número de execuções. Note que as últimas seis empataram no 5º lugar. Isso porque tenho ouvido álbuns ou bandas em looping. Reflete os artistas mais tocados, mas não destaca "My Chemical Romance – Demolition Lovers", "The Killers – Change Your Mind" e "My Chemical Romance – Vampire Money", que são as TOP3 de todos os tempos.

Aliás MCR quase nem aparece na lista, isto porque estava sem algumas músicas pra ouvir no trabalho, o que já foi resolvido. Os números da próxima semana certamente serão bem diferentes.

Em homenagem, uma mensagem muito boa!



E se você chegou aqui querendo saber que raios significa/meaning of "ordem", desculpe-me. Falo sobre música na maior parte do tempo, devaneios sem sentido e sem público. Mas expliquei o que querdizer ordem aqui, bom proveito!

End.  :)

quinta-feira, novembro 14, 2013

A formidável descoberta

Este ano tive um tempo ocioso quase fora do comum, como há muito tempo não acontecia. E por mais incrível que pareça, foi quando o tempo de ócio acabou que fiz uma das descobertas musicais mais interessantes. O que reforça a minha tese de que: quanto menos coisas se têm pra fazer, menos coisas se faz, menos coisas acontecem. E o contrário funciona muito bem. 


Para tecer um pouco mais sobre o tempo ocioso, no que diz respeito a posts no blog, isso faz muito mais sentido. Afinal, quanto menos coisas se faz, menos assunto se tem. Estudei muito coisas que queria muito, mas que o ritmo faculdade + trabalho não me permitia. Então voltei a estudar inglês, comecei a estudar alemão, resgatei as músicas de bandas que costumava ouvir, voltei a assistir séries de TV e voltei definitiva e livremente para o Twitter.

Certa vez num "Papos na rede" recebi a orientação de criar um perfil de twitter pessoal pra falar com amigos. Como sempre estive envolvida com social media, realmente me incomodava chatear sobre assuntos diversos quando a maioria dos meus seguidores tinham interesses profissionais. O resultado de uma segunda conta foi a "liberdade" de tagarelar sem constrangimento.

Outra grande vantagem da conta "pessoal" foi a de segmentar melhor quem eu estava seguindo. No perfil pessoa, além dos amigos, passei a acompanhar bandas que eu gosto e seus integrantes, escritores e whatever. E foi justamente este pequeno detalhe que propiciou a feliz descoberta daquela que deve entrar para a lista das bandas mais sensacionais (na minha opinião)!

Seguindo o integrante de uma banda morta, descobri que ele era também escritor e passei a acompanhar a comic book (outra grande descoberta que conto em outro post). A comic book é tão legal, que passei a seguir os demais escritores. Um deles, esses dias, tuitou sobre sua inspiração naquele dia. Ocupada, mais curiosa, joguei o nome da música citada e da banda no youtube. Adorei! Busquei mais uma, duas, adorei todas, assisti a um show, baixei a discografia inteira.

O resultado é que as músicas estão no meu mp3 (sim, ainda uso isso), nos notebooks, e na minha cabeça, ouvindo o tempo inteiro! O estilo é bem difícil de definir: é um trio (baixo, guitarra e bateria), indie (com certeza), rock, solos de guitarra perfeitos, vocalista feminina. A banda é de North Wales , Reino Unido. Enfim... uma formidável descoberta! 


A música citada por Shaun Simon "This ladder is ours" é realmente inspiradora: música, clipe e letra. E foi assim, que do dia 28 de outubro até o momento, ouvi uma mesma banda por mais de 500x e continuo querendo ouvir mais... Em muito pouco tempo ela deve estar na lista de mais ouvidas do Last FM, e mais enjoadas pela vizinhança.


E como não poderia deixar de ser... This ladder is ours com "The Joy Formidable" para comemorar a descoberta:




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