Mostrando postagens com marcador Rock Alternativo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock Alternativo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, novembro 02, 2017

Sound Bullet lança o novo álbum "Terreno" em Porto Alegre e Caxias

Todas as vezes que tuitei e deixei comentários na página da banda eu não acreditei. É sério! Sempre interajo com as bandas que eu gosto ressaltando que sou de Porto Alegre. Penso que se todos os fãs fizessem isso, as bandas poderiam ter uma noção de onde tem público. Assim não há engano, na hora de pensar para que cidade ir. E no fim, vira uma grande brincadeira.

Foto: fb.com/soundbullet

Brincadeira? Sim, porque é de se imaginar que uma banda independente não tem muitas chances de viajar para longe. Por que talvez não tenha público suficiente para justificar essa empreitada. Mas, às vezes o destino nos prega peças!

A Sound Bullet é uma banda independente, do Rio de Janeiro. A minha sorte é que eles são muito gente boa e têm amigos. Amigos no Rio Grande do Sul (os melhores hahah). E assim surgiu a possibilidade de virem tocar aqui nos pampas.


Quando a notícia foi confirmada, com três shows em três cidades, fiquei impressionada. Mas, a ficha demorou a cair. Só quando entrei no Oculto e ouvi aquela música e a voz do Guilherme é que pensei "Caralho!!! Eles estão aqui mesmo." (desculpa o palavrão, mãe, aprendi com eles!) Eles estavam passando o som quando cheguei e eu já fiquei impressionada. A banda é muito boa! Disse uma das pessoas do bar que estava por lá. E é verdade, outro nível!


O vídeo abaixo foi feito no OCulto, tá ruim mesmo, só ouçam. XD



Vê-los tocar no OCulto foi muito legal. O lugar é pequeno, tem uma atmosfera intimista. Sem palco, as pessoas ficam a alguns passos dos músicos. A seriedade deles e a presença durante a apresentação parece de gente que já toca há anos. E se fecharmos os olhos, a perfeição e a qualidade musical, meio que confirma essa impressão. Daí a gente olha para eles, aquelas carinhas bebê, e fica se perguntando como isso é possível? hahah

Durante o Show foi "Atlas" (óbvio) que me fez chorar! Ouvir essa música ao vivo, timbres de guitarra, baixo e a voz do Guilherme PUTA QUE PARIU! VAI TOMAR NO CU (isso foi um elogio! hahah - Desculpa de novo, mãe). Foi lindo.

Foto: Wesley Fávero - fb.com/WesleyFaveros

No segundo show, em Caxias do Sul, a dinâmica foi um pouco diferente. (a loka que não queria pensar na possibilidade de Sound Bullet tocando sem a sua presença no RS). Lá o show foi no Atillio's Bar. Maior do que o Oculto, e com muito mais gente, mas também sem palco. Além da Sound Bullet, Baby Budas e a Grandfúria (responsáveis pela vinda da Sound Bullet - Amo vocês para sempre).

A Sound Bullet tocou depois de Baby Budas. O clima já estava bem animado, e eles conquistaram o pessoal já na primeira música, Incorporar? (memória prejudicada, estava lá para ver o show e não para trabalhar - desculpa).

Foto: Wesley Fávero

Neste show eu já estava mais a vontade, e o ambiente era outro, já deu pra dançar um pouco mais, e não teve Atlas, então correu tudo bem do início ao fim. A "surpresa" foi eles tocarem DOXA. Que som! Fica ainda mais intenso ao vivo. Ceis tão de parabéns!

E por falar nisso, já emendo aqui meus comentários sobre a diferença do som deles em estúdio e ao vivo: quase não tem. Ao vivo tem mais energia, é claro, mas não perde em nada para o que se ouve no álbum. E olha que "Terreno", álbum novo que vocês podem ouvir aqui, é rico em arranjos, tem metais acompanhando em várias músicas. Fez falta? Fez, porque as músicas são muito boas com esse complemento. Só que, alguma mágica acontece ali naquelas guitarras, baixo e bateria, que não prejudicaram em nada a qualidade.

Foto: Wesley Fávero


Daí vocês podem dizer "Ah, claro que ela vai só tecer elogios, é tiete". Bem, sinto informar que mesmo quem nunca tinha ouvido, ou quem só tinha ouvido algumas músicas da banda, adorou. E até na passagem do som aqui em Porto Alegre eles causaram muito boa impressão. Então, não era eu babando ovo nos caras depois do show. Eu estava por perto, só olhando e confirmando as minhas suspeitas: eles são muito bons e o povo curtiu muito!

O Show de Canoas acabou não rolando, um balde de água fria para os caras que vieram de tão longe, com dinheiro do próprio bolso, só querendo levar sua música para mais pessoas. A casa/produtora deu esse furo. Uma bosxsta!

Foto: Wesley Fávero

O que me consola é que depois do show em Caxias tive a oportunidade de conhecer o lado festeiro e doido desse pessoal. Gente boa é pouco pra falar desses cariocas esxscrotos. O resultado é que agora vão ter que me aturar implorando para que voltem, e logo! hahah E, também, para tocarem com a Valente. Tô pensando em como isso pode ser possível.


Como eu disse antes, estava lá para curtir e não para trabalhar, então os vídeos que fiz tão beeem zoados, mas dá pra ter uma ideia de como foi a vibe.

Vídeo de "Em um mundo de milhões de buscas" no Atillio's Bar Caxias do Sul


Ah! E parece que vai ter vídeo profissional dessa tour, aguardando já! :D

E, por fim, ficam aqui os meus agredecimentos: ao meu poia querido que tornou a presença no Show em Caxias possível, a Vanessa pelo pouso em Canoas, ainda que ele não tenha se concretizado, ao fotógrafo/cinegrafista/menino de rua Wesley Fávero por conceder as fotos que enfeitaram esse post, baita achado! e ao Guilherme, Henrique, Fred MATTOS e Pedro, pela paciência, pelo carinho. Vocês são únicos e talentosos! Nada esxscroto, nem cuzão, isso é intriga, pura inveja dos separatistas que não entendem pohha nenhuma.

Para ver os outros posts que escrevi sobre a Sound Bullet, acesse Indie Rock no Brasil e Terreno, o novo álbum da Sound Bullet

=P

quarta-feira, outubro 04, 2017

Saiu! Terreno, o novo álbum da Sound Bullet

Finalmente saiu "Terreno", o novo (e primeiro) álbum da banda Sound Bullet, e ele é maravilhoso minha gente! Mas, calma, continua lendo o post, apesar do resumo "maravilhoso" que tenho mais a falar. Vem aí um faixa a faixa! :D


Sobre a Sound Bullet


Antes de sair comentando o álbum, vale a pena falar um pouco da banda em si. A Sound Bullet é uma banda de rock alternativo, indie rock, brasileira, lá do Rio de Janeiro. Sim, existe rock 'n roll na terra do samba e do funk. E tem indie rock de qualidade nesse país! Para saber um pouco mais deles, clique aqui e veja o post completo feito em 2015!

A Sound Bullet é uma banda de muita personalidade. Vocal marcante, influências de math rock e algo que vou chamar aqui de brasilidade, na falta de um comparativo melhor, que é surpreendente. Em sua formação têm Guilherme Gonzalez (guitarra e voz), Fred Mattos (contrabaixo e voz), Henrique Wuensch (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria).




Sobre "Terreno", o novo álbum



Os guris estavam há algum tempo preparando esse álbum, o que deixou as pessoas que os acompanham nas redes sociais aflitos. A expectativa era grande, afinal é o álbum de estreia da Sound Bullet. Até então eles haviam lançado apenas um EP "Ninguém está sozinho" em 2013, e o single "When It Goes Wrong" em 2015. Aliás, recomendo!

Expectativa alta e ideia nenhuma do que eles estavam aprontando, chegaram três músicas que diziam muito pouco do que estava por vir, bem diferentes uma da outra. E quando ouvi o disco inteiro pela primeira vez, foi uma grata surpresa. Era Sound Bullet puro, fez muito sentido, muito indie rock, math rock, e Guilherme arrasando nos vocais.

As letras são bem subjetivas, uma característica da banda que particularmente eu adoro. Cada um que ouvir vai achar o seu barato nas músicas e dá pra pensar numa série de coisas e em coisa alguma se quiser. É perfeito.

Musicalmente falando, nota-se um salto enorme das primeiras demos que ouvi, para o EP e agora esse álbum. Nota-se um amadurecimento da banda, e a soma de diferentes elementos, a qualidade musical é incomparável. Hoje está certamente a altura da criatividade e talento que eles já mostravam há alguns anos. Estou curiosa para ouvir essas músicas ao vivo!



Faixa a faixa de Terreno


Incorporar

Perfeita para abrir o álbum, dá uma boa ideia do "tom", letras e da musicalidade da Sound Bullet. A batida diferentona, baixo inquieto, (são metais ali no meio? Tô achando que sim) e arranjos de guitarra de tirar o fôlego.


Amanheci

Amanheci ganhou clipe e já tinha ouvido antes. Ela é tensa, tem um ritmo que perturba um pouco, e a melodia e letra muito suaves. É muito Sound Bullet. Confere o clipe!



Em um Mundo de Milhões de Buscas

Quando cheguei nessa faixa fui apressadamente compartilha-la no Twitter. Estava certa de que era a minha favorita no álbum. Ela tem um ritmo alegre, transmite calma. Se quiser entender o que quero dizer com "brasilidade", aqui está! Tem guitarra indie, melodia bonitinha, mas ao mesmo tempo, tem uma pegada, um ritmo único. E tem instrumentos de sopro (olha os metais!).

E preciso fazer uma observação sobre a letra. Ela me cativou de primeira, porque estou passando por um momento bem "singular" e cada palavra me fez pensar sobre um monte de coisas.

Atlas

Essa é a melhor música do álbum na minha opinião, e arrisco dizer que é uma das músicas mais lindas de 2017. Concorre com "Phi" da Scalene ou "Alguém a Esperar" da Valente. Mas, deixemos esse assunto de lado. A música tem uma melodia que casa perfeitamente com a letra. Suave e intensa, indie rock puro. Nos vocais tem a participação da Aline Lessa, um brilho extra para uma canção que até plot twist tem. Ouçam!


Esquece

Essa segue uma linha mais calma, mas nem por isso menos intensa. Com solos de guitarra e riffs que me levaram para o norte da Inglaterra no melhor estilo indie rock.

O Que Me Prende

Ouvi essa música em looping infinito por algumas horas. Ela não cansa. É animada, divertida. Eu imaginei que o álbum inteiro seria assim, lembra um pouco MPB, misturado com o estilo Sound Bullet, com metais!!! (hahah) E tem, também, a participação da Aline Lessa. Tragam ela pra Porto Alegre, pf! Que voz linda!



Doxa

A impressão que dá quando se está ouvindo o álbum faixa a faixa é que deu problema na playlist e trocou de banda do nada. Rock pesado? Então, uma loucura ali no meio do álbum, o peso, o baixo, até entrar os vocais e a melodia voltar ao "normal", ainda que não por muito tempo. E esse refrão é sensacional!

"Fincar meus pés no chão
Forçar a terra ceder
Eu sou a razão"


Terreno Pt.1 - Extemporânea

Uma canção forte, introspectiva, que começa de leve e vai crescendo absurdamente. É difícil até de descrever.

Terreno Pt.2 - Quando Você Voltar

A parte dois segue nos torturando musicalmente (solos de guitarra maravilhosos) e a letra, assim como "Em um Mundo de Milhões de Buscas" me faz pensar demais. Um refrão desses...

"E se eu
Não te reconhecer
E te deixar passar
Desatar
O que me prende aqui
Não vai me fazer alguém melhor
No seu lugar"


Humano

Senti uma influência anos 80 na introdução, é vibrante, tem um riff de guitarra muito bom. Isso é Sound Bullet, melodia deliciosa e ritmo louco. Eles fazem isso de um jeito único. E de novo vou ter que adicionar um trecho da letra que é também perturbadora.

"E se eu não me aceitar
Como um plano seu?"


O Vazio Que Habitamos (Está Dentro de Nós)

Mais uma dançante, animada, um ritmo que não se mantém (metais!!!), ela perturba também. Apesar de ser animada, tem nuances psicodélicas e backing vocals desconcertantes.

"Me vejo sumir
A flutuar
Tento emergir
Mas estou envolto em calma"
Um fechamento perfeito para esse álbum, que é uma experiência incrível para quem ouve, imagino a maravilha que foi para os que o fizeram.

Duvida? Então ouve aí!

Ouça no Spotify


 


Também dá pra ouvir no: 

Deezer | iTunes | Youtube


E se você chegou até aqui, pode contribuir com a banda, comprar o novo álbum, umas camisetas, canecas e etc. Eles estão com o projeto no Catarse, é só acessar: catarse.me/terrenosb

Ficha técnica:

Produzido e gravado por Patrick Laplan no Fazendinha Estúdio.
Gravações adicionais: Jorge Guerreiro e Léo Ribeiro na Toca do Bandido.
Mixado por Pedro Garcia em Garcia Mix Room.
Masterizado em Hanzsek Audio, Seattle - EUA

Participação:

Sintetizador, pad e percussões: Patrick Laplan
Arranjo de metais: Patrick Laplan
Trombone - faixas 3, 6 e 10: Marlon Sette
Sax Tenor - faixas 3, 6 e 10: José Carlos Ramos “Bigorna”
Trompete - faixas 3, 6 e 10: Altair Martins
Voz - faixas 4 e 6: Aline Lessa



sexta-feira, setembro 01, 2017

O que é indie rock?

O que é indierock? Bem, comece não julgando um texto pelo título. A pergunta parece boba, mas, juro que tenho uma reflexão para compartilhar e não só um monte de baboseira, definição e algo parecido com o que se encontra na Wikipedia. O que quero escrever hoje é sobre algo que volta e meia eu me pergunto, e que voltou a circular nas minhas ideias quando meu antigo professor perguntou que estilo era "The Killers". 




Enrolei quase um ano para terminar esse texto. A pergunta aparentemente aleatória aconteceu quando fui com a camiseta da banda para a aula de alemão (saudades). O professor, por não conhecer a banda deduziu, pelo nome, que fosse Hardrock. Hardrock? perguntou ele. Ao que respondi "não, indie".

Respondi e fiquei pensando. A palavra "indie" ficou ecoando na minha cabeça, envolta pelo pensamento: ora! Se ele não conhece The Killers, provavelmente não sabe o que é indie. E como se tivesse lido a mente dele, percebi que o Lehrer ficou repetindo "indie, indie, indie..."  e finalmente me saiu com a pergunta: "indie pop"? Eu achei graça, respondi que não, que era indie rock.

Bem, depois dessa conversa no elevador fiquei pensando (de novo) sobre o que era indie rock. Revisitei mentalmente as bandas que eu gosto e que são, de acordo com a minha humilde opinião, indie. E consegui duas classificações mais palpáveis: 

Indie = independente

Bandas que não têm gravadora, fazem seu trabalho por conta própria ou com financiamentos coletivos.

Indie = estilo de música

E nesse "indie" caberia inclusive o "indie pop" sugerido pelo professor.


The Killers, a banda em questão, começou como Indie, no sentido "independente" da palavra, depois cresceu absurdamente e continuou fazendo um som não muito convencional. Não se tornou necessariamente pop, e aí? Onde é que ela vai se encaixar? É aí que eu acho que o "indie" vira gênero também. Ainda que bandas como The Killers tenham aparentemente pleno controle das suas carreiras, sendo independentes, não pertencem mais ao cenário underground, e estão num ambiente mais comercial, é o que me parece pelo menos.




E quando se fala de gênero, o que é Indie Rock, afinal?


Voltei a lembrar das músicas que ouço e que acredito serem Indie e me dei conta de que não existe um padrão que se possa definir. Talvez por isso as pessoas "normais" odeiem quando tem um fã de indie perdido no meio de uma conversa sobre música (só não somos mais insuportáveis que musicistas, técnicos e teóricos - hahah). Existe uma infinidade de bandas por aí, cada uma com o seu estilo, referências e pretensões. Não tem como colocar todas em um único balaio. 

A raiz do indie rock está nas bandas de rock alternativo, o pós-punk e o new wave dos anos 80, mas vem se modificando ao longo do tempo. Se olhar para o cenário nacional, a diferença é gritante. A prova disso está em três ou quatro bandas que eu posso citar aqui: Plutão já foi planeta, Sound Bullet e Valente, por exemplo. Considero as três "indie rock", adoro as três, e são poucas as semelhanças entre elas.

O mesmo não acontece se pegar exemplos fora do braziu. Consigo notar algumas semelhanças entre as bandas que eu gosto, e entre outras bandas que não gosto, mas que são reconhecidas como representantes do indie rock, tais como: White Stripes, Arctic Monkeys e The Strokes. Estilos parecidos que me cansam. (desculpa aí). Prefiro sons mais melódicos, pós-punk, como: Tocotronic, após o álbum "Schal und wahn" (banda alemã), New Mayans, New Politicians, Doves, The Joy Formidable

A semelhança entre as bandas ditas "Indie" é que elas não estão na novela da globo? Se fosse assim a Scalene não seria mais indie, e já ouvi falar que não são, e discordo. Magnetite está aí para nos mostrar que a banda não está seguindo uma tendência, não está necessariamente buscando ser tocada no rádio. Pelo menos não seguindo caminhos comerciais para isso. Aliás, as bandas indie nacionais se diferenciam de bandas como Coldplay, Kaiser Chiefs, The Killers e tantas outras que estão debandando para uma pegada eletrônica, ficando todas muito parecidas, de novo.


O undergound não é mais tão underground


Se ser indie era ser underground, ninguém mais o é! Graças a Internet, as bandas podem se tornar mais conhecidas. Eu só conheci Sound Bullet por causa do Twitter, e se não fosse a rede não conheceria metade das bandas nas minhas listas do Spotify. E sem as redes sociais, certamente a Scalene não estaria tocando na novela da globo, eu não conseguiria continuar acompanhando a Valente, a Plutão já foi planeta, a Stella ou a Baby Budas.

Então, indie rock ou pop, nada mais é do que uma produção independentemente criativa. Essa foi a conclusão a que cheguei. Porque se não é a visibilidade, popularidade, estilo ou o selo, sobra o criativo para a classificação. E, também acredito que a classificação quer dizer nada. Música boa tem que ser aquela que nos toca, que nos faz bem (de preferência). Essa é a minha relação com a música pelo menos.


E para vocês, como vêem essas classificações, vocês ouvem alguma coisa muito diferente, que ninguém conhece? Contem aí nos comentários! 



Compre o melhor do Indie Rock em CD, Vinil e mais na Amazon 

=P

segunda-feira, agosto 21, 2017

Magnetite, confira o faixa a faixa do álbum novo da Banda Scalene!

A Banda Scalene acaba de lançar o novo álbum, Magnetite, e como não poderia deixar de ser, fiz um faixa a faixa comentando cada uma das músicas.



Antes do faixa a faixa, alguns comentários gerais: 


A Scalene tem como característica o preciosismo com conceito, imagem, não somente com o som. A comunicação deles é muito boa. E isso reflete muito o que fazem nos álbuns. Com Magnetite não foi diferente. O álbum está visualmente lindo.

Quanto a qualidade musical, seguem se reinventando. As músicas (todas) tem muito da Scalene. O peso das guitarras e das gritarias de Real/Surreal estão mais presentes, e muito da sutileza do Éter (primeiro e segundo álbuns da banda), com um toque Magnetite que surpreende. Se tiver que classificar de alguma forma esse novo álbum, diria que ele tem uma roupagem nova, muito brasileira. Que traz referências de onde eles cresceram a vivem, do que ouvem, do que gostam, de um modo muito original.

As letras maduras, bem pensadas, impecáveis, agora têm um peso maior em críticas, provocam reflexões, algumas incomodam. E qual é a função de uma banda de rock se não causar esse desconforto? A Scalene faz isso em Magnetite sem ser óbvia, com personalidade, com força. Muitas mensagens sendo transmitidas em melodia poética. Ao longo do faixa a faixa vocês vão poder identificar as minhas preferidas.



Faixa a faixa do álbum Magnetite


extremos pueris

A música que abre o álbum apresenta muito bem o que podemos esperar das 11 músicas que se seguirão. Ela é forte, intensa, sensível, delicada. Características que resumem o trabalho da Scalene de um modo geral.


ponta do anzol

Eu não fiz esse faixa a faixa ouvindo as músicas na ordem, e "ponta do anzol" ficou por último. Já disse tanto sobre tudo e as músicas do álbum são tão interconectadas em conceito e qualidade de letra e som que fica difícil não ser repetitiva. A música é diferente, tem um pouco de eletrônico, baixo muito marcado, e uns arranjos novos se comparados com os outros álbuns. É boa!


cartão postal

Ao som de um quase mantra que diz "vou, até onde eu aguentar", "cartão postal" me tocou. A letra tem uma harmonia com a música, elas vão se intensificando na medida. A melodia vai dançando nas ideias. Eu amo esse tipo de música, melódica sem ser grudenta, surpreendente a cada nota. E a guitarra característica da Scalene nos momentos mais delicados. Sensacional!


esc (caverna digital)

Essa tem a brasilidade aflorada, lembrando sei lá, chico Science. Um baixo que nos lembra o toque do berimbau, aquela guitarra que não sei explicar (porque não sou musicista hahaha). E esse tema da caverna digital, minha gente, casamento perfeito. "Ah se eu pudesse, eu tiraria você de mim", que letra, que melodia gostosa!


distopia

Essa a gente deveria imprimir em cartazes, fazer camisetas, enviar por email, postar no Facebook. Musicalmente Scalene, letra de crítica social. Que banda maravilhosa (tô surtando nesse faixa a faixa porque não tem outro jeito!) Olha essa letra:

Homens de terno,
podres por dentro,
e a bíblia na mão,
pregam o ódio
e a intolerância,
a cada sermão, cada sermão
usam do medo
ingenuidades
roubam de quem
pouco já tem
Falam de entrega
de sacrifícios
ônus não tem
$ó o que lhes convém
Quando alguém vai ter o peito e coragem de se posicionar do jeito?
Que o absurdo fere,
que esse crime pede,
não é como se fosse
um abuso novo,
autoridade não
se faz com oração.

Sabe... Não precisa dizer mais nada.


frenesi

Essa me parece algo experimental. É diferente de tudo e tem uns arranjos curiosos. Parece uma brincadeira de estúdio que foi levado a sério. Uma reinvenção. Ouvi-la em alto e bom som é gratificante.


maré

Uma calmaria em meio a tempestade. Quase todas as músicas são uma loucura, não necessaria pesadas, mas intensas. Maré distoa das demais. Tem a mesma pegada experimental de "frenesi", brasilidade e uma dose de calmante. É linda, sensível.


fragmento 

Rock 'n roll nacional. Não, não estou dizendo que se trata de rock anos 80 (re)conhecido como rock nacional. Estou falando de musicalidade brasileira pura em forma de Rock 'n roll. O peso na guitarra é o que nos faz lembrar que ainda é Scalene. Scalene na veia.


trilha

Uma pegada de blues e guitarras distorcidas, um ritmo meio perturbador. Os vocais sombrios completam a estranheza e beleza dessa música. A transição quase natural dessa faixa para o "Velho lobo" lembrou-me muito do que acontece no "Real/Surreal". É muito legal para quem tem o hábito de ouvir um álbum inteiro de uma vez, na ordem certa.


velho lobo

A continuidade de "trilha" eleva essa canção. Ela vem de sombria para uma intensidade que vai ganhando espaço gradativamente que nos envolve. Lembra um pouco, mas muito pouco, só no início, a Scalene do Éter. Tem uma vibe eletrônica, uns trechos diferentes que brinca com nossos sentidos. A melodia mais leve agrada.


heteronímia

Ouvindo essa música eu fiquei pensando em como a Scalene faz isso com a cabeça da gente. Não há grande diferença das músicas do primeiro álbum para esse. Mas é notável o amadurecimento dos músicos apesar disso. Parabéns especial a esse baixista criativo/maluco/perfeccionista. E esse refrão "quero resistência sem dor". Que letra!


phi - A minha preferida até aqui

Os toques agudos no piano, os solos de guitarra ao fundo, as batidas graves intensificando-se junto com a melodia das palavras. E que palavras. A letra impecável. Eu poderia dizer "inacreditável" mas a Banda Scalene sempre surpreende nesse quesito. Não é novidade, superam-se a cada álbum, a cada canção.

E com "phi" o álbum termina com gostinho de quero mais.


O álbum pode ser comprado online aqui. Faça como eu e compre, mesmo que não tenha onde ouvir, porque a banda merece! Um trabalho lindo como esse precisa ser incentivado!

E vocês podem ouvir no Scalenetube, onde eles já postaram todas os "Lyric Vídeos".

E, claro, para ouvir nas plataformas digitais: Spotify | Deezer | iTunes
Download no iTunes


E aqui, a minha favorita. O que são esses toques no piano? "perfeita simetria"




E eu já estou sonhando com a possibilidade de ter esse disco em vinil. #oremos



Pra ler mais posts relacionados, clique em #banda scalene
=P

quinta-feira, maio 18, 2017

Review do novo e primeiro álbum da Banda Valente

E depois de algum tempo, vamos falar de música? Para hoje, escolhi falar do novo álbum da Banda Valente.

A banda Valente é aquela que foi apresentada ao Brasil (e para mim) pelo programa da rede grôbo, o Superstar. Com um repertório lindo, a banda alternou músicas autorais e alguns covers cheios de personalidade e foram longe. Mas, nem tanto, assim como tantas bandas muito boas, não ganharam o programa.

Não vencer o programa não significou a morte da banda Valente, é claro. E recentemente eles lançaram seu primeiro álbum que leva o nome da banda. Quando soube do lançamento nas plataformas de streaming fui logo para o Spotify baixar as músicas e descobrir o que a Valente tinha preparado. Depois do lançamento de uma outra banda aí, estava com receio de não ser tão bom. Fui com a expectativa baixa, e a surpresa foi boa!

Sobre a banda

Valente é uma banda brasileira de rock com base em Estância Velha RS, fundada em 2008 pelos irmãos Raoni (guitarra e voz) e Raynê Forian (piano, teclado e sintetizadores), o baterista Marcelo Koch e o baixista Raoní Santos. Com uma sonoridade muito honesta e letras que te fazem refletir, possui fortes referências de nomes como The Beatles, Radiohead e Jeff Buckley, entre outros.

Review do novo e primeiro álbum da Banda Valente

Simplesmente não consegui parar de cantarolar e de querer escutar mais e mais quase todas as faixas do álbum. O que me chamou a atenção na Valente lá no Superstar foi o estilo Indie Rock, pelo menos o que eu acredito que seja o estilo. Rock rico em arranjos, melodias, boas letras (não que seja essencial, mas ajuda muito) e personalidade. O novo álbum da Valente tem tudo isso!

Sem querer comparar, apenas como referência, ouvi sons que me lembrou o primeiro álbum do The Killers, a sonoridade é muito próxima de algumas bandas do norte do Reino Unido, e apesar disso, as músicas são muito da Valente, reconhecível, identificável. São perfeitas. Toques de nostalgia, uma imensidão de sentimentos e cada música. Perfeitas também são as letras. De um português perfeito que chega arrepiar. Para que entendam um pouco do que estou falando, fiz um faixa a faixa! 


Faixa a faixa: Álbum Valente

1 - 36 Horas

A música começa com uma batida perturbadora, mais voz, piano e arranjos em perfeita harmonia. E uma letra que tira o sono "... laços são refeitos meu irmão, faltam-me são horas pra viver...".

2 - Meu Andar

Um pouco mais animada, é uma canção bonitinha, não de "bobinha", e sim de bela mesmo. "Se tudo ficar como está, eu quero ser outro lugar." Letra nada bobinha.

3 - Sinais

Com rifes marcantes, muita personalidade, e sintetizadores (aqui lembrei de The Killers), e a letra, sério, essa banda me perturba! "Não vá mais, já não tenho pernas pra correr". Tem que ouvir para entender.

4 - Antes de Sonhar

Uma música perfeita precisa de uma melodia e um refrão marcante, e essa música tem muito disso. E o reef dessa guitarra, meus amigos, toca na alma. "Tente não pensar o que eles vão dizer, isso te deixará, sem sede de viver".

5 - Teu Ser

Essa é uma das músicas que eles tocaram no Superstar, foi a mais marcante para mim, embora "Meu Andar" também tenha sido apresentada no programa. Ela é puro indie rock. "Alguém dirá, errados estão, nunca entenderão, deixa estar".

6 - Silêncio

Essa foge um pouco do ritmo das demais. Começa em voz e violão, a tom é outro, tem um acordeão ao fundo. Lembra um pouco Nenhum de nós e, embora eu goste de Nenhum, não curti muito essa. A letra é linda. "Hoje te digo que o tempo que estive sozinho foi bom pra esquecer."

7 - Insossego

Essa é a música com a qual eu mais me identifiquei. Vou parar de falar da qualidade musical, porque vai começar a parecer que é puxação de saco, que perdi os critérios. A música começa assim: "Será que é o sol que insiste em me tomar como vilão por dele não gostar", e lá pelas tantas vem com essa estrofe:

Será que vivo em sombras porque quero
E a falta de coragem é o que me mantém
Me afasto de todos a quem conheço
Será que eu posso voltar pro começo

8 - Tudo Bem

Tom sombrio, letra perturbadora, voz perfeita. 

Pois já não lembro mais, 
de nós dois tão felizes sem se ver
Diz porque o tempo não curou
(...) Hoje eu descobri um jeito de ser, quem sou.

9 - Já Me Acostumei

Efeito de som vazado do estúdio, é uma música linda demais. Aqui também tem acordeon, mas é muito mais rica musicalmente e tem uma batida empolgante. E a letra...

Já acostumei a viver com nó
Que você me fez, fez de mim tão só
(...) Por mim, eu não vou mais voltar...

10 - Sem Toda Minha Alegria

Outra indie rock pura e maravilhosa. Essa me lembra muito o rock inglês, e tem os sintetizadores mais marcantes. É mais animadinha, mas a melodia e a letra são profundas, tocam fundo!

Como eu posso não lembrar?
Se eu não vou me acostumar
Como eu posso só esquecer?

11 - Viver só por viver

Para mim essa tem o mesmo estilo da "Silêncio", não parece tão "Valente". Embora a letra seja muito boa, tem alguma coisa no ritmo que me incomoda (por enquanto). Às vezes é uma questão de tempo até se apaixonar por uma música. Veremos! 

12 -  Alguém à Esperar 

Guitarras perfeitas, voz distorcida, sintetizador, melodia incrível. "Alguém à Esperar" é digna de encerrar um álbum como esse. Ela dá vontade de não parar mais de ouvir, a música, o álbum. É digna de looping infinito. Ela parece animadinha, a letra. E no fim, aquele piano solitário, dedilhando tristezas, angústias, incertezas...

Vem ser quem eu mais queria ser
Sorte não me falta mais
E assim continuo sem te ver
Vou levando o meu viver
Só pra ter alguém a me esperar, a me esperar...

Como sempre, deixo aqui o link para quem quiser ouvir. Ouçam, e depois me digam se não estava certa em quase todos os exagerados elogios tecidos a essas canções.



=P

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Qual será a música do carnaval 2017?

Um post para sentir um pouco de vergonha. Mas, eu prometo, isso não é o que parece. Chega essa época do ano e até a pessoa mais sensata começa a pensar em carnaval, folia e na TV, na Internet, só o que se vê é gente querendo saber qual será a música do carnaval 2017? Saber quais as músicas que vão bombar no carnaval é muito importante. Saber qual o hit do verão, a seleção de arrochas para fazer aquele sucesso.

É, agora não se fala só das musas baianas, Ivete Sangalo, Cláudia Leite, ou do Asa de Águia, nada disso. Povo quer saber qual vai ser o sertanejo da vez. A competição cada vez mais acirrada para saber qual vai ser o lixo sonoro que vai infernizar os poucos seres humanos que não vêem o menor sentido nessa alegria fora de época, nesse vale tudo sem medida, sem noção. Sim, vem aí mais um post desabafo, antes mesmo da "folia começar".



Eu tinha pensado em fazer um post falando do que vai bombar neste carnaval para quem curte rock, indie rock, ou qualquer coisa que não seja, nem lembre, carnaval. Mas, indie é um estilo independente até pra quem escuta. O que está na moda pra mim não está para a maioria das pessoas. Exceto, é claro, quando o hit da estação é de uma banda indie popular, como The Killers, que não lança álbum novo há mil anos, e não poderia ter um hit de carnaval em uma lista de 2017.

Então mantive a ideia do post indo pra esse lado das diferenças, da intolerância, e quase mudei o rumo migrando para o ódio de ver tanta gente falsamente feliz (ai como sou recalcada), posando de ryca, de sacana, de amor livre, pegação, abuso de álcool, abuso nas estradas que levam a mortes, abusos sexuais que acabam com vidas de mulheres e até de famílias e por aí vai. Mas, eu não vou falar disso.

Vou tentar seguir outro caminho. Discutir gosto musical? Acho que não. Eu sou intolerante. Abençoado seja o criador dos fones de ouvido. A invenção que todas as pessoas do mundo deveriam adotar. Não tem coisa mais irritante do que ouvir música ruim/de gosto duvidoso para quem ouve. Não quero dizer que funk, pagode, sertanejo, axé não prestem. Só que eu não suporto e prefiro manter distância. Não tem situação de falsa alegria, desespero por match, nem cachaça que dê jeito nisso.

Somada a essa intolerância, está as relações possíveis de violência, abuso, machismo, febre coletiva que distrai as pessoas, ou dá razões para que as pessoas finjam esquecer compromisso, responsabilidade e o que são em troca dessa diversão barata. Eu simplesmente não consigo. Sim, esse é um post cheio de "eus" e isso também está me incomodando. Então vou mudar de assunto.


Sobre as músicas que vão bombar neste carnaval - Previsões! 

- Nos trios o hit do carnaval vai ser aquela música que tiver menos texto, e o pouco texto que tiver for uma instrução, seja pra pular, passar a mão em alguma parte do corpo ou acenar, simplesmente. Vai vendo.

Eu gostaria de ver a Pity de volta, já que não dá pra ressuscitar Raul Seixas, pra um bom rock 'n roll.

- Nas "praias" de modo geral, a música do verão vai ser uma briga feia, entre o que a TV vai tentar empurrar, lá dos trios, e um "arrocha" ou sertanejo, ou qualquer uma que sugestione sexo, escancaradamente ou proibidamente (alguém que não quer, mas "ah se eu te pego" tô nem aí).

- Pra turma dos eletrônicos (agora me matam) tanto faz, tudo é barulho, tem que ver qual nome vai pegar, assim fica difícil prever. Entendo nada disso, desculpa aí!

- Entre os esquecidos em suas casas, os diferentões, entre os que se incomodam com a folia toda, vai prevalecer, quando não um seriadinho, aquela música que faz esquecer que se vive no país do carnaval, e vale hit dos anos 60, 70, 2000. Qualquer um que cumpra o papel de entreter, sem compromisso de arranjar parceiro, de fazer bonito, ou gerar selfie nas redes sociais. (até Beatles, que eu não gosto, vale, pra quem curte) Entretenimento do bom, real. Aqui acredito que poucos vão me acompanhar.


E o que tem de música nova?

Pois bem, caçando lançamentos indie quando o tema deste post ainda era brincar com a ideia da música do carnaval 2017, achei o Blog Miojo Indie (que por sinal é muito bom), no qual catei uma banda chamada Cloud Nothings. Estava passando os olhos quando li na descrição a palavra "melancólico", voltei, li novamente, catei a banda no Spotify e estou gostando do que ouvi até agora, do álbum "Life without sound", disco mais recente deles. Neste disco não vi nada de melancólico, diga-se de passagem.

Para quem não entende o que faz as pessoas gostarem de indie rock, aqui vai uma dica. É muito legal achar bandas do nada e descobrir que elas existem há muitos discos, fazem um som massa, têm músicas boas. Isso nunca termina e nunca cansa. Não quer dizer que a gente não ouça nada repetido, muito pelo contrário. Só quer dizer que a gente não fica no hit da estação, num desespero de conectar com outras pessoas porque sabemos a mesma música.

E, quem sabe, se ouvir mais e continuar gostando, saia um post aqui no blog sobre a banda de hoje. Nunca se sabe?

O próximo post deveria, ou poderia, ser sobre leitura, mas estou de novo lendo Sherlock Holmes, e não tenho muito a acrescentar. Só que a história é boa e empolgante, estou identificando um padrão. Se mudar de ideia conto por aqui.


E pra terminar, um hit de verão, descubra de qual!



=P

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Stay Together, o Novo Álbum do Kaiser Chiefs

Recentemente (no ano passado) o Kaiser Chiefs lançou um álbum novo (em todos os sentidos). Não vou tecer muitos comentários sobre a Banda porque já falei deles num outro post, cujo título já é bem claro sobre o que penso deles: loucos, divertidos e carismáticos.



Então, vou logo falar de "Stay Together, o Novo Álbum do Kaiser Chiefs" \o/


A banda lançou cinco álbuns de 2005 a 2014. Todos têm algo em comum, letras e estilo muito semelhantes. Eu salvei tudo no Spotify e sempre ouvi misturado e até hoje, confesso, não sei distinguir de que álbum é cada música. Isso também acontece, é claro, porque conheci o Kaiser Chiefs depois de 2014, então fui ouvindo todos álbuns como se fosse uma coisa só. Não tinha passado ainda pela experiência de cansar das músicas e esperar ansiosa por um novo álbum, até quando anunciaram o novo álbum para 2016.

Na verdade nem cheguei a cansar dos álbuns anteriores, Kaiser Chiefs é pra mim uma daquelas bandas irritantes, que ouço sempre, conheço cada nota e raramente pulo as faixas. Enfim, ano passado eles lançaram "Parachute" como single de lançamento de "Stay Together". E assim que ouvi fiquei chocada!

O primeiro pensamento que passou pela minha cabeça foi "como eles pretendem tocar isso ao vivo?". Isso porque "Parachute" é eletrônica. Não é ruim, pelo contrário, tem uma melodia bonitinha, é boa de curtir, mas eles costumavam ser uma banda de indie rock, indie pop, ou algo assim. E agora? Bem, fiquei mesmo ansiosa pelo álbum e quando ele finalmente foi lançado, descobri que "Parachute" não era a única. Todas as músicas do novo álbum "Stay Together" é, mesmo, eletrônico.

O estilo é meio clubber, com influência do pop/dance europeu, as melodias e alguns arranjos em cima da batida lembram um pouco o "Coldplay das antigas", percebo até alguma semelhança com GorillaZ. Um choque, que banda é essa?!

Mas, passado o susto, quando parei pra ouvir melhor, comecei a perceber alguns traços característicos do Kaiser Chiefs. Rick Wilson com seu timbre de voz marcante, apesar de diferente, seu sotaque lindo. E dá pra ouvir ecoando "literalmente" os solos de guitarra do Whitey e o baixo sóbrio do Simon que estou acostumada. Elementos que dão o toque que nos transporta para o mundo indie como o conhecemos, e que ultimamente tenho ouvido no New Politicians, ou no New Mayans e outras bandas desconhecidas que tenho ouvido por aí.

Essa parece ser uma tendência entre as bandas da cena indie, vi outros álbuns assim, diferentões, seguindo na direção do eletrônico, e não sei bem de onde essas influências estão vindo, mas estão aí, e o Kaiser Chiefs parece ter se apropriado bem dessa tendência. A curiosidade para vê-los tocando ao vivo persiste, a impressão que tenho é que será maravilhoso ouvir todas essas músicas com a pegada rock própria da banda.


Stay Together - Faixa a faixa!


1. "We Stay Together"
2. "Hole in My Soul"
3. "Parachute"
4. "Good Clean Fun"
5. "Why Do You Do It to Me?"
6. "Indoor Firework"
7. "Press Rewind"
8. "Happen in a Heartbeat"
9. "High Society"
10. "Sunday Morning"
11. "Still Waiting"
12. "Lazor Jam (Hidden Track)"


Ouça no Spotify Deezer Tidal
Mais informações e compra online no site da banda: kaiserchiefs.com




E aproveito pra deixar aqui o clipe do single que abriu o álbum, que está muito legal, aliás!



Ai como eu queria eles aqui em Porto Alegre outra vez, para um show deles, para eu finalmente poder assisti-los ao vivo e a cores!

=P


terça-feira, janeiro 17, 2017

TOP 10: As músicas mais ouvidas em 2016

Eu sei que eu deveria parar com esses posts inúteis, mas, por outro lado, foram esses tipos de posts que mantiveram o blog vivo. Por muitas vezes pensei em abandonar o blog, assim como em um sem número de vezes compilei textos inteiros na cabeça pensando em vir aqui e despejar tudo, o que acabou não acontecendo por motivo ou outro. Então, se é para manter o "bonde andando", segue o baile.

As músicas mais ouvidas de 2016, é preciso avisar os recém chegados, não se trata dos hits mais ouvidos no ano pela população mundial, nacional, local ou de algum veículo. Na verdade é só um registro do que eu costumo ouvir para: 1º porque eu gosto de números e estatísticas (de vê-los prontos e organizados, é claro), 2º porque gosto de comparar o que ouvia e o que ando ouvindo (só por curiosidade), e 3º vai que alguém se interesse e queira engrossar o número de pessoas que ouve o que eu ouço? As bandas são tão estranhas e desconhecidas que, né?...

Enfim, feitas as explicações, vem a aí o primeiro relatório. As músicas mais ouvidas no Spotify, gerada pelo app. Eu fiquei um pouco surpresa, vi que não reflete bem a realidade que eu imaginava.


Segue a lista das músicas mais ouvidas em 2016, segundo o Spotify e last.fm

 

Bem, discordo da lista do Spotify (um pouco), além de Plutão Já Foi Planeta, ouvi bastante Sound Bullet. São bandas com poucas músicas, que acabo ouvindo repetindo mais vezes do que o normal. E vale dizer que ouço muito música em trânsito, entre um trabalho e outro, com um mp4 (sim eu uso isso ainda, ajuda muito a evitar roubo de celular e é mais prático) e no mp4 não tem contagem das músicas ouvidas. Se tivesse, essa lista teria Travis, Tocotronic e Stornoway. Mais ou menos o que se vê na lista seguinte!

Lista das bandas mais ouvidas (confesso), bem verídica.




Faço parte do 1% mais fanático por Stornoway. Quem não conhece, olha, sugiro. É o tipo de música que inspira, mil elementos, arranjos riquíssimos e melodias que ajudam o cérebro a divagar.

Outra que indico muito é a Sound Bullet. O nome pode enganar, mas é uma banda brasileira, indie rock brasileiro da melhor qualidade! E, por falar em banda brasileira e boa, nessa lista de bandas, senti falta da Scalene, que ouvi BASTANTE em 2016.

E que grande surpresa, nada de The Killers ou My Chemical Romance, embora "Change your mind" e "Demolitions Love" sejam as músicas mais ouvidas até hoje.


Outro dado que gostei dessas listas foi o tempo ouvindo Spotify e os gêneros que mais ouço, que, tirando o "indie pop" que eu nem saberia dizer a que banda se refere, é bem o que gosto de ouvir mesmo: indie rock, rock alternativo e rock. :)

 


Bem, e esse foi o post de top 10, que espero não precisar postar mais esse ano.
=P

sábado, maio 07, 2016

Já saiu Hitch, o novo álbum da The Joy Formidable!

Foi em novembro de 2014 que conheci a The Joy Formidável, banda sobre a qual falei aqui no blog, e que chamei de A Formidável Descoberta. Cerca de dois anos depois, e com o lançamento do novo álbum Hitch, posso dizer que todo dia se descobre algo mais nessa banda de rock alternativo, vinda lá do North Wales.

A motivação para ouvir mais dessa banda veio da indicação de um quadrinista talentosíssimo, Shaun Simon (que conheci ao ler a The True Lives of The Fabulous Killjoys). Um dia qualquer ele postou no Twitter que Forest Serenade o estava inspirando numa manhã de trabalho. Em busca de inspiração, fui para o Youtube e fiquei maravilhada com esta música e, em seguida, com a banda. (Interessante mesmo é ver que anos depois eu tenha isso tão mais claro na minha cabeça, a ponto de dar detalhes que no post em que conto o descobrimento faltaram. Vi inclusive que a música de apresentação à banda está errada no post, eu sou demais!).



Enfim, o que me interessou pela The Joy Formidable foi a delicadeza e a qualidade harmônica e das melodias nas músicas. Era, e ainda é, surpreendente como o caos se transforma em algo tão bonito e envolvente (é importante explicar antes de resenhar o novo álbum, vai fazer sentido!). O único problema que eu via na banda era a falta de músicas novas, porque eu ouvia muito sempre as mesmas, e sempre tinha essa curiosidade de ver como seriam as próximas.

Foi então que eles anunciaram o lançamento de Hitch, elencando como primeiro single a faixa "The Last Thing on My Mind", que causou uma estranheza de cara por conta do clipe principalmente, mas também pela diferença da melodia. Os riffs de guitarra da Ritzy, o baixo marcante, aquela voz linda ainda estavam lá, mas... "Bom, vamos ver como será a composição inteira dessa obra", pensei comigo. E isso explica porque o álbum lançado no início de 2016 está sendo comentado só agora.

E o álbum veio, e li alguns comentários negativos, e eu o ouvi e, fiquei perplexa. Exceto por marcas muito características, parecia outra banda. Estranhei muito. Então, logo lembrei da decepção com O novo álbum do Coldplay: "A Head Full Of Dreams", e deixei esse assunto de lado. Coloquei o álbum no MP3, em seguida salvei no Spotify, e fui ouvindo. Às vezes sem prestar muita atenção, e em outras percebendo cada detalhe. E esse exercício foi muito bom!


E lá vem mais fabulosas descobertas!

Hitch não é ruim, é diferente. E demonstra algo que os fãs da banda vêem o tempo todo nos seus integrantes: a dedicação e o perfeccionismo, a busca pela perfeição e pela diversão. À primeira vista, um álbum mais introspectivo, para alguns, sonolento - mas, discordo totalmente pois ele não tem nada de monótono, muito pelo contrário.

Hitch é feito de detalhes, melodias atmosféricas, as letras estão mais acessíveis. O novo álbum é delicado e intenso, trás novidades musicais para a banda que considero, agora, uma evolução. Resultado de um provável amadurecimento da Joy Formidable. Tem singles prontos para tocar em rádio e popularizar a banda, tem material para deixar os fãs arrepiados e a perfeição e o divertimento estão presentes em cada nota.

Estou apaixonada, e já ouvindo sem parar!
Essa é uma característica que eu amo com base na seguinte tese: quando tu ouve uma música e gosta logo de cara, normalmente essa música tem potencial chiclete e tu vai enjoar em pouco tempo. Letras e melodias fáceis demais são muito chatas. Quer exemplos? Somebody Told Me (The Killers), Vertigo (U2), Last Kiss (Pearl JAm). Três bom exemplos de músicas excelentes e irritantes. (Sou fã das três bandas, e portanto tenho o direito de falar mal se eu quiser! :P) Sendo assim, The Joy Formidable arrasou com Hitch.

E como esse post pretende ser um review, resenha, ou algo que o valha, precisa de um faixa a faixa, que como de costume será comentado brevemente se realmente achar necessário!

Hitch Faixa a faixa:

1. "A Second in White"
- Forte, do tipo que arrepia!

2. "Radio of Lips"
- Segue a linha de "A Second in White" e está sutilmente (ainda) ligada aos trabalhos anteriores da banda. Sacia a vontade de música nova pra quem começa a ouvir o "álbum novo", mas já vai mostrando algo novo.

3. "The Last Thing on My Mind"
- Divertida! E divertidamente vai mostrando algo novo, que causa estranhamento e surpreende. Ainda mais com um clipe desses!



4. "Liana"
- Estranha (pela melodia aparentemente corriqueira no refrão) e gostosa de ouvir (devido
aos trechos instrumentais, muito baixo, guitarra linda, perfeita).

5. "The Brook" 
- Daquele tipo inspirador, melodia linda, a cara da Joy Formidable.

6. "It's Started"
- Introdução com solo de bateria, louca e divertida como o Matthew, seguida da guitarra e com a entrada triunfal do baixo. É linda!

7. "The Gift" 
- A marca introspectiva, detalhista e delicada, que tem Rhydian no vocal, baixo, simples e perfeito. Ideal para abrir um vinho e se deixar levar.

8. "Running Hands with the Night"
- Sabe a viagem lá na melodia suave? Levanta e dança, mas não deixa de apreciar essa formidável e elegante maneira de fazer um excelente indie rock. É a mensagem nessa música.

9. "Fog (Black Windows)"
- Timbre de guitarra novo, uma batida diferente, a mesma delicadeza de sempre. Ela tem um quê de bons tempos de The Killers com uns toques de Brandon Flowers em projeto solo. Uma mistura muito boa.

10. "Underneath the Petal"
- Quase acústica, com piano, voz e violão em destaque, balada nada óbvia, musicalmente complexa, acho que ouvi até uma flauta ali no meio.

11. "Blowing Fire"
- Essa é menos empolgante que as demais, mas é boa.

12. "Don't Let Me Know"
- Surpreendente, introspectiva e cheia de reviravoltas. Necessária!

E, por fim, não poderia deixar de mencionar uma característica muito marcante nesse álbum: anos 80! Não são músicas caricatas, e nem todas têm essa marca, mas em algumas nota-se uma influência muito forte dos anos 80, e de uma forma muito legal. Eu curti isso também!

Para comprar o Hitch, digital, CD, camisetas, acesse o site da banda: The Joy Formidable / Store

E pra quem quiser ouvir o álbum todo, segue aquele link lindo com o Spotify!



o/

domingo, dezembro 27, 2015

Retrospectiva 2015, posts mais acessados do ano!

E o ano no blog foi de Backstreet Boys, Scalene, Brandon Flowers, New Politicians, Gerard Way e Soundbullet!! Os posts mais acessados do ano foram, sem dúvida, das coisas mais legais que aconteceram musicalmente pra mim esse ano.



O mais acessado entre os posts escritos esse ano foi o do Show dos Backstreet Boys em Porto Alegre post em que contei como foi ver de perto a boy band mais incrível da história, que marcou demais a minha "juventude". :)

Depois, o segundo mais acessado foi o da Banda Scalene e o novo álbum, Éter. Esse foi uma surpresa, não esperava tantos acessos, e vejo que todos os dias ele tem mais e mais acessos. A galera chega pelas pesquisas no Google. Acredito que seja atrás de links para download, o que não compartilho. Espero que estejam clicando nos links para streaming, é um pouco melhor do que depender da pirataria.

E os demais posts mais acessados, com bem menos acessos, foram:


Fiquei bem contente com os resultados do blog esse ano, e mais ainda de esses terem sido os posts mais visitados, pois mostram bandas novas, diferentes e novos trabalhos. Destaco aqui a Soundbullet, banda muito boa! Assim como a New Politicians, dando uma cara nova pro cenário musical de quem, assim como eu, não aguenta mais ouvir sempre as mesmas coisas. Faltou aqui o post de Tocotronic, banda alemã muito boa, também de indie rock, músicas lindas!

Quem não leu, ou nem conhece as bandas aqui mencionadas, vai atrás, são todos muito bons. Até porque não falo de trabalhos que não gosto. Única exceção foi o novo álbul do Coldplay, cujo post ficou tenebroso, mas como sou fã da banda há tempos, e posso, dá licença! :) Se quiser ler, acesse:
O novo álbum do Coldplay: A Head Full Of Dreams!


Pra encerrar o post, a música mais linda e viciante do ano de 2015!



:)

domingo, dezembro 13, 2015

O Show da Legião Urbana em Porto Alegre foi um Grande Espetáculo!



Na última sexta-feira, dia 11/12, os Porto-Alegrenses receberam de peito aberto Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e convidados para o show de comemoração dos 30 anos da Legião Urbana.


E se fosse resumir esse post em poucas linhas eu diria que; sim, parece meio absurdo a banda Legião Urbana se apresentar sem Renato Russo. Mas, a saudade era tanta, e para muitos como eu, que não puderam ver a banda completa ao vivo, foi mais do que um consolo, foi a realização de um sonho. E o show poderia ter sido perfeito, não fosse as péssimas condições do local escolhido para o evento!

Considero de fundamental importância deixar registrado (e logo) que o Pepsi On Stage é o pior lugar para a realização de shows. E esse lugar medonho se tornou uma das principais casas de shows da cidade, como pode? A acústica é horrível, a pista bizarra, cheia de obstáculos. E a área VIP ocupa quase todo o espaço central. O ambiente é quente e desagradável. Onde eu fiquei tinha inclusive mosquitos atacando a galera. Mas sem dúvida o pior foi o som. Quase não compreendia o que os músicos estavam tocando, quase não dava pra entender o que falavam. Uma porcaria! Mas, era a Legião no palco!

Antes do show começar fiquei observando o público. O óbvio era a presença da galera acima dos trinta/quarenta anos. E o inesperado foi ver uma galera nova, adolescentes, em turmas, com camiseta da banda, e aparentemente tão ansiosos quanto os fãs das antigas. Quando as luzes finalmente se apagaram, o canto "é Legião" ecoou e foi emocionante. Vivenciar aquele momento antes visto somente em gravações dos shows foi emocionante. E quando, após um pequeno atraso, que nos deixou bem impacientes, Dado e Bonfá entram em cena.

Ver aqueles caras ali, ao vivo e a cores foi sensacional! Quebrando protocolos, chegam cumprimentando o público, e pra mostrar o nível dessa apresentação, já saem tocando Será! A plateia delira, pula, dança e canta alto. Eu perdi minha voz, que já estava pouca, ali na primeira música. E depois vem A Dança, Petróleo do Futuro e Ainda é cedo, e depois umas lados B como Perdidos no Espaço seguida da clássica Geração Coca-cola... Assim, intercalando hits absolutos e músicas menos conhecidas, e o povo cantando todas as letras com a alma, emocionados, quase não acreditando no que estava acontecendo.

Renato Russo fez falta? Sem dúvida que sim, mas o que fiquei pensando no decorrer d show foi que a Legião somos nós, Renato sempre dizia isso, e lá estávamos, ignorando o vocalista e cantando do nosso jeito, do jeito que aprendemos com o grande líder da banda. Inclusive, a interpretação dos vocalistas, que assumiram alternadamente as músicas, foi um pouco chata em alguns momentos. Fã de Legião gosta de cantar como o Renato Russo!

Foto; Fabiano do Amaral
André Frateschi cantou quase todas as músicas, mas Dado, e até o Bonfá, assumiram algumas canções. E foi lindo, eles são a alma da banda, e inevitavelmente, as músicas com eles ficaram melhores. Mas, outras pessoas cantaram, uma menina cantou Dezesseis (não sei o nome, não consegui entender), e um outro rapaz que também não sei o nome (paciência). E a grande surpresa da noite foi Paula Toller, que deu o ar da graça cantando duas músicas. A entrada dela no palco funcionou como uma volta no tempo. Estamos de novo nos anos 80, Legião e Kid Abelha no palco!

E depois da surpresa, e depois de tantos hits, a banda sai do palco e quando volta para o Bis, aparece nada mais nada menos do que "Faroeste o Cabloco". Inesperada, porque né? 10 minutos, letra infinita, e quando eles começam a puxar no violão o público canta cada verso, e pira do início ao fim da música. Foi pra lavar a alma! E quando a gente pensa que nada pode ser melhor, o show é encerrado com Que País é Esse? (essa porra do Brasil).

Ainda tinha muita música pra tocar, mas o espetáculo tinha mesmo acabado. A sensação pós show foi de satisfação, e acredito que tenha sido geral, pelas expressões nos rostos das pessoas que deixavam o Pepsi.

A minha participação nesse evento foi decidida de última hora, e só o que conseguia pensar depois é que dei muita sorte de ter dado tudo tão certo para que eu decidisse e fosse até lá. Cresci ouvindo Legião Urbana por influência das minhas irmãs, e fui compreendendo as letras conforme o amadurecimento, Na sexta, ouvindo aquelas músicas de novo, agora com 36 anos, tive uma compreensão ainda melhor, o que só fez crescer a minha admiração pela banda, e pela genialidade do Renato Russo.


E, se alguém pensou que seria tempo perdido um show da Legião "incompleta", saiba que foi um dos melhores shows que já fui na vida. Eu nunca tinha assistido show de Legião Urbana, nem mesmo cover, e estar ao vivo, com tantos fãs, dançando e cantando alto cada música, foi algo que certamente não consegui expressar por completo nesse texto, porque foi ma-ra-vi-lho-so!

Como estava longe, não teve foto que preste, nem vídeo. Está tudo gravado na minha mente! Que, aliás, poderia ser uma prática de mais pessoas, porque, sinceramente, ficar assistindo um mar de celulares levantados, tapando a tua visão do show, é uma bosta!

Sem mais!!
;)

sexta-feira, dezembro 04, 2015

Banda Scalene toca em Porto Alegre, finalmente!

Eis que chegou o grande dia: Banda Scalene toca em Porto Alegre, e que show! O cenário, logo que chego no evento é de descontração. No palco a banda de abertura, John Folk (que por sinal é muito boa), e na plateia rostos curiosos apreciam a boa música.

Com a câmera ruim, isso foi o melhor que consegui!

O show da Scalene começou um pouco depois do horário "marcado", mas quando entrou, naquele momento deu pra perceber a vantagem de um show num lugar como o Opinião. Intimista pela proximidade entre a plateia e o palco, percebia-se que ali estavam (de fato) fãs da banda. Pessoas que como eu nem estavam compreendendo que aquela gurizada entrando no palco era A BANDA SCALENE. 

E quando eles entram, pegam nos instrumentos e começam a tocar, o delírio se confunde com a necessidade de cantar. A sensação de estar junto de tantas outras vozes, soltando (provavelmente, como eu) pela primeira vez todas aquelas letras em alto e bom tom, é inexplicável. E o povo cantou todas as músicas, não só "Amanheceu" e "aquela que toca na novela". Foi bonito de ver, e a satisfação nos rostos deles foi nítida.

Ao passo que mais músicas foram sendo tocadas, mais os caras se empolgavam e foram mostrando porque AQUELA banda, e não qualquer outra do Reality, despontou e segue em turnê pelo Brasil tocando em todos os lugares. É notável, eles têm muita vontade de tocar, solos não são entediantes, o público responde com loucura, e no palco a resposta é mais e mais loucura.  

Tecnicamente falando, o som dos caras ao vivo é perfeito. Um capítulo a parte é a interpretação do Gustavo Bertoni (vocal), ele não canta "igual no disco", é muito melhor, é com alma. E o Philipe na bateria enlouquecendo também nos vocais, essa foi uma grata surpresa - eu não sabia que ele fazia vocal, fica demais! Lukão destoi no baixo, Tomás, pelamor! Dá pra sentir em cada nota o envolvimento deles e a paixão pelo que fazem. 

E que pessoas! Depois do show - cujas únicas reclamações que se ouvia eram "foi muito pouco", "faltou bis", "poderiam ter tocado mais" - os caras ainda mostram mais um dos seus talentos: a simpatia! Boa parte do público não arredou pé do Opinião. Esperavam para tirar fotos e pegar autógrafos, trocar uma ideia, aproveitar um pouco mais. E a resposta foi "banda Scalene no meio da galera"

Quando vi estavam todos por ali dando total atenção, tirando fotos, querendo a nossa opinião sobre o show, enfim... Transformaram um momento lindo em pura magia. Nada é mais gratificante para os fãs do que ver seus ídolos cansados. mas estampando um sorrindo no rosto e cheios de disposição. No fim das contas, isso é o que renova esse sentimento de admiração e mantém os fãs. Vida longa à banda Scalene!

Desde que conheci a banda (no pograma da grôbo), surpreendeu-me a qualidade musical e a aparente integridade dos caras. Além disso, como já falei em outros posts (que vocês podem ler aqui e aqui) foram eles que me fizeram prestar mais atenção no rock novo feito no Brasil. De novo Brasília elevando o nível do Rock Nacional, fazendo a frente, que sensacional descoberta!

Algo não mencionado ainda, mas que vale o registro, é que não usei a palavra surpreendente para descrever o show. Isso porque as expectativas eram altíssimas, e eles atingiram essa expectativa com maestria. O show foi perfeito (e poderia ter durado umas três horas), e a sensação que estou neste momento é de satisfação plena. 

Abaixo um registro do "tchau" que foi doído! hahah Sério, esse show poderia ter tido umas três horas tocando o mesmo repertório em looping infinito, ninguém ali reclamaria! O que me lembra do Lukão explicando que terminou porque o povo tem que dormir, e repito o que disse ontem "Ninguém precisa dormir!", e completo com "se tem Scalene tocando" - "sem mais".



E era isso, pessoal. Se esse foi o último show do ano (pra mim), então o ano fechou com chave de ouro! E que venham os próximos, Scalene, já estamos com saudades! :'D

Posts Relacionados

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...