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domingo, março 09, 2025

Resenha | Necrológio, de Pedro Sasse

 Necrológio”, publicado pela Acaso Cultural, é o terceiro livro de Pedro Sasse, autor de “A Nova América” e “Sonhos de vidro”, duas distopias incríveis, que também já li e recomendo!


O livro me foi enviado pelo autor que, felizmente, lembrou dessa blogueira de araque para ler o seu mais novo lançamento. O que pra mim é sempre um presente! :)




Sinopse sem Spoilers de Necrológio


Uma jornada intensa e poética sobre luto, perdas e solidão. Em sintonia com a tradição do gótico, e em diálogo com referências que vão de A Divina Comédia a Sandman, passando pelos mais diversos mitos do pós-morte, este romance definitivamente te fará pensar se você realmente está sozinho enquanto o lê.


Achei que a sinopse entrega muita coisa que gostei de descobrir lendo, mas se você não tem problemas com isso, leia a resenha completa aqui. https://acasocultural.com.br/produtos/necrologio/



Resenha | Necrológio, de Pedro Sasse


Eu li “Necrológio”, de Pedro Sasse, como uma ficção especulativa, ou literatura fantástica, um tanto quanto voltada para o realismo mágico? (entendo pouco desse último, e sempre vi histórias fofinhas e felizes nesse gênero, Necrológio é meio que o oposto) Um gênero próprio talvez se encaixasse melhor para o autor, que sempre me surpreende com seus escritos. 


O início da estória de Calisto é tão surreal e curiosa, que ao começar a ler o livro eu não pude largá-lo até entender melhor do que se tratava. Acho que foram mais de cem páginas logo de cara. É o que dizem, um livro quando é bom, tem que te conquistar no capítulo de abertura. E se o interesse pela leitura continua ao longo das páginas, é claro! 


Pedro Sasse escolhe uma cena de impacto e nos joga no meio de uma situação aterrorizante, para mulheres especialmente (eu não estava preparada para isso), criando uma tensão que me deixou meio desnorteada. Quando entendi o resultado daquele primeiro ato, apesar de não ser uma temática que me interesse muito, já tinha embarcado na história, queria saber o destino daquelas personagens. 


E se estou sendo vaga sobre o que acontece, e o que virá a acontecer na história, é porque prefiro manter minhas resenhas sem spoilers, então pra saber a trama e sinopse, clica no link que deixei lá em cima porque prefiro falar apenas das minhas impressões.



O que manteve meu interesse e paciência ao longo do romance foi, sem dúvida, as reflexões dessas personagens sobre a vida e morte. Questões triviais, presentes em qualquer obra, você pode pensar, mas a forma como elas nos são apresentadas, os dilemas em que essas personagens são colocadas, refletem muitas das questões que esbarramos ao longo da vida. Algumas delas que sequer temos coragem de admitir para nós mesmos. É um texto forte, profundo e único.

Começo essa resenha falando que li como ficção fantástica, porque sou atéia/cética e não acredito no que está sendo contado, e isso me surpreendeu também! Eu sou chata pra leitura, gente! O livro pode ser lido por qualquer pessoa, independente das suas crenças e, acredito, vá funcionar muito bem. Essa camada para mim ficou como pano de fundo para as questões existenciais suscitadas ao longo da estória, bem como os caminhos percorridos com o desvendar da trama.

Então, recomendo fortemente a leitura. É um texto bonito, bem construído, uma trama instigante, com um ritmo muito bom, a leitura flui de uma forma que a gente nem vê o tempo passar. O tempo em que não estava lendo, pensava sobre o que acontecia na estória, e mesmo depois de terminado, fiquei refletindo sobre o que li. 


Vale ressaltar que o texto trata de temas sensíveis. Há um aviso no início do livro sobre gatilhos relacionados ao sucídio, mas eu senti mais a violência, que é um tanto explícita, e também o assédio, que ocorre logo no início. 


No mais… Obrigada, Pedro, por ter me confiado mais um dos teus escritos, a experiência de leitura dos teus trabalhos é sempre muito positiva. E parabéns! É notável o amadurecimento da tua escrita nesse livro, superando o que já era excelente.


Para acompanhar os lançamentos e ter mais informações do autor, siga no Instagram @prof.sasse

Todos os livros do autor estão disponíveis no Kindle Unlimited, da Amazon veja aqui, e as edições físicas no site da editora Acaso Cultural, acesse clicando aqui.


quinta-feira, fevereiro 16, 2023

Resenha | Eu sou a lenda, de Richard Metheson

"Esqueça o filme, leia o livro" se encaixa perfeitamente para "Eu sou a lenda", de Richard Metheson. Coincidência ou não, o filme é estrelado pelo Will Smith, mesmo caso de “Eu, robô”, de Isaac Asimov, sobre o qual já falei aqui em outra oportunidade.




Para a turma do “deixa disso, não se compara, são mídias, formatos diferentes, adaptações têm suas ressalvas’… É! Mas esta é a minha opinião sobre a história que foi desconstruída no filme, que é o que a maioria conhece e, como ele é meio bosta, acaba desmotivando as pessoas a lerem o livro. 


O que eu quero nesse post é que você, tendo gostado ou não do filme, esqueça ele e vá ler o livro, porque é uma obra impressionante.



Breve sinopse de “Eu sou a lenda”, de Richard Metheson


Robert, é o último humano, estadunidense, num mundo pós apocalíptico misterioso (não é “bem” sobre zumbis! Aliás, como a maioria das estórias de zumbis.), em que humanos foram dizimados por uma doença que parece ter vindo com tempestades de areia.



Resenha de “Eu sou a lenda”


Como toda narrativa bem construída, "Eu sou a lenda" abre margem para diferentes interpretações e isso foi uma das coisas que me fez amar essa leitura.


Sozinho, Robert tenta manter a sua humanidade. A gente sabe, ainda mais pós pandemia, como estar isolado por tanto tempo pode ser prejudicial para os seres humanos. Mas, será que essa história é sobre o isolamento e solidão?


Nos extras dessa edição (que recomendo muito), uma das especulações feitas é a de que o livro discute a segregação racial, sendo Robert o último branco. Faz sentido nos EUA dos anos 1950. Só que esse período tem um inimigo mais forte, o comunismo. 👀


A guerra fria, a Rússia, me parece uma influência de medo muito maior no autor, que chega a citar a bomba atômica como possível causa da praga. Nos pós créditos dessa edição da Aleph, há uma comparação entre os “seres infectados” e uma possível “invasão” de pessoas negras nos Estados Unidos, marcando o racismo daqueles tempos. 



Teorias que fervilharam na minha mente com essa leitura


Faz sentido, mas eu fiquei com outras ideias enquanto lia. E essa é a beleza de um bom livro, ele pode ser ressignificado a qualquer tempo, por qualquer leitora. Pensa comigo: uma análise dessa obra nos dias de hoje, por uma não estadunidense, quem sabe mais sensata?, não poderia ver o quadro desse outro ângulo:


“Eu sou a lenda” como metáfora para o avanço do capitalismo, a devastação do mundo, o ser humano escravo de um vírus que o torna uma ameaça aos demais da própria espécie. Devorando uns aos outros até se conformar numa forma social violenta que exclui os diferentes? Numa luta cruel e inescrupulosa contra os que tentam resistir a sua hegemonia? Morte aos comunistas!


De onde tirei isso? Isolado, Robert pode representar aqueles que não concordam com essa nova forma de vida. O último daqueles que não se encaixa. O fio de esperança contra essa praga que acaba com o planeta e precisa ser exterminado. Ainda mais se considerarmos o final, que não vou entregar, é claro.


É claro que essa interpretação também pode ser exatamente o contrário, mas eu gosto mais da que eu inventei! Rhá!


Para além dessas viagens, como todo bom Sci-fi, "Eu sou a lenda" tem camadas bem desenvolvidas, com ação, drama e uma discussão forte e muito boa sobre "ser humano" e a solidão. Sim, o livro aborda muito bem essa questão e dá aquele sofrimento bom que alguns leitores tanto buscam.


PS: Esqueça a cena do cachorro do filme! No livro tem um cachorro, mas a situação é muito mais terrível para o humano, não é daquele jeito tosco da adaptação.


Enfim… recomendo demais essa leitura para quem gosta de uma história que faz refletir e entrete.





terça-feira, setembro 27, 2022

Resenha | O último homem, de Mary Shelley

 "O último homem", de Mary Shelley não deve ser lido como "Frankenstein", é uma obra completamente diferente. Embora título e sinopse indiquem uma distopia, é um livro clássico, um romance de costumes, antes de qualquer rótulo.



Sinto falta de dois pontos para chamar “O último homem” de distopia 


1- A causa (doença) ter uma linha alternativa. Quem tomou a decisão que levou a humanidade para aquele caminho distópico? Porque é uma doença e a deterioração é natural pela falta de conhecimento da época, como foi com a peste. O desenvolvimento da estória se dá como em qualquer outro romance realista da época.

 

2- O outro ponto é a falta de crítica social que normalmente acompanha essa decisão que leva a sociedade ou o mundo para o caminho errado. Talvez se ela usasse a guerra como o problema que alastrou a doença e/ou que impediu uma busca pela cura, ficaria mais próximo do gênero distopia como o conhecemos hoje.


Então “não é uma distopia”, mas pode ser considerado um rascunho de um novo gênero, já que ela olha para o futuro e não o imagina como uma utopia, como acontece em “O mundo resplandecente” de Margaret Cavendish.


Se defendo logo de início que não se tratada de um distopia é somente para afastar aqueles leitores que por ventura imaginem que a estória tem qualquer relação com as distopias contemporâneas.





Minhas impressões sobre “O último homem”


O texto classudo de Mary Shelley foi muito bem traduzido por Jana Bianchi, apesar disso, por se passar num futuro distante, 2097, porém observado/criado a partir de um passado tão distante de nós, gera uma dificuldade de conexão com a história. Acredito que por isso a uma resenha que li tenha o título de "pior livro". Não é.


Trata-se de um livro de texto antigo que precisa ser situado no seu tempo. A partir do momento em que se observa esse detalhe tudo fica mais fácil. 


Acompanhamos a história de vida de Lionel Verney, que teve a sua infância, e a de sua irmã, prejudicada com a morte do pai. Este tinha um vínculo com o rei que abandonou a família à sua própria sorte. Os irmãos acabam órfãos e Verney desenvolve um ódio à família real. 


Esse é o ponto de partida e muita água passa por debaixo dessa ponte até o final do romance, que prega algumas ideias sobre o amor, a amizade e o sentido da vida. 





É um texto gostoso de ler. O protagonista conta a sua história de vida, dos seus familiares e amigos. Tem os dramas da época com romances românticos, costumes da vida aristocrata, decadência política, fim da monarquia, valores e etc. Tem momentos mais monótonos como todo romance longo e antigo, mas os bons momentos prevalecem.


Indicado para quem gosta de ler e não para quem só quer saber o fim da história, como todo bom romance clássico.



=P


sexta-feira, agosto 13, 2021

Resenha | Onde Kombi alguma jamais esteve, de Gilson Cunha

Uma das coisas mais legais da vida de leitora é descobrir novos universos onde se perder. E é assim que Gilson Cunha e o seu livro "Onde kombi alguma jamais esteve" entra pra minha história. 




No final de março de 2020, o livro esteve gratuito ( eu já tinha ouvido falar dele antes, e fiquei na vontade) mas, dessa vez resolvi espiar pra ver do que se tratava. E o que era pra ser só uma espiada, virou uma leitura alucinada. Gilson despertou meu interesse da capa à última linha dessa história!


O que você encontra em "Onde kombi alguma jamais esteve?"

Quando o título diz que a Cremilda, a Kombi, esteve onde nenhuma outra ousou sonhar em ir, é porque ela foi turbinada. Ganhou uma inteligência artificial e a capacidade de viajar no tempo, espaço e no não-tempo. Qual leitor de Sci-fi não fica empolgado com uma promessa dessas?




Se até aqui a história já tinha conquistado a minha atenção, imagina quando conheci o cara que dirige essa Kombi, o Alfredo, Alfredão para os íntimos! Um personagem marcante, louco, cativante, apesar de bizarro. Pra mim, Alfredão é uma mistura de Doctor (Who), Arthur Dent (não vou explicar quem é) e o tiozão que todo mundo tem. Desagradável, mas querido ao mesmo tempo. 

A narrativa é divertida, com pontos de crítica e ironia inacreditáveis, e seriedade. São nesses momentos que o protagonista mostra o seu grande coração e sabedoria, adquirida nos seus mais de 2 mil anos. Pois é, o homem foi modificado (geneticamente?) e recebeu alguns apetrechos transhumanistas numa situação muito inusitada, assim como a sua Kombi, a Cremilda.

O enredo é muito bem amarrado. Além das idas e vindas no tempo, tem muitos elementos sci-fi e é recheado de referências da cultura nerd/geek e pop. Gilson é um aficcionado por nerdices e afins, praticamente uma enciclopédia ambulante para essas questões. E neste livro, usou muito desse conhecimento para tornar a trama mais interessante e divertida.



Vale dizer que o estilo de escrita dele e o "tom" de "Onde kombi alguma jamais esteve" me lembrou muito o do Douglas Adams, e o "O Guia do Mochileiro das galáxias". Isso já explicaria por que fiquei tão impressionada. O autor soube trazer essa técnica doida para a realidade brasileira, culturalmente falando, com regionalismo bem dosado. Incrível!

E eu não vou dar a sinopse, porque nada que eu diga aqui vai dar a noção real do que é esse livro. Peço apenas que confiem na minha palavra e leiam

É mais um sci-fi perfeito para a literatura brasileira contemporânea e eu só tenho a agradecer a quem me indicou essa leitura (e se não cito nomes é porque não me lembro mesmo!).

E para quem ler e gostar de "Onde kombi alguma jamais esteve", saiba que o autor está escrevendo prequel e já tem em mente uma continuação. Além disso, histórias paralelas dos personagens aparecem em outros contos já publicados. 

Vou deixar o link para alguns deles que podem ser comprados na Amazon a seguir.




Gilson Cunha é Escritor Saifers BR


Já falei aqui em outra oportunidade (A Ficção Científica Brasileira está de cara nova!) sobre este grupo de escritores e leitores unidos pelo amor ao sci-fi. Para saber mais sobre a iniciativa Saifers BR, acesse o site oficial clicando aqui.

Gilson Cunha é biólogo, doutor em genética e biologia molecular pela UFGRS, além de escritor, ele também tem alguns canais de entretenimento. No Instagram e no Youtube, com o canal Café Neutrino. No canal ele desvenda algumas curiosidades científicas, fala de sci-fi e faz passeios aos sebos num quadro muito divertido. 

Vale a pena conferir!

quinta-feira, novembro 05, 2020

The Killers está de volta ao Indie Rock

 Depois de um álbum que nem citei por aqui, o famigerado Wonderful Wonderful (2017), The Killers está de volta ao cenário Indie Rock de onde nunca deveria ter saído com o perfeito Imploding the Mirage.



E para quem acha que estou me referindo ao "underground", não é sobre mídia e sucesso que me refiro e sim ao estilo Indie Rock. Se quiser entender melhor, respondi nesse outro post O que é Indie Rock?

Mas, é do álbum novo e de música boa que quero falar hoje. Se quiser já colocar o Implodind the Mirage pra ouvir enquando falo sobre ele, é só clicar aqui.


Implodind the Mirage faixa a faixa


1 - My Own Soul’s Warning

Essa faixa ainda tem um pouco do POP que vimos no álbum anterior. Mas, tem uma atmosfera mais indie, guitarra e baixo bem presentes, além do tecladinho tão próprio da banda. E me fez lembrar muito o Battle Born. Um disco que gostei demais.

Gostei muito do vocal. Brandon voltou em plena forma, um pouquinho de eco e o rouquinho que se ouvia nos primeiros álbuns. 


2- Blowback

Quase uma baladinha, baixo e guitarra fortes. Achei muito a cara de Battle Born (de novo), gostei. E um destaque especial para a letra dessa música que fico pensando, pensando e pensando...


Born into poor white trash and always typecast

But she's gonna break out, boy, you'd better know that

It's just a matter of time

She fights back

Breathing in the blowback


3- Dying Breed

Mais uma com uma pegada pop anos 80. Tem um refrão meio chiclete, e eu gosto, o que eu posso fazer? É daquele tipo de música que vai crescendo, aumentando ritmo, ficando mais intensa. Os vocais estão perfeitos. 


4- Caution

Caution foi o single de lançamento do álbum. Ele está bem conectado com o álbum anterior. Porém, já mostra como vai ser esse novo álbum. Tem muito estilo comercial, refrão chiclete e tecladinho. Não é ruim, só não é a minha preferida.


5- Lightning Fields (Feat. K.D. Lang)

Acho que a música mais pop do álbum, mas um pop com um pé no indie, meio eletrônico. Tem vocais muito legais, essa participação da KD Lang é de arrepiar.


6- Fire In Bone

Uma música que tem um ritmo empolgante, baixo presente do início ao fim. Ela lembra as músicas do Wonderful Wonderful, mas numa versão melhor. O refrão é muito legal!

 

7- Running Towards A Place

Vocês têm que assistir eles tocando essa música ao vivo. Eu adoro tudo nessa música, especialmente o Brandon Flowers. hahaha

Ah! Bem estanho ver The Killers sem a sua formação completa, original e perfeita. O baixista, Mark Stoemer, e o Guitarrista, Dave Keuning, andam afastados, não querem mais sair em turnê. O guitarrista sequer posou pra capa de Wonderful Wonderful. Mas, não há qualquer indicação de que tenham saído da banda. Parece que é só um tempo. 



Nessa apresentação do Pandora Live está a formação atual. Quem toca com eles é o guitarrista (antes de apoio) Ted Sablay, que é muito bom. E o baixo está com o Jake Blanton, que já tinha tocado no lugar do Mark Stoemer no período que esse esteve com problemas de coluna e se afastou dos palcos.


8- My God (Feat. Weyes Blood)

Uma música dramática do jeito que eu adoro. Os vocais, como em todas as demais músicas, está incrível. Ela tem uma pegada indie eletrônica, um pouco fantástica (não me pergunte o que isso quer dizer!), um ritmo muito bom. 

Fiquei muito curiosa pra ver eles tocando My God ao vivo. Tenho certeza que vai ser impressionante!


9- When The Dreams Run Dry

Essa é bem diferentona. Assim como Dry Breed vai crescendo, mas com altos e baixos, coro e vocais impressionantes. Se esse é o novo The Killers, eu gosto.


10- Imploding The Mirage

A música de dá título ao álbum é a última, encerrando esse passeio pelo indie rock pop moderno e vintage. É pop, com um embalinho bom pra dançar. É outra que deve funcionar muito bem ao vivo.


Opinião definitiva sobre Imploding the Mirage do The Killers?


Como vocês podem ver eu gostei bastante de Imploding the Mirage. Depois de Wonderful Wonderful eu tinha parado de ouvir, mas esse álbum me trouxe de volta pro clube dos Victim od The Killers.


O álbum está disponível em todas as plataformas de música Spotify, Deezer, Youtube. A pena que o álbum fisico não tem um preço muito acessível, acredito que o citado abaixo seja importado. 
 

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Confira as minhas leituras de dezembro de 2018!

Oie!
Gente, 2018 acabou e eu (pra variar) não consegui vir aqui antes para registrar minhas leituras de dezembro. Então esse post é para me corrigir isso!


Leituras de dezembro


Em dezembro corri para desencalhar alguns livros que já faziam aniversário na estante, como "O circo mecânico" e alguns como "O diário de Myrian", "Uma coisa absolutamente fantástica" e "Batman - Criaturas da noite" que fazia tempo que queria ler e sempre deixava para depois. Quem nunca?! ⠀


A classificação das leituras ficou assim:⠀


A cidade inteira dorme e outros contos - Ray Bradbury ⭐⭐⭐🌟⠀

Sem dúvida uma das melhores leituras do ano. Contos cheios de mistério e tensão. Adorei! O autor tem um estilo de escrita envolvente, a leitura é fluida, e as histórias impressionantes. Uma grande descoberta de 2018.⠀




Circo Mecânico Tresalti - Genevieve Valentine ⭐⭐⭐⭐⠀

Diferentão, interessante, uma leitura que até agora não sei porque adiei tanto! Ele fala de pessoas "quebradas" tentando se reencontrar. Fala de feminismo, fala da força da mulher. E um aspecto que achei bastante interessante: como as pessoas confundem "mulher forte" com "mulher insensível" ou grossa, bruxa, sem coração. O livro é cheio de personagens interessantes e provoca muitas reflexões.⠀




O homem do castelo alto - Philip K Dick ⭐⭐⭐⠀

Um livro bom, mas preciso reler porque acho que não entendi direito. Merece uma leitura mais atenta.⠀Sei que o autor quis passar alguma ideia com esse livro, e pelo que conversei com outros leitores, eu não captei direito. Então, está nos meus planos reler em 2019.





O diário de Myriam - Myriam Rawick ⭐⭐⭐⠀

Uma história real, contada por uma criança que viveu os horrores de uma guerra. Apesar do filtro da inocência da autora, que não entendia bem o que estava acontecendo, a história é impactante. Não eé dramática, apenas forte e interessante!⠀




Batman, criaturas da noite - Marie Lu ⭐⭐⭐⠀

Uma história boa, a escrita da autora é fluida e o enredo interessante. A história se passa antes do Bruce se tornar o Batman, ele está na adolescência. Então é bem romanceado, para o público jovem, mas é bom.⠀



Uma história absolutamente fantástica - Hank Green ⭐⭐⭐⠀

A escrita do autor é boa, li muito rápido, e a história digna de um bom filme de sessão da tarde. Curti, mas achei a protagonista meio adolescente irritante demais, embora tivesse mais de 20 anos.




E essas foram as leituras que encerraram 2018. O que acharam? Já leram algum deles ou tem interesse em ler?

=P

sexta-feira, agosto 03, 2018

Confira as minhas leituras de Julho!


No mês de julho muinhas leituras renderam e muito. Confere aí a lista de leituras e uma breve opinião sobre cada uma delas!



Interferências, de Connie Williams 5⭐


Esse livro veio da parceria que temos, o site Estação Nerd e eu, com a Companhia das Letras. Os livros são selecionados por eles e Interferências foi uma grata surpresa.

É uma história de ficção científica leve com romance divertido. O crush da protagonista é um nerd muito fofo, fã de Doctor Who. A história é bem construída e faz pensar muito sobre a comunicação nos dias de hoje ao tratar da "telepatia".

A estória se passa num futuro não muito distante em que um tipo de cirurgia no cérebro pode ser feita para aumentar a conexão entre casais. Com a protagonista do livro essa cirurgia da muito errada: além de não se conectar com o namorado, e sim com outra pessoa, ela descobre que o namorado é um pilantra. Uma história muito boa!


Desintegrados, de Neil Shusterman 4⭐



Continuação de Fragmentados, mas com uma abordagem digamos que "nova" sobre essa sociedade maluca que resolve permitir a divisão de adolescentes (seus corpos e órgãos) para doação. Nesse livro um novo ser é criado a partir dessas partes.

E daí em diante, além das discussões sobre o valor e direito à vida, a criogenia também entra em pauta. A escrita do Neil Shusterman é muito boa. A única coisa que não gostei foi que o livro tem muitas histórias misturadas e acho que o autor se perdeu um pouco, ficaram meio confusas algumas partes.

Mas, é uma história boa e não dá pra largar não! Agora, além da resistência pelo fim da fragmentação, o mercado negro de órgãos e a criação de um ser a partir de fragmentados torna a trama ainda mais conturbada e os questionamentos sobre o que é e o direito à vida estão ainda mais intensos.


Vento à porta, de Madeleine L'engle 4⭐

A continuação de "Uma dobra no tempo" é bem interessante. É um livro que pode ser lido sem conhecimento prévio. E acho isso bem legal. Vai que alguém cai de paraquedas nessa história, o único prejuízo será não conhecer (ainda) os personagens.

Mas, é claro, segue com a família nerd do primeiro livro e com aquele tom leve e bonitinho já visto em "Uma dobra no tempo". Dessa vez a aventura é mais confusa (se é que isso é possível). Em vez de viajarem a outro planeta, eles entram no mundo microscópio. É bem curioso.

Fiquei com muita vontade de ler os demais livros dessa série que tem 5 histórias.


A mão esquerda da escuridão, de Ursula K Le Guin 3⭐


Um clássico de ficção científica, muito bem escrito e com discussões de gênero incríveis.

Um humano chega para tentar um acordo interplanetário no planeta Inverno. Lá ele encontra seres assexuados.

Imagine que as pessoas de "Inverno" (o tal planeta) não têm genero. Um fenômeno acontece num período do mês (tipo um cio) em que eles encontram o parceiro e na hora do "coito" desenvolvem o lado feminino ou masculino. Então qualquer dos dois pode engravidar, por exemplo, e todos são iguais. Isso bagunça bastante a nossa cabecinha limitada.

As consequências disso é uma confusão para nosso cérebro limitado, e as possibilidades para essa civilização é de dar inveja.

Mas, a escrita é arrastada, e bem "fantástica" em muitas partes e por isso foi bem difícil de ler, e sofri um pouco.


O homem cobra, de S. Spagatas 3⭐


Esse livro me foi enviado pela autora. Eu estava super curiosa por essa historia. É um romance adolescente misturado com fantasia. Até a parte de romance adolescente eu me diverti muito.

A história é contada pela protagonista, Sofia, uma adolescente no último ano do ensino médio, solitária, tímida e com a sua avó doente. Fato que dá início a saga dela com o seu "homem cobra". 🐍

O livro mistura essa parte fantástica e misteriosa com um romance adolescente. Eu não gosto de romance, mas o fato de ser adolescente deixa tudo muito leve e divertido. A autora escreve com a linguagem simples e dinâmica de uma adolescente. Inclui mensagens do "whats" e termos muito atuais, hashtags e expressões geek. 😅

A partir da fantasia eu comecei a achar menos legal (porque não gosto desse gênero) e porque fiquei irritada com o tal do príncipe. Gente, ele é muito mimado, machista e babaca. Fora o fato de ser lindo, não sei o que a Sofia viu nele. heheh

O livro terá continuação, a autora trouxe vários personagens, histórias, uma trama complexa, que deve se desenrolar no próximo livro. Então, não tem como saber (ainda) como vai ser essa história, por isso dei 3 estrelas.


HQ Garota Ranho, de Bryan Lee O'Malley e Leslie Nung 3⭐


Mais um enviado da Companhia das Letras. A HQ é linda, graficamente falando. E a história é bem legal. Embarcamos no dia a dia de uma blogueira famosa e descobrimos que a vida aparentemente perfeita, não é tão legal assim. A trama se torna policial e termina deixando um suspense no ar. Dá muita vontade de saber como continua!



Ponto sem retorno, de Gabriela Simões 3⭐


Mais uma parceria, a autora me enviou esse livro há meses (que vergonha) e só agora consegui ler porque foi enviado em PDF. A autora é portuguesa e isso deu um toque especial para essa leitura. O livro é em português e entendemos tudo, mas, tem aquelas expressões portuguesas, e para mim foi bem divertido.

O livro conta a história de uma "filha de bruxa" que vive escondida desde o seu nascimento porque as bruxas são caçadas no reino em que ela vive. Por obra do destino ela vai parar no castelo e se vê cercada por seus inimigos e ao mesmo tempo, assediada pelos príncipes do castelo. É um romance adolescente, mas muito bem construído e termina em meio ao início de uma batalha.

Simplesmente desesperador, porque a gente fica sem saber o que acontece depois. Perguntei para a Gaby quando sai o próximo livro, e ela desconversou. hahaha


Essas foram as minhas leituras. Aguardem pois, em breve, farei a resenha completa de alguns desses livros por aqui.


=P

segunda-feira, julho 09, 2018

Resenha de Histórias de Robôs, do muso Isaac Asimov

Um dos livros que mais gostei de ler esse ano. Leia a resenha de "Histórias de Robôs", do meu muso da Ficção Científica Isaac Asimov, e entenda por quê!


O nome em destaque nesse livrinho é o de Isaac Asimov, pelo seu histórico e maestria nas histórias futuristas envolvendo autômatos. Mas, justiça seja feita, o livro de contos teve a edição também de Patrícia S. Warrick e Martin H. Greenberg.

A primeira coletânea, cujas duas seguintes ainda preciso ler, conta com oito contos selecionados por Patricia, Martin e Isaac e divididos por “categorias”: Antes da era eletrônica, As primeiras histórias de robôs, Os mitos da criação e A revolução da inteligência.

Nem todos os contos são de Asimov, apenas dois, na verdade. Os demais são de outros autores que contemporâneos ou mais antigos, que escreveram histórias notáveis, a ponto de serem dignos de fazer parte dessa coletânea.

Só para vocês terem uma ideia, terminei a leitura e fiquei com vontade de ler tudo de novo. Quem já passou por essa situação?

Acontece que esse livro de contos é fantástico. Em cada uma das histórias, os autores problematizam uma situação que os robôs e a humanidade poderiam enfrentar. Além disso, nota-se em cada história a semelhança com algum game, filme ou série atual. Certamente esses autores escreveram a história da Ficção científica, delimitando algumas situações que seguem sendo reproduzidas até os dias de hoje.

Mas, não pensem que se trata de revoltas e guerras. Não. Eles tratam de dilemas existenciais das máquinas, da capacidade humana de aceitá-los, e também deles entenderem, ou como seria essa relação. Onde estariam os robôs na nossa sociedade? Todos de uma sensibilidade que, a primeira vista (com esse título “histórias de robôs”) ninguém imaginaria. A maior parte dos deles são dramáticos, e senti uma angústia pelos dilemas que as máquinas enfrentaram. Em outras me diverti muito com os desfechos surpreendentes. Ou seja, um livro maravilhoso!


Recomendo muito a quem curte histórias criativas, imaginativas e reflexivas sobre o futuro e a humanidade.


Confira as histórias contidas neste volume:

Prefácio: “Os robôs, os computadores e o medo”, Isaac Asimov

Antes da era Eletrônica: um robô do século,
“O feitiço e o feiticeiro”, Ambrose Bierce

As primeiras histórias de robô
“A máquina perdida”, John Wyndham
“Rex”, Harl Vincent
“Robbie”, Isaac Asimov

Os mitos da criação
“Adeus ao mestre”, Harry Bates

A evolução da inteligência
“A volta do robô”, Robert Moore Williams
“Mesmo que os sonhadores morram”, Lester del Rey
“Satisfação”, A. E. Van Vogt


Quem aí ficou interessado em ler? Recomendo muito, ele é muito mais do que parece e serve muito para acabar com o preconceito quando aos livros de ficção científica. Asimov é demais!

=p


sexta-feira, julho 06, 2018

Confira a minha lista de leituras de junho e opiniões!

Gente, nem eu acredito no tanto de livro que tenho lido a cada mês. Não sou do tipo que estabelece "metas de leitura", deixo rolar, vou lendo o que tenho vontade. E tem dado muito certo.

Algumas pessoas me perguntam como eu consigo e a resposta é bem simples: larguei as séries de mão, também não tenho assistido muito filmes, TV, nem a copa. Daí, né manas, sobra muito tempo.

O que indico para quem não lê e sente falta de um tempinho pra isso é testar a técnica dos 15min por dia. Ou de 1 página por dia. Vocês vão perceber que ler vai se tornando um hábito e vocês vão querer ler cada vez mais. Ah! E tem que achar o livro certo também, ficar insistindo em livro que não rende não dá, pelo menos não enquanto querem retomar esse hábito.

Mas, chega de papo furado e vamos as minhas

leituras do mês de junho e uma breve opinião sobre elas!



Histórias de robôs, Isaac Asimov - 5⭐ [resenha]


Esse livro de contos, organizado por Isaac Asimov, é fantástico. Em cada uma das histórias, os autores problematizam uma situação que os robôs e a humanidade poderiam enfrentar. Mas, não pensem que se trata de revoltas e guerras. Não. Eles tratam de dilemas existenciais das máquinas, da capacidade humana de aceitá-los, e também deles entenderem, ou como seria essa relação. Onde estariam os robôs na nossa sociedade?

A maior parte dos contos são dramáticos, e senti uma angústia pelos dilemas que as máquinas enfrentaram. Em outras me diverti muito com os desfechos surpreendentes. Ou seja, um livro maravilhoso!




Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis - 4⭐


Uma releitura! Fazia mais de 15 anos da primeira leitura, a qual não aproveitei muito. E pouco me lembrava da história. Estudei Machado de Assis para o vestibular, li alguns resumos de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" mas não lembrava do detalhes.

E a riqueza dessa obra está nos tons de ironia e crítica que vai brincando com nós leitores e deixando a história mais interessante. É um enredo meio bobo à primeira vista, um morto contando as suas memórias. De uma vida vazia. Mas, a vantagem de se estar morto é a falta de "vergonha", não se preocupar com as aparências, com as "políticas de boa vizinhança", reputação, e contar tudo com muita verdade, e fazer críticas duras à sociedade em que se viveu.

E depois de entender isso, cada parágrafo, se percebe, não é gratuito e o cérebro fica maquinando, tentando descobrir o que tem por trás de cada um deles. Nem todas as críticas são veladas, mas muitas delas estão nas entrelinhas. E isso fez Machado de Assis gênio.

Incrível que esse livro só não é perfeito (pra mim) por alguns dos capítulos finais em que o autor enlouquece nas teorias do Quincas Borba. Não é atoa que esse personagem volta mais tarde, com seu próprio livro. Tirando esse detalhe, e mesmo por causa dele, a leitura foi ótima. Missão cumprida!!



Frankstein, Mary Shelley - 4⭐


Frankstein é uma das histórias mais famosas do mundo. Já foi até enredo campeão de escola de samba, né não? E poucas pessoas sabem que:
- Trata da história do Frankstein, criador de um "monstro", um ser abominável para quem ele dá vida depois de meses fazendo experiências.
- Foi escrito por Mary Shelley quando a autora tinha apenas 17 anos. A própria autora surpreendeu-se com a sua criação.
- Apesar do horror relacionado a criação de um monstro, o livro trata de família, amizade, e é tenso, angustiante, pelo sofrimento e remorso do Victor Frankstein. Não é terror, é drama!

E o que eu posso dizer é que a escrita dessa mulher é maravilhosa. É um texto muito gostoso, apesar de clássico e de uso de palavras antigas, de ser meio arrastado e prolixa em algumas partes, eu adorei!


Perto do fim, Rosa Mattos 4⭐


A escrita da Rosa é muito boa, fluida e envolvente. O ritmo é intenso, com frases curtas, narrado em primeira pessoa, o que nos faz viver o dia a dia de Jeff de forma muito íntima. Destaco aqui o excelente trabalho de revisão do livro, o texto está impecável!

Quem me acompanha aqui já notou que meu lance é ficção científica. Eu posso contar nos dedos de uma das mãos quantos romances românticos eu já li. E, dentro desse número resumido, "Perto do fim" fica muito bem posicionado. Isso porque além do romance tem o mistério que Jeff fica tentando resolver. No início parece grandeoso e no fim o romance é que se torna o foco. Então esperava mais do suspense, e não curti muito o romancinho.

Mas, foi uma leitura muito prazerosa e instigante. Tenho certeza de que muita gente aqui vai adorar. Porque Jeff e Valentina formam um casal bem fofinho, a gente torce e se emociona com eles. E se eu que não sou de romance digo isso, os romanceiros com certeza vão amar.


Uma dobra no tempo, Madeleine L'Engle Graphix Novel e o livro texto - 4⭐


Li a Graphic Novel em poucas horas e fiquei com a impressão de poderia ter sido superficial, uma estória infantil? Não que eu não goste de livros infantis, mas não tinha qualquer noção da história. Então me pareceu fraquinha. Daí parti para o livro texto, lançado pela Harper Collings, e percebi que texto ou HQ a história é a mesma.

Fiz uma resenha bem completa para o Site Estação Nerd. Vou deixar o link aqui para vocês. No fim, acabei curtindo muito a história e fiquei com vontade de assistir ao filme que saiu esse ano.




E essas foram as minhas leituras, o que vocês acharam? Querem ler ou já leram algum desses?
Como foram as leituras de vocês? Contem aí nos comentários!

=P

segunda-feira, março 12, 2018

Leituras de Fevereiro de 2018

Ainda dá tempo de falar das minhas leituras no mês passado, né? Como estou com pouco tempo para fazer resenhas de cada um dos livros, estou fazendo esses resumos para pelo menos passar algumas indicações de leitura.



Deuses Americanos, Neil Gaiman



Deuses americanos começa bem, da uma arrastada, mas, passando da metade pro final fica bem melhor. A escrita do autor é maravilhosa, é um excelente contador de histórias.

E estou impressionada com o Gaiman, como ele consegue ser versátil. Todos os livros são um pouco fantásticos, aquele real/irreal pouco definido. E o impressionante é que dos três livros lidos até agora, não há muito em comum. Adorei isso! Gaiman não é daqueles escritores de best sellers que quando tu leu um, leu todos. Não existe uma receita de sucesso sendo repetida em todos os livros. Cada um tem seu próprio universo, ritmo, tramas. É muito legal!




1984, George Orwell



Esse livro é um clássico e eu precisava ler "só por isso". É o queridinho de muitos leitores, mas não o meu. A história é interessante, bem contada, isso sim. Ficamos sempre tensos esperando que algo aconteça com o personagem principal. Conhecemos a loucura daquele regime totalitarista, as bizarrices políticas que eles criam para dominar a população, descobrimos que o mundo inteiro em 1984 é assim e ok. Chocante e triste. Então algo acontece com o personagem principal e o fim é só mais um dia da vida dele. Talvez se não tivesse voltado, não sei... Algo não me convenceu, acabei não achando grande coisa.





A Casa inventada, Lya Luft



Um livrinho curto e bem rico em significado. Ainda não tinha lido nada da autora e achei bastante curioso. Por meio de uma analogia (a descrição de uma casa), Lya vai recordando a sua infância e como foi formando a mulher que ela se tornou. É lírico em alguns momentos, tristes, melancólicos em outros. Mas, é muito legal. Sensível.









Androides sonham com ovelhas elétricas, Philip Dick



Esse livro serviu de inspiração para o filme "Blade Runner", lá dos anos 80. A história impressiona pela criatividade do autor. Escrito nos anos 60, ele imagina um futuro apocalítico, em que a Terra foi praticamente evacuada para Marte devido a poluição radioativa. Para auxiliar com o trabalho pesado, robôs muito parecidos com humanos foram construídos. Os androides da geração que é apresentada no livro não podem ser distinguidos dos humanos, exceto pela sua forma de pensar. E quando eles fogem, rapidamente passam a ser caçados pelos "caçadores de androides". E é a vida de um desses caçadores que acompanhamos no livro.

Eu adorei a escrita do Philip Dick, a narrativa é envolvente, a história é boa, e o final... Meio decepcionante.




Piano Vermelho, Josh Malerman



Livro do autor que escreveu o maravilhoso "Caixa de pássaros", nesta história é com a audição que ele cria um mistério. O suspense não é tão intenso quanto em "Caixa de pássaros" porque não dá aquela sensação próxima a situação da personagem, mas é bom. Um grupo de ex-soldados e integrantes de uma banda de rock é enviada para uma missão no meio do deserto. Descobrir a origem de um som esquisito que faz mal as pessoas.

Achei meio enrolado e confuso em determinado momento, as descrições parecem não ser suficientes para criar as imagens, para convencer. Talvez por usar um sentido pouco palpável, e por vir depois do imbatível "Caixa de pássaros", "Piano vermelho" não convence muito.




Tartarugas até lá embaixo, John Green

Fazia algum tempo que queria ler algum livro do autor, já que ele é tão famoso, e me deparei com "Tartarugas até lá embaixo" em promoção. Logo que comecei a ler, a primeira impressão confirmou meu pré conceito: história clichê bem escrita, leitura fluida e gostosa.

Best sellers são campeões de vendas não por acaso. E é bom ler uns assim de vez em quando pra ter uma opinião. Não gosto de preconceito literário, mas tenho, mesmo assim tento ler de tudo um pouco, ainda que tenha meus gêneros favoritos.

Essa história se mostrou muito melhor do que eu imaginava. Sem dramalhão, romancinho, choradeira. Uma história sobre o TOC, que aflige uma adolescente em meio algumas descobertas, entre elas o primeiro amor. O romance fica em segundo plano, assim como a história de amizade, o relacionamento com a mãe. E o final é doce, bonitinho, esperançoso. Curti!



E vocês, estão lendo alguma coisa, se interessaram por algum desses livros?
=P

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