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quinta-feira, novembro 05, 2020

The Killers está de volta ao Indie Rock

 Depois de um álbum que nem citei por aqui, o famigerado Wonderful Wonderful (2017), The Killers está de volta ao cenário Indie Rock de onde nunca deveria ter saído com o perfeito Imploding the Mirage.



E para quem acha que estou me referindo ao "underground", não é sobre mídia e sucesso que me refiro e sim ao estilo Indie Rock. Se quiser entender melhor, respondi nesse outro post O que é Indie Rock?

Mas, é do álbum novo e de música boa que quero falar hoje. Se quiser já colocar o Implodind the Mirage pra ouvir enquando falo sobre ele, é só clicar aqui.


Implodind the Mirage faixa a faixa


1 - My Own Soul’s Warning

Essa faixa ainda tem um pouco do POP que vimos no álbum anterior. Mas, tem uma atmosfera mais indie, guitarra e baixo bem presentes, além do tecladinho tão próprio da banda. E me fez lembrar muito o Battle Born. Um disco que gostei demais.

Gostei muito do vocal. Brandon voltou em plena forma, um pouquinho de eco e o rouquinho que se ouvia nos primeiros álbuns. 


2- Blowback

Quase uma baladinha, baixo e guitarra fortes. Achei muito a cara de Battle Born (de novo), gostei. E um destaque especial para a letra dessa música que fico pensando, pensando e pensando...


Born into poor white trash and always typecast

But she's gonna break out, boy, you'd better know that

It's just a matter of time

She fights back

Breathing in the blowback


3- Dying Breed

Mais uma com uma pegada pop anos 80. Tem um refrão meio chiclete, e eu gosto, o que eu posso fazer? É daquele tipo de música que vai crescendo, aumentando ritmo, ficando mais intensa. Os vocais estão perfeitos. 


4- Caution

Caution foi o single de lançamento do álbum. Ele está bem conectado com o álbum anterior. Porém, já mostra como vai ser esse novo álbum. Tem muito estilo comercial, refrão chiclete e tecladinho. Não é ruim, só não é a minha preferida.


5- Lightning Fields (Feat. K.D. Lang)

Acho que a música mais pop do álbum, mas um pop com um pé no indie, meio eletrônico. Tem vocais muito legais, essa participação da KD Lang é de arrepiar.


6- Fire In Bone

Uma música que tem um ritmo empolgante, baixo presente do início ao fim. Ela lembra as músicas do Wonderful Wonderful, mas numa versão melhor. O refrão é muito legal!

 

7- Running Towards A Place

Vocês têm que assistir eles tocando essa música ao vivo. Eu adoro tudo nessa música, especialmente o Brandon Flowers. hahaha

Ah! Bem estanho ver The Killers sem a sua formação completa, original e perfeita. O baixista, Mark Stoemer, e o Guitarrista, Dave Keuning, andam afastados, não querem mais sair em turnê. O guitarrista sequer posou pra capa de Wonderful Wonderful. Mas, não há qualquer indicação de que tenham saído da banda. Parece que é só um tempo. 



Nessa apresentação do Pandora Live está a formação atual. Quem toca com eles é o guitarrista (antes de apoio) Ted Sablay, que é muito bom. E o baixo está com o Jake Blanton, que já tinha tocado no lugar do Mark Stoemer no período que esse esteve com problemas de coluna e se afastou dos palcos.


8- My God (Feat. Weyes Blood)

Uma música dramática do jeito que eu adoro. Os vocais, como em todas as demais músicas, está incrível. Ela tem uma pegada indie eletrônica, um pouco fantástica (não me pergunte o que isso quer dizer!), um ritmo muito bom. 

Fiquei muito curiosa pra ver eles tocando My God ao vivo. Tenho certeza que vai ser impressionante!


9- When The Dreams Run Dry

Essa é bem diferentona. Assim como Dry Breed vai crescendo, mas com altos e baixos, coro e vocais impressionantes. Se esse é o novo The Killers, eu gosto.


10- Imploding The Mirage

A música de dá título ao álbum é a última, encerrando esse passeio pelo indie rock pop moderno e vintage. É pop, com um embalinho bom pra dançar. É outra que deve funcionar muito bem ao vivo.


Opinião definitiva sobre Imploding the Mirage do The Killers?


Como vocês podem ver eu gostei bastante de Imploding the Mirage. Depois de Wonderful Wonderful eu tinha parado de ouvir, mas esse álbum me trouxe de volta pro clube dos Victim od The Killers.


O álbum está disponível em todas as plataformas de música Spotify, Deezer, Youtube. A pena que o álbum fisico não tem um preço muito acessível, acredito que o citado abaixo seja importado. 
 

sexta-feira, setembro 01, 2017

O que é indie rock?

O que é indierock? Bem, comece não julgando um texto pelo título. A pergunta parece boba, mas, juro que tenho uma reflexão para compartilhar e não só um monte de baboseira, definição e algo parecido com o que se encontra na Wikipedia. O que quero escrever hoje é sobre algo que volta e meia eu me pergunto, e que voltou a circular nas minhas ideias quando meu antigo professor perguntou que estilo era "The Killers". 




Enrolei quase um ano para terminar esse texto. A pergunta aparentemente aleatória aconteceu quando fui com a camiseta da banda para a aula de alemão (saudades). O professor, por não conhecer a banda deduziu, pelo nome, que fosse Hardrock. Hardrock? perguntou ele. Ao que respondi "não, indie".

Respondi e fiquei pensando. A palavra "indie" ficou ecoando na minha cabeça, envolta pelo pensamento: ora! Se ele não conhece The Killers, provavelmente não sabe o que é indie. E como se tivesse lido a mente dele, percebi que o Lehrer ficou repetindo "indie, indie, indie..."  e finalmente me saiu com a pergunta: "indie pop"? Eu achei graça, respondi que não, que era indie rock.

Bem, depois dessa conversa no elevador fiquei pensando (de novo) sobre o que era indie rock. Revisitei mentalmente as bandas que eu gosto e que são, de acordo com a minha humilde opinião, indie. E consegui duas classificações mais palpáveis: 

Indie = independente

Bandas que não têm gravadora, fazem seu trabalho por conta própria ou com financiamentos coletivos.

Indie = estilo de música

E nesse "indie" caberia inclusive o "indie pop" sugerido pelo professor.


The Killers, a banda em questão, começou como Indie, no sentido "independente" da palavra, depois cresceu absurdamente e continuou fazendo um som não muito convencional. Não se tornou necessariamente pop, e aí? Onde é que ela vai se encaixar? É aí que eu acho que o "indie" vira gênero também. Ainda que bandas como The Killers tenham aparentemente pleno controle das suas carreiras, sendo independentes, não pertencem mais ao cenário underground, e estão num ambiente mais comercial, é o que me parece pelo menos.




E quando se fala de gênero, o que é Indie Rock, afinal?


Voltei a lembrar das músicas que ouço e que acredito serem Indie e me dei conta de que não existe um padrão que se possa definir. Talvez por isso as pessoas "normais" odeiem quando tem um fã de indie perdido no meio de uma conversa sobre música (só não somos mais insuportáveis que musicistas, técnicos e teóricos - hahah). Existe uma infinidade de bandas por aí, cada uma com o seu estilo, referências e pretensões. Não tem como colocar todas em um único balaio. 

A raiz do indie rock está nas bandas de rock alternativo, o pós-punk e o new wave dos anos 80, mas vem se modificando ao longo do tempo. Se olhar para o cenário nacional, a diferença é gritante. A prova disso está em três ou quatro bandas que eu posso citar aqui: Plutão já foi planeta, Sound Bullet e Valente, por exemplo. Considero as três "indie rock", adoro as três, e são poucas as semelhanças entre elas.

O mesmo não acontece se pegar exemplos fora do braziu. Consigo notar algumas semelhanças entre as bandas que eu gosto, e entre outras bandas que não gosto, mas que são reconhecidas como representantes do indie rock, tais como: White Stripes, Arctic Monkeys e The Strokes. Estilos parecidos que me cansam. (desculpa aí). Prefiro sons mais melódicos, pós-punk, como: Tocotronic, após o álbum "Schal und wahn" (banda alemã), New Mayans, New Politicians, Doves, The Joy Formidable

A semelhança entre as bandas ditas "Indie" é que elas não estão na novela da globo? Se fosse assim a Scalene não seria mais indie, e já ouvi falar que não são, e discordo. Magnetite está aí para nos mostrar que a banda não está seguindo uma tendência, não está necessariamente buscando ser tocada no rádio. Pelo menos não seguindo caminhos comerciais para isso. Aliás, as bandas indie nacionais se diferenciam de bandas como Coldplay, Kaiser Chiefs, The Killers e tantas outras que estão debandando para uma pegada eletrônica, ficando todas muito parecidas, de novo.


O undergound não é mais tão underground


Se ser indie era ser underground, ninguém mais o é! Graças a Internet, as bandas podem se tornar mais conhecidas. Eu só conheci Sound Bullet por causa do Twitter, e se não fosse a rede não conheceria metade das bandas nas minhas listas do Spotify. E sem as redes sociais, certamente a Scalene não estaria tocando na novela da globo, eu não conseguiria continuar acompanhando a Valente, a Plutão já foi planeta, a Stella ou a Baby Budas.

Então, indie rock ou pop, nada mais é do que uma produção independentemente criativa. Essa foi a conclusão a que cheguei. Porque se não é a visibilidade, popularidade, estilo ou o selo, sobra o criativo para a classificação. E, também acredito que a classificação quer dizer nada. Música boa tem que ser aquela que nos toca, que nos faz bem (de preferência). Essa é a minha relação com a música pelo menos.


E para vocês, como vêem essas classificações, vocês ouvem alguma coisa muito diferente, que ninguém conhece? Contem aí nos comentários! 



Compre o melhor do Indie Rock em CD, Vinil e mais na Amazon 

=P

quarta-feira, março 01, 2017

TOP 10: As músicas mais ouvidas nos anos 80

Com tanta breguice musical rolando por aí hoje em dia, comecei a pensar no que era considerado brega nos anos 80. Toda época tem os seus clássicos, que todos adoram chamar de brega, mas que no fundo todo mundo ama, e canta do início ao fim. Aos nascidos depois dos anos 90 e que não tem um saudosista na família que o tenha apresentado a essas pérolas: aproveite para conhecer! :P

Aqui está o meu TOP 10, com as músicas mais ouvidas, mais tocadas, mais pedidas, nos anos 80. Eu cresci ouvindo o que as minhas irmãs mais velhas gostavam de ouvir, e o que a minha mãe gostava. Então meu repertório brega é extenso e variado: passa por "Ovelha", "Fábio Jr", "João Penca e seu miquinhos adestrados", e tudo o que tocava nas rádios nos anos 80. 

Estabeleci alguns critérios para formar essa lista: primeiro, só incluí músicas internacionais; depois, selecionei as que mais ouvida, e as que gostava, ou que marcaram por algum motivo, e algumas que continuei ouvindo (por conta própria ou não) nos ano 90. E aí está!

TOP 10: As músicas mais ouvidas nos anos 80


7- Big In Japan - Alphaville 
8- Thriller - Michael Jackson

* Clica no nome da música para assistir ao vídeo, para recordar ou para conhecer e apreciar! KKKKK

Invejosos dirão que a história não foi bem assim, que Thriller foi muito mais tocada do que "Wake Me Up Before You Go Go", e que "Like A Player" não foi a mais pedida da Madonna. Mas, essa lista foi colocada na ordem que eu me lembro e que mais gosto, então, 8º lugar para Michael Jackson está ótimo. 

"She Bop" da Cyndi Lauper não é a música mais conhecida dela, eu sequer lembro se ela tocou no rádio. E se ela está nessa lista de TOP 10, é porque eu amo essa música e lembro de tê-la ouvido por muitos anos, e se tocar hoje eu ainda vou ouvir bem faceira. Sem falar que o clipe é algo que data muito a música. Tu bate o olho e sabe que é anos 80. Acho isso muito legal.

A Cyndi foi ofuscada pelo sucesso louco da Madonna e pela disputa dela com Michael pelo reinado do POP. "Girls Just To Want To Have Fun" foi a primeira que pensei em colocar nesta lista, assim como "Like A Virgin", para Madonna. Mas, não seria justo, ela tem um disco repleto de hits incríveis, não dá pra ficar na mesmice. E quanto à Madonna, ela começou a causar na cena POP com o clipe polêmico de "Like A Virgin", e acho que foi aqui que ela aprendeu a fórmula pra ficar cada dia mais falada e ryca.

"Livin' On A Player" está tão bem posicionada porque ainda amo essa música (me julguem!), assim como outras clássicas do Bon Jovi, que na real acho que comecei a conhecer e a gostar só depois, nos anos 90. Mais um motivo para estar aqui, atravessaram o tempo.

E Whan!, minha gente, é algo inexplicável. Essa música é sensacional e a cara dos anos 80, e a banda é só mais uma banda de uma música só. E como se parece com Queen? Alguém mais notou? Nunca ouvi comentários a respeito. E Queen, com "Radio Ga Ga" é outra daquelas que atravessaram o tempo, e não tem quem não se impressione com a música, que parece brega, talvez seja, mas é daquele tipo de música brega que a gente ama odiar, ou odeia amar, quem sabe?

E as músicas que estão ali na lista e não citei, são as chatas, chicletes, que tocavam muito, que não dava pra evitar. Sou capaz de canta-las do início ao fim, e não gosto nem um pouco disso. Tipo o sentimento com "Somebody Told Me" do The Killers.


E porque adoro Cyndi Lauper, deixo o clipe de She Bop aqui em destaque! :)




Bem, é isso. Para marcar a quarta-feira de cinzas, um post com bom humor e nostalgia.

=P




quinta-feira, dezembro 31, 2015

TOP 10: As músicas e bandas mais ouvidas de 2015!

Como esse ano fiz vários posts com as músicas mais ouvidas (da semana, do mês e etc - se quiser conferir acesse os posts aqui) aproveitando as estatística do LastFM, que pra quem não conhece é um sistema bem divertido que vai somando e registrando tudo que tu ouve, resolvi fazer também o post das músicas mais ouvidas do ano de 2015.

Eu, particularmente, gosto de consultar essas estatísticas do last FM pra ter uma ideia do todo, do que tenho ouvido. Sei lá, gosto de dados assim, organizados! Os números, no caso das músicas e bandas ouvidas denunciam alguns vícios. Como evidencia a lista que segue.

As bandas mais ouvidas em 2015




The Killers, claro, sempre, segue liderando o ranking, assim como The Joy Formidable, que sigo ouvindo muito, e as surpresas do ano: Tocotronic (que já falei sobre aqui), Stornoway (que já falei aqui) e Scalene (que tem recheado os posts TOP 10 e sobre a qual falei aqui - que por sinal aparece também nos posts mais acessados do ano).



Na lista de álbuns mais ouvidos do ano, oops! Mais vícios...





Scalene de novo, Brandon Flowers que, na falta do álbum novo (The Disired Efect) acabe ouvindo Flamingo mesmo, que também é muito bom! E a curiosidade aqui fica por conta do Álbum Tocotronic, que na verdade se chama ROT - é o álbum mais recente da banda. Mas, por algum motivo o Spotufy e em outras mídias aparecem como Tocotronic. E senti falta de Morrissey e Queen, os quais resgatei esse ano e curti muito.


As 10 músicas mais ouvidas de 2015

  1. Scalene Surreal
  2. Stornoway I Saw You Blink
  3. The Killers Human
  4. Brandon FlowersLonely Town
  5. TocotronicDie Erwachsenen
  6. Brandon Flowers Can't Deny My Love
  7. The Joy FormidableWhile the Flies
  8. Brandon FlowersUntangled Love
  9. Scalene Legado
  10. The KillersChange Your Mind

Sobre a number one, confesso que me surpreendeu, ouvi muito, mas não sabia que era tanto. Já as demais, todas estão entre as dez mais porque realmente são viciantes, adoráveis. e quem não conhece, recomendo! Uma que senti falta nessa lista é When it goes wrong da Sound Bullet, que tenho ouvido demais. É dessas músicas que só de ler o título já dá vontade de ouvir. E também de Bows & Arrows do  Kaiser Chiefs. Gente essa música grudou mais que chiclete e eu ainda amo!


E outro "artista" e músicas que não apareceu nessas listas e que senti falta, foi o Frank Iero. O Álbum de estreia dele, depois de My Chemical Romance e todas aquelas tretas, o frank Iero andthe Celebrates - Stomachaches é maravilhoso e eu ouvi muito esse ano. Então fica o registro.

E assim "passo a régua" e encerro 2015 com dados estatísticos produzidos por mim sobre o que eu ouço, e é bem egocêntrico mesmo, dane-se o que toca pelo mundo, nas paradas ou nas novelas. Eu vivo num universo paralelo, sempre vivi, e viva a internet que nos permite ouvir o que quisermos!

Que venham boas e novas para 2016! :D


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