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sexta-feira, dezembro 07, 2012

Esse blá blá blá de Wiskas Sachê

Post tendencioso, talvez até pretensioso, mas quero falar deste assunto. Queria entender porque a Wiskas mudou o seu Wiskas Sachê. Eu nem sei quando isso aconteceu, pois fiquei sem ter gatos por um longo tempo, e hoje, quando compro um sachê pra agradar minha fofura, ela nem liga muito.

O que eu percebi de mudança, foi principalmente a textura do produto, e o excesso de líquido. Tenho a impressão de que era mais encorpado e interessante agradando mais os felinos. A minha oncinha detesta o de Salmão, o único que ela "ama" é o de atum.

Curiosamente, pela segunda vez, quando compro o Frontline vem de brinde o Sachê deste sabor. E sempre reluto em servir pra ela, porque o cheiro é forte para nós humanos, ela acaba só lambendo o caldo, e a ração fica parada lá e acaba indo pro lixo.

Então... Será que apenas a minha gata não curte esse produto?
De minha parte, mesmo custando R$0,99 aqui perto de casa, eu prefiro não comprar.

A marca já não me agrada há muito tempo: primeiro porque veterinários dizem que a ração tem muito sódio e prejudica o aparelho renal dos gatos; segundo porque eles vendem ração pastosa em latas que causam acidentes com os gatinhos, principalmente os de rua.

Uma marca que vende comida para animais DEVE se preocupar com o bem estar deles. Como fez a Le Roy, da Suppra, que colocou publicidade nos ônibus com gatos vira latas.


Ou a Three Cats na sua propaganda "Manifesto dos gatos". Simplesmente AMO essa propaganda. Confere aí...


quinta-feira, novembro 01, 2012

Sobre o trabalho voluntário e toda incoerência que há


Desde que tive contato com uma organização não governamental, passei a observar os movimentos chamados de "terceiro setor" ou "organizações da sociedade civil" com outros olhos. Foram dois anos de aprendizado, e muito do conhecimento adquiri também na faculdade. Graças ao empenho e proximidade ao tema da professora que orientou dois dos meus trabalhos. 

No primeiro momento pensei que contribuía muito pouco, cheguei a pensar que não fazia diferença. Veio  a primeira lição: percebi o quanto estava errada, que não precisava fazer tudo, nem conseguiria, precisava apenas fazer efetivamente a minha parte.

Depois passei a perceber a carência de profissionais neste campo, e de como as ONGs se atrapalham para desempenhar os seus trabalhos de forma eficaz. Normalmente por falta de "braços", de comprometimento dos ditos voluntários, ou pela briga de egos que acontece neste meio. E é justamente neste ponto tão delicado que vou tocar em seguida.

Outro aspecto percebido, é que as pessoas se dividem em mil ações, e projetos que acabam não ganhando força/voz, tornando-se pouco expressivos, ou desperdiçando grandes ideias. Pensando nisso, defendi por bastante tempo que as pessoas deveriam se unir por um ideal em ONGs já organizadas, para terem mais visibilidade, conquistarem mais pelas suas causas.

Por uma falha do ser humano, que é narcisista por natureza, nem sempre as ONGs atingem os objetivos pré concebidos. A disputa de egos, ou o sentir-se ameaçado em seus interesses de visibilidade pessoal faz desmoronar boas ideias, ou torna uma ONG falha em sua proposta. Esse foi o motivo para eu me afastar de uma ONG. Minha causa é o bem estar animal, e a frase "prefiro bicho do que gente" falou mais alto.

Para a minha sorte eu não estava sozinha neste pensamento: o de que a causa deve superar os objetivos pessoais, a vaidade humana. E um grupo seleto começou a se formar, a pensar em alternativas. A solução foi criar uma nova frente de trabalho, com objetivos voltados para esses interesses que de fato são fundamentais em prol de uma causa.
Uma proposta pouco inovadora, mas muito criativa e positiva está surgindo. Em breve darei mais detalhes sobre isso. Por enquanto, fica a reflexão sobre o que é o trabalho voluntário, e de como ele pode ser feito. 
Aprendi que o importante não é um nome, uma instituição, que não se deve esperar o melhor momento. Ser voluntário é urgente, não pode esperar. Sozinho ou em grupo, quando bate a vontade, não se pode deixar a vontade passar.

Ações positivas, é isso que nos move!

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Crueldade nunca mais!


Depois de uma série de barbáries cometidas contra animais domésticos por seus próprios tutores repercutirem nas redes sociais e receber destaque na mídia, parece que finalmente chegou a hora da virada. Há muito tempo Protetores dos animais pedem por leis mais severas, para que seja considerada crime a violência contra os animais. As redes sociais, e já falei disso algumas vezes por aqui, está pouco a pouco trazendo a tona o tema e conquistando cada vez mais adeptos para a proteção animal.

Pois uma das demonstrações dessa força crescente está no movimento "Crueldade nunca mais", o qual é organizado por Protetores que cansaram de assistir de braços cruzados monstrumanos maltratando animais e ficando impunes. Um bicho de estimação é tratado como "coisa" pela lei brasileira e a pena por maus tratos muitas vezes é paga com umas cestas básicas, ou nem isso.

Cães, gatos, cavalos e tantos outros animais sofrem, agonizam, morrem. Todos os dias ficamos sabendo de uma história mais horrenda... e os culpados? Por aí, tocando as suas vidas como se nada tivesse acontecido.

Mas isso pode mudar! 
Depois de ações isoladas, pontuais e pouco organizadas, mas que deram resultados, os amigos dos animais se uniram. O resultado foi um movimento pelo Brasil inteiro, acontecendo simultaneamente, pedindo o básico:
PENALIZAÇÃO CORRETA E EFETIVA PARA QUEM COMETE CRUELDADES E MAUS TRATOS AOS ANIMAIS!

A Justificativa?
A lei atual é branda e não pune devidamente quem comete crimes contra animais.

Organizados, o grupo tem um site www.crueldadenuncamais.com.br no qual concentra todas as informações da manifestação. Tem marca, materiais pra baixar, para compartilhar nas redes, para imprimir, tem assessoria de imprensa...

Estão pensando o quê? Que amigos dos animais são loucos, desordeiros e desorganizados? Nada disso. O movimento tem regras:

- A manifestação CRUELDADE NUNCA MAIS é um movimento PACÍFICO e respeitador das leis, idealizado e organizado pelos protetores de animais do Brasil, o qual será o início de uma série de ações que visam a penalização correta para crimes de maus tratos aos animais.
- Os animais não deverão ser levados à manifestação.
- Cada cidade organizará o formato da manifestação de acordo com as normas e condições locais.
- Os manifestantes deverão levar sacolinhas para a coleta do lixo. 


A MANIFESTAÇÃO

QUANDO: 22 DE JANEIRO DE 2012 (DOMINGO) – 
HORÁRIO: 10h (na maioria das cidades/consulte os horários no site do movimento)
LOCAL: Acesse http://migre.me/7AZdn



Somos todos loucos, do tipo de loucos que não rasga dinheiro, ama o planeta e toda vida e exuberância natural que está dentro dele.
Vem gente!

sábado, outubro 15, 2011

Acorda! O mundo está mudando


Não são mais multidões fazendo barulho lá fora (pelo menos em princípio). O mundo de gente que se sente excluída e injustiçada repousa (mais ou menos) “sossegada” em suas casas atrás de uma tela.
Mas a tela mudou. Ela já não é mais (apenas) aquela que tudo “ensina”. A tela que hoje reflete o “mundo real” com todas as suas opiniões e saberes diversos. Ela pergunta, responde, justifica, provoca, faz encontrar, compartilha. Esta “nova” (nem tanto) tela também pede, mas principalmente chama e convoca. E silenciosamente uma nova ordem se forma.

Comunidades antes excluídas, têm agora a possibilidade de colocar os seus problemas em pauta. Um mundo de gente descontente com o “sistema” se encontra silenciosamente e se organiza. Civis lutando por uma sociedade mais justa tomam a Wall Street  - Resultado? “Estimulado pelo movimento Occupy Wall Street, os protestos começaram na Nova Zelândia, passaram pela Europa e voltaram a Nova York, seu ponto inicial.”.

O exemplo anterior parece muito distante? Então veja este:

Há mais de 10 anos um canil municipal estava abandonado. Animais sofriam maus tratos, sob o olhar de pessoas que se sentiam impotentes diante daquela situação. Um dia as imagens desta dura realidade chega ao Facebook, ao Twitter, gera revolta e é compartilhado até a exaustão pelos “amigos dos animais”. Três dias depois a mídia anunciava “Moradores usam rede social para protestar contra condições de canil”  e em seguida também o Correio do Povo anunciava que o ministério público pediria a interdição do local. E não deu outra, no mesmo dia até mesmo a Zero Hora estava pautada (forçadamente ou não) informando que o canil havia sido interditado. O tema foi manchete também no famigerado (mas ainda assim, mídia) Diário Gaúcho

E o ciclo se fecha quando o Balanço Geral, programa sensacionalista, mas não menos importante, leva o assunto para a TV aproveitando o momento para protestar contra o comércio de animais de raça.



O problema dos animais não foi resolvido (ainda), apesar da interdição do canil. Mas as pessoas, antes vista como loucas por se preocuparem com animais, sentiram-se vitoriosas, já sabem do poder que têm nas pontas dos dedos. Não houve barulho, trânsito parado, “tumulto”, nada disso. Mas algo importante aconteceu aqui. 

O mundo nunca mais será o mesmo. 

quinta-feira, agosto 25, 2011

o bicho homem e suas estranhezas



Resolvem abrir um clarão em meio à floresta, para construir uma estrada, levar poluição, que leve a uma obra gigantesca no meio da floresta, para desviar um rio e produzir energia, gerando mais poluição, desabrigando a comunidade local.

Sim, estou falando a Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Nesta comunidade tem pessoas, que terão a sua vida alterada... ok!?
Nesta comunidade tem animais, que terão a sua casa perturbada, invadida, bagunçada e suja...

Mas o bicho homem é muito bom: leva biólogos em suas expedições para "salvar" os animais do perigo que eles mesmos estão criando e fazem reportagem na TV para parecerem bonzinhos.

Legal?
Não, né?
É uma falta de respeito e de responsabilidade esta construção. Nem vamos falar do roubo que a tal da Transamazônica vai propiciar (todos já ouvimos essa conversa antes) .


Existe um movimento contra, mas em nome do avanço do progresso, esquece-se (convenientemente) o que é, do que se trata, a vontade do povo. E para conquistar a simpatia dos alienados que ainda acreditam que o "Tele Jornal global" é vida.


E enquanto isso, na sala de justiça, a Avaaz tenta reunir militantes para esta causa.


Eu também digo #PareBeloMonte...
Mas quem se importa?

"Vamos celebrar a estupidez humana"!
.

quinta-feira, abril 28, 2011

Os respingos do Caso #arezzo nos ambientes digitais

Muitos são os blogs falando sobre o caso da Arezzo e a sua famigerada matança de animais. Cada um deles abordou o fato pelo ângulo que melhor atendia ao conteúdo habitual. Ao ler o post publicado pelo Midiatismo, que é um blog amigo, fiz questão de compartilhar minhas impressões. Isto porque as duas questões levantadas me atingiram: o grau de culpa da #arezzo e a participação dos “ativistas” de momento no caso.



Comecei o meu discurso me posicionando: eu sou pelos bichos (ponto). Depois, fiz questão de diferenciar: uma coisa, é comer carne porque sentimos fome (ainda que se tenha outras opções essa é a que culturalmente está difundida) e usar calçados ou casacos de couro (sejamos francos: material resistente e útil) – outra, é matar animais silvestres para fazer “detalhes” em bolsas e casacos; ou matar 35 raposas por um casaco - sendo que existe tecnologia suficiente para reproduzir esse efeito se houver mesmo interesse em usar coisa peluda.

Mas, precisava ser profissional e, como tenho acompanhado de perto esse caso da Arezzo, fiz as minhas observações. Tão longas que resultaram num post!


1) Ingenuidade beirando a incompetência:

A empresa se diz inovadora e lança um produto sem consultar os seus clientes? 

Se pesquisasse ela saberia que os consumidores não são mais os mesmos. As pessoas não são mais consumidoras, do tipo que aceita tudo porque está na moda. Hoje temos os prosumidores - que querem participar/compartia/ser ouvidos pelo menos. 

Vi inúmeras consumidoras e até mesmo fãs da marca se dizendo decepcionadas e afirmando "arezzo nunca mais". Ora! Se o público alvo da marca ficou assim, o que sobra para os ativistas sejam eles momentâneos ou não?

É claro que tem muita gente exagerada nesse meio. E eles fazem barulho o tempo todo. O problema nesse caso é que os clientes também se indignaram. Isso fez a diferença. Caso contrário seria só um bando de malucos extremistas protestando, nas redes sociais na internet ou nas ruas... tanto faz.


2) Na gestão de crise houve falha no posicionamento.

A Arezzo fez uma declaração ressentida e antipática. Não percebeu a presença de clientes em meio as reclamações. Ela irritou os protetores dos animais, não soube reconhecer erro algum, nem o de não ter pesquisado quem mais interessava, nem de ter usado pele de animais. Pra piorar manteve as peças nas lojas, disse e não cumpriu. Isso pegou mal.


Agora entro na discussão propriamente dita:

A Arezzo foi vítima?
Não. A causa levantada por ativistas e clientes é legítima.

Mas o fato foi oportuno e a marca acabou servindo de "bode expiatório". E considero ótimo o levantamento dessa polêmica, pois ela permitiu que se discutisse o tema, envolveu não ativistas e o buzz foi tão forte que outras empresas desistiram de coleções semelhantes.

É a "força das redes sociais"?
Sim. Pessoas que conversam com outras pessoas, que têm acesso a diferentes opiniões e compartilham suas impressões. 

A vantagem: todas elas estavam na internet, sendo atingidas de alguma forma pelo caso e se houve toda essa revolta, acredito que boa parte está sendo sincera, ainda que coma carne... A futilidade está sendo questionada. A arrogância da empresa foi o que determinou o #fail

As empresas precisam saber como se posicionar no mercado: se querem ser de consumo massivo (como a Arezzo) então elas não podem aparecer com polêmicas como essa. Pesquisa de mercado, de consumo, monitoramento online, planejamento de ações.... tudo precisa convergir para uma boa estratégia. E isso foi o que faltou para a empresa em questão.

A atuação online fará parte do processo, que se seguir a "boa" estratégia, será muito positiva.

quinta-feira, abril 21, 2011

O caso Arezzo e a Matança de Animais

Reação de diferentes públicos faz a empresa desistir da coleção Pelemania, mas as críticas continual. O caso serve como alerta para outras empresas e reacende uma discussão que hoje se propaga mais facilmente com as ações nas redes sociais – a ordem agora é outra e o mérito é da web 2.0.





Tenho acompanhado o caso #Arezzo e já li de tudo. Estava sentindo a necessidade de escrever sobre o assunto antes mesmo de ele entrar para o Trending Topics no Twitter. Tive mais vontade ainda depois de ler sobre a retratação da empresa. Além de nitidamente ressentida, ela não abafou o caso como pretendia, porque disse desistir do uso de pele de raposa, mas não a dos coelhos. A imagem da empresa está manchada de sangue, a comunidade protetora dos animais ainda não conseguiu exatamente o que queria. Mas a Arezzo, mesmo para quem não é engajado com a proteção animal, perdeu muito.

Situação:
A Arezzo, marca antes referência em calçados e acessórios femininos, lança uma coleção chamada "Pelemania", na quinta-feira (14/04). A linha possui peles exóticas em sua confecção, usa a pele de raposas e de coelhos para casacos, coletes e para decorar calçados, bolsas e echarpes. 

A comunidade protetora dos animais se revoltou e começou a agir nas redes sociais. Pelo Twitter muitas pessoas questionavam a Arezzo e pediam explicações. A empresa se calou, o que gerou ainda mais polêmica. A fanpage da marca no Facebook reuniu descontentes que passaram a usar o espaço para reclamar e expressar sua opinião. Os comentários, em princípio, foram apagados. Imagens da logo e da coleção manchadas de sangue começaram a circular na internet.

Na segunda, 18/04, ativistas e defensores dos animais levaram o tema para o topo das discussões no Twitter e em outras redes, como o Facebook, gerando uma crise com o nome da marca e polemizando a sua nova coleção.

Já não havia mais como fazer de conta que não era com ela, a empresa teve de se retratar. Um comunicado ressentido e não muito convincente foi publicado e logo estava em diversos sites e blogs, gerando novos comentários nas redes sociais. Em uma entrevista, o diretor da empresa, Anderson Birman, comentou o caso e afirmou que a marca não voltará a utilizar peles em seus produtos. 

Entretanto, nessa mesma entrevista, explicou que as peles de raposa seriam recolhidas das lojas, mas que as de coelho não. Uma explicação para isso seria o fato de Coelhos servirem como alimento ao homem, o que justificaria o uso da sua pele em roupas e calçados.

Duas observações sobre a entrevista: a empresa dizer que já receberam reclamações de clientes que queriam comprar os produtos e, "pobrezinhas" (nota do autor), não vão poder; e também que foram apenas 300 peças com pele de raposa. 

Dados: para um casaco de tamanho médio, cerca de 30 raposas são mortas. Como estão de matemática? 30 x 300 = 9.000?

Outro argumento foi o de que as raposas seriam de criadouros legalizados, e não da natureza, não representando assim uma ameaça a espécie ou agressão ao meio ambiente. Ou seja, se criarmos um ser vivo numa jaula com o único objetivo de vender a pele dele depois, não tem problema? E porque usar pele de animal em roupas em pleno século XXI?



Dados: para que a pele não seja danificada os animais são mortos por gás, envenenamento por estriquinina, têm seus pescoços quebrados, são mortos a pauladas ou é usada a eletrocussão anal, onde são colocados grampos nas orelhas do animal, e um bastão metálico no ânus por onde recebem uma descarga elétrica. 

Agravante: esses procedimentos são feitos sem muito cuidado, aplicados em massa, e muitas vezes o animal apenas desmaia, e acorda quando a sua pele está sendo arrancada.

E tem mais: de onde vêm os animais para reprodução em cativeiros? Os animais são retirados de seus habitats, de seus filhotes, ou de seus pais. São presos por armadilhas. Ficam presos por dias, com fome, sede e desesperados, até que os caçadores os encontrem.

E mais: no desespero, muitos arrancam os próprios membros para escapar. 1 a cada 4 conseguem fugir, mas acabam morrendo pelos ferimentos causados. Os que são apreendidos vão para gaiolas com outros tantos. Na espera para morrer, muitos enlouquecem.

Resumindo: “Toda peça que use pele representa intenso sofrimento de várias dúzias de animais” - bem mencionado no Pet Vale, portanto, não há justificativa para essa matança em nome da vaidade humana.

Não abordei aqui a questão do vegetarianismo, do espiritismo e tantas outras óticas que condenariam, da mesma forma, a Arezzo e a sua infeliz escolha de inovar resgatando uma prática antiga, dos tempos das cavernas. Desatualizada porque não precisamos mais da pele dos animais para nos proteger, assim como já não estamos mais sozinhos assistindo grandes corporações fazerem o que quiserem, sem poder nos expressar.


Viva a web e a revolução provocada na comunicação

Com o uso das redes sociais não conseguimos tudo o que queremos, não podemos mudar o mundo. Pressionamos o governo, mas não temos força para mudá-lo, por exemplo. Mas, quando o nome de uma empresa está na berlinda, fica fácil desmoralizá-la, e atingi-la. Afinal, a imagem positiva garante vendas. No caso #FAIL da Arezzo, a própria marca se desmoralizou perante os clientes. O que fizemos foi apenas reagir a uma agressão, expressar nosso descontentamento, para muitos, a decepção com a marca. 

Como uma empresa quer ser reconhecida como moderna e inovadora esquece de consultar o público, como pode ser tão sem noção e lançar acessórios manchados de sangue, exaltando a prática como uma "mania" e achar que isso vai funcionar?


Detalhe: hoje, 21 de abril, foi publicada uma imagem na internet que mostra uma bolsa de pele de raposa a venda numa loja da Arezzo. E aí? Essa briga não está nem perto de terminar.

Como pode algumas pessoas ainda acreditarem que vale a pena maltratar animais para fins tão fúteis?



Encaremos a realidade: hoje uma criança foi deixada no lixo! Passou da hora de revermos certos conceitos e valores em nossa sociedade.

Este texto foi construído com referência de outros blogs e sites que trataram/tratam desse assunto. Seguem os links:



domingo, março 13, 2011

Por que fazer trabalho voluntário?


O Projeto Bicho de Rua e a minha experiência com o trabalho voluntário nas redes sociais.

Quero falar de uma coisa da qual tenho participado e que até então não tinha parado para escrever. Um pouco, é claro, por ser um atividade recente, o que não me permitia avaliar muito bem o que se passava e, também, estava envolvida demais e aprendendo muito para fazer essa análise mais elaborada. Continuo envolvida e aprendendo sempre mais, mas hoje tenho uma visão mais clara do todo, por isso venho planejando escrever sobre isso, penso que chegou a hora.

Há aproximadamente seis meses me candidatei para um trabalho voluntário na Ong Projeto Bicho de Rua, uma ong que trabalha pelo bem estar animal. Ofereci-me para atuar nas redes sociais, por ser um campo de trabalho que vinha me interessando. Para a minha alegria, em pouco tempo recebi a oportunidade de trabalhar com a pessoa que administra o site e que promove as ações no Twitter e assim começou a minha jornada.

Poucas pessoas sabem o quão valioso e promissor é o trabalho voluntário. O nível de exigência e de comprometimento é igual ou maior ao de um cargo no mercado convencional. Já nos primeiros dias como voluntária recebi a tarefa de expandir a atuação da ong nas redes sociais. Criar páginas e comunidades foi muito simples, decidir as estratégias exigiu e ainda exige um pouco mais, mas na hora de começar “de fato”  o trabalho é que travei. E não era para menos: cabia a mim, uma recém chegada, interagir com pessoas que esperam as “verdades” de uma instituição reconhecida pela sua idoneidade.

Nessa experiência tive contato com algo inédito até então: atuar como profissional que pensa e age. Muito diferente das atividades operacionais, automatizadas que havia praticado até então. Com a Bicho de Rua tive a oportunidade de me posicionar como administradora da ong e pensar como torná-la mais influente respeitando as suas limitações, seus valores e a sua missão. É claro que não fiz isso sozinha, recebi orientação, mas sempre depois da indicação do caminho, era eu quem decidia como ele seria percorrido.

Mas isso não foi o bem mais valioso nesse trabalho. O que se ganha com o trabalho voluntário que dá certo é muito maior e sutilmente encantador. A cada resposta positiva e, principalmente, a cada animal adotado, a sensação de dever cumprido é maravilhosa. Saber que eu contribuí para que amigos “humanos e bichos” se encontrassem, que as pessoas se divertiram em transmitir as ideias propagadas pela ong, gera uma satisfação que dinheiro algum pode comprar. Ver que o fruto do teu trabalho rende bem estar para pessoas e animais, definitivamente, não tem preço.

Não bastasse isso, fui acolhida no mercado de trabalho graças ao belo portifólio construído a partir da atuação nas redes sociais em prol de uma organização não governamental. Tem muita gente no mercado querendo ganhar dinheiro com rede social. Todas as que já tentaram esbarraram num obstáculo: envolver as pessoas de forma que se interessem pelo que se escreve, se faz, leva muito tempo. Alguns usam sorteios e tentam “comprar” a audiência, o que as vezes até funciona. 

Mas numa ONG o que queremos distribuir é bicho pra ser adotado, pra dar trabalho. O que queremos é que as pessoas doem dinheiro, doem objetos, doem o seu tempo, o seu RT, que nos curtam por “nada”. É como no marketing, só que sem a troca. O fato é que arrecadamos dinheiro, coisas, conseguimos adoção para animais. Tudo base no diálogo, na construção de relacionamentos verdadeiros e de muito bom humor. E se conseguimos isso “de graça” imaginem o que podemos conseguir de posse de algum recurso? E é por isso que uma experiência como essa é tão valiosa.

Mas isso só é possível porque numa organização não governamental, porque em geral elas não têm muito recurso e se entregam as oportunidades, acreditam em quem lhes oferece ajuda. No fim, quando os resultados aparecem, os profissionais envolvidos são colocados numa vitrine e, acreditem, a corrente do bem não falha! 

O curioso é ver que tive acesso a pessoas incríveis graças ao trabalho voluntário, portas se abriram e, pasmem, o que me deixa mais feliz hoje, em meio a isso tudo, é saber que desde o início deste ano 332 animais encontraram um lar e que 21 que haviam se perdido voltaram para casa. Eu não fiz isso sozinha, nem mesmo a ong o fez. Mas reunimos pessoas, nos relacionamos com elas e juntos, ajudamos. E o legal é saber que faço parte de algo tão grandioso.


:)

segunda-feira, novembro 08, 2010

Acredita em energia parada?

Essa não é uma questão ideológica, nem esotérica, muito menos religiosa. É só mais uma daquelas coisas que todo mundo vê, sabe e sente... Mas que vai deixando de lado, porque a "vida chama" e precisamos sair correndo daqui pra lá, de lá pra cá, mesmo que isso implique deixar o que nos importa de lado.

Pois bem, é isso o que acontece com a quantidade de "coisas" na nossa casa, na nossa vida. Recebemos um presente aqui, uma lembrança que compramos ali, uma roupa para uma determinada ocasião, ou que compramos e nem sabemos por que. Mas, o tempo passou, a roupa sobrou, foi para o fundo do armário. E aquele sapato lindo que combinava perfeitamente com aquela roupa daquela ocasião. Roupa especial e sapato perfeito abandonados num canto. Já pensou em quantas coisas temos guardadas no guarda-roupas e há quanto tempo elas estão lá?

Passemos para a fase dois desse "problema": as bijuterias, as peças de artesanato, aquele livro que compramos para ler numa viagem, um objeto que está num canto da sala, não lembramos porque, sequer lembramos de onde veio. Esses são exemplos clássicos de "coisas" que poderiam estar bem longe de nossa vida, mas que permanecem ali, sem propósito, ocupando espaço, estorvando o nosso dia a dia.


A proposta desse texto hoje é alertar para uma situação chamada "energia parada". Chega um momento na nossa vida que precisamos renovar. Jogar fora o que não tem mais serventia, passar adiante o que não queremos mais. A dica de "Personal Organizers" é que observemos nossa casa e separemos tudo o que está sem uso há mais de 2 anos, já que, passado esse tempo, a tendência é que essas coisas permaneçam sem uso para sempre. Sendo assim, devemos nos livrar delas.


Algumas pessoas dizem que elas acumulam energias negativas, outras dizem apenas que são energia parada e, por isso, devemos movimentá-las, ou livrar-nos dela. O que eu acho é não faz sentido acumular tanta tralha! E isso independe das questões filosóficas envolvidas. Se ampliarmos nossa visão, perceberemos que essas coisas podem ser úteis para outras pessoas, e que nos fará bem liberar espaço em casa e ajudar alguém.

Pra completar: existe uma forma de liberar espaço, ajudar pessoas e sentir-se muito bem por isso. São os brechós beneficentes. Ongs ou pessoas organizadas em prol de uma causa recolhem roupas e objetos que depois são organizadas num evento para a venda e arrecadação de dinheiro. É uma forma elegante de pedir "sem tirar", pois todos saem ganhando.

Em Porto Alegre quem vem fazendo esse trabalho já há algum tempo é a ONG Bicho de Rua. Eles fazem coleta permanente de peças e objetos e depois vendem para, com o dinheiro, promover o bem estar animal ajudando quem os protege. É um trabalho muito bonito que merece nossa atenção e o nosso apoio.

O próximo Brechó do Bicho já está agendado, será no dia 12/12/2010.
Portanto, "bora" procurar coisas pela casa que precisam ser passadas adiante! "Bora" movimentar a energia parada, "bora" fazer pessoas felizes! Sim, porque quando ajudamos a Bicho de Rua, estamos ajudando pessoas que vivem pelos animais, logo, não estamos fazendo bem apenas para os bichos, mas para todas essas pessoas que estão envolvidas com essa causa.

Conheça os pontos de arrecadação no link: Brechó do Bicho

A bicharada e seus amigos agradecem!
:)

Obs: fica a dica para quem não é de Porto Alegre: procure por essas ações na sua cidade, é certo que elas existem!

terça-feira, agosto 31, 2010

Adotar um animal requer amor e consciência

Se tem uma coisa que me comove é bicho abandonado, mal tratado, sofrendo por aí. Já há algum tempo falo, ainda que discretamente, e muito menos do que gostaria, sobre a barbaridade que fazem com os animais por aí, mais ainda da revolta que sinto por não ter muito que fazer a respeito. Sempre pensando sobre o assunto, tenho chegado à conclusão que não haverá solução para o problema enquanto as pessoas não se conscientizarem de que somos "SIM" responsáveis pelos animais jogados por aí como se fosse lixo.

Fomos nós que os domesticamos e agora que não sabemos mais o que fazer com tantos deles, queremos nos livrar desse "mal". Quem mais sofre com isso são as fêmeas de cães e gatos, mais ainda os filhotes de gatos. Por que é deles a fama de "agourentos", se for preto, manchado ou multicolor então, nem se fala! O resultado é ruas e abrigos lotados de bichos, muitos deles sendo sacrificados, depois de muito serem maltratados. É um ser vivo, na maioria das vezes dócil, apanhando, sendo largado, sendo assassinado, sem ter feito qualquer mal além de ter nascido.

E agora cheguei ao ponto que eu queria: os cães e gatos abandonados não pediram para nascer. Algum dono irresponsável deixou que nascesse aquele filhote, algum dono irresponsável quis "tirar uma cria" da sua cadela para ver como seria, para vender ou para o que quer que seja, sem o plano de assumir esses animais caso ninguém os quisesse. A solução para esse problema, acredito que esteja saltando aos olhos: esterilização!

Quando se fala nesse assunto com os donos dos animais, principalmente de bichos "de raça", eles dizem ter pena do animal, que isso não é natural. Queria poder mostrar a essas pessoas dados diários de animais abandonados, de abrigos super lotados, para que elas me respondessem se isso é normal. Recebi hoje um e-mail da ONG "Bicho de Rua" com os números de animais precisando de um lar, apenas dos registrados no site da ONG: o número passa de 4000. E tem gente que compra bicho só pra dizer que tem dinheiro pra isso!!!

Essa, assim como outras ONGs, procuram oferecer auxílio para a esterilizarão, muitas cidades já oferecem esse serviço gratuitamente. Se você tem um bichinho, esterilize-o!

Mudando um pouco o enfoque, mas sem mudar muito de assunto, tem um candidato a deputado estadual que colocou entre as suas metas, lutar pela defesa dos animais. Está aí uma postura diferenciada que pode garantir o meu voto. Fiz uma pergunta para ele no Formspring para ver o que responde. Não vou citar nomes porque acredito que cada um deva fazer as suas escolhas a partir dos seus próprios ideais.

Bom, depois de umas semanas com textos bem sem importância, creio que consegui instigar algum tipo de reação nos meus fiéis leitores!

Assim espero!
:)
Precisando de um gatinho?

Precisando de um gatinho? Aqui tem vários gatinhos precisando de você!

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