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sábado, fevereiro 03, 2018

Confira as minhas leituras de janeiro!

Fiz um registro dos livros que li nesse mês de janeiro, com direito a resenha de dois deles. Vem ver!

Eu não costumo fazer posts contando os livros que leio, mas estou experimentando esse ano. Vamos ver se consigo manter o ritmo: de posts e de livros lidos. Consegui ler 3 livros em janeiro, e avancei bastante com "Deuses Americanos" do Neil Gaiman.



Confere as minhas leituras de janeiro!


A menina submersa: memórias, de Caitlín R Kiernan [Resenha]

A história do livro é narrada pela personagem "Imp.", uma menina esquizofrênica tentando se entender e superar um trauma. A narrativa não é linear, é como uma colcha de retalhos, e bastante desafiadora.

A menina submersa: memórias, é um texto para ser apreciado. Dá vontade de voltar e reler trechos, marcar parágrafos. Definitivamente não se trata de um texto para se ler às pressas. Apesar disso, achei a leitura muito fluida e gostosa. E, embora tenha dito que é melhor ler com calma, terminei ele em três dias. Simplesmente porque não conseguia largar. Leia a resenha que fiz para o Estação Nerd aqui.


Estorvo, de Chico Buarque


Um livro difícil de aceitar. É uma boa definição para a publicação de estreia do autor. Quando soube que era o primeiro, tentei ser menos dura com a crítica. A estória é confusa, não se sabe se o personagem principal está sonhando, delirando ou inventando tudo aquilo que nos conta. As passagens são confusas e, começa e termina sem pé nem cabeça.

A escrita é impecável, o texto muito bom, mas a estória, pra mim, deixou muito a desejar. Uma vez um amigo me disse que o conteúdo importa menos do que a forma Bem, depois de ler tantos livros maravilhosos em forma e conteúdo, me nego a concordar com isso. Parece-me que o Chico se preocupou demais com a forma, e deixou de lado conteúdo, e isso afundou a perspectiva de ser um bom livro.


Laranja mecânica, de Anthony Burgess [Resenha]


Um clássico da literatura inglesa e da cultura pop, famoso pelo filme, e muito melhor no livro, é claro e como sempre! O livro conta a estória de "Alex" um jovem que faz parte de uma gangue violenta e sem noção. Em determinado momento ele sofre as consequências por seus atos (pelo menos por parte deles) de maneira bem questionável abrindo espaço para reflexões bem profundas. A obra discute comportamento, amadurecimento, política, crítica social, liberdade. Tem de tudo nesse “livrinho” de 191 páginas pra dar aquela bagunçada nas ideias da gente. Tem coisa melhor?

E a forma é coisa de outro mundo. O autor criou uma linguagem própria para os jovens, o Nadsat, e Alex nos conta sua história nessa linguagem. Cheia de gírias e palavras esquisitas, um desafio! Muito difícil e louco, mas que diverte demais. Tem resenha que escrevi no Estação Nerd, acesse aqui.



Deuses Americanos, Neil Gaiman


Esse ficou pela metade, mas vou falar dele assim mesmo. Já li dois livros do Gaiman (O Oceano no fim do caminho e Lugar Nenhum - ainda sem resenha, que feio!) e estou cada dia mais impressionada com a versatilidade desse autor. Ele escreve mistério, humor, fantasia, e consegue misturar tudo em cada livro de um jeito único. A leitura é super fluida e gostosa, as histórias incríveis e criativas.

Em Deuses Americanos acompanhamos a jornada de Shadow. Um cara normal, recém saído da cadeia, que perdeu a esposa (e soube no dia do enterro que ela morreu o traindo com seu melhor amigo) e se vê trabalhando para um Deus. E descobre um mundo fantástico de deuses esquecidos distribuídos pelo solo americano, tentando se reerguer. É uma história simples, real/irreal, com passagens meio arrastadas, e outras que não dá vontade de largar. Quando terminar, vou tentar escrever uma resenha (mas, isso não é uma promessa!).

E vocês, conseguiram ler em janeiro? Me contem como foi!

E para quem quiser acompanhar mais de perto as minhas leituras, segue o blog lá no Instagram. Faço posts diariamente com diários de leituras, os livros que compro e outras coisinhas mais.

 - @blogsabeoque


=P

quarta-feira, abril 12, 2017

Resenha: Lá vem todo mundo, por Clay Shirky

E eis que, quase duas semanas sem postar eu volto, com a prometida resenha de "Lá vem todo mundo" de Clay Shirky. No post anterior (acesse aqui) eu terminei o texto falando da minha expectativa sobre o livro, já que o post falava de desempenho no Instagram, e o título deste livro é bastante promissor.

Acontece que existe um subtítulo "O poder de organizar sem organizações", que diz bastante sobre o que será tratado na obra: grupos de pessoas. Não foi uma decepção, e muito menos uma perda de tempo. Só uma mudança de perspectiva.

E uma pergunta que o livro não entrega: "Como surgem tendências e opiniões?" feita por Chris Anderson (aquele mesmo, de "A cauda longa"), e que aparece impressa na capa para despertar a curiosidade de quem se interessa pelo assunto. Talvez Clay Shirky conte "como" em algum momento, mas não nesse livro - não exatamente.

O livro é extenso e vou tentar resumir "um pouco" algumas passagens, porque acredito que são bem úteis ou convenientes para quem se interessar pelo título e vir parar nesse post.




Resenha: Lá vem todo mundo, por Clay Shirky


Os primeiros capítulos são dedicados a exemplificar, quase desenhar (e isso é um ponto muito positivo - e também negativo - desse autor), como as novas tecnologias de comunicação via internet (e seu suporte no hardware) estão transformando as relações sociais ao facilitar a reunião de pessoas em torno de uma causa - seja ela qual for. Ele lista uma série de casos em que as pessoas se organizaram para resolver um problema, mover uma ação, ou se divertir.

Ele explica que sobre a questão social/antropológica dos seres humanos, sobre sermos sociáveis e de termos essa predisposição a nos agruparmos. E o quanto a tecnologia facilitou isso, motivo pelo qual isso hoje acontece mais do que nunca. Ou seja, as tecnologias não transformaram o comportamento, apenas foi conveniente para que um desejo humano se tornasse real.

No livro são apresentadas uma série de teorias que "regem" o modo como essas relações e agrupamentos vão acontecendo, porque não era possível antes, porque não pode ser "replicada" em organizações/instituições/corporações. Em uma organização, o tempo tem custo, é preciso pessoas para supervisionar custos, e quanto maior for o grupo, mais pessoas são necessárias inviabilizando todo o processo.

Simplificando, o motivo são os custos de gerenciamento. Uma organização de pessoas geradas espontaneamente é auto-regulada pelas pessoas para que o grupo se mantenha; o capital social está no meio dessa fórmula - e é a partir daqui que a leitura fica densa e parece difícil. Mas, Shirky tem um estilo de escrita que não nos deixa desistir. Cara cada teoria há um exemplo, e esses exemplos são contados de forma romanceada. São histórias reais, contadas de uma forma muito prática, dá pra entender tudo.

Uma constatação antiga, mas bem atual para o período em que o livro foi escrito é que "cada pessoa é um veículo de comunicação" no momento em que qualquer um pode publicar o que quiser na internet com livre acesso de qualquer um. Aqui entra uma discussão que me fez voltar no tempo, diretamente para as aulas de teorias da comunicação (só que bem mais legal).

A comunicação nos tempos de ouro das mídias de massa, como TV, rádio e jornal, funcionavam (e Shirky mostra que nada mudou) no sistema "um para muitos". A internet e a facilidade de publicação online muda isso para um sistema "todos para todos" (qualquer um pode publicar o que quiser na internet com livre acesso de qualquer um).

E até essa máxima ele consegue derrubar quando mostra o paradoxo: quanto mais popular fica um blog ou uma pessoa, menos ela vai conseguir se comunicar com todos, transformando essa comunicação em "todos para um", ainda que com algumas ressalvas. Então o livro é todo assim, mostra como é, como era e como se transforma, e como isso volta em ciclos mudando, dia a dia, o modo como a sociedade se comunica. (É muito bom ler sobre isso).


E chegamos ao "publique depois filtre"


Essa é uma teoria "constante" no texto. A facilidade de publicação online, o aumento de pessoas conectadas e potenciais "publicadores" e a dificuldade de se filtrar o que presta ou não nesse meio. O autor me mostrou uma perspectiva interessante sobre as conversações que eu julgo "desnecessárias", tais como as piadinhas internas contadas publicamente, fotos do dia a dia, e assuntos pessoais que pouco importam para quem não tem intimidade com o interlocutor.

Justamente! Clay Shirky explica que elas pouco nos interessam porque não são para nós mesmo. Ele faz uma analogia muito boa, comparando o meio digital com a praça de alimentação de shopping center. Pense: um grupo de jovens sentados na mesa ao lado estarão falando sobre a festa de ontem, você vai ouvir o que eles falam, mas eles não estarão falando com você. Sem mais! É isso.

Outro tópico bem interessante é sobre a "produção colaborativa". Shirky explica que ela parte de uma motivação pessoal. A facilidade de encontrar outras pessoas com os mesmos interesses faz surgir rapidamente um grupo que estabelece normas e começa a construir algo.

O exemplo desse fenômeno não poderia ser outro se não a Wikipedia. Ele conta como ela surgiu e como se transformou no que é hoje, porque quase não sofre ataques, crescendo a cada dia, recebendo muitas pessoas que colaboram pouco, e poucas pessoas que colaboram muito. Outro exemplo citado foi a criação do Linux. É simples, quando se lê assim, de um pesquisador tão experiente e com talento para contar a história!



Ações coletivas e desafios institucionais  


Em determinado momento o autor fala de como escândalos na igreja católica tiveram repercussão forçada por um grupo de pessoas, de modo que estes não puderam ser abafados. Na medida em que as pessoas ficavam sabendo do assunto (velocidade de compartilhamento), mais denúncias surgiram, grupos se formaram pressionando, a imprensa não podia mais conter e evitar de cobrir o caso. E providências tiveram que ser tomadas.

Enquanto lia esse capítulo ouvi falar de escândalos na principal emissora de televisão brasileira. Primeiro uma denúncia de assédio, que foi publicizado pela vítima, recebeu apoio de outras pessoas que se identificaram com a causa, e quando menos se esperou - a acusado do assédio estava afastado e a emissora se pronunciando sobre o fato.

Poucos dias depois, pessoas que assistiam um reality show nessa mesma emissora se revoltaram com a agressão de um dos participantes a sua "colega" de programa. Neste caso, o fato público começou a ser discutido nas redes sociais, onde muitos grupos feministas já se reúnem há algum tempo, e a pressão foi tanta que resultou em numa denúncia formal de agressão e a expulsão do participante que - dizem - foi levado pela delegacia da mulher que estava lá para acompanhar a sua saída. Novamente a emissora teve que "cobrir" esse fiasco para acalmar os ânimos.

Como se não bastassem os exemplos no livro, a vida real estava ali me mostrando o que o autor tão bem explicava no livro. Achei isso sensacional! No livro Clay Shirky explica porque isso acontece tão fortemente com o advento das tecnologias e das redes sociais online. Novamente: o custo. É muito fácil e barato encaminhar, compartilhar, um pouco menos é postar, produzir um texto, mas alguns fazem e, dado esse primeiro passo, basta que outras pessoas tenham acesso ao material, identifiquem-se com a causa, para contribuir para que este atinja um número ainda maior de pessoas.

O lado negativo disso é que todos já percebemos isso, e muitas vezes esse volume de apoiadores online não é levado muito a sério. Não tanto quanto seria uma carta escrita a mão, ou a reunião, a mobilização, de pessoas antes de termos acesso a essa facilidade de agrupar pessoas com interesses semelhantes. Ele fala de como a "chuva de emails" para políticos não surtem qualquer efeito hoje em dia. E eu lembrei de pessoas que passam os emails dos políticos para que enviemos nossa indignação sobre qualquer coisa que estejam votando, como forma de pressioná-los. Nunca acreditei, agora vejo que nem deveria mesmo.

 Alguns grupos mencionados no livro usaram uma estratégia diferente, como o envio de alguma coisa que custasse um pouco de dinheiro, para passar uma mensagem equivalente a carta que era enviada antigamente. Alguns enviaram flores, outros amendoins, para chamar a atenção e pressionar uma instituição a mudar sua conduta. Mostrar que gastaram dinheiro, segundo Shirky, é uma forma de provar o quanto se importam.



Voltando aos desafios institucionais


O autor fala da impossibilidade de uma organização aceitar o custo de um fracasso, motivo pelo qual ela acaba tendo que fazer uma escolha que a deixa pouco eficaz quando o assunto é inovar. (Nestes capítulos vi meu TCC passando diante dos meus olhos!)

Shirky explicou antes a teoria de potência, de rede e outras que preferi não escrever aqui (afinal tem que sobrar alguma coisa para vocês lerem no livro!). Mas, o que se prevê é que existe uma quantidade muito maior de pessoas que têm uma grande ideia (na vida), do que pessoas que têm muitas boas ideias o tempo todo. Outras têm mais perfil para começar, outras de corrigir, dar sequência a um trabalho e assim por diante.

Esse contexto explica porque a Wikipédia e o Linux deram tão certo, enquanto a Microsoft, por exemplo, pena para fazer um software tão bom quanto (minha opinião) ou de outras empresas de conseguirem inovar. Uma organização precisa escolher um número limitado, de preferência que tenha todos os skils, o que é impossível. E assim, ela perde a organicidade que um projeto compartilhado tem.

Um projeto colaborativo que não dá certo não muda nada na vida daqueles que contribuíram nele, não há salários nem obrigações envolvidas. Diferente de uma empresa que precisa pagar pelo tempo das pessoas e precisa ter lucro para isso.


Análise geral sobre "Lá vem todo mundo"


O livro é longo, por vezes cansa (principalmente quando se tem um livro de Doctor Who esperando para ser lido), mas é muito útil e bem escrito. Quem é da comunicação, trabalha com comunicação digital, social media, gestão de redes sociais, se interessa pelas transformações sociais. É um livro necessário.

Clay Shirky abrange tanta coisa, que em determinado momento e ele fala da criação da imprensa, dos monges que escreviam os livros à mão, da transformação do trabalho. Fala inclusive de como a tecnologia liberta o trabalhador, dando-lhe mais tempo para ocupar-se com outras coisas. Então, é uma leitura rica, ampla sem ser raso (como se vê em muitos livros por aí).

Então recomendo, para quem realmente se interessa e gosta do tema (claro).

=P

sexta-feira, março 31, 2017

Como consegui 1000 seguidores no Instagram em 30 dias!

Um dia eu achei que as coisas estavam muito paradas na minha vida, então me propus um desafio: criar um Instagram novo e a partir dele construir um público ativo capaz de gerar algum valor social. E então, uni o útil ao agradável. Aproveitei que esse blog estava perdido no oceano da web e resolvi conectá-lo a outras redes mais modernas, no caso o Instagram.



Porque o Instagram?


Primeiro, porque é uma rede que eu ainda não havia experimentado de verdade. Como social media (que sou) eu obviamente tenho um Instagram pessoal (fraco) e gerencio contas de clientes. Mas, o uso profissional de uma rede social é bastante contestável (meo deos serei demitida!).

Deixe-me explicar meu ponto de vista: meio social é para amigos, para compartilhar coisas que temos em comum com outras pessoas, formar grupos, interagir, jogar conversa fora também (principalmente) e se distrair. A plataforma/ferramenta chamada Instagram é um caminho para fazer tudo isso.

A maioria das empresas não conseguem aceitar, algumas não têm sequer a flexibilidade necessária para, uma conversa mais informal nos sites de redes sociais. Logo, por mais que nós social medias (e vou botar todo mundo no olho da rua agora) nos esforcemos muito para obter resultados maravilhosos para quem paga nosso salário, essas limitações do meio corporativo nos impedem de realizar algo assim, tão perfeito. E quando temos essa liberação, o resultado costuma ser muito bom e o que não faltam são exemplos aí: Prefs de Curitiba, o Cemi e... (acrescente um que tu lembrou aqui).

Então, ter total liberdade para interagir, criar, testar, era fundamental nesse processo. Por isso, usar esse blog me pareceu perfeito, porque ele sempre teve essa função. Desde 2006 (eu acho) venho desenhando o conteúdo do blog de acordo com a fase da minha vida: mais nerd, mais deprê, universitária, louca das séries e mais recentemente a louca dos livros.

Daí pensei, o blog ainda não tinha Instagram, e comecei a perceber que tinha um grupo novo (só se for pra mim) rolando nessa rede chamado "Instabookers" ou "BookInstagram" (sei lá), pessoas que lêem e gostam de compartilhar esse bom hábito/paixão/vício. E foi aí que tudo se formou na minha cabeça.


Primeiros passos...


- Dei um tapa no visual do blog (criando um esboço de marca pra não ficar tão feio), criei o perfil @blogsabeoque (olha a imagem ao lado, de dar inveja, né? Só que não! Mas, foi o que deu, e uma coisa por terminar é sempre melhor do que coisa nenhuma);

- Preenchi com os dados importantes (quem sou, o que faço, o que estou lendo - ou mais ou menos isso);
- Comecei a identificar quem poderia ser meu público de interesse e estabeleci uma meta de fazer um post por dia, sábados, domingos e feriados inclusive. Resultado? O Instabook nasceu. Agora era preciso mantê-lo vivo.


O que precisei fazer para o Instagram "bombar"?


O primeiro passo foi pensar no conteúdo - postei meio que qualquer coisa e então me vi com o dilema: O que faria as pessoas curtirem as minhas fotos? Comecei a visitar todos os perfis semelhantes ao que eu queria criar para ver o que eles postavam, como eram as fotos, o que escreviam e etc.

E o que eu descobri foi que o "sucesso" no Instagram vai muito além da qualidade das imagens, elas precisam ser originais, mas sem qualidade simplesmente não vingam - diferente do público do Facebook (ou Twitter) que aceitam qualquer coisa, desde que esta seja verdadeira. Tem alguns Instagrammers que criam todo um cenário para mostrar um título que estão lendo. A gente começa a perceber um padrão, uns são mais refinados, outros se utilizam de objetos curiosos e a criatividade corre livre leve e solta - a personalidade de cada um expressa em imagens.

Eu só cheguei a essa conclusão depois de alguns posts bem descuidados (muito esperta eu). Mas, como a ideia era aprender, deixei todos lá. E fui procurando melhor, pensar mais no "post nosso de cada dia". Por sorte o assunto principal dos posts é inesgotável, porque livro por aí é o que não falta, e quem gosta de livro fala até dos que ainda não leu, e isso não é um problema, porque é expressão de qualquer forma.

E eu já estava melhorando o conteúdo, e as coisas ainda não aconteciam. Então comecei a observar os "movimentos sociais" que regiam dentro da rede Instagram. Os apaixonados por livros não só postavam fotos. Eles escrevem textões em seus posts. E eu observei que muitos deles tinham comentários, com respostas, e conversações entre os Instagrammers. E foi aí que caiu por terra uma crença que algumas pessoas têm, de que:


1. Ninguém mais lê; 2. Instagram é só foto e 3. Instagram não é uma rede social. Errado!


Rola muita interação no Instagram, as pessoas usam a foto para falar de si, para indicar outros Instagrams, para dar dicas, receitas, o que vocês imaginarem. E para "bombar" no Instagram, tu precisa entrar para esse clube, fazer parte dessa turma. O que significa (para o sofrimento dos preguiçosos), que é preciso ler o que as pessoas escrevem e interagir com elas. E isso é penoso quando você não tem assunto, não gosta do tema e etc. Por sorte escolhi fazer esse estudo em cima de um tema que eu adoro, sobre livros, com um objetivo que também adoro, redes sociais.

Neste post da imagem eu falei um pouco do meu carinho pelo livro "O pequeno príncipe", alguns comentários foram bem legais "até".



Fazer "sucesso" nas redes sociais exige tempo e persistência


Foi o que eu constatei até aqui: criar imagens, conteúdos interessantes, pensar nos textos, ler livros (porque né, não tem como ser diferente), ler o que as pessoas estão falando, interagir com elas (e continuar trabalhando, porque essa atividade extra não paga as contas). O que eu fiz (e sigo fazendo) foi ocupar meu tempo livre para essas tarefas, e o tempo passa voando quando a gente faz isso. E às vezes é cansativo, porque é um trabalho, afinal.


E tem mais uma coisa... 


Mesmo interagindo, ainda não vinham muitos likes para as minhas fotos, nem todo "seguir" resultava num "seguir de volta", e a coisa ainda não aconteceria se eu não curtisse fotos. Vai numa hashtag e curte, curte, curte. Vai no feed, curte, curte, comenta. Vai para outra hashtag, busca mais pessoas que podem ser interessantes (e, caramba! é meia noite, preciso ir dormir).

Conseguem perceber como isso é complexo, o quanto requer tempo, dedicação? Isso é ser social media. E o trabalho ainda não acabou. Porque, se hoje eu parar de fazer tudo isso, talvez os seguidores não desapareçam, mas o engajamento sim, e com ele toda visibilidade (que nem é grandes coisas) atingida até aqui. O que quer dizer que sim, devo continuar com o trabalho, até porque tenho me divertido muito com ele. O que dá total sentido a tudo isso: estar em uma rede social, fazendo o que gosto e me divertindo.



E tudo isso para conseguir 1000 seguidores?


Pois é, pouco menos de 30 dias, um pouco mais do que 1000 seguidores, conquistados a duras penas, seguindo muitos, deixando de seguir quem não segue de volta, seguindo outros. Porque deixar de seguir? Porque tu precisa de uma "reputação" online. Um perfil que segue mais do que é seguido não deve ser bom. Então tem que ver quem vale a pena seguir sem ser seguido, tem que ser o suprassumo do teu "tema", no meu caso editoras e livrarias, ou pessoas muito boas.


No mais, é procurar o público certo, não só para que te sigam de volta. Esses tu consegue fácil: segue todo mundo, segue por hashtags do tipo Follow-Like-Comments.


Não caia nessa de SDV por SDV!


Existem hashtags "mágicas" para conseguir novos seguidores, como #f4f #followback e etc. Assim como as de "likes" #likeall #liker e por aí vai. Elas podem até dar resultado se você quiser só números. Mas, se a ideia é construir uma rede engajada, essas pessoas não vão te servir para nada. Elas não vão interagir de um jeito que te faça parecer "massa" e as que te seguirem vão te deixar num dilema:
- se tu não seguir de volta vão deixar de te seguir
- se tu seguir de volta, teu feed vai ficar cheio de coisas que tu não curte, tirando o lugar daquelas que te interessam, e que podem te deixar mais famoso (ui!), posts para curtir e comentar e ter resultados melhores.

Sem falar que quem está pelo Instagram sempre percebe, não só pelas hashtags, mas também porque os comentários robotizados "cool" "nice" "your awesome" te denunciam. E fica chato! Por isso é melhor curtir fotos em hashtags e seguir pessoas que seguem instagrammers que tu vê que podem ser um contato em potencial.


Apesar de tudo, algumas hashtags são importantes!


E mais importante ainda é identificá-las. Tem as obrigatórias, no meu caso, sobre livros, leitura, se o livro é nacional, a que grupo social pertence, a quais interesses, tudo que for relacionado ao conteúdo que tu está postando, precisa de uma hashtag. E além disso, marcar a editora pode ser bom, o autor que está no Instagram melhor ainda, e evite marcar todo mundo, mesmo que tu acredite que a pessoa vá gostar. Eu não gosto.

E, por fim, aceite a dinâmica da rede. 


Todo o grupo tem hábitos e rituais, costumes, enfim. Tu precisa identificar e, se quiser fazer parte disso, entrar para o clube. No caso dos instabooks, existe uma coisa de "desafios" e "tags". Um instagrammer te marca sugerindo que tu faça alguma coisa. Hoje respondi a minha primeira "tag", que era simples até, só responder algumas perguntas simples sobre mim. Mas, existem outras mais elaboradas, em que tu precisa postar a foto de um livro, relacionar obras a outros Instagrammers ou criar textos com títulos de livros. Divertido? Interessante? Seja qual for a resposta, é isso que te espera, (ame ou deixe).

E quando menciono essa "dinâmica da rede" dá pra entender um pouco mais porque essa é uma situação complicada para uma empresa. Imagina que liberdade eu teria de propor esse desafio para uma doutora, ou para uma empresa que faz equipamentos eletrônicos. Que seja! Além de não fazer muito sentido, talvez as organizações tenham que focar em temas e conversações mais pertinentes a sua atividade. Sem mencionar aquelas que pensam que o espaço está li apenas para que você compre, tudo que ela tem para vender (sério, gente, não faça isso "em casa").


Sabe o que é?


Esse mundo das redes sociais na internet é tão complexo quanto as relações sociais na vida da gente, porque redes sociais na internet já é a vida da gente. Então, não vai achando que com qualquer meia dúzia de receitas e algumas ferramentas tu vai ser o influenciador da vez. A minha dica (como pessoa que ainda está aí lutando para entender tudo isso também) é: vai com calma, tenta se divertir e (citando Scalene) "de bom, algo virá".



E se quiser me seguir: instagram.com/blogsabeoque

=P

sábado, dezembro 21, 2013

Como voltar a versão antiga do Twitter para Android

Amigos, cortando o assunto musical ou explicações lexicas, venho neste post prestar um serviço de utilidade pública. Quem nunca se atrapalhou na hora de desinstalar um APP para Android no smartphone ou tablet, ou ainda, atualizou sem querer um APP na Play Store? Ou, quem nunca se arrependeu de fazer uma atualização? Essas três situações já aconteceram comigo e hoje desinstalei o Twitter do tablet por engano. Estava há meses sem atualizar esse APP porque vi o quão ruim ele ficou pelos comentários lidos em sites e blogs, e também por tê-lo visto rodando em outro device.

Bem, se você, assim como eu, ficou com essa versão nova e precisa desesperadamente voltar a usar a versão antiga do Twitter para Android, segue a dica: encontrar o aplicativo nas versões anteriores. Sim, google, baby! Basta encontrar e baixar/copiar para o device o arquivo executável para Android, o Apk. Ao abrir o arquivo no tablet ou smart você consegue instalar normalmente. Aconselho instalar um antivírus no aparelho antes de brincar com isso, já que instalar APPs de fontes que não a Play Store pode ser perigoso. 

Enfim, como achei o arquivo, testei e aprovei, deixarei aqui o caminho das pedras para quem precisar fazer o download

A versão atual do Twitter para Android (a terrível) é a 5. Denominada nos sites como versão 5.0.X (sendo o x qualquer outro número). As versões 4.x devem ser boas, mas confesso que não a encontrei. Então, baixei a versão 3.6.0. Que é essa da imagem ao lado. 

Twitter para Android versão antiga 3.6.0
Faça o download do Twitter para Android Vs 3.6.0 clicando aqui!

Se você quiser testar outras versões disponíveis, procure no File Crop, aqui tem uma busca com resultados para voltar à versão antiga: Twitter Android APK 

Dicas importantes:
- Desinstale a versão atual do Twitter para Android do seu smartphone ou tablet antes de instalar o aplicativo;
- Instale um antivirus bom antes de usar qualquer aplicativo, mesmo o que eu indiquei aqui;
- Não me culpem se algo der errado - o meu tablet é um Samsung tab 2 com Android 4.1.2;
- Dizem nos sites de tecnologia que o Twitter é aceito em qualquer Android acima de 2.1, então, teoricamente vai funcionar da mesma forma para qualquer device.



Boa sorte! 

PS: Fica a reclamação para a Google Play Store que nos obriga a usar sempre a versão mais atualizada dos aplicativos, mesmo quando não nos adaptamos, ou quando não gostamos delas. Tá errado!

=)


sábado, outubro 15, 2011

Acorda! O mundo está mudando


Não são mais multidões fazendo barulho lá fora (pelo menos em princípio). O mundo de gente que se sente excluída e injustiçada repousa (mais ou menos) “sossegada” em suas casas atrás de uma tela.
Mas a tela mudou. Ela já não é mais (apenas) aquela que tudo “ensina”. A tela que hoje reflete o “mundo real” com todas as suas opiniões e saberes diversos. Ela pergunta, responde, justifica, provoca, faz encontrar, compartilha. Esta “nova” (nem tanto) tela também pede, mas principalmente chama e convoca. E silenciosamente uma nova ordem se forma.

Comunidades antes excluídas, têm agora a possibilidade de colocar os seus problemas em pauta. Um mundo de gente descontente com o “sistema” se encontra silenciosamente e se organiza. Civis lutando por uma sociedade mais justa tomam a Wall Street  - Resultado? “Estimulado pelo movimento Occupy Wall Street, os protestos começaram na Nova Zelândia, passaram pela Europa e voltaram a Nova York, seu ponto inicial.”.

O exemplo anterior parece muito distante? Então veja este:

Há mais de 10 anos um canil municipal estava abandonado. Animais sofriam maus tratos, sob o olhar de pessoas que se sentiam impotentes diante daquela situação. Um dia as imagens desta dura realidade chega ao Facebook, ao Twitter, gera revolta e é compartilhado até a exaustão pelos “amigos dos animais”. Três dias depois a mídia anunciava “Moradores usam rede social para protestar contra condições de canil”  e em seguida também o Correio do Povo anunciava que o ministério público pediria a interdição do local. E não deu outra, no mesmo dia até mesmo a Zero Hora estava pautada (forçadamente ou não) informando que o canil havia sido interditado. O tema foi manchete também no famigerado (mas ainda assim, mídia) Diário Gaúcho

E o ciclo se fecha quando o Balanço Geral, programa sensacionalista, mas não menos importante, leva o assunto para a TV aproveitando o momento para protestar contra o comércio de animais de raça.



O problema dos animais não foi resolvido (ainda), apesar da interdição do canil. Mas as pessoas, antes vista como loucas por se preocuparem com animais, sentiram-se vitoriosas, já sabem do poder que têm nas pontas dos dedos. Não houve barulho, trânsito parado, “tumulto”, nada disso. Mas algo importante aconteceu aqui. 

O mundo nunca mais será o mesmo. 

quinta-feira, junho 30, 2011

A hora de explicar...


Quero agradecer as visitas aos outros dois posts publicados aqui no blog:



Quero esclarecer que estes posts tiveram como objetivo testar técnicas de SEM e SEO na disciplina de Comunicação na Web. OS textos foram escritos também por Caroline Brandão e não apenas por mim, como nos demais.

O resultado do trabalho foi muito positivo. Além de ver na prática como as técnicas de otimização funcionam, vi que é possível fazer isso com um conteúdo relevante. Pude perceber isso pelos comentários recebidos, coisa que acontece muito pouco por aqui.

Pretendo escrever sobre a experiência nas férias, já que estou terminando de ler o livro "SEM e SEO - dominando o marketing de busca" da Martha Gabriel. O livro é muito bom, vale muito a pena para quem escreve para a web, trabalha com sites, sem necessariamente ser um nerd que queira dominar a parte de programação. A linguagem é mesmo muito boa.

Por hora fico por aqui. Férias chegando, mas não "aí". Alguns papers me esperam ainda!

Obrigada, mais uma vez, aos visitantes que levaram a sério os posts sobre a vida, o universo e tudo mais!

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quarta-feira, junho 15, 2011

Sobre jogos, nerds, a vida, o universo e tudo mais!


Não entre em Pânico! É o que diz o Guia do Mochileiro das Galáxias. E dentre as várias teorias vinculadas a este best seller está o dia da toalha - hoje, 25 de maio. Este texto não vai tentar responder a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais, vai apenas trazer um pouco do que foi pesquisado durante o dia de hoje nas redes sociais. Ao longo do texto serão usados links para explicar termos que têm significado para o tema direcionando para redes sociais, google ou Youtube para aqueles que tiverem interesse de compreender melhor o assunto.

A obra, que já foi transformada em filme, dá exemplos do que é a ordem daqueles que têm orgulho de ser nerd, mas também acaba englobando os atuais "Geeks" - que nada mais são do que Nerds descolados, que têm amigos - mostrando que mesmo com as mudanças no comportamento dos jovens, algumas tradições dessas tribos permanecem, ao contrário dos nerds estereotipados no big bang theory, aquela série de televisão americana produzida pela Warner. Essa série é sobre um físico teórico (Sheldon Cooper) e um físico experimental (Leonard Hofstadter), que moram do outro lado do corredor de uma atraente garçonete loira. A "nerdeza" e o intelecto puro de Leonard e Sheldon são comicamente contrastados com as habilidades sociais e o bom-senso da garçonete (Penny).


Dois amigos igualmente nerds são Howard e Rajesh, e também são personagens principais. Falando em nerd, lembrei dessa propaganda (fake?) do mcdonald's, nosso adorável fast food responsável pela segunda maior rede internacional de lanchonetes, perdendo apenas para a rede de fast food Subway. Juntamente de marcas como Coca-Cola o McDonald's é considerado um dos mais disseminados símbolos do capitalismo internacional. Seu produto mais famoso é o sanduíche conhecido como Big Mac! Hoje em dia, pra alegria dos fãs de seus hamburgers, existe mcentrega para muital localidades e pode-se pedir pela tele, até mesmo, deliciosos milkshakes.
Enfim... Gostaria de falar um pouquinho sobre um dos livros que li nas férias, o divertido e "inocente" (será?) "O Mochileiro das Galáxias" (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy) de Douglas Adams. A história é sobre o personagem Arthur Dent e seus amigos em aventuras pela galáxia e pelo tempo, onde a toalha é útil para as mais variadas e inimagináveis situações. O livro tem um "Q" de ironia, sarcasmo, humor, ideias, críticas e outras coisas mais que não dá pra lembrar. A estória conta o fim do mundo (não por terremotos, enchentes e tsunamis, o fim do mundo que prevêem para 2012), seguido de viagens espaciais realizadas por um humano e extra-terrestre e essas coisas. Para quem tem os pés muito no chão e despreza esse tipo de leitura, saiba que essa obra pode mudar alguns conceitos. Vale a pena conferir! Depois de ler o primeiro livro da coleção, não dá pra pensar em não pegar os próximos.

A complexidade no livro fica por conta da maneira natural, embora às vezes um tanto bizarra, que o autor usa para descrever situações e o comportamento em lugares distantes, de extra-terrestres, de seres estranhos extremamente inteligentes para algumas coisas e tão, mas tão, estúpidos para outras – o que nos remete irremediavelmente aos seres humanos, os quais são desprezados pelo resto do universo por serem irritantemente limitados. 

Para completar, os viajantes intergalácticos usam um “Guia”. Um dispositivo móvel que dá acesso a todo conhecimento de lugares, seres e de comportamento que é atualizado constantemente por representantes que estão viajando pelo universo. Este guia, denominado: Guia do Mochileiro das Galáxias, é, portanto um representante nato do texto colaborativo, da inteligência coletiva, do modelo wiki. Ou seja, já em 1979 falava de recursos que eram de ficção científica e hoje são a pura realidade. Já naquela época apontavam para os problemas da construção coletiva de textos, a exploração econômica de recursos naturais e dos abusos que empresas cometem por não compreenderem o mundo a sua volta e as revoluções de comportamento provocadas a partir das revoluções tecnológicas.



E por conta dessa “teórica” de superioridade dos demais seres para nós humanos, da abordagem tecnológica, e pelo Guia do Mochileiro das Galáxias, que este se tornou um best seller nerd. A maior prova disso é o dia de comemorações em homenagem ao autor do livro, as quais sempre são muito bem sucedidas, principalmente hoje com o advento das redes sociais mediadas por computador. Enem adianta achar que é coisa minha. Não estou trollando! O Dia da Toalha é comemorado em muitos países. Foi uma forma dos fãs homenagearem o autor através de um tema engraçado, a toalha, que recebe um papel e uma atenção especial no livro, onde Adams dedica muitas páginas para falar dela.

Para saber mais sobre o tema, vale acessar as comunidades no Instagram, TikTok, orkut, os grupos no facebook e pesquisar no google, ou nos vídeos do youtube. O tema ainda não está no portal do maior grupo de mídia da América Latina, o globo.com, que aglutina os conteúdos do Globo Online (página do jornal O Globo) e do G1 (O Portal de Notícias da Globo), mas em muitos sites e blogs da internet, asseguro que sim.

São fãs em todo o globo comemorando e, neste ano com um motivo a mais, já que uma empresa de games anunciou que está transformando o Guia do Mochileiro em jogos. Vamos aguardar e acompanhar pelo ign, game vicio, e3... bem que poderiam criar também uma versão guia do mochileiro para jogos online.

Termino esse post com link para uma música, a forma de arte mais bela, que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio, We Come Together, do Goldfish, que é uma homenagem aos games de 8 bits e tem tudo a ver com o Dia da Toalha:






Termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.

Trollar
É claro que essa palavra é inventada e com certeza não deve existir. O troll tratado aqui é relacionado ao termo usado na Internet para pessoas que provocam discussões, mandam todos longe, essas coisas. O troll não tem nenhum apego quando está trollando.

Orkut
Rede social filiada ao Google, criada em 2004 com o objetivo de que os membros conheçam pessoas e mantenham relacionamentos. Seu nome é originado no projetista chefe, Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google. O alvo inicial do orkut era os Estados Unidos, mas a maioria dos usuários são do Brasil e da Índia. No Brasil é a rede social com maior participação, com mais de 23 milhões de usuários em janeiro de 2008. Na Índia é o segundo mais visitado. A sede do Orkut era na Califórnia até 2008, quando o Google anunciou que o Orkut seria operado no Brasil, pelo Google Brasil, devido à grande quantidade de usuários brasileiros e ao crescimento dos assuntos legais. 

Facebook
Rede social também lançada em 2004. Inicialmente, a adesão ao Facebook era restrita aos estudantes da Universidade Harvard. Ela foi expandida ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), à Universidade de Boston, ao Boston College e a todas as escolas Ivy League dentro de dois meses. Muitas universidades individuais foram adicionadas no ano seguinte. Eventualmente, pessoas com endereços de e-mail de universidades (por exemplo, .edu, .ac.uk) ao redor do mundo eram eleitas para ingressar na rede. Em 2006, o Facebook passou a aceitar também estudantes secundaristas e algumas empresas. Desde 2006, apenas usuários com 13 anos de idade ou mais podem ingressar. Os usuários podem se juntar em uma ou mais redes. Hoje, a posição do Facebook no ranking de tráfego de visitantes do Alexa, subiu do 60º lugar para 7º lugar. É ainda o maior site de fotografias dos Estados Unidos, com mais de 60 milhões de novas fotos publicadas por semana, ultrapassando inclusive sites voltados à fotografia, como o Flickr.

Google
Empresa multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos. Hospeda e desenvolve uma série de serviços e produtos baseados na internet e gera lucro principalmente através da publicidade. A missão declarada da empresa desde o início foi "organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil" e o slogan da empresa foi inventado pelo engenheiro Paul Buchheit, é “Don't be evil” em inglês e “Não seja mau” em português. O Google é executado através de mais de um milhão de servidores ao redor do mundo e processa mais de um bilhão solicitações de pesquisas todos os dias. Foi classifdo como o quarto melhor lugar do mundo para se trabalhar e como a marca mais poderosa no mundo. A posição dominante no mercado dos serviços do Google levou a críticas da sociedade sobre assuntos como privacidade, direitos autorais e censura.

Youtube
Site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. Fundado em 2005, o YouTube utiliza o formato Adobe Flash para disponibilizar o conteúdo. É o mais popular site do tipo (com mais de 50% do mercado em 2006) devido à possibilidade de hospedar quaisquer vídeos (exceto materiais protegidos por copyright, apesar deste material ser encontrado em abundância no sistema). O material encontrado no YouTube pode ser disponibilizado em blogs e sites pessoais através de mecanismos (APIs) desenvolvidos pelo site.


quarta-feira, maio 25, 2011

Sobre a vida, o universo e tudo mais!


Não ente em Pânico! É o que diz o Guia do Mochileiro das Galáxias. E dentre as várias teorias vinculadas a este best seller está "O dia da toalha" - hoje, 25 de maio. Este texto vai trazer um pouco do que foi pesquisado durante o dia de hoje nas redes sociais. Ao longo do texto serão usados links para explicar termos que têm significado para o tema direcionando para redes sociais, google ou Youtube para aqueles que tiverem interesse de compreender melhor o assunto.

A obra, que já foi transformada em filme, dá exemplos do que é a ordem daqueles que têm orgulho de ser nerd, mas também acaba englobando os atuais "Geeks" - que nada mais são do que Nerds descolados, que têm amigos - mostrando que mesmo com as mudanças no comportamento dos jovens, algumas tradições dessas tribos, como as do big bang theory.. hehe! Falando em nerd, lembrei dessa propaganda (fake?) do mc donald's.

Enfim... Gostaria de falar um pouquinho sobre um dos livros que li nas férias, o divertido e "inocente" (será?) "O Mochileiro das Galáxias" (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy) de Douglas Adams. A história é sobre o personagem Arthur Dent e seus amigos em aventuras pela galáxia e pelo tempo, onde a toalha é útil para as mais variadas e inimagináveis situações. O livro tem um "Q" de ironia, sarcasmo, humor, ideias, críticas e outras coisas mais que não dá pra lembrar. A estória conta o fim do mundo seguido de viagens espaciais realizadas por humano e extra-terrestre e essas coisas. Para quem tem os pés muito no chão e despreza esse tipo de leitura, saiba que essa obra pode mudar alguns conceitos. Vale a pena conferir! Depois de ler o primeiro livro da coleção, não dá pra pensar em não pegar os próximos.

A complexidade no livro fica por conta da maneira natural, embora às vezes um tanto bizarra, que o autor usa para descrever situações e o comportamento em lugares distantes, de extra-terrestres, de seres estranhos extremamente inteligentes para algumas coisas e tão, mas tão, estúpidos para outras – o que nos remete irremediavelmente aos seres humanos, os quais são desprezados pelo resto do universo por serem irritantemente limitados.

Para completar, os viajantes intergalácticos usam um “Guia”. Um dispositivo móvel que dá acesso a todo conhecimento de lugares, seres e de comportamento que é atualizado constantemente por representantes que estão viajando pelo universo. Este guia, denominado: Guia do Mochileiro das Galáxias, é, portanto um representante nato do texto colaborativo, da inteligência coletiva, do modelo wiki. Ou seja, já em 1979 falava de recursos que eram de ficção científica e hoje são a pura realidade. Já naquela época apontavam para os problemas da construção coletiva de textos, a exploração econômica de recursos naturais e dos abusos que empresas cometem por não compreenderem o mundo a sua volta e as revoluções de comportamento provocadas a partir das revoluções tecnológicas.
 
 
E por conta dessa “teórica” superioridade dos demais seres para nós humanos, da abordagem tecnológica, e pelo Guia do Mochileiro das Galáxias, que este se tornou um best seller nerd. A maior prova disso é o dia de comemorações em homenagem ao autor do livro, as quais sempre são muito bem sucedidas, principalmente hoje com o advento das redes sociais mediadas por computador. Enem adianta achar que é coisa minha. Não estou trollando! O Dia da Toalha é comemorado em muitos países. Foi uma forma dos fãs homenagearem o autor através de um tema engraçado, a toalha, que recebe um papel e uma atenção especial no livro, onde Adams dedica muitas páginas para falar dela.
 
Pra saber mais sobre o tema, vale acessar as comunidades no orkut, os grupos no facebook e pesquisar no google, ou nos vídeos do youtube. São fãs em todo o globo comemorando e, neste ano com um motivo a mais, já que uma empresa de games anunciou que está transformando o Guia do Mochileiro em jogos.Termino esse post com link para a música We Come Together, do Goldfish, que é uma homenagem aos games de 8 bits e tem tudo a ver com o Dia da Toalha:
 
 

quinta-feira, abril 28, 2011

Os respingos do Caso #arezzo nos ambientes digitais

Muitos são os blogs falando sobre o caso da Arezzo e a sua famigerada matança de animais. Cada um deles abordou o fato pelo ângulo que melhor atendia ao conteúdo habitual. Ao ler o post publicado pelo Midiatismo, que é um blog amigo, fiz questão de compartilhar minhas impressões. Isto porque as duas questões levantadas me atingiram: o grau de culpa da #arezzo e a participação dos “ativistas” de momento no caso.



Comecei o meu discurso me posicionando: eu sou pelos bichos (ponto). Depois, fiz questão de diferenciar: uma coisa, é comer carne porque sentimos fome (ainda que se tenha outras opções essa é a que culturalmente está difundida) e usar calçados ou casacos de couro (sejamos francos: material resistente e útil) – outra, é matar animais silvestres para fazer “detalhes” em bolsas e casacos; ou matar 35 raposas por um casaco - sendo que existe tecnologia suficiente para reproduzir esse efeito se houver mesmo interesse em usar coisa peluda.

Mas, precisava ser profissional e, como tenho acompanhado de perto esse caso da Arezzo, fiz as minhas observações. Tão longas que resultaram num post!


1) Ingenuidade beirando a incompetência:

A empresa se diz inovadora e lança um produto sem consultar os seus clientes? 

Se pesquisasse ela saberia que os consumidores não são mais os mesmos. As pessoas não são mais consumidoras, do tipo que aceita tudo porque está na moda. Hoje temos os prosumidores - que querem participar/compartia/ser ouvidos pelo menos. 

Vi inúmeras consumidoras e até mesmo fãs da marca se dizendo decepcionadas e afirmando "arezzo nunca mais". Ora! Se o público alvo da marca ficou assim, o que sobra para os ativistas sejam eles momentâneos ou não?

É claro que tem muita gente exagerada nesse meio. E eles fazem barulho o tempo todo. O problema nesse caso é que os clientes também se indignaram. Isso fez a diferença. Caso contrário seria só um bando de malucos extremistas protestando, nas redes sociais na internet ou nas ruas... tanto faz.


2) Na gestão de crise houve falha no posicionamento.

A Arezzo fez uma declaração ressentida e antipática. Não percebeu a presença de clientes em meio as reclamações. Ela irritou os protetores dos animais, não soube reconhecer erro algum, nem o de não ter pesquisado quem mais interessava, nem de ter usado pele de animais. Pra piorar manteve as peças nas lojas, disse e não cumpriu. Isso pegou mal.


Agora entro na discussão propriamente dita:

A Arezzo foi vítima?
Não. A causa levantada por ativistas e clientes é legítima.

Mas o fato foi oportuno e a marca acabou servindo de "bode expiatório". E considero ótimo o levantamento dessa polêmica, pois ela permitiu que se discutisse o tema, envolveu não ativistas e o buzz foi tão forte que outras empresas desistiram de coleções semelhantes.

É a "força das redes sociais"?
Sim. Pessoas que conversam com outras pessoas, que têm acesso a diferentes opiniões e compartilham suas impressões. 

A vantagem: todas elas estavam na internet, sendo atingidas de alguma forma pelo caso e se houve toda essa revolta, acredito que boa parte está sendo sincera, ainda que coma carne... A futilidade está sendo questionada. A arrogância da empresa foi o que determinou o #fail

As empresas precisam saber como se posicionar no mercado: se querem ser de consumo massivo (como a Arezzo) então elas não podem aparecer com polêmicas como essa. Pesquisa de mercado, de consumo, monitoramento online, planejamento de ações.... tudo precisa convergir para uma boa estratégia. E isso foi o que faltou para a empresa em questão.

A atuação online fará parte do processo, que se seguir a "boa" estratégia, será muito positiva.

quinta-feira, abril 21, 2011

O caso Arezzo e a Matança de Animais

Reação de diferentes públicos faz a empresa desistir da coleção Pelemania, mas as críticas continual. O caso serve como alerta para outras empresas e reacende uma discussão que hoje se propaga mais facilmente com as ações nas redes sociais – a ordem agora é outra e o mérito é da web 2.0.





Tenho acompanhado o caso #Arezzo e já li de tudo. Estava sentindo a necessidade de escrever sobre o assunto antes mesmo de ele entrar para o Trending Topics no Twitter. Tive mais vontade ainda depois de ler sobre a retratação da empresa. Além de nitidamente ressentida, ela não abafou o caso como pretendia, porque disse desistir do uso de pele de raposa, mas não a dos coelhos. A imagem da empresa está manchada de sangue, a comunidade protetora dos animais ainda não conseguiu exatamente o que queria. Mas a Arezzo, mesmo para quem não é engajado com a proteção animal, perdeu muito.

Situação:
A Arezzo, marca antes referência em calçados e acessórios femininos, lança uma coleção chamada "Pelemania", na quinta-feira (14/04). A linha possui peles exóticas em sua confecção, usa a pele de raposas e de coelhos para casacos, coletes e para decorar calçados, bolsas e echarpes. 

A comunidade protetora dos animais se revoltou e começou a agir nas redes sociais. Pelo Twitter muitas pessoas questionavam a Arezzo e pediam explicações. A empresa se calou, o que gerou ainda mais polêmica. A fanpage da marca no Facebook reuniu descontentes que passaram a usar o espaço para reclamar e expressar sua opinião. Os comentários, em princípio, foram apagados. Imagens da logo e da coleção manchadas de sangue começaram a circular na internet.

Na segunda, 18/04, ativistas e defensores dos animais levaram o tema para o topo das discussões no Twitter e em outras redes, como o Facebook, gerando uma crise com o nome da marca e polemizando a sua nova coleção.

Já não havia mais como fazer de conta que não era com ela, a empresa teve de se retratar. Um comunicado ressentido e não muito convincente foi publicado e logo estava em diversos sites e blogs, gerando novos comentários nas redes sociais. Em uma entrevista, o diretor da empresa, Anderson Birman, comentou o caso e afirmou que a marca não voltará a utilizar peles em seus produtos. 

Entretanto, nessa mesma entrevista, explicou que as peles de raposa seriam recolhidas das lojas, mas que as de coelho não. Uma explicação para isso seria o fato de Coelhos servirem como alimento ao homem, o que justificaria o uso da sua pele em roupas e calçados.

Duas observações sobre a entrevista: a empresa dizer que já receberam reclamações de clientes que queriam comprar os produtos e, "pobrezinhas" (nota do autor), não vão poder; e também que foram apenas 300 peças com pele de raposa. 

Dados: para um casaco de tamanho médio, cerca de 30 raposas são mortas. Como estão de matemática? 30 x 300 = 9.000?

Outro argumento foi o de que as raposas seriam de criadouros legalizados, e não da natureza, não representando assim uma ameaça a espécie ou agressão ao meio ambiente. Ou seja, se criarmos um ser vivo numa jaula com o único objetivo de vender a pele dele depois, não tem problema? E porque usar pele de animal em roupas em pleno século XXI?



Dados: para que a pele não seja danificada os animais são mortos por gás, envenenamento por estriquinina, têm seus pescoços quebrados, são mortos a pauladas ou é usada a eletrocussão anal, onde são colocados grampos nas orelhas do animal, e um bastão metálico no ânus por onde recebem uma descarga elétrica. 

Agravante: esses procedimentos são feitos sem muito cuidado, aplicados em massa, e muitas vezes o animal apenas desmaia, e acorda quando a sua pele está sendo arrancada.

E tem mais: de onde vêm os animais para reprodução em cativeiros? Os animais são retirados de seus habitats, de seus filhotes, ou de seus pais. São presos por armadilhas. Ficam presos por dias, com fome, sede e desesperados, até que os caçadores os encontrem.

E mais: no desespero, muitos arrancam os próprios membros para escapar. 1 a cada 4 conseguem fugir, mas acabam morrendo pelos ferimentos causados. Os que são apreendidos vão para gaiolas com outros tantos. Na espera para morrer, muitos enlouquecem.

Resumindo: “Toda peça que use pele representa intenso sofrimento de várias dúzias de animais” - bem mencionado no Pet Vale, portanto, não há justificativa para essa matança em nome da vaidade humana.

Não abordei aqui a questão do vegetarianismo, do espiritismo e tantas outras óticas que condenariam, da mesma forma, a Arezzo e a sua infeliz escolha de inovar resgatando uma prática antiga, dos tempos das cavernas. Desatualizada porque não precisamos mais da pele dos animais para nos proteger, assim como já não estamos mais sozinhos assistindo grandes corporações fazerem o que quiserem, sem poder nos expressar.


Viva a web e a revolução provocada na comunicação

Com o uso das redes sociais não conseguimos tudo o que queremos, não podemos mudar o mundo. Pressionamos o governo, mas não temos força para mudá-lo, por exemplo. Mas, quando o nome de uma empresa está na berlinda, fica fácil desmoralizá-la, e atingi-la. Afinal, a imagem positiva garante vendas. No caso #FAIL da Arezzo, a própria marca se desmoralizou perante os clientes. O que fizemos foi apenas reagir a uma agressão, expressar nosso descontentamento, para muitos, a decepção com a marca. 

Como uma empresa quer ser reconhecida como moderna e inovadora esquece de consultar o público, como pode ser tão sem noção e lançar acessórios manchados de sangue, exaltando a prática como uma "mania" e achar que isso vai funcionar?


Detalhe: hoje, 21 de abril, foi publicada uma imagem na internet que mostra uma bolsa de pele de raposa a venda numa loja da Arezzo. E aí? Essa briga não está nem perto de terminar.

Como pode algumas pessoas ainda acreditarem que vale a pena maltratar animais para fins tão fúteis?



Encaremos a realidade: hoje uma criança foi deixada no lixo! Passou da hora de revermos certos conceitos e valores em nossa sociedade.

Este texto foi construído com referência de outros blogs e sites que trataram/tratam desse assunto. Seguem os links:



domingo, março 13, 2011

Por que fazer trabalho voluntário?


O Projeto Bicho de Rua e a minha experiência com o trabalho voluntário nas redes sociais.

Quero falar de uma coisa da qual tenho participado e que até então não tinha parado para escrever. Um pouco, é claro, por ser um atividade recente, o que não me permitia avaliar muito bem o que se passava e, também, estava envolvida demais e aprendendo muito para fazer essa análise mais elaborada. Continuo envolvida e aprendendo sempre mais, mas hoje tenho uma visão mais clara do todo, por isso venho planejando escrever sobre isso, penso que chegou a hora.

Há aproximadamente seis meses me candidatei para um trabalho voluntário na Ong Projeto Bicho de Rua, uma ong que trabalha pelo bem estar animal. Ofereci-me para atuar nas redes sociais, por ser um campo de trabalho que vinha me interessando. Para a minha alegria, em pouco tempo recebi a oportunidade de trabalhar com a pessoa que administra o site e que promove as ações no Twitter e assim começou a minha jornada.

Poucas pessoas sabem o quão valioso e promissor é o trabalho voluntário. O nível de exigência e de comprometimento é igual ou maior ao de um cargo no mercado convencional. Já nos primeiros dias como voluntária recebi a tarefa de expandir a atuação da ong nas redes sociais. Criar páginas e comunidades foi muito simples, decidir as estratégias exigiu e ainda exige um pouco mais, mas na hora de começar “de fato”  o trabalho é que travei. E não era para menos: cabia a mim, uma recém chegada, interagir com pessoas que esperam as “verdades” de uma instituição reconhecida pela sua idoneidade.

Nessa experiência tive contato com algo inédito até então: atuar como profissional que pensa e age. Muito diferente das atividades operacionais, automatizadas que havia praticado até então. Com a Bicho de Rua tive a oportunidade de me posicionar como administradora da ong e pensar como torná-la mais influente respeitando as suas limitações, seus valores e a sua missão. É claro que não fiz isso sozinha, recebi orientação, mas sempre depois da indicação do caminho, era eu quem decidia como ele seria percorrido.

Mas isso não foi o bem mais valioso nesse trabalho. O que se ganha com o trabalho voluntário que dá certo é muito maior e sutilmente encantador. A cada resposta positiva e, principalmente, a cada animal adotado, a sensação de dever cumprido é maravilhosa. Saber que eu contribuí para que amigos “humanos e bichos” se encontrassem, que as pessoas se divertiram em transmitir as ideias propagadas pela ong, gera uma satisfação que dinheiro algum pode comprar. Ver que o fruto do teu trabalho rende bem estar para pessoas e animais, definitivamente, não tem preço.

Não bastasse isso, fui acolhida no mercado de trabalho graças ao belo portifólio construído a partir da atuação nas redes sociais em prol de uma organização não governamental. Tem muita gente no mercado querendo ganhar dinheiro com rede social. Todas as que já tentaram esbarraram num obstáculo: envolver as pessoas de forma que se interessem pelo que se escreve, se faz, leva muito tempo. Alguns usam sorteios e tentam “comprar” a audiência, o que as vezes até funciona. 

Mas numa ONG o que queremos distribuir é bicho pra ser adotado, pra dar trabalho. O que queremos é que as pessoas doem dinheiro, doem objetos, doem o seu tempo, o seu RT, que nos curtam por “nada”. É como no marketing, só que sem a troca. O fato é que arrecadamos dinheiro, coisas, conseguimos adoção para animais. Tudo base no diálogo, na construção de relacionamentos verdadeiros e de muito bom humor. E se conseguimos isso “de graça” imaginem o que podemos conseguir de posse de algum recurso? E é por isso que uma experiência como essa é tão valiosa.

Mas isso só é possível porque numa organização não governamental, porque em geral elas não têm muito recurso e se entregam as oportunidades, acreditam em quem lhes oferece ajuda. No fim, quando os resultados aparecem, os profissionais envolvidos são colocados numa vitrine e, acreditem, a corrente do bem não falha! 

O curioso é ver que tive acesso a pessoas incríveis graças ao trabalho voluntário, portas se abriram e, pasmem, o que me deixa mais feliz hoje, em meio a isso tudo, é saber que desde o início deste ano 332 animais encontraram um lar e que 21 que haviam se perdido voltaram para casa. Eu não fiz isso sozinha, nem mesmo a ong o fez. Mas reunimos pessoas, nos relacionamos com elas e juntos, ajudamos. E o legal é saber que faço parte de algo tão grandioso.


:)

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