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quarta-feira, dezembro 09, 2020

Como foi o lançamento do PlayStation no mercado de games?

 Já se perguntou quando foi lançado o Playstation 1? Estamos tão habituados com as suas versões mais recentes e o sucesso da marca, que quase não paramos para pensar nisso. Pois, enquanto todos estão ansiosos pelo Playstation 5, neste post vou falar do lançamento do primeiro PlayStation e trazer curiosidades sobre o PS1.


A entrada e o sucesso da Sony no mercado dos consoles aconteceu com o lançamento do primeiro PlayStation (também chamado de PS, PS1, PlayStation 1 ou PSOne) em 3 de Dezembro de 1994 no Japão, 9 de Setembro de 1995 nos EUA e em 29 de Setembro de 1995 na Europa. 

Características marcantes como mídia em CD e alta qualidade de áudio, jogos em alta resolução e gráficos poligonais 3D vistos anteriormente só em arcades (sim, bons tempos em que polígonos eram chiques e sinônimos de ostentação), caracterizaram a grande era dos consoles de quinta geração, tendo o PlayStation como representante mais emblemático e bem sucedido deste período, ocupando o status de videogame da quinta geração mais vendido no mundo.


Qual a resolução do Plastation 1?

A resolução máxima do PS1 era de 640 x 480 pixels. O que era um grande avanço para época, em relação aos consoles da geração anterior, e muito adequado para as TVs de tubo da época. Hoje, rodar um jogo nessa resolução é uma experiência esquisita em nossas telas de LCD, mas para o início dos anos 90 dava pro gasto.


Características inovadoras do PS1

Com seu processador de 32 bits rodando a 33.9 MHz, 2Mb de memória RAM e 1MB de VRAM, o PlayStation liderou as vendas e conquistou as salas de estar ao redor do mundo e “locadoras” no Brasil. Um modelo de negócio geralmente local, como Fliperamas ou Lan Houses específicas para a jogatina em consoles, onde a garotada se reunia com seus poucos pilas pra jogar. 

Assim, desbancou concorrentes de mesmo nível de hardware (Sega Saturn, 3DO) e até os mais robustos (ex: Nintendo 64 e Atari Jaguar, falarei destes mais tarde no tópico “concorrentes”).  O armazenamento dos jogos de PS em mídias óticas proporcionou mais qualidade de áudio em relação à geração anterior, mais espaço e flexibilidade para armazenamento de dados (característica muito bem vinda aos desenvolvedores de jogos).


PlayStation Dual Shock revoluciona o mercado de games!

Responsável até hoje por ser grande referência em design e User Experience, o PlayStation Dual Shock (normalmente chamado no Brasil de “controle do PS”) remodelou o conceito de joystick. A inovação foi tamanha que o controle do PS influenciou praticamente todas as fabricantes de eletrônicos, desde fabricantes de consoles da época e da atualidade até marcas de periféricos para PCs. 

O sucesso do PlayStation Dual Shock se deve ao design ergonômico, que permite uma “pegada” mais segura comparada aos controles dos consoles concorrentes e a utilização de três dedos de cada mão de forma fácil, confortável e jamais vista antes. 

O controle foi comercializado em duas versões: a Standard (sem controles analógicos) e a versão Analog Dual Shock, que possuía dois direcionais analógicos. Estes permitiam movimentos precisos e de intensidade variável em jogos 3D e em jogos FPS.

Outra característica legal é o sistema vibratório chamado rumble, que faz o controle vibrar de acordo com determinado acontecimento durante o jogo. Muito comum hoje, foi uma novidade, proporcionando uma forma de imersão inovadora para a época. Até mesmo os joysticks para PC possuem forte influência do design do Dual Shock.


PS1 e seus Slots de expansão?

O console possuía dois slots para a utilização de Memory Cards, cartões de memória de 15KB que eram utilizados para armazenamento de dados salvos pelo usuário e para salvar o progresso de jogos. Essa característica permitia ao usuário resgatar os “Saves” para continuar a jogatina do mesmo ponto em que havia parado. Lembro como se fosse hoje das vezes em que eu morria no jogo Resident Evil e ficava “azedo” por ter que começar tudo denovo, pois o PS da Locadora não tinha Memory Card  :_( 



A diferença entre o PS1 e o PS One


Pequenas modificações foram feitas no PS desde seu lançamento, porém a mais significativa delas foi o lançamento do PS ONE em julho de 2000: era o mesmo PS em termos de processamento e hardware, porém com tamanho e peso reduzido em relação ao PS original. 


Atualmente para os saudosistas e colecionadores, há no mercado o Playstation Classic, trata-se de uma plataforma emulativa do PS1 com tamanho reduzido, saída HDMI e 20 jogos famosos do PS1 na memória.


Mercado e concorrência de Games na época do Playstation 1

No momento em que a Sony decidiu fabricar consoles, havia uma forte e acirrada disputa entre os grandes players deste mercado. Mas dois fabricantes se destacavam dos demais em números de vendas:  Nintendo e Sega

Tanto a Nintendo (com o SNES) quanto a Sega (com o MegaDrive) já haviam se consolidado mundialmente com números bastante expressivos de vendas dos seus consoles de 16 bits (e cada uma com seu “mascote” globalmente famoso). 



Fabricantes menos conhecidos com consoles mais evoluídos em termos de hardware (e expressivamente mais caros) tentavam emplacar seus modelos de 16 e 32bits. Como por exemplo o NeoGeo/NeoGeo CD da SNK (tentativa da SNK em trazer a experiência dos arcades para os jogadores de console), Jaguar da Atari, o 3DO da Panasonic e o Saturn da gigante Sega. 

Apesar destes não terem sido fabricados por aqui, alguns deles tiveram fama breve no Brasil através de importação e das Locadoras. Mas todos são considerados fracassos de vendas devido aos preços proibitivos, escassez de jogos e desenvolvedores pouco interessados em seus projetos. A única exceção foi o Sega Saturn (lançado no Japão poucos meses antes do PS, seu principal concorrente). 

Sega Saturn


Considerado o segundo console de 32 bits de maior sucesso no Japão e um possível “páreo” para o PlayStation, a Sega perdeu a oportunidade de emplacar o seu Saturn no hall da fama dos consoles, resumindo: seu lançamento no mercado americano deu muito errado (as falhas da Sega e a sua “morte” na fabricação de consoles ficarão como assunto de um futuro post). 

A Nintendo lançou o seu console de 64 bits (o Nintendo 64, mais robusto do que os concorrentes) aproximadamente dois anos depois do PS e do Sega Saturn. Conquistou sua fama sendo o 2º console de quinta geração mais vendido mundialmente e, ainda que com poucos títulos lançados em comparação ao PS, conquistou um espaço modestamente considerável no mercado. Seu jogo mais vendido, Mario 64, ultrapassou em número de vendas o jogo mais vendido do PS e conquistou o título de jogo mais vendido da quinta geração de consoles.


O grande sucesso do PlayStation se deu principalmente por:

  •  seu preço reduzido em relação aos concorrentes (o Saturn costumava ser $100,00 mais caro por exemplo), 
  • pela motivação dos desenvolvedores com a plataforma (que era mais simples em comparação ao Saturn e ao Nintendo 64, logo, mais fácil o desenvolvimento de jogos) 
  • e pela parceria com softhouses. 

Tais vantagens proporcionaram uma vasta biblioteca de jogos e clássicos famosos que perduram até os dias atuais. Franquias que nasceram nesta geração de consoles (como Resident Evil, Need For Speed, Tekken, Crash Bandicoot e muitas outras) e jogos exclusivos da Sony (como o famoso jogo de corrida e simulação Gran Turismo, o mais vendido do PS e Metal Gear Solid) podem ser facilmente encontrados e jogados na geração atual de consoles.

 O curioso é que o Playstation 1 não foi fabricado no Brasil. Porém, isto não impediu o sucesso do console por estas terras, que aconteceu graças às importadoras e ao mercado “paralelo” de importação, locadoras de videogame e à pirataria em geral. 

Segue algumas das franquias de games mais famosas que nasceram junto com o console Playstation 1 e perduram até os consoles de geração atual:

- Resident Evil

- Tomb Raider

- Need For Speed

- Tekken

- Crash Bandicoot

- Metal Gear Solid

- Gran Turismo - O jogo que mais vendeu no PS1.


- Final Fantasy 

- Tony Hawk Pro Skater

- Driver (relançado até o PS3)

- GTA


Quanto custa um Plastation 1?

Para quem sentiu a nostalgia da época e ficou se perguntando quanto custaria um PS1 hoje, saiba que é possível encontrar. Mas, por ser raridade, virou item de colecionador, o que significa que o preço está um pouco alto. 

Uma opção é o  PS1 Classic, uma opção “retrô” que são consoles réplicas com 20 jogos famosos na memória. 


Um Playstation 1 original (usado) varia de preço. Depende do estado do console, se está com todas as peças e funcionando corretamente. Em bom estado custa entre 400 e 800 reais.


Curiosidades do mundo dos Games: 


Nintendo Play Station:

Antes da Sony entrar com tudo na fabricação de consoles, quase tivemos o “Nintendo Play Station” no mercado. Fruto de uma parceria entre Sony e Nintendo que não deu certo. O Nintendo Play Station foi um protótipo que consistia em um leitor de CD-ROM anexável ao Super Nintendo, transformando-o em um console híbrido que poderia suportar tanto os clássicos cartuchos quanto mídias em CD. 



O protótipo não foi produzido comercialmente e a parceria entre Nintendo e Sony foi desfeita por questões comerciais. Porém a Sony decidiu dar continuidade ao seu projeto e “transformou” o protótipo em um console, isto foi o estopim para a origem do PlayStation que conhecemos hoje.


Net Yarzone:

A Sony desenvolveu e comercializou poucas unidades do Net Yarzone (ou PS Black Edition). Uma versão do console PlayStation voltado para desenvolvedores “caseiros” em que o desenvolvedor, após criar o seu jogo usando um PC e um Kit de desenvolvimento da Sony, poderia testar o jogo recém desenvolvido no console Net Yarzone. Considerado relíquia entre os colecionadores de games, o valor deste console pode facilmente ultrapassar $1.500,00. (dólares!!!)




Crash Bandicoot é o mascote da PlayStation?

Há quem acredite que sim. O Crash Bandicoot é um mascote “não oficial” que caiu no gosto dos fãs da marca PlayStation. Mas o famoso masurpial australiano, que pretendia ser como o Mario é para a Nintendo e o Sonic para a Sega, nunca foi oficializado pela Sony.



Dica para colecionadores e apaixonados por games!

Indico pra quem tiver curiosidade o livro "História Ilustrada dos consoles".

O PlayStation 5, lançamento mais recente da marca esgotou logo após o lançamento e está bem difícil de encontrar. Para quem se contentar com o PS4, vou deixar o link aqui também. Vai que... Ver Playstation 4.


segunda-feira, junho 22, 2020

A Trilogia do Sprawl de William Gibson

A obra de William Gibson praticamente inaugura o termo Cyberpunk, um sub gênero de Ficção Científica, quando este era praticamente desconhecido.



Para se ter uma ideia, nem o autor sabia se era esse gênero mesmo que ele tinha escrito. Publicado em 1984, o primeiro livro da trilogia, Neuromancer, tem uma linguagem suja e cheia de termos e jargões próprios. Trata-se de uma distopia futurista que antevê, de modo muito preciso, vários aspectos fundamentais da sociedade atual e de sua relação com a tecnologia.

Quem é William Gibson?

Gibson cunhou o termo “ciberespaço”, em seu conto Burning Chrome e posteriormente popularizou o conceito em seu romance de estréia e obra mais conhecida, Neuromancer, que é o primeiro volume da aclamada trilogia Sprawl.

O autor idealizou o que conhecemos como ciberespaço como conhecemos hoje (isso explica porque conheci ele em uma disciplina de cibercultura), idealizou ambientes virtuais utilizados em games, e seus conceitos e ideias influenciaram diretamente a trilogia cinematográfica Matrix, de autoria das Irmãs Wachowski. E este é outro bom motivo para ler Neuromancer: quem gosta de Matrix, precisa ler.

O que é o Sprawl?

Sprawl é nome da megacidade composta pela junção de todo o terreno urbano existente entre Boston e Atlanta, incluindo Nova York e Washington, nos Estados Unidos. Por isso, também é conhecido pelo nome de BAMA (Boston-Atlanta Metropolitan Axis, ou seja, Eixo Metropolitano Boston-Atlanta), embora esse termo nunca seja usado na obra.

Essa informação está no glossário que encontrei nas últimas páginas dos livros. Além dela, várias outras palavras estão explicadas lá para assustar facilitar a vida dos leitores. Eu não tenho muita paciência para ler notas e glossários, mesmo assim me saí bem na leitura. A gente aprende o que é cada coisa ao longo da estória.

A “trilogia do Sprawl” é, portanto, o nome dado ao conjunto de três livros, desse box lindo da Aleph: Neuromancer, Count Zero e Monalisa Overdrive. Histórias diferentes, praticamente independentes, todas acontecendo no universo criado por Gibson. Uma distopia futurista que reúne boa parte do que vemos até hoje em filmes, séries e livros de ficção científica.

A primeira coisa que se precisa entender ao mergulhar nesse universo, é que o início vai ser meio truncado até ajustar as ideias e passar a compreende-lo melhor. Vale dizer que não se tratam de livros mal escritos, mas escritos de uma forma diferente, sobre coisas com as quais não estamos habituados. E quem curte ficção científica, não tem como não gostar.

É um desafio e tanto imaginar todo o universo que ele constrói ao longo das histórias. Tudo é novo, diferente e tem nomes próprios. Nem a organização das cidades do mundo são as mesmas. O dinheiro quase não existe fisicamente. Aliás, é um crime literalmente usar dinheiro em espécie. E se isso é difícil de conceber para quem vive em 2017, imagine o que foi o lançamento desse livro nos anos 80? Isso é o que torna essa obra única!


Sinopse de Neuromancer [resenha]

Livro NeuromancerNeuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da Matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade. Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o romance de estreia de William Gibson. Foi o primeiro livro a ganhar a chamada “tríplice coroa da ficção científica”: os prestigiados prêmios Hugo, Nebula e Philip K. Dick.

Sinopse de Count Zero

Algo estranho acontece no ciberespaço. Sete anos após os eventos narrados em Neuromancer, a matrix se estende sobre a Terra, envolvendo pessoas, empresas e informações. Sem qualquer controle, inúmeras Inteligências Artificiais se proliferam e se tornam sencientes, transformando-se em deuses vodus. Eles interagem com a humanidade e ameaçam a segurança de indivíduos e de grandes corporações. Nesse cenário frenético e superconectado, uma guerra está prestes a começar.

Sinopse de Monalisa Overdrive

As Inteligências Artificiais assombram a matrix. O ciberespaço, essa espécie de alucinação coletiva, está cada vez mais perigoso. As Inteligências Artificiais atingiram a autoconsciência e dividem esse espaço com os mais inusitados personagens, movidos por interesses diversos e intenções nem sempre lícitas. Nesse cenário, três diferentes histórias se entrelaçam e trazem o leitor de volta para o universo de Neuromacer, em uma última e impactante aventura.

terça-feira, junho 04, 2019

E teve mês nerd! Confira as minhas leituras de maio

Mês de maio é considerado o mês nerd, porque no dia 25/05 é o Dia da Toalha, uma homenagem ao mestre Douglas Adams. Explico toda essa conversa nesse post.

Em homenagem ao mês nerd, eu fiz uma lista de leitura especial, cumpri quase toda, mas tive que substituir um dos livros. Confere que tem muita dica boa de leitura aí!




Lista de leituras prevista para o mês de maio


  1. LOG#1525, B. Demétrius
  2. Os despossuídos, Ursula K. Le Guin
  3. A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada, Becky Chambers
  4. Chronos, Rysa Walker
  5. O guia do mochileiro das galáxias, Douglas Adams

Leituras de maio (a real)



Segunda Fundação, Isaac Asimov


Esse é o terceiro livro da trilogia, que comecei a ler em abril. Foi, para mim, um anticlímax, porque esperava mais. O segundo livro da trilogia jogou as expectativas para o alto, e nesse livro a história volta a ser morna e um pouco cansativa. Eu esperava mais. Mas, li super rápido, a escrita do Asimov é incrível. Vou continuar lendo essa série porque, não dá pra abandonar assim.


A vida compartilhada em uma admirável órbita fechada, Becky Chambers


Esse é o segundo livro de uma série, o primeiro foi "Uma longa viagem a um pequeno planeta hostil" que tem resenha aqui. Na história desse segundo livro tem duas personagens do primeiro, mas não é muito relacionada uma com a outra. É tranquilo pra ler um ou outro, sem prejuízo. O que precisa, é explicado nesse segundo.

A vida compartilhada... trata de muitos assuntos polêmicos relacionados à consciência, IAs, corpo, gênero. É muito legal, faz a gente pensar muito. É, por isso, bem diferente do "Uma longa viagem..." que tinha um enredo de ação, era mais envolvente. Esse achei um pouco dramático demais, mas a história pedia isso.

O terceiro livro da série "Os Registros Estelares de uma Notável Odisseia Espacial" já está em pré-venda e estou bem curiosa com o que vem por aí!


 

 

LOG#1525, B. Demétrius


Tem resenha já desse livro, e gente, que surpresa boa. Foi um dos melhores livros que li esse ano. E é nacional, é ficção científica pura, com história de aventura, drama, sobrevivência. É perfeito. Leiam a resenha, vale a pena! Aqui!




Os despossuídos, Ursula K. Le Guin


Esse foi do tipo de leitura que dá um nó na cabeça da gente, estraga tudo mesmo. foi uma das melhores leituras do ano! Em "Os despossuídos" Ursula K Le Guin experimenta uma sociedade nova, livre do sentimento de posse, vivendo em uma filosofia de vida quase perfeita, uma sociedade de revolucionários.

Uma trama confusa, texto denso, mas muito interessante. Leia a resenha dele aqui.
Compre na Amazon clicando aqui.





A sombra vinda do tempo, HP Lovecraft


Essa foi uma leitura que fiz meio que por acaso para atender a uma necessidade. Fiz uma live no Instagram sobre viagens no tempo e recebi essa indicação. É um drama, puxado pro horror, que conta a experiência de um homem. A história envolve extra terrestres, um tipo de viagem com objetivo sinistro. É bem interessante.


O fim da infância, Arthur C Clarke


Essa leitura foi pra fechar o mês um tanto cansada. Arrastada, sem muito propósito, chata! Muitas pessoas indicaram o fim da infância, falam tão bem do Clarke, mas pra mim chega, pelo menos por um tempo.

Um enredo simples, bobo, uma invasão alienígena beirando a ingenuidade. O autor até se desculpa na apresentação, pelas referências religiosas e sobrenaturais, mas isso foi o de menos. O motivo da história é fraco, bobo. Não gostei!

Mas, se vocês quiserem tirar as próprias conclusões, podem comprá-lo na Amazon clicando aqui.


E essas foram as minhas leituras do mês. Como foram as de vocês? Contem aí!

=P



quarta-feira, abril 17, 2019

Resenha de Os robôs da Alvorada de Isaac Asimov

Mais um capítulo da Saga de Robôs de Asimov concluída, e a minha admiração por essa obra é imensa. Que história, minha gente!

"Dois anos após desvendar um assassinato em Solaria, o detetive Elijah Baley é novamente convocado para uma investigação em um mundo exterior."


Resenha de Os robôs da alvorada, de Isaac Asimov


Começo dizendo o óbvio: é incrível, leiam!

Esse é (mais ou menos) o terceiro livro da trilogia de robôs. Pelo menos a que foi lançada pela Aleph aqui no brasil. Acontece que a "Saga dos robôs de Asimov" é um pouco mais extensa, com 5 livros:

- Começa com "Eu, Robô",
- Depois vem As Cavernas de Aço;
- O Sol Desvelado;
- Imagem no Espelho (Visões de Robô);
- Os Robôs da Alvorada;
- e por fim, Os Robôs e o Império.

Esse último livro que ainda não foi lançado no Brasil pela Aleph, e gostaria muito de saber se vai sair. Porque acabei lendo ele em formato digital com tradução meia boca. Seria lindo ter a versão física pra fechar a coleção. Colabora aí, Aleph!


Sobre a sequência para a leitura


Eu estou lendo "Visões de Robô", e percebi que são contos, histórias de robôs, muitas delas já lançadas em outros livros, como os que já resenhei aqui e também alguns do livro "Eu, Robô". Então, quem já leu uma pá de histórias de robôs, acredito que não vá sentir muita estranheza ao adentrar na saga de robôs pela trilogia da Aleph.

Apesar disso, nota-se uma grande evolução do universo e de seus personagens robôs e estou mesmo querendo saber se verei Daneel ou algum outro personagem no "Visões de robô". Eu acho que não, mas...  Voltando!

Em "Os robôs da alvorada" eles estão plenos! Humanos, siderais, espaciais ou terráqueos, os robôs e a galáxia, todos bem amarrados numa trama de tirar o fôlego.

Eu não senti falta, para a continuidade da história, não ter lido um dos livros da saga, porque acredito que ele seja como o "Eu, Robô", que complementa, soma para a experiência, mas não chega a ser essencial para acompanhar a trajetória dos personagens.


É sci-fi ou é policial investigativo?


O lado policial investigativo misterioso de Asimov foi ampliado consideravelmente em "O sol desvelado" e nesse pseudo "3° livro" isso foi extrapolado de uma forma maravilhosa.

O autor vai deixando pistas ao longo da história, eu fiquei paranoica duvidando de tudo e de todos! E o desfecho foi brilhante. A lá Elijah Baley, com direito a plot twist, confusão e desespero!


Afinal, é uma saga de robôs!


E os robôs surpreendem muito! Que livro, gente! Terminei de ler e corri para buscar o "Os robôs e o Império" porque não queria mais sair desse universo! Existe uma versão digital que pode ser encontrada facilmente na web. Em breve trago resenha dele para que vocês!


Quem aí já leu essa trilogia, ou parte da saga dos robôs de Asimov? Conta aí nos comentários!

=P

quinta-feira, março 28, 2019

Resenha de Autômato, de Marco Barbieri e‎ Will Nascimento

Se tem uma coisa que eu adoro nessa vida de leitora sci-fi é encontrar livros nacionais, de autores independentes (melhor ainda), no gênero de ficção científica. Acredito que esse gênero seja negligenciado, não sei se pelas editoras e/ou pelos autores, que talvez sejam desencorajados ao analisar o mercado... Vai saber!

A questão é que tem poucos livros de brasileiros falando de ficção científica, e quando encontro um, fico ansiosa demais e torcendo para que seja muito bom. É o caso desse livro aqui, confira a resenha!



Resenha de Autômato, (Projeto Colmeia Livro 1)


Lembro de ter baixado esse ebook pensando em uma história de ficção científica, com autômatos e etc. Estava nervosa depois de ler três capítulos e ainda não ter encontrado essa linha sci-fi, mas, ela veio e “com tudo” quando o protagonista inicia a sua jornada pelo mundo desconhecido abordado no livro, conhecido como "Núcleo".

O universo dessa história é muito legal, ainda que lembre um pouco “Jogos vorazes” pelo fato de ter um Núcleo, cidade de onde províncias são governadas, e pelos cidadãos dessa cidade parecerem inocentemente cruéis, valorizarem a aparência e se divertirem com futilidades levando uma vida confortável e de fartura enquanto as "províncias" fornecem tudo o que eles precisam, e minguam.

Porém o enredo é diferente, e mais interessante, e a aventura de Simas, protagonista, é cheia de reviravoltas. É muito legal a forma como os autores conseguiram nos explicar esse mundo controverso pelos olhos do personagem, descobrimos tudo junto com ele.


E que descobertas aterrorizantes!


Dá uma tensão a cada ponto crítico da história. E o desapego dos escritores com alguns personagens é impressionante. Aliás! Existe um psicopata na história, e quando me dei conta disso, fiquei chocada. E voltei a ficar chocada mais umas três vezes ao longo do livro. É muito legal! (Não vou dar spoiler, leiam e chegam às suas conclusões e depois venham me contar!)

E o final, por ser o primeiro livro de uma série é semi-aberto. Eles encerram um ciclo, mas deixam uma baita ponta para o próximo livro. Fica um gostinho de quero mais.

Conversei com Will, um dos autores, e já soube que o segundo livro está escrito, passando pelo processo de revisão e em breve será lançado. O lançamento vai ser  Bienal do Rio 2019, mal posso esperar!


Literatura fantástica e de ficção científica nacional


Esse livro foi uma descoberta e tanto. Leio muito ficção científica e gosto de apoiar a literatura nacional. Mas, o número de escritores que se aventuram (ou conseguem publicar um livro) nesse gênero é bem pequeno. Por isso fiz questão de vir apresentar essa obra prima para vocês. Não é todos os dias que encontramos um livro de ficção científica nacional e de qualidade.

Fica aí uma baita dica de leitura!

=P

quarta-feira, março 27, 2019

Resenha de As cavernas de Aço de Isaac Asimov

Meu amor por ficção científica é baseado (basicamente) em três nomes: Douglas Adams, Philip K Dick e Isaac Asimov. Sendo Douglas Adams o queridinho que me jogou nesse universo, e o Asimov o DEOS dos robôs com suas histórias não apocalípticas.

Então, vou tentar ser o mais imparcial possível nessa resenha, porque estou falando de um livro de Isaac Asimov com história de robô!



Sobre a trilogia dos robôs


“As cavernas de aço” foi o primeiro romance sobre robôs escrito pelo autor, publicado em 1950, depois de vários contos, os quais já haviam sido reunidos em um livro que vocês conhecem (acredito) “Eu, robô”. A então conhecida “Série de robôs” é composta pelos livros “Sol desvelado” e “Os robôs da alvorada”.

“A história nasceu de um desafio. Asimov queria provar para seu editor, John W. Campbell, que a ficção científica não era limitada e poderia ser incorporada a qualquer gênero literário, inclusive nos dramas policiais.”


Sobre As cavernas de aço


Neste primeiro livro, Asimov mostra toda a sua maestria em construir histórias criativas, futurismo e convivência com robôs como se fossem naturais.

Mais ou menos! Porque, os terráqueos não estão aceitando bem essa coisa de conviver com robôs, que estão tirando seus empregos. A violência contra esses “seres” inofensivos lembra um pouco do ludismo e Asimov é mestre em mostrar a perturbação dos humanos frente ao desconhecido. E como são babacas esses humanos!

O enredo é inteligente e imersivo. Em busca de desvendar um crime, robô e humano precisam trabalhar juntos. E não é qualquer robô, é um androide, muito semelhante a uma pessoa. Até então os humanos só tinham visto robôs com aspecto de máquinas. R. Daneel, o tal robô, copia fielmente as feições humanas, o que vai deixar o povo ainda mais agitado. Ver a mudança de perspectiva do detetive que precisa trabalhar com esse robô é muito legal.


Asimov une ficção científica e investigação com maestria!


As reviravoltas da trama são alucinantes. Afinal, tem um mistério a ser desvendado e a gente vai sendo conduzido junto com detetive para as pistas, e comete erros junto com ele. A gente fica apreensivo sobre quem poderia ser o autor do crime. Às vezes duvida do robô, mas depois percebe que não poderia ser ele, e fica maluco querendo saber quem foi!

A única certeza é a de que Alijah, o protaginista, é doido demais e muito inteligente. Ele testa tudo, desconfia de todos, e vai eliminando pistas para chegar ao resultado. É surpreendente como o método dele parece absurdo, e depois se mostra tão eficaz.


Nunca se esqueça das leis da robótica!


As três leis da robótica são colocadas a prova nessa história, apresentando e aprofundando as suas características. E não tem como terminar a leitura sem virar uma defensora dos robôs. Se acontecer qualquer coisa diferente disso, leia de novo!


A edição do livro é linda, com essa capa metalizada, revisão impecável, diagramação ótima, bem confortável de ler. E a escrita de Asimov, para quem não conhece, é muito fluída e envolvente.

Então, se cruzarem com esse livro por aí, se curtem sci-fi, mistério, se joga, que a diversão é garantida!

quarta-feira, dezembro 05, 2018

Confira as minhas leituras de novembro

Depois de um outubro minguado, em Novembro as leituras renderam muito. Li livros muito bons, descobri autores, acompanha aí!

Essas foram as minhas leituras de novembro!




It - A coisa, do Stephen King - ⭐⭐⭐

Que eu concluí em novembro, mas tinha começado em outubro. O livro é bom, Stephen King é incrível, mas o livro é cansativo, é muita página para ler! E, embora pareça bem assustador, achei até que tranquilo. Tem resenha no Estação Nerd, clique aqui.


Fortaleza Impossível, de Jason Rekulak - ⭐⭐⭐

Um livro que surpreendeu positivamente. Confesso que não esperava muito, mas a trama, apesar de simples, é bem envolvente, tem um mistério e um plot twist muito legal.


Drácula, o clássico de Bram Stoker - ⭐⭐⭐

Foi uma leitura necessária e boa. Estava procurando esse livro já há algum tempo para conhecer a história do vampiro mais famoso do mundo. A história, de novo, não é assustadora, tem um suspense leve que se intensifica no final da história e tem um final inesperado. Não posso comentar pra não dar Spoiler, mas não esperava aquele desfecho.


UBIK, do DIVINO Philip K Dick - ⭐⭐⭐⭐⭐

Esse merece uma constelação inteira. Entrou para a lista dos melhores do autor e dos livros lidos esse ano. Que história! Diferente, surpreendente, e com um final inacreditável. Recomendo muito para quem ainda não leu nada do autor.


Kindred, laços de sangue, da Octavia E Butler - ⭐⭐⭐

Esse livro tem uma história pesada, a autora usa um artifício fantástico para levar uma mulher negra "moderna" para 1800, no sul dos EUA. O choque de realidade nos faz refletir muito sobre o racismo e o machismo. É uma leitura essencial. Minha primeira leitura da autora, primeira autora negra, quero ler muito mais histórias assim em 2019!! Recomendo!



sexta-feira, abril 20, 2018

Doctor Who, machismo, ódio e a nova Doutora, Jodie Whittaker

Ultimamente mais Whovians (pessoas que acompanham a série Doctor Who) têm conversado comigo pelo Instagram (@blogsabeoque). A maioria (vale ressaltar) está curtindo a série e suas novidades. Mas, contato com pessoas estranhas pelas redes sociais vocês já podem imaginar a desgraça que pode ser.

Pois bem, o assunto do momento entre fãs da série é a mudança desse ano, uma atriz (Jodie Whittaker) MULHER assumiu o papel de Doctor (que no inglês serve para ambos os sexos, vale lembrar) e alguns que se dizem fâs falam do descontentamento por essa mudança, disseminando o ódio e demonstrando seu lado machista escroto.




O tema é polêmico, então vou tentar discutir cada enfoque por partes:



1- Doctor Who é uma série que tem como premissa a mudança. 


É assim desde que o senhorzinho fofo (e retrógrado, já que nos anos 60 ele já era velhinho) foi substituído por outro ator dando início a esse detalhe da série chamado: regeneração. A regeneração foi um artifício criado para justificar a mudança do ator, que já estava cansado (pobrezinho), sem interromper uma série de sucesso que tinha ainda muito a ser explorada.

Imaginem o quanto os fãs da época discutiram essa mudança, o quanto foi difícil aceitar aquela "desculpa" ou "remendo" para manter a série. E de quantos ficaram maravilhados pela saída encontrada e comemoraram a continuação de Doctor Who, mesmo sem o William Hartnel.



Acontece, MEUS AMADOS, que a regeneração acabou sendo aproveitada para renovar o personagem. O novo Doutor, não veio para substituir o primeiro. Ele passou por uma mudança de personalidade. A TARDIS (sua nave) também acompanhou essa mudança e todos foram felizes. A solução serviu para manter Doctor Who no ar até 2018, mais de 55 anos depois dos primeiros episódios!


Ah! TARDIS 


2- Viúvos e viúvas são compreendidos! 


Sim, dá aquela tristeza dizer adeus para o nosso doutor preferido, mesmo que ele não seja o preferido, mas seja perfeito, como foi o Tennant (pra mim) ou maravilhoso como Capaldi. Mas, a série segue. Se você não entendeu, volte para o parágrafo anterior onde falo sobre mudança. A série é assim. E fã, Whovian de verdade, sofre mas não abandona, aceita e se apaixona (ou não) pelo próximo Doutor, torce para que a série siga firme, forte e linda. Vida longa ao Senhor do Tempo de Gallifrey.


Quando bate a saudade do Doutor preferido, a gente assiste de novo.

3- Se você não entendeu a mudança, você não está acompanhando a série. 


Parou no tempo em algum lugar do passado, e tá aí na internet falando besteira. Vai num bom site, baixa todas as temporadas não vistas e, como nós Whovians, tenha uma visão do todo, atualizada da série, e você vai entender. A mudança para uma Doutora era esperada. A deixa estava lá: Mestre que regenerou em Missy, O general de Gallifrey regenerando em Generala e seguindo o comando de uma batalha, sem problemas. Todos a sua volta apenas esperaram, aceitaram e seguiram suas ordens. Fora outros diálogos e episódios que deixaram isso muito claro.

Isso não é Spoiler, porque aconteceu há eras atrás!

Os senhores do tempo são uma raça evoluída, que não se param pra pensar em gênero. São todos pessoas da mesma raça, se homem ou mulher, não faz a menor diferença pra eles. Palavras do Doutor. O Mestre e a Missy dialogam sobre isso em um dos episódios, e ela nem tinha percebido que era mulher. É uma besteira, diante de uma série que fala em: viagem no tempo e no espaço, invasão de planetas pelas mais variadas formas de vida, um monte de absurdos de ficção científica e explicações estapafúrdias sobre um monte de coisas (a própria possibilidade de um ser regenerar), e apesar disso tudo, a pessoa questionar a mudança de homem para uma mulher.

Minha opinião e percepção dessas pessoas reclamando da mudança: não assistem mais a série, a maioria está falando sem saber e/ou se enquadram no tópico a seguir.


4- Uma dúvida, isso é machismo ou é homofobia também? 


Um pouco dos dois quem sabe? O Doutor já mudou 12 vezes, e até aqui tava tudo beleza. Foi ele "virar mulher" que o macharedo (e mulheres machistas também, porque não) se levantaram e começaram a reclamar. Por todos os motivos citados antes, a mudança é plausível, mais bem justificada que muitas outras questões na série. Não há problema quanto a isso. E se a pessoa assistiu tudo até aqui e agora viu um problema, desculpe seu trouxa/sua trouxa, você é machista, preconceituoso, e isso é muito feio.

9º Doutor e o Jack


Sem citar nomes, mas a pessoa vai saber que estou falando dela, azar (caso leia esse textão). Li um argumento que dizia "...é o mesmo que o Capitão América virar nazista". Veja bem, ele não disse que é o mesmo que o Capitão virar mulher, que poderia, um Capitão Trans até, eu não vejo problema. Ele disse "virar nazista". Se você não concorda que isso é muito, machismo e ódio envolvido - ou pelo menos tem algo muito errado -, larga o texto, vai fazer outra coisa da vida, você é um caso perdido.

Não é possível comparar uma coisa hedionda com uma mulher simplesmente porque foge de um padrão que já é ultrapassado. Estamos em 2018 e ainda temos que discutir isso. É deprimente!


5- Sobre a modernização da série! 


O novo look delas: Tardis e 13ª Doctor
Está lá no início do texto, mas vou repetir: O Doutor é um senhor do tempo que se regenera para enganar a morte e pode se transformar em qualquer forma de vida. [qualquer forma de vida] Na próxima regeneração ele pode virar um Ood, ele pode ser uma tartaruga, mas nesse caso ele regenerou numa mulher. Que sorte a dele(a)! Continua sendo humanoide, completo, com todos braços, pernas, cabeça, dentes. E além de tudo, ficou lindona!

As regenerações são uma oportunidade de renovar a série. Foi assim que a série moderna trouxe Doutores mais novos, como o Matt Smith, e experimentou um mais velho como o Capaldi. Todos fizeram muito sentido com o momento que o personagem estava vivendo. E agora, a série está evoluindo, mudando, experimentando e se atualizando.

O mundo PRECISA de uma Doutora Mulher. 

Para nos representar, para que os homens exercitem o que as mulheres fazem o tempo todo vendo mocinhos, vilões e personagens importantes homens, para discutir igualdade de gênero, pra acompanhar o mundo real. Porque a série é de ficção científica, mas não está alheia ao que se passa no mundo. Longe disso!

E se você está achando que isso é modernidade demais, larga mão desse smartphone, apaga as luzes, sai da tua casa e vai viver numa caverna. Tem coisas, ACEITE, que não tem como evitar. As mulheres estão aí, cada vez mais empoderadas, reivindicando o seu espaço como igual, combatendo o preconceito e o machismo, e ainda tem um monte de babacas achando que tá na idade média. Acorda! É 2018! Bora mudar!



Jodie Whittaker, a 13ª Doutora


E pra encerrar, vai ter Doutora Mulher, sim! 


Jodiezinha vem com tudo, já está arrasando provocando discussões e separando Wovians de babacas machistas ridículos e que nem assistem a série. E vai ser lindo, e que seja musa de Gallifrey por muitas temporadas, e que venham outras depois dela. Pela minha conta, pode ter mais 12 mulheres. E que numa próxima regeneração a Doutora regenere negra(o), gorda(o), asiática(o), o que tiver de ser para manter o espírito de amor, igualdade, respeito e paz que a série vem tentando reafirmar em cada temporada.

E para quem quiser rever essa transformação maravilhosa, despedida do 12º, chegada da 13ª Doutora, aí está! Eu já assisti mil vezes e ainda me arrepio.


Não adianta espernear, destilar seu ódio, dizer que vai abandonar a série, ela já é a nova Doutora, e vai ser FABULOSA.

Desculpe o desabafo, mas precisava! Desde que anunciaram a Doutora que leio coisas por aí e estava só espalhando meu amor pela mudança. Hoje me obriguei a partir para a defesa ostensiva. Porque sou mulher, porque não sou machista, porque sou whovian e não vou me calar.

=P

quinta-feira, abril 19, 2018

Confira as minhas leituras de março!

As minhas leituras de março foram muuuuito produtivas. Está entre elas dois dos melhores livros do ano até aqui e dois dos melhores e um dos piores da vida! Vejam só!



Matéria Escura, de Blake Crouch

Vou começar falando do melhor. "Matéria escura" é um livro sobre um homem que tem a vida mudada da noite para o dia, em função de um evento inesperado, que desencadeia um problemão! E isso é tudo que eu posso falar para não dar spoiler e acabar com a experiência de quem for ler.

Ele é de ficção científica, tem algumas explicações de física, envolve um pouco de física quântica e nos faz imaginar muita coisa. Sobre as descobertas da física, sim, mas muito mais sobre a vida, as relações com as pessoas e aquele pensamento "e se eu tivesse escolhido ser isso em vez daquilo, como eu estaria hoje?". É bonito, intenso e profundo. Recomendo demais! Não se apeguem ao título ou o gênero, é uma ótima história.


O fim da eternidade, de Isaac Asimov

Isaac Asimov é um gênio da ficção científica. Diferente do "Matéria escura", esse é bem nerd. Faz a gente pensar sobre muita coisa, mas nem tanto sobre a família, e sim sobre o controle social. Até onde uma instituição pode decidir como será a sociedade no futuro? Bem, o livro explora o deslocamento no tempo e o uso deste como uma ferramenta para manter o mundo "em órdem".

Uma distopia daquelas de dar nos nervos porque, embora seja uma história muito boa e futurística, é carregada de moralismo e preconceito. Isso às vezes distoa um pouco, mas como é um personagem assim, a gente meio que aceita. Tipo o coleguinha machista, ou aquele primo, que tu tolera pra manter a ordem. Um dos melhores livros de ficção científica que eu já li!


Mulher-Maravilha - sementes da guerra, de Leigh Bardugo [Resenha Completa]

E para contrastar com o "Arlan" de "O fim da eternidade", Mulher-maravilha. A personagem está na adolescência nessa história. E por ser uma amazona, ela é feminista em cada palavra. Como ela vai ao mundo dos homens, e faz amizade com uma menina (a semente da guerra), o contraste entre as culturas fica muito evidente e faz pensar sobre muita coisa.

A história não é a melhor do mundo, mas é uma história boa. É empolgante, cheia de ação, e as páginas vão sendo lidas com facilidade, os personagens estão bem aprofundados. Para quem curte a personagem, ou para quem gosta de uma boa história de aventura, recomendo muito.


O Demonologista, de Andrew Pyper

Terminei de ler "O Demonologista" somente porque: já tinha começado, paguei por esse livro e porque a narrativa do autor é boa. Mais para o final acho que ele se perdeu um pouco, ou a tradução foi meia boca. A história vai ficando sem sentido e mais chata.

Vale ressaltar que eu sou ateia e não me ligo em histórias que envolvam religião, deus, demônios e possessões. Peguei esse livro pra ler imaginando que seria de mistério a ser desvendado, como os clássicos do Dan Brown. Não é. Também não é assustador. Em algumas passagens achei até bobo. E o final... Bem xôxo! Classifico ele com três estrelas, porque é nada demais, mas também não é o pior livro que li na vida, a edição é linda e o autor é clássico.


Universos secretos, de Paulo Cavalcante

Um dos piores livros que já li. Sabe quando uma criança tenta te contar uma história e se perde, ou quando alguém tenta te contar um sonho que contando fica ainda mais sem pé nem cabeça? Agora imagina isso mal escrito. Bem, acho que não preciso dizer porque entrou pra lista dos piores da vida, certo?

É realmente uma pena. Porque é um autor brasileiro e sempre gosto de mostrar que brasileiros escrevem bons livros, indico as obras etc. Mas, dessa vez, não deu, e não poderia mentir pra vocês e dizer que o livro é bom, quando não é.





Essas foram as minhas leituras de março! O que acharam?
Eu sei que já estamos quase em maio, mas só agora sobrou um tempinho, gente, dá um desconto!
=P

segunda-feira, março 12, 2018

Leituras de Fevereiro de 2018

Ainda dá tempo de falar das minhas leituras no mês passado, né? Como estou com pouco tempo para fazer resenhas de cada um dos livros, estou fazendo esses resumos para pelo menos passar algumas indicações de leitura.



Deuses Americanos, Neil Gaiman



Deuses americanos começa bem, da uma arrastada, mas, passando da metade pro final fica bem melhor. A escrita do autor é maravilhosa, é um excelente contador de histórias.

E estou impressionada com o Gaiman, como ele consegue ser versátil. Todos os livros são um pouco fantásticos, aquele real/irreal pouco definido. E o impressionante é que dos três livros lidos até agora, não há muito em comum. Adorei isso! Gaiman não é daqueles escritores de best sellers que quando tu leu um, leu todos. Não existe uma receita de sucesso sendo repetida em todos os livros. Cada um tem seu próprio universo, ritmo, tramas. É muito legal!




1984, George Orwell



Esse livro é um clássico e eu precisava ler "só por isso". É o queridinho de muitos leitores, mas não o meu. A história é interessante, bem contada, isso sim. Ficamos sempre tensos esperando que algo aconteça com o personagem principal. Conhecemos a loucura daquele regime totalitarista, as bizarrices políticas que eles criam para dominar a população, descobrimos que o mundo inteiro em 1984 é assim e ok. Chocante e triste. Então algo acontece com o personagem principal e o fim é só mais um dia da vida dele. Talvez se não tivesse voltado, não sei... Algo não me convenceu, acabei não achando grande coisa.





A Casa inventada, Lya Luft



Um livrinho curto e bem rico em significado. Ainda não tinha lido nada da autora e achei bastante curioso. Por meio de uma analogia (a descrição de uma casa), Lya vai recordando a sua infância e como foi formando a mulher que ela se tornou. É lírico em alguns momentos, tristes, melancólicos em outros. Mas, é muito legal. Sensível.









Androides sonham com ovelhas elétricas, Philip Dick



Esse livro serviu de inspiração para o filme "Blade Runner", lá dos anos 80. A história impressiona pela criatividade do autor. Escrito nos anos 60, ele imagina um futuro apocalítico, em que a Terra foi praticamente evacuada para Marte devido a poluição radioativa. Para auxiliar com o trabalho pesado, robôs muito parecidos com humanos foram construídos. Os androides da geração que é apresentada no livro não podem ser distinguidos dos humanos, exceto pela sua forma de pensar. E quando eles fogem, rapidamente passam a ser caçados pelos "caçadores de androides". E é a vida de um desses caçadores que acompanhamos no livro.

Eu adorei a escrita do Philip Dick, a narrativa é envolvente, a história é boa, e o final... Meio decepcionante.




Piano Vermelho, Josh Malerman



Livro do autor que escreveu o maravilhoso "Caixa de pássaros", nesta história é com a audição que ele cria um mistério. O suspense não é tão intenso quanto em "Caixa de pássaros" porque não dá aquela sensação próxima a situação da personagem, mas é bom. Um grupo de ex-soldados e integrantes de uma banda de rock é enviada para uma missão no meio do deserto. Descobrir a origem de um som esquisito que faz mal as pessoas.

Achei meio enrolado e confuso em determinado momento, as descrições parecem não ser suficientes para criar as imagens, para convencer. Talvez por usar um sentido pouco palpável, e por vir depois do imbatível "Caixa de pássaros", "Piano vermelho" não convence muito.




Tartarugas até lá embaixo, John Green

Fazia algum tempo que queria ler algum livro do autor, já que ele é tão famoso, e me deparei com "Tartarugas até lá embaixo" em promoção. Logo que comecei a ler, a primeira impressão confirmou meu pré conceito: história clichê bem escrita, leitura fluida e gostosa.

Best sellers são campeões de vendas não por acaso. E é bom ler uns assim de vez em quando pra ter uma opinião. Não gosto de preconceito literário, mas tenho, mesmo assim tento ler de tudo um pouco, ainda que tenha meus gêneros favoritos.

Essa história se mostrou muito melhor do que eu imaginava. Sem dramalhão, romancinho, choradeira. Uma história sobre o TOC, que aflige uma adolescente em meio algumas descobertas, entre elas o primeiro amor. O romance fica em segundo plano, assim como a história de amizade, o relacionamento com a mãe. E o final é doce, bonitinho, esperançoso. Curti!



E vocês, estão lendo alguma coisa, se interessaram por algum desses livros?
=P

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Os melhores livros do ano, entre as minhas leituras!

Eu tenho muita dificuldade de escolher o livro favorito, o autor favorito, e com o melhor livro do ano, claro, não seria diferente. Mas, posso fazer aqui um resumo das melhores leituras do ano. Ah, isso sim!

Esse ano comecei com o projeto de Instabook @blogsabeoque onde diariamente (ou quase isso) eu posto sobre livros ou diários de leituras, livros comprados, etc. Quem ainda não conhece, clique aqui siga, curta, reclame. Estamos aí pra isso!

Tinha estabelecido em 2016 que iria ler todos os livros que tinha antes de voltar a comprar. Assim começou essa saga. E com essa função de Instagram, meio que comprei muito mais livros, e li muitos livros (viciei). Continuo com uma lista grande de livros pra ler, mas tenho certeza que darei conta disso muito em breve. Essa coisa toda acabou virando um bom hobby.


Os melhores livros que li esse ano

Os livros estão na ordem que eu fui lembrando ao olhar a estante. De alguns gostei mais, ou menos, mas todos têm um porque de estar aqui.

Cavalos da Chuva, Cadão Volpato

Simplesmente lindo! É literatura infantil, cheio de boas lições para os adultos. De um lirismo sem igual que deixa a leitura gostosa. Ri e me diverti muito com ele. Foi uma compra aleatória, pelo título, que deu muito certo. Tem promo na Amazon, é bem baratinho.

Memórias do Subsolo, Fiódor Dostoiévski

Esse foi indicação do professor da oficina de escrita criativa que fiz esse ano. A oficina tinha a "memória" como tema e por isso a indicação. Li alguns meses depois, não achei muita relação com a escrita, mas foi uma leitura maravilhosa. Dostoiévski... Tinha esquecido como ele é bom em realismo e loucura.

Eu, Robô, Isaac Asimov [resenha]

Um livro de ficção científica como eu nunca vi. Ele é suave, quase real, apesar de distópico, e a escrita do Asimov é encantadora. A estória nos faz pensar muito sobre todas as coisas, não só em como seria o mundo com robôs inteligentes; faz pensar sobre como lidamos com a aceitação do diferente. Vale muito a leitura mesmo para quem não gosta de Ficção Científica, porque no final, não é bem isso.

Neuromancer, William Gibson [resenha]

Como eu disse na resenha, estava a algum tempo querendo ler esse livro. E adorei o estilo cyber punk. Me ajudou muito com as coisas que tenho escrito, e me divertiu muito. É um livro que estimula muito a imaginação, um mundo novo, cheio de termos e coisas diferentes do nosso. Foi uma aventura e tanto!

Lugar Nenhum, Neil Gaiman

Foi o primeiro livro do autor que eu li, surpreendente a capacidade dele de nos prender numa história sem ser clichê. Não tem aqueles dispositivos comuns em best sellers, mas é eletrizante, humorísticos e dramático ao mesmo tempo. Nunca tinha lido nada parecido até aqui.

12 Doutores, 12 Histórias, Vários Autores [resenha]

Se não tivesse lido um livro de Doctor Who esse ano eu teria inventando uma forma de colocar um livro nessa lista. Esse, com 12 contos, foi um presente aos Whovians. Mas, pode ser lido por qualquer pessoa que sequer tenha ouvido falar do Doutor. Histórias independentes da série, muito bem elaboradas, fantásticas e bonitinhas. Tem de tudo!

Caixa de Pássaros, Josh Malermann

Esse livro... Primeiro suspense (horror?) que li na vida. Fiquei muito impressionada com a capacidade do autor de escrever de modo tão sucinto e transmitir tanta tensão. A imersão na história é incrível, a gente fica tenso, e quando para de ler fica pensativo, imaginando-se andando vendado pelo mundo. Indico muito!

Agência de investigações holísticas Dirk Gently, Douglas Adams

Há tempos namorava esse livro. A leitura foi um banho no mar da criatividade, ironia e loucuras de Douglas Adams. É peculiar a forma como ele escreve coisas aparentemente sem sentido e que se encaixa tão bem no final da trama. É diversão garantida do primeiro ao último capítulo.

Pareidolia, Luiz Franco

E pra não dizer que esqueci dos brasileiros, e dos novos escritores, aí está Pareidolia. Livro concedido a mim pelo autor, e uma das leituras mais gostosas do ano. Contos muito divertidos, curiosos, livro físico cheio de conceito, arte linda. Se chegou a esse post em busca de dicas do que ler, é esse que você tem que escolher e comprar!

Não li só Pareidolia de brasileiro, "Um passeio no jardim da vingança", do Daniel Nonohay, também quase entrou nessa lista. Isso para não falar de clássicos como "Angústia" do Graciliano Ramos e "Um centauro no jardim" do Moacyr Scliar.

No fim, acho que li uns 38 livros esse ano. E estou lendo mais um, "A longa e sombria hora do chá da alma", do Douglas Adams. Quis encerrar o ano com ele, porque tem se mostrado meu autor preferido. Curioso pra saber o que tanto li? Aí está a lista completa, com link para as resenhas que consegui escrever!


Lista dos livros lidos em 2017

  • Caim, José Saramago [Resenha]
  • Um passeio no jardim da vingança, Daniel Nonohay [Resenha]
  • Admirável mundo novo, Aldous Huxley [Resenha
  • Um estudo em vermelho, Arthur Conan Doyle [Resenha]
  • O signo dos quatro, Arthur Conan Doyle [Resenha]
  • O cão de Baskerville, Arthur Conan Doyle 
  • O vale do terror, Arthur Conan Doyle
  • Um escândalo na boêmia, Arthur Conan Doyle 
  • A menina que não sabia ler, John Harding [Resenha]
  • Além da amizade, Clara Alves [Resenha
  • Alriet, Grazi Fontes [Resenha]
  • O demônio das comparações, Maurício Ferrante [Resenha
  • Lá vem todo mundo, Clay Shirky [Resenha]
  • Terra sonâmbula, Mia Couto [Resenha]
  • 12 doutores 12 histórias, vários autores [Resenha]
  • Caixa de pássaros, Josh Malermann [Resenha]
  • Agência de investigações holísticas Dirk Gently, Douglas Adams [Resenha
  • Neuromancer, William Gibson [Resenha]
  • Count zero, William Gibson [Resenha]
  • Monalisa Overdrive, William Gibson [Resenha]
  • Coração Satânico, William Hjortsberg [Resenha]
  • A revolução dos bichos, George Orwell 
  • Eu, Robô, Isaac Asimov [Resenha] [Nota de ódio ao filme]
  • Uma vez você, uma vez eu, Diego Martello [Resenha
  • Mulheres que não sabem chorar, Lilian Farias [Resenha]
  • Pareidolia, Luiz Franco [Resenha]
  • Memórias do subsolo, Fiódor Dostoiévski  
  • O jogador, Fiódor Dostoiévski 
  • Angústia, Graciliano Ramos 
  • Insônia, Graciliano Ramos 
  • O centauro no jardim, Moacyr Scliar [Resenha]
  • Cavalos da chuva, Cadao Volpato
  • O planeta dos macacos, Pierre Boulle
  • A Metamorfose, Franz Kafka 
  • Eleonor & Park, Rainbow Rowell
  • Os últimos dias de Krypton, Kevin J. Anderson [Resenha]
  • Lugar Nenhum, Neil Gaiman
  • O Oceano no fim do caminho, Neil Gaiman


E pro ano que vem, tem muita coisa pra ler... E esses da foto são só alguns deles.



E vocês, já fizeram o balanço do ano? Contem aí!

=P

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