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quarta-feira, janeiro 20, 2021

Doctor Who: O Quarto Doutor na série clássica!

Estava muito ansiosa para assistir ao Quarto Doutor da série clássica de Doctor Who. É um dos mais mencionados, amados e, pra mim, é claro, tinha que ser diferente, mas já explico o “porquê”.



Se você entendeu nada do que eu tô falando, aqui tem um post que explica como funciona a série.


O 4º Doutor começou muito bem

Um dos Doutores mais reconhecidos, pelos cabelos cacheados, expressões exageradas e o cachecol colorido mais famoso do mundo das séries!

A transição entre o Terceiro (Jon Pertwee) e o Quarto Doutor (Tom Baker) foi bem importante na série, porque marca o fim do "castigo" imposto ao 3° Doutor. Por intervir demais no tempo e espaço, os Senhores do Tempo o mantém preso à Terra. Imaginem o que é para um viajante do tempo e espaço, que fugiu do seu planeta para conhecer o universo, de repente se ver preso em um planeta.

Ao libertar-se, ele também acaba regenerando, na companhia de seu amigo Brigadeiro Lethbridge-Stewart e a Companion da vez Sara Jane Smith.


Não aprendi a dizer adeus!


Um dos meus problemas com ele foi o luto do terceiro doutor. (leia mais sober o Terceiro Doutor aqui) Eu gostei demais do 3° e foi muito complicado aceitar o seu sucessor. Eles são bem diferentes, mas tão logo o luto passou eu comecei a ver a excentricidade e humor mais jovial como uma característica interessante no Tom Baker.



Aliás, acho que esse foi o auge do 4° Doutor: o bom humor e as suas esquisitices. Aquela parada tão conhecida do “Jelly Baby” e o comportamento despreocupado dele diante dos mais terríveis inimigos, frente aos perigos, foram muitos.




O Quarto Doutor ficou tempo demais


Eu acho que o personagem se desgastou com Tom Baker, inclusive ele muda características ao longo do tempo. De brincalhão e excêntrico pra chato ranzinza. Na última temporada ele estava grosseiro demais, agredindo até o K-9. Acho que o ator já estava cansado, quem sabe?

Li na biografia de Douglas Adams que Tom Baker era bastante exigente e reclamava dos roteiros. E talvez esse descontentamento tenha invadido o personagem. Em algumas cenas ele é grosseiro por nada, começou a ficar cada vez mais chato. 

Mas, ele é sim um grande doutor, um marco na história da série. Teve choro na despedida dele, inclusive QUE EPISÓDIOS!!! esses dos arcos que encerram a atuação do eterno 4th Doctor.


Momentos importantes do Quarto Doutor


Vivemos experiências inesquecíveis com o quarto doutor, selecionei algumas delas!


Genesis of the Daleks

O 4° Doutor teve a importante missão de contar o surgimento dos Daleks num arco incrível que é muito citado no futuro, a cada retorno dos vilões mais odiosos de Doctor Who. É neste arco que conhecemos o criador dos Daleks, o terrível Davros!




Estreia de K-9 na série


O cachorro de lata/Robô mais fodástico do universo inicia sua jornada no arco “The Invisible Enemy“. O Doutor ganha ele de presente por ter salvado o planeta de uma epidemia, e então K-9 passa a ser um companion bem interessante na TARDIS.

 


Curiosidade: K-9 não foi deixado com Sara Jane, e considero isso um furo no episódio que ela participa com o 10º doutor. É claro, não cheguei a assistir a série dela, então, talvez ainda haja uma explicação adiante.



Quem não ama Gallifrey, bom Senhor do Tempo não é!


O Quarto Doutor vai visitar algumas vezes seu planeta de origem e alguns arcos são de um trabalho encomendado pelos Time Lords, que o Doctor precisa fazer para salvar o universo. É aí que chega Romana na série.



Temos uma Time Lady na Tardis: Romana I e II


Romana é uma jovem recém formada na Academia de Gallifrey empurrada para acompanhar o Doctor para que ele não faça muita besteira. O resultado dessa parceria é que ela acaba entrando no esquema de fugir pelo espaço interferindo em tudo.


Ela chega a se regenerar uma vez, pegando o rosto de uma princesa para a sua segunda versão. A personagem em questão está presente no arco em que Romana quase morre para salvá-la. Romana é uma mulher inteligente e uma representante feminina incrível.


A saída dela da série permite que um dia ela retorne para a companhia do Doutor, e seria muito legal se isso acontecesse. Que sonho seria ter duas Senhoras do Tempo na Tardis.


Ilustração deviantart.com



Companions memoráveis do 4º Doutor


Sara Jane Smith


Os primeiros episódios são legais. Gostei que a Sara Jane Smith seguiu com ele. Funcionou muito bem a parceria dela com o 4º Doutor. Só eu vi ali um clima (às vezes) entre eles? O romance entre Doutor e Companion (acho) que só acontece com Rose e o Décimo doutor, mas talvez tenham tentado insinuar isso no 4º Doutor. Eu achei que sim.



Leela

Uma guerreira da pá virada. Eu gostava da personagem, apesar de ela ser um pouco estereotipada e por vezes tratada como burra. Considerando a origem dela, achei bem legal o quanto ela evoluiu na série. E achei bem chato não tem um episódio de despedida, ela simplesmente desaparece.



Episódios de Douglas Adams


Foi lindo ver os episódios que já tinha lido. Shada, embora não esteja completo ainda é meu preferido. Os roteiros de Douglas Adams foram os que melhor exploraram a Tardis e a viagem no tempo. Diferente da maioria dos episódios em que só usam a Tardis pra chegar e ir embora.



Problemas temporais na Tardis do Quarto Doutor


Vários episódios tiveram a TARDIS envolvida nos problemas a serem resolvidos. E isso foi muito legal. Ela ainda não tinha essa característica de “organismo vivo” que vemos na série moderna, mesmo assim brilhou em muitos episódios.





O Mestre volta à série


Que encontros bizarros o quarto Doutor teve com o Mestre! Eu fui pega de surpresa em muitos episódios, e com certeza os episódios que mais gostei foram os que tiveram a participação do principal antagonista do Doutor.


E é ele que provoca a regeneração do 4° Doutor, uma despedida dramática e triste. Eu, como sempre, não estava preparada. Porém, o 5th Doctor pareceu fofinho, e foi um alívio. Em breve terá um post falando sobre ele!


Livros de Doctor Who!


Temos três histórias para LER o quarto doutor, duas delas de roteiros de Douglas Adams que se perderam, e anos depois foram adaptadas para livros. Duas das melhores histórias de Doctor Who!

  

Vou deixar os links abaixo para vocês conferirem!

A Cidade da Morte




Shada 



12 Doutores, 12 Histórias




Onde assistir a série clássica de Doctor Who e o Quarto Doutor?

Você pode verificar essa informação no site Universo Who

=P


sexta-feira, abril 20, 2018

Doctor Who, machismo, ódio e a nova Doutora, Jodie Whittaker

Ultimamente mais Whovians (pessoas que acompanham a série Doctor Who) têm conversado comigo pelo Instagram (@blogsabeoque). A maioria (vale ressaltar) está curtindo a série e suas novidades. Mas, contato com pessoas estranhas pelas redes sociais vocês já podem imaginar a desgraça que pode ser.

Pois bem, o assunto do momento entre fãs da série é a mudança desse ano, uma atriz (Jodie Whittaker) MULHER assumiu o papel de Doctor (que no inglês serve para ambos os sexos, vale lembrar) e alguns que se dizem fâs falam do descontentamento por essa mudança, disseminando o ódio e demonstrando seu lado machista escroto.




O tema é polêmico, então vou tentar discutir cada enfoque por partes:



1- Doctor Who é uma série que tem como premissa a mudança. 


É assim desde que o senhorzinho fofo (e retrógrado, já que nos anos 60 ele já era velhinho) foi substituído por outro ator dando início a esse detalhe da série chamado: regeneração. A regeneração foi um artifício criado para justificar a mudança do ator, que já estava cansado (pobrezinho), sem interromper uma série de sucesso que tinha ainda muito a ser explorada.

Imaginem o quanto os fãs da época discutiram essa mudança, o quanto foi difícil aceitar aquela "desculpa" ou "remendo" para manter a série. E de quantos ficaram maravilhados pela saída encontrada e comemoraram a continuação de Doctor Who, mesmo sem o William Hartnel.



Acontece, MEUS AMADOS, que a regeneração acabou sendo aproveitada para renovar o personagem. O novo Doutor, não veio para substituir o primeiro. Ele passou por uma mudança de personalidade. A TARDIS (sua nave) também acompanhou essa mudança e todos foram felizes. A solução serviu para manter Doctor Who no ar até 2018, mais de 55 anos depois dos primeiros episódios!


Ah! TARDIS 


2- Viúvos e viúvas são compreendidos! 


Sim, dá aquela tristeza dizer adeus para o nosso doutor preferido, mesmo que ele não seja o preferido, mas seja perfeito, como foi o Tennant (pra mim) ou maravilhoso como Capaldi. Mas, a série segue. Se você não entendeu, volte para o parágrafo anterior onde falo sobre mudança. A série é assim. E fã, Whovian de verdade, sofre mas não abandona, aceita e se apaixona (ou não) pelo próximo Doutor, torce para que a série siga firme, forte e linda. Vida longa ao Senhor do Tempo de Gallifrey.


Quando bate a saudade do Doutor preferido, a gente assiste de novo.

3- Se você não entendeu a mudança, você não está acompanhando a série. 


Parou no tempo em algum lugar do passado, e tá aí na internet falando besteira. Vai num bom site, baixa todas as temporadas não vistas e, como nós Whovians, tenha uma visão do todo, atualizada da série, e você vai entender. A mudança para uma Doutora era esperada. A deixa estava lá: Mestre que regenerou em Missy, O general de Gallifrey regenerando em Generala e seguindo o comando de uma batalha, sem problemas. Todos a sua volta apenas esperaram, aceitaram e seguiram suas ordens. Fora outros diálogos e episódios que deixaram isso muito claro.

Isso não é Spoiler, porque aconteceu há eras atrás!

Os senhores do tempo são uma raça evoluída, que não se param pra pensar em gênero. São todos pessoas da mesma raça, se homem ou mulher, não faz a menor diferença pra eles. Palavras do Doutor. O Mestre e a Missy dialogam sobre isso em um dos episódios, e ela nem tinha percebido que era mulher. É uma besteira, diante de uma série que fala em: viagem no tempo e no espaço, invasão de planetas pelas mais variadas formas de vida, um monte de absurdos de ficção científica e explicações estapafúrdias sobre um monte de coisas (a própria possibilidade de um ser regenerar), e apesar disso tudo, a pessoa questionar a mudança de homem para uma mulher.

Minha opinião e percepção dessas pessoas reclamando da mudança: não assistem mais a série, a maioria está falando sem saber e/ou se enquadram no tópico a seguir.


4- Uma dúvida, isso é machismo ou é homofobia também? 


Um pouco dos dois quem sabe? O Doutor já mudou 12 vezes, e até aqui tava tudo beleza. Foi ele "virar mulher" que o macharedo (e mulheres machistas também, porque não) se levantaram e começaram a reclamar. Por todos os motivos citados antes, a mudança é plausível, mais bem justificada que muitas outras questões na série. Não há problema quanto a isso. E se a pessoa assistiu tudo até aqui e agora viu um problema, desculpe seu trouxa/sua trouxa, você é machista, preconceituoso, e isso é muito feio.

9º Doutor e o Jack


Sem citar nomes, mas a pessoa vai saber que estou falando dela, azar (caso leia esse textão). Li um argumento que dizia "...é o mesmo que o Capitão América virar nazista". Veja bem, ele não disse que é o mesmo que o Capitão virar mulher, que poderia, um Capitão Trans até, eu não vejo problema. Ele disse "virar nazista". Se você não concorda que isso é muito, machismo e ódio envolvido - ou pelo menos tem algo muito errado -, larga o texto, vai fazer outra coisa da vida, você é um caso perdido.

Não é possível comparar uma coisa hedionda com uma mulher simplesmente porque foge de um padrão que já é ultrapassado. Estamos em 2018 e ainda temos que discutir isso. É deprimente!


5- Sobre a modernização da série! 


O novo look delas: Tardis e 13ª Doctor
Está lá no início do texto, mas vou repetir: O Doutor é um senhor do tempo que se regenera para enganar a morte e pode se transformar em qualquer forma de vida. [qualquer forma de vida] Na próxima regeneração ele pode virar um Ood, ele pode ser uma tartaruga, mas nesse caso ele regenerou numa mulher. Que sorte a dele(a)! Continua sendo humanoide, completo, com todos braços, pernas, cabeça, dentes. E além de tudo, ficou lindona!

As regenerações são uma oportunidade de renovar a série. Foi assim que a série moderna trouxe Doutores mais novos, como o Matt Smith, e experimentou um mais velho como o Capaldi. Todos fizeram muito sentido com o momento que o personagem estava vivendo. E agora, a série está evoluindo, mudando, experimentando e se atualizando.

O mundo PRECISA de uma Doutora Mulher. 

Para nos representar, para que os homens exercitem o que as mulheres fazem o tempo todo vendo mocinhos, vilões e personagens importantes homens, para discutir igualdade de gênero, pra acompanhar o mundo real. Porque a série é de ficção científica, mas não está alheia ao que se passa no mundo. Longe disso!

E se você está achando que isso é modernidade demais, larga mão desse smartphone, apaga as luzes, sai da tua casa e vai viver numa caverna. Tem coisas, ACEITE, que não tem como evitar. As mulheres estão aí, cada vez mais empoderadas, reivindicando o seu espaço como igual, combatendo o preconceito e o machismo, e ainda tem um monte de babacas achando que tá na idade média. Acorda! É 2018! Bora mudar!



Jodie Whittaker, a 13ª Doutora


E pra encerrar, vai ter Doutora Mulher, sim! 


Jodiezinha vem com tudo, já está arrasando provocando discussões e separando Wovians de babacas machistas ridículos e que nem assistem a série. E vai ser lindo, e que seja musa de Gallifrey por muitas temporadas, e que venham outras depois dela. Pela minha conta, pode ter mais 12 mulheres. E que numa próxima regeneração a Doutora regenere negra(o), gorda(o), asiática(o), o que tiver de ser para manter o espírito de amor, igualdade, respeito e paz que a série vem tentando reafirmar em cada temporada.

E para quem quiser rever essa transformação maravilhosa, despedida do 12º, chegada da 13ª Doutora, aí está! Eu já assisti mil vezes e ainda me arrepio.


Não adianta espernear, destilar seu ódio, dizer que vai abandonar a série, ela já é a nova Doutora, e vai ser FABULOSA.

Desculpe o desabafo, mas precisava! Desde que anunciaram a Doutora que leio coisas por aí e estava só espalhando meu amor pela mudança. Hoje me obriguei a partir para a defesa ostensiva. Porque sou mulher, porque não sou machista, porque sou whovian e não vou me calar.

=P

quinta-feira, julho 06, 2017

Review da 10ª temporada de Doctor Who

A 10ª Temporada de Doctor Who acabou, e hoje vou fazer um review SEM SPOILER para quem ainda pensa em assistir a série, e sendo solidária aos whovians que estão se sentindo meio órfãos com esse Finale e tensão até o episódio especial no natal.

Eu ainda não tinha me pronunciado sobre a era moderna de Doctor Who, pelo menos não formalmente em um post como esse. Mas, essa décima temporada foi tão arrasadora que não me contive. E vou começar a New Who falando do Doutor que está despedaçando nossos corações com esse sai não sai.

Vamos combinar algumas coisas sobre Spoilers

A BBC fez a maravilha de entregar quase tudo de todos os episódios da série e segue esfregando algumas verdades na nossa cara. Então, não vou dizer nada aqui que já não seja meio óbvio para quem acompanha algum site oficial, dos atores, da BBC ou da SyFy Br. Pelos tópicos vocês vão ter uma noção do nível de aprofundamento e vou colocar fotos para que vocês decidam se seguem a leitura ou se já tá demais.

Além disso, vou tentar explicar algumas coisas para quem não tem conhecimento da série clássica. Não que eu seja expert no assunto, quero apenas esclarecer algumas coisas, porque tem episódios bobos nessa décima temporada que só fizeram sentido para quem já tem alguma ideia do que aconteceu quando Doctor Who era em preto e branco (e para quem sabe o que é re-con - AAAAHHHH).



Review Geral da 10ª temporada de Doctor Who

A décima temporada foi mais do que aguardada e já estava gerando polêmica antes mesmo de entrar no ar. Tudo porque Peter Capaldi, que interpreta o Doutor desde a 8ª temporada) anunciou sem preparar o coração whovian que estava deixando o posto. Dali para frente os grupos e sites de fãs enlouqueceram. A BBC confirmou a mudança do doutor e começaram as especulações: sobre como seria a mudança, quando seria, e claro quem e de que sexo seria a próximo Doutor. Não se sabe ainda (eu pelo menos não sei e não quero saber) quem vai ser.

Quando a temporada finalmente começou, fomos presenteados com uma nova Companion. Antes de começar já sabíamos, mas no primeiro episódio descobrimos Bill Potts: negra, lésbica, trabalhadora comum da faculdade onde o Doutor está lecionando. Ora! Que legal! Doctor Who sendo Doctor Who, trazendo temas tão interessantes como racismo, sexismo, homosexualidade.

E mais! Bill é também uma menina que curte ficção científica. Ou seja, não é só uma companion que vai se encantar com o que o Doutor tem para oferecer. Ela chega questionando praticamente tudo. Além de curioso e divertido ver que o Doutor nem sabe mais como responder algumas questões óbvias, o comportamento da nova companheira do Doutor é um presente para quem começar a assistir a série agora. Porque todas as perguntas mais básicas que ajudam a compor o personagem e a série Doctor Who são respondidas. Isso foi genial!

Outra informação que não chega a ser uma novidade é que Nardole, personagem que é introduzido em Doctor Who no especial de natal "The Husbands of River Song" exibido em dezembro de 2017. No episódio em questão ele está como companion de River Song, personagem interpretado por Alex Kingston cujo papel em Doctor Who eu não vou comentar. Ela é misteriosa e importante, por isso deve ser descoberta na série e não contada.


Voltando a Nardole, trata-se de um personagem curioso, meio caricato, não humano, o que o torna bem misterioso. Não temos muita noção do que ele faz com  o Doctor, mas a temporada começa com um segredo guardado pelos dois. Os dois estão "presos" na Terra para guardar esse segredo. A BBC ESTRAGOU ESSA SURPRESA, mas eu não vou falar aqui. Vai que vocês tenham mais sorte. A relação entre ele e o Doctor é, portanto, bastante íntima, cúmplice. E Nardole vai nos conquistando a cada episódio. É muito legal acompanhar esse crescimento do personagem.

O interessante dessa impossibilidade de deixar a Terra já é uma referência por si só. Como falei aqui no blog um tempo atrás em O 3º Doutor da Série Clássica, o Doctor fica preso na Terra. Na verdade um exílio aplicado pelos Senhores do Tempo - seus conterrâneos. Então, soma-se a isso a abertura do episódio em que vemos na mesa do Doctor fotografias antigas (da primeira temporada, do primeiro Doutor) e de River Song, a gente se dá conta de que a temporada pode ser mesmo muito boa.

Mas, é claro, era preciso esperar até o final, porque Mr. Moffat (Showrunner da série) adora deixar ponta solta e não entregar o que promete. Os episódios foram passando, e a alegria de ver tanta referência à série clássica foi crescendo e gerando expectativas. Tanto que os episódios em que nenhuma referência era feita, eu ficada chateada. Nunca estou contente com nada mesmo.

O que foi prometido para a 10º temporada de Doctor Who



A volta do Mestre, da Missy, Ice Worriors (guerreiros de Marte) e Cyberman de Mondas. De brinde teve Dalek clássico e uma Embaixador. Eu surtei quando o Doctor contata o Embaixador. Esse personagem aparece em dois arcos da série clássica (do que eu vi até agora) e é quase insignificante. Ele faz parte de um conselho intergalático, e nada fez mais sentido nessa vida Whovian do que contatá-lo justo no episódio de referência mais direta. Foi perfeito!


Missy e Mestre dando show!




Sobre os antagonistas mais fodásticos de Doctor Who, Missy e Mestre. Eles vêm para reforçar a nossa capacidade de acreditar que exista algo de bom em seus corpinhos. Um show de interpretação da Michele Gomez (Missy) e entrada triunfal do John Sinn, que volta com um Mestre de cavanhaque, nos fazendo lembrar do personagem que infernizava a vida dos primeiros doutores. A dupla Mestre/Missy foi o ponto alto de episódios que já prometiam muito. Para quem já sabe do que o Mestre é capaz, eles confirmaram que são o demônio e a senhorita maldade. Genial!


E lá vem os Cyberman MONDAS!



Quando estávamos perto do fim e nada dos Cyberman de Mondas aparecer, pensei: deu ruim! Os previews dos episódios começaram a ficar sinistros e eu lembrei que foram esses malditos que levaram o Primeiro Doutor (que coisa mais triste, maquiavélica e maravilhosa). Eu estava pensando que não tinha mais surpresas e esses Cybermans, olha! Quem ainda não viu, antes de assistir, dá uma olhadinha no último arco do Primeiro Doutor. De repente dá uma olhada em outros episódios com Cyberman também.

Acontece que o Cyberman é um monstro que volta e meia aparece na série, mas nem todo mundo curte muito. Eu acho o máximo! A gente fala tanto em evoluir, e eles são evolução. Seres humanos bem sucedidos parece que não têm sentimentos. E os Cyberman são um upgrade perfeito. Máquinas com base humana transformada para não sentir coisa alguma. São implacáveis em suas ações. E deixam o Doutor louco com aquele DELETE do capeta.

E então o Moffat vem com a novidade (que não vou contar). Sério. Respeitei o cara pela primeira vez desde que ouvi o nome dele pela primeira vez. Todos as temporadas dele têm problemas, tem resoluções questionáveis, pontas soltas, o caramba! E junto em sua última temporada, última temporada do Capaldi, ele faz um fechamento brilhante!


CORRE QUE LÁ VEM SPOILERS




É claro que o homem não poderia deixar a série sem dar a sua última cagadinha. Achei repetitivo colocar a companion dentro de um dos monstros (de novo) sem perceber no que tinha se transformado. Pior ainda foi não matar a mulher de uma vez, transformá-la em algo fantástico e mandá-la passear pelo universo. Para fazer isso, algumas besteiras de edição/texto, não sei, aconteceram. Algumas falas e ações finais da Bill foram toscas.

Uma delas foi "confirmar" com o Doutor e o Nardole que eles sabiam que ela gostava de meninas da idade dela. Isso ficou solto, justo na despedida, que era para ser dramática. E depois, na despedida final, dentro da Tardis, a mocinha fala que o universo é imenso, mas que ela espera encontrar ele ainda algum dia. Mas, como, se ela nem sabe do truque dos Senhores do Tempo para enganar a morte?

Eu, inclusive acho que ela só deixou a Tardis porque achou que ele não voltava mais, que tinha acabado. Então... O que raios foi aquela despedida? Serviu somente para dar a pontinha de desperança, a lágrima que fez o doutor acordar (Olha o clichêzão aí gente!). 


Capaldi tá possuído, ele não vai não!



O 12º Doutor passa dois episódios em estado de quase regeneração, aquela mãozinha brilhando o episódio inteiro. Quando ele é acertado pelo maldito Cyberman já estava mais pra lá do que pra cá. E quando acorda, entre lágrimas, a gente vê todas as companions maravilhosas, a Clara e a Martha também (KKKKK) chamando por ele, que se levanta "o 11º" lembrando de quando era o Doutor, vê "o 10º" fazendo birra dizendo que não quer ir. E todos esses Doutores no corpo do baita ator que é o Peter Capaldi. Foi brilhante literalmente.

E daí eu já estava soluçando querendo entrar para dentro da TV quando nada mais, nada menos, do que o Primeiro Doutor surge no episódio, esnobando o 12º Doutor. GE-NI-AL. Eu me arrepio só de lembrar disso. E é assim que o episódio termina. Não tem regeneração (ainda), eu já tô querendo que o 12º faça como o 10º e nos dê mais uma palhinha de uma temporada. Estamos cansados de mudar tambem, fica Capaldi!


O Especial de Natal - E que especial!




Parei de clicar em links assim que o episódio final da 10ª temporada acabou. Eu não quero saber quem vai ser o próximo, nem como vai ser esse episódio MAIS QUE ESPECIAL com um pouco mais do Primeiro Doutor.

É claro que William Hartnell, que interpretou o 1º Doutor (saiba mais dele aqui) já foi pro céu de Gallyfrey. A BBC achou um outro ator com a voz e aparência muito parecidas. É emocionante vê-lo interpretar o personagem. Ah! Nostalgia. Assistir Doctor Who em re-com (vídeo com áudio original montado com fotos) faz a gente amar esse Doutor. Não dá pra explicar. Os episódios são toscos, o Doutor é meio tosco, e quando ele vai embora dá aquela saudade.

Doctor Who é um personagem rico, não por acaso é série mais antiga do mundo ainda no ar. Fãs foram assumindo roteiro, direção, elenco, e o resultado está aí. Peter Capaldi é um grande fã da série. E só pode ter sido ideia dele oferecer "jelly baby" em meio ao caos. Assim como as falas dos seus antecessores, o discurso final.

Fico me perguntando o quanto ele e Moffat confabularam sobre esse final apocalíptico com direito Cyrber Mondas e 1º Doutor. Um especial de Natal mágico se aproxima. Minha sugestão é que quem leu esse texto até aqui corra pra página do Universo Who, baixe tudo, assista tudo, ainda dá tempo de se tornar um Whovian.

Ainda não estou pronta para dizer adeus ao 12º Doutor. As sessões de rock na TARDIS vão deixar saudades. Sem mais...


=P

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sexta-feira, maio 05, 2017

Resenha; 12 Doutores 12 Histórias

Finalmente, e infelizmente, terminei de ler "12 Dourores 12 Histórias". Finalmente, porque o bichinho é grande e pesado, são 460 páginas! E infelizmente porque esse livro definitivamente vai deixar saudades.

Ficha (nem tão) técnica!

O livro "12 Doutores 12 Histórias" é uma compilação de 12 histórias, como o título sugere. Uma de cada regeneração do Doctor Who. Esqueça por agora o que regeneração quer dizer, tente se prender aos fatos, ao longo da resenha que vem a seguir prometo que essa questão vai ficar um pouco menos esquisita.

Sobre as 12 histórias

Cada uma delas foi escrita por um autor, cada autor falou de um doutor. Este é, portanto, um livro de contos, ou histórias curtas. Por serem curtas, nota-se que quase todos autores optaram por contar uma "escapadinha" do Doutor da sua linha temporal como a conhecemos da série.

E sobre os autores, vale ressaltar que é uma seleta lista, com um pessoal que escreve muitas histórias fantásticas. Em cada nome, na resenha, coloquei o link para quem tiver curiosidade de saber um pouco mais sobre eles.

Explicando a essência que permite esse "recurso"

Doctor Who (sim esse é o seu nome) é um habitante do planeta Gallifrey. O planeta é habitado por uma raça conhecida como "Senhores do Tempo". Se autodenominam dessa forma por conseguirem perceber e, de certa forma, controlar o tempo. Além de "verem" o tempo, suas naves (que se chamam TARDIS) têm tecnologia capaz de viajar no tempo e no espaço.

Ou seja. Um Senhor do Tempo pode sair, viver mil anos, e voltar para o instante seguinte a sua saída. Ele vai, vive, volta e você acha que ele fez coisa nenhuma. Ao longo da série, por uma questão de narrativa, vemos o Doctor vivendo uma história de cada vez. Isso acontecia principalmente no que chamamos de "série clássica".

Explicando a cronologia da série

A chamada série clássica foi exibida entre os anos 60, 70, 80 e 90. Entre 1997 e 2004 a série passou por um hiato voltando a ser produzida a partir de 2005.

Com a série moderna várias mudanças ocorreram. Além de mais recursos de efeitos especiais, ainda que em 2005 tenha sido meio bizarro, novas linguagens audiovisuais foram sendo introduzidas. E o resultado foi mais liberdade para explorar esse ponto fundamental em Doctor Who que são as viagens no tempo. Imagine quanta coisa se pode fazer nesse "pulinho" dentro de uma máquina do tempo que se move também no espaço!

Por isso falei que as histórias do livro parecem essas escapadas do Doutor. Alguns autores, inclusive, exploraram algumas "janelas de tempo" que vimos na série para escrever as suas histórias. É o que vemos na 12ª por exemplo.

Outro detalhe das histórias é que nem todas elas explicam muita coisa. Em algumas, o Doutor já está em ação, ou chega e "vida que segue". Nós, Whovians podemos encarar de boa, e temos somos transportados para uma viagem mágica. Ali está o Doutor fazendo referências de suas passagens pela TV, quadrinhos, áudios e outros livros. Em outras, ele é apresentado, reforçando a personalidade de cada Doutor, dando mais vida ao personagem. Ganha-se de um jeito ou de outro: Whovian ou não.
 Para quem não conhece a história toda, são 12 histórias de ficção científica muito boas - umas mais, outras menos.

E para quem quiser ler mais sobre Doctor Who, tenho já alguns textos aqui no Blog, é só clicar nesse link #DoctorWho



Resenha; 12 Doutores 12 Histórias

Primeira História, Primeiro Doutor. É o Doutor ainda com o mesmo corpo que veio ao mundo, diretamente de Gallifrey para a Terra. Na série, esse Doctor já é velhinho, tem umas manias, era como os sábios costumavam ser retratados na época. E na história de Eoin Colfer, "Uma mãozinha para o Doutor", achei o personagem um pouco ágil demais. Eu amo a 6ª parte de "O Guia do Mochileiro das Galáxias" escrita por esse autor, "E tem outra coisa" é magnífica. Ele consegue captar muito bem a essência do Guia e fiquei chateada do mesmo não ter acontecido em Doctor Who. Achei estranhíssima a história da mãozinha (sem spoilers). Mas, para quem não assistiu ainda o Primeiro Doutor, a história é boa e vale muito a pena. Ótima para inicia um livro!

Segunda História, Segundo Doutor. É com ele que os fãs de Doctor Who descobrem mais esse truque dos "Senhores do Tempo de Gallifrey". Quando estão perto de morrer, o seu corpo se regenera modificando cada célula e entregando um corpo novinho, mantendo o "ser" e o "cérebro" que o habita. E além do corpo, sua personalidade muda. Mesma memória, pessoa afetada!

A Cidade sem nome, de Michael Scott, é maravilhosa! Primeiro porque o Companion da vez é Jamie, o melhor de todos os tempos. O autor captou bem a essência maluca e desajeitada o Doutor. Foi muito bom ter esse contato com esses personagens mais uma vez. E o conto é fantástico, quase que tudo dá errado, é emocionante como todo bom episódio da série.

Terceira História, Terceiro Doutor. Esse Doutor é o que mais tenho vivo na memória, dos doutores da clássica. Acabei de assistir a sua regeneração (ainda tô sofrendo). E a história "A lança do destino" contada por Marcus Sedgwick é boa mesmo! Tem o início tranquilo, conflito, o ápice e um final a altura do terceiro Doutor. Outra curiosidade é que essa leitura coincidiu com os episódios finais da 2ª temporada de Legends Of Tomorrow, que também é sobre viagens no tempo, tem Senhores do Tempo (humanos) e também tinha uma "lança do destino" causando problemas.

Quarta História, Quarto Doutor.

"As Raízes do Mal", de Philip Reeve
, é incrível. Super fantástica, fala de uma população que se organizou em uma estrutura capaz de criar a atmosfera de um planeta. E a super população é da Terra, humanos, é claro, sempre fugindo do planetinha que nós detonamos e tornamos inabitável. Eu não conheço a companion ótima dessa aventura porque recém comecei a assistir o quarto doutor. Eu achei ela a versão feminina do Jamie. Adorei! Mal posso esperar para vê-la em ação fora do livro.





Quinta História, Quinto Doutor. Patrick Ness escreveu "Na ponta da língua". Uma história de muita ficção científica misturada com comportamento humano doentio. É impressionante, quase uma distopia, e ao mesmo tempo, muito Doctor Who. Eu ainda não conheço o Quinto Doutor, a história quase não envolve viagem no tempo. É simples e muito forte, daria um ótimo episódio para a TV.

Sexta História, Sexto Doutor. Outro doutor que não conheço ainda. Em "Algo emprestado" de Richelle Mead, temos um tema muito recorrente na série, com fundo meio político. Ele trata de ciência, de cientistas loucos, de experiências em seres vivos, de racismo. Não posso dizer se o Doutor foi bem retratado, mas história é muito boa, de deixar qualquer apaixonado por sy-fy vibrar - ainda mais se for Whovian!

Sétima História, Sétimo Doutor. "O efeito de propagação", por Malorie Blackman, testa os nervos do Doutor confrontando e questionando o seu ódio! Sim, o Senhor do Tempo vive tempo demais, se mete demais onde não é chamado, faz inimigos no universo. Um dos principais são Os Daleks, habitantes do planeta Skaro. Nessa história, para resolver um problema o Doutor acaba criando outro ainda maior (olha que inesperado!). Não quero dar Spoilers, mas tem Dalek e é bom. Sem mais! :D

Oitava História, Oitavo Doutor: Esporo, por Alex Scarrow, é uma boa aventura do Doutor na Terra, enfrentando militares, e fazendo referência direta à Clássica. Para ter autorização ele diz que é da Unit, e manda falarem com o Brigadeiro Lethbridge-Stewart. E o que vem depois é algo muito série moderna, apesar de ser com um Doutor da clássica. Eu achei ótimo, mesmo não conhecendo esse doutor. Talvez o autor tenha se passado, deixado ele moderno demais. Whovians de passagem que me corrijam.

Nona História, Nono Doutor. Em "A Besta da Babilônia", por Charlie Higson, chegamos finalmente em terreno conhecido. O autor foi muito fiel ao personagem. O Nono Doutor tem toda uma questão de ser "novo" depois do hiato. Fato que foi justificado com uma Grande Guerra do Tempo em que o Doctor teve uma participação misteriosa, sendo o único sobrevivente da sua Raça no universo. Bem, e o conflito que ele se envolve é a cara do nono Doutor. E para quem não é Whovian vai ter uma ótima experiência de história fantástica.





Décima História, Décimo Doutor. Colocaria coraçõezinhos aqui se não fosse brega demais! Em "O Mistério da Cabana Assombrada" Derek Landy apresenta uma aventura do melhor Doutor Ever com uma das piores companions, a Martha Jones. O personagem ganha vida, a cena, é inacreditável o que o autor fez. Até a sem graça da Martha parece ela mesma. E eu amei o fora que ela leva do Doutor. Não seria o relacionamento Martha-Tenth se não tivesse algo assim. O conto se passa em uma história, a dos Encrenqueiros, aparentemente uma coleção bem conhecida na Inglaterra. Entre passagens pela vida de leituras de Martha, até Bella Swann e seu vampirinho aparecem. Um conto com o melhor Doutor falando sobre livros. Tem como ser melhor? Tem, se tivesse um Companion melhor, mas OK, a história é tão boa que nem vou reclamar muito.

Décima Primeira História... Já entenderam, né? 11º Doutor. "Hora nenhuma" tem como autor nada mais nada menos que Neil Gaiman. E eu detesto o 11º (não de verdade, mas não é meu preferido), e o conto é a cara do 11º que foi premiado na série por excelentes episódios. E esse é mais um deles. A companion é a Amy, thank God não é a Clara, e tem um vilão gigante, muito bom. O planeta Terra é comprado, inteirinho. Coisa fácil já que humanos adoram dinheiro. E o que acontece a partir disso, e como isso acontece, só lendo para acreditar. É genial!

Décima Segunda História, Ah! O 12º Doutor. Holly Black escreveu "Luzes apagadas". Antes, para quem não acompanha Doctor Who, conto-lhes que este Doutor está em sua última temporada, prestes a dizer adeus. A BBC fez a "boa ação" de contar aos fãs da saída do ator antes de iniciar a temporada (isso obriga o personagem a regenerar, como vocês já podem imaginar). Bem, então estou assistindo a série pensando no fim. E em meio a isso, esse conto, do Doutor recém regenerado do 11º, ainda em conflito sobre quem é. Quando a sua cara de mau e as suas sobrancelhas ainda assustavam. Essa é uma das histórias que comentei que aproveitam uma entrada do Doutor na TARDIS.

Na série ele entra sob o pretexto de ir buscar um café (ou entra e sai com um café simplesmente - não tenho certeza). A TARDIS parece que vai partir e volta. Nesse conto, tomamos conhecimento de que ele foi em um planeta distante, mas precisamente na estação espacial de um planeta, especializada em café. O terceiro melhor do universo, segundo nosso Doctor. O texto é quase uma poesia de tão lindo, super reflexivo, de uma sensibilidade única. Um dos contos mais bonitos literariamente falando. O personagem principal e narrador, que não é o Doutor, está passando por conflitos devido a uma transformação pela qual ele nem sabe direito que está passando. Ele e o Doutor estão em momentos semelhantes, e a forma como eles se ajudam é sensacional.


Sobre o conjunto total da obra, pra resumir, já que o post foi longo: Leiam!

E pra despedida, um pouquinho de Peter Capaldi, o 12º Doctor Espetaculoso, na sua primeira aparição.




=P


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sexta-feira, abril 21, 2017

Doctor Who: O 3º Doutor da Série Clássica

Faz alguns dias que terminei de assistir os episódios do 3º Doutor na sequência da série clássica, e aqui estou para fazer alguns comentários sobre essa fase da minha série favorita.




A chegada do novo Doctor

Jon Pertwee chegou na série de uma forma bem atípica para Whovians que acompanham a série moderna e sabem que o Doutor se regenera. Como anunciei no post sobre o Segundo Doutor, ele passa um julgamento, acusado de bagunçar irresponsalvelmente o tempo, e foi penalizado pelo conselho dos Senhores do Tempo com uma regeneração forçada, uma espécie de exílio na Terra (sua TARDIS foi modificada para não funciona mais) e, o que é pior, seus companions foram levados de volta para as suas linhas temporais, antes de conhecer o Doutor (esquecendo tudo o que viveram, que triste).

Então o Terceiro Doutor "cai na Terra" com aquela confusão normal pós regeneração, sem amigos, sem coisa nenhuma. "Por sorte" (aspas significando ironia, não existem coincidências em Doctow Who) ele vai parar na Terra justamente na Inglaterra, onde está havendo uma tentativa de invasão alienígena, onde a UNIT faz uma investigação.

Ele é encontrado desacordado e levado para um hospital onde as confusões fisiológicas começam. Os médicos se assustam com o sistema diferente, principalmente quando detectam dois coração no homem. Assim, um informante da UNIT contata o Brigadeiro Lethbridge-Stewart (amigo de Doctor de outros eventos), e este corre ao hospital para verificar a informação.

Neste meio tempo o Doutor foge (ele sempre acorda confuso), e até que o Brigadeiro Lethbridge-Stewart o encontra e entende que se trata do mesmo Doutor, passa aí um bom tempo do arco (episódio dividido em 4 ou 6 partes - estilo de apresentação da série clássica). Quando resolvem o caso da invasão, tudo já está explicado e o Doctor, preso na Terra, aceita trabalhar com a UNIT, numa divisão especial, como "consultor científico".


Os Arcos do 3º Doutor

De início eu só queria passar logo essa fase, não curtia muito esses episódios com problemas da Terra. Gosto mais das histórias fantásticas da série. Mas, tenho que admitir que alguns roteiros foram mesmo muito bons. Teve invasão alienígena, teve universo paralelo, e até algumas viagens ao espaço. Sim, porque quando convém para os Senhores do Tempo, eles enviam o Doutor pra resolver umas tretas em outras galáxias,

Foram nos arcos do 3º Doutor aliás que conhecemos o Mestre, o arquirrival do Doutor. Um outro Senhor do Tempo que foge de Gallifrey, mas pura e simplesmente para bagunçar o universo e tirar proveito da sua condição, e não para se divertir e ajudar as pessoas como o personagem principal da série, O Doctor Who.

Foi também nas temporadas do 3º Doutor que vimos o primeiro encontro de Doutores, um dos episódios que mais aguardei. Isso porque nele teve a participação do Segundo e do Primeiro, sim!! O Velhinho William Hartnell fez a sua participação. Infelizmente ele não esteve atuando fisicamente com os outros dois, mas falando com eles pelo vídeo. A situação foi explicada por uma tempestade na zona temporal ou whatever.

Mas, Patrick Troughton esteve presente e deu show! Foi muito legal ver os dois juntos, analisando o modo de vestir um do outro, as diferenças de estilo e físicas, assim como a decoração da TARDIS (que muda a cada regeneração para "acompanhar" a mudança do Doutor). Vê-los trabalhando juntos, com suas manias e rabugices, somada à confusão do Brigadeiro Lethbridge-Stewart foi hilário. Deu pra matar as saudades do Segundo Doutor e gostar ainda mais do Terceiro.


E o 3º Doutor da Série Clássica marca época!

Uma das novidades da série foi a transição das imagens preto e branco para em cores. Foi onde vimos a TARDIS pela primeira vez na sua cor azul, que antes só sabíamos por ouvir falar. Sem recons (episódios em áudio montados com fotos) ou episódios perdidos, o período do Terceiro Doutor veio completo, e não demora muito para ele nos cativar.

Ao contrário do que eu imaginei, não foi chato acompanhar as aventuras do novo Doutor na Terra. O personagem é louco, rabugento e bem humorado. Um pouco arrogante, mas com aquele carisma tradicional de Doctor Who que nos faz esquecer e/ou amar o personagem. As farpas entre ele e o Brigadeiro ficam mais acentuadas pela convivência, mostrando um clima de muita amizade entre os dois, o que fica nítido quando a TARDIS volta a operar normalmente e o oficial da UNIT demonstra sua preocupação de que o Doctor parta e não volte mais.


E chega a hora do adeus para o 3º Doutor

Quando foi me aproximando do fim, fiquei um pouco empolgada por finalmente poder assistir ao quarto Doutor, que é o queridinho da maioria dos Whovians. Mas, fiquei também um pouco sentida, por ter que dizer adeus a esse Doutor brilhante interpretado por Jon Pertwee.

O fim se dá em um episódio em que ARANHAS querem invadir a Terra. Ora! Nada poderia ser pior para uma pessoa que sofre de aracnofobia (no caso, eu) do que um fim trágico como esse. Mas, por sorte a tecnologia estava bem ruim (ainda) no Terceiro Doutor e as aranhas sequer pareciam com aranhas (hahaha). E o Doutor se despede de uma forma heroica e muito nobre, tentando evitar inclusive a morte da espécie aracnídea.

A regeneração aconteceu, mas né? Aquela decepção, nada parecida com as da atualidade, em que as pessoas têm que sair de perto, e fogo saltando para todos os lados. Ele simplesmente muda de corpo em frente à Sara Jane Smith e o Brigadeiro Lethbridge-Stewart. Assim, o seu período de volta à realidade fica facilitado, ele está dentro do prédio da UNIT e recebe de pronto o atendimento para ficar em segurança.

Ou quase! O próximo Doutor é louco, esquisito e já chega fazendo maluquices. Assisti dois arcos e ainda estou no período de estranhamento. Não sei se ele vai ser para mim o melhor de todos, mas engraçado ele é, isso não tem como negar.


Sobre a loucura que é acompanhar Doctor Who

Aproveito o momento de transição para comentar sobre o livro "12 Doutores 12 Histórias" que comecei a ler essa semana. Já passei pelos 4 primeiros capítulos, e estou lento o quinto Doutor. Totalmente estranho para mim. Primeiro contato sem qualquer informação é no mínimo estranho.

E ao mesmo tempo, na semana passada a série moderna voltou, com a 10ª temporada, e já prometendo ser a última do Peter Capaldi, 12º Doutor. A tristeza de perder um excelente Doutor veio junto com a estreia.

Para consolar, ele ganha uma nova companion e ela é tudo que nós fãs sempre sonhamos: apaixonada por SyFy e muito ciente de que está diante de algo extraordinário (leia mais sobre ela nesse post do Doctor Who Brasil). A Bill, interpretada pela atriz Pearl Mackie, é jovem, trabalha na cantina da faculdade, é lésbica, negra, gente como a gente. E me fez lembrar a Rose, ou a Donna, minhas companions favoritas.

E, o que é melhor, o Doutor está trabalhando na universidade, tem uma sala, onde ele guarda a TARDIS, e por ser um espaço dele, fixo, está finamente decorado, cheio de referências da série clássica. Isso é fantástico! Nunca vi tantas referências juntas em um episódio. E, aparentemente, esse vai ser o tom dessa temporada de despedida, que vai ter os primeiros Cyberman, Mondas (que por sinal foram os responsáveis pela primeira regeneração do Doutor), Ice Warriors, e já falam de uma possível participação do 1º Doutor (acharam um ator muito parecido com ele).

Resumindo: é uma fase muito boa fãs de Doctor Who (whovians)! E toda essa confusão pode ser acompanhada em qualquer tempo. Vocês já viram uma série capaz de se reinventar dessa forma, sem perder as origens, e que permite as pessoas embarcarem em qualquer ponto? Eu nunca. Por isso gosto mais a cada dia!

E é isso por hoje! Pra deixar uma amostra do que está passando agora na TV, para quem sabe te motivar a começar, deixo o trailer dessa 10ª temporada!



=P

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Doctor Who: O Segundo Doutor na sequência da série clássica!

Desde que comecei (e terminei) a assistir Doctor Who na série moderna me coloquei a missão de assistir toda a série clássica. E por consequência, fiquei com a obrigação de passar por aqui e ir contando como tenho me saído nessa difícil missão que começou a ser contada no post Doctor Who: a série clássica.

O primeiro post foi sobre as primeiras impressões e parou no primeiro doutor. Agora estou no terceiro, mas vou falar do segundo doutor porque, apesar de a série permitir saltos temporais, vou seguir a lógica terráquea de contar do 1 ao 12 na ordem em que a série foi apresentada. :P


O segundo doutor, interpretado por Patrick Troughton, surge na série depois de uma luta bem sucedida contra os Cyberman, mas que custou uma regeneração para o Doutor. A regeneração acontece porque os Senhores do Tempo, raça do Doctor Who, filho do planeta Gallifrey, tem esse truque para enganar a morte. Quando o corpo sofre algum dano quase total ele libera uma energia que faz todas as células se renovarem. O resultado desse processo é um novo corpo, nova personalidade, mas as mesmas memórias, o que significa que a "pessoa" continua a mesma. A mesma pessoa para todos os senhores do tempo, exceto o nosso querido Doutor, que sempre sofre um bocado ao regenerar. Passa umas horas se recompondo depois da regeneração, fica um pouco desmemoriado, mas "segue o baile".

E para o segundo Doutor não foi diferente. Inicia sua saga enfrentando os Daleks, um dos "monstros" mais legais da série, inimigos mortais do Doutor. A peninha é que esses primeiros episódios também se perderam. E assim, um episódio que deve ter sido "massa" teve de ser reconstruído em animação. Ficou bom, mas, claro, ver o Doutor com a sua nova face em ação seria bem mais interessante. Então, além de ficar com saudades do William Hartnell (primeiro Doctor), tive que esperar até ver o Patrick Troughton "de verdade".

Normalmente demoro para me acostumar com o novo Doctor, custo a aceitar a mudança. Foi assim até com o Décimo (David Tennant - O meu favorito). Com o Segundo foi um pouco mais, talvez pelas recon (episódios reconstruídos com áudio original e imagens dos sets) ou porque esse Doutor é mesmo esquisitão. Nele começa o Doctor Who irreverente e ainda mais engraçado. Ele é muito divertido, prepotente e tocador de flauta, mas de um jeito leve que, depois que a gente se acostuma, não quer mais que vá embora.

Um dos trios mais queridos que a TARDIS já viu.

Além do Doctor louco, as temporadas dele são legais pela entrada de companions apaixonantes, como o Jamie. Que deveria ser um ogro, mas é um querido, fiel e corajoso acompanhante que salva o Doctor inúmeras vezes. E a TARDIS, a "nave" do Doctor Who, anda cheia nessa época, algumas companions fizeram companhia para os meninos, e no final o trio está mais que perfeito, com Zoe e Jamie. Mas isso é Doctor Who, e ele regenera para o Terceiro e seus companions perfeitos são separados dele.  Acho até que chorei nesse episódio. Triste!

Mas, ainda não terminei! É com o segundo Doutor que aparece pela primeira vez a Chave de Fenda Sônica! Mas, adivinhem? O episódio era recon, e não tem imagem em movimento desse momento tão importante.




A Chave de Fenda Sônica é um item essencial de Doctor Who. É gerado quase magicamente pela TARDIS sempre que o Doctor a perde ou a estraga. E muda quando ele regenera. Algo que não comentei sobre a regeneração é que com a mudança, a TARDIS também é "redecorada" ficando mais a ver com a nova personalidade do Doutor. Então, nem sempre no mesmo episódio, mas em seguida também a Chave de Fenda Sônica muda o formato.

A função da Chave de Fenda Sônica é múltipla, serve para abrir portas, acertar equipamentos eletrônicos, mudar funções desses equipamentos, ajudar a potencializar alguma energia o que a transforma em escudo, e às vezes em arma. Aliás essa é outra característica do Universo de Doctor Who, ele não pega em armas (geralmente). Usa a inteligência, a ciência e sua simpatia e tagarelice para resolver os conflitos e salvar planetas e populações inteiras.

As peripécias dele foram tão alucinantes que o Doctor é convocado pelo Conselho dos Senhores do Tempo, passa por um julgamento e é condenado ao exílio, sendo enviado para a Terra com a TARDIS, sem companions, e sem a peça que faz a TARDIS ser a Time and Relative Dimension(s) in Space, dando início a era do Terceiro Doutor. Sim, além de tudo o Doctor passa por uma nova regeneração, desta vez forçada pelos poderosos Senhores do Tempo.

A vantagem é que o Terceiro vem em cores! Mas, isso o que acontece depois disso é história para um novo post. Estou, acho que na metade das temporadas do Terceiro. E nestas passei por um episódio com Três Doutores, onde pude matar um pouco a saudades do Patrick Troughton. E já sei que vai ter mais pela frente. Mal posso esperar!


Por hora, fica uma amostra do Patrick Troughton brilhando como Segundo Doutor. No vídeo tem até a parte da regeneração, pra quem ficou curioso.



=P

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Resenha: Doctor Who – Mortalha da Lamentação de Tommy Donbavand

Essa foi a segunda leitura que fiz esse ano. Confesso que a expectativa estava baixa, por ser o 11º doutor (que não é o meu preferido) e por ter a Clara (pior companion da vida). E foi bom não estar esperando muito dessa obra, porque de fato ela não é grandes coisas.



O texto é fraco, poucos detalhes, os personagens não são muito interessantes e nem mesmo o Doutor está bem caracterizado. São poucos os momentos em que o autor nos faz enxergar o Doutor, ou a Clara, aos quais estamos habituados na série de TV. Os diálogos são meio pobres, inclusive, e os argumentos bem fracos. 

Apesar disso, ele resgata bem diversos elementos da série, inclusive da Clássica (a flauta do 2º Doutor aparece na estória, essa foi uma surpresa e tanto). E as trapalhadas tão comuns no Doutor  vivido pelo Matt Smith aparecem em alguns momentos e nessas horas o livro até que vale a pena.

Vale a pena ressaltar que li esse livro depois de um do Douglas Adams, que é simplesmente imbatível! Então hoje, meses depois de ter começado esse post, confesso que fui um pouco rude ao descrevê-lo. Mas, estava escrevendo no calor da hora e essa impressão, no fim, é a que vale, já que a história toda estava mais fresca na memória. No fim, pretendo evitar esse autor, caso apareça algum livro dele na minha frente no futuro.

Depois dele, li outros livros de Doctor Who, nos próximos posts, quem sabe, escrevo  outras resenhas. Para ler mais sobre a série, acesse esse link, onde estão reunidos todos os posts de Doctor Who que já escrevi e que escreverei. 
;)

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Resenha de Quando Cair o Verão #DoctorWho

Hello 2016! O ano novo começou com novos livros sendo lidos, e o primeiro deles foi o Quando Cair o Verão (Summer falls). O livro está na lista de coleções de Doctor Who, pois além de ter sido "escrito" por personagens da série: Amelia (Williams?) Pond, Melody Malone (River Song) e Justin Richards, o livro aparece durante o episódio “The Bells of Saint John”.

Eu cheguei a esse livro pelas buscas na internet. Volta e meia digito Doctor Who na página do submarino pra ver o que tem de novo. Há algum tempo via esse título por lá e não tinha ideia se valia a pena ou não. Até que em um belo dia de promoções resolvi comprá-lo.

Bem, o livro não é uma história de Doctor Who, então ao começar a ler fiquei meio desconfiada, como se fosse ler um livro qualquer. Apesar da Amy ser a escritora e deixar uma introdução que nos faz lembrar a série, as histórias não tem praticamente nada a ver. Mas, todas me deixaram com aquela sensação de que o Doctor apareceria (só que não). As histórias são bem fantásticas, o que não chega a ser um problema para quem gosta de Doctor Who.

O livro é dividido em três histórias. Em termos literários, o primeiro conto principalmente, é muito bonito, bem escrito. Prende a atenção nos fazendo "ver" cada cenário e me fez mesmo embarcar na história. A da Melody é também bastante interessante, porque é a River sendo a River o tempo todo. Então pra quem gosta da personagem, vai se identificar e curtir (assim como eu). Já a terceira história achei fraca. Não chega a ser ruim, mas não é a melhor.

Como disse antes, não tem Doutor nesse livro, MAS, no final tem uma surpresa que me fez querer saber mais. Uma conexão muito interessante com a série, e pra quem gosta da história dos PONDS, bem, é muito legal.

A fim de evitar spoilers, não posso falar muito sobre as histórias. Enquanto escrevo esse post (que deveria ser uma resenha) me pergunto se devo dizer que não tem Doutor na história. Mas, posso assegurar de que talvez ele esteja presente, pelo menos em uma das histórias, então não deixe de comprar e de ler esse livro.

Ele é bom pra quem é fã da série.
Ele é bom para quem gosta de histórias fantásticas.
Ele é bom para quem gosta de uma boa leitura.

terça-feira, setembro 22, 2015

Resenha: O prisioneiro dos Daleks

E, já era! Terminei de ler O prisioneiro dos Daleks, livro da série de Doctor Who escrito por Trevor Baxendale, Vou falar das minhas impressões sobre a leitura, sem spoilers (vou tentar pelo menos), para não atrapalhar quem está apenas querendo saber como é para, quem sabe, vir a ler.

A única referência que eu tinha de livros de Doctor Who era o Shada (sobre o qual falei rapidamente aqui). Shada foi pensado para um episódio de TV pelo Douglas Adams. Então posso dizer que a expectativa para o livro com o 10º Doutor (que é o meu preferido, aliás), era bem alta. Logo de início senti a grande diferença, não era escrito pelo Douglas Adams, não era tão genial. Mas... Continua lendo aí!

O começo do livro é como qualquer começo de livro, meio tedioso até. Eu tive que entender bem o contexto: série moderna, a tradução para o Português pode ter prejudicado um pouco, e não conseguia ver naquele Doutor a atuação do décimo Doutor interpretado pelo David Tennant, que é tão brilhante.

Outra dificuldade foi visualizar as imagens descritas ao longo da narrativa. Achei um pouco simplória (sempre comparando ao Shada - inevitável!). Então, exceto o que conhecia bem (o Doctor, sua TARDIS e os Daleks), as demais figuras foram mais difíceis de "ver". Mas, esse detalhe não chega a prejudicar demais a leitura e imersão na história como um todo. Os capítulos são curtos e vão contando e descrevendo separadamente o paradeiro dos personagens, um recurso muito bom. Pois, aos poucos as estórias vão se encontrando, fazendo sentido e vão direcionando nossas ideias para os próximos acontecimentos, alguns previsíveis, outros nem um pouco - é onde a minha atenção e curiosidade foram conquistadas.

Quando os Daleks entram em cena e o "circo começa a pegar fogo", o Doutor vai ganhando aquele tom eloquente que eu estava acostumada na série de Tv. Baxandale vai conduzindo os fatos, passo a passo, e cuidadosamente apresenta Daleks sendo Daleks, e o Doutor fazendo eles de bobos (como sempre), parecendo estar perdido e dando aquela reviravolta no final na trama. Exatamente como (nós Whovias) estamos acostumados. E é sensacional!

Então, sim, indico o livro, pois é uma leitura gostosa e divertida. É muito legal como o autor induz nosso cérebro a ouvir os Daleks desafinando e dando suas ordens. Não sei se por serem diálogos muito fidedignos ao personagem, ou pelo recurso gráfico utilizado, ou as duas coisas. Outro detalhe que encanta são as expressões típicas do 10º Doutor, os Naaah, Allons-y, a personalidade otimista e sorridente - depois que tu entra na história, é genial!

A minha dica, porém, é procurar ler esses livros antes de Shada, pra se afeiçoar antes de achar ruim. Porque Shada é lindo demais - tá certo que eu sou fã das loucuras do Adams, e por isso sou suspeita - mas é só uma dica, pelo menos saiba dessa diferença.



Ah! Para comprar o livro, tem Submarino (onde comprei por R$12,90), vi que tinha na Saraiva, na Estante Virtual também tem, e vocês podem procurar na Editora Objetiva, a qual cito no início do post.

Um adendo: isso é bem curioso (pra mim), chamar o Doctor Who de Doutor. Logo que vi alguns episódios dublados achei terrível, quando comecei a ler Shada, custei a me acostumar, e depois de O prisioneiro dos Daleks, bem, isso já está bem tranquilo pra mim.

Outra coisa: ler sobre Daleks nesse momento, em que os vilões estão em alta, só se fala dele no Universo Who por conta da estreia da nona temporada que, gente, quem não viu ainda, pre-ci-sa! Não é só mais um episódio com Dalek, e Peter Capaldi está sensacional!

quinta-feira, agosto 20, 2015

Resenha: E tem outra coisa...

Hoje não vamos falar de música vou falar sobre o volume seis da série "O Mochileiro das Galáxias" escrito por Eoin Colfer intitulado "E tem outra coisa...". Fiquei sabendo da existência desse novo "capítulo" das histórias de Douglas Adams (autor da série de cinco livros "original") por volta de maio de 2012. Obviamente só sei precisar "quando" porque registrei isso aqui no blog - clique aqui pra ler. 

E se vocês quiserem saber mais sobre a série, o dia da toalha, o universo e tudo mais (eu não me canso desse trocadilho), acessa essa tag Mochileiro das Galáxias, que tem tudo bem explicadinho, inclusive tudo sobre a cultura pop que envolve tudo isso!

Apesar de ter conhecimento do livro em 2012, só o ano passado fui comprá-lo. Foi uma loucura chamada "qualquer coisa para me livrar do TCC". Comprei por impulso numa época em que não poderia ler de qualquer maneira. E só agora resolvi pegar pra ler, então foram praticamente três anos de expectativa.

Logo de início a história mostra a continuidade perfeita. De fato parece que estava nos planos o desfecho relatado, a sequência é perfeita e coerente com o estilo dos demais livros da série. É até um pouco mais divertido em alguns momentos. Colfer esclarece coisas, adiciona notas e carrega mais no humor e ironia (foi a impressão que eu tive). O autor extrapola, e até exagera algumas vezes, nas longas "notas do Guia" e "Sugestões de leituras". Mas, todos esses adendos vão completando o cenário e reforçando a loucura que são todas essas histórias. 

Esse é um aspecto que torna o livro mais interessante, ele é exagerado, mas intenso. Percebe-se que o autor é também fã. E como o fã que lê sempre quer mais, ele entrega muito do que a gente quer ler, mais até do que o esperado. Então não dá pra reclamar. Eu li muito do livro no "busão", e o tempo voou! Por vezes queria que o trajeto fosse mais longo pra continuar lendo, e ri muito sozinha (sem medo de parecer louca) com os absurdos das estórias.

Então, se me perguntarem se valeu a espera, a resposta é "sim", o livro é muito bom! A falha ficou no final. A impressão que dá é que a trama foi interrompida, mais inesperada que nos outros cinco. Não tem fim, e isso até que combina com o estilo, mas deixa uma sensação de, wtf!? Não é nem o tradicional gostinho de quero mais. É simplesmente procurar, folear as páginas finais para se certificar de que não tem "mesmo" nenhum recadinho escondido dizendo "tchau" - e esse detalhe me frustrou um pouco.

Apesar disso, por todos os outros empolgados parágrafos escritos antes, dá pra notar que gostei mesmo da leitura. E principalmente por dois motivos muito convincentes: 1 - É um novo contato com a série; 2 - O autor tem muito talento, ele não deixa a desejar, imaginem a responsabilidade de assumir um trabalho desses, continuar a obra mais dupal do universo nerd/geek.


Veja a ficha do livro aqui
Dá até uma peninha saber que agora, acredito eu, não tem mais nada a ser contado desses personagens. Mas, (não entre em pânico) a próxima aventura (pelo menos pra mim), segue com Douglas Adams. Comecei hoje a ler o "roteiro perdido" de Doctor Who escrito por ele, o Shada. O site Doctor Who Brasil reuniu tudo que você precisa saber sobre o livro num post. Clique aqui pra ler, tá bem legal!

Já foram quatro capítulos e está demais. Ao final eu volto para contar como foi! :)


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