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quinta-feira, agosto 26, 2021

Livros nacionais são tão bons quanto estrangeiros?

"Leiam mais nacionais, apoiem a literatura brasileira, o escritor nacional contemporâneo", essas são frases que ouvimos muito por aí quando se é leitor e divulgador de conteúdos literários. Mas, os livros nacionais são tão bons quanto os estrangeiros? Vou cavar a minha cova neste post? Leia esse texto até o fim e descubra! 




Há alguns anos comecei a escrever conteúdo para divulgação  de literatura. Inicialmente, a ideia foi registrar o que eu lia em resenhas bem pessoais para que eu guardasse melhor na memória o que estava lendo. Eu costumo esquecer muito rapidamente. Então comecei a explicar e falar na internet sobre as minhas leituras.

Esse "hábito" despertou o interesse de algumas pessoas, assim consegui seguidores e percebi um mercado gigantesco de escritores fazendo a divulgação dos seus livros. Os quais viram nesses meus canais uma oportunidade de ampliar o seu alcance. São muitos pedidos de leitura e revisão que recebo desde então. E neste post, vou tentar contar um pouco sobre essa experiência.


A experiência de ler livros escritos por brasileiros

Vou aqui descartar o óbvio, Clássicos da Literatura Brasileira são presentes do passado (olha que poético isso!), temos grandes nomes da literatura mundial por aqui, começando pelo nome que já deve estar latejando na sua cabeça: Machado de Assis. Ele é estudado no mundo inteiro, suas obras são perfeitas, para além da escrita. 

O autor fazia crítica social e construía suas histórias em camadas a serem desvendadas pelo leitor. Ele contava a história do Brasil nas entrelinhas, enquanto distraía o leitor com uma trama ficcional em primeiro plano. Fora do Brasil, os gringos consideram Machadão, como consideramos Dostoiéviski por aqui, só pra terem uma ideia.

Temos outros grandes nomes, como Rachel de Queiroz, Emília Freitas, Clarice Lispector (que embora seja ucraniana, é praticamente brasileira KKKK), Graciliano Ramos, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros. 

Ou seja, para os livros clássicos: Sim, livros nacionais são tão bons quanto os estrangeiros. Estou chamando de clássicos aqueles autores já consagrados, e que "pra mim" e para leitores comuns já se tornaram clássicos. Não estou seguindo o rigor do estudo literário no qual vários deles seriam considerados contemporâneos, é bom avisar.




E quanto à literatura brasileira atual? 

Sim, tem muitos autores que já conquistaram seu lugar ao sol, que seguem uma linha literária "profissional", com editores e editoras que fazem um trabalho impecável. É assim com Conceição Evaristo, Aline Bei, Daniel Galera, Raphael Montes, cujos livros deixam nada a desejar aos que vêm de fora (alerta de ironia: "nem parecem brasileiros"). 

A grande questão, acredito, é com os autores independentes. E nessa área, bem, foi aqui que a minha experiência foi traumática e contraditória.


Publicar um livro está muito fácil!

A facilidade de publicar um livro hoje é absurda. Qualquer pessoa, às vezes basta ter um celular, pode escrever uma história e publicá-la. Seja no formato digital, em plataformas gratuitas como o Wattpad, distribuição gratuita, ou na Amazon, cobrando preços simbólicos, ou livro impresso. 

Qualquer um pode mandar seu livro para uma gráfica e imprimir o número de cópias que desejar. Existem vários serviços para auxiliar na preparação do material, revisão, preparação de texto, editoração e etc para uma publicação independente de editoras. E a pessoa sempre pode simplesmente mandar o arquivo feito por ela para a gráfica imprimir. 

Esse livre acesso à publicação é muito positivo, porque não dependemos mais de agentes literários, não fica na mão das grandes editoras decidir que história será publicada ou não. Não há controle. Assim, histórias maravilhosas, bem desenvolvidas, com trabalhos de revisão impecáveis podem chegar na nossa mão. 

Esse livre acesso à publicação, por outro lado, é muito negativo, porque qualquer texto pode ser publicado, revisado ou não, de qualidade ou não, com problemas de estrutura, linguagem, adequação, divulgação de ideias imbecis... Não há controle.

A verdade é que o cenário da literatura independente é uma loteria! Tem livros excelentes, e livros que são ruins. Às vezes, por falta de cuidado e assessoria, revisão crítica ou ortográfica, um olhar profissional para aquele texto. 


Agora começam as contradições... Observe!

Eu acredito que todo livro tem o seu público. Existe também o direito da pessoa realizar o sonho de publicar as suas ideias, de ter um livro publicado e etc. Tem histórias, com tramas e cenas desnecessárias, ou mal contadas. Histórias que ofendem, discriminam, perpetuam preconceitos e costumes arbitrários, como o machismo ou a homofobia, padrões sociais já ultrapassados como o culto à beleza... 

Nesses casos, será que a pessoa tem direito de publicar também? É válido colocar um livro no "mercado" que presta desserviço à sociedade? 

O mundo sem sensura é bem esquisito. No momento em que todos têm direito a se expressar, pode um misógino, racista, homofóbico, gordofóbico, pra resumir: um escroto, escrever e publicar um livro com o texto que quiser, sem filtro? Pode-se ler um escrito desses e aplaudir porque ele domina a escrita, ou porque é nosso amigo, justificando que não fez por querer, passar pano para esses "detalhes" sórdidos? Eu não consigo.




Para mim, é aí que a falta de controle do que vai ser publicado peca e muito. Todo escritor deveria:

  • Ter consciência de que sua obra pode ter problemas e submetê-la para revisões;
  • Enviar seu livro para leitores betas avaliarem a história e considerar as avaliações;
  • Aceitar críticas de grupos sensíveis, verificar se não há ofensa a grupos sociais;
  • Submeter seu texto para revisão ortográfica para garantir que o leitor vai ter acesso a um texto escrito em língua portuguesa correta, já que uma das funções da leitura é consolidar o conhecimento do idioma;
  • Pesquisar sobre os temas que escreve para não incluir informações imprecisas ou incorretas no seu livro;
  • Preocupar-se com a coerência e relevância do material que está oferecendo ao público.

Li um grande número de livros e contos escritos por autores independentes. E notei que poucos se preocupam com os itens citados antes. Vários deles eu sequer fiz resenha:

  1. Porque não sei da realidade da pessoa, porque resolveu publicar o livro daquela forma;
  2. Por acreditar que falta assessoria, às vezes pode ser falta de dinheiro, para entregar um trabalho melhor;
  3. Para não dar palco para um livro que acredito que não deve ser publicizado.


A minha experiência com livros de escritores independentes

Já tive a oportunidade de fazer leituras betas e nunca cobrei por isso. Justamente por acreditar que o escritor independente tem dificuldades e custos demais, sem retorno sobre o investimento. Assim como eu, vários leitores se dispõem a ler e avaliar livros de autores independentes. Então, basta que o escritor se preocupe com isso, para que procure apoio para lançar seu trabalho da melhor forma possível.

Voltando à questão da resenha, não gosto da ideia de divulgar um livro que não julgo bom apenas para "apoiar" o escritor. Não que eu seja a dona da verdade, e por isso não resenho. Porque, não tenho conhecimento técnico para afirmar que um trabalho é realmente péssimo e desnecessário. 

E, porque, caso fosse dona da verdade, vamos supor, eu publicaria a resenha com as críticas necessárias e isso serviria para quê? O livro já está publicado, não há mais o que fazer. Poderia apenas ofender e desencorajar um escritor que talvez só não tenha recebido o suporte necessário. 

Por outro lado, se eu posto a resenha, isso é publicidade. Então minha forma de contribuir para não passar essa ideia ruim adiante é não divulgando o trabalho. Em alguns casos, converso com o autor e explico o que ele pode melhorar para as próximas publicações. 



Isso quer dizer que os livros nacionais independentes não são tão bons quanto os livros estrangeiros? 

Não sei! Nunca li um independente de outros países para fazer tal comparação.

O que posso afirmar é que tem muito livro de escritor independente que merece um lugar na sua estante. Livros muito bem escritos, desenvolvidos, ideias originais. Tão bons quanto livros publicados por grandes editoras. O que só reforça o talento do escritor, já que poucos deles recebem a mesma assessoria que um escritor contratado numa editora grande. 

Você deve estar se perguntando então...


Como encontrar livros nacionais tão bons quanto estrangeiros?

A resposta para essa pergunta é um pouco mais fácil de encontrar! Praticamente todas as plataformas de venda de livros contam com um sistema de avaliação. Então, ler o que os leitores daquela obra falam sobre o livro ajuda muito a entender se ele é bom, se vale a pena dar uma chance.

Outra dica são as plataformas de registro de leitura como Skoob e Goodreads. Lá os leitores registram a progressão da leitura, avaliam com notas e resenhas. Você consegue ver quantas pessoas já leram, comparar as avaliações e tirar as suas próprias conclusões.

Produtores de conteúdo que leem nacionais e postam suas opiniões nas redes sociais também são boas referências para entender se um livro é bom ou não. Procure mais de uma resenha do mesmo livro, se tiver a oportunidade, troque uma ideia com a pessoa e tire as suas conclusões. 


As avaliações de livros são confiáveis? Nem sempre, mas... 

Quando estiver em plataformas como Amazon, Skoob e etc. Procure por avaliações que deram menos estrelas e compare os argumentos destas com o das pessoas que só falaram bem do livro. É uma forma interessante de ver se as avaliações positivas são confiáveis.

Ao buscar as opiniões de produtores de conteúdo, observe se a leitura foi em parceria (o que pode prejudicar o “julgamento”), se as demais resenhas desse produtor costumam ser sinceras. Quando a pessoa nunca fala mal de livro nenhum, mesmo que não tenha lido em parceria, é difícil saber se ela está sendo sincera. 

Mas, existem algumas pistas que ajudam a entender melhor a avaliação. Às vezes, a pessoa não reclama de nada, mas indica só os pontos positivos, motivos para ler o livro. Se olhar as demais resenhas dele, pode encontrar mais emoção nas resenhas de livros que ela realmente gostou. Assim você vai conseguir “catar” nas entrelinhas o que não foi dito do livro que ela não gostou.

Por isso é bom buscar mais de uma opinião sobre o mesmo livro. Busque por resenhas negativas para comparar com as impressões positivas que as pessoas fizeram e decidir (de acordo com as suas percepções e interesses) se o livro vale a pena, fazendo um contraponto entre as opiniões que encontrou.

Como você pode perceber, essas dicas servem para verificar se vale a pena dar uma chance a qualquer livro. Não apenas de brasileiros, independentes ou não. Serve também para considerar a leitura daquele livro que estourou no hype e você ficou com vontade de ler.


Os livros nacionais são tão bons quanto os estrangeiros?

Voltando à questão central deste post, tentei aqui trazer pontos para ajudar a entender todo o cenário, que não é tão simples. Temos sempre que avaliar o contexto: são livros independentes ou lançados por editoras? São editoras grandes ou pequenas? Tem editora que sequer revisa o texto do autor, simplesmente editora e publica. Cobram somente para isso. 

Então, um livro publicado por editoras grandes, que fazem o "serviço completo", e aqui incluo uma tradução decente dos escritores estrangeiros, não vai ter muito erro de digitação ou ortografia, coerência, continuidade da história. E isso independe se o livro é de autor nacional ou estrangeiro.

Quando queremos avaliar se o livro é bom ou ruim "para nós", é uma questão pessoal. Neste caso, para saber, só lendo, ou buscando saber com quem já leu, se aquela obra é interessante, se tem elementos bem desenvolvidos, se é o tipo de livro que gostamos.


E as publicações independentes?

Quanto aos livros independentes, bem... De novo! Tem que ler pra saber ou buscar se informar. 

Vale lembrar que escritores independentes normalmente têm perfis em redes sociais, onde falam dos seus livros com bastante frequência. Assim, você pode seguir a pessoa, ver se se identifica com as ideias dela, ver o que ela divulga sobre o livro, conhecer a sua escrita pelos posts. E isso pode ser bem interessante para definir se vale a pena ou não dar uma chance para o livro dela.

Há também "editoras independentes" ou grupos, associações, de escritores de um determinado gênero. Como a Editora Draco, Minna Editora, ABERST (Associação brasileira dos escritores de romance policial, suspense e terror) ou a iniciativa SAIFERS BR (Autores independentes de Ficção Científica Nacional) saiba mais aqui, dentre outras, que estabelecem requisitos para um texto receber o seu selo.

Essas características também ajudam a identificar obras que tiveram cuidados com a publicação, revisões e todas aquelas etapas para melhorar a obra e garantir que tecnicamente ele seja de qualidade.




Livros nacionais ou estrangeiros? Não importa...

A conclusão para essa conversa toda é: num mundo em que a publicação é livre, o ideal é buscar as ferramentas disponíveis em meio a essa liberdade, para tentar garimpar boas obras e se divertir com a leitura. Tenha a mente aberta para "dar chance" ao livro nacional, tanto quanto ao estrangeiro. Mas, não faça disso uma religião.

Quando adentrar a este mundo e pesquisar por aí, você vai notar uma tentativa de "controle" da sua leitura. Textos e vídeos querendo desmerecer leitores que só leem estrangeiros, julgando que são despatriados, sem consciência de classe e outras merdas. Vejo muito disso em perfis de escritores brasileiros, que se sentem injustiçados frente à concorrência da literatura mundial já "consagrada".


Somos livres para ler o que quisermos

Veja bem! Somos livres para ler o que quisermos, aquilo que nos faz bem, que precisamos, ou seja lá porque motivo você lê. É legal apoiar a leitura nacional? É. Mas isso não é regra ou obrigação, cada um lê o que quer. Não se sinta intimidado por esses discursos. 



Ler best-sellers é bom, ler autores como Octavia E Butler, Stephen King, Margaret Atwood, Isaac Asimov, Ray Bradbury, Fiódor Dostoiévski, Haruki Murakami, Agatha Christie, [adicione aqui o seu autor favorito], é bom demais! E faz parte inclusive da formação de um leitor, ler um pouco de tudo para ter uma noção geral da literatura, poder comparar as obras, autores, gêneros, se descobrir enquanto leitor, ou passar a vida lendo a mesma coisa. Cada um sabe de si!

Nota maldosa: vejo escritores que só leem estrangeiros, essas são as suas referências para os seus escritos, pregando que nós "reles mortais" devemos ler livros nacionais e apoiar a literatura brasileira. Querem o quê? Que a gente consuma o que eles digeriram das grandes obras? 

Enfim... a hipocrisia!


E pra finalizar esse texto "monstro", apenas leia! 

Eu acredito que ler abre a mente, ajuda a esclarecer as ideias, é aprendizado, é intelectualmente enriquecedor, mas, acima de tudo, é diversão. Ler tem que ser prazeroso.


Fim!

=P

quarta-feira, dezembro 05, 2018

Confira as minhas leituras de outubro

As leituras de outubro foram prejudicadas porque estive viajando e não tive tempo como nos meses "comuns". Ainda assim, consegui adiantar bastante as leituras.

Por causa do Halloween me propus a ler livros de horror/terror/suspense. No fim não deu muito certo porque: ou o livro não era bem de terror, ou eu não consegui ler, e ainda por cima fiquei bem cansada dessas leituras. Mesmo sendo bons livros, senti falta de ficção científica, histórias de robôs e etc.


Iniciei e avancei bastante:

It - A Coisa, do Stephen King



Li alguns contos de:

Contos de imaginação e mistério, de Edgar Allan Poe



E li:

Os Pássaros, de Frank Baker


Uma leitura clássica, por isso lenta e bem diferente do esperado. Achei que fosse mais suspense, talvez até um pouco de terror, mas não. É um terror psicológico bem de leve, mas o autor tem uma escrita ótima e foi uma leitura agradável, apesar de arrastada.


terça-feira, dezembro 04, 2018

Confira minhas leituras de setembro

Gente, eu nem tenho vergonha de vir aqui em dezembro contar das minhas leituras de setembro. Apesar do tempo que se passou, acho importante deixar o registro! Foram 7 livros lidos em setembro, nem sei como eu consegui isso!


Para agilizar esse post, já estou colocando a lista de livros na ordem por "empolgação com a leitura" e com as estrelinhas correspondentes.

O Restaurante no fim do universo, Douglas Adamns - 5⭐

Se pudesse dava toda uma constelação para essa obra, que é maravilhosa. Reler esses livros tem me feito muito bem, reafirmando meu amor por esse autor incrível.


Sonhos elétricos, Philip K. Dick - 4⭐

Esse é um livro de contos do Philip K Dick, reunidos por conta de uma série baseada nesses contos. A série não segue exatamente as histórias, e ambas versões: série e contos, são excelentes. Recomendo muito!


Tropas estelares, Robert A. Heinlein - 4⭐

Se bem me lembro essa história é num ritmo alucinado, eu li em dois dias porque não conseguia largar o livro. É história de guerra, com uma pegada psicológica e de ficção científica impressionante.


Batman Arkham Night, Marv Wolfman - 4⭐

Pelo que li de outros leitores e gamers, essa história acompanha o roteiro do jogo e mesmo assim é interessante, mesmo para quem o jogou. Eu apenas li e adorei. Sem falar que essa edição da Darkside é maravilhosa!


Homem no escuro, Paul Auster - 3⭐

Estava com uma grande expectativa pra essa leitura, e por meio livro foi incrível. O autor alterna entre história real e ficção, quando passa à história real simplesmente, fica chato, uma narrativa sem graça, uma pena. Mas, vale pela experiência para quem gosta de escrever.


O idiota, de Dostoiéviski versão Graphic Novel por André Diniz- 2⭐

Achei que faltou texto, acredito que Dostô seja complexo demais para esse tipo de versão. Mas, a arte é muito impressionante!


Como o diabo gosta, Ernani Ssó - 2⭐

Uma história sem pé nem cabeça, linguagem grosseira, apelativa. Não gostei mesmo. Desperta uma curiosidade no início, mas nada acontece e termina assim, sem entregar uma história ao leitor.

segunda-feira, maio 29, 2017

Resenha de Terra Sonâmbula, por Mia Couto

E, finalmente, saiu a resenha de "Terra Sonâmbula" do autor moçambicano Mia Couto. Precisei de um pouco mais de tempo para escrevê-la, para ser mais justa acerca da minha opinião sobre a obra. E já já vocês entenderão o porquê.

A África é um continente muito distante para mim. Por mais que se ouça falar de lá em diversas narrativas, principalmente jornalísticas, nada se compara a proximidade de acompanhar a vida de um personagem em uma obra literária. E eu confesso que não estava muito preparada para esse choque de realidade. Imaginei que o livro tratasse de algo mais lúdico, como no primeiro livro em que tive contato com a obra de Mia Couto, "Antes de nascer o mundo".


Sinopse de Terra Sonâmbula

Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Depois de dez anos de guerra anticolonial (1965- 1975), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992. O veículo está cheio de corpos carbonizados. Mas há também um outro corpo à beira da estrada, junto a uma mala que abriga os 'cadernos de Kindzu', o longo diário do morto em questão. A partir daí, duas histórias são narradas paralelamente - a viagem de Tuahir e Muidinga e, em flashback, o percurso de Kindzu em busca dos naparamas, guerreiros tradicionais, abençoados pelos feiticeiros, que são, aos olhos do garoto, a única esperança contra os senhores da guerra.


Resenha de Terra Sonâmbula, por Mia Couto

Terminei de ler o livro há mais de uma semana, e só agora resolvi escrever sobre ele para não descarregar toda a negatividade que senti ao terminar a obra. Precisava assentar as ideias, pensar melhor sobre tudo que li antes de comentá-lo. Terra Sonâmbula é uma leitura densa, por vezes difícil, devido a linguagem usada pelo autor e também pelos sentimentos que ela suscita.

Quando li a sinopse, não poderia imaginar o conteúdo do livro. Não que ela não seja verdadeira, na verdade a história é exatamente isso. Mas, não esperava me deparar com tamanho realismo. E muito menos um realismo tão surreal. Isso porque, por vezes, a impressão que se tem é que aquilo não pode ser verdade. Ao mesmo tempo, devido ao conhecimento superficial que tenho das culturas dos povos que vivem na áfrica, via aquilo como absoluta verdade. Às vezes, comparava as crendices populares absurdas com o que ouvimos por aqui de pessoas antigas, ou do que se ouve da cultura nordestina, e acreditava em cada palavra como se o livro fosse sobre fatos reais.

Acreditar que um personagem é real normalmente é fantástico durante uma leitura. Mas, quando a vida desses personagens é mais triste do que eles percebem, pode ser devastadora para o leitor. E foi assim que os capítulos das histórias de Kindzu e de Muindinga foram me afetando. Quando terminei de ler o livro, escrevi no Instagram que não recomendaria para ninguém. É muita tortura psicológica, eu pensei.

Por outro lado, a narrativa é lírica, a linguagem nos insere naquele universo, apresenta-nos um povo, suas culturas, e isso é muito positivo. Demonstra a qualidade das obras de Mia Couto. Aquelas palavras truncadas, o choque do português moçambicano com o nosso, que eu sequer sei se é assim, ou se foi apenas um estilo adotado pelo autor, para retratar um passado recente. Seja como for, cumpre o papel de transmitir sentimentos, de provocar reflexão, de pensar sobre como essas pessoas vivem. Em um continente distante, quase sem atenção, com guerras e vivendo em um mundo que a gente nem poderia imaginar.

Alguns relatos da história eu já tinha visto no documentário "O sal da Terra", de Sebastião Salgado (tem na Netflix e recomendo). Por isso ler sobre a história de Muindinga me pareceu tão real. Além disso, a fome e as desgraças que as pessoas passam em períodos de guerras. E aquela sensação horrível de nascer e morrer em tempos assim. A descrença de que exista um mundo que não seja assim. Conseguem entender? É um livro que suscita a tristeza. Faz refletir, coloca o assunto em pauta, mas nos deixa triste.

E eu fiquei duplamente triste porque adoro o autor, o seu jeito de escrever, sua sensibilidade, mas neste caso, ainda sinto que não deveria indicar a leitura. Parece que ao fazer isso estaria entregando um fardo para outra pessoa carregar.

Mas, para leitores experientes, que já leem de tudo, que gostam de Saramago, desesperanças, realidade nua e crua, e que aprecie um bom texto. Para eles, indico a leitura do livro. Porque, trata-se de um ótimo livro, apesar de tudo.

Para comprar, tem no site da Amazon em eBook ou capa comum bem barato. É um livro de bolso, curtinho. Dá pra ler "numa sentada". E para ver outras obras do Mia Couto clique aqui.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Qual será a música do carnaval 2017?

Um post para sentir um pouco de vergonha. Mas, eu prometo, isso não é o que parece. Chega essa época do ano e até a pessoa mais sensata começa a pensar em carnaval, folia e na TV, na Internet, só o que se vê é gente querendo saber qual será a música do carnaval 2017? Saber quais as músicas que vão bombar no carnaval é muito importante. Saber qual o hit do verão, a seleção de arrochas para fazer aquele sucesso.

É, agora não se fala só das musas baianas, Ivete Sangalo, Cláudia Leite, ou do Asa de Águia, nada disso. Povo quer saber qual vai ser o sertanejo da vez. A competição cada vez mais acirrada para saber qual vai ser o lixo sonoro que vai infernizar os poucos seres humanos que não vêem o menor sentido nessa alegria fora de época, nesse vale tudo sem medida, sem noção. Sim, vem aí mais um post desabafo, antes mesmo da "folia começar".



Eu tinha pensado em fazer um post falando do que vai bombar neste carnaval para quem curte rock, indie rock, ou qualquer coisa que não seja, nem lembre, carnaval. Mas, indie é um estilo independente até pra quem escuta. O que está na moda pra mim não está para a maioria das pessoas. Exceto, é claro, quando o hit da estação é de uma banda indie popular, como The Killers, que não lança álbum novo há mil anos, e não poderia ter um hit de carnaval em uma lista de 2017.

Então mantive a ideia do post indo pra esse lado das diferenças, da intolerância, e quase mudei o rumo migrando para o ódio de ver tanta gente falsamente feliz (ai como sou recalcada), posando de ryca, de sacana, de amor livre, pegação, abuso de álcool, abuso nas estradas que levam a mortes, abusos sexuais que acabam com vidas de mulheres e até de famílias e por aí vai. Mas, eu não vou falar disso.

Vou tentar seguir outro caminho. Discutir gosto musical? Acho que não. Eu sou intolerante. Abençoado seja o criador dos fones de ouvido. A invenção que todas as pessoas do mundo deveriam adotar. Não tem coisa mais irritante do que ouvir música ruim/de gosto duvidoso para quem ouve. Não quero dizer que funk, pagode, sertanejo, axé não prestem. Só que eu não suporto e prefiro manter distância. Não tem situação de falsa alegria, desespero por match, nem cachaça que dê jeito nisso.

Somada a essa intolerância, está as relações possíveis de violência, abuso, machismo, febre coletiva que distrai as pessoas, ou dá razões para que as pessoas finjam esquecer compromisso, responsabilidade e o que são em troca dessa diversão barata. Eu simplesmente não consigo. Sim, esse é um post cheio de "eus" e isso também está me incomodando. Então vou mudar de assunto.


Sobre as músicas que vão bombar neste carnaval - Previsões! 

- Nos trios o hit do carnaval vai ser aquela música que tiver menos texto, e o pouco texto que tiver for uma instrução, seja pra pular, passar a mão em alguma parte do corpo ou acenar, simplesmente. Vai vendo.

Eu gostaria de ver a Pity de volta, já que não dá pra ressuscitar Raul Seixas, pra um bom rock 'n roll.

- Nas "praias" de modo geral, a música do verão vai ser uma briga feia, entre o que a TV vai tentar empurrar, lá dos trios, e um "arrocha" ou sertanejo, ou qualquer uma que sugestione sexo, escancaradamente ou proibidamente (alguém que não quer, mas "ah se eu te pego" tô nem aí).

- Pra turma dos eletrônicos (agora me matam) tanto faz, tudo é barulho, tem que ver qual nome vai pegar, assim fica difícil prever. Entendo nada disso, desculpa aí!

- Entre os esquecidos em suas casas, os diferentões, entre os que se incomodam com a folia toda, vai prevalecer, quando não um seriadinho, aquela música que faz esquecer que se vive no país do carnaval, e vale hit dos anos 60, 70, 2000. Qualquer um que cumpra o papel de entreter, sem compromisso de arranjar parceiro, de fazer bonito, ou gerar selfie nas redes sociais. (até Beatles, que eu não gosto, vale, pra quem curte) Entretenimento do bom, real. Aqui acredito que poucos vão me acompanhar.


E o que tem de música nova?

Pois bem, caçando lançamentos indie quando o tema deste post ainda era brincar com a ideia da música do carnaval 2017, achei o Blog Miojo Indie (que por sinal é muito bom), no qual catei uma banda chamada Cloud Nothings. Estava passando os olhos quando li na descrição a palavra "melancólico", voltei, li novamente, catei a banda no Spotify e estou gostando do que ouvi até agora, do álbum "Life without sound", disco mais recente deles. Neste disco não vi nada de melancólico, diga-se de passagem.

Para quem não entende o que faz as pessoas gostarem de indie rock, aqui vai uma dica. É muito legal achar bandas do nada e descobrir que elas existem há muitos discos, fazem um som massa, têm músicas boas. Isso nunca termina e nunca cansa. Não quer dizer que a gente não ouça nada repetido, muito pelo contrário. Só quer dizer que a gente não fica no hit da estação, num desespero de conectar com outras pessoas porque sabemos a mesma música.

E, quem sabe, se ouvir mais e continuar gostando, saia um post aqui no blog sobre a banda de hoje. Nunca se sabe?

O próximo post deveria, ou poderia, ser sobre leitura, mas estou de novo lendo Sherlock Holmes, e não tenho muito a acrescentar. Só que a história é boa e empolgante, estou identificando um padrão. Se mudar de ideia conto por aqui.


E pra terminar, um hit de verão, descubra de qual!



=P

terça-feira, março 15, 2016

Liberte-se de tudo o que não tem sentido na sua vida!

Em outro momento (e faz tempo), falei aqui sobre livrar-se de tralhas e coisas que não têm uso em casa, passar adiante o que ainda pode ter proveito para outras pessoas, visando ajudar os animais. O post é um dos mais acessados, clique no link para acessar: Acredita em energia parada?

É um texto até interessante, lembro que na época eu estava trabalhando voluntariamente para uma ONG e usei o texto como forma de promover a arrecadação de doações para um brechó do bem. Lembro também de ter ficado empolgada com a ideia e de me desfazer de muita coisa. E isso virou meio que um hábito. Volta e meia faço uma "vistoria" entre as minhas coisas e decido qual o melhor destino.

Com esse hábito, aprendi que sempre temos coisas que não usamos! E não apenas coisas que podem ser úteis para alguém, mas muito lixo também. Por esses dias fez um ano desde a minha formatura, e percebi que ainda guardava cópias de textos das aulas, coisas de mais de 3 anos aqui. O monte de coisas agora inúteis foi pra rua. Em menos de 5 minutos já haviam levado. Pra alguém certamente serviu!

Mas, a motivação desse post foi uma história um pouco mais recente (mas nem tanto). Nessas funções de me livrar de tudo, um tempo atrás me desfiz de cadernos com poucas folhas usadas. Eu nem lembro como estavam, nem que capas tinham. Só sei que na época entreguei esses cadernos para a minha irmã, que é professora em uma escola pública. Entreguei a ela na esperança que algum aluno precisasse, ou que ela mesma pudesse usar para rascunho ou algo assim.

Há alguns dias eu fiquei sabendo do destino desses cadernos. Ao ouvir uma conversa entre das alunas, ela soube que uma delas estava usando um caderno para todas as matérias desde o início das aulas. Isso porque a mãe da aluna em questão estava sem dinheiro, esperando chegar o fim do mês para comprar os materiais da filha.

[PAUSA] Sim, caso não saibam, ou estejam surpresos com essa informação, afinal um caderno custa menos de R$10,00, muitas pessoas não tem esse dinheiro disponível. Muita gente passa um aperto danado para manter os filhos na escola, muitas pessoas sobrevivem com o dinheiro contado para necessidades mais básicas do que um caderno. E isso não é culpa da atual presidente, existe há muito tempo, sempre existiu. E pelo rumo que as coisas têm tomado, ainda deverá existir por um bom tempo. [FIM DA PAUSA]



Enfim, o desdobramento dessa história é que os cadernos que estavam aqui ocupando espaço foram destinados a uma pessoa que precisa, que certamente sentiu-se aliviada em receber esse material. Mais aliviada ainda deve ter ficado a mãe, que depois fiquei sabendo, teve filho recentemente. R$10,00, quem sabe não sirva pra um pacote de fraldas. Já é uma ajuda!

Estou contando essa história aqui não pra mostrar como eu sou demais por ter me livrado de algo que pra mim era lixo, muito menos para reclamar da situação do país (isso mereceria um livro e um milhão de cases - melhor não). Na verdade queria compartilhar algo simples e que deu um resultado inesperado.

Como eu disse antes, sempre temos coisas desnecessárias, e livrar-se dessas coisas pode ser realmente positivo. E confirmando o que falei naquele outro post sobre energia parada. Bom... Quem não acredita em energias (ainda mais as paradas), pode ver sob outra perspectiva. Livrar-se de coisas que não estão ajudando em nada, de quebra ajudar alguém (salvar o dia de alguém, quem sabe?) e ter um momento de reflexão sobre a vida, o universo e tudo mais...

Claro que essa última frase não tem nada a ver, mas eu ando com saudades do Douglas Adams - OK!


Dicas para se livrar de coisas rápido e facilmente:


1- Separe as coisas e deixe no seu caminho para a rua.

É sério... Parece piada, mas não. Depois de separar, se tu estiver na dúvida se joga fora ou não, deixar no caminho vai te fazer pensar sobre aquelas coisas e dar logo um destino pra elas.

2- Separe as coisas que vão pro lixo e as que têm utilidade

E lembre-se de separar por possíveis destinos. O que é papel, o que é calçado, o que é roupa. O que pode ser doado para familiares, ou para ongs, ou para pessoas da rua.

3- Pense se tem alguém, alguma instituição, ou algum lugar para dar fim nessas coisas.

Sim, você pode até colocar as coisas na rua. Se for um lugar por onde passam moradores de rua, ou aquele pessoal que trabalha com reciclagem, dependendo o material, pode sair rapidamente - como aconteceu com meus textos da faculdade.

4- Limpe as coisas que ainda tem uso.

Uma coisa bem legal, que aprendi com a minha mãe, foi limpar as coisas que serão destinadas as outras pessoas. EU SEI, parece óbvio, mas quando se vai colocar as coisas na rua para "sabe-se lá quem" - se as coisas estiverem limpas e organizadas vai demonstrar respeito. No mínimo. Se tu joga uma coisa suja e de qualquer jeito pode ser que ninguém leve e acabe nos boeiros, daí não, né!?

5- Inspire outras pessoas.

O mundo está cheio de formadores de opinião, gente que se acha o jornalista do facebook, o cientista político, o pregador da moral e dos bons costumes, mas que na prática não faz nada que sirva para alguma coisa. Então... Que tal fazer alguma coisa (simples e egoísta como limpar a sua casa de coisas que tu não usa) de um jeito que possa tirar a energia ruim do mundo e quem sabe ajudar alguém? 

E voltando para a situação do país... Será que a gente não pode mesmo olhar um pouco em volta e fazer alguma coisa por uma pessoa que precisa, por uma só? Mas, espera aí, vamos segurar os ânimos. Começa arrumando a tua vida, depois a gente pode olhar para a dos outros (pra ajudar, claro).

E esse post que não foi sobre música, que não foi sobre livro, nem parece que ainda é o mesmo blog - embora seja bem o que esse blog costumava ser - vai terminar com clipe, de música, PORQUE SIM!




o/

quinta-feira, agosto 06, 2015

TOP 5 - As bandas mais ouvidas da semana!

Meu Top 5 das bandas que mais ouvi essa semana está encantador! Nem sempre gosto tanto desses números apresentados pelo Last.fm, porque às vezes acontece de eu ouvir alguma coisa pra conhecer, ou por algum outro motivo, ou esqueço um player tocando tudo que vê pela frente. Sim, acontece! Principalmente com pessoas que vão dormir ouvindo música (meu caso).





Bem, as TOP 5 são essas:


Sobre Tocotronic já andei falando por aqui (leia), é uma banda de indie rock alemã muito boa. The Killers e Queen, por favor, né? Dispensam comentários. Scalene também já andei falando aqui e aqui.

A novidade nessa lista é As Tall As Lions, dica da banda Sound Bullet, sobre a qual fiz o post anterior. A indicação foi tão calorosa e cheia de amor (hahah) que eu tive que ouvir pra tirar a prova. Acabei gostando, a ponto de ela estar aqui entre as mais ouvidas dessa última semana. Outro motivo que me despertou a curiosidade foi o estilo da banda, Math Rock, sobre o qual eu nunca tinha ouvido falar.

Não tenho conhecimento técnico, mas os caras da Sound Bullet explicaram que o diferencial desse estilo é compasso, tem umas combinações inusitadas e etc. Eu ouvi várias e não fui capaz de entender isso, mas, a banda é louca, realmente tem algo de diferente que deixa as músicas muito interessantes.

Mas, essa semana também teve The Proclaimers, Anajo (espero falar um pouco sobre ela ainda, banda Alemã, incrível) e Kaiser Chiefs. Ando numa fase que não consigo passar um dia sem ouvir pelo menos algumas músicas deles. A febre que já tive por The Joy Formidable, The Killers e My Chemical Romance, agora se estende para Kaiser Chiefs e Stornoway (Barbaridade!!).

Eu não conseguiria, não consigo, uma lista com as minhas bandas favoritas, muito menos se tiver que definir a TOP. Mas, essas bandas aí (citadas no parágrafo anterior) estão sempre no meu MP4 (sim, a velha aqui ainda usa dispositivos assim), junto com os álbuns solo do Brandon Flowers, Big Talk, o solo do Mark Stoermer (recomendo muito), e o do Frank Iero and The Cellabrations (sobre os quais Pre-ci-so falar qualquer dia desses).

E para a próxima semana certamente vem Legião Urbana nas listas de top-top, porque ressuscitei meus arquivos aqui e tô curtindo demais. Legião e REM são excelentes companhias para dias não muito bons. Fica a dica! :P

E pra encerrar, As Tal As Lions, pra quem quiser ouvir um pouco dessa loucura.

Circles, numa versão ao vivo, que tá demais!




E era isso! :)

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Google Tradutor é rei!

Ontem mesmo estava tuitando sobre o Google Tradutor e de como ele tem se aperfeiçoado e transformado as minhas comunicações nas mídias sociais. Sim, eu curto acompanhar pessoas dos mais diferentes lugares do mundo nas redes sociais e de interagir com elas. Mas, eu não tenho todo conhecimento do mundo em todas as línguas, então recorro muito ao Tradutor do Google.

E eu bem me lembro do quão tosco ele era no começo. Nunca se poderia digitar uma frase, às vezes nem mesmo uma palavra, e conseguir uma boa tradução. Era quase sempre muito literal e as frases ficavam absurdas. Agora, com a nova ferramenta, ele mostra sugestões e alternativas para as palavras, dá dicas do idioma, simplesmente perfeito.

Outra ferramenta, que eu acredito seja nova, é o tradutor rápido, quando você busca apenas pelo termo "Tradutor", a resposta é quase instantânea e salva vidas! Principalmente para quem interage no Twitter. Tenho uma "amiga" na Russia, outra na Alemanha, no EUA, e essa ferramenta ajuda muito a tirar dúvidas e a se comunicar.

É claro que não é perfeita, mas ajuda muito, inclusive nas aulas de alemão. A tradução Português-Alemão, ou Português-Russo não é perfeita, mas quando se traduz do inglês para essas línguas o resultado é bem aproximado. E o legal é que assim você vai testando seus conhecimentos em três idiomas ao mesmo tempo.

Tentei buscar um artigo que mostrasse a evolução do aplicativo, ou pelo menos mostrar como foi a ordem de modificações, não achei... e vou deixar assim mesmo, sorry!

:P

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Sobre 2014, a faculdade, o universo e tudo mais!

O ano acabando e, bom, achei importante vir aqui descrever algumas coisas. Sim, DEScrever e não escrever, porque acredito que tenha perdido um pouco dessa habilidade depois da escrita formatada e condicionada de um trabalho de conclusão de curso, o temido TCC.

O TCC se foi, estou dando adeus a faculdade, na qual estive presente por longos seis anos. É tempo demais... E quando penso no quanto aprendi, penso que deveria voltar e ficar mais uns seis anos. Mas isso só valeria a pena se eu pudesse escolher com quem ter aula. Poderia culpar os professores, a universidade que é federal, a Gilma, o PT, mas prefiro culpar os alunos e a sociedade falida.

Sim, os valores estão invertidos, em toda parte. Se for olhar de perto o que acontece neste país. Nunca antes na história tupiniquim se falou tanto em inovação, empreendedorismo, startups. Se por um lado tem uma galera com fome de vitória nos negócios, de ser dono do próprio nariz, por outro tem uma vontade de tirar vantagem de tudo. A cultura do jeitinho sendo usada para explorar e destorcer conceitos e fazer de tudo que é positivo numa palhaçada.

Nunca antes nesse país se viu tanta gente falar de política, mas não da política política, e sim do meu umbigo, como que esse sistema democrático não atende às minhas expectativas, não melhora a minha vida e etc?

Enfim, nunca antes nesta vida pensei tanto naquela frase nacionalista "Brasil: ame-o ou deixe-o!" - mãe, posso ir?

O lado bom disso tudo é que o ano acabou e pra mim, pelo menos, tudo certo. Mas de que adianta estar tudo certo aqui no meu mundinho, se lá fora tá essa confusão? Como viver bem sabendo de tudo que acontece? E como não saber?

Enfim... 2014 foi um ano bom: um bom objetivo cumprido, graduação completa! Que venham os próximos desafios!!!

E, sim, esse papo de "vida, universo e tudo mais" só vai... Ainda mais que o próximo livro da lista de leituras para 2015 (sem tcc e muito mais produtiva) é "E tem mais uma coisa..."


E tem mais uma coisa pra dizer depois disso tudo, e de olho no ano que vem:


:D

domingo, dezembro 08, 2013

Compromissos, repetições e ciclos que se encerram

Tenho um compromisso firmado comigo mesma de escrever neste blog pelo menos uma vez por semana. Algum desafio pessoal pra passar o tempo, sem perder a disciplina. Isto porque me lembrei dos ensinamentos de um dos primeiros professores que tive no curso de comunicação. Para “tapar esse buraco” comecei falando de música, o que mais me agrada e toma tempo livre hoje, depois de Twitter, Candy Crush e demais sites de redes sociais. Isso, é claro, sem mencionar que frequentemente faço as demais atividades ouvindo música – o que faço inclusive enquanto trabalho. Assim, os últimos posts ficaram praticamente iguais, Top 10 da semana, As 10+ artistas da semana...


E eu faria isso outra vez. Já havia dado print na tela do Last.FM, já estava conferindo a lista das mais ouvidas, quando parei para pensar no que estava fazendo. Não faz sentido! Principalmente porque não mudou muita coisa. Eu continuo ouvindo The Joy Formidable, The Killers e My ChemicalRomance mais do que qualquer outra coisa. Eventualmente ouço U2, Coldplay, Travis e Bad Religion. Essa semana ouvi Venom – banda do mal e muito louca de boa -, voltei a ouvir The Drums e Radiohead (que por sinal é linda de viver), e também Engenheiros do Hawaii.

Pronto, agora que falei de música, vou falar de um ciclo que se encerra. Há 5 anos entrei para a faculdade de comunicação cheia de expectativas. No segundo semestre de 2013 percebi que já poderia me formar, mas descobri tarde demais, e adiei o terror chamado TCC para 2014/1. A última aula deste semestre foi a última do curso. Nunca mais sentar nas cadeirinhas desconfortáveis da Fabico, vegetar em aulas desagradáveis, nunca mais aprender coisas que os professores nunca ensinaram para apresentar em trabalhos que ninguém se importa. Nunca mais ter contato com profissionais encantadores que justificaram a escolha por Relações Públicas, que fizeram esses 5 anos valerem a pena. Porque, uma coisa é bem verdade: teve muito mestre/aula ruim, mas teve uns poucos que inspiraram demais. Nostalgia pouca é bobagem!

E hoje estou com uma expectativa nova, orientação e TCC, com um desses que fizeram a coisa toda ter algum sentido. O ciclo se encerra com o que teve de melhor, almejando o melhor. A carreira de RP não é fácil “mesmo”, e já sinto isso na pele. A comunicação é algo muito distante daquilo que as empresas buscam (lucro), e é contraditório e curioso o quanto essas coisas estão conectadas no fim das contas. Desafio para o futuro próximo!

Depois disso, resta dizer que o próximo post deve voltar a falar de música. Tem assuntos que quero abordar, a saber: músicas de diferentes bandas e estilos com o mesmo nome, similaridade e intensidade das faixas 10 de álbuns de bandas que eu curto. Algumas felizes, e outras nem tanto, coincidências do universo musical em que me encontro. Isso tudo para aliviar a tensão que se aproxima, e a certeza de que depois de “O poder simbólico” esse blog tende a mudar um pouco o conteúdo e voltar ao normal depois de agosto de 2014!

:)


quinta-feira, outubro 07, 2010

Weird

Posts que foram pensados, esquematizados e apreendido pelos meus pensamentos. Poderia jurar que tinha publicado um post sobre o sentimento de "sentir-se pequeno príncipe". Ainda acho que ele está aí em algum lugar no tempo e espaço desse ou de algum blog. Caso contrário, pode estar na “caixa de pandora” que se tornou o meu PC. Num dos arquivos TXTs que tenho por lá.

Explicar a idéia e esse sentimento que tenho às vezes é impossível. Um vazio muito grande, uma vontade de não sei o que, misturado com algumas incertezas. Algo que poderia, sem sombra de dúvida, ser resolvido a partir de uma simples ação. Mas essa ação, embora seja simples, não está muito acessível, não vendem nem mesmo nos mais importantes hipermercados.

Eu não sei ao certo em que momento do dia isso começou. Hoje foi um dia menos produtivo do que ontem, mas ainda assim, bem produtivo. Não foi falta de ocupar a mente. Definitivamente não estou sofrendo daquele mal em que a cabeça vira oficina de mal-feitores. Sem chances.

Pra resumir: hoje é um dia daqueles, em que estou me sentindo muito "pequeno príncipe" com todos os aspectos psicológicos envolvidos nessa questão.

.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Quanto tempo faz?

Mais de 15 dias sem posts no blog. Poderia atribuir essa falha a uma porção de acontecimentos e problemas, mas não farei isso! O fato é que estive sem um tema muito claro para dissertar. Normalmente tenho tanto a escrever que me atrapalho e acabo não postando nada, mas dessa vez foi bem ao contrário. Cheguei até a verificar se não havia um post salvo em rascunho para ser revisado e enviado como atual! =P

Vou contar para vocês sobre esses últimos dias! Tenho pesquisado, analisado e lido sobre política, imagem pública e essas coisas. Eu não tinha me inteirado sobre a cena eleitoreira pela qual estamos passando, mas fui praticamente intimada a fazer isso em função de algumas cadeiras da faculdade. O que tenho a dizer a respeito, como resultado dessas análises é que tenho vergonha por ser brasileira e por fazer parte desse circo!

Rio Grande do Sul: Fogaça e Yeda em chapas opostas? Como assim? Pra mim eles são iguais, até agora não entendi isso!

Brasil: PT e PMDB juntos? Sempre do lado de quem vai vencer, está nos livros de história, desde o MDB, sempre na situação, a qualquer preço.

Políticos:
- Serra negando FHC, atacando Dilma, querendo um pouco do "mel" do Presidente Lula!
- Dilma: Lula de vestido? Não, até o Lula é mais feminino do que ela! Como se presta a esse papelão de se escorar na imagem alheia?
- Marina: É a que menos reclamo, mas "Lamentavelmente" é a palavra que ela mais fala, poxa, não dá pra mudar um pouco?
- Plínio: velhinho querido! Adorei ver ele se perdendo no debate da Record. Mas ainda não entendi o que ele pensa que está fazendo! Vou dizer uma coisa: ele tem bons argumentos, tem mais coerência do que o resto todo junto!

- Tarso: é o meu candidato. Desculpem-me, mas nem vou dizer mais nada sobre ele.
- Fogaça: Patético! Não quer apoiar o Serra pra não se queimar, não quer apoiar Dilma porque ela, obviamente, apóia o Tarso, e o que ele faz ali no meio? Some! Ninguém ouve mais nada sobre ele na mídia.
- Yeda! Tia insuportável, vá tomar um chá e confortar-se com seus móveis novos! Nadando no meio da sujeira, quer falar de coragem para mudar! Ahh por favor...
- Pedro Ruas: Ainda existe!
- Vera Guasso: um abraço!
- Manuela: já chega de se passar por garotinha e "e aí, beleza"!
- Ana Mélia Lemos: volte para o Jornal do Almoço!!! Por que acreditam que essa mulher que sequer consegue se expressar sem gaguejar pode ser senadora? Vá caminhar...
- Luciana Genro: Mulher de fibra! Meu voto é dela!

Quem é o senador do PSOL? As pessoas riem desses partidos tidos como "nanicos" mas são eles a pedra no sapato da corja que está por Brasília, eles que podem fazer a diferença e nos alertar das bobagens que estão fazendo por lá, porque não têm nada a perder!

A maioria dos brasileiros ainda não se deu conta de que o voto mais importante é o que vai para deputados e senadores, sem eles o país pára! Eleger ex cantores, palhaços, ex jogadores, dançarinos e outros caricatos da nossa cultura não é ter representatividade, é desperdício! Prestem atenção em quem vão votar, em como vão votar!

Eu sou da idéia de votar em quem acredito no primeiro turno e, depois, no "menos pior". Vale dar crédito para partidos idealistas, eles farão a diferença.

Desabafo feito, post escrito!
Hora de ir debater política em aula, ouvir que é uma ciência, que é um jogo ardiloso, que é linda... Não sei pra quem!

;)


A política precisa de pessoas com ideais, discursos notáveis e de ações coerentes!

segunda-feira, setembro 13, 2010

Antes que me perguntem: sim, estou viva!

Quebrei meu planejamento de pelo menos um post por semana na semana passada. E não foi por falta de assunto, foi por falta de tempo e um pouco de mudança nas minhas rotinas. Pensando nisso hoje pela manhã, lembrei de um hábito que algumas pessoas têm de perguntar "Tá viva?" quando não nos "encontram" virtualmente, seja em blogs, orkut ou até mesmo por telefone. Ao pensar nisso, lembrei do quanto isso é absurdo!

Sou de um tempo em que não havia redes sociais para que estivéssemos sempre online, à disposição. Até mesmo o telefone fixo era privilégio de poucos. Sendo assim, o fato de um celular estar sem bateria, sem sinal, ou o msn indisponível, ou a net (ninguém faz melhor do que ela) sem serviço de internet e, por conseguinte, sem telefone, não significa que partimos desse mundo.

Além disso, pode ocorrer de a gente ter ido ler um livro (sim muita gente ainda faz isso!) ou simplesmente ter ido viver, passear com o cachorro, brincar com o gato, visitar a família, caminhar no parque, sair para conversar com os amigos, ou pra namorar ( ^^ )...

Pode-se ainda pensar que a pessoa livrou-se desse vício curioso que é ficar em frente ao computador, escrevendo não se sabe pra quem, chateando sabe-se lá com quem, ou atualizando páginas em redes sociais para saber o que está acontecendo com quem, inventando sua própria história, recortando pensamentos e colando por aí. É bem provável que a pessoa perceba o absurdo e vá dormir. Até dormir pode ser mais útil do que isso, por que não?

Dessa forma, quando uma pessoa sumir da internet, ou quando não encontrá-la por telefone (celular e fixo), antes de pensar no pior e perguntar se ela morreu, trate de saber se ela não passou por alguma das situações aqui citadas! Não amole!
:)

Depois de tantos temas sérios, precisava de um texto mais light para iniciar a semana e retomar meu ciclo de posts.
Uma boa semana a todos!
.

terça-feira, agosto 17, 2010

Primeira semana de aula!

Segunda-feira é um dia bom para ter aula. Pelo menos nesse semestre tem sido assim. Esse é o dia em que dois "monstros" da comunicação teórica lecionam. Depois de tantos professores substitutos, que mesmo sendo bons acabam sempre levando a aula para questões tão práticas, tinha até esquecido como é uma aula de verdade no nível da universidade.

A disciplina de "Teorias da Representação" me pareceu um bicho de sete cabeças quando tive que escolher em que me matricular, e agora penso que foi uma boa escolha. Em aula o professor disseca o texto mostrando todas as particularidades. Nada de ppt ou simples explicações. Cada frase tem um universo de coisas por trás. É assim que se lê, que se estuda filosofia: pensando! Depois dessa aula fiquei lembrando de quantos textos eu passei os olhos para assistir a um seminário, muitas vezes ministrados por outros colegas que igualmente não tinham condições de passar a compreensão correta acerca do tema.

Além dessa, "Comunicação e Política" tem se mostrado muito mais interessante do que me parecia na súmula. Não que eu vá gostar de política, mas vai ser difícil não compreendê-la depois de ouvir o que a Maria Helena Weber tem a dizer! O lado bom, ou ruim, é que em ano eleitoral podem gerar textos polêmicos aqui no blog, já que terei de exercitar a criticidade política, o que me parece muito bom!

Mas que fique claro: essas duas disciplinas e professores chamaram a minha atenção por serem diferentes, mas ainda tenho o melhor RP como professor (again) naquela que promete ser a melhor disciplina, mais voltada para o que pretendo da vida como Relações Públicas - Identidade e Imagem Organizacional.

Esse não deve ser o "grande texto" da semana, mas, caso eu não volte, a semana estará salva!

;)

segunda-feira, julho 05, 2010

Dejejum!

Dejejum!Há quase um mês do último post, depois de ter pensado várias coisas para contar aqui, o que não fiz por falta de tempo, agora não o faço por falta do que dizer. Entretanto, acredito que seja importante avisar aos poucos leitores que o blog ainda existe. Sendo assim, vou falar hoje de algo que me deixou bastante feliz: resultados!
Quando nos envolvemos com alguma atividade e trabalhamos efetivamente para que elas "aconteçam", o mínimo que esperamos é que "tudo dê certo". O significado para cada um desse "tudo dê certo" é muito relativo, pode ser o reconhecimento pleno do trabalho, ou simplesmente um bom resultado para aquela boa sensação de dever cumprido. Pois para mim, essa segunda opção é sempre o objetivo, mas, vislumbrando, é claro (sem nunca deixar de sonhar) com o reconhecimento.
Assim, passei os últimos quatro meses correndo e me preocupando com os meus "trabalhos". Dentre eles "dois", aqueles cujo resultado precisava, necessariamente, ser o melhor. Passado esse tempo de pura adrenalina, aos poucos os resultados foram chegando. A minha satisfação estava "consentida", aceitando-os com maturidade. Isso até que recebi aqueles "dois" resultados que mudaram o meu humor por completo. Mais do que a sensação de "dever cumprido", recebi um singelo reconhecimento. Desse simples ato, a motivação para continuar. Eu achava que estava certa, agora sei que estou. O simples fato de mudar a perspectiva fez toda a diferença. Estou agora ansiosa, já pensando no que vai me tirar o sono no futuro e essa sensação é muito boa! \o/

***

E por falar em "noite de sono", algo que me incomodou bastante no fim desse semestre foi finalmente resolvido: minha gata foi castrada! Aproveito que toquei nesse assunto para três recados rápidos:
1 - Castre os seus animais de estimação. O mundo está cheio de bichinhos abandonados, não contribua para a saturação: castrar é um ato de amor! Além de contribuir para a diminuição de animais abandonados, você protege o seu animalzinho.

2 - Bicho não é lixo! Não abandone animais na rua, evite que seus bichinhos tenham cria. E se "acontecer" cuide para que os bichinhos tenham um lar!

3 - Não comprem animais, adotem! A rua está cheia de animais abandonados, bicinhos lindos e carinhosos precisando de um lar!!!
.
=)



domingo, fevereiro 28, 2010

Blog bom!


Tenho pensado em muita coisa para escrever no blog nesses últimos dias, mas como estou passando por alguns contratempos de ordem pessoal, evitei escrever, para não fazer um texto muito íntimo, nem cair na banalidade. Mas, queria muito postar algo novo e, para me inspirar, resolvi organizar alguns posts que estavam sem marcação. Relendo esses textos, poderia me inspirar e cuidar para não reescrever sobre um tema.

O resultado dessa leitura foi bem interessante. Fiquei muito contente com o que li. Além da nostalgia provocada por alguns posts, seja pelos comentários de ex e de ainda leitores, ou pelas situações descritas - pessoas e situações, tudo misturado - servi-me de meu próprio consolo “antigo” para dificuldades recentes, além de repensar alguns assuntos que vinham me perturbando; a minha velha mania de me questionar sobre inúmeras situações. No fim, além de fazer todas as marcações, criar algumas novas, facilitar a vida de novos leitores destacando textos que considero importantes para entender o blog e me entender um pouco, descobri que o meu blog é bom mesmo.

O selo que mais gostei dos que recebi foi o que aparece aí na página principal do blog: Meu blog é fabuloso! Isso porque reconheço a autenticidade do que faço por aqui. E hoje tive a oportunidade de reforçar essa auto-estima blogueira! :)

Dentre as novas marcações, destaco as "Teorias", que são reflexões sobre temas aparentemente absurdos, mas que tendo um pouquinho de boa vontade, consegue-se tirar algum proveito. Os do "anexos" e "EMPTY" misturam os erros de posts e textos que escrevi no tempo em que enviava os posts por e-mail, durante o trabalho. Tem coisas interessantes, mas algumas viagens sem sentido "aparente". Em nostalgias e Indiadas, um pouco de Estória e Histórias que gostei muito de contar/viver.

Sim, esse post acabou saindo como um convite, quem sabe até uma auto propaganda. Isso é importante, reconhecer o que se faz; falo tanto dos outros, alguns me consideram formadora de opinião, pois agora, quero formar a opinião de vocês, e fazê-los acreditar no que escrevo, que realmente vale a pena ler o meu blog! ;)

Uma curiosidade "extra", com a qual fiquei bastante surpresa, é que tenho pouco mais de 100 posts no total, e acreditava ter escrito muito mais. Acredito que essa confusão tenha ocorrido em função da mudança do "Blogger" (falido Suspensa no Espaço) para o blogspot, onde assumi o "Sabe o que é?". Além disso, chamou-me a atenção o fato de eu ter mais "posts" no Twitter do que aqui. É claro, lá tenho interação mais direta, idéias mais instantâneas, mesmo assim, não gostei dessa diferença, porque acredito muito mais nos blogs do que no twitter, fotolog ou qualquer outra rede de opiniões que venham a inventar - isso sempre foi assim - acredito que deva permanecer assim - por isso devo mudar essa diferença escrevendo mais aqui.

Estou com planos de fazer uns 10 posts com a descrição de "Quem eu sou", em homenagem aquele campo do orkut em que tantas vezes escrevi coisas que valeriam como um post do blog, mas que acabei deletando, alterando, sem nunca salvar. É a minha produção intelectual se perdendo no espaço. Isso não deve ser assim!

Curioso me pareceu agora, lembrar que o Sabe o que é? Nasceu da ausência do Suspensa no Espaço e que o que hoje é "Suspensa no espaço" era "Deve ser assim"...

Sei que esse post está estranho, mas pra mim faz muito sentido e, bom, caso não tenham percebido, INSÔNIA outra vez, já passa das 4h da manhã!

Bom dia a todos!
;)


quinta-feira, janeiro 28, 2010

Os desafios de se ter um blog bom, e famoso!



Já devo ter discursado a respeito em outras ocasiões, verdadeiramente, não me recordo. Mas, é um tema constante na vida de um blogueiro. Vou contar um pouco da minha história, só pra variar.

Sempre fui metida a escritora, desde a infância quando escrevia diários bobinhos, depois, passando pela adolescência, escrevia coisas que chamava de poemas, ou simples pensamentos e invenções, um mundo de fantasia, fingindo sentir alguma dor que de veras sentia, ou não. Mas tudo o que escrevi ao longo dos anos sempre ficou muito bem guardado, pra não dizer escondido.

Em certo período escrevi em códigos, para ter certeza de que minhas histórias ficariam seguras. Esse código foi criado por mim, com símbolos diversos. Mais tarde, (re)inventei uma forma de escrever sem dizer exatamente o que estava sentindo, usando as mais diversas analogias, algumas tão absurdas que certamente até hoje são impossíveis de serem traduzidas. Os códigos de criança eu esqueci, mas dessa nova forma de escrever, aaah! Dessa eu nunca esqueço, e cada vez que leio um desses textos, é claro, sei exatamente do que se passa, porque escrevi aquilo. Mas sei que não tenho a exclusividade da forma, e mais, sei que minhas técnicas não chega aos pés dos profissionais. Enfim...

Somada a essa facilidade em escrever tive acesso ao meio eletrônico, a minha afeição por tecnologias me fez migrar do papel e caneta para os bits. Primeiro do bloco de notas, tenho ainda muitos txts guardados, depois em blogs. E é assim que chego ao problema levantado no título desse post. Comecei a escrever blog para expor o que pensava e sentia, o que estava vivendo, em tempos difíceis, e quando meu blog foi descoberto e tentaram entender do que eu falava, calei meus dedos e parei de postar. Tempos depois retornei escrevendo em códigos ainda mais ocultos. Meu blog se foi.

Hoje tenho outro blog, o qual foi descoberto por algumas pessoas, que me visitam com freqüência, e outros que são ocasionais. E são esses acessos ocasionais que têm me calado. Penso muito em muitos temas para tratar, mas logo penso no que não quero que leiam, e não encontro a solução para ocultar o que escrevo. Isso me faz lembrar de uma blogueira maluca, de um visitante maluco, e de como a maioria das pessoas cria um blog para ser notada, para se fazer ouvir, ou fazer dinheiro... O que, para cada uma dessas coisas, exigiria muitos acessos.

Certa Vez Paulo James me disse: "Se você não se sente bem expondo o que escrever, é porque escreve para você mesma e não precisa divulgar."

Mas, então, porque insisto em escrever em blogs? E o que fazer com os milhares de visitantes desse blog que anseiam por mais palavras?

Who cares?!
O_o
.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Eu devo voltar muito em breve para falar de uma porção de coisas! Juro que não é o Twitter que está consumindo o meu tempo e provocando o total esvaziamento do meu intelecto. Muito antes pelo contrário, estou fazendo movimentar essa massa cinzenta, queimando neurônios com trabalhos acadêmicos e estudando para as provas.

Sim, essa minha vida atrasada de estudante...
Mas se quiserem acompanhar um pouco do que ando fazendo, sigam-me: http://twitter.com/danielamattos

Assim que puder eu volto aqui e falo mais sobre essa mídia aparentemente sem sentido. Notando que: o "aparentemente sem sentido" está assim sendo relatado porque ainda não cheguei a uma conclusão sobre a sua função, vantagens e etc.

Um abraço!
=P
.

sábado, agosto 15, 2009

Há algum tempo esse blog parece abandonado, mas visito-o todos os dias e penso que ele deve ser atualizado, mas encontro dificuldade sobre o que escrever, então vou adiando. Preocupei-me demais com o que escrever e até deixei de publicar coisas que para mim e para a idéia que sempre tive desse blog, seriam legais.

E tudo para quê? Ora! Essa mensagem é para você que critica o que escrevo quando não te agrada, mas sempre exigiu atenção mesmo para todos os seus assuntos! Sim, hoje eu vou falar de música!

Alilás, deveria publicar aqui informações sobre música, minhas preferências e etc. Estava mesmo pronta para fazer isso, quando me dei conta de que não saberia o que escrever! Uma coisa que parece muito simples, de repente... Isso!

Travei! Assim como o meu computador tem travado seguidamente. Ele me exige memória!!! Mas ainda não consegui resolver isso. Quanto a mim, estou bem de memória, e talvez esse seja o meu problema, preciso dar um jeito de esquecer certas coisas e me focar em outras!

É realmente bizarro eu não conseguir falar de música de forma tão objetiva, minhas idéias se fundem, sempre penso em música de forma abstrata, analiso letras, pessoas, momentos. Ontem mesmo, ouvindo "anos 80", festa, festa, festa, via pessoas felizes a minha volta mas realmente não pareciam muito preocupadas com a essência das músicas que as faziam chacoalharem seus esqueletos; já eu, parava para curtir cada uma delas antes de qualquer coisa. Pra umas mais, pra outras menos... Natural.

È certo que é o momento, e que isso vai passar! Estou certa disso...

Meme Rock: era isso que eu precisava fazer... Guilherme, juro que faço isso assim que me sentir menos emo e consiga expressar objetivamente alguma palavra! ;)

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