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quarta-feira, março 01, 2017

TOP 10: As músicas mais ouvidas nos anos 80

Com tanta breguice musical rolando por aí hoje em dia, comecei a pensar no que era considerado brega nos anos 80. Toda época tem os seus clássicos, que todos adoram chamar de brega, mas que no fundo todo mundo ama, e canta do início ao fim. Aos nascidos depois dos anos 90 e que não tem um saudosista na família que o tenha apresentado a essas pérolas: aproveite para conhecer! :P

Aqui está o meu TOP 10, com as músicas mais ouvidas, mais tocadas, mais pedidas, nos anos 80. Eu cresci ouvindo o que as minhas irmãs mais velhas gostavam de ouvir, e o que a minha mãe gostava. Então meu repertório brega é extenso e variado: passa por "Ovelha", "Fábio Jr", "João Penca e seu miquinhos adestrados", e tudo o que tocava nas rádios nos anos 80. 

Estabeleci alguns critérios para formar essa lista: primeiro, só incluí músicas internacionais; depois, selecionei as que mais ouvida, e as que gostava, ou que marcaram por algum motivo, e algumas que continuei ouvindo (por conta própria ou não) nos ano 90. E aí está!

TOP 10: As músicas mais ouvidas nos anos 80


7- Big In Japan - Alphaville 
8- Thriller - Michael Jackson

* Clica no nome da música para assistir ao vídeo, para recordar ou para conhecer e apreciar! KKKKK

Invejosos dirão que a história não foi bem assim, que Thriller foi muito mais tocada do que "Wake Me Up Before You Go Go", e que "Like A Player" não foi a mais pedida da Madonna. Mas, essa lista foi colocada na ordem que eu me lembro e que mais gosto, então, 8º lugar para Michael Jackson está ótimo. 

"She Bop" da Cyndi Lauper não é a música mais conhecida dela, eu sequer lembro se ela tocou no rádio. E se ela está nessa lista de TOP 10, é porque eu amo essa música e lembro de tê-la ouvido por muitos anos, e se tocar hoje eu ainda vou ouvir bem faceira. Sem falar que o clipe é algo que data muito a música. Tu bate o olho e sabe que é anos 80. Acho isso muito legal.

A Cyndi foi ofuscada pelo sucesso louco da Madonna e pela disputa dela com Michael pelo reinado do POP. "Girls Just To Want To Have Fun" foi a primeira que pensei em colocar nesta lista, assim como "Like A Virgin", para Madonna. Mas, não seria justo, ela tem um disco repleto de hits incríveis, não dá pra ficar na mesmice. E quanto à Madonna, ela começou a causar na cena POP com o clipe polêmico de "Like A Virgin", e acho que foi aqui que ela aprendeu a fórmula pra ficar cada dia mais falada e ryca.

"Livin' On A Player" está tão bem posicionada porque ainda amo essa música (me julguem!), assim como outras clássicas do Bon Jovi, que na real acho que comecei a conhecer e a gostar só depois, nos anos 90. Mais um motivo para estar aqui, atravessaram o tempo.

E Whan!, minha gente, é algo inexplicável. Essa música é sensacional e a cara dos anos 80, e a banda é só mais uma banda de uma música só. E como se parece com Queen? Alguém mais notou? Nunca ouvi comentários a respeito. E Queen, com "Radio Ga Ga" é outra daquelas que atravessaram o tempo, e não tem quem não se impressione com a música, que parece brega, talvez seja, mas é daquele tipo de música brega que a gente ama odiar, ou odeia amar, quem sabe?

E as músicas que estão ali na lista e não citei, são as chatas, chicletes, que tocavam muito, que não dava pra evitar. Sou capaz de canta-las do início ao fim, e não gosto nem um pouco disso. Tipo o sentimento com "Somebody Told Me" do The Killers.


E porque adoro Cyndi Lauper, deixo o clipe de She Bop aqui em destaque! :)




Bem, é isso. Para marcar a quarta-feira de cinzas, um post com bom humor e nostalgia.

=P




domingo, dezembro 13, 2015

O Show da Legião Urbana em Porto Alegre foi um Grande Espetáculo!



Na última sexta-feira, dia 11/12, os Porto-Alegrenses receberam de peito aberto Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e convidados para o show de comemoração dos 30 anos da Legião Urbana.


E se fosse resumir esse post em poucas linhas eu diria que; sim, parece meio absurdo a banda Legião Urbana se apresentar sem Renato Russo. Mas, a saudade era tanta, e para muitos como eu, que não puderam ver a banda completa ao vivo, foi mais do que um consolo, foi a realização de um sonho. E o show poderia ter sido perfeito, não fosse as péssimas condições do local escolhido para o evento!

Considero de fundamental importância deixar registrado (e logo) que o Pepsi On Stage é o pior lugar para a realização de shows. E esse lugar medonho se tornou uma das principais casas de shows da cidade, como pode? A acústica é horrível, a pista bizarra, cheia de obstáculos. E a área VIP ocupa quase todo o espaço central. O ambiente é quente e desagradável. Onde eu fiquei tinha inclusive mosquitos atacando a galera. Mas sem dúvida o pior foi o som. Quase não compreendia o que os músicos estavam tocando, quase não dava pra entender o que falavam. Uma porcaria! Mas, era a Legião no palco!

Antes do show começar fiquei observando o público. O óbvio era a presença da galera acima dos trinta/quarenta anos. E o inesperado foi ver uma galera nova, adolescentes, em turmas, com camiseta da banda, e aparentemente tão ansiosos quanto os fãs das antigas. Quando as luzes finalmente se apagaram, o canto "é Legião" ecoou e foi emocionante. Vivenciar aquele momento antes visto somente em gravações dos shows foi emocionante. E quando, após um pequeno atraso, que nos deixou bem impacientes, Dado e Bonfá entram em cena.

Ver aqueles caras ali, ao vivo e a cores foi sensacional! Quebrando protocolos, chegam cumprimentando o público, e pra mostrar o nível dessa apresentação, já saem tocando Será! A plateia delira, pula, dança e canta alto. Eu perdi minha voz, que já estava pouca, ali na primeira música. E depois vem A Dança, Petróleo do Futuro e Ainda é cedo, e depois umas lados B como Perdidos no Espaço seguida da clássica Geração Coca-cola... Assim, intercalando hits absolutos e músicas menos conhecidas, e o povo cantando todas as letras com a alma, emocionados, quase não acreditando no que estava acontecendo.

Renato Russo fez falta? Sem dúvida que sim, mas o que fiquei pensando no decorrer d show foi que a Legião somos nós, Renato sempre dizia isso, e lá estávamos, ignorando o vocalista e cantando do nosso jeito, do jeito que aprendemos com o grande líder da banda. Inclusive, a interpretação dos vocalistas, que assumiram alternadamente as músicas, foi um pouco chata em alguns momentos. Fã de Legião gosta de cantar como o Renato Russo!

Foto; Fabiano do Amaral
André Frateschi cantou quase todas as músicas, mas Dado, e até o Bonfá, assumiram algumas canções. E foi lindo, eles são a alma da banda, e inevitavelmente, as músicas com eles ficaram melhores. Mas, outras pessoas cantaram, uma menina cantou Dezesseis (não sei o nome, não consegui entender), e um outro rapaz que também não sei o nome (paciência). E a grande surpresa da noite foi Paula Toller, que deu o ar da graça cantando duas músicas. A entrada dela no palco funcionou como uma volta no tempo. Estamos de novo nos anos 80, Legião e Kid Abelha no palco!

E depois da surpresa, e depois de tantos hits, a banda sai do palco e quando volta para o Bis, aparece nada mais nada menos do que "Faroeste o Cabloco". Inesperada, porque né? 10 minutos, letra infinita, e quando eles começam a puxar no violão o público canta cada verso, e pira do início ao fim da música. Foi pra lavar a alma! E quando a gente pensa que nada pode ser melhor, o show é encerrado com Que País é Esse? (essa porra do Brasil).

Ainda tinha muita música pra tocar, mas o espetáculo tinha mesmo acabado. A sensação pós show foi de satisfação, e acredito que tenha sido geral, pelas expressões nos rostos das pessoas que deixavam o Pepsi.

A minha participação nesse evento foi decidida de última hora, e só o que conseguia pensar depois é que dei muita sorte de ter dado tudo tão certo para que eu decidisse e fosse até lá. Cresci ouvindo Legião Urbana por influência das minhas irmãs, e fui compreendendo as letras conforme o amadurecimento, Na sexta, ouvindo aquelas músicas de novo, agora com 36 anos, tive uma compreensão ainda melhor, o que só fez crescer a minha admiração pela banda, e pela genialidade do Renato Russo.


E, se alguém pensou que seria tempo perdido um show da Legião "incompleta", saiba que foi um dos melhores shows que já fui na vida. Eu nunca tinha assistido show de Legião Urbana, nem mesmo cover, e estar ao vivo, com tantos fãs, dançando e cantando alto cada música, foi algo que certamente não consegui expressar por completo nesse texto, porque foi ma-ra-vi-lho-so!

Como estava longe, não teve foto que preste, nem vídeo. Está tudo gravado na minha mente! Que, aliás, poderia ser uma prática de mais pessoas, porque, sinceramente, ficar assistindo um mar de celulares levantados, tapando a tua visão do show, é uma bosta!

Sem mais!!
;)

terça-feira, junho 02, 2015

Backstreet Boys no Brasil em 2015 (finalmente)!

Hoje vou falar de um estilo de música para o qual muito preconceituoso torce o nariz: pop. Mas, não será sobre qualquer pop, ou do pop de hoje em dia, e sim de Backstreet Boys, Sim!! Porque a banda finalmente vem ao Brasil com a "In a world like this" tour. Neste post vou tentar incluir informações importantes sobre os shows, setlist e outras coisinhas úteis pra quem garantiu o seu ingresso. Para que ainda não comprou, sinto muito, os ingressos já acabaram. Agora só no mercado informal e sabe-se lá quanto vão pedir por eles.

Essa introdução pode causar a impressão de que é a primeira vinda do grupo para o Brasil, o que não é verdade, mas quis dar essa ênfase porque é a primeira vez que fazem uma tour pelo Brasil (incluindo a charmosa Porto Alegre, onde vivo esperando por um show deles desde 1998!). Como fã (e parte de fã clube) obviamente fui a outro show, maio de 2001 - SP, o dia que prefiro esquecer! Prometi só voltar a um show deles se fosse e POA. Nos demais shows, deixei pra lá, fui viver a minha vida... Mas, agora, aqui estamos: 2015, Backstreet Boys em Porto Alegre!

A turnê inicia em recife no dia 06 de junho, passa pelo Rio, São Paulo, Belo Horizonte e termina aqui em Porto Alegre, no dia 15.


Roubei a capa de um grupo do Facebook Backstreet Boys Only (recomendado), pra mostrar que estão todas as datas esgotadas, com ingressos que foram de 240 a quase R$1000,00  (VIPs e tão sonhados PITs). No Fã Clube Oficial da banda, os fãs puderam (ainda) gastar um pouco mais com "Sound Check", encontros para fotos e hoje estão falando até de um "After Party", uma VIP-VIP bem cara para quem quiser chegar ainda mais perto dos Boys.


O SETLIST!


Há rumores de que o setlist para os shows no Brasil será o mesmo da World Tour que tem rolado por aí. Não é o melhor da banda (tem músicas desnecessárias e faltam algumas bem importantes), mas ainda assim, resgata um pouco da história, e os fãs devem gostar:

1. The Call
2. Don't Want you Back
3. Incomplete
4. Permanent Stain
5. All I Have to Give
6. As Long as You Love Me
7. Show'em (What You're Made Of)
8. Show me the Meaning of Being Love me
9. Breathe
10. I'll Never Break Your Heart
11. We've Got it Goin' On

12. Safest Place to Hide (à capella)

Versões Acústicas
13.  10.000 Promises
14. Madeleine
15. Quit Playing Games

16. The One
17. Love Somebody
18. More than That
19. In a World Like This
20. I Want it That Way
21. Everybody (Backstreet's Back)
22. Larger Than Life


E "More Than That" pode ser substituida por "Shape of my Heart".

A dica é fazer uma playlist com essas músicas e ouvir muito até o dia do show, pra ficar mais atenta a programação do dia (para quem vai ao show, claro). Outra dica é baixar o show dessa tour, no Japão, que está disponível aqui.

Eu desprezo "10,000 Promises", "I'll Never Break Your Heart" e "Quit playin' Games", pra mim essas são as desnecessárias! Além disso, não precisava "The Call", "Larger Than Life", "Everybody" E "We've got it Goin' On", acho que só uma dessas já seria suficiente, duas delas no máximo. O mesmo com "As Long as You Love me" E "All I Have to Give". Agora escolher entre "Shape of My Heart" ou "More Than That" eu achei triste. Queria as duas!

E faltou músicas do Umbreakable (dane-se que o Kevin não estava nessa fase (ninguém mandou), fã quer ouvir tudo!), faltou EVERYONE (eu morreria, certo!) e por mim, poderia incluir Darling  [seria louco]. Mas, é assim que é, uma banda com mais de 15 anos de estrada, muitos sucessos, o ideal seria um show para cada álbum [muito sonhos - :P]. Leia um pouco mais sobre a história na Wikipedia.

A Boyband!

Mas, voltando a questão da "banda" e do POP. Há 15 anos atrás, um grupo musical de "boy band" abriu caminho para uma galera do "pop" e imitações baratas ganharem dinheiro com músicas de refrões fáceis e enjoativos. Sim, o POP tem lá os seus problemas, mas... Sempre acreditei no potencial dessa boy band em especial. Só quem é fã (porque, é bom explicar, não existe ex-fã de BSB, quem deixou de ser, nunca foi, lamento! huahauh - tô me divertindo muito com esse post). Pessoalmente posso dizer que algo incrível aconteceu, fiz amigas que estão aí até hoje, e além disso, tive contato com cinco vozes num grupo vocal impressionante (eles são bons!), um apelo comercial que ficou mais agressivo com o passar dos anos.

Os Backstreet Boys são um tipo de grupo que tinha tudo pra se despedaçar: problemas com álcool e drogas entre os integrantes, famílias se formaram, eles envelheceram, um deles abandonou a carreira e, apesar do hiatus que parecia não ter fim, aí estão, firmes fortes e lindos! (e não falo só de beleza física, porque eles já não são tudo isso). Eles passavam uma mensagem fofa na época, e ainda hoje lembro com carinho daquela época. Por isso quando saiu a notícia nem pensei, fui lá e comprei ingressos e passes, o que pude. É como voltar no tempo. E o que é melhor, as músicas novas são sensacionais, eles foram se transformando ao longo do tempo e deu muito certo. Merecem toda a atenção que estão recebendo, pelo conjunto da obra, pelo trabalho muito bem feito.

O filme, "Show Em' what you're made of"!

Sim, ainda tem mais essa. A banda acaba de lançar um documentário com a história do grupo. Celebram os 20 anos de carreira mostrando desde que eram explorados, até os dias de hoje, em que exploram bem os fãs (eu posso dizer isso), contam fatos e situações pelas quais passaram, altos e baixos, entrevistas, um pouco de tudo. O nome do filme é o mesmo de uma das músicas do novo álbum, composta por AJ McLean e Kevin Richardson, letra em homenagem aos seus filhos.

O documentário foi dirigido por Stephen Kijak, está sendo distribuído pela Paris Filmes e será exibido em algumas salas de cinema, e pelo canal Multishow no dia 06/06/2015 [que tem parte da programação exibida online, fica a dica]. Mas, certamente já pode ser encontrado na internet para quem não tiver outro meio, ou não quiser esperar/comprar o DVD.

Assista o trailer e sente um pouco o "clima". É para fãs, definitivamente:



Momento comprometedor:

Uma curiosidade bem relevante (e até um pouco constrangedora), desde 1999 algumas amigas e eu nos reuníamos num tal de "To Anytime" buscando assinaturas e eventos para chamar a atenção de qualquer coisa para trazê-los para cá. Engraçado o "Projeto Backstreet Boys" ter falido sem a menor chance e justo agora termos esse show aqui. Passaram-se tantos anos, muitos fãs já largaram de mão, e mesmo assim, ingressos esgotados! Tinha pessoas de madrugada no chão da rua dos Andradas, no centro da capital, para comprar ingressos. Imaginem o que seria se tivessem vindo lá na época do Millenium, ou do Black & Blue, auge do sucesso? As produtoras perderam dinheiro, só isso que tenho a dizer.


E pra encerrar, só um video hoje: Show Em' What You're Made Of - Live! ^^



Que venha 15/06!!

domingo, dezembro 08, 2013

Compromissos, repetições e ciclos que se encerram

Tenho um compromisso firmado comigo mesma de escrever neste blog pelo menos uma vez por semana. Algum desafio pessoal pra passar o tempo, sem perder a disciplina. Isto porque me lembrei dos ensinamentos de um dos primeiros professores que tive no curso de comunicação. Para “tapar esse buraco” comecei falando de música, o que mais me agrada e toma tempo livre hoje, depois de Twitter, Candy Crush e demais sites de redes sociais. Isso, é claro, sem mencionar que frequentemente faço as demais atividades ouvindo música – o que faço inclusive enquanto trabalho. Assim, os últimos posts ficaram praticamente iguais, Top 10 da semana, As 10+ artistas da semana...


E eu faria isso outra vez. Já havia dado print na tela do Last.FM, já estava conferindo a lista das mais ouvidas, quando parei para pensar no que estava fazendo. Não faz sentido! Principalmente porque não mudou muita coisa. Eu continuo ouvindo The Joy Formidable, The Killers e My ChemicalRomance mais do que qualquer outra coisa. Eventualmente ouço U2, Coldplay, Travis e Bad Religion. Essa semana ouvi Venom – banda do mal e muito louca de boa -, voltei a ouvir The Drums e Radiohead (que por sinal é linda de viver), e também Engenheiros do Hawaii.

Pronto, agora que falei de música, vou falar de um ciclo que se encerra. Há 5 anos entrei para a faculdade de comunicação cheia de expectativas. No segundo semestre de 2013 percebi que já poderia me formar, mas descobri tarde demais, e adiei o terror chamado TCC para 2014/1. A última aula deste semestre foi a última do curso. Nunca mais sentar nas cadeirinhas desconfortáveis da Fabico, vegetar em aulas desagradáveis, nunca mais aprender coisas que os professores nunca ensinaram para apresentar em trabalhos que ninguém se importa. Nunca mais ter contato com profissionais encantadores que justificaram a escolha por Relações Públicas, que fizeram esses 5 anos valerem a pena. Porque, uma coisa é bem verdade: teve muito mestre/aula ruim, mas teve uns poucos que inspiraram demais. Nostalgia pouca é bobagem!

E hoje estou com uma expectativa nova, orientação e TCC, com um desses que fizeram a coisa toda ter algum sentido. O ciclo se encerra com o que teve de melhor, almejando o melhor. A carreira de RP não é fácil “mesmo”, e já sinto isso na pele. A comunicação é algo muito distante daquilo que as empresas buscam (lucro), e é contraditório e curioso o quanto essas coisas estão conectadas no fim das contas. Desafio para o futuro próximo!

Depois disso, resta dizer que o próximo post deve voltar a falar de música. Tem assuntos que quero abordar, a saber: músicas de diferentes bandas e estilos com o mesmo nome, similaridade e intensidade das faixas 10 de álbuns de bandas que eu curto. Algumas felizes, e outras nem tanto, coincidências do universo musical em que me encontro. Isso tudo para aliviar a tensão que se aproxima, e a certeza de que depois de “O poder simbólico” esse blog tende a mudar um pouco o conteúdo e voltar ao normal depois de agosto de 2014!

:)


sexta-feira, dezembro 02, 2011

A Vida


Passamos a vida sendo influenciados por valores e costumes do meio em que vivemos. Um dos mais caros é o que se refere a "envelhecer juntos". Todos acham bonito, mas poucos conseguem percorrer essa estrada longa e louca mantendo ao seu lado aquela pessoa que lhe provocou calores na juventude e que se manteve ali, enfrentando todos os desafios da vida a dois.

Ter alguém com quem compartilhar o mundo ao longo da existência por si só já parece ser maravilhoso. Mas hoje tive contato com um casal excepcional. Estavam os dois lá, de mãos dadas, não apenas “se cuidando”. Seguravam firme a mão um do outro, e trocavam olhares e carinhos enquanto interagiam com o mundo. 

O amor na idade madura, há mais de 20 anos e eles estão vivos e juntos, acima de tudo felizes. Amor e felicidade contagiante, não pude evitar a vibração deles, fiquei rindo à toa, que experiência bacana. Animou meu dia por uns instantes, esqueci da inveja que isso provoca. 

Depois fiquei pensando...



Também queria...

terça-feira, novembro 22, 2011

Onde está o dia chuvoso?

Estava aqui há pouco tempo, e estava mais condizente com a canção que estava cantarolando.
Agora vejo um trecho azul no céu, já fechei as cortinas e ele continua lá, exibindo a sua infinita beleza.


O dia chuvoso tinha tudo a ver, mas isso nem sempre faz alguma diferença, ou sentido...
Melhor assim...

segunda-feira, julho 18, 2011

Pela metade..

Hoje senti saudades da escrita livre, do pensamento traduzido em palavras. Procurando por um texto que pensava já ter publicado, senti-me um tanto melancólica. Pareceu-me que tinha muito mais a dizer há uns dois anos atrás. Fiquei tentando entender o porque, mas logo distrai-me com outras coisas, acabei esquecendo.






Comecei a escrever este texto, perdi a inspiração... como podem ver, ele ficou e ficará inacabado.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Quem sou eu, afinal?

Vou ensaiar aqui a resposta para aquela pergunta, já ultrapassada, que o Orkut nos faz quando vamos "ajeitar" nosso perfil. Mas não vou dizer quem sou naquele modelo padrão, nunca fui muito fã de padrões. Na verdade ontem, antes de pegar no sono, tive uma idéia brilhante para um post de fim de ano. Sem revolta, sem críticas ao capitalismo, mas um post lotado de quem eu sou a partir de quem eu fui, ou seja, “atrolhado” de nostalgia.

Isso porque lembrei de coisas tão legais, e tão especiais para mim nos meus tempos de criança, que fiquei pensando: dificilmente alguém sabe dessas coisas. Sabem aqueles momentos que marcam as nossas vidas por algum motivo, mas que para os outros passam como se nada fossem? É mais ou menos disso que quero falar, mas vou aqui abordar "coisas", "os meus tesouros" que no meu ponto de vista demonstram que criança criativa eu era.

Primeiro tesouro da lista: uma pedra azul. Na verdade até hoje não sei se era de vidro, ou uma pedra lapidada, mas era azul, brilhante, transparente e sem marcas, furos ou qualquer coisa que evidenciasse o uso daquele objeto numa bijuteria. Nos meus sonhos de criança, aquela pedra valia muito, e um dia eu descobriria isso! hahah Lembrando disso eu penso "como era sonhadora". Mas que fim levou a minha pedrinha? Não faço a mínima idéia!

Meu segundo tesouro era uma bolsa muito “estilosa” dos tempos da minha avó. Pelo menos foi o que a minha mãe disse quando viu o que eu tinha comprado por alguns trocados na "feirinha" do vizinho. A bolsa era pequena e eu a usaria até hoje se ainda a tivesse. Lembro que em todas as brincadeiras a partir dessa aquisição eu tratava de incluir o uso de uma bolsa como peça fundamental. Ela me proporcionou muita diversão, pena que eu não a tenha mantido comigo - não sei que fim ela teve.

O meu terceiro tesouro era o livro do "Pequeno Príncipe". Eu já era fã do desenho animado e aquele livro, com as páginas caindo, era para mim uma relíquia. Não lembro como ele veio parar em minhas mãos, mas tenho uma vaga lembrança de ele ser chamuscado, como se tivesse sido resgatado do fogo. Talvez do lixo, já que na época muita gente queimava o lixo num terreno baldio. O fato é que eu amava aquele livro, não lembro de tê-lo lido alguma vez, e não sei onde ele foi parar.

Pensando nessas coisas que me eram tão caras, fiquei pensando no que eu teria hoje que equivalesse a esses tesouros da infância. A resposta simplesmente não veio. Pensei em pessoas, na minha gata, mas não em objetos. Achei isso bastante curioso, mas logo cheguei a conclusão de que não mudei coisa alguma da minha personalidade: ainda adoro livros, ainda gosto de coisas “estilosas”, ainda imagino que as coisas que tenho podem me levar longe, que ainda serão descobertas.

O que mudou, porém, foi a maneira como encaro tudo isso: a maturidade me fez ver que não basta ter tesouros escondidos, que é preciso aproveitá-los ao máximo, ainda que entre mudanças e viagens, viemos a perdê-los.
 
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quinta-feira, outubro 07, 2010

Weird

Posts que foram pensados, esquematizados e apreendido pelos meus pensamentos. Poderia jurar que tinha publicado um post sobre o sentimento de "sentir-se pequeno príncipe". Ainda acho que ele está aí em algum lugar no tempo e espaço desse ou de algum blog. Caso contrário, pode estar na “caixa de pandora” que se tornou o meu PC. Num dos arquivos TXTs que tenho por lá.

Explicar a idéia e esse sentimento que tenho às vezes é impossível. Um vazio muito grande, uma vontade de não sei o que, misturado com algumas incertezas. Algo que poderia, sem sombra de dúvida, ser resolvido a partir de uma simples ação. Mas essa ação, embora seja simples, não está muito acessível, não vendem nem mesmo nos mais importantes hipermercados.

Eu não sei ao certo em que momento do dia isso começou. Hoje foi um dia menos produtivo do que ontem, mas ainda assim, bem produtivo. Não foi falta de ocupar a mente. Definitivamente não estou sofrendo daquele mal em que a cabeça vira oficina de mal-feitores. Sem chances.

Pra resumir: hoje é um dia daqueles, em que estou me sentindo muito "pequeno príncipe" com todos os aspectos psicológicos envolvidos nessa questão.

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segunda-feira, julho 19, 2010

Dias de chuva...


Em dias assim, eu só queria estar bem longe. Eu sei o quanto é piegas inspirar-se com a chuva, com o frio, com tempo. Mas, eu não ligo! Gosto de escrever quando algo me sensibiliza. E porque desvalorizar um tema que rende tanto? Afinal, como se quebra o silêncio para iniciar uma conversa com um desconhecido, ou até com amigos, quando o silêncio incomoda ou quando se quer simplesmente preencher o tempo? Esses dias frios e chuvosos, em que queremos mais é ser um gatinho de casa, enroscado entre as cobertas, sair de lá apenas para encher a barriga com uma comidinha bem gostosa ou para buscar um carinho do dono.
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Em dias assim, é impossível não pensar em enroscar-se com alguém muito querido enquanto assiste a um filme comendo pipoca, ou simplesmente, se enrosca. Eles também inspiram para um bom café, aquele capuccino com creme e canela, sentar com um amigo e beber um bom vinho. São inúmeras as possibilidades!E agora, penso em todas elas, mas preciso me contentar com um pretinho básico num copo de plástico na sala fria em que trabalho. Isso não chega a ser um problema, porque, uma inspiração, a de escrever, soltar a imaginação e sonhar com aquilo que me inspira esse tempo, ah! Isso eu posso "ainda" fazer.
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Aliás, pensando em todas essas coisas agradáveis para se fazer num dia como esse, lembrei-me dos seres humanos encolhidos nas calçadas sem agasalho, sem abrigo, sem comida, sem carinho, como se bichos de rua fossem. O que me lembrou daquele antigo poema, do Manuel Bandeira "O bicho". Esse poema sempre me impressionou pela contemporaneidade, continua atual, cada vez mais. O que também acontece com muitas músicas, como as das bandas mencionadas no post anterior. Até quando isso?
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Mas voltando aos bons motivos provocados por esse tempo, um comentário a mais: já repararam como as pessoas ficam mais bonitas no inverno? As que podem, bem cobertas, vestidas quase sempre elegantemente. Eu adoro passear em dias frios, ver gente, sentar num café, pedir um capuccino, bater um bom papo, voltar pra casa, enroscar-me nas cobertas e fazer companhia para a minha gata. É o que eu queria agora!
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:)
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terça-feira, julho 13, 2010

O dia do Rock


Conforme eu disse no Twitter, é um dia triste para os brasileiros. Aqui o espaço é sempre de grupos geradores de lucro. Há muito não ouço falar de uma banda de rock 'n roll sendo venerada pela mídia. Aliás, são raras as bandas que escrevem letras que combinam com a loucura que é esse ritmo que tem seu dia comemorativo. "Isso é coisa de velho" certamente é o que vão me dizer e eu concordo: é coisa de velho! A frase que vou escrever agora está no discurso de 10 a cada 10 pessoas mais velhas cuja opinião é solicitada. E lá vai: a verdade é que não se faz mais música como antigamente!!

Eu sou do tempo em que existia Renato Russo e a Legião Urbana, em que o Titãs aprontava todas no "Cabeça Dinossauro", TNT se lixava e escrevia letras punk rock. Tinha música para curtir fossa dançando: Herbert Viana e os Paralamas!!! E até os que eram brega eram censurados por suas letras ousadas, do tempo que Paulo Ricardo estava a frente do RPM e que as "revoluções por minuto" incomodava a todos, menos os adolescentes. E o que dizer do breguíssimo "Leo Jaime" e a sua musa "Solange"?

"Antigamente é que era bom..." E com essa frase atesto a minha velhice! Eu era criança, tive contato com tudo isso através das minhas irmãs mais velhas. E como era bom ouvir as "Dez mais Pedidas da manhã" sentindo o cheirinho do almoço. Das dez músicas mais pedidas na "Cidade" (a rádio hoje porcaria), dez eram Rock ou desses artistas bregas, porém com conteúdo. João Penca e seus miquinhos adestrados! Caramba! Como isso era legal. Ouvir Engenheiros do Hawaí, Nenhum de Nós, Legião, Paralamas (e os alagados...).

Hoje nem ouço mais rádio, porque as rádios, além de puramente comerciais, comercializam um bando de porcarias sem sentido. Não quero um "happy rock", o Rock que eu conheço está atento as mazelas do mundo, reclama, protesta, lamenta. E quando não faz isso, chora as mágoas de um amor não correspondido, perdido ou desejado!

Certa vez ouvi alguém dizer uma coisa que é bem verdade: "Está faltando mais Rock e menos Roll" no que é feito pelas bandas de hoje.

Enquanto as coisas não mudam, "bora" comemorar retirando as relíquias do baú, hoje é dia de ouvir Pink Floyd, Elvis Presley, U2, Chuck Berry, Ramones, Queen, Led Zeppelin, Pearl Jam... Podem ouvir Beatles também, embora eu deteste isso! E, claro, uma boa sessão de audição nacional com todas as bandas que citei antes!

E viva o dia do agonizante rock!!
\o/

terça-feira, maio 25, 2010

Uma estrelinha se apagou!

Relutei um pouco em escrever sobre isso, mas não pude evitar. Seria um desrespeito para com o relacionamento que desenvolvemos ao longo dos anos, uma incoerência da minha parte que sempre a colocou quase que em primeiro lugar na lista de "pessoas" importantes na minha vida. É mais um capítulo triste nesse blog: ela se foi, sem que eu pudesse evitar, sem que eu pudesse me despedir! As coisas simplesmente foram acontecendo, o mundo girando, e mais uma despedida que eu gostaria de ter presenciado, já que não poderia ter evitado.
A Milla participou de inúmeros momentos da minha vida, foram cerca de dez anos apaixonantes. Por mais que eu estivesse longe por longos períodos, nossos reencontros eram sempre brindados com muita festa, abraços e troca de carinho. Um cachorro pode ser apenas um animal irracional para a maioria das pessoas, pode ser artefato de luxo para outras, um saco de pancada para algumas, mas para mim é quase como um ente querido. Identifico neles um amigo, um parceiro, um "fiel escudeiro" e era exatamente assim a minha "Miloca".
Passamos por poucas e boas, umas três ou quatro mudanças, morando em Porto Alegre, foram vários passeios no parque onde enfrentamos perigos, como no dia em que ela se soltou e correu para a o meio da rua, ou no dia em que ela me defendeu de um mendigo que chegou de repente! Nunca vou esquecer nosso primeiro passeio na cidade grande, a bichinha me inventa de fazer suas necessidades "do nada", eu não estava preparada para isso, saímos correndo da cena do crime, mas garanto que foi a única vez que isso aconteceu.
A Milla era parceira dos bêbados também, não teve um que tivesse passado pelo 713/01 com teor alcóolico acima do normal que ela não tenha se aproveitado, seja dormindo "abraçada" ou filando umas trakinas na calada da noite.
Sempre pronta para um carinho, sempre pronta para brincar, para acompanhar, para comer doces, essa era a Milla.
É triste pensar que ela se foi, que não a tenho mais comigo, que ela sofreu tanto, que não pude acompanhá-la nos momentos finais, nem que fosse apenas para confortá-la... Agora, levo comigo as boas lembranças, da amiga perfeita - esqueço o quanto ela me enlouqueceu querendo chamar a minha atenção - ainda acho que valeu muito a pena!
Já estou morrendo de saudades!
=/

sábado, janeiro 16, 2010

Não é maldade o que passa por nós e nos faz deixar de lado coisas de que gostamos, elas caem no esquecimento porque nos distraímos. Só pode ser isso!

Hoje, sábado à noite, sem ter o que fazer em casa, resolvi ouvir música, sem saber ao certo o que poderia ouvir, olhei o nome "Jagged Little Pill" na biblioteca do iTunes, uma nostalgia tomou conta de mim e resolvi começar por ali. Um álbum famoso da minha adolescência... Ok, OK!!! Da minha juventude, já que da adolescência eram outras as músicas!
Mas, como pude deixar isso de lado?

Como posso deixar tanta coisa que gosto caído no esquecimento das minhas atividades diárias? Não há explicação plausível para isso, e toda vez que tento entender, entro num pensamento filosófico, que logo me leva a outro, e a outro... E nunca chego a uma conclusão. Muitas vezes acabo indo dormir chateada por ter somado a infinidade de coisas que sempre gostei de fazer e não faço mais, outras vou dormir com uma sensação muito boa, de que já fiz muita coisa legal nessa vida.

A verdade é que tudo depende do momento, da situação pela qual estamos passando e, é claro, do nosso humor! Isso pra tudo nessa vida. Sempre que nos deparamos com uma coisa ruim, podemos tentar tirar dela algum aprendizado, ou simplesmente reclamar da nossa má sorte. Seja qual for a atitude, nenhuma delas é capaz de concertar erros, de recuperar o que se perdeu. Viver é aprender a conviver com a idéia de que vamos fracassar. Grandioso é aquele que consegue fracassar menos, ou simplesmente, aquele que aprende e não comete o mesmo erro.

Nada do que eu disse aqui é novidade, tudo faz parte de um grande amontoado de frases repetitivas, que todos nós sabemos "décor e salteado", mas elas podem causar algum impacto quando ditas ou escritas por outra pessoa. E quando escrevo às vezes tenho a impressão de que alguém conversa comigo, então é sempre bom parar e refletir sobre algumas coisas, analisar atitudes, pessoas, situações, criticar tudo e a todos, olhar-se no espelho, indignar-se com o que vê e tentar consertar tudo. A maioria dos erros são irreparáveis, mas o fato de tentar é o que torna a vida interessante, ou como diz Caê: "ou não"!

Entramos o ano cheio de situações, pessoas e atitudes para analisar... Mas, daqui a pouco começa a Copa, tudo isso cairá no esquecimento mesmo, então... pra que se preocupar com o querido que fala mal dos lixeiros, ou dos afro-descendentes? Quem se importa realmente com eles? Alguém aqui realmente se preocupou com eles enquanto apenas eles minguavam na miséria? Ou será que precisou do terremoto matar visitantes do país, ou cair uma máscara, para alguém lembrar que existem pessoas por de trás de toda aquela sujeira?

Quanta hipocrisia! Faça-me o favor: olhe-se no espelho, preste bem atenção, depois tenta descobrir o que está sendo refletido nele!

*-*

quarta-feira, novembro 18, 2009

Não sei se foi o tempo, esse clima meio indefinido, só sei que hoje lembrei do pequeno príncipe e da sua vidinha. Ele é feliz com a vida que leva, cativa a maioria das pessoas que conhece, mas sempre senti nele uma certa nostalgia, uma sensação de vazio. E de fato deve haver algo faltando, já que ele mora num planeta só dele, tem uma flor egoísta e vive querendo desvendar mistérios universo a fora.

Pois hoje eu acordei assim, com a sensação de que governo num mundo próprio, e a minha flor pode ser muito bem a minha gata, mais egoísta impossível! Mas eu não ligo, nesse ponto entendo o principezinho, gosto dela mesmo assim. A vontade de não sei o que é o que me incomoda muito mais. Parece que falta, parece que sei o quê, mas é certo que não devo dizer.

Sinto falta de um abraço, de um abraço que em segundos fale mais do qualquer outra coisa nesse mundo.

Vou só deixar esse registro por aqui, passar voando, vou atrás de um cometa que me leve mais além!


domingo, junho 07, 2009


Há tempos não assistia cena tão bonita!
Quele dia havia se anunciado de forma colorida e lírica nauquela manhã. Aquele sorriso, no conjunto "olhar + admiração" só poderia se completar depois da cena antes mencionada.
Uma criança subia às alturas no balanço de uma pracinha qualquer. Por dois segundos voltei no tempo e lembrei do frio na barriga que dava balançar-se com tanto empenho, o que não intimidava, e pelo visto, continua intimidando criança alguma.
E são experiências como essas, que deveriam ser vividas por todas as crianças, que me encorajam hoje a dizer "sim" para tudo aquilo que prometa "frio na barriga", emoção, realização.



Isso é viver!
Como só as crianças sabem.
Mas que podemos arriscar procurar reviver.
E viva as brincadeiras nas pracinhas!
(:

segunda-feira, março 16, 2009


Naquele dia, chegou cansada, diferentemente dos outros dias, entrou no prédio lentamente, observando cada detalhe do portão de entrada, até a fechadura da porta lhe pareceu diferente. Subiu as escadas, achou melhor do que pegar o elevador e acabar encontrando alguém, ter de conversar sobre assuntos corriqueiros e sem importância.

Foi subindo degrau por degrau, e a cada passo, pensava em toda a sua vida, o seu longo caminho até ali. A cada estágio da sua vida via seus erros, seus enganos, a sucessão de erros e enganos que a levaram a única coisa de concreta que já tivera em todos esses anos. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, não se importou com nada. Pensou também a respeito dos seus grandes feitos, aqueles dos quais deveria se orgulhar, mas não foi isso o que aconteceu, apenas passou por todos eles importando-se nem mais nem menos do que com aqueles degraus que agora subia.

Chegou em casa, onde deveria ser o seu porto seguro, o seu "lar doce lar". Nem mesmo um cão de pelúcia para notar a sua chegada. Nada, nem insetos. Largou a chave sobre o móvel próximo a entrada e bateu a porta as suas costas, entrou largando suas coisas, despindo-se de todos os problemas e inconveniências que tiraram a sua paz naquele dia. Deitou-se na cama meio atravessada, ficou olhando para o teto, no apartamento ainda escuro, via apenas um feixe de luz que entrava pela fresta da persiana que costumava deixar semi aberta para ventilar o ambiente ao longo do dia.

Depois de algum tempo observando aquele feixe de luz oscilando devido ao reflexo dos faróis dos carros que passavam, levantou-se, despi-se e foi para o banheiro. Dificilmente pensava nessa hipótese, o cansaço costumava ser tanto, que caia na cama e acordava no dia seguinte, já saía para o recomeço do seu dia fatigante. Mas, aquela noite, bom, naquela noite havia algo de diferente. Acendeu a luz, fechou a porta, ligou as torneiras da banheira e ficou a observar o seu rosto no espelho, foi perdendo a consciência propositalmente, enxergando seu rosto desfigurado no espelho parecia se sentir mais a vontade.

Despertou desse transe com o barulho da água que transbordava da banheira. Sem se apressar foi até as torneiras e fechou-as lentamente. Acariciou a água que estava no seu estado mais tenso até rolar livremente pelo chão e sentiu inveja da capacidade da água de ser resistente ou maleável, de acordo com a necessidade. Há muito que não sabia ser assim, sequer lembrar quando pôde fazer algo parecido.

Mediu a temperatura da água, depois de certificar-se de que seria mesmo uma boa idéia, mergulhou um pé, depois o outro. Por alguns segundos divertiu-se com o som da água sendo derramada, foi descendo o corpo lentamente apoiando-se nas bordas, até que sua cabeça ficasse por completo submersa, depois colocou os braços descansando ao lado do corpo, soltou todo ar que tinha em seus pulmões e repousou por todo o tempo que poderia suportar sem respirar.

Quando não podia mais suportar, levantou apenas a cabeça, a fim de poder pegar ar na superfície e mergulhou novamente. Abriu os olhos e ficou observando o ambiente distorcido, os sons modificados, a falta de ação percebida estando mergulhada naquele fluido. Repetiu o exercício de buscar ar e mergulhar novamente por diversas vezes, até cansar...

Então, levantou-se, vestiu o seu roupão. Sem muita cerimônia, deitou-se na cama, ligou a TV no canal mais parado possível, volume quase imperceptível, abraçou um travesseiro.
Adormeceu.

quinta-feira, março 27, 2008

"Não fale demais por não ter nada a dizer".
By Renato Russo, que estaria de aniverário hoje se não tivesse desistido de lutar contra a hipocrisia, a falsidade, o egocintrismo e a maldade humana. Certamente não foi apenas o HIV que o matou.

Considero o Renato um cara inteligente e sensível, sensível demais para suportar a incoerência dos seres que se dizem humanos. O mundo é cruel, a hostilidade das pessoas o deixa assim, e isso é bem difícil de aceitar. Muitos o julgaram fraco, o que chamam de fraqueza, prefiro chamar de "sensibilidade", não o culpo por desistir, afinal, cedo ou tarde, sempre temos que tomar uma decisão "aos olhos dos outros" errada. Mas só nós, e o diabinho que habita a nossa mente, é capaz de compreender os motivos que nos levam a desistir ou não do que quer que seja.

=/
Dia triste, dia de perceber como o mundo pode ser cruel e as pessoas infames .

"Vamos celebrar a estupidez humana" \o/

terça-feira, março 11, 2008

Set Adrift On Memory Bliss

Quando as coisas deixam de ser o que realmente parecem ser, é sinal de que temos um problema: ou mudamos o nosso ponto de vista, ou cansamos de nos enganar com tal fato, pessoa ou ação.

Sem dúvida, chegar a esse ponto é essencial, posto quê nos faz repensar, reavaliar os fatos, as atitudes e as decisões tomadas até então. Mas é preciso ter cuidado, verificar durante essa reciclagem se os motivos que nos levaram a essa reflexão não são um pouco mais profundos, se o problema está no mundo a nossa volta ou em nós mesmos.

É próprio de um perfeccionista convicto de suas ações culpar o mundo a sua volta, em outras fases, pode decidir que o problema está nele mesmo. Está errado tanto uma quanto a outra visão mencionada. O mundo não é de todo imperfeito, assim como nós também não o somos. Nem sempre é possível definir quem ou o que está certo ou errado. Daí entra a nossa capacidade de ter bom senso, poucos têm essa capacidade, eu mesma não sei se já conheci alguém que tivesse tal privilégio. Mas é preciso exercitar o cérebro e tentar separar razão de emoção e tentar esquecer, mesmo que por um segundo, que o mundo gira em torno do nosso próprio umbigo.

O resultado de tal exercício é calar-se, ainda que te exijam uma palavra; por mais descontente que se sinta; por mais necessidade que exista na idéia de uma comunicação verbal. É preciso esquecer, acima de tudo: esquecer e deixar passar. Como quando prendemos a respiração e mergulhamos no mar esperando que a onda passe.

Difícil é saber a hora de voltar e respirar outra vez.

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