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sexta-feira, março 31, 2017

Como consegui 1000 seguidores no Instagram em 30 dias!

Um dia eu achei que as coisas estavam muito paradas na minha vida, então me propus um desafio: criar um Instagram novo e a partir dele construir um público ativo capaz de gerar algum valor social. E então, uni o útil ao agradável. Aproveitei que esse blog estava perdido no oceano da web e resolvi conectá-lo a outras redes mais modernas, no caso o Instagram.



Porque o Instagram?


Primeiro, porque é uma rede que eu ainda não havia experimentado de verdade. Como social media (que sou) eu obviamente tenho um Instagram pessoal (fraco) e gerencio contas de clientes. Mas, o uso profissional de uma rede social é bastante contestável (meo deos serei demitida!).

Deixe-me explicar meu ponto de vista: meio social é para amigos, para compartilhar coisas que temos em comum com outras pessoas, formar grupos, interagir, jogar conversa fora também (principalmente) e se distrair. A plataforma/ferramenta chamada Instagram é um caminho para fazer tudo isso.

A maioria das empresas não conseguem aceitar, algumas não têm sequer a flexibilidade necessária para, uma conversa mais informal nos sites de redes sociais. Logo, por mais que nós social medias (e vou botar todo mundo no olho da rua agora) nos esforcemos muito para obter resultados maravilhosos para quem paga nosso salário, essas limitações do meio corporativo nos impedem de realizar algo assim, tão perfeito. E quando temos essa liberação, o resultado costuma ser muito bom e o que não faltam são exemplos aí: Prefs de Curitiba, o Cemi e... (acrescente um que tu lembrou aqui).

Então, ter total liberdade para interagir, criar, testar, era fundamental nesse processo. Por isso, usar esse blog me pareceu perfeito, porque ele sempre teve essa função. Desde 2006 (eu acho) venho desenhando o conteúdo do blog de acordo com a fase da minha vida: mais nerd, mais deprê, universitária, louca das séries e mais recentemente a louca dos livros.

Daí pensei, o blog ainda não tinha Instagram, e comecei a perceber que tinha um grupo novo (só se for pra mim) rolando nessa rede chamado "Instabookers" ou "BookInstagram" (sei lá), pessoas que lêem e gostam de compartilhar esse bom hábito/paixão/vício. E foi aí que tudo se formou na minha cabeça.


Primeiros passos...


- Dei um tapa no visual do blog (criando um esboço de marca pra não ficar tão feio), criei o perfil @blogsabeoque (olha a imagem ao lado, de dar inveja, né? Só que não! Mas, foi o que deu, e uma coisa por terminar é sempre melhor do que coisa nenhuma);

- Preenchi com os dados importantes (quem sou, o que faço, o que estou lendo - ou mais ou menos isso);
- Comecei a identificar quem poderia ser meu público de interesse e estabeleci uma meta de fazer um post por dia, sábados, domingos e feriados inclusive. Resultado? O Instabook nasceu. Agora era preciso mantê-lo vivo.


O que precisei fazer para o Instagram "bombar"?


O primeiro passo foi pensar no conteúdo - postei meio que qualquer coisa e então me vi com o dilema: O que faria as pessoas curtirem as minhas fotos? Comecei a visitar todos os perfis semelhantes ao que eu queria criar para ver o que eles postavam, como eram as fotos, o que escreviam e etc.

E o que eu descobri foi que o "sucesso" no Instagram vai muito além da qualidade das imagens, elas precisam ser originais, mas sem qualidade simplesmente não vingam - diferente do público do Facebook (ou Twitter) que aceitam qualquer coisa, desde que esta seja verdadeira. Tem alguns Instagrammers que criam todo um cenário para mostrar um título que estão lendo. A gente começa a perceber um padrão, uns são mais refinados, outros se utilizam de objetos curiosos e a criatividade corre livre leve e solta - a personalidade de cada um expressa em imagens.

Eu só cheguei a essa conclusão depois de alguns posts bem descuidados (muito esperta eu). Mas, como a ideia era aprender, deixei todos lá. E fui procurando melhor, pensar mais no "post nosso de cada dia". Por sorte o assunto principal dos posts é inesgotável, porque livro por aí é o que não falta, e quem gosta de livro fala até dos que ainda não leu, e isso não é um problema, porque é expressão de qualquer forma.

E eu já estava melhorando o conteúdo, e as coisas ainda não aconteciam. Então comecei a observar os "movimentos sociais" que regiam dentro da rede Instagram. Os apaixonados por livros não só postavam fotos. Eles escrevem textões em seus posts. E eu observei que muitos deles tinham comentários, com respostas, e conversações entre os Instagrammers. E foi aí que caiu por terra uma crença que algumas pessoas têm, de que:


1. Ninguém mais lê; 2. Instagram é só foto e 3. Instagram não é uma rede social. Errado!


Rola muita interação no Instagram, as pessoas usam a foto para falar de si, para indicar outros Instagrams, para dar dicas, receitas, o que vocês imaginarem. E para "bombar" no Instagram, tu precisa entrar para esse clube, fazer parte dessa turma. O que significa (para o sofrimento dos preguiçosos), que é preciso ler o que as pessoas escrevem e interagir com elas. E isso é penoso quando você não tem assunto, não gosta do tema e etc. Por sorte escolhi fazer esse estudo em cima de um tema que eu adoro, sobre livros, com um objetivo que também adoro, redes sociais.

Neste post da imagem eu falei um pouco do meu carinho pelo livro "O pequeno príncipe", alguns comentários foram bem legais "até".



Fazer "sucesso" nas redes sociais exige tempo e persistência


Foi o que eu constatei até aqui: criar imagens, conteúdos interessantes, pensar nos textos, ler livros (porque né, não tem como ser diferente), ler o que as pessoas estão falando, interagir com elas (e continuar trabalhando, porque essa atividade extra não paga as contas). O que eu fiz (e sigo fazendo) foi ocupar meu tempo livre para essas tarefas, e o tempo passa voando quando a gente faz isso. E às vezes é cansativo, porque é um trabalho, afinal.


E tem mais uma coisa... 


Mesmo interagindo, ainda não vinham muitos likes para as minhas fotos, nem todo "seguir" resultava num "seguir de volta", e a coisa ainda não aconteceria se eu não curtisse fotos. Vai numa hashtag e curte, curte, curte. Vai no feed, curte, curte, comenta. Vai para outra hashtag, busca mais pessoas que podem ser interessantes (e, caramba! é meia noite, preciso ir dormir).

Conseguem perceber como isso é complexo, o quanto requer tempo, dedicação? Isso é ser social media. E o trabalho ainda não acabou. Porque, se hoje eu parar de fazer tudo isso, talvez os seguidores não desapareçam, mas o engajamento sim, e com ele toda visibilidade (que nem é grandes coisas) atingida até aqui. O que quer dizer que sim, devo continuar com o trabalho, até porque tenho me divertido muito com ele. O que dá total sentido a tudo isso: estar em uma rede social, fazendo o que gosto e me divertindo.



E tudo isso para conseguir 1000 seguidores?


Pois é, pouco menos de 30 dias, um pouco mais do que 1000 seguidores, conquistados a duras penas, seguindo muitos, deixando de seguir quem não segue de volta, seguindo outros. Porque deixar de seguir? Porque tu precisa de uma "reputação" online. Um perfil que segue mais do que é seguido não deve ser bom. Então tem que ver quem vale a pena seguir sem ser seguido, tem que ser o suprassumo do teu "tema", no meu caso editoras e livrarias, ou pessoas muito boas.


No mais, é procurar o público certo, não só para que te sigam de volta. Esses tu consegue fácil: segue todo mundo, segue por hashtags do tipo Follow-Like-Comments.


Não caia nessa de SDV por SDV!


Existem hashtags "mágicas" para conseguir novos seguidores, como #f4f #followback e etc. Assim como as de "likes" #likeall #liker e por aí vai. Elas podem até dar resultado se você quiser só números. Mas, se a ideia é construir uma rede engajada, essas pessoas não vão te servir para nada. Elas não vão interagir de um jeito que te faça parecer "massa" e as que te seguirem vão te deixar num dilema:
- se tu não seguir de volta vão deixar de te seguir
- se tu seguir de volta, teu feed vai ficar cheio de coisas que tu não curte, tirando o lugar daquelas que te interessam, e que podem te deixar mais famoso (ui!), posts para curtir e comentar e ter resultados melhores.

Sem falar que quem está pelo Instagram sempre percebe, não só pelas hashtags, mas também porque os comentários robotizados "cool" "nice" "your awesome" te denunciam. E fica chato! Por isso é melhor curtir fotos em hashtags e seguir pessoas que seguem instagrammers que tu vê que podem ser um contato em potencial.


Apesar de tudo, algumas hashtags são importantes!


E mais importante ainda é identificá-las. Tem as obrigatórias, no meu caso, sobre livros, leitura, se o livro é nacional, a que grupo social pertence, a quais interesses, tudo que for relacionado ao conteúdo que tu está postando, precisa de uma hashtag. E além disso, marcar a editora pode ser bom, o autor que está no Instagram melhor ainda, e evite marcar todo mundo, mesmo que tu acredite que a pessoa vá gostar. Eu não gosto.

E, por fim, aceite a dinâmica da rede. 


Todo o grupo tem hábitos e rituais, costumes, enfim. Tu precisa identificar e, se quiser fazer parte disso, entrar para o clube. No caso dos instabooks, existe uma coisa de "desafios" e "tags". Um instagrammer te marca sugerindo que tu faça alguma coisa. Hoje respondi a minha primeira "tag", que era simples até, só responder algumas perguntas simples sobre mim. Mas, existem outras mais elaboradas, em que tu precisa postar a foto de um livro, relacionar obras a outros Instagrammers ou criar textos com títulos de livros. Divertido? Interessante? Seja qual for a resposta, é isso que te espera, (ame ou deixe).

E quando menciono essa "dinâmica da rede" dá pra entender um pouco mais porque essa é uma situação complicada para uma empresa. Imagina que liberdade eu teria de propor esse desafio para uma doutora, ou para uma empresa que faz equipamentos eletrônicos. Que seja! Além de não fazer muito sentido, talvez as organizações tenham que focar em temas e conversações mais pertinentes a sua atividade. Sem mencionar aquelas que pensam que o espaço está li apenas para que você compre, tudo que ela tem para vender (sério, gente, não faça isso "em casa").


Sabe o que é?


Esse mundo das redes sociais na internet é tão complexo quanto as relações sociais na vida da gente, porque redes sociais na internet já é a vida da gente. Então, não vai achando que com qualquer meia dúzia de receitas e algumas ferramentas tu vai ser o influenciador da vez. A minha dica (como pessoa que ainda está aí lutando para entender tudo isso também) é: vai com calma, tenta se divertir e (citando Scalene) "de bom, algo virá".



E se quiser me seguir: instagram.com/blogsabeoque

=P

sábado, fevereiro 06, 2010

Tenho quase certeza que eu não sou daqui!

Fiquei por muito tempo olhando meu blog, visitando blogs amigos, pensando em mil assuntos que poderiam ser tratados nesse momento. São 4h17, deve estar fazendo uns 36° aqui em casa, eu não consigo dormir, cansei de tentar. Sempre tenho pensamentos revolucionários e/ou extraordinários enquanto me reviro na cama tentando dormir. Esse evento é quase uma tortura para mim, certas vezes chego a ter preguiça de ir dormir, sabendo do tempo que levarei para relaxar por completo e embarcar num sono que, ultimamente não tem sido muito profundo. Mas, voltando aos momentos de reflexão, quase tudo o que penso e esquematizo em pensamento enquanto espero o sono chegar, ou voltar, nas noites em que acordo repentinamente, fogem-me praticamente por completo: durmo e esqueço!

Não! E quanto aos sonhos em que resolvo questões, planejo futuro, presente? Droga! Acordo, e tudo se foi, assim como "os pensamentos e idéias que temos durante o banho, o que não escorreu pelo ralo, deixamos na toalha"!!! hahah Essa idéia é muito boa e realista! Para isso, indicam os especialistas em planejamento, que se tenha sempre à mão lápis e papel, para anotar todo tipo de idéia que se tenha. Durante o banho, ou durante o sono, fica mesmo complicado seguir essa dica, mas nas demais situações, é possível sim. Nesse caso, o problema maior se volta para quem faz a anotação, e como essa anotação é feita. Por que, além de compreender o que se anota ao acessar essas informações mais tarde, é preciso organizá-las de forma que seja fácil retomá-las.

Semestre passado andei com uma agenda para todos os lados, anotei realmente muita coisa, mas temo que, assim como as idéias noturnas não anotadas, eu tenha perdido aquelas informações, já que mesmo durante o semestre encontrava dificuldade em encontrar informações, ainda que soubesse o dia exato em que havia anotado. Isso sim é que é problema: eu sei que eu anotei, está aqui em algum lugar!!! E o tempo passa e nada de encontrar, e nada de pensar numa solução.

Mesmo assim, pretendo usar agenda esse ano outra vez, tentar ser mais organizada. Não custa. Eu gosto de organização, mas a minha preguiça está praticamente empatando com a minha vontade de mudar as coisas! E isso, definitivamente, não pode acontecer!

Não tinha falado nada de planos para o futuro ainda aqui no blog, o ano começa e as promessas sempre vêem! =P Estava tentando evitar, no fim saiu bem esse post. O que não se sairá muito bem é o meu desempenho junto a família hoje, já que teria que acordar às 6h e ainda não preguei os olhos! Mas isso é outra história!

:)
.

quarta-feira, junho 24, 2009

Esmagando a concorrência!
O semestre está acabando... \o/
Vivas e comunicação social, que nos faz perder tempo em redes sociais! Ganhamos experiência online, mas perdemos nas leituras obrigatórias, nas pesquisas de opinião, a história da comunicação fica comprometida, não conseguimos passar a idéia sobre a cidadania dessa comunicação, mas a comunicação visual está em dia!

E é disso que venho lamentar: de ter tido menos daquilo que mais gostei! E parece mesmo que isso "são coisas da vida". O que mais nos desperta o interesse é aquilo com o que acabamos tendo menos contato, mas, apesar disso, o que se leva de positivo é que essa exposição limitada é o que nos impulsiona ao infinito!

Nesse caso, (avaliação final do semestre, sempre pensei em fazer, mas acabava deixando de lado) o que mais me motivou, fez me repensar tudo, inclusive por que levantar cedo e ir para a aula quando queria mais era estar dormindo, dessa vez não foi a minha mãe dizendo: estuda se quiser ser alguém, mas as idéias de um pseudo-maluco, professor e pessoa adorável, um Relações Públicas.

Foi ali que descobri que quero mesmo ser uma Relações Públicas, que vi o que quero e, principalmente: o que não quero e não posso me sujeitar a fazer!!! Idéias simples, estórias muito bem contadas, um mundo de informações que fizeram a diferença. Não só o blog mudou de visual, de perspectiva, não só pelos meus novos blogs com propostas diferentes, mas a mente se abriu, minha imagem, posso dizer, também mudou!

Esse semestre vai deixar uma mancha no meu currículo e, apesar disso, estou considerando um dos melhores, porque quem sabe o que quer, tem todas as chances de chegar aonde quer!

:)

domingo, junho 07, 2009


Há tempos não assistia cena tão bonita!
Quele dia havia se anunciado de forma colorida e lírica nauquela manhã. Aquele sorriso, no conjunto "olhar + admiração" só poderia se completar depois da cena antes mencionada.
Uma criança subia às alturas no balanço de uma pracinha qualquer. Por dois segundos voltei no tempo e lembrei do frio na barriga que dava balançar-se com tanto empenho, o que não intimidava, e pelo visto, continua intimidando criança alguma.
E são experiências como essas, que deveriam ser vividas por todas as crianças, que me encorajam hoje a dizer "sim" para tudo aquilo que prometa "frio na barriga", emoção, realização.



Isso é viver!
Como só as crianças sabem.
Mas que podemos arriscar procurar reviver.
E viva as brincadeiras nas pracinhas!
(:

quinta-feira, maio 14, 2009


Post para o dia chuvoso!

Estava hoje na fila do RU (Restaurante Universitário), dor de cabeça do cão, com sono, fila já na esquina com a Ramiro, aquelas conversas fiadas que não se minimizaram nem mesmo com o MP3 Player em seu volume máximo, e a chuva caindo... Cena lamentável. Mas eu estava lá, aguardando pelo meu saboroso almoço de R$0,50!

Em meio aquele caos, peguei-me a pensar em coisas aleatórias para me distrair. Comecei abstraindo com as lições passadas pelo Pablo em sua fantástica aula de Comunicação Visual, a qual eu acabara de assistir. Pensei rapidamente nas coisas que ele tinha falado. Na capacidade incrível que certas pessoas têm de viciar em coisas como redes sociais e jogos de computador. Enquanto ele falava das fissuras dele, de passar as tardes no computador sem conseguir render... lembrei-me de algo preocupante: das inúmeras tentativas de ler ou de escrever sobre os trabalhos da faculdade em que me dispersei.

O trabalho é sobre blogs, começo a ler, e venho visitar o Sabe o que é?, depois os blogs importantes, os que gosto, daqui ha pouco julgo importante ver os e-mails, o orkut, e as vezes até o tal do twitter, e lá se foi a minha produção.

Mas a web conspira mesmo contra a minha vida acadêmica, lembro bem do sábado em que resolvi dedicar aos estudos. Esse dia entrei no msn, porque tenho essa fissura mesmo, admito! Bom, entrei no msn, desvirtuei-me e estou numa situação complicada, fiquei ainda mais fissurada no msn desde então! :P

Quando cheguei nessa etapa da minha reflexão, um filmezinho se passou na minha cabeça, e em meio aquele ambiente hostil, a chuva, a fila, a dor de cabeça, e todo resto, minha linha de raciocínio pendeu para outro lado, de repente "acordo" para dar uns passos a frente na fila, e percebo que estou sorrindo! Mico? Que nada...
Coisas boas têm acontecido, que bom que posso sorrir em meio ao caos! ^^
:)

sexta-feira, abril 17, 2009


Fiquei estupefata com uma história ouvida pelos corredores da Fabico, depois em sala de aula, por terceiros. Um professor do curso de Jornalismo teria retirado o conteúdo do seu blog e site do ar por uma determinação judicial, devido a um processo que estava em andamento. Um jornalista da RBS o estaria processando por críticas publicadas nesse site.

O assunto me despertou curiosidade e quando pensei em buscar mais informações a respeito, em nossa classe de "Comunicação Visual" o professor Pablo trouxe uma visita muito ilustre para conversar conosco. Até o momento em que o professor apresentou a "pessoa" entendi que era o autor do blog "Ponto de Vista", muito citado nas aulas pela sua marca visual, totalmente de acordo com os pontos de vista publicados, e por se tratar de um blog, também de acordo com a personalidade do seu autor.

Mas quando o visitante começou a se apresentar e falar do seu trabalho, percebi que era ele o professor que estava sendo processado, e a história só fez melhorar. Deparei-me com um jornalista de verdade, uma pessoa simples, cheia de idéias e ideais na cabeça, e faz questão de expor e de apontar tudo aquilo que ele não concorda, isto é, colocar em pauta assuntos que considera relevantes para que sejam discutidos, questionados.

E não é justamente essa a função de um jornalista?

Outro motivo para a minha surpresa é que venho estudando blogs, sempre considerei essa ferramenta poderosa para compartilhar idéias e para botar a boca no trombone, mais ainda, sempre julguei esse espaço "livre" para expor minhas idéias.
Também achei que não existisse mais censura! ha-ha-ha Só falta eu dizer que acredito em coelhinho da páscoa também.

Gostei de praticamente tudo o que ele falou, deveria ter gravado aquela palestra. Uma lição de vida que não se explica, e que determinação! Ele realmente teve de censurar o seu próprio site, reduzir as idéias em seus textos, de modo que não venha a se complicar ainda mais.

Sempre achei que tivesse nascido na época errada, queria ter lutado contra a ditadura, ter sido uma revolucionária subversiva, e por isso queria ser jornalista. Quando entrei para a faculdade escolhi ser Relações Públicas, desisti desse jornalismo que aí está, por que julguei impossível lutar contra essa multidão de fdp que se diz jornalista e mais ainda contra as "máquinas de produzir notícias".

Ouvir o Ungaretti me fez sentir aquela velha vontade de ser jornalista, de lutar por alguma coisa que valesse a pena. Não vou mudar de curso agora, mas vou acompanhar esse caso de perto e usarei o meu blog para comentar a respeito. Essa é a forma mais justa que encontrei até aqui para propagar um pouco mais esse "sucesso" e de dar o meu apoio a pessoas que agem muito mais do que falam, e falam o que sabem, o que pensam, que são autênticos!

Isso sim é muito punk!

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