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quarta-feira, outubro 25, 2023

Teclado Gamer Led RGB Rainbow ou retroiluminado?

Sonhando com aquele set up gamer com teclado iluminado colorido piscante, mas não tem ideia da diferença entre eles ou como investir bem o seu dinheiro? Separei aqui as informações mais importantes para te ajudar nessa compra.




Um teclado iluminado precisa ser mecânico?


Não. Você não vai precisar desembolsar muito dinheiro comprando um teclado gamer mecânico para ter um set up iluminado. Existem vários modelos bem simples com led rgb ou rainbow, teclados bons, que não são com switch, próprios para pessoas que usam pouco ou só para trabalho pouco repetitivo. 


Então você vai encontrar teclado iluminado barato e de qualidade, não precisa se preocupar e nem desconfiar das ofertas que encontrar online. Desde que, claro, você analise bem o produto antes de comprar.


Se quiser saber mais de teclados gamer mecânicos, dá uma olhadinha nesse outro post: Qual a diferença entre um teclado mecânico e um normal?



O que é um teclado RGB?


RGB faz referência às três cores primárias, que no led dá aquele efeito legal trocando as cores. Um teclado RGB deve mudar as cores em todas as teclas. Geralmente ele vem com programações de fábrica piscando das mais diferentes formas, alternando as cores ou fixando-as. 


RGB é um recurso que encarece o produto. Então se o teclado estiver muito barato, confere se ele realmente troca as cores. Se não tiver na descrição, procure avaliações de quem comprou, se não tiver, vá para o youtube. Outra forma de ver é observar as fotos, quando em diferentes fotos do teclado as cores estão fixas nas mesmas teclas, desconfie.





Teclado led Rainbow, o que é?


Nesse tipo de teclado o led é colorido, três ou quatro cores fixa nas teclas. Então, se uma parte é azul, mesmo que pisque, altere a intensidade, naquele ponto do teclado será sempre azul, por exemplo. É um produto mais barato, e é bom observar a qualidade desses leds. 


Busque pelo nome da marca e modelo no youtube. O pessoal costuma mostrar bem como funciona a iluminação. Alguns modelos não iluminam cada tecla, ele espalha alguns pontos ao longo do teclado e o resultado não fica muito bom.



Teclado iluminado por led


Alguns modelos de teclado vêm com o led de uma cor fixa, ou que pode ser alternada, por exemplo: verde, vermelho ou roxo. Todo o teclado é iluminado nessa cor. Em muitos casos, esse tipo de teclado iluminado cria um efeito mais bonito do que o rainbow, quando este é de baixa qualidade.





Teclado retroiluminado, como funciona?


Depois de escolher qual tipo de iluminação você quer, observe as teclas. Existe o teclado retroiluminado, em que as letras são transparentes e o led passa através da tecla. Nestes modelos o efeito é mais bonito (eu acho) e ajuda quem gosta de ficar no escuro digitando. 


Se o teclado não for retroiluminado, o efeito dos leds fica por baixo das teclas e dá um efeito diferente, quando de boa qualidade também é bonito. Mas, cuidado, esse tipo de led não ajuda a ver as teclas no escuro.


Ainda para o modelo retroiluminado, é importante observar a qualidade das teclas. Essa “transparência” que deixa a luz passar, quando com tinta costuma descascar. Ou seja, pintam o material transparente deixando só a letra sem pintura, que vai desgastando e saindo com o tempo. Fica bem feio. 


Isso acontece em modelos mais baratos, e se você não tem muito dinheiro para investir, é melhor não comprar um retroiluminado, ou aguardar até poder comprar um com teclas double shot. Essa técnica usa uma combinação de camadas de plástico na confecção que impede o desgaste da letra.




O que observar em teclado iluminado por led, RGB ou Rainbow?


Sempre olhe a qualidade, mesmo os teclados baratos podem oferecer alguma garantia de qualidade quando bem escolhido. Para não errar, olhe sempre as avaliações na loja online, busque reviews no youtube. É um tipo de produto que quando a gente usa bastante, importa ser bonito, de qualidade e funcional.


Confira abaixo alguns teclados iluminados por led que já pesquisei e achei muito bons!

Qual a diferença entre um teclado mecânico e um normal?

Para responder a essa pergunta em uma linha:  a diferença entre um teclado gamer mecânico e um normal é o desempenho, durabilidade, sensorial e estética. Sim, e todos esses fatores dependem de para quê você quer um teclado mecânico.



Voltando com post de nerdice aleatório porque andei pesquisando esse assunto e vi que pode interessar outras pessoas. Comprar teclado é mais difícil do que parece. A compra de qualquer eletrônico exige pesquisa, um pouco de conhecimento e sorte, no caso dos teclados a referência vem do mundo gamer. Mas, será que todo mundo precisa de um teclado gamer? Será que o que é bom para um gamer é o ideal para quem usa o teclado a trabalho? Vou tentar responder aqui essas perguntas. Vamos lá!



O que é um teclado mecânico?


O teclado mecânico tem peças individuais, a cada tecla para registrar o que a pessoa digita. Essas peças se chamam “switch”, e elas tornam o ato de digitar mais preciso, ou seja, vai ser difícil clicar nela e não “entrar” o comando. Esse sistema permite ainda que se digite várias teclas ao mesmo tempo, captando cada uma delas.



Porque os gamers usam teclados mecânicos?


Os teclados mecânicos são muito visados por gamers porque eles estressam o equipamento, de forma que, quanto mais robusto for o teclado, melhor. E essa é uma característica bem interessante dos teclados mecânicos, eles tendem a ser mais robustos, duráveis. Então o preço alto acaba compensando, porque a pessoa não vai precisar trocar ele tão cedo.


E outra vantagem do teclado mecânico é que alguns modelos permitem a troca das peças, seja por que estragaram, ou por questões estéticas, ou até sensoriais. Os “switches” podem ser mais barulhentos, dependendo da cor, da construção, e isso eu vou comentar adiante. E se a pessoa enjoar da cor das teclas, os teclados mecânicos permitem a troca das teclas, o que pode dar uma repaginada no set up.



Qual a diferença entre um teclado mecânico e um normal?


Em um teclado normal se tem uma placa a qual todas as teclas estão ligadas. Dependendo da qualidade desse teclado, pode ser que ele não consiga captar mais de uma tecla digitada junto, por exemplo. Outro diferencial é que, por ser uma peça apenas, quando estraga uma tecla, a manutenção é tão complicada, que vale mais a pena comprar um teclado novo.



Quem usa para trabalho precisa de um teclado mecânico?


Quem trabalha muito com digitação pode sentir a necessidade de um teclado mecânico. Além das questões econômicas já mencionadas, como durabilidade e fácil manutenção, os teclados mecânicos podem gerar mais conforto e produtividade. Como ele registra melhor os toques, pode permitir que se digite mais rápido. O conforto no toque, pode garantir mais horas de trabalho e assim por diante.


Uma característica que muita gente procura nos teclados mecânicos é o som das teclas ao serem pressionadas. O mecanismo dos switches gera um ruído que é relaxante para muitas pessoas, mas também incômodo, por isso é importante conhecer as diferenças antes de investir e acabar se arrependendo.



Qual a diferença entre switch blue, switch red e switch marrom?


Se você for procurar nas lojas, vai descobrir que o preço de um teclado mecânico aumenta, nesta ordem: switch blue, switch red e switch marrom. Existem questões técnicas e de fabricação que diferenciam esses mecanismos, mas todos são bons, dependendo do gosto de cada um. 


Resumindo, o switch azul é mais barulhento, o vermelho um pouco mais suave e o marrom bem mais delicado ao toque. Vale ressaltar que o tipo de construção do teclado, amortecimento criado nas teclas, tudo influencia e muda um pouco essas características sensoriais. Mas, é fato que o azul gera um clique muito característico, por exemplo. 

E, é claro, isso afeta o desempenho para quem precisa de velocidade. Então se você é gamer, pesquise no youtube, assista vídeos com especialistas, com gamers, e avalie o que vai ser mais interessante para o tipo de jogo que você vai jogar. E lembre-se: se não for gamer profissional, não precisa de teclado profissional. A menos que você tenha dinheiro de sobra, teclados de membrana também podem te servir muito bem se você joga eventualmente ou somente para se divertir. 


Nesse vídeo tem uma aula falando de todos os switches, pra quem quiser todos os detalhes:


Você deve estar se perguntando quem escolhe um teclado pelo barulho? Bem, para algumas pessoas isso pode ser confortável e até desejado. E para outras, pode ser um incômodo. Quem trabalha de casa, e principalmente à noite, pode se incomodar com o barulho muito alto. E talvez, para essas pessoas, um teclado mais silencioso seja a melhor opção. 



O que é um teclado semi mecânico ou de membrana?


Teclado de membrana, também chamado de semi mecânico, é um intermediário entre os teclados comuns e os que usam switch. Ele tem uma membrana que cobre todo o equipamento, onde as teclas são alocadas. Muitos modelos “imitam” os teclados mecânicos, com as teclas mais altas. E nestes casos, podem ser bem barulhentos também, mas fazem aquele “soft touch” da tecla sendo pressionada, que muita gente busca nos teclados mecânicos.


Um teclado de membrana é ruim? 


Mesmo um teclado mecânico pode ser ruim. Se você pesquisar a opinião de gamers, vai ver que eles têm preferências por marcas e modelos, que nem sempre estão relacionadas com o preço. E tem teclados de membrana caros. Então não é uma questão de preço. O melhor é pegar o nome do teclado que você gostou (seja por preço ou aparência) e jogar no youtube para assistir a reviews. Assim é possível entender se ele vai atender às suas necessidades.





O que é a função Anti-Ghosting em teclados de computador?


Anti-Ghosting é a função que permite várias teclas sendo pressionadas ao mesmo tempo, sendo reconhecidas normalmente pelo computador. É uma função muito importante para teclados de membrana, já que sem isso as teclas poderiam falhar quando pressionadas ao mesmo tempo. Mesmo teclados baratinhos costumam ter essa funcionalidade e geralmente colocam essa informação em destaque nos anúncios e até na embalagem.



O que são teclas Double Shot?


Teclas Double Shot (você também vai encontrar como Key Caps Double Shot), indica o modo de fabricação da tecla. Neste caso, uma dupla camada em que a letra é marcada evitando que a peça descasque. Fica muito feio teclados em que descasca a tinta em que a letra estava. Tão ruim quanto aqueles teclados em que a tecla desgasta e apaga com o tempo. Isso é muito comum em teclados gamers com rgb retroalimentado, em que o material da letra precisa ser transparente para ser iluminado.


Antes de comprar, leia as avaliações na loja online, sempre tem alguém que comenta se descascou. No youtube também costumam falar quando as teclas não são Double Shot, mas dependendo do modelo que você for comprar, pode não encontrar review.





O que devo evitar ao escolher um teclado mecânico ou normal?


Acredito que essa seja a parte mais importante desse post, para ajudar quem está perdido procurando teclado, com medo de errar na compra. Porque ao pesquisar nas lojas encontra-se muitas marcas e modelos e de todos os preços. E não, comprar o mais caro nem sempre vai garantir que o produto vai ser bom. Então se liga nessas dicas:


  • Assista a alguns vídeos falando sobre teclado, mostrando funcionalidades e uso no dia-a-dia e compare com o seu uso. Entenda o que o teclado precisa ter para atender às suas necessidades.

  • Depois, defina uma faixa de preço que caiba no seu orçamento e comece a pesquisar nas lojas. Eu recomendo sempre a Amazon, é mais garantido tanto quanto aos vendedores quando a genuinidade do produto, troca e devoluções são facilitadas.

  • Entre as marcas e modelos encontrados na faixa de preço que você pode pagar, pesquise no youtube pra ver se têm reviews. E não se importe com questões técnicas que não te afetam. Por exemplo, se você vai usar o teclado só esporadicamente, não é tão relevante a precisão que um gamer profissional precisa. Se só vai digitar textos, permitir muitas teclas digitadas juntas não fazem diferença, você só vai usar CTRL + C e CTRL + V.



Requisitos técnicos importantes para serem observados em qualquer caso:


  • a qualidade das teclas, principalmente se optar por um retroiluminado. Teclas de baixa qualidade descascam e ficam feias em pouco tempo.

  • a qualidade do fio (se for optar por um teclado com fio.

  • a qualidade do material, evite teclados muito leves e flexíveis.

  • as teclas! Lembre-se de ver se tem Ç, se for importante para você. Modelos ABNT2 são os que têm acentos e cedilha.

  • o número de teclas, se tem numérico, se tem funções home, end, pg up e down separados. Para algumas pessoas isso faz muita diferença.

  • Se optar por teclado sem fio, verifique o tempo de carga da bateria, de recarga, se for à pilha, quanto tempo dura, a conexão com o seu modelo de computador.

  • tamanho! Alguns teclados são pequenos demais, outros muito grandes. Olhe sempre as medidas e tente avaliar se vai servir para você.



Gostaram das dicas?

Deixei abaixo alguns modelos de teclados mecânicos e semi mecânicos que pesquisei enquanto procurava teclado pra mim. Os modelos estão divididos por faixa de preço. 

Era importante para mim: 

  • conforto, porque uso bastante para texto e programação; 

  • estética, eu queria muito com rgb porque é bonito, mas também retroiluminado porque fico bastante no escuro;

  • pouco ruído, mas teria comprado switch azul tranquilamente porque queria um teclado mecânico e aceitaria o barulho se não encontrasse alternativa.


Para saber mais sobre teclados iluminados, acesse: Teclado gamer Led RGB Rainbow ou retroiluminado?

Teclado barato - de até R$100,00:
Teclado barato - de até R$200,00:
Teclado barato - acima de R$200,00:

quarta-feira, dezembro 09, 2020

Como foi o lançamento do PlayStation no mercado de games?

 Já se perguntou quando foi lançado o Playstation 1? Estamos tão habituados com as suas versões mais recentes e o sucesso da marca, que quase não paramos para pensar nisso. Pois, enquanto todos estão ansiosos pelo Playstation 5, neste post vou falar do lançamento do primeiro PlayStation e trazer curiosidades sobre o PS1.


A entrada e o sucesso da Sony no mercado dos consoles aconteceu com o lançamento do primeiro PlayStation (também chamado de PS, PS1, PlayStation 1 ou PSOne) em 3 de Dezembro de 1994 no Japão, 9 de Setembro de 1995 nos EUA e em 29 de Setembro de 1995 na Europa. 

Características marcantes como mídia em CD e alta qualidade de áudio, jogos em alta resolução e gráficos poligonais 3D vistos anteriormente só em arcades (sim, bons tempos em que polígonos eram chiques e sinônimos de ostentação), caracterizaram a grande era dos consoles de quinta geração, tendo o PlayStation como representante mais emblemático e bem sucedido deste período, ocupando o status de videogame da quinta geração mais vendido no mundo.


Qual a resolução do Plastation 1?

A resolução máxima do PS1 era de 640 x 480 pixels. O que era um grande avanço para época, em relação aos consoles da geração anterior, e muito adequado para as TVs de tubo da época. Hoje, rodar um jogo nessa resolução é uma experiência esquisita em nossas telas de LCD, mas para o início dos anos 90 dava pro gasto.


Características inovadoras do PS1

Com seu processador de 32 bits rodando a 33.9 MHz, 2Mb de memória RAM e 1MB de VRAM, o PlayStation liderou as vendas e conquistou as salas de estar ao redor do mundo e “locadoras” no Brasil. Um modelo de negócio geralmente local, como Fliperamas ou Lan Houses específicas para a jogatina em consoles, onde a garotada se reunia com seus poucos pilas pra jogar. 

Assim, desbancou concorrentes de mesmo nível de hardware (Sega Saturn, 3DO) e até os mais robustos (ex: Nintendo 64 e Atari Jaguar, falarei destes mais tarde no tópico “concorrentes”).  O armazenamento dos jogos de PS em mídias óticas proporcionou mais qualidade de áudio em relação à geração anterior, mais espaço e flexibilidade para armazenamento de dados (característica muito bem vinda aos desenvolvedores de jogos).


PlayStation Dual Shock revoluciona o mercado de games!

Responsável até hoje por ser grande referência em design e User Experience, o PlayStation Dual Shock (normalmente chamado no Brasil de “controle do PS”) remodelou o conceito de joystick. A inovação foi tamanha que o controle do PS influenciou praticamente todas as fabricantes de eletrônicos, desde fabricantes de consoles da época e da atualidade até marcas de periféricos para PCs. 

O sucesso do PlayStation Dual Shock se deve ao design ergonômico, que permite uma “pegada” mais segura comparada aos controles dos consoles concorrentes e a utilização de três dedos de cada mão de forma fácil, confortável e jamais vista antes. 

O controle foi comercializado em duas versões: a Standard (sem controles analógicos) e a versão Analog Dual Shock, que possuía dois direcionais analógicos. Estes permitiam movimentos precisos e de intensidade variável em jogos 3D e em jogos FPS.

Outra característica legal é o sistema vibratório chamado rumble, que faz o controle vibrar de acordo com determinado acontecimento durante o jogo. Muito comum hoje, foi uma novidade, proporcionando uma forma de imersão inovadora para a época. Até mesmo os joysticks para PC possuem forte influência do design do Dual Shock.


PS1 e seus Slots de expansão?

O console possuía dois slots para a utilização de Memory Cards, cartões de memória de 15KB que eram utilizados para armazenamento de dados salvos pelo usuário e para salvar o progresso de jogos. Essa característica permitia ao usuário resgatar os “Saves” para continuar a jogatina do mesmo ponto em que havia parado. Lembro como se fosse hoje das vezes em que eu morria no jogo Resident Evil e ficava “azedo” por ter que começar tudo denovo, pois o PS da Locadora não tinha Memory Card  :_( 



A diferença entre o PS1 e o PS One


Pequenas modificações foram feitas no PS desde seu lançamento, porém a mais significativa delas foi o lançamento do PS ONE em julho de 2000: era o mesmo PS em termos de processamento e hardware, porém com tamanho e peso reduzido em relação ao PS original. 


Atualmente para os saudosistas e colecionadores, há no mercado o Playstation Classic, trata-se de uma plataforma emulativa do PS1 com tamanho reduzido, saída HDMI e 20 jogos famosos do PS1 na memória.


Mercado e concorrência de Games na época do Playstation 1

No momento em que a Sony decidiu fabricar consoles, havia uma forte e acirrada disputa entre os grandes players deste mercado. Mas dois fabricantes se destacavam dos demais em números de vendas:  Nintendo e Sega

Tanto a Nintendo (com o SNES) quanto a Sega (com o MegaDrive) já haviam se consolidado mundialmente com números bastante expressivos de vendas dos seus consoles de 16 bits (e cada uma com seu “mascote” globalmente famoso). 



Fabricantes menos conhecidos com consoles mais evoluídos em termos de hardware (e expressivamente mais caros) tentavam emplacar seus modelos de 16 e 32bits. Como por exemplo o NeoGeo/NeoGeo CD da SNK (tentativa da SNK em trazer a experiência dos arcades para os jogadores de console), Jaguar da Atari, o 3DO da Panasonic e o Saturn da gigante Sega. 

Apesar destes não terem sido fabricados por aqui, alguns deles tiveram fama breve no Brasil através de importação e das Locadoras. Mas todos são considerados fracassos de vendas devido aos preços proibitivos, escassez de jogos e desenvolvedores pouco interessados em seus projetos. A única exceção foi o Sega Saturn (lançado no Japão poucos meses antes do PS, seu principal concorrente). 

Sega Saturn


Considerado o segundo console de 32 bits de maior sucesso no Japão e um possível “páreo” para o PlayStation, a Sega perdeu a oportunidade de emplacar o seu Saturn no hall da fama dos consoles, resumindo: seu lançamento no mercado americano deu muito errado (as falhas da Sega e a sua “morte” na fabricação de consoles ficarão como assunto de um futuro post). 

A Nintendo lançou o seu console de 64 bits (o Nintendo 64, mais robusto do que os concorrentes) aproximadamente dois anos depois do PS e do Sega Saturn. Conquistou sua fama sendo o 2º console de quinta geração mais vendido mundialmente e, ainda que com poucos títulos lançados em comparação ao PS, conquistou um espaço modestamente considerável no mercado. Seu jogo mais vendido, Mario 64, ultrapassou em número de vendas o jogo mais vendido do PS e conquistou o título de jogo mais vendido da quinta geração de consoles.


O grande sucesso do PlayStation se deu principalmente por:

  •  seu preço reduzido em relação aos concorrentes (o Saturn costumava ser $100,00 mais caro por exemplo), 
  • pela motivação dos desenvolvedores com a plataforma (que era mais simples em comparação ao Saturn e ao Nintendo 64, logo, mais fácil o desenvolvimento de jogos) 
  • e pela parceria com softhouses. 

Tais vantagens proporcionaram uma vasta biblioteca de jogos e clássicos famosos que perduram até os dias atuais. Franquias que nasceram nesta geração de consoles (como Resident Evil, Need For Speed, Tekken, Crash Bandicoot e muitas outras) e jogos exclusivos da Sony (como o famoso jogo de corrida e simulação Gran Turismo, o mais vendido do PS e Metal Gear Solid) podem ser facilmente encontrados e jogados na geração atual de consoles.

 O curioso é que o Playstation 1 não foi fabricado no Brasil. Porém, isto não impediu o sucesso do console por estas terras, que aconteceu graças às importadoras e ao mercado “paralelo” de importação, locadoras de videogame e à pirataria em geral. 

Segue algumas das franquias de games mais famosas que nasceram junto com o console Playstation 1 e perduram até os consoles de geração atual:

- Resident Evil

- Tomb Raider

- Need For Speed

- Tekken

- Crash Bandicoot

- Metal Gear Solid

- Gran Turismo - O jogo que mais vendeu no PS1.


- Final Fantasy 

- Tony Hawk Pro Skater

- Driver (relançado até o PS3)

- GTA


Quanto custa um Plastation 1?

Para quem sentiu a nostalgia da época e ficou se perguntando quanto custaria um PS1 hoje, saiba que é possível encontrar. Mas, por ser raridade, virou item de colecionador, o que significa que o preço está um pouco alto. 

Uma opção é o  PS1 Classic, uma opção “retrô” que são consoles réplicas com 20 jogos famosos na memória. 


Um Playstation 1 original (usado) varia de preço. Depende do estado do console, se está com todas as peças e funcionando corretamente. Em bom estado custa entre 400 e 800 reais.


Curiosidades do mundo dos Games: 


Nintendo Play Station:

Antes da Sony entrar com tudo na fabricação de consoles, quase tivemos o “Nintendo Play Station” no mercado. Fruto de uma parceria entre Sony e Nintendo que não deu certo. O Nintendo Play Station foi um protótipo que consistia em um leitor de CD-ROM anexável ao Super Nintendo, transformando-o em um console híbrido que poderia suportar tanto os clássicos cartuchos quanto mídias em CD. 



O protótipo não foi produzido comercialmente e a parceria entre Nintendo e Sony foi desfeita por questões comerciais. Porém a Sony decidiu dar continuidade ao seu projeto e “transformou” o protótipo em um console, isto foi o estopim para a origem do PlayStation que conhecemos hoje.


Net Yarzone:

A Sony desenvolveu e comercializou poucas unidades do Net Yarzone (ou PS Black Edition). Uma versão do console PlayStation voltado para desenvolvedores “caseiros” em que o desenvolvedor, após criar o seu jogo usando um PC e um Kit de desenvolvimento da Sony, poderia testar o jogo recém desenvolvido no console Net Yarzone. Considerado relíquia entre os colecionadores de games, o valor deste console pode facilmente ultrapassar $1.500,00. (dólares!!!)




Crash Bandicoot é o mascote da PlayStation?

Há quem acredite que sim. O Crash Bandicoot é um mascote “não oficial” que caiu no gosto dos fãs da marca PlayStation. Mas o famoso masurpial australiano, que pretendia ser como o Mario é para a Nintendo e o Sonic para a Sega, nunca foi oficializado pela Sony.



Dica para colecionadores e apaixonados por games!

Indico pra quem tiver curiosidade o livro "História Ilustrada dos consoles".

O PlayStation 5, lançamento mais recente da marca esgotou logo após o lançamento e está bem difícil de encontrar. Para quem se contentar com o PS4, vou deixar o link aqui também. Vai que... Ver Playstation 4.


quarta-feira, março 27, 2019

Resenha de As cavernas de Aço de Isaac Asimov

Meu amor por ficção científica é baseado (basicamente) em três nomes: Douglas Adams, Philip K Dick e Isaac Asimov. Sendo Douglas Adams o queridinho que me jogou nesse universo, e o Asimov o DEOS dos robôs com suas histórias não apocalípticas.

Então, vou tentar ser o mais imparcial possível nessa resenha, porque estou falando de um livro de Isaac Asimov com história de robô!



Sobre a trilogia dos robôs


“As cavernas de aço” foi o primeiro romance sobre robôs escrito pelo autor, publicado em 1950, depois de vários contos, os quais já haviam sido reunidos em um livro que vocês conhecem (acredito) “Eu, robô”. A então conhecida “Série de robôs” é composta pelos livros “Sol desvelado” e “Os robôs da alvorada”.

“A história nasceu de um desafio. Asimov queria provar para seu editor, John W. Campbell, que a ficção científica não era limitada e poderia ser incorporada a qualquer gênero literário, inclusive nos dramas policiais.”


Sobre As cavernas de aço


Neste primeiro livro, Asimov mostra toda a sua maestria em construir histórias criativas, futurismo e convivência com robôs como se fossem naturais.

Mais ou menos! Porque, os terráqueos não estão aceitando bem essa coisa de conviver com robôs, que estão tirando seus empregos. A violência contra esses “seres” inofensivos lembra um pouco do ludismo e Asimov é mestre em mostrar a perturbação dos humanos frente ao desconhecido. E como são babacas esses humanos!

O enredo é inteligente e imersivo. Em busca de desvendar um crime, robô e humano precisam trabalhar juntos. E não é qualquer robô, é um androide, muito semelhante a uma pessoa. Até então os humanos só tinham visto robôs com aspecto de máquinas. R. Daneel, o tal robô, copia fielmente as feições humanas, o que vai deixar o povo ainda mais agitado. Ver a mudança de perspectiva do detetive que precisa trabalhar com esse robô é muito legal.


Asimov une ficção científica e investigação com maestria!


As reviravoltas da trama são alucinantes. Afinal, tem um mistério a ser desvendado e a gente vai sendo conduzido junto com detetive para as pistas, e comete erros junto com ele. A gente fica apreensivo sobre quem poderia ser o autor do crime. Às vezes duvida do robô, mas depois percebe que não poderia ser ele, e fica maluco querendo saber quem foi!

A única certeza é a de que Alijah, o protaginista, é doido demais e muito inteligente. Ele testa tudo, desconfia de todos, e vai eliminando pistas para chegar ao resultado. É surpreendente como o método dele parece absurdo, e depois se mostra tão eficaz.


Nunca se esqueça das leis da robótica!


As três leis da robótica são colocadas a prova nessa história, apresentando e aprofundando as suas características. E não tem como terminar a leitura sem virar uma defensora dos robôs. Se acontecer qualquer coisa diferente disso, leia de novo!


A edição do livro é linda, com essa capa metalizada, revisão impecável, diagramação ótima, bem confortável de ler. E a escrita de Asimov, para quem não conhece, é muito fluída e envolvente.

Então, se cruzarem com esse livro por aí, se curtem sci-fi, mistério, se joga, que a diversão é garantida!

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