Mostrando postagens com marcador Aleph. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aleph. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, outubro 27, 2023

Resenha: Prelúdio à Fundação de Isaac Asimov

Prelúdio à Fundação” é o primeiro livro da saga Fundação, para quem optar por ler essa série pela ordem cronológica. Ele não é o primeiro livro escrito neste universo. Asimov começou com a trilogia da Fundação, e depois escreveu prequels e sequels (ou seja: livros que contam histórias antes e depois da trilogia).



A história da Fundação é bem interessante. A trilogia principal, que é a mais conhecida, premiada e etc, iniciou como contos publicados numa revista de Ficção Científica dos Estados Unidos. O sucesso desses contos foi tão grande, que o agente do autor resolveu reuní-los nesses três livros: Fundação, Fundação e Império e A Segunda Fundação, os quais formam a trilogia.


Quem chega desavisado na obra do Asimov, geralmente lê a trilogia primeiro. As reações comuns são: estranheza, porque parecem histórias desconectadas a princípio, sente-se falta de um background, muitos amam e outros detestam. Talvez pela controvérsia, pela oportunidade de ganhar mais, ou porque o universo é rico demais e os personagens poderiam estar atormentando o autor… Ele então escreveu esses livros que completam e aprofundam a história contada nos contos da trilogia.


E eu, que tinha começado a ler errado essa saga, e não tinha gostado muito, achei fantástico e adorável da parte dele ter escrito esses outros livros. Isso porque “Prelúdio à Fundação” não só aprofunda e complementa esse universo, como traz uma história muito mais interessante. Asimov está mais maduro e experiente quando o escreve, o que resultou num trabalho belíssimo.


O autor aproveita esses novos capítulos, inclusive, para conectar a saga dos robôs à da Fundação. E esse foi o segundo motivo pelo qual a decisão foi muito acertada. Essa conexão entre as histórias foi feita de forma magistral, o que enriquece ainda mais tanto uma quanto outra saga.


Prelúdio à Fundação tem, portanto, o papel de conectar as sagas e aprofundar o momento político do império em que Hari Seldon, o grande salvador das histórias na trilogia, seja apresentado de forma mais apropriada. Conhecemos toda a sua história, desde a chegada a Trantor, como ele chegou aos poderosos que deram crédito e espaço para que ele construísse o seu plano para salvar o império.


Obviamente não posso dar detalhes sobre como isso foi feito, porque daria spoilers muito indesejados. O que posso dizer a vocês é: leia Isaac Asimov na ordem indicada neste outro post: Guia de leitura para ler Isaac Asimov.



Eu já li do jeito errado, estou relendo na ordem certa e faz muita diferença.

Outra dica, se me permitem, não dê intervalos muito longos entre um livro e outro, principalmente se você for esquecida como eu. Fica muito melhor se a gente tem toda a história prévia fresquinha na memória.


Asimov é perfeito e sempre nos ajuda a lembrar, dando o contexto, relembrando personagens, mas mesmo assim, o texto é tão sutil, cheio de detalhes, que vai ser bem melhor ler quase que direto todos os livros. É uma jornada longa, mas muito prazerosa. Ler essa saga é ter contato com o que de melhor já se escreveu nos tempos áureos da ficção científica.





quinta-feira, fevereiro 16, 2023

Resenha | Eu sou a lenda, de Richard Metheson

"Esqueça o filme, leia o livro" se encaixa perfeitamente para "Eu sou a lenda", de Richard Metheson. Coincidência ou não, o filme é estrelado pelo Will Smith, mesmo caso de “Eu, robô”, de Isaac Asimov, sobre o qual já falei aqui em outra oportunidade.




Para a turma do “deixa disso, não se compara, são mídias, formatos diferentes, adaptações têm suas ressalvas’… É! Mas esta é a minha opinião sobre a história que foi desconstruída no filme, que é o que a maioria conhece e, como ele é meio bosta, acaba desmotivando as pessoas a lerem o livro. 


O que eu quero nesse post é que você, tendo gostado ou não do filme, esqueça ele e vá ler o livro, porque é uma obra impressionante.



Breve sinopse de “Eu sou a lenda”, de Richard Metheson


Robert, é o último humano, estadunidense, num mundo pós apocalíptico misterioso (não é “bem” sobre zumbis! Aliás, como a maioria das estórias de zumbis.), em que humanos foram dizimados por uma doença que parece ter vindo com tempestades de areia.



Resenha de “Eu sou a lenda”


Como toda narrativa bem construída, "Eu sou a lenda" abre margem para diferentes interpretações e isso foi uma das coisas que me fez amar essa leitura.


Sozinho, Robert tenta manter a sua humanidade. A gente sabe, ainda mais pós pandemia, como estar isolado por tanto tempo pode ser prejudicial para os seres humanos. Mas, será que essa história é sobre o isolamento e solidão?


Nos extras dessa edição (que recomendo muito), uma das especulações feitas é a de que o livro discute a segregação racial, sendo Robert o último branco. Faz sentido nos EUA dos anos 1950. Só que esse período tem um inimigo mais forte, o comunismo. 👀


A guerra fria, a Rússia, me parece uma influência de medo muito maior no autor, que chega a citar a bomba atômica como possível causa da praga. Nos pós créditos dessa edição da Aleph, há uma comparação entre os “seres infectados” e uma possível “invasão” de pessoas negras nos Estados Unidos, marcando o racismo daqueles tempos. 



Teorias que fervilharam na minha mente com essa leitura


Faz sentido, mas eu fiquei com outras ideias enquanto lia. E essa é a beleza de um bom livro, ele pode ser ressignificado a qualquer tempo, por qualquer leitora. Pensa comigo: uma análise dessa obra nos dias de hoje, por uma não estadunidense, quem sabe mais sensata?, não poderia ver o quadro desse outro ângulo:


“Eu sou a lenda” como metáfora para o avanço do capitalismo, a devastação do mundo, o ser humano escravo de um vírus que o torna uma ameaça aos demais da própria espécie. Devorando uns aos outros até se conformar numa forma social violenta que exclui os diferentes? Numa luta cruel e inescrupulosa contra os que tentam resistir a sua hegemonia? Morte aos comunistas!


De onde tirei isso? Isolado, Robert pode representar aqueles que não concordam com essa nova forma de vida. O último daqueles que não se encaixa. O fio de esperança contra essa praga que acaba com o planeta e precisa ser exterminado. Ainda mais se considerarmos o final, que não vou entregar, é claro.


É claro que essa interpretação também pode ser exatamente o contrário, mas eu gosto mais da que eu inventei! Rhá!


Para além dessas viagens, como todo bom Sci-fi, "Eu sou a lenda" tem camadas bem desenvolvidas, com ação, drama e uma discussão forte e muito boa sobre "ser humano" e a solidão. Sim, o livro aborda muito bem essa questão e dá aquele sofrimento bom que alguns leitores tanto buscam.


PS: Esqueça a cena do cachorro do filme! No livro tem um cachorro, mas a situação é muito mais terrível para o humano, não é daquele jeito tosco da adaptação.


Enfim… recomendo demais essa leitura para quem gosta de uma história que faz refletir e entrete.





sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Essas foram as minhas leituras de janeiro, será que comecei o ano bem?

Ah, as leituras de janeiro. Começaram muito bem e depois... 🙄



No mês de janeiro eu comecei muito bem as minhas leituras, com "O conto da Aia", da Margaret Atwood. Uma distopia linda. Depois, "As cavernas de Aço", do Muso Sci-Fi Isaac Asimov, li livro nacional de um gênero bem diferente para mim, e depois... Só desilusão. Confere aí.


Minhas leituras de janeiro e classificação de cada um (segundo meus critérios)



As cavernas de aço, Isaac Asimov ⭐⭐⭐⭐ 

Sensacional é pouco para este livro! foi o primeiro romance sobre robôs escrito pelo autor, publicado em 1950, depois de vários contos, os quais já haviam sido reunidos em um livro que vocês conhecem (acredito) “Eu, robô”.

A então conhecida “Série de robôs” é composta pelos livros “Sol desvelado” e “Os robôs da alvorada”. Estou louca para ler os outros livros da série.

As reviravoltas da trama são alucinantes. Afinal, tem um mistério a ser desvendado e a gente vai sendo conduzido junto com detetive para as pistas, e comete erros junto com ele. A gente fica apreensivo sobre quem poderia ser o autor do crime. Às vezes duvida do robô, mas depois percebe que não poderia ser ele, e fica maluco querendo saber quem foi!

Tem resenha completa dele lá no Estação nerd. Clique aqui para conferir.


O conto da aia, Margaret Atwood ⭐⭐⭐ 

É um espetáculo de livro. Acho que todo mundo deveria ler. Uma distopia doida em que o mundo (ou parte dele) vive uma escassez de alimentos, em uma ditadura estranha. As mulheres estão no centro dessa história (que já virou série), e cada um dos seus papéis nesse "novo mundo" nos choca profundamente.



Vikings: Berserker, Eduardo Kasse ⭐⭐⭐ 

Minha primeira leitura desse gênero, foi uma viagem e tanto! O livro veio da minha parceria com a Editora Draco. E fiquei muito feliz em conhecer o mundo dos Vikings. O autor tem uma escrita peculiar, a história é engraçada, trágica e cheia de aventura.

Ah! Ponto positivo para a protagonista, Sil, uma menina que não aceita sua condição de mulherzinha, repudia a ideia de casamento arranjado, filhos e vida doméstica. Ela sonha ser uma guerreira como o pai e embarca no Berserker rumo ao desconhecido como capitã e um monte de garotos. Ela é forte e contrasta lindamente com a brutalidade dos demais personagens “machos”, perdendo em nada para eles.

Aliás, todas as personagens femininas, mesmo as da “vida doméstica” foram muito bem construídas pelo autor. Mulheres fortes e brilhantes. Adorei! Tem resenha aqui.


Um estranho numa terra estranha, Robert Heinlein ⭐ 

Primeira decepção de 2019 (que seja a última, depois do Gaiman). A história tem todo um contexto interessante de um homem que nasceu em Marte, ficou lá, sendo criado pelos Marcianos sem contato com os humanos e depois é trazido de volta à Terra. Estranhando os costumes, idioma e crenças. Mas, ou autor prefere seguir pra uma linha hippie, se perde na história, fica criticando religião e o home de Marte e toda essa cena sci-fi interessante, fica só no título.

Sem falar que essa falta de conexão e contexto se mistura a uma escrita arrastada, chata demais. Pra mim não deu. Uma pena!


"Alerta de risco" do Neil Gaiman

E a leitura que ia devagar quase parando foi abandonada. Não sei até quando, mas, parei. Um pouco porque as histórias não empolgam, um pouco porque tem uma miscelânea de contos que nada tem a ver um com o outro, alguns de fantasia, outros meio sem sentido. Tem uns contos bons no meio, mas a chatice dos que não gostei é tanta, que perdi a vontade depois de insistir por quase 90% do livro.


E essa foi a minha jornada em janeiro, o que acharam?

=P

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Confira as minhas leituras de dezembro de 2018!

Oie!
Gente, 2018 acabou e eu (pra variar) não consegui vir aqui antes para registrar minhas leituras de dezembro. Então esse post é para me corrigir isso!


Leituras de dezembro


Em dezembro corri para desencalhar alguns livros que já faziam aniversário na estante, como "O circo mecânico" e alguns como "O diário de Myrian", "Uma coisa absolutamente fantástica" e "Batman - Criaturas da noite" que fazia tempo que queria ler e sempre deixava para depois. Quem nunca?! ⠀


A classificação das leituras ficou assim:⠀


A cidade inteira dorme e outros contos - Ray Bradbury ⭐⭐⭐🌟⠀

Sem dúvida uma das melhores leituras do ano. Contos cheios de mistério e tensão. Adorei! O autor tem um estilo de escrita envolvente, a leitura é fluida, e as histórias impressionantes. Uma grande descoberta de 2018.⠀




Circo Mecânico Tresalti - Genevieve Valentine ⭐⭐⭐⭐⠀

Diferentão, interessante, uma leitura que até agora não sei porque adiei tanto! Ele fala de pessoas "quebradas" tentando se reencontrar. Fala de feminismo, fala da força da mulher. E um aspecto que achei bastante interessante: como as pessoas confundem "mulher forte" com "mulher insensível" ou grossa, bruxa, sem coração. O livro é cheio de personagens interessantes e provoca muitas reflexões.⠀




O homem do castelo alto - Philip K Dick ⭐⭐⭐⠀

Um livro bom, mas preciso reler porque acho que não entendi direito. Merece uma leitura mais atenta.⠀Sei que o autor quis passar alguma ideia com esse livro, e pelo que conversei com outros leitores, eu não captei direito. Então, está nos meus planos reler em 2019.





O diário de Myriam - Myriam Rawick ⭐⭐⭐⠀

Uma história real, contada por uma criança que viveu os horrores de uma guerra. Apesar do filtro da inocência da autora, que não entendia bem o que estava acontecendo, a história é impactante. Não eé dramática, apenas forte e interessante!⠀




Batman, criaturas da noite - Marie Lu ⭐⭐⭐⠀

Uma história boa, a escrita da autora é fluida e o enredo interessante. A história se passa antes do Bruce se tornar o Batman, ele está na adolescência. Então é bem romanceado, para o público jovem, mas é bom.⠀



Uma história absolutamente fantástica - Hank Green ⭐⭐⭐⠀

A escrita do autor é boa, li muito rápido, e a história digna de um bom filme de sessão da tarde. Curti, mas achei a protagonista meio adolescente irritante demais, embora tivesse mais de 20 anos.




E essas foram as leituras que encerraram 2018. O que acharam? Já leram algum deles ou tem interesse em ler?

=P

sexta-feira, junho 01, 2018

Confira minhas leituras de maio!

No mês de maio acabei lendo seis livros. Nem eu acreditei quando fui fazer as contas! Veja quais foram essas leituras e quais eu mais gostei e indico.


Essas foram as minhas leituras de maio!




O ceifador, Neil Shusterman


Excelente por vários motivos. O livro discute o valor da vida, o egoísmo e a hipocrisia num futuro distópico em que a humanidade conseguiu avançar incrivelmente nos tratamentos de saúde, a ponto de se tornarem eternos. Ninguém mais morre por doenças ou acidentes, se não pelas mãos de um Ceifador. Um grupo que se forma para conter o aumento populacional.

Além disso, não existe mais governos, o mundo é coordenado por uma inteligência artificial. Ele não fala muito dessa IA, mas eu amei a forma como os personagens interagem com ela. Uma referência à Matrix, será? Eu achei bem parecido num trecho importante do livro.

Parece um assunto sério, mas os personagens principais são adolescentes, e isso traz uma leveza para a história. A escrita do autor é muito fluida e há suspense e há várias surpresas ao longo da trama. Algumas inesperadas a ponto de não nos deixar largar o livro. Recomendo muito!



Fahrenheit 451, Ray Bradbury


Uma história ótima, reflexões incríveis. O livro é também uma distopia (será que eu gosto disso, sim ou com certeza?). O personagem principal vive em uma ditadura em que é proibido ler ou ter livros em casa. Sua profissão é inusitada, um bombeiro. O inusitado é que os bombeiros não precisam combater o fogo, existe uma proteção nas casas que impedem que elas incendeiem. O papel dos bombeiros é atender a denúncias, eles conferem se há livros conforme a denúncia e os queimam. Queimam tudo nas casas, é definitivamente o fim para essas pessoas.

Nessa função, o personagem, infeliz, começa a se perguntar o que pode ter nos livros. E o que vem depois disso é muita discussão sobre a leitura, o conhecimento, o controle social, a felicidade e como uma ditadura pode ser vencida.

Fora esse tema tão forte, o autor surpreende pelas previsões de futuro. Ele não imaginou um futuro com carros voadores, viagens espaciais. Nada disso. Mas, ele prevê que, longe dos livros, as pessoas não sentem a falta deles porque estão vidradas em telas ou fones que preenchem todo o silêncio não as deixando sequer ouvir os seus pensamentos. É muito legal e recomendo demais!



Realidades Adaptadas, Philip K Dick


Muito bom e só não leva 5 estrelas porque alguns contos são fracos. Fracos pela escrita meio arrastada. Mas, mesmo nos contos não muito bons, o tema é e nos faz pensar sobre muita coisa a respeito de robôs, inteligência artificial e a tal da "síndrome de Frankstein". Termo cunhado por Isaac Asimov, que se refere a fobia que as pessoas têm as máquinas e sobre serem substituídas por elas.

A escrita do Philip k Dick é muito boa. Eu fico na dúvida se é ele ou o Asimov o meu autor de ficção científica preferido. Ambos são visionários, mas o Philip tem uma sensibilidade impressionante ao nos apresentar os seus personagens. Gera uma empatia quase instantânea. É muito legal!

Mesmo quem não gosta de ficção científica pode se pegar refletindo sobre esses temas e pensar diferente sobre tudo no nosso mundo. Sério, recomendo!



A casa dos pesadelos, Marcos DeBrito



História surpreendente, muito bem contada! Não posso entrar em detalhes, porque qualquer dica pode estragar a experiência de quem for ler o livro, mas é bom. E depois que termina, ficam as reflexões. Sabe aquele tipo de texto que ao terminar nos faz rever tudo que lemos até ali? Assim é casa dos pesadelos. E, para além do texto, pensamos na moral dos personagens e, gente, ele dá mesmo uma bagunçada nas ideias.

Marcos Debrito realmente surpreende! Não só pela trama e desfecho, como pela escrita e a forma como ilustrou esse livro, ajudando a dar vida aos pesadelos de Tiago, o personagem principal.

Se quiser ler mais sobre esse livro, publiquei a resenha completa de "A casa dos pesadelos" no site Estação Nerd. É só clicar aqui para conferir.



Fragmentados, Neil Shusterman


Ótimo, e só não leva 5 estrelas porque tem a mesma fórmula de O Ceifador. O que é meio contraditório, porque esse livro veio antes. Mas, como li depois, parece que o autor tem pouca criatividade no modo de contar as suas estórias. O que não acontece com a sua capacidade de pensar o futuro rico em questões morais.

Também em Fragmentados está presente o valor da vida nas discussões provocadas pelo autor. Mas, neste o foco é o aborto e as consequências de uma sociedade polarizada em torno de um tema tão polêmico. Nessa distopia, a humanidade decide proibir o aborto, mas dar o direito à mãe de abandonar a criança ao nascer, ou de entrega-la para fragmentação (distribuição de todos os seus órgãos e membros) para que ela siga vivendo "de outra forma", mas somente entre os 13 e 18 anos de idade.

Dessa loucura surge uma trama com muita ação, suspense e reviravoltas, e os personagens principais também são adolescentes (neste é mais óbvio dada as circunstâncias). E essa história tem continuações, uma delas já publicada no Brasil é "Desintegrados". Que já está na minha fila para leitura muito em breve!



Eles e elas, contos, Maria Christina LR Veras 


Eu detesto falar mal de um livro, ainda mais se for de uma autora (mulher) e ainda por cima brasileira. Mas, a escrita desses contos no livro "Eles e elas" é bem meia boca, mal escrita até. Algumas frases ficam meio sem nexo.

E o contos são bem sem graça. Temas pouco relevantes, tramas pouco elaboradas, não "suspende" nada na maioria deles - pra mim, conto não é uma história curta, é a sugestão de uma história que o leitor completa com a sua imaginação. Os contos dela são pedaços de histórias banais. Simplesmente não vale a pena.

A sorte é que ele é bem curto e dá pra ler numa sentada.




E essas foram as minhas leituras do mês. O que acharam? Jã leram algum deles, ficaram interessadas por algum? Contem aí nos comentários!

=P

quinta-feira, abril 19, 2018

Confira as minhas leituras de março!

As minhas leituras de março foram muuuuito produtivas. Está entre elas dois dos melhores livros do ano até aqui e dois dos melhores e um dos piores da vida! Vejam só!



Matéria Escura, de Blake Crouch

Vou começar falando do melhor. "Matéria escura" é um livro sobre um homem que tem a vida mudada da noite para o dia, em função de um evento inesperado, que desencadeia um problemão! E isso é tudo que eu posso falar para não dar spoiler e acabar com a experiência de quem for ler.

Ele é de ficção científica, tem algumas explicações de física, envolve um pouco de física quântica e nos faz imaginar muita coisa. Sobre as descobertas da física, sim, mas muito mais sobre a vida, as relações com as pessoas e aquele pensamento "e se eu tivesse escolhido ser isso em vez daquilo, como eu estaria hoje?". É bonito, intenso e profundo. Recomendo demais! Não se apeguem ao título ou o gênero, é uma ótima história.


O fim da eternidade, de Isaac Asimov

Isaac Asimov é um gênio da ficção científica. Diferente do "Matéria escura", esse é bem nerd. Faz a gente pensar sobre muita coisa, mas nem tanto sobre a família, e sim sobre o controle social. Até onde uma instituição pode decidir como será a sociedade no futuro? Bem, o livro explora o deslocamento no tempo e o uso deste como uma ferramenta para manter o mundo "em órdem".

Uma distopia daquelas de dar nos nervos porque, embora seja uma história muito boa e futurística, é carregada de moralismo e preconceito. Isso às vezes distoa um pouco, mas como é um personagem assim, a gente meio que aceita. Tipo o coleguinha machista, ou aquele primo, que tu tolera pra manter a ordem. Um dos melhores livros de ficção científica que eu já li!


Mulher-Maravilha - sementes da guerra, de Leigh Bardugo [Resenha Completa]

E para contrastar com o "Arlan" de "O fim da eternidade", Mulher-maravilha. A personagem está na adolescência nessa história. E por ser uma amazona, ela é feminista em cada palavra. Como ela vai ao mundo dos homens, e faz amizade com uma menina (a semente da guerra), o contraste entre as culturas fica muito evidente e faz pensar sobre muita coisa.

A história não é a melhor do mundo, mas é uma história boa. É empolgante, cheia de ação, e as páginas vão sendo lidas com facilidade, os personagens estão bem aprofundados. Para quem curte a personagem, ou para quem gosta de uma boa história de aventura, recomendo muito.


O Demonologista, de Andrew Pyper

Terminei de ler "O Demonologista" somente porque: já tinha começado, paguei por esse livro e porque a narrativa do autor é boa. Mais para o final acho que ele se perdeu um pouco, ou a tradução foi meia boca. A história vai ficando sem sentido e mais chata.

Vale ressaltar que eu sou ateia e não me ligo em histórias que envolvam religião, deus, demônios e possessões. Peguei esse livro pra ler imaginando que seria de mistério a ser desvendado, como os clássicos do Dan Brown. Não é. Também não é assustador. Em algumas passagens achei até bobo. E o final... Bem xôxo! Classifico ele com três estrelas, porque é nada demais, mas também não é o pior livro que li na vida, a edição é linda e o autor é clássico.


Universos secretos, de Paulo Cavalcante

Um dos piores livros que já li. Sabe quando uma criança tenta te contar uma história e se perde, ou quando alguém tenta te contar um sonho que contando fica ainda mais sem pé nem cabeça? Agora imagina isso mal escrito. Bem, acho que não preciso dizer porque entrou pra lista dos piores da vida, certo?

É realmente uma pena. Porque é um autor brasileiro e sempre gosto de mostrar que brasileiros escrevem bons livros, indico as obras etc. Mas, dessa vez, não deu, e não poderia mentir pra vocês e dizer que o livro é bom, quando não é.





Essas foram as minhas leituras de março! O que acharam?
Eu sei que já estamos quase em maio, mas só agora sobrou um tempinho, gente, dá um desconto!
=P

segunda-feira, março 12, 2018

Leituras de Fevereiro de 2018

Ainda dá tempo de falar das minhas leituras no mês passado, né? Como estou com pouco tempo para fazer resenhas de cada um dos livros, estou fazendo esses resumos para pelo menos passar algumas indicações de leitura.



Deuses Americanos, Neil Gaiman



Deuses americanos começa bem, da uma arrastada, mas, passando da metade pro final fica bem melhor. A escrita do autor é maravilhosa, é um excelente contador de histórias.

E estou impressionada com o Gaiman, como ele consegue ser versátil. Todos os livros são um pouco fantásticos, aquele real/irreal pouco definido. E o impressionante é que dos três livros lidos até agora, não há muito em comum. Adorei isso! Gaiman não é daqueles escritores de best sellers que quando tu leu um, leu todos. Não existe uma receita de sucesso sendo repetida em todos os livros. Cada um tem seu próprio universo, ritmo, tramas. É muito legal!




1984, George Orwell



Esse livro é um clássico e eu precisava ler "só por isso". É o queridinho de muitos leitores, mas não o meu. A história é interessante, bem contada, isso sim. Ficamos sempre tensos esperando que algo aconteça com o personagem principal. Conhecemos a loucura daquele regime totalitarista, as bizarrices políticas que eles criam para dominar a população, descobrimos que o mundo inteiro em 1984 é assim e ok. Chocante e triste. Então algo acontece com o personagem principal e o fim é só mais um dia da vida dele. Talvez se não tivesse voltado, não sei... Algo não me convenceu, acabei não achando grande coisa.





A Casa inventada, Lya Luft



Um livrinho curto e bem rico em significado. Ainda não tinha lido nada da autora e achei bastante curioso. Por meio de uma analogia (a descrição de uma casa), Lya vai recordando a sua infância e como foi formando a mulher que ela se tornou. É lírico em alguns momentos, tristes, melancólicos em outros. Mas, é muito legal. Sensível.









Androides sonham com ovelhas elétricas, Philip Dick



Esse livro serviu de inspiração para o filme "Blade Runner", lá dos anos 80. A história impressiona pela criatividade do autor. Escrito nos anos 60, ele imagina um futuro apocalítico, em que a Terra foi praticamente evacuada para Marte devido a poluição radioativa. Para auxiliar com o trabalho pesado, robôs muito parecidos com humanos foram construídos. Os androides da geração que é apresentada no livro não podem ser distinguidos dos humanos, exceto pela sua forma de pensar. E quando eles fogem, rapidamente passam a ser caçados pelos "caçadores de androides". E é a vida de um desses caçadores que acompanhamos no livro.

Eu adorei a escrita do Philip Dick, a narrativa é envolvente, a história é boa, e o final... Meio decepcionante.




Piano Vermelho, Josh Malerman



Livro do autor que escreveu o maravilhoso "Caixa de pássaros", nesta história é com a audição que ele cria um mistério. O suspense não é tão intenso quanto em "Caixa de pássaros" porque não dá aquela sensação próxima a situação da personagem, mas é bom. Um grupo de ex-soldados e integrantes de uma banda de rock é enviada para uma missão no meio do deserto. Descobrir a origem de um som esquisito que faz mal as pessoas.

Achei meio enrolado e confuso em determinado momento, as descrições parecem não ser suficientes para criar as imagens, para convencer. Talvez por usar um sentido pouco palpável, e por vir depois do imbatível "Caixa de pássaros", "Piano vermelho" não convence muito.




Tartarugas até lá embaixo, John Green

Fazia algum tempo que queria ler algum livro do autor, já que ele é tão famoso, e me deparei com "Tartarugas até lá embaixo" em promoção. Logo que comecei a ler, a primeira impressão confirmou meu pré conceito: história clichê bem escrita, leitura fluida e gostosa.

Best sellers são campeões de vendas não por acaso. E é bom ler uns assim de vez em quando pra ter uma opinião. Não gosto de preconceito literário, mas tenho, mesmo assim tento ler de tudo um pouco, ainda que tenha meus gêneros favoritos.

Essa história se mostrou muito melhor do que eu imaginava. Sem dramalhão, romancinho, choradeira. Uma história sobre o TOC, que aflige uma adolescente em meio algumas descobertas, entre elas o primeiro amor. O romance fica em segundo plano, assim como a história de amizade, o relacionamento com a mãe. E o final é doce, bonitinho, esperançoso. Curti!



E vocês, estão lendo alguma coisa, se interessaram por algum desses livros?
=P

Posts Relacionados

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...