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quarta-feira, outubro 04, 2017

Saiu! Terreno, o novo álbum da Sound Bullet

Finalmente saiu "Terreno", o novo (e primeiro) álbum da banda Sound Bullet, e ele é maravilhoso minha gente! Mas, calma, continua lendo o post, apesar do resumo "maravilhoso" que tenho mais a falar. Vem aí um faixa a faixa! :D


Sobre a Sound Bullet


Antes de sair comentando o álbum, vale a pena falar um pouco da banda em si. A Sound Bullet é uma banda de rock alternativo, indie rock, brasileira, lá do Rio de Janeiro. Sim, existe rock 'n roll na terra do samba e do funk. E tem indie rock de qualidade nesse país! Para saber um pouco mais deles, clique aqui e veja o post completo feito em 2015!

A Sound Bullet é uma banda de muita personalidade. Vocal marcante, influências de math rock e algo que vou chamar aqui de brasilidade, na falta de um comparativo melhor, que é surpreendente. Em sua formação têm Guilherme Gonzalez (guitarra e voz), Fred Mattos (contrabaixo e voz), Henrique Wuensch (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria).




Sobre "Terreno", o novo álbum



Os guris estavam há algum tempo preparando esse álbum, o que deixou as pessoas que os acompanham nas redes sociais aflitos. A expectativa era grande, afinal é o álbum de estreia da Sound Bullet. Até então eles haviam lançado apenas um EP "Ninguém está sozinho" em 2013, e o single "When It Goes Wrong" em 2015. Aliás, recomendo!

Expectativa alta e ideia nenhuma do que eles estavam aprontando, chegaram três músicas que diziam muito pouco do que estava por vir, bem diferentes uma da outra. E quando ouvi o disco inteiro pela primeira vez, foi uma grata surpresa. Era Sound Bullet puro, fez muito sentido, muito indie rock, math rock, e Guilherme arrasando nos vocais.

As letras são bem subjetivas, uma característica da banda que particularmente eu adoro. Cada um que ouvir vai achar o seu barato nas músicas e dá pra pensar numa série de coisas e em coisa alguma se quiser. É perfeito.

Musicalmente falando, nota-se um salto enorme das primeiras demos que ouvi, para o EP e agora esse álbum. Nota-se um amadurecimento da banda, e a soma de diferentes elementos, a qualidade musical é incomparável. Hoje está certamente a altura da criatividade e talento que eles já mostravam há alguns anos. Estou curiosa para ouvir essas músicas ao vivo!



Faixa a faixa de Terreno


Incorporar

Perfeita para abrir o álbum, dá uma boa ideia do "tom", letras e da musicalidade da Sound Bullet. A batida diferentona, baixo inquieto, (são metais ali no meio? Tô achando que sim) e arranjos de guitarra de tirar o fôlego.


Amanheci

Amanheci ganhou clipe e já tinha ouvido antes. Ela é tensa, tem um ritmo que perturba um pouco, e a melodia e letra muito suaves. É muito Sound Bullet. Confere o clipe!



Em um Mundo de Milhões de Buscas

Quando cheguei nessa faixa fui apressadamente compartilha-la no Twitter. Estava certa de que era a minha favorita no álbum. Ela tem um ritmo alegre, transmite calma. Se quiser entender o que quero dizer com "brasilidade", aqui está! Tem guitarra indie, melodia bonitinha, mas ao mesmo tempo, tem uma pegada, um ritmo único. E tem instrumentos de sopro (olha os metais!).

E preciso fazer uma observação sobre a letra. Ela me cativou de primeira, porque estou passando por um momento bem "singular" e cada palavra me fez pensar sobre um monte de coisas.

Atlas

Essa é a melhor música do álbum na minha opinião, e arrisco dizer que é uma das músicas mais lindas de 2017. Concorre com "Phi" da Scalene ou "Alguém a Esperar" da Valente. Mas, deixemos esse assunto de lado. A música tem uma melodia que casa perfeitamente com a letra. Suave e intensa, indie rock puro. Nos vocais tem a participação da Aline Lessa, um brilho extra para uma canção que até plot twist tem. Ouçam!


Esquece

Essa segue uma linha mais calma, mas nem por isso menos intensa. Com solos de guitarra e riffs que me levaram para o norte da Inglaterra no melhor estilo indie rock.

O Que Me Prende

Ouvi essa música em looping infinito por algumas horas. Ela não cansa. É animada, divertida. Eu imaginei que o álbum inteiro seria assim, lembra um pouco MPB, misturado com o estilo Sound Bullet, com metais!!! (hahah) E tem, também, a participação da Aline Lessa. Tragam ela pra Porto Alegre, pf! Que voz linda!



Doxa

A impressão que dá quando se está ouvindo o álbum faixa a faixa é que deu problema na playlist e trocou de banda do nada. Rock pesado? Então, uma loucura ali no meio do álbum, o peso, o baixo, até entrar os vocais e a melodia voltar ao "normal", ainda que não por muito tempo. E esse refrão é sensacional!

"Fincar meus pés no chão
Forçar a terra ceder
Eu sou a razão"


Terreno Pt.1 - Extemporânea

Uma canção forte, introspectiva, que começa de leve e vai crescendo absurdamente. É difícil até de descrever.

Terreno Pt.2 - Quando Você Voltar

A parte dois segue nos torturando musicalmente (solos de guitarra maravilhosos) e a letra, assim como "Em um Mundo de Milhões de Buscas" me faz pensar demais. Um refrão desses...

"E se eu
Não te reconhecer
E te deixar passar
Desatar
O que me prende aqui
Não vai me fazer alguém melhor
No seu lugar"


Humano

Senti uma influência anos 80 na introdução, é vibrante, tem um riff de guitarra muito bom. Isso é Sound Bullet, melodia deliciosa e ritmo louco. Eles fazem isso de um jeito único. E de novo vou ter que adicionar um trecho da letra que é também perturbadora.

"E se eu não me aceitar
Como um plano seu?"


O Vazio Que Habitamos (Está Dentro de Nós)

Mais uma dançante, animada, um ritmo que não se mantém (metais!!!), ela perturba também. Apesar de ser animada, tem nuances psicodélicas e backing vocals desconcertantes.

"Me vejo sumir
A flutuar
Tento emergir
Mas estou envolto em calma"
Um fechamento perfeito para esse álbum, que é uma experiência incrível para quem ouve, imagino a maravilha que foi para os que o fizeram.

Duvida? Então ouve aí!

Ouça no Spotify


 


Também dá pra ouvir no: 

Deezer | iTunes | Youtube


E se você chegou até aqui, pode contribuir com a banda, comprar o novo álbum, umas camisetas, canecas e etc. Eles estão com o projeto no Catarse, é só acessar: catarse.me/terrenosb

Ficha técnica:

Produzido e gravado por Patrick Laplan no Fazendinha Estúdio.
Gravações adicionais: Jorge Guerreiro e Léo Ribeiro na Toca do Bandido.
Mixado por Pedro Garcia em Garcia Mix Room.
Masterizado em Hanzsek Audio, Seattle - EUA

Participação:

Sintetizador, pad e percussões: Patrick Laplan
Arranjo de metais: Patrick Laplan
Trombone - faixas 3, 6 e 10: Marlon Sette
Sax Tenor - faixas 3, 6 e 10: José Carlos Ramos “Bigorna”
Trompete - faixas 3, 6 e 10: Altair Martins
Voz - faixas 4 e 6: Aline Lessa



segunda-feira, agosto 21, 2017

Magnetite, confira o faixa a faixa do álbum novo da Banda Scalene!

A Banda Scalene acaba de lançar o novo álbum, Magnetite, e como não poderia deixar de ser, fiz um faixa a faixa comentando cada uma das músicas.



Antes do faixa a faixa, alguns comentários gerais: 


A Scalene tem como característica o preciosismo com conceito, imagem, não somente com o som. A comunicação deles é muito boa. E isso reflete muito o que fazem nos álbuns. Com Magnetite não foi diferente. O álbum está visualmente lindo.

Quanto a qualidade musical, seguem se reinventando. As músicas (todas) tem muito da Scalene. O peso das guitarras e das gritarias de Real/Surreal estão mais presentes, e muito da sutileza do Éter (primeiro e segundo álbuns da banda), com um toque Magnetite que surpreende. Se tiver que classificar de alguma forma esse novo álbum, diria que ele tem uma roupagem nova, muito brasileira. Que traz referências de onde eles cresceram a vivem, do que ouvem, do que gostam, de um modo muito original.

As letras maduras, bem pensadas, impecáveis, agora têm um peso maior em críticas, provocam reflexões, algumas incomodam. E qual é a função de uma banda de rock se não causar esse desconforto? A Scalene faz isso em Magnetite sem ser óbvia, com personalidade, com força. Muitas mensagens sendo transmitidas em melodia poética. Ao longo do faixa a faixa vocês vão poder identificar as minhas preferidas.



Faixa a faixa do álbum Magnetite


extremos pueris

A música que abre o álbum apresenta muito bem o que podemos esperar das 11 músicas que se seguirão. Ela é forte, intensa, sensível, delicada. Características que resumem o trabalho da Scalene de um modo geral.


ponta do anzol

Eu não fiz esse faixa a faixa ouvindo as músicas na ordem, e "ponta do anzol" ficou por último. Já disse tanto sobre tudo e as músicas do álbum são tão interconectadas em conceito e qualidade de letra e som que fica difícil não ser repetitiva. A música é diferente, tem um pouco de eletrônico, baixo muito marcado, e uns arranjos novos se comparados com os outros álbuns. É boa!


cartão postal

Ao som de um quase mantra que diz "vou, até onde eu aguentar", "cartão postal" me tocou. A letra tem uma harmonia com a música, elas vão se intensificando na medida. A melodia vai dançando nas ideias. Eu amo esse tipo de música, melódica sem ser grudenta, surpreendente a cada nota. E a guitarra característica da Scalene nos momentos mais delicados. Sensacional!


esc (caverna digital)

Essa tem a brasilidade aflorada, lembrando sei lá, chico Science. Um baixo que nos lembra o toque do berimbau, aquela guitarra que não sei explicar (porque não sou musicista hahaha). E esse tema da caverna digital, minha gente, casamento perfeito. "Ah se eu pudesse, eu tiraria você de mim", que letra, que melodia gostosa!


distopia

Essa a gente deveria imprimir em cartazes, fazer camisetas, enviar por email, postar no Facebook. Musicalmente Scalene, letra de crítica social. Que banda maravilhosa (tô surtando nesse faixa a faixa porque não tem outro jeito!) Olha essa letra:

Homens de terno,
podres por dentro,
e a bíblia na mão,
pregam o ódio
e a intolerância,
a cada sermão, cada sermão
usam do medo
ingenuidades
roubam de quem
pouco já tem
Falam de entrega
de sacrifícios
ônus não tem
$ó o que lhes convém
Quando alguém vai ter o peito e coragem de se posicionar do jeito?
Que o absurdo fere,
que esse crime pede,
não é como se fosse
um abuso novo,
autoridade não
se faz com oração.

Sabe... Não precisa dizer mais nada.


frenesi

Essa me parece algo experimental. É diferente de tudo e tem uns arranjos curiosos. Parece uma brincadeira de estúdio que foi levado a sério. Uma reinvenção. Ouvi-la em alto e bom som é gratificante.


maré

Uma calmaria em meio a tempestade. Quase todas as músicas são uma loucura, não necessaria pesadas, mas intensas. Maré distoa das demais. Tem a mesma pegada experimental de "frenesi", brasilidade e uma dose de calmante. É linda, sensível.


fragmento 

Rock 'n roll nacional. Não, não estou dizendo que se trata de rock anos 80 (re)conhecido como rock nacional. Estou falando de musicalidade brasileira pura em forma de Rock 'n roll. O peso na guitarra é o que nos faz lembrar que ainda é Scalene. Scalene na veia.


trilha

Uma pegada de blues e guitarras distorcidas, um ritmo meio perturbador. Os vocais sombrios completam a estranheza e beleza dessa música. A transição quase natural dessa faixa para o "Velho lobo" lembrou-me muito do que acontece no "Real/Surreal". É muito legal para quem tem o hábito de ouvir um álbum inteiro de uma vez, na ordem certa.


velho lobo

A continuidade de "trilha" eleva essa canção. Ela vem de sombria para uma intensidade que vai ganhando espaço gradativamente que nos envolve. Lembra um pouco, mas muito pouco, só no início, a Scalene do Éter. Tem uma vibe eletrônica, uns trechos diferentes que brinca com nossos sentidos. A melodia mais leve agrada.


heteronímia

Ouvindo essa música eu fiquei pensando em como a Scalene faz isso com a cabeça da gente. Não há grande diferença das músicas do primeiro álbum para esse. Mas é notável o amadurecimento dos músicos apesar disso. Parabéns especial a esse baixista criativo/maluco/perfeccionista. E esse refrão "quero resistência sem dor". Que letra!


phi - A minha preferida até aqui

Os toques agudos no piano, os solos de guitarra ao fundo, as batidas graves intensificando-se junto com a melodia das palavras. E que palavras. A letra impecável. Eu poderia dizer "inacreditável" mas a Banda Scalene sempre surpreende nesse quesito. Não é novidade, superam-se a cada álbum, a cada canção.

E com "phi" o álbum termina com gostinho de quero mais.


O álbum pode ser comprado online aqui. Faça como eu e compre, mesmo que não tenha onde ouvir, porque a banda merece! Um trabalho lindo como esse precisa ser incentivado!

E vocês podem ouvir no Scalenetube, onde eles já postaram todas os "Lyric Vídeos".

E, claro, para ouvir nas plataformas digitais: Spotify | Deezer | iTunes
Download no iTunes


E aqui, a minha favorita. O que são esses toques no piano? "perfeita simetria"




E eu já estou sonhando com a possibilidade de ter esse disco em vinil. #oremos



Pra ler mais posts relacionados, clique em #banda scalene
=P

quinta-feira, maio 18, 2017

Review do novo e primeiro álbum da Banda Valente

E depois de algum tempo, vamos falar de música? Para hoje, escolhi falar do novo álbum da Banda Valente.

A banda Valente é aquela que foi apresentada ao Brasil (e para mim) pelo programa da rede grôbo, o Superstar. Com um repertório lindo, a banda alternou músicas autorais e alguns covers cheios de personalidade e foram longe. Mas, nem tanto, assim como tantas bandas muito boas, não ganharam o programa.

Não vencer o programa não significou a morte da banda Valente, é claro. E recentemente eles lançaram seu primeiro álbum que leva o nome da banda. Quando soube do lançamento nas plataformas de streaming fui logo para o Spotify baixar as músicas e descobrir o que a Valente tinha preparado. Depois do lançamento de uma outra banda aí, estava com receio de não ser tão bom. Fui com a expectativa baixa, e a surpresa foi boa!

Sobre a banda

Valente é uma banda brasileira de rock com base em Estância Velha RS, fundada em 2008 pelos irmãos Raoni (guitarra e voz) e Raynê Forian (piano, teclado e sintetizadores), o baterista Marcelo Koch e o baixista Raoní Santos. Com uma sonoridade muito honesta e letras que te fazem refletir, possui fortes referências de nomes como The Beatles, Radiohead e Jeff Buckley, entre outros.

Review do novo e primeiro álbum da Banda Valente

Simplesmente não consegui parar de cantarolar e de querer escutar mais e mais quase todas as faixas do álbum. O que me chamou a atenção na Valente lá no Superstar foi o estilo Indie Rock, pelo menos o que eu acredito que seja o estilo. Rock rico em arranjos, melodias, boas letras (não que seja essencial, mas ajuda muito) e personalidade. O novo álbum da Valente tem tudo isso!

Sem querer comparar, apenas como referência, ouvi sons que me lembrou o primeiro álbum do The Killers, a sonoridade é muito próxima de algumas bandas do norte do Reino Unido, e apesar disso, as músicas são muito da Valente, reconhecível, identificável. São perfeitas. Toques de nostalgia, uma imensidão de sentimentos e cada música. Perfeitas também são as letras. De um português perfeito que chega arrepiar. Para que entendam um pouco do que estou falando, fiz um faixa a faixa! 


Faixa a faixa: Álbum Valente

1 - 36 Horas

A música começa com uma batida perturbadora, mais voz, piano e arranjos em perfeita harmonia. E uma letra que tira o sono "... laços são refeitos meu irmão, faltam-me são horas pra viver...".

2 - Meu Andar

Um pouco mais animada, é uma canção bonitinha, não de "bobinha", e sim de bela mesmo. "Se tudo ficar como está, eu quero ser outro lugar." Letra nada bobinha.

3 - Sinais

Com rifes marcantes, muita personalidade, e sintetizadores (aqui lembrei de The Killers), e a letra, sério, essa banda me perturba! "Não vá mais, já não tenho pernas pra correr". Tem que ouvir para entender.

4 - Antes de Sonhar

Uma música perfeita precisa de uma melodia e um refrão marcante, e essa música tem muito disso. E o reef dessa guitarra, meus amigos, toca na alma. "Tente não pensar o que eles vão dizer, isso te deixará, sem sede de viver".

5 - Teu Ser

Essa é uma das músicas que eles tocaram no Superstar, foi a mais marcante para mim, embora "Meu Andar" também tenha sido apresentada no programa. Ela é puro indie rock. "Alguém dirá, errados estão, nunca entenderão, deixa estar".

6 - Silêncio

Essa foge um pouco do ritmo das demais. Começa em voz e violão, a tom é outro, tem um acordeão ao fundo. Lembra um pouco Nenhum de nós e, embora eu goste de Nenhum, não curti muito essa. A letra é linda. "Hoje te digo que o tempo que estive sozinho foi bom pra esquecer."

7 - Insossego

Essa é a música com a qual eu mais me identifiquei. Vou parar de falar da qualidade musical, porque vai começar a parecer que é puxação de saco, que perdi os critérios. A música começa assim: "Será que é o sol que insiste em me tomar como vilão por dele não gostar", e lá pelas tantas vem com essa estrofe:

Será que vivo em sombras porque quero
E a falta de coragem é o que me mantém
Me afasto de todos a quem conheço
Será que eu posso voltar pro começo

8 - Tudo Bem

Tom sombrio, letra perturbadora, voz perfeita. 

Pois já não lembro mais, 
de nós dois tão felizes sem se ver
Diz porque o tempo não curou
(...) Hoje eu descobri um jeito de ser, quem sou.

9 - Já Me Acostumei

Efeito de som vazado do estúdio, é uma música linda demais. Aqui também tem acordeon, mas é muito mais rica musicalmente e tem uma batida empolgante. E a letra...

Já acostumei a viver com nó
Que você me fez, fez de mim tão só
(...) Por mim, eu não vou mais voltar...

10 - Sem Toda Minha Alegria

Outra indie rock pura e maravilhosa. Essa me lembra muito o rock inglês, e tem os sintetizadores mais marcantes. É mais animadinha, mas a melodia e a letra são profundas, tocam fundo!

Como eu posso não lembrar?
Se eu não vou me acostumar
Como eu posso só esquecer?

11 - Viver só por viver

Para mim essa tem o mesmo estilo da "Silêncio", não parece tão "Valente". Embora a letra seja muito boa, tem alguma coisa no ritmo que me incomoda (por enquanto). Às vezes é uma questão de tempo até se apaixonar por uma música. Veremos! 

12 -  Alguém à Esperar 

Guitarras perfeitas, voz distorcida, sintetizador, melodia incrível. "Alguém à Esperar" é digna de encerrar um álbum como esse. Ela dá vontade de não parar mais de ouvir, a música, o álbum. É digna de looping infinito. Ela parece animadinha, a letra. E no fim, aquele piano solitário, dedilhando tristezas, angústias, incertezas...

Vem ser quem eu mais queria ser
Sorte não me falta mais
E assim continuo sem te ver
Vou levando o meu viver
Só pra ter alguém a me esperar, a me esperar...

Como sempre, deixo aqui o link para quem quiser ouvir. Ouçam, e depois me digam se não estava certa em quase todos os exagerados elogios tecidos a essas canções.



=P

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