sábado, outubro 15, 2011

Acorda! O mundo está mudando


Não são mais multidões fazendo barulho lá fora (pelo menos em princípio). O mundo de gente que se sente excluída e injustiçada repousa (mais ou menos) “sossegada” em suas casas atrás de uma tela.
Mas a tela mudou. Ela já não é mais (apenas) aquela que tudo “ensina”. A tela que hoje reflete o “mundo real” com todas as suas opiniões e saberes diversos. Ela pergunta, responde, justifica, provoca, faz encontrar, compartilha. Esta “nova” (nem tanto) tela também pede, mas principalmente chama e convoca. E silenciosamente uma nova ordem se forma.

Comunidades antes excluídas, têm agora a possibilidade de colocar os seus problemas em pauta. Um mundo de gente descontente com o “sistema” se encontra silenciosamente e se organiza. Civis lutando por uma sociedade mais justa tomam a Wall Street  - Resultado? “Estimulado pelo movimento Occupy Wall Street, os protestos começaram na Nova Zelândia, passaram pela Europa e voltaram a Nova York, seu ponto inicial.”.

O exemplo anterior parece muito distante? Então veja este:

Há mais de 10 anos um canil municipal estava abandonado. Animais sofriam maus tratos, sob o olhar de pessoas que se sentiam impotentes diante daquela situação. Um dia as imagens desta dura realidade chega ao Facebook, ao Twitter, gera revolta e é compartilhado até a exaustão pelos “amigos dos animais”. Três dias depois a mídia anunciava “Moradores usam rede social para protestar contra condições de canil”  e em seguida também o Correio do Povo anunciava que o ministério público pediria a interdição do local. E não deu outra, no mesmo dia até mesmo a Zero Hora estava pautada (forçadamente ou não) informando que o canil havia sido interditado. O tema foi manchete também no famigerado (mas ainda assim, mídia) Diário Gaúcho

E o ciclo se fecha quando o Balanço Geral, programa sensacionalista, mas não menos importante, leva o assunto para a TV aproveitando o momento para protestar contra o comércio de animais de raça.



O problema dos animais não foi resolvido (ainda), apesar da interdição do canil. Mas as pessoas, antes vista como loucas por se preocuparem com animais, sentiram-se vitoriosas, já sabem do poder que têm nas pontas dos dedos. Não houve barulho, trânsito parado, “tumulto”, nada disso. Mas algo importante aconteceu aqui. 

O mundo nunca mais será o mesmo. 

segunda-feira, setembro 19, 2011

Semana Farroupilha, o 20 de setembro e a vida!


Estudando política, comunicação social, relações públicas e teoria crítica, tudo ao mesmo tempo, e ainda analisando o comportamento das pessoas nas redes sociais mediadas pelo computador, fica difícil a pessoa não pirar... E nem falo do "pirar" de tanto estudar. Não, longe disso. A pessoa pira quando descobre que a comunicação na política precisa ser estratégica. Falando assim parece grande e muito importante. Mas comunicação requer o feedback, e os políticos pouco se importam, "detestam" saber das necessidades do povo. Não bastasse isso, ouço a doutora em comunicação e em política dizer que no fim, o que direciona mesmo as ações é a política (...)

Na comunicação social se aprende sobre organizações não governamentais, das necessidades de profissionalização, de apoio, de voluntários, de se perguntar... Mas quando fazemos as perguntas (...)

Nas relações públicas, hora se aprende que a área gerencia a comunicação, depois descobre que a comunicação não pode ser gerenciada... Que as organizações precisam das relações públicas para se relacionar com seus públicos, que precisa da comunicação institucional, valorizar a marca, pensar no desenvolvimento humano. Mas o que se vê por aí é o mercadológico e o "dane-se" às pesquisas e aos interesses das pessoas, contanto que vendam, e o que os clientes comprem. Faz ali um barulho, uma promoção, assim parece que fazemos marketing (...)

Já na teoria crítica, vê-se que pouco se critica, porque quase nada se reflete sobre coisa alguma. Penso que muito se reflete sobre as coisas não tão importantes. A quem interessa discutir se a arte gera reflexão dessa ou daquela maneira. De que adianta intelectuais preocuparem-se em saber se uma ou outra crítica entende melhor o que é arte? Pensando sobre como a arte não ajuda na transformação social, enquanto poderia produzir arte reflexiva ou quem sabe sair da teoria e partir logo para a prática, pois o mundo está virado.


E em meio a isso tudo, resolvi criticar a nobre e adorada cultura gaúcha, nas vésperas do "20 de setembro". A Semana Farroupilha é só mais um motivo para comemorar a grandeza de um povo, curioso é que ela foi uma guerra sangrenta e em vão. Mas disso ninguém fala. 

Ninguém fala também de como o gaúcho ama o campo, os animais, e come todos eles, assadinhos, um ao lado do outro, em quantidades desnecessárias, tudo para exibir a sua grandeza. Somos um povo politizado, culto e educado. Por isso elegemos Ana Amélia Lemos, Mano Changes, Paulo Borges, Manuela (e aí, beleza?) e o gremista Danrlei; destruímos patrimônios culturais; e jogamos lixo seco nos containeres de lixo orgânico, quando não moramos dentro deles, ou colocamos fogo.


E olha que escrevi esse texto antes de ver os TT's #Rsmelhoremtudo – Somos melhores na arrogância, disso não tenho dúvidas.

A ideia era falar de tudo e de nada, só desabafar um pouco. Mas, falando sério... “Não basta pra ser livre, ser forte aguerrido e bravo; Povo que não tem virtude; Acaba por ser escravo”

Bah eu gosto de ser daqui. Onde o céu é mais azul e onde tem o pôr do sol mais sensacional!

quinta-feira, agosto 25, 2011

o bicho homem e suas estranhezas



Resolvem abrir um clarão em meio à floresta, para construir uma estrada, levar poluição, que leve a uma obra gigantesca no meio da floresta, para desviar um rio e produzir energia, gerando mais poluição, desabrigando a comunidade local.

Sim, estou falando a Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Nesta comunidade tem pessoas, que terão a sua vida alterada... ok!?
Nesta comunidade tem animais, que terão a sua casa perturbada, invadida, bagunçada e suja...

Mas o bicho homem é muito bom: leva biólogos em suas expedições para "salvar" os animais do perigo que eles mesmos estão criando e fazem reportagem na TV para parecerem bonzinhos.

Legal?
Não, né?
É uma falta de respeito e de responsabilidade esta construção. Nem vamos falar do roubo que a tal da Transamazônica vai propiciar (todos já ouvimos essa conversa antes) .


Existe um movimento contra, mas em nome do avanço do progresso, esquece-se (convenientemente) o que é, do que se trata, a vontade do povo. E para conquistar a simpatia dos alienados que ainda acreditam que o "Tele Jornal global" é vida.


E enquanto isso, na sala de justiça, a Avaaz tenta reunir militantes para esta causa.


Eu também digo #PareBeloMonte...
Mas quem se importa?

"Vamos celebrar a estupidez humana"!
.

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