segunda-feira, novembro 08, 2010

Acredita em energia parada?

Essa não é uma questão ideológica, nem esotérica, muito menos religiosa. É só mais uma daquelas coisas que todo mundo vê, sabe e sente... Mas que vai deixando de lado, porque a "vida chama" e precisamos sair correndo daqui pra lá, de lá pra cá, mesmo que isso implique deixar o que nos importa de lado.

Pois bem, é isso o que acontece com a quantidade de "coisas" na nossa casa, na nossa vida. Recebemos um presente aqui, uma lembrança que compramos ali, uma roupa para uma determinada ocasião, ou que compramos e nem sabemos por que. Mas, o tempo passou, a roupa sobrou, foi para o fundo do armário. E aquele sapato lindo que combinava perfeitamente com aquela roupa daquela ocasião. Roupa especial e sapato perfeito abandonados num canto. Já pensou em quantas coisas temos guardadas no guarda-roupas e há quanto tempo elas estão lá?

Passemos para a fase dois desse "problema": as bijuterias, as peças de artesanato, aquele livro que compramos para ler numa viagem, um objeto que está num canto da sala, não lembramos porque, sequer lembramos de onde veio. Esses são exemplos clássicos de "coisas" que poderiam estar bem longe de nossa vida, mas que permanecem ali, sem propósito, ocupando espaço, estorvando o nosso dia a dia.


A proposta desse texto hoje é alertar para uma situação chamada "energia parada". Chega um momento na nossa vida que precisamos renovar. Jogar fora o que não tem mais serventia, passar adiante o que não queremos mais. A dica de "Personal Organizers" é que observemos nossa casa e separemos tudo o que está sem uso há mais de 2 anos, já que, passado esse tempo, a tendência é que essas coisas permaneçam sem uso para sempre. Sendo assim, devemos nos livrar delas.


Algumas pessoas dizem que elas acumulam energias negativas, outras dizem apenas que são energia parada e, por isso, devemos movimentá-las, ou livrar-nos dela. O que eu acho é não faz sentido acumular tanta tralha! E isso independe das questões filosóficas envolvidas. Se ampliarmos nossa visão, perceberemos que essas coisas podem ser úteis para outras pessoas, e que nos fará bem liberar espaço em casa e ajudar alguém.

Pra completar: existe uma forma de liberar espaço, ajudar pessoas e sentir-se muito bem por isso. São os brechós beneficentes. Ongs ou pessoas organizadas em prol de uma causa recolhem roupas e objetos que depois são organizadas num evento para a venda e arrecadação de dinheiro. É uma forma elegante de pedir "sem tirar", pois todos saem ganhando.

Em Porto Alegre quem vem fazendo esse trabalho já há algum tempo é a ONG Bicho de Rua. Eles fazem coleta permanente de peças e objetos e depois vendem para, com o dinheiro, promover o bem estar animal ajudando quem os protege. É um trabalho muito bonito que merece nossa atenção e o nosso apoio.

O próximo Brechó do Bicho já está agendado, será no dia 12/12/2010.
Portanto, "bora" procurar coisas pela casa que precisam ser passadas adiante! "Bora" movimentar a energia parada, "bora" fazer pessoas felizes! Sim, porque quando ajudamos a Bicho de Rua, estamos ajudando pessoas que vivem pelos animais, logo, não estamos fazendo bem apenas para os bichos, mas para todas essas pessoas que estão envolvidas com essa causa.

Conheça os pontos de arrecadação no link: Brechó do Bicho

A bicharada e seus amigos agradecem!
:)

Obs: fica a dica para quem não é de Porto Alegre: procure por essas ações na sua cidade, é certo que elas existem!

sábado, outubro 30, 2010

O que você tem ouvido ultimamente?

Embora não tenha mais "Vinte e nove" ainda tenho essa música da Legião Urbana como uma das minhas preferidas. O álbum "O descobrimento do Brasil" é mesmo muito legal. São poucos os álbuns, principalmente nacionais, que contem uma história, ou que pelo menos nos permita construí-la a partir das nossas impressões. Hoje, sábado à tarde, perdida entre "Branding", Relações Pública, estratégias e processos, anotações e a Mitsy, fui forçada a fazer um intervalo para baixar uns arquivos e fui procurar algo pra ouvir. 

Cheguei a conclusão de que preciso de músicas novas. Sempre ouço as mesmas coisas, e o note tenho um número ainda mais limitado de arquivos porque ainda não me prestei a copiar tudo do PC. Difícil é pensar no que ouvir. Recentemente tive contato com Grace Potter, Toby Lightman, e simplesmente amei o estilo das duas; mas não agüento mais. É o mal de ter um MP3 de 1GB e muita estrada, vai e vem o dia todo, pra percorrer. Outra banda que indico, para quem curte Rock a Billy, é "The Basebals". Eles dão roupagem nova para hits do momento. Fazem o milagre de transformar músicas horrendas em canções muito agradáveis e divertidas.

Há um pouco mais de tempo escutei um álbum da Dido. Até gostei. Mas as músicas dela são meio previsíveis e enjoativas. Não sei se isso acontece com todo mundo, mas tem músicas que depois do primeiro minuto parece que não vai oferecer mais nada de bom, gerando uma vontade incontrolável de mudar de faixa. Assim são as músicas da Dido pra mim.

Ah! Quase esqueço. Alguém postou um link no Twitter, era do álbum "Alex Chilton - 1970". Baixei pra ver do que se tratava. Guys! Muito bom. Estou cansada de ouvir, mas sempre ouço e me divirto!

Fora isso, galera, nada mais tenho a falar sobre música, o que é triste!

Deixo aqui um pedido de indicações, se tiver link pra download melhor ainda! =P

Só não me venham com clássicos, porque desses, os que não cansei, não ouço porque não gosto! Música alternativa, indie rock, música boa, please! 

:)

sábado, outubro 23, 2010

a poesia fria

hoje, mais uma vez, eu dormi e acordei sem você
queria ter me deliciado com a sua presença
mas, encarei a casa vazia
silêncio quebrado pelo som dos carros
pelo miado da gata
não é sempre assim
muitas vezes já dormi com a expectativa
companheira de todos os amantes
mas ela nos abandona quando estamos sozinhos
digo, no desejo de estar
quando não há mais pares, mas alguém que quer
o que o outro desdenha
o romantismo se vai
o desejo se perde
os sentimentos se confundem
as palavras, mesmo as mais simples
cortam feito navalha
o chão some
mas a vida segue
vazia
corpo e alma rendem-se frente aos obstáculos impostos pelo medo que outro sente
de ser feliz
de sermos um
e permanecemos dois


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