domingo, abril 04, 2010

O baile da cidade

Das obrigações diárias!
Como é chato escrever por obrigação!!! A pressão de ter que escrever, de saber que o texto será lido, analisado, criticado. Mas, acredito que isso seja necessário, até para que eu me acostume, já que o gosto por escrever pode ser profissionalizado, e profissionais atendem a pedidos.
Pelo menos para uma coisa serviu essa obrigação, atualização do blog!! \o/


O baile da cidade
Porto Alegre comemorou seu aniversário na semana passada e o presente para os seus habitantes foi poder usufruir o parque que, se não é o mais famoso, é no mínimo o que mais identifica essa população. Todo porto alegrense se orgulha de ter o parque da redenção para matear, para fazer suas caminhadas em busca de hábitos saudáveis, ou como ponto de encontro entre amigos. O que dizer então de poder curtir uma noite de festa nesse parque, poder admirar a paisagem noturna, os holofotes sobre as árvores, a fonte iluminada. Uma noite de gala no parque, esquecendo da violência, quem diria.
O parque da redenção tem o melhor e o pior de Porto Alegre. A qualquer hora do dia podemos nos deparar com cenas de violência, com pessoas suspeitas, usuários de drogas e, infelizmente, briga de "bondes". Ao saber do evento e ouvir de muitas pessoas que se tratava de um acontecimento tão agradável, criei coragem e fui prestigiar.
Não sou porto alegrense, por isso nunca imaginei que um evento popular daquele porte pudesse fluir com tanta naturalidade. Um baile noturno em pleno parque da redenção. Ao ar livre, palco, luzes, orquestra, bandas, espaço VIP. Para quem chegou cedo, mesas em volta da fonte, visão privilegiada do monumento recentemente reformado, e do palco, por onde passaram a orquestra da cidade, Benito de Paula e ainda o Musical Essência, que fez o público chacoalhar o esqueleto com canções pra lá de animadas.
Por todo o tempo em que estive lá, foi inevitável lamentar que isso ocorra apenas uma vez por ano. À noite a redenção se torna ainda mais interessante para shows e manifestações populares. Os porto alegrenses, como bons bairristas que são, exaltam a grandiosidade dessa cidade que, eu concordo, é muito bonita, excêntrica e aconchegante. Mas, a verdade é que nos acostumamos a desviar o olhar daquilo que nos desagrada, dos moradores de rua, das pichações em monumentos, e da violência em geral, principalmente nos parques, justamente nesses que deveriam ser espaços de lazer, de tranqüilidade.
Apesar disso, a noite estava linda, a redenção, encantadora, as pessoas se divertiram e comemoraram, afinal: a capital dos gaúchos comemorava seu 238º aniversário. Entretanto, os parabéns ficam para os profissionais que garantiram a segurança e a diversão naquela noite de gala.

E o ponto máximo: falar de uma cidade gaúcha, sim eu sou bairrista, como todo brasileiro deveria ser!!!
:)

terça-feira, março 23, 2010

VERGONHA!

Hoje pude ver o que é, na prática, o encadeamento midiático tão falado por Alex Primo em seus estudos.

Deveria estar envergonhada por ter assistido o programa mais abobado da face da Terra, depois dos programas diários vespertinos e outras coisinhas aí, que se dizem de comédia quando na verdade não passam de "rituais" do quotidiano para reforçar o machismo e outros valores ridículos em nossa sociedade.

Mesmo ele não sendo o pior, hoje foi um daqueles dias em que tive que colocar meu nariz de palhaço (sim, eu tenho um). Não contente com o tempo precioso que perdi durante o tal programa, acessei o twitter para saber como estavam as discussões acerca do tema.

Como imaginei, a maioria estranhou o resultado do famigerado confronto! Eu estava com a maioria, o que já imaginava. Acabei descobrindo que nas enquetes que estavam rolando desde o anúncio dessa disputa em específico, e eu realmente estava com a maioria. Seria essa uma opinião pública? Disso eu não sei, mas estou certa de que a "espiral do silêncio" não se pronunciou nesse caso, porque as pessoas costumam se envolver com essas questões, com aquelas pessoas, ficam chateadas, tristes, compartilham dos sentimentos daqueles que vivem no tal "laboratório" como diz o "sábio" apresentador. Ai, Bial, você é o que mais me decepciona!

Mas, como nem tudo é perda de tempo. Fiquei me perguntando em qual será a estratégia? Deixar o jogo alucinante, as pessoas revoltadas com o resultado, e fazê-las assistir mais, votar mais, para que eles possam arrecadar mais? Até o final não deve sobrar quem valia a pena de se assistir "até o fim". Será que não se deram por conta de que esse resultado queima ainda mais a credibilidade do esquema. As montagens estavam a favor de quem saiu, não entendi até agora o que pretendem com isso.

Mas sei que perdi de ler um capítulo do meu livro. E que na TV Cultura estavam transmitindo uma ópera lindíssima! Nesse ponto não estou com a maioria. Costumo não assistir aos comerciais desse horário nobre, zapeio pelos canais, assisto a programas, sejam eles quais forem. Não gosto de espaço comercial, nem os embutidos, enfiados goela a baixo, mas... Assisti um pouco da Opera, sei que poucos sabem que isso foi, ou costuma ir ao ar.

Por fim, vejo que a "poderosa" está nos ajudando, praticamente nos forçando, a procurarmos algo mais interessante, mais produtivo para fazer ao invés de assistir televisão e esses programas interessantíssimos, a "nave louca" está fora de órbita, gente!

Assim, é melhor parar de brigar por personagens inventados, muito bem representados e montados por uma equipe de edição brilhante e deixar de ser palhaço. Reclamar não vai adiantar. Isso é fato.

* Para evitar que esse post contribua para a manifestação contra ou a favor do referido programa, resolvi não citar os nomes. Pelo menos das buscas eu fujo!

Desculpem-me amigos blogueiros que esperavam mais de mim! hahaha Sou da comunicação, tenho de estar por dentro de tudo!
=P

quarta-feira, março 03, 2010

Da inutilidade vespertina!

À tarde os programas de televisão se resumem a: programas de fofocas, Vídeo Show e novela xôxa e o "Cinema em casa" com as irmãs gêmeas aquelas, que muitos odeiam, sobre as quais nada tenho a dizer, já que elas não são do meu tempo.

Mas, ontem no Cinema em casa transmitido um filme que há muito eu não via, um daqueles filmes que não se deve começar a assistir, porque é irresistível para românticos incansáveis, o que é o meu caso.

"A casa no Lago" apresenta a história de Kate Forster, uma recém formada em medicina (Sandra Bullock) e Alex Wyler, arquiteto (Keanu Reeves) que alugam em tempos diferentes a mesma casa, a tal casa do lago. Mas, quis o destino que eles se encontrassem de alguma forma, e eles iniciam acidentalmente uma comunicação através de bilhetes, depois cartas, pela caixa do correio. A grande sacada é que os dois estão "vivendo na casa", porém um em 2004 e o outro em 2006. As cartas viajam no tempo através da caixinha de correio. Como é que não se sabe. O grande mistério pode ser a cadelinha deles, a Jack (uma vira-latas muito querida, que os acompanha, nos dois tempos).

O que considero de tão interessante nesse filme? Além do romance à distância, da maneira "distante" em que eles estão, o que propicia a ilusão de que "quis o destino que eles ficassem juntos" e o mistério que gera a curiosidade, “afinal, como isso vai acontecer?”, tem a questão de que Alex, personagem do Keanu Reeves, está a dois anos do tempo dela e é o que mais tem dificuldades a enfrentar, no entanto, não desiste dela mesmo quando ela implora para que ele faça isso. É piegas, é previsível, mas é romântico!

Numa certa parte da trama ela fala do seu romance favorito, o qual mostra um casal que precisa esperar pelo tempo certo para estarem juntos. Depois de muitos contratempos eles finalmente se reencontram e tudo dá certo. E essa é a impressão que temos quando queremos um alguém verdadeiramente. Bate uma certeza de que em algum momento, tudo o que sonhamos vai se concretizar. É nessa emoção que embarcam os românticos apaixonados, é por isso que quebram tanto a cara, às vezes fazendo-os desistir, outras nem tanto, os encorajam a recomeçar.

Mas de uma coisa eu tenho certeza: uma vez romântico, sempre romântico! Por maiores que sejam os tombos, as decepções, as desilusões, os românticos são incorrigíveis.

E essa sou eu, uma tarde perdida em frente à TV para viver um romance que bem que poderia acontecer comigo! E depois? Acorda! O dever chama!

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