domingo, julho 18, 2021

123 Tetando! no Youtube

 Já faz alguns meses, embarquei num projeto novo, muito desafiador e gratificante, chamado 123 Tetando!


O nome é estranho mesmo e a ideia é essa mesmo! Ser engraçado, irreverente, divertido e informativo.


O que é o 123 Tetando?

Uma live mensal comandada por Fernanda Costa, escritora, e eu, Daniela Mattos, a blogueira e leitora de ficção científica. As lives acontecem no Youtube, sempre com duas convidadas. É um espaço para nós mulheres falarmos de literatura, cinema, séries, cultura pop e muito mais.


Aqui tem a nossa primeira live no Youtube.



E aqui, um dos conteúdos que já subimos para o canal.



Quer saber mais? Se inscreva no canal 123 Tetando, ative o sininho e fique por dentro. Tem muita coisa legal vindo por aí!



sexta-feira, julho 16, 2021

SAIFERS BR: A Ficção Científica Brasileira está de cara nova!

 Você é fã de livros de ficcção científica? Então, se liga nessa novidade da Ficção Científica Brasileira! 


O selo SAIFERS•BR nasceu como uma forma de reunir escritores independentes que, assim como você, são exploradores apaixonados, pessoas que ousam aventurar-se no universo da  Ficção Científica e Especulativa.

A ideia é democratizar o SciFi Nacional, convidando novos leitores a se unirem nessa jornada de descobertas e aprendizados. 


Você que já é leitor do gênero, costuma ler Sci-fi nacional? 

Desde que comecei a buscar livros de ficção científica, fui lendo todos os clássicos. Até que me dei conta de que não tinha autor brasileiro nas grandes editoras. Quando a gente busca na internet acha umas coisas aleatórias como essa matéria da Galileu com 8 livros para conhecer a ficção científica brasileira, mas os títulos ali sequer representam o que está sendo produzido no cenário independente.

Leia mais sobre o que é ficção científica no post Você sabe o que define uma obra como Ficção Científica 

Quando lia livros nacionais, eram clássicos da literatura ou de outros gêneros. Aquilo me deixou curiosa. Então comecei a "caçar" nacionais de Sci-fi. Foi assim que li "Números perfeitos", de Leonardo Born, "Onde kombi alguma jamais esteve", de Gilson Cunha, e "A vespa esmeralda", de Maikel Rosa. Cito esses só para começar... A lista é grande!

Foi quando descobri o cenário independente. Histórias muito criativas, representando o Brasil, escritas por brasileiros talentosos, cada um fazendo sua divulgação e distribuição independente.

De lá pra cá, li livros e conheci pessoas muito legais, mas ainda faltava alguma coisa. O sci-fi nacional fica meio escanteado, as pessoas não conhecem, pouco leem ou não SE conhecem.

Foi assim que, num bate-papo despretensioso com o Maikel Rosa, um dos escritores da iniciativa SAIFERS BR, surgiu a ideia: e se juntassemos esses escritores e leitores numa comunidade pra fazer barulho e tornar o Sci-fi nacional mais conhecido?

Em pouco tempo juntamos uns scifers, espalhamos a ideia e hoje existe um grupo de escritores Sci-fi, SAIFERS.BR, escrevendo e se apoiando. Para conhecer esse pessoal, temos um grupo no Telegram que você pode entrar clicando aqui.

No grupo, além de bater papo sobre ficção científica, promovemos leituras coletivas muito legais!

A coisa só começou e já tenho um orgulho imenso do que está sendo construído e de fazer parte dessa iniciativa. 😊

Já li boa parte dos livros que levaram esse selo, todos têm resenha no Instagram, aos poucos vou trazê-los aqui para o Blog. Todos com selo de qualidade, Sci-fi do bom! 


Conheça os autores SAIFERS BR

Aelita Lear

Maikel Rosa - [Resenha de "A vespa esmeralda"]

Gilson Cunha - Adm do Canal Café Neutrino [Resenha de "Onde kombi alguma jamais esteve"]

Rogério Pietro

Daniel Cardoso

Leonardo Born

Vinícius Canabarro


Para mais informações, acesse o site saifers.com.br

Para conhecer os livros, acesse ESSE LINK para comprar na Amazon.





Chanceler SAIFERS BR

Vocês podem se perguntar a troco de quê estou faazendo esse post, e a explicação é bem simples. Como fiz parte da idealização do projeto, junto com a Chris Sakamoto e o Henrique Sanches, por isso formamos o time de Chanceleres, que estão auxiliando na divulgação e promoção do selo e do Sci-Fi Nacional.


A seguir tem alguns contos, que já li e indico para quem quiser conhecer a escrita dos escritores Saifers.



Em breve trago mais dicas e as resenhas para vocês!

terça-feira, maio 18, 2021

O que define uma obra como de ficção científica?

 Já parou pra pensar nisso? Como definir o que é um livro de ficção científica?



Essa reflexão serve tanto para quem está chegando no “sci-fi”, quanto para quem já lê o gênero há algum tempo. Tem um vídeo aqui no IGTV falando sobre “O que é Ficção Científica?”, mas ele não discute bem o que pensei para este post. Então vamos lá!

De modo geral, para ser considerado ficção científica, a história precisa de algum apelo tecnológico explicado e/ou com embasamento científico. São nestes quesitos que o sci-fi se diferencia da fantasia.

Falando de clássicos do Sci-fi, não por acaso muitos autores pareciam “prever o futuro”, eu até brinco que Clarke e Asimov deram uma espiada no futuro e voltaram para escrever suas obras. Mas, é uma sacanagem com os autores, que tinham compromisso com a ciência. Asimov era cientista, Clarke interessado em ciência e inventor.

Embora nem tudo na obra desses autores antigos se confirme, eles sabiam o que estava sendo pesquisado e em vias de ser implementado ou aceito pela comunidade científica. E por isso, ainda que adicionasse um pouco mais criatividade as suas histórias, elas seguiam numa direção muito interessante, inspirando invenções inclusive.

O cérebro positrônico, por exemplo, não tem explicação, mas a lógica foi muito bem testada antes da publicação do primeiro conto de robô do Asimov. A coisa é tão boa que os roboticistas usam as leis da robótica até hoje. A robótica, inclusive, foi uma palavra inventada pelo autor.

Mas, nem só de tecnologia vive a ficção científica! Além do steampunk, cyberpunk e outras subcategorias que lidam com invenções tecnológicas, temos a divulgação científica por meio da ficção. Encontramos esse estilo em Jules Verne (ícone), Augusto Emílio Zaluar com “O Doutor Benignus” e “Contato” de Carl Sagan.

Há também as Distopias, e muitas delas transitam muito mais pela fantasia do que pela ficção científica. Mas, as clássicas, costumam imaginar um futuro que a humanidade seguiu e que deu muito errado. Nem sempre envolve tecnologia, mas geralmente mostra como o uso incorreto dos recursos e conhecimentos levou aquele caminho ruim.

Um exemplo muito bom: a trilogia Maddadão, da Margaret Atwood, que fala de como as experiências em genética e os “avanços” da indústria farmacêutica ferrou com o planeta. E a partir disso, como o ser humano reagiu, o que deixou de fazer, como vai lidar com a nova realidade?

E aqui entro num outro tema, área de outro muso, Sr. Philip K Dick: a realidade. Muitas histórias atuais querem explorar esse elemento sci-fi e acabam partindo para fantasia. Os motivos são muitos. Na busca de um lugar estranho, mistura esoterismo, sonho, “blá blá blá quântico”, ou teorias especulativas bem questionáveis.

A foto do post serve para indicar o que eu gosto: sci-fi comprometido com a ciência. Não precisa ser exatamente divulgação científica, mas precisa fazer sentido. E mais, não aceito uma história que se pretende sci-fi usando uma teoria já testada e comprovadamente errada, como verdadeira. Porque aí é prestar um desserviço à ciência. Né?


E você? O que considera um bom sci-fi, já foi enganado por uma fantasia disfarçada? Conta aí!


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