segunda-feira, maio 01, 2017

Resenha: A menina que não sabia ler, por John Harding

Cheguei a esse livro a partir de indicações no Instagram. Muitas pessoas que sigo estavam postando fotos da capa e tecendo elogios a obra. E justo nesse momento, surgiu a promoção na Amazon oferecendo esse ebook gratuitamente. Baixei o livro e alguns dias depois comecei a ler. Como estava em ebook, só o lia em casa ou em "viagens mais longas". E, além disso, estava lendo junto com "12 histórias, 12 doutores". Motivos pelos quais demorei um pouco para finalizar a leitura. Mas, ontem resolvi terminar de uma vez, e acabei lendo em uma sentada.


O autor "John Harding" é o mesmo do best-seller "What we did on our hollyday", que foi adaptado para a TV. A história acontece na Escócia, é também sobre crianças que agem estranhamente. É bem interessante, e fiquei surpresa de saber que ele escreveu também essa história,


Resenha: A menina que não sabia ler

A escrita é bastante fluida e fácil. Não por ter palavras fáceis, bem pelo contrário, mas por ser um texto muito bem escrito. É gostoso de ler. Logo de início percebi uma semelhança com "A menina que roubava livros". Aliás, confesso que esse título meio parecido foi um estímulo a mais. Porém, a coincidência termina no fato de que ambas meninas gostam muito de ler.

Florence, personagem principal de "A menina que não sabia ler" começa sendo descrita com um toque de feminismo que me interessou. A menina é impedida de aprender a ler, apesar da sua curiosidade, porque tradicionalmente só os meninos podem ser educados. Apesar disso, ela consegue escapar para a biblioteca onde aprende a ler sozinha, dando início as suas aventuras. Ela precisa manter em segredo essa nova atividade, que fica mais difícil a cada dia, devido a sua compulsão pela leitura.

Florence e seu irmão vivem numa casa no interior, próximo à cidade de Nova York. Órfãos, vivem com criados em um casarão degradado pelo tempo. O tio responsável por eles vive na cidade, e eles o conhecem mais por fotos, já que, sempre muito ocupado, ele nunca aparece. Ele é quem proíbe a menina de receber educação formal. Mesmo distante, preocupa-se com o desenvolvimento dela. Teme que enlouqueça como uma antiga namorada sua, é o que conta a governanta da casa quando Florence questiona sobre o fato.

A partir da trama apresentada no primeiro capítulo, a leitura parece promissora. Mas, conforme os acontecimentos vão sendo contados, a história não empolga tanto. Eu fiquei esperando alguma coisa acontecer, um problema mais sério. E foi um pouco decepcionante que isso só aconteceu nas últimas páginas. Até lá, conhecemos um pouco mais o dia a dia das crianças, a relação deles com os empregados e a paixão de Florence por seu irmão, do seu ponto de vista, a única família que ela tem.

O curioso nessa leitura é que só no fim, eu me dei conta de que algumas informações contadas em meio a acontecimentos nem tão importantes eram fundamentais para construir a personagem principal, e direcionar para o desfecho da trama. É o que tornam os seus atos aceitáveis, apesar de não nos parecer capaz de tudo o que fez. A mim pareceu que ela "pirou" meio do nada. Então, parei para pensar em tudo e fui construindo essa linha entre a protetora e a louca. Achei, portando, a personagem um pouco inconsistente, mas isso só fica claro no final. Até lá a história só parece um pouco fraca. Não sei se a intenção da obra era ser de terror, mas no final ela brinca com esse gênero. Bem de leve, mas fica um suspense no ar. Em algumas páginas parece até outra história, tem um salto no comportamento de Florence. O bom é que os demais personagens também se assustam, então acredito que era para ser assim.

Apesar disso, recomendo a leitura. É uma boa opção para passar o tempo, ainda que não entregue uma grande e gratificante experiência literária.


=P

sexta-feira, abril 21, 2017

Doctor Who: O 3º Doutor da Série Clássica

Faz alguns dias que terminei de assistir os episódios do 3º Doutor na sequência da série clássica, e aqui estou para fazer alguns comentários sobre essa fase da minha série favorita.




A chegada do novo Doctor

Jon Pertwee chegou na série de uma forma bem atípica para Whovians que acompanham a série moderna e sabem que o Doutor se regenera. Como anunciei no post sobre o Segundo Doutor, ele passa um julgamento, acusado de bagunçar irresponsalvelmente o tempo, e foi penalizado pelo conselho dos Senhores do Tempo com uma regeneração forçada, uma espécie de exílio na Terra (sua TARDIS foi modificada para não funciona mais) e, o que é pior, seus companions foram levados de volta para as suas linhas temporais, antes de conhecer o Doutor (esquecendo tudo o que viveram, que triste).

Então o Terceiro Doutor "cai na Terra" com aquela confusão normal pós regeneração, sem amigos, sem coisa nenhuma. "Por sorte" (aspas significando ironia, não existem coincidências em Doctow Who) ele vai parar na Terra justamente na Inglaterra, onde está havendo uma tentativa de invasão alienígena, onde a UNIT faz uma investigação.

Ele é encontrado desacordado e levado para um hospital onde as confusões fisiológicas começam. Os médicos se assustam com o sistema diferente, principalmente quando detectam dois coração no homem. Assim, um informante da UNIT contata o Brigadeiro Lethbridge-Stewart (amigo de Doctor de outros eventos), e este corre ao hospital para verificar a informação.

Neste meio tempo o Doutor foge (ele sempre acorda confuso), e até que o Brigadeiro Lethbridge-Stewart o encontra e entende que se trata do mesmo Doutor, passa aí um bom tempo do arco (episódio dividido em 4 ou 6 partes - estilo de apresentação da série clássica). Quando resolvem o caso da invasão, tudo já está explicado e o Doctor, preso na Terra, aceita trabalhar com a UNIT, numa divisão especial, como "consultor científico".


Os Arcos do 3º Doutor

De início eu só queria passar logo essa fase, não curtia muito esses episódios com problemas da Terra. Gosto mais das histórias fantásticas da série. Mas, tenho que admitir que alguns roteiros foram mesmo muito bons. Teve invasão alienígena, teve universo paralelo, e até algumas viagens ao espaço. Sim, porque quando convém para os Senhores do Tempo, eles enviam o Doutor pra resolver umas tretas em outras galáxias,

Foram nos arcos do 3º Doutor aliás que conhecemos o Mestre, o arquirrival do Doutor. Um outro Senhor do Tempo que foge de Gallifrey, mas pura e simplesmente para bagunçar o universo e tirar proveito da sua condição, e não para se divertir e ajudar as pessoas como o personagem principal da série, O Doctor Who.

Foi também nas temporadas do 3º Doutor que vimos o primeiro encontro de Doutores, um dos episódios que mais aguardei. Isso porque nele teve a participação do Segundo e do Primeiro, sim!! O Velhinho William Hartnell fez a sua participação. Infelizmente ele não esteve atuando fisicamente com os outros dois, mas falando com eles pelo vídeo. A situação foi explicada por uma tempestade na zona temporal ou whatever.

Mas, Patrick Troughton esteve presente e deu show! Foi muito legal ver os dois juntos, analisando o modo de vestir um do outro, as diferenças de estilo e físicas, assim como a decoração da TARDIS (que muda a cada regeneração para "acompanhar" a mudança do Doutor). Vê-los trabalhando juntos, com suas manias e rabugices, somada à confusão do Brigadeiro Lethbridge-Stewart foi hilário. Deu pra matar as saudades do Segundo Doutor e gostar ainda mais do Terceiro.


E o 3º Doutor da Série Clássica marca época!

Uma das novidades da série foi a transição das imagens preto e branco para em cores. Foi onde vimos a TARDIS pela primeira vez na sua cor azul, que antes só sabíamos por ouvir falar. Sem recons (episódios em áudio montados com fotos) ou episódios perdidos, o período do Terceiro Doutor veio completo, e não demora muito para ele nos cativar.

Ao contrário do que eu imaginei, não foi chato acompanhar as aventuras do novo Doutor na Terra. O personagem é louco, rabugento e bem humorado. Um pouco arrogante, mas com aquele carisma tradicional de Doctor Who que nos faz esquecer e/ou amar o personagem. As farpas entre ele e o Brigadeiro ficam mais acentuadas pela convivência, mostrando um clima de muita amizade entre os dois, o que fica nítido quando a TARDIS volta a operar normalmente e o oficial da UNIT demonstra sua preocupação de que o Doctor parta e não volte mais.


E chega a hora do adeus para o 3º Doutor

Quando foi me aproximando do fim, fiquei um pouco empolgada por finalmente poder assistir ao quarto Doutor, que é o queridinho da maioria dos Whovians. Mas, fiquei também um pouco sentida, por ter que dizer adeus a esse Doutor brilhante interpretado por Jon Pertwee.

O fim se dá em um episódio em que ARANHAS querem invadir a Terra. Ora! Nada poderia ser pior para uma pessoa que sofre de aracnofobia (no caso, eu) do que um fim trágico como esse. Mas, por sorte a tecnologia estava bem ruim (ainda) no Terceiro Doutor e as aranhas sequer pareciam com aranhas (hahaha). E o Doutor se despede de uma forma heroica e muito nobre, tentando evitar inclusive a morte da espécie aracnídea.

A regeneração aconteceu, mas né? Aquela decepção, nada parecida com as da atualidade, em que as pessoas têm que sair de perto, e fogo saltando para todos os lados. Ele simplesmente muda de corpo em frente à Sara Jane Smith e o Brigadeiro Lethbridge-Stewart. Assim, o seu período de volta à realidade fica facilitado, ele está dentro do prédio da UNIT e recebe de pronto o atendimento para ficar em segurança.

Ou quase! O próximo Doutor é louco, esquisito e já chega fazendo maluquices. Assisti dois arcos e ainda estou no período de estranhamento. Não sei se ele vai ser para mim o melhor de todos, mas engraçado ele é, isso não tem como negar.


Sobre a loucura que é acompanhar Doctor Who

Aproveito o momento de transição para comentar sobre o livro "12 Doutores 12 Histórias" que comecei a ler essa semana. Já passei pelos 4 primeiros capítulos, e estou lento o quinto Doutor. Totalmente estranho para mim. Primeiro contato sem qualquer informação é no mínimo estranho.

E ao mesmo tempo, na semana passada a série moderna voltou, com a 10ª temporada, e já prometendo ser a última do Peter Capaldi, 12º Doutor. A tristeza de perder um excelente Doutor veio junto com a estreia.

Para consolar, ele ganha uma nova companion e ela é tudo que nós fãs sempre sonhamos: apaixonada por SyFy e muito ciente de que está diante de algo extraordinário (leia mais sobre ela nesse post do Doctor Who Brasil). A Bill, interpretada pela atriz Pearl Mackie, é jovem, trabalha na cantina da faculdade, é lésbica, negra, gente como a gente. E me fez lembrar a Rose, ou a Donna, minhas companions favoritas.

E, o que é melhor, o Doutor está trabalhando na universidade, tem uma sala, onde ele guarda a TARDIS, e por ser um espaço dele, fixo, está finamente decorado, cheio de referências da série clássica. Isso é fantástico! Nunca vi tantas referências juntas em um episódio. E, aparentemente, esse vai ser o tom dessa temporada de despedida, que vai ter os primeiros Cyberman, Mondas (que por sinal foram os responsáveis pela primeira regeneração do Doutor), Ice Warriors, e já falam de uma possível participação do 1º Doutor (acharam um ator muito parecido com ele).

Resumindo: é uma fase muito boa fãs de Doctor Who (whovians)! E toda essa confusão pode ser acompanhada em qualquer tempo. Vocês já viram uma série capaz de se reinventar dessa forma, sem perder as origens, e que permite as pessoas embarcarem em qualquer ponto? Eu nunca. Por isso gosto mais a cada dia!

E é isso por hoje! Pra deixar uma amostra do que está passando agora na TV, para quem sabe te motivar a começar, deixo o trailer dessa 10ª temporada!



=P

sexta-feira, abril 14, 2017

Agora tenho parceria com editora. Obrigada, EL!

Hoje não tem resenha, tem uma novidade: acabo de conseguir a primeira parceria com uma editora! A Editora Essência Literária abriu recentemente um programa de parcerias para blogueiros, vloggers e instagrammers.

Esse post serve para firmar a parceria (por enquanto, temporária) e também para anunciar a novidade, inédita para o Sabe o que é? que, embora exista desde 2004, nunca teve esse foco. Mas, com a criação do Instagram, achei legal dar esse upgrade, para contribuir com a literatura e interesse pelos livros e também para oferecer mais conteúdo de qualidade.



Sobre a Editora Essência Literária

A EL é nova, não encontrei o tempo, mas nota-se pela quantidade de livros e autores, que ainda é pequena. Quando li o "Quem somos" da empresa, a primeira frase já me cativou "A paixão por livros a ligou (...)". Tudo que é feito com paixão tem muita chance de dar certo se encarado com profissionalismo.

A missão da EL é fortalecer a literatura nacional e revelar novos talentos. Ora! Isso é realmente necessário num país em que é tão difícil conseguir espaço entre os autores estrangeiros, ou mesmo os brasileiros "da vez". E tem tanta gente talentosa por aí escrevendo coisas ótimas.

Outro ponto positivo que me fez simpatizar ainda mais com a Editora Essência Literária é que a equipe é quase toda formada por mulheres, exceto pelo Designer, Ícaro Trindade (autor de livros e contos LGBT - Amei!). Aparentemente uma equipe descolada e diversa.

Teria como ser melhor? Sim, tem! 

Os títulos com os quais eles trabalham são ótimos. Ao ler a sinopse fiquei com vontade de ler todos, até o romance romântico que não é muito a minha praia, parece muito bom.

O lançamento em destaque no site foi o que mais me interessou: "O próximo rei", de Sávio Batista. Uma história de fantasia, terror e aventura. Vê se não é a minha cara? Pra ser melhor, só se envolvesse viagem no tempo e espaço.


Confere a sinopse:

Dois bons amigos são escolhidos pelo destino para serem homens a serviço do rei, servir e evoluir como guerreiros do reino para banir foras da lei e exércitos rivais.

Um lugar onde a lógica não está presente, onde habilidades especiais definem quem pode prosseguir e crescer, fortalecer e até se tornar um novo rei.

Após conseguirem seus elmos mágicos, Gabriel e seu melhor amigo, com um apelido incomum, Cala a Boca, partem para uma terrível jornada: procurar o Rei Fraco para conseguir o merecido respeito e, assim, o posto de cavaleiro real. Durante a aventura conseguem novos companheiros e conhecem pessoas estranhas, monstros, guardiões e um “Outro Mundo”. Para garotos de uma vila pequena e pacata, ver-se num mundo de aventuras e terrores é um novo desafio a cada dia.

Um caminho de angústia e medo espera nossos heróis, fracassos e dúvidas que fariam qualquer um gelar o sangue. Algo que nunca sairá da memória, uma garota que gosta de plantas, outra que gosta de animais, um mentiroso, uma verdade que volta.

Cheio de aventuras, em meio a piadas, sustos e batalhas colossais, um futuro incerto e fantástico aguardam os dois amigos nesta viagem.

E repara a capa desse livro, que demais. Já quero ele aqui, enfeitando a minha estante! O próximo Rei também está disponível em ebook, mas EL, quero o livro físico, única coisa que peço! :P

Pra comprar, Clique aqui

O livro físico está por R$24,90 e o ebook R$ 9,90.



Bem, esse post era só pra comunicar esse feito do Sabe o que é? nessa nova fase (pra quem tá perdido, leia o post "Como consegui 1000 seguidores no Instagram em 30 dias") e agradecer a EL pela oportunidade.

Quem quiser se inscrever tem até o dia 17/04/2017 pra fazer isso. Clique aqui e leia o edital e acesse o formulário de inscrição.

=P

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