O livro me foi enviado pelo autor que, felizmente, lembrou dessa blogueira de araque para ler o seu mais novo lançamento. O que pra mim é sempre um presente! :)
Sinopse sem Spoilers de Necrológio
Uma jornada intensa e poética sobre luto, perdas e solidão. Em sintonia com a tradição do gótico, e em diálogo com referências que vão de A Divina Comédia a Sandman, passando pelos mais diversos mitos do pós-morte, este romance definitivamente te fará pensar se você realmente está sozinho enquanto o lê.
Achei que a sinopse entrega muita coisa que gostei de descobrir lendo, mas se você não tem problemas com isso, leia a resenha completa aqui. https://acasocultural.com.br/produtos/necrologio/
Resenha | Necrológio, de Pedro Sasse
Eu li “Necrológio”, de Pedro Sasse, como uma ficção especulativa, ou literatura fantástica, um tanto quanto voltada para o realismo mágico? (entendo pouco desse último, e sempre vi histórias fofinhas e felizes nesse gênero, Necrológio é meio que o oposto) Um gênero próprio talvez se encaixasse melhor para o autor, que sempre me surpreende com seus escritos.
O início da estória de Calisto é tão surreal e curiosa, que ao começar a ler o livro eu não pude largá-lo até entender melhor do que se tratava. Acho que foram mais de cem páginas logo de cara. É o que dizem, um livro quando é bom, tem que te conquistar no capítulo de abertura. E se o interesse pela leitura continua ao longo das páginas, é claro!
Pedro Sasse escolhe uma cena de impacto e nos joga no meio de uma situação aterrorizante, para mulheres especialmente (eu não estava preparada para isso), criando uma tensão que me deixou meio desnorteada. Quando entendi o resultado daquele primeiro ato, apesar de não ser uma temática que me interesse muito, já tinha embarcado na história, queria saber o destino daquelas personagens.
E se estou sendo vaga sobre o que acontece, e o que virá a acontecer na história, é porque prefiro manter minhas resenhas sem spoilers, então pra saber a trama e sinopse, clica no link que deixei lá em cima porque prefiro falar apenas das minhas impressões.
O que manteve meu interesse e paciência ao longo do romance foi, sem dúvida, as reflexões dessas personagens sobre a vida e morte. Questões triviais, presentes em qualquer obra, você pode pensar, mas a forma como elas nos são apresentadas, os dilemas em que essas personagens são colocadas, refletem muitas das questões que esbarramos ao longo da vida. Algumas delas que sequer temos coragem de admitir para nós mesmos. É um texto forte, profundo e único.
Começo essa resenha falando que li como ficção fantástica, porque sou atéia/cética e não acredito no que está sendo contado, e isso me surpreendeu também! Eu sou chata pra leitura, gente! O livro pode ser lido por qualquer pessoa, independente das suas crenças e, acredito, vá funcionar muito bem. Essa camada para mim ficou como pano de fundo para as questões existenciais suscitadas ao longo da estória, bem como os caminhos percorridos com o desvendar da trama.
Então, recomendo fortemente a leitura. É um texto bonito, bem construído, uma trama instigante, com um ritmo muito bom, a leitura flui de uma forma que a gente nem vê o tempo passar. O tempo em que não estava lendo, pensava sobre o que acontecia na estória, e mesmo depois de terminado, fiquei refletindo sobre o que li.
Vale ressaltar que o texto trata de temas sensíveis. Há um aviso no início do livro sobre gatilhos relacionados ao sucídio, mas eu senti mais a violência, que é um tanto explícita, e também o assédio, que ocorre logo no início.
No mais… Obrigada, Pedro, por ter me confiado mais um dos teus escritos, a experiência de leitura dos teus trabalhos é sempre muito positiva. E parabéns! É notável o amadurecimento da tua escrita nesse livro, superando o que já era excelente.
Para acompanhar os lançamentos e ter mais informações do autor, siga no Instagram @prof.sasse
Todos os livros do autor estão disponíveis no Kindle Unlimited, da Amazon veja aqui, e as edições físicas no site da editora Acaso Cultural, acesse clicando aqui.
“A vida mentirosa dos adultos” foi minha primeira leitura de Elena Ferrante. Como acompanho lançamentos e livros que ficam famosos na internet, via o nome de Elena Ferrante com bastante frequência, mas nunca tive muita curiosidade para conhecer o seu trabalho, não sei porquê. E no fim, esse livro foi minha primeira leitura de 2025.
Gosto de começar o ano com uma leitura mais significativa, histórias mais complexas e reflexivas, e achei que essa seria uma boa ideia. Adiantando um pouco minha opinião sobre “A vida mentirosa dos adultos”, foi, mas não pelos motivos que eu imaginava.
Neste texto quero falar um pouco mais do que a minha opinião pela obra em si, abordando:
sinopse;
quem é Elena Ferrante;
motivos para ler “A vida mentirosa dos adultos”;
minhas impressões, a resenha propriamente dita;
E se escolhi esses tópicos e ordem das informações é por que a resenha vai fazer mais sentido com o contexto.
Sinopse de “A vida mentirosa dos adultos”
As mudanças no rosto de Giovanna anunciam o início da adolescência e não passam despercebidas em casa. Dois anos antes de abandonar a família e o confortável apartamento no centro de Nápoles, Andrea não se dá conta do que sentencia quando sussurra para a esposa que a filha é muito feia. Essa feiura estética, mas que também indica uma possível falha de caráter, recai sobre Giovanna como uma herança indesejável de Vittoria, a irmã há muito renegada por Andrea. Aos doze anos, a menina vê um rosto no espelho e, embora não compreenda a fundo o peso daquela comparação, sente que algo está irremediavelmente à beira de um abismo.
Peguei apenas esse trecho da sinopse publicada pela Intrínseca https://intrinseca.com.br/livro/a-vida-mentirosa-dos-adultos/ porque acredito que ela já dê uma ideia do que acontece na história, mas se você quiser ler por completo, clique no nome da editora, que coloquei o link, ou veja a sinopse na Amazon clicando aqui.
Quem é Elena Ferrante?
"Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora italiana, cuja identidade é mantida em segredo." Eu confesso que fiquei surpresa quando li essa frase na bio publicada na Wikipedia. Essa pessoa tem oito romances publicados, sendo o primeiro deles 'A Amiga Genial', que inclusive virou série. Elena Ferrante foi eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2016, mesmo sem saberem quem ela é? Fiquei me perguntando, e se for um homem? Por que "as pessoas" têm tanta certeza de que é uma mulher? Considerando o conteúdo de "A vida mentirosa dos adultos" fiquei, sim, duvidando dessa biografia especulada para a pessoa que escreve os romances.
Apesar de parecer um grande mistério, a identidade da autora já foi desvendada, o que só descobrir depois de ler. Se quiser saber mais sobre isso, leia a reportagem do El Pais.
Enfim, achei essa questão bastante curiosa e essas informações se juntaram ao contexto para as minhas impressões sobre a leitura. Se não dá para separar obra de autor, como faz neste caso de um pseudônimo?
Motivos para ler “A vida mentirosa dos adultos” de Elena Ferrante
Estava procurando livros abordando a bisexualidade, porque sou dessas, que explorasse a descoberta e a vivência dessas pessoas. Obviamente me interessava a vivência de mulheres, de preferência adultas. Algo que está em falta nessa “área” diga-se de passagem. Vemos muitos livros com abordagem LGBTQIAP+, mas normalmente com personagens adolescentes, já com uma revelação e descoberta mais atualizada com os novos tempos.
Sem querer desmerecer as questões dos mais jovens, noto que pouco se fala de pessoas da minha geração que, acredito, tenham questões e problemas diferentes, com a descoberta tardia, com dramas mais específicos. E era sobre isso que queria ler, conhecer, entender e etc.
“A vida mentirosa dos adultos”, de Elena Ferrante, surgiu nas minhas pesquisas e era isso que esperava encontrar nessa leitura.
Resenha de “A vida mentirosa dos adultos”
Agora que vocês já entenderam o contexto do livro e as expectativas que eu fui criando antes e durante a leitura, vamos as minhas impressões!
Sobre a leitura: é bastante fluida, gostei muito do estilo de Ferrante escrever. É o tipo de escrita que nos envolve na história, é simples sem ser simplista. Entendi por que os livros são famosos e a notoriedade que a autora ganhou com as suas publicações. Foi bom de ler.
No início a história parece que vai ser um romance de cotidiano, e isso me deixou um pouco confusa, porque não tinha certeza se era esse tipo de livro. Conforme acompanhava o “amadurecimento” de Giovanna, identifiquei-me com muito do que ela estava passando. O que mostra um domínio muito grande da pessoa escritora sobre o seu texto. As imagens são bem realistas e muito vivas para o leitor.
Mais para o meio do livro, eu fiquei ainda mais confusa sobre onde essa história iria dar, porque muitas questões são levantadas e vão sendo abandonadas para dar foco em outras e as ideias meio que se perdem ao longo da narrativa. O final é meio sem sentido, quando terminei fiquei pensando, pensando… sem conseguir chegar a uma conclusão. Dias se passaram e ainda não sabia ao certo sobre o que eu tinha lido. E foi então que comecei a criar algumas teorias a respeito da obra.
Primeiro, a questão da sexualidade, que alguns disseram ser explorada, mas que é minimamente citada. Por quê? Eu especulo que as situações em que as personagens são colocadas expõem a sexualidade para quem se identifica com elas. O desgosto com homens, o sentimento de não se encaixar no convívio social, de não atender às expectativas sociais de gênero. É sutil? Acho que depende do olhar e da vivência do leitor.
A confusão de temas e cenários envolvendo as personagens… Talvez Elena Ferrante tenha nos colocado na mente de uma adolescente, confusa, passando por todos aqueles problemas sem saber priorizar o que importa, sem saber como lidar com tudo aquilo? É uma saída possível, porque a história é contada do ponto de vista dessa personagem. Quem já foi adolescente sabe que essa não é a melhor das fases, que a nossa mente fica um tanto perturbada, ainda mais quando temos, de fato, algo visto como “errado”. É interessante pensar dessa forma, e isso me tomou algumas horas de reflexão.
Logo, se preciso definir o que achei do livro de maneira objetiva, digo que gostei. É um bom livro, que nos faz pensar, tem a complexidade que eu esperava, mas ele foi bom por motivos diferentes do que imaginava. E ser surpreendida por uma leitura, num mundo em que todas as histórias parecem mais do mesmo, certamente é uma boa forma de começar o ano de uma leitora. 🙂
Seja como for, se você chegou até aqui e está considerando a leitura de “A vida mentirosa dos adultos” vá em frente. Leia, depois me conte o que achou. Caso tenha chegado aqui porque leu e não sabe se entendeu, espero que tenha gostado das minhas impressões. Aproveite e deixe as suas aí nos comentários. Vou adorar saber a sua opinião.
No mais, pesquisando sobre o livro para complementar o post, descobri que em 2023 a Netflix lançou uma série baseada no romance. Vou deixar o trailer aqui pra vocês. Já vi algumas alterações foram feitas nas personagens, e gostei. Acho que fazem mais sentido.
Quem resolver ler Isaac Asimov geralmente inicia pela Fundação, mais especificamente à Trilogia da Fundação, que foi originalmente o primeiro lançamento dessa saga.
Sinopse abreviada da Fundação
Nela foram reunidos contos diversos desse universo contando a história do "Império Galáctico" que, após a sua ascensão, começa a mostrar sinais de decadência. É quando inicia um esforço para atenuar as consequências dessa derrocada para que o mais breve possível se restabeleça ainda mais forte.
Por que não começar pela Trilogia da Fundação?
O principal motivo é a reorganização da obra, feita pelo próprio autor. Quase no final da sua vida, Isaac Asimov olhou para os seus escritos e percebeu a possibilidade de juntar o universo dos Robôs à Fundação, ampliando a saga, aprofundando o desenvolvimento desde o início.
Como os livros da Trilogia são contos reunidos, existe um intervalo de tempo gigantesco entre eles e muitas informações ficam faltando, como por exemplo, a história do seu personagem principal (depois da galáxia), Hari Seldon. Ele pensou e implementou todos os planos, é citado em todos os livros, é o “fundador da fundação”, e pouco se sabe sobre a vida dele.
Seguindo a ordem que apresento aqui, a mesma sugerida pelo autor, a experiência de leitura é melhor, mais completa, e emocionante se você começou essa jornada lá em “O fim da eternidade”.
Ordem cronológica segundo os acontecimentos narrados ao longo da Saga. Para melhor compreensão, sempre sugiro iniciar a sequência indicada no post que citei antes. Começando pelo "O fim da eternidade", passando pela Saga dos Robôs. A trilogia do Império Galáctico pode ser lida depois da Fundação, sem problemas.
Este é o primeiro livro que fala da Fundação. É onde conhecemos Trantor em detalhes, temos o panorama geral do Império, conhecemos Hari Seldon. É nele que acompahamos o surgimento da ideia da "Psico História" e os primeiros passos do plano para colocá-la em prática.
2 - Origens da Fundação (1993)
O livro descreve eventos pós "prelúdio" anteriores à Trilogia da Fundação. Logo, essa é a melhor posição para quem pretende ler na ordem cronológica. Foi o último escrito pelo autor e ele tem uma carga emocional muito intensa.
Primeiro livro da Trilogia da Fundação. É interessante não começar por aqui. Pode ser confuso ou insuficiente para quem gosta de detalhes, muita gente odeia quando começa por ele. Eu não arriscaria.
O segundo livro da trilogia é o melhor deles, empolga muito, entrega bastante ação, criatividade, personagens intrigantes. Embora seja excelente, ainda é superficial sobre o que "sustenta" a fundação.
O terceiro livro da série pega um pouco do que teve de bom no livro anterior. Falta a referência do que realmente importa e que está nos livros anteriores a trilogia. Reafirmo: a chance de alguém odiar Fundação começando pela trilogia é imensa.
Tem várias edições da Trilogia da Fundação. Eu tenho a mais antiga da Editora Aleph, a que está na foto anterior. Depois de reler, deu vontade de comprar a edição especial de capadura. É linda demais!
Quem começou lendo lá em "O fim da eternidade", passou pela saga dos robôs, depois trilogia do Império Galáctico, prequels e trilogia da Fundação, chega em "Limites da Fundação" meio cansado, e a sensação que se tem é que Asimov sabia disso. Esse livro deixa qualquer leitora emocionada. Ele inicia uma jornada que revisita todos os acontecimentos, relembra personagens e é um carinho em quem se propôs a ler tudo que o Divo Asimov escreveu.
O último livro dessa saga, assim como "Limites..." é um reencontro com o que já foi lido até aqui, mas vai além, trazendo uma reflexão sobre tudo. Isaac Asimov tinha uma visão muito boa sobre o futuro e sobre a humanidade, e nesse livro ele nos apresenta possibilidades, caminhos, resoluções. É lindo, triste, nostalgico. E tem um PLUS maravilhoso que só vai valer a pena e ser entendido, se você ler na ordem indicada pelo autor, listada neste post.
Você vai encontrar diversas ordens de leitura, algumas pela publicação, que até pode fazer algum sentido, se quiser ver como o autor foi reinventando esse universo, e umas ordem malucas indo e voltando em livros de forma aparentemente aleatória.
A minha experiência foi a seguinte: comecei pela trilogia, enquanto ainda estava lendo a série dos robôs. Fiz a maior confusão e me arrependi disso quando li os outros livros da Fundação. Recentemente eu fiz a releitura completa dessa saga, seguindo a ordem certa e foi maravilhoso. A leitura flui melhor, percebe-se as nuances e os presentes deixados pelo autor ao recriar esse universo. Por isso virei uma defensora dessa ordem de leitura.
Se você for teimoso e quiser começar com a Fundação e depois ir para "O fim da eternidade" e série dos Robôs, pode funcionar. Sugiro que pelo menos siga essa ordem aqui descrita, mas DE NOVO, acredite no mestre, leita na ordem indicada por ele.
"O Diário de Anne Frank" é um dos livros mais vendidos na Amazon e tem inúmeras edições. Os leitores parecem nunca se cansar dele. Você sabe por quê?
Resenha de "O Diário de Anne Frank"
"O Diário de Anne Frank" traz o relato profundamente comovente e significativo da vida de uma jovem judia durante a Segunda Guerra Mundial. Escrito por Anne Frank enquanto ela e sua família se escondiam dos na$istas em Amsterdã, este diário oferece uma visão íntima e impactante das dificuldades enfrentadas durante aquele período sombrio.
Desde o início, o leitor é atraído pela escrita clara e sincera de Anne. Suas entradas no diário capturam o cotidiano no anexo secreto, onde a família Frank, juntamente com mais quatro pessoas, viveu escondida por mais de dois anos. Anne descreve com detalhes vívidos o medo constante da descoberta, as tensões do confinamento e os pequenos momentos de alegria que iluminavam suas vidas.
O que se destaca no diário é a maturidade e a profundidade dos pensamentos de Anne, especialmente considerando sua idade. Ela reflete sobre temas complexos como a natureza humana, a injustiça e a esperança. Seus escritos mostram uma jovem cheia de vida e curiosidade, que sonhava em ser escritora e fazer a diferença no mundo.
Um dos aspectos mais emocionantes do livro é a esperança inabalável de Anne. Mesmo enfrentando circunstâncias extremamente difíceis, ela manteve a fé na bondade das pessoas e sonhava com um futuro melhor. Esta esperança ressoante é um dos pontos mais poderosos do diário, que muitos interpretam como uma lição sobre resiliência e otimismo em tempos de adversidade.
A descoberta e a prisão dos habitantes do anexo secreto são descritas com uma precisão que deixa o leitor com um nó na garganta. O final trágico da obra, sublinha a brutalidade do Holocausto e a perda irreparável de tantas vidas jovens e promissoras.
"O Diário de Anne Frank" não é apenas um documento histórico, mas também uma obra literária de grande valor. A Casa de Anne Frank em Amsterdã, hoje um museu, serve como um lembrete duradouro da sua história e da importância de lembrar o passado para não repetir os mesmos erros no futuro. Um clichê, é verdade, mas ainda muito necessário nos dias de hoje.
Em resumo, "O Diário de Anne Frank" é uma leitura essencial que combina um relato pessoal íntimo com uma poderosa mensagem sobre a resiliência do espírito humano. É um testemunho atemporal da coragem de uma jovem garota e da necessidade de lutar contra a intolerância e a injustiça em todas as suas formas.
Contexto histórico e um pouco mais sobre Anne Frank
Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha. Sua família mudou-se para Amsterdã, na Holanda, em 1933 para escapar da perseguição nazista. Em 1942, a família Frank foi forçada a se esconder devido à intensificação da perseguição aos judeus.
Anne começou a escrever seu diário pouco antes de se esconder. Ela o recebeu como presente de aniversário em 1942 e nomeou-o "Kitty". No diário, Anne relatou a vida no esconderijo, suas reflexões pessoais, seus medos, esperanças e os desafios de viver em confinamento. Ela também expressou suas aspirações de ser escritora.
Após a guerra, Otto Frank retornou a Amsterdã e encontrou o diário de Anne preservado por Miep Gies, uma das pessoas que ajudaram a família a se esconder. Otto decidiu publicar o diário de sua filha para compartilhar sua história com o mundo. O livro foi publicado pela primeira vez em 1947, sob o título "Het Achterhuis" (O Anexo Secreto). Desde então, foi traduzido para muitos idiomas e é considerado um dos relatos mais importantes e comoventes do Holocausto.
Não vou começar esse post com o clássico “para quem não conhece, Doctor Who é uma série de ficção científica inglesa que completou 60 anos em 2023…”, nem dar todas as explicações sobre a série. Vou partir do princípio que, se você chegou até aqui já está com tudo pesquisado e só quer saber MESMO onde assistir.
Pois bem, aqui no Brasil Doctor Who já esteve na Netflix (saudades) e na Globo Play, Doctor Who já foi exibido na TV Cultura, no SyFy, mas hoje, mesmo com o apoio da Disney, a série completa não estará disponível no Disney+ como muita gente imaginou que estaria. A "boa" notícia é que os novos episódios poderão ser assistidos por lá.
+ sbt já está entre nós!
Para abreviar essa história e te dar logo a informação que você pode ter buscado: já é possível assistir a "new who" no +sbt, pelo site mais.sbt.com.br ou no app.
A New Who não estará na Disney+
A Disney anunciou recentemente que vai disponibilizar somente os especiais desse ano e a série a partir de agora.
A produção de Doctor Who está chamando essa nova fase, que inicia com o especial de 60 anos de uma “New New Who”, que teria encerrado na Jodie, 13ª Doctor. Essa pode ser uma explicação para a Disney+ incluir somente os novos episódios no seu streaming.
Foi um choque para os Whovians (fãs da série), quando a Disney anunciou que disponibilizará somente os episódios da série a partir dos especiais que saem esse ano. É contraprodutivo não ter parte da série, falta de consideração com os fãs e, certamente, vai deixar muita gente sem vontade de assistir.
Afinal, por mais que os produtores considerem isso uma “nova era”, todo mundo sabe que existe um passado e vai sentir que a experiência não vai ser completa. O fato de saber da existência da série clássica, ainda que não faça mesmo falta para a New Who, já afasta as pessoas, imagina perder uma referência tão recente. Imagina não ter 10º Doctor, não ter 12º, ou a Jodie, a primeira Doutora. Sabe? Odiei!
Já tenho as minhas ressalvas com a entrada da Disney na série, um receio do tipo de interferência que isso pode ocasionar no andamento das histórias, visão política e etc. Justo agora, com um Doutor negro chegando na série… Mancada da dona Disney!
E o Whoniverse?
A BBC anunciou o Whoniverse, espaço que disponibilizará todos os episódios da série, mais de 800, no iPlayer a partir de novembro de 2023 - hoje, tempo em que estou escrevendo esse post. Se você é do futuro, pode conferir se o conteúdo foi liberado para a periferia do capitalismo, mas por enquanto estará acessível somente no BBC iPlayer, não para brasileiros no Brasil.
Isso me dá a liberdade de passar a informação a seguir, pelo bem da série.
Onde ENTÃO vamos assistir Doctor Who?
Quem vai salvar os Whovians do Torrent é o +SBT, um aplicativo da emissora já está na sua versão beta disponível na Apple Store e Google Play(Download!). O App nesse primeiro momento disponibilizou somente as duas primeiras temporadas. Quem conseguiu acesso, relatou que faltavam os episódios especiais de fim de ano. As temporadas serão disponibilizadas aos poucos, então já dá pra começar a assistir!
Para quem quiser assistir pelo site, como já falei lá no início, é só clicar aqui.
Se você não quiser esperar e PRECISA assistir a “New Who”, ou seja, a série moderna, retomada em 2005, ainda pedo recorrer a meios “clandestinos” e aqui tem uma opção, para baixar.
Para jovens, acostumados com streaming, pode parecer algo de outro mundo fazer um download, mas fãs querem assistir Doctor Who o tempo todo, e você pode vir a se tornar um whovian, então… Considere essa opção.
Aqui no blog eu não costumo fazer atualizações recorrentes sobre o que acontece na série, crio um conteúdo atemporal. Então vou deixar uma dica de site que tem todas as novidades de Doctor Who e onde você vai poder consultar sempre que precisar de uma informação atual: Luv Doctor Who Br.
Recomendo principalmente o Instagram, porque é mais rápido para ter acesso às informações. @luvdoctorwhovr
Já experimentou ler Doctor Who?
É uma dica extra para quem quer recuperar alguns episódios, até mesmo da série clássica. Tem livros com preços bem acessíveis (às vezes), na Amazon. Vou deixar resenhas que já escrevi de alguns deles listadas abaixo para quem quiser conferir.
Conto de estreia de Isaac Asimov, "O cair da noite" é o tipo de estória que tira o leitor da zona de conforto. Eu o li nessa edição da foto, mais antiga, encadernada à mão, super fofa. Recentemente o livro foi relançado pela Editora Aleph, numa edição maior (não sei como) e com aquelas capas coloridas, que combinam com os demais livros da nova roupagem da editora.
Resenha de “O cair da noite”, de Isaac Asimov⠀⠀⠀
Essa história curtinha é impressionante por sintetizar muitos elementos. Ela fala de ciência, religião, medo, mudança e de astronomia.
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Em um planeta distante algo está prestes a mudar para sempre, segundo os cientistas, e lá a ciência é questionada. Certamente quando Asimov escreveu isso, pensou num absurdo e quis chocar as pessoas com um tipo de horror inimaginável (o póbi).
Nesse universo criado pelo autor, as pessoas entram em negação e, por conta disso, a vida no planeta corre o risco de desaparecer junto com todo o conhecimento adquirido, com a aproximação de um fenômeno que parece ser cíclico.
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Não é o nosso planeta, o ano não é 2020, mas bem que poderia ser. 👀
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O desfecho desse conto é incrível e me deixou pensando muito sobre muita coisa. Preciso reler para buscar mais informações, porque certamente tem muitas camadas que não percebi. A escrita de Isaac Asimov é bem objetiva e pode ocultar muitas informações para o leitor mais apressado. Por isso ganha-se muito com as releituras, as suas histórias ficam sempre melhores.
Curiosidade sobre "O cair da noite"
Para quem leu “O problema dos três corpos”, há uma semelhança interessante entre as duas histórias, o que me faz pensar que Cixin Liu se inspirou no “O cair da noite”. Simplesmente não pode ser coincidência.
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Enfim, é Asimov, numa escrita tão fluida quanto estamos acostumados, mas é diferente dos seus livros mais populares. Instigante e surpreendente, esse conto pode ser lido numa sentada.
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Importante: este conto foi adaptado para o cinema e depois romanceado (transformado em livro) pelo autor Robert Silverberg. Eu ainda não li essa outra versão da história e nem posso imaginar como isso foi feito. Porque o conto é muito curto, embora denso.
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Falo disso porque algumas pessoas só conhecem o romance, e esse conto tem preço de livro na Amazon. É uma surpresa quando a gente vê que ele é tão pequeno. Inclusive por isso a resenha é bem breve, a fim de deixar que o leitor descubra ao ler todas as nuances. Se você leu, fique à vontade para deixar as suas impressões nos comentários.
Pode ler em qualquer ordem
Se você sabe que existem alguns livros em um universo criado pelo Asimov, histórias interconectadas, e se pergunta onde “O cair da noite” se encaixa, bem… Ele não faz parte da saga e pode ser lido sem uma ordem específica.
Se quiser um guia para ler a grande saga que vai de “O fim da eternidade” à Fundação, tenho um post falando sobre isso aqui.
Recentemente a Editora Aleph lançou a “Trilogia do Império Galáctico”, que reúne os livros: “As correntes do espaço”, “Poeira de estrelas” e “Pedra no céu”. Esses livros abordam a vida na galáxia dominada pela humanidade. E, embora sejam incluídos na lista de livros para serem lidos da grande saga criada por Isaac Asimov, eles não estão diretamente ligados às histórias principais. É isso que vou tentar explicar aqui, fugindo de spoilers, para não estragar a experiência de leitura de ninguém.
A ordem de leitura recomendada para os livros do império galáctico pela maioria dos leitores é essa:
As correntes do espaço.
Poeira de estrelas.
Pedra no céu.
Essa é a ordem que recomendei no post citado antes, mas depois de ler, confesso que não vi muito sentido. No primeiro livro, “As correntes do espaço”, o império está se formando e Trantor é citada, já como uma grande influência. No segundo livro, “Poeira de estrelas”, acontece um “passeio” pela galáxia, tem um pouco mais de ação do que o primeiro, mas não faz qualquer referência ao império.
Já em “Pedra no céu”, há menção aos siderais, primeiros humanos a explorarem o espaço, a hostilização aos terráqueos, presentes na série dos robôs, e há a presença forte do império. Porém, vale ressaltar que a Terra estar nesse contexto é controverso, quem ler entenderá.
Breve resenha da Trilogia do Império Galáctico
Como esses livros não são meus favoritos, em vez de fazer um post para cada resenha, vou falar brevemente sobre cada um deles aqui, com as minhas impressões sobre a leitura e para o contexto da leitura dentro desse universo.
Resenha de “As correntes do espaço”
"As correntes do espaço", de Isaac Asimov, é um dos primeiros romances do autor e fica evidente o quanto ele melhorou quando se compara este livro com as grandes publicações da carreira dele. É uma história datada, marcada pelo machismo, pra dizer o mínimo, chato demais.
Em relação ao universo do império galáctico, essa história fica solta. Não faz diferença ler ou não, e arrisco dizer que ele ficaria melhor "posicionado" se lido depois de terminar a saga da Fundação. Pra matar as saudades.
Trantor é mencionada, o império está se formando, mas a trama é focada numa outra situação. Uma disputa política, uma luta de classes, em outro canto da galáxia.
É uma história interessante, separada da grande saga, ver como, já nessa época, os autores estavam "preocupados" com escassez de recursos de um planeta, assunto tão atual para 2023, ou ver o surgimento das ideias políticas que serão tão melhor desenvolvidas na Fundação.
Nele a Terra é citada como um mito, algo que fica mais evidente ao longo da Fundação e que me fez questionar a ordem dele na trilogia. De qualquer forma, uma boa história, mas não a minha favorita de Asimov.
Resenha de “Poeira de estrelas”
"Poeira de estrelas", de Isaac Asimov, vou ser sincera com vocês: é fraco e, às vezes, irritante.
A misoginia está presente retratando um tempo em que ser mulher era ainda pior do que nos dias de hoje. Asimov não conseguiu escapar disso. Sua mente brilhante era bem míope quando o assunto era notar que mulheres são mais do que adereços frágeis e histéricos.
Feita essa reclamação, "Poeira de estrelas" é um pouco melhor do que "As correntes do espaço". A trama é um mais interessante e nele acompanhamos uma jornada pela galáxia. Neste quesito Asimov sempre faz um bom trabalho. Adorei as explicações sobre as naves, como elas atravessam o espaço. Essas ideias todas são e sempre foram muito consistentes no autor.
É um livro "ok", funciona pra se distrair, a leitura flui, mas volto a afirmar: Asimov tem muito mais a oferecer, e que bom que ele evoluiu muito desses livros em diante.
A leitura é válida para fans, e saudosos do universo do autor, mas não faz qualquer referência ao império ou a robôs, o que surpreende, já que está nessa trilogia.
Resenha de “Pedra no céu”
"Pedra no céu", de Isaac Asimov é um dos primeiros livros dele que eu li. Eu lembro da sensação de ler e pensar "quero mais" e aí ir atrás dos outros livros. Daí até descobrir que esse livro faz parte de uma trilogia que está no meio de uma saga, que vai de "O fim da eternidade", passa pelos robôs e termina lá na Fundação, muitos anos se passaram. 😂
Agora, relendo na ordem indicada pelo autor (a lista com essa ordem está aqui), eu posso garantir pra vocês: a trilogia do império galáctico pode ser lida fora de ordem. Inclusive, pode ser lido depois, beeem depois, pra matar a saudade desse universo.
Mesmo sem muita conexão, "Pedra no céu" é, entre esses três, o que mais gosto, e o que mais me remete ao ambiente da Fundação. Porém, sem muita política, o que torna ele mais interessante pra mim.
Acho que aqui Asimov ainda está com a pegada de contista, preocupado em entreter, e o resultado é um romance muito divertido e curioso.
Nele já vemos algumas discussões que vão ser melhor exploradas em outros livros da saga e que deixam aquele gostinho de quero mais.
É o melhor livro dele? Claro que não, mas dessa trilogia é o melhor e mostra o que Asimov tinha de ideias para entreter os seus leitores no futuro.
Esqueça a ordem certa para ler a trilogia do império galáctico!
Minha conclusão sobre essa trilogia é que ela foi “vendida” como tal apenas para fazer um box, pra editora ganhar mais dinheiro, para colecionadores ficarem felizes. Em relação a ordem de leitura, não se preocupe com isso. Eu comecei por Pedra no céu e não fez muita diferença naquele momento, e cada um pode criar as estratégias conforme seu gosto. Vamos a algumas alternativas:
Ler por ordem de publicação: começa em “Pedra no céu” (1951), depois “Poeira de estrelas” (1951) e então “As correntes do espaço” (1952).
Ler por ordem cronológica do ponto de vista da saga completa: “As correntes do espaço”, “Pedra no céu” e depois “Poeira de estrelas”.
Ler quando der vontade, depois da saga dos robôs, na ordem que preferir.
Para mim a melhor opção é a terceira, com um adendo: não coloque esses livros entre a leitura da série dos Robôs ou da Fundação, pra não perder o ritmo e os detalhes. Como já falei em outros posts, a gente ganha muito lendo os livros na sequência e sem muito intervalo de tempo entre eles.